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Programa Sirius: Seminário apresentará novo sistema brasileiro de gerenciamento da navegação aérea
Ivan Plavetz
24/09/2013
Entre os dias 14 a 17 de outubro, será realizado na cidade do Rio de Janeiro o Seminário ATM Sirius Brasil-Impulsionando o Desenvolvimento do ATM Nacional. Trata-se de um evento cujo tema central será o novo sistema de gerenciamento de tráfego aéreo que esta sendo implantado no Brasil, dentro do conceito CNS/ATM (Communication Navigation Surveillance/Air Traffic Management). O seminário pretende focar a discussão no amplo leque de mudanças e ganhos operacionais que deverão ocorrer no ATM brasileiro nos próximos dez anos.
O programa Sírius Brasil esta sendo implantado para proporcionar maior eficiência nas operações de gerenciamento do tráfego aéreo no Brasil, logrando-se entre outras vantagens, a redução do tempo de voo, consumo de combustível, poluição do meio ambiente e ruído em torno dos aeroportos. A chamada Navegação Baseada em Performance (PBN, da sigla em inglês Performance Based Navigation), já esta em operação nas áreas terminais de Brasília e do Recife.
Ao longo do seminário, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) espera reunir empresas aéreas, associações de classe envolvidas no transporte aéreo e aviação geral, controladores de tráfego aéreo, pilotos, profissionais ligados à infraestrutura de tráfego aéreo, gerentes ATM, empresas de infraestrutura aeroportuária e instituições de ensino superior ligadas à área. A ideia é debater temas como o uso de satélites na gestão do tráfego aéreo, comunicação digital e gestão estratégica da navegação aérea.
Atualmente, para gerenciar o controle do tráfego aéreo no Brasil correspondente a uma área de 22 milhões de km², considerando o espaço territorial e sobrejacente à área oceânica, o DECEA dispõe de 41 Centros de Controle de Aproximação (APP), 59 Torres de Controle (TWR), distribuídos em cinco Regiões de Informação de Voo (FIR), cinco Centros de Controle de Área (ACC), com um total de 14 mil pessoas colaborando com o Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB).
As inscrições estão abertas até o dia 1°. Informações e inscrições: www.decea.gov.br/eventos/seminarioatm
Fonte: Tecnologia & Defesa.
Comentário do blog: a concepção inicial do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB), do início da década de 2000, que posteriormente deu origem ao projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), tinha como missão primária o controle de tráfego aéreo, e como secundárias as capacidades em comunicações governamentais e de defesa, e meteorologia. As necessidades tanto em CNS/ATM como meteorologia ainda não foram devidamente endereçadas, e há expectativa para desdobramentos futuros nesse campo envolvendo o segmento espacial.
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domingo, 29 de setembro de 2013
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
SGDC: Thales Alenia Space e Arianespace são escolhidas
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Visiona seleciona empresas fornecedoras do sistema do satélite geoestacionário brasileiro (SGDC)
Thales Alenia Space e Arianespace foram escolhidas para fornecer, respectivamente, o satélite e o lançamento do sistema SGDC
A Visiona informa que a Thales Alenia Space e a Arianespace foram escolhidas para fornecer o satélite e para prover o lançamento do SGDC, respectivamente. O processo de seleção conduzido pela Visiona durou cerca de 12 meses, seguiu rigorosos padrões aplicados internacionalmente e baseou-se estritamente no atendimento dos parâmetros técnicos, operacionais e econômicos do projeto, além do requerimento de absorção e transferência de tecnologia definidos pelo governo brasileiro.
A escolha das empresas foi aprovada pelo Comitê Diretor do projeto SGCD, composto por representantes dos Ministérios das Comunicações (MC), Defesa (MD) e Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
O SGDC atenderá as necessidades do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), da Telebras, e também um amplo espectro de comunicações estratégicas brasileiras nos âmbitos civil e militar.
“Com o satélite geoestacionário, o País ampliará o acesso à banda larga de Internet para todo o território e terá assegurada a soberania em suas comunicações estratégicas, tanto na área civil quanto na militar”, afirma Caio Bonilha, presidente da Telebras.
Para Nelson Salgado, presidente da Visiona, “a seleção destes fornecedores encerra uma etapa importante do processo de definição do sistema SGDC, criando condições para que o contrato entre Visiona e Telebras seja assinado e o trabalho de desenvolvimento do sistema possa ser efetivamente iniciado”. Os termos e condições do contrato entre Visiona e Telebras serão divulgados oportunamente, quando da sua assinatura.
Sobre a Visiona
A Visiona Tecnologia Espacial S.A. é uma empresa dos grupos Embraer e Telebras, controlada pela Embraer e constituída com o objetivo inicial de atuar na integração do sistema do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) do governo brasileiro, que visa atender às necessidades de comunicação satelital do Governo Federal, incluindo o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) e um amplo espectro de comunicações estratégicas de defesa.
A Visiona tem também como objetivo atuar como empresa integradora de satélites, com foco nas demandas do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE/AEB) e do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE/FAB).
Fonte: Visiona.
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Visiona seleciona empresas fornecedoras do sistema do satélite geoestacionário brasileiro (SGDC)
Thales Alenia Space e Arianespace foram escolhidas para fornecer, respectivamente, o satélite e o lançamento do sistema SGDC
A Visiona informa que a Thales Alenia Space e a Arianespace foram escolhidas para fornecer o satélite e para prover o lançamento do SGDC, respectivamente. O processo de seleção conduzido pela Visiona durou cerca de 12 meses, seguiu rigorosos padrões aplicados internacionalmente e baseou-se estritamente no atendimento dos parâmetros técnicos, operacionais e econômicos do projeto, além do requerimento de absorção e transferência de tecnologia definidos pelo governo brasileiro.
A escolha das empresas foi aprovada pelo Comitê Diretor do projeto SGCD, composto por representantes dos Ministérios das Comunicações (MC), Defesa (MD) e Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
O SGDC atenderá as necessidades do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), da Telebras, e também um amplo espectro de comunicações estratégicas brasileiras nos âmbitos civil e militar.
“Com o satélite geoestacionário, o País ampliará o acesso à banda larga de Internet para todo o território e terá assegurada a soberania em suas comunicações estratégicas, tanto na área civil quanto na militar”, afirma Caio Bonilha, presidente da Telebras.
Para Nelson Salgado, presidente da Visiona, “a seleção destes fornecedores encerra uma etapa importante do processo de definição do sistema SGDC, criando condições para que o contrato entre Visiona e Telebras seja assinado e o trabalho de desenvolvimento do sistema possa ser efetivamente iniciado”. Os termos e condições do contrato entre Visiona e Telebras serão divulgados oportunamente, quando da sua assinatura.
Sobre a Visiona
A Visiona Tecnologia Espacial S.A. é uma empresa dos grupos Embraer e Telebras, controlada pela Embraer e constituída com o objetivo inicial de atuar na integração do sistema do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) do governo brasileiro, que visa atender às necessidades de comunicação satelital do Governo Federal, incluindo o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) e um amplo espectro de comunicações estratégicas de defesa.
A Visiona tem também como objetivo atuar como empresa integradora de satélites, com foco nas demandas do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE/AEB) e do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE/FAB).
Fonte: Visiona.
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segunda-feira, 29 de julho de 2013
Exclusivo: A estratégia da MDA e Space Systems / Loral para o Brasil
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O blog Panorama Espacial tem frequentemente abordado as estratégias de grupos e empresas interessadas em participar de projetos relacionados ao Programa Espacial Brasileiro, como o do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), atualmente o mais avançado e evidente deles.
Das três fabricantes pré-selecionadas para a fase final do SGDC, já tratamos da Thales Alenia Space (veja aqui). Agora é a vez da Space Systems / Loral, controlada pelo grupo canadense MDA Coporation.
A seguir, reproduzimos informações traduzidas e adaptadas pelo blog Panorama Espacial, a partir de material recebido das empresas, sobre o histórico da SS/L / MDA na América Latina, experiência em satélites de banda larga e banda Ka, e também algumas informações sobre a proposta para o projeto do SGDC.
Desde junho, Laurent Mourre, executivo com extensa experiência nos setores aeroespacial e de defesa, e que anteriormente foi diretor geral do grupo francês Thales no Brasil, está encarregado da estratégia da MDA para o País.
Comprometimento com o Brasil
Em novembro de 2012, a SS/L foi adquirida pela MDA, uma companhia canadense criada em 1969. A aquisição foi importante para a SS/L por muitas razões, mas particularmente por que a MDA está assumindo um compromisso de longo prazo em fazer negócios na América Latina, com um enfoque particular em estabelecer uma presença no Brasil e tornar o País parte de sua cadeia global de fornecedores. A empresa oferece serviços de imageamento radar e vigilância, além de sistemas de comunicações e robótica, sistemas de informações, entre outros. A SS/L está comprometida com o mercado latino-americano como parte de uma estratégia corporativa e já demonstrou o valor de seus satélites de comunicações no Brasil e em outros países da América Latina.
Experiência em banda larga
A SS/L construiu o primeiro satélite com capacidade de banda larga em banda Ka hoje em serviço na América Latina. O satélite, chamado Amazonas 3, foi lançado em fevereiro deste ano e é operado pela Hispasat e por sua afiliada brasileira, a Hispamar. No Brasil, o satélite tem prestado serviços de banda larga no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Ele também oferece serviços de banda larga em outras cidades chave na América Latina, assim como outros serviços.
A SS/L é líder mundial em capacidade de banda larga espacial e construiu dois dos mais capazes satélites com banda Ka, atualmente em operação na América do Norte. A companhia está particularmente bem posicionada para oferecer serviços de satélites para inclusão digital e serviços governamentais no Brasil, a exemplo dos satélites e sistemas terrestres atualmente em produção para uma rede de banda larga nacional similar para o governo da Austrália. O sistema distribuirá capacidade em banda larga para regiões rurais e remotas na Austrália que não podem ser alcançadas por redes sem fio e tecnologia de fibra ótica. A companhia está bastante familiarizada com as questões técnicas e administrativas relacionadas a este tipo de projeto nacional, estando em condições de aportar sua experiência para um programa similar no Brasil.
Informações adicionais
- Durante este ano, a SS/L conquistou contratos para a construção de cinco satélites de comunicações, quatro destes que contarão com cargas úteis em banda Ka, para transmissões em banda larga. Segundo a companhia, seu "sucesso está baseado em sua reputação por qualidade, confiabilidade e valor, e [seu] conhecimento em satélites com banda Ka e transmissões em banda larga é insuperável".
- A SS/L já construiu ou está construído 42 cargas úteis em banda Ka. Satélites dedicados em banda larga incluem o Thaicom 4/iPSTAR (lançado em 2005); Wildblue 1 (2006), ViaSat01 (outubro de 2011), EchoStar XVII/Jupiter-1 (julho de 2012), NBN Co 1A (previsão de lançamento em 2015), NBN Co 1B (previsão de lançamento em 2015), Jupiter 2/EchoStar XIX (previsto para 2016).
- Aproximadamente 25 satélites construídos pela SS/L já atenderam o mercado latino-americano: vários satélites para a Intelsat, maior operadora de satélites de comunicações do mundo, em posições orbitais atendendo a América do Sul e América Central. Satélites recentemente colocados em órbita que atendem a região: Satmex 8 (México), Amazonas 3 (Hispasat / Hispamar do Brasil) (ilustração), Anik G1 (Telesat / Telesat Brasil). Outros satélites da SS/L que atendem a América Latina: QuetzSat-1, Telstar 11N, EchoStar 9, SES-4, Hispasat 1E e Satmex 6. A SS/L está atualmente construindo o Star One C4, da operadora brasileira Star One, do grupo Embratel. [Nota do blog: no mercado, comenta-se que a SS/L também fabricará o Star One D1, primeiro satélite da quarta geração da Star One, previsto para ser lançado no primeiro trimestre de 2016 e que contará com capacidade em banda C, Ku e Ka. A fabricante, porém, não confirma a informação]
- A SS/L não vende qualquer satélite para o governo norte-americano há mais de dez anos. É a única fabricante que venda apenas para companhias privadas e governos estrangeiros. [Nota do blog: a ausência de contratos governamentais nos EUA exige que a companhia seja mais competitiva - daí ser conhecida no mercado por seus preços e condições financeiras bastante agressivas levando-se em conta a proporção preço versus gigabytes transmitidos. Ainda, o fato de não haver vínculo com o governo norte-americano tende a desvincular a SS/L dos problemas relacionados à suposta espionagem dos EUA]
- A MDA, controladora da SS/L, é baseada no Canadá e está totalmente livre para propor transferência de tecnologia, independente da legislação norte-americana de exportação de produtos sensíveis (ITAR).
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quinta-feira, 13 de junho de 2013
Visita à Thales Alenia Space
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Semana passada, um repórter da revista Tecnologia & Defesa, publicação a qual o blog Panorama Espacial está vinculado, esteve em instalações da companhia europeia Thales Alenia Space (TAS) em Cannes, no sul da França, e Roma, na Itália, para conhecer as capacidades da companhia e seus planos para o Brasil.
A TAS é uma das três finalistas na concorrência do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), ao lado da norte-americana Space Systems / Loral e da japonesa Melco.
Para acessar a reportagem, rica em imagens e com informações exclusivas sobre a proposta da TAS para o SGDC e outros projetos do Programa Espacial Brasileiro, clique aqui.
Em breve, teremos mais conteúdo exclusivo sobre o SGDC e outros projetos do Programa Espacial Brasileiro.
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Semana passada, um repórter da revista Tecnologia & Defesa, publicação a qual o blog Panorama Espacial está vinculado, esteve em instalações da companhia europeia Thales Alenia Space (TAS) em Cannes, no sul da França, e Roma, na Itália, para conhecer as capacidades da companhia e seus planos para o Brasil.
A TAS é uma das três finalistas na concorrência do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), ao lado da norte-americana Space Systems / Loral e da japonesa Melco.
Para acessar a reportagem, rica em imagens e com informações exclusivas sobre a proposta da TAS para o SGDC e outros projetos do Programa Espacial Brasileiro, clique aqui.
Em breve, teremos mais conteúdo exclusivo sobre o SGDC e outros projetos do Programa Espacial Brasileiro.
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quinta-feira, 9 de maio de 2013
Short-list do SGDC: uma análise
No final da tarde da última sexta-feira (3), o aguardado short-list dos potenciais fornecedores do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) foi divulgado pela Visiona, com três nomes, alguns não esperados: a Space Systems / Loral, dos EUA; a Thales Alenia Space, da França; e a Mitsubishi Electric Corporation, do Japão.
Segundo informação obtida pelo blog Panorama Espacial, o processo de seleção se encontra agora em fase de apresentação pelos concorrentes de suas ofertas finais e melhoradas (algo conhecido pela sigla em inglês BAFO, de best and final offer). Reuniões com representantes das três selecionadas estão previstas para acontecer no decorrer da próxima semana. A expectativa é que a seleção final ocorra ainda no primeiro semestre.
Os americanos
Desde que o projeto do SGDC começou a tomar forma, há pouco menos de dois anos, a californiana Space Systems / Loral (SS/L) passou a ser citada nos bastidores como uma das grandes favoritas a fornecer o primeiro satélite, particularmente por sua reconhecida experiência e conhecimento em missões de satélites de grande porte em bandas X (Anik G1, Optus C1, XTAR-EUR, Spainsat, Optus C1, etc.) e Ka (Amazonas 3, Viasat-1, etc.), e por suas propostas economicamente agressivas. Sua competitividade financeira, aliás, é conhecida pela Star One, subsidiária da brasileira Embratel, que nos últimos anos contratou e negociou três satélites com a fabricante.
Pontos fortes: preço. A SS/L tem no mercado a imagem de oferecer preços extremamente competitivos, uma das razões pela qual detém grande parcela do mercado comercial de satélites geoestacionários de comunicações. A empresa também conta com grande experiência em satélites de bandas X e Ka, estando em vantagem em relação às outras duas finalistas quanto à missões de grande porte já desenvolvidas.
Pontos fracos: embora seja atualmente controlada pela MDA, companhia de capital canadense, a SS/L é uma empresa com sede nos EUA, estando, portanto, sujeita à legislação desse país, inclusive ao International Traffic in Arms Regulations (ITAR). Muito embora o ITAR esteja em processo de revisão e flexibilização, o pacote de transferência de tecnologia oferecido pelos americanos pode ser limitado em comparação aos de seus concorrentes.
Os franceses
A Thales Alenia Space (TAS), joint-venture do grupo francês Thales (67%) com a italiana Finmeccanica (33%) para o setor espacial, é responsável pelo fornecimento do sistema de comunicações militares por satélite do Ministério da Defesa da França, o Syracuse, que se encontra em sua terceira geração.
Durante a LAAD 2013, que aconteceu no último mês de abril, a TAS se apresentou a autoridades e partes interessadas no projeto do SGDC como uma grande player em missões de defesa e de uso dual, destacando sua participação nos sistemas de comunicações militares Syracuse (França), Sicral (Itália) e Satcom BW (Alemanha). Em missões duais, os destaques foram a missão Athena Fidus, de banda Ka, iniciativa conjunta dos governos da França e da Itália, e os mercados de exportação na Turquia, Brasil e Coréia do Sul. Seu expertise em banda Ka, tecnologia que será utilizada no SGDC, foi também mencionado, com envolvimento em mais de 20 programas desde 1991. Nathalie Smirnov, vice-presidente executiva para a unidade de telecomunicações da TAS, e Christophe Garier, da Thales International, passaram pela feira e tiveram o SGDC como um dos assuntos de suas agendas.
Veja a postagem "Thales Alenia Space e seus planos para o Brasil", de outubro de 2012.
Pontos fortes: acredita-se que a proposta da TAS seja bastante competitiva em termos de transferência de tecnologia, beneficiando-se da parceria estratégica franco-brasileira firmada em dezembro de 2008. A Thales, diga-se de passagem, tem uma presença respeitável no Brasil, inclusive