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sábado, 4 de setembro de 2010

Satcol: mais um capítulo

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No início desta semana, passou-se mais um capítulo do já complicado programa colombiano para a aquisição de um satélite geoestacionário de comunicações, conhecido como Satcol. Após um processo de avaliação de propostas entregues por interessados no início de agosto, Bogotá declarou mais uma vez deserta a licitação, isto é, nenhuma das propostas atendeu os requisitos mínimos exigidos. A informação é do jornal local "El Tiempo".

De acordo com informações oficiais, disponíveis no website do Ministério das Comunicações da Colômbia (Mintic), dois grupos apresentaram propostas: a China Great Wall Industry Corporation (CGWIC), da China; e a norte-americana Orbital Sciences Corporation (OSC).

A CGWIC, que já tem presença relevante na América do Sul (o Venesat-1, da Venezuela, foi construído pelo grupo chinês, que também negocia com a Bolívia em relação ao projeto do Tupac Katari), apresentou uma proposta relativamente bem detalhada, mas sem vários documentos e informações exigidos no processo levado a cabo pelo Mintic. Assim, foi considerada insatisfatória.

Já a "oferta" da OSC nem sequer foi considerada como uma proposta de fato. A empresa americana apresentou apenas um folder contendo informações de caráter técnico-comercial, ignorando algumas exigências de documentos específicos exigidos no processo. Por esta razão, o governo colombiano considerou que o interesse da Orbital não se constitui como uma proposta, tendo sido, portanto, ignorada.

O documento com todas essas informações traz, aliás, muitos outros dados interessantes, inclusive técnicos. Apesar do pedido da CGWIC, o Mintic, nos termos da legislação colombiana, considerou todos os dados como públicos, tendo os divulgado. Há, por exemplo, uma tabela de confiabilidade dos satélites da série DFH, desenvolvida e construída pela CGWIC. Nela são listados cinco satélites já colocados em órbita, inclusive o Venesat-1. Destes, dois (Sinosat 2 e NIGCOMSAT 1) tiveram falhas operacionais, tendo já sido retirados de serviço. Embora na tabela conste que o satélite de comunicações venezuelano está 100% operacional, foi incluída uma observação: "existem informações contraditórias sobre o estado deste satélite com falhas similares aos outros modelos de voo DFH nos painéis solares. Logo, diante da falta de informação de caráter oficial, não foram consideradas perdas de capacidade operacional para este satélite."

Em junho de 2009, o blog já havia divulgado rumores sobre falhas no Venesat-1, que circulavam no mercado. Alguns meses depois, porém, o governo de Hugo Chávez negou quaisquer falhas.

Resta agora saber qual será a alternativa que o governo da Colômbia buscará para atender o programa Satcol, que talvez seja muito exigente por aquilo que Bogotá está disposta a pagar. No final de 2009, o governo colombiano já havia declarado a concorrência como deserta, após ter recebido uma proposta, considerada também insatisfatória, da companhia russa Reshetnev. Chama, aliás, atenção o fato de fabricantes europeus como a Thales Alenia Space e a EADS Astrium não terem feito ofertas nesta última fase.
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quinta-feira, 29 de julho de 2010

Atualizações sobre o Projeto Satcol

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A Colômbia segue adiante com o seu objetivo de dispor até 2013 de um satélite geoestacionário de comunicações, dentro do chamado projeto Satcol. Iniciado oficialmente em setembro de 2009, a configuração final do projeto e sua contratação ainda não foram finalizados devido a questionamentos técnicos sobre as exigências feitas pelo edital da concorrência, mas o governo da Colômbia já tomou iniciativas no sentido de retomar as discussões e análises.

No último dia 19, a licitação aberta para a aquisição do satélite foi suspensa, em razão da necessidade de se revisar observações de alto conteúdo técnico e complexidade formuladas por algumas das empresas interessadas. A partir de 2 de agosto, o processo de seleção será reiniciado.

Lançada em maio de 2010, a concorrência do Satcol, a cargo do Fundo de Tecnologias da Informação e das Comunicações, ligado ao Ministério das Comunicações, compreende a seleção de contratista para o desenho, fabricação, lançamento e validação de desempenho em órbita do Satcol.

Segundo informações divulgadas pela imprensa colombiana, quatro empresas operadoras já demonstraram interesse no projeto: Intelsat (EUA), SES New Skies (Holanda), Telesat (Canadá), e Intersputnik (Rússia). Além destas, os fabricantes Loral Space Communications e Orbital Sciences Corporation, dos EUA, a Thales Alenia Space (França/Itália), e Reshetnev (Rússia) também têm participado das discussões e podem apresentar ofertas.
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Colômbia: Satcol está de volta

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O Ministério das Comunicações da Colômbia realizará hoje (25), em Bogotá, reuniões com empresas interessadas no projeto do primeiro satélite de comunicações do país, o Satcol. Uma licitação já havia sido lançada em 2009, mas cancelada no final daquele mesmo ano em razão de nenhuma das proposta apresentadas atender todos os termos do edital ("Licitação do Satcol: encerrada sem sucesso").

"O objetivo dos encontros individuais é terminar a fase prévia de análises para iniciar o processo de aquisição do satélite colombiano e continuar com um processo aberto, competitivo e transparente na seleção do contratista que se encarregará da construção, lançamento e validação do satélite em órbita", divulgou em nota o Ministério da Comunicações colombiano.

Nas reuniões preparatórias as empresas terão a oportunidade de fazer comentários, sugestões e apresentação de propostas. A agenda inclui seis companhias: Orbital Sciences Corporation (EUA), Intelsat (EUA), Telesat - Loral Space (Canadá, EUA), ISS Reshetnev (Rússia), SES World Skies (Holanda) e Thales Alenia Space (França).
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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Licitação do Satcol: encerrada sem sucesso

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Em novembro de 2009, postamos aqui no blog algumas atualizações sobre o projeto do primeiro satélite de telecomunicações da Colômbia, o Satcol ("Atualizações sobre o Projeto Satcol").

Embora seja notícia de mais de um mês atrás, em 1º de dezembro do ano passado, a licitação do governo colombiano para a compra de seu primeiro satélite foi declarada deserta (algo como, cancelada por não ter recebido propostas que atendessem a todos os termos do edital). Apenas um único fabricante apresentou proposta, a empresa russa Reshetnev, mas os termos oferecidos não foram considerados adequados. Toda a história e razões que levaram o governo a considerar deserta a licitação podem ser conferidos na Resolución nº 1.506, do Fondo de Tecnologías de la Información y las Comunicaciones.

É provável que a Colômbia lance nova concorrência ou opte mesmo pela contratação direta de um fabricante (é razoável de se imaginar que vários executivos de grandes fabricantes já estejam visitando os gabinetes de Bogotá com as suas ofertas), pois sua intenção de contar com um satélite de comunicações próprio permanece.

Havia certa expectativa em relação ao Satcol, pois após a finalização de sua contratação, esperava-se que a Colômbia avançasse com a sua intenção de adquirir um satélite de sensoriamento remoto ótico. De fato, já existem movimentos e discussões nesse sentido, envolvendo, inclusive, uma possível parceria com o Chile para o compartilhamento de imagens geradas por seus satélites próprios (o Chile com o seu SSOT, que deve subir ao espaço ainda em 2010, e a Colômbia com o seu a ser futuramente adquirido).

O blog continuará monitorando as novidades sobre os projetos espaciais colombianos e de outros países da América do Sul.
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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Atualizações sobre o Projeto Satcol

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A imprensa colombiana publicou nos últimos dias reportagens informando que apenas uma empresa russa, a ISS-Intersputnik entregou a documentação completa visando ao fornecimento do primeiro satélite geoestacionário da Colômbia, o SATCOL, negócio avaliado em cerca de 250 milhões de dólares (leiam mais em "Colômbia terá satélite de comunicações").

Outras empresas apresentaram cartas manifestando que as aspirações do governo colombiano eram demasiadamente altas. Segundo o jornal El Tiempo, duas interessadas, a Telesat e a SES New Skies decidiram não apresentar propostas em razão do risco cambial (a Colômbia exige a proposta em pesos, a moeda local), e também por terem considerado muito exigentes as garantias solicitadas pelo governo.

O jornal El Espectador, citando a Ministra da Comunicações, Mária del Rosario Guerra, afirma, no entanto, que ao menos três ofertantes irão apresentar propostas, contrariando as informações disponíveis em outros veículos.

O processo começou há alguns meses com 13 empresas interessadas, provenientes de 10 países. A proposta da Rússia deverá ser avaliada tecnicamente para se terminar a continuidade ou não da licitação. A adjudicação do contrato está prevista para meados de dezembro.
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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Congresso sobre satélites no Rio de Janeiro

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Acontece nos próximos dias 1 e 2, no Rio de Janeiro, o 9º Congresso Latino-Americano de Satélites, evento anual que reúne representantes da indústria de satélites de telecomunicações, operadores e autoridades para discutir os temais cruciais do setor.

A edição deste ano contará com palestras sobre os projetos de satélites de comunicações em desenvolvimento na América Latina, como o programa Arsat, da Argentina, e o colombiano Satcol, entre outros assuntos.

No segundo e último dia haverá uma apresentação do presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem, sobre o "Plano estratégico do governo brasileiro para o setor espacial", além de palestras sobre o projeto do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB) e aplicações em controle de tráfego aéreo e controle do espaço aéreo.

O blog estará presente no segundo dia e fará uma cobertura do evento.
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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Colômbia terá satélite de comunicações

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O governo da Colômbia deu na semana passada mais um passo em direção ao seu satélite próprio de comunicações. No dia 16, foi aberto o prazo para a entrega de propostas de empresas para o fornecimento de um satélite geoestacionário de comunicações, que será chamado Satcol, também conhecido pela sigla CSCSS (Colombian social communications Satellite System). As propostas podem ser entregues até 11 de novembro, e a expectativa é que um contrato seja assinado no final do mesmo mês.

O objetivo da Colômbia é ter o satélite em órbita em meados de 2012, e todo o sistema conta com um orçamento pouco inferior a US$ 250 milhões para o projeto, desenvolvimento, fabricação e entrega do satélite em órbita. A concorrência está sendo coordenada pela Satel Conseil International, empresa francesa de consultoria em sistemas espaciais, pelo grupo local de telecomunicações STI, e pelo banco Incorbank.

Com o Satcol, a Colômbia segue o caminho da Venezuela (Venesat) e da Argentina (Arsat), que contrataram ou estão construindo os seus próprios satélites governamentais.
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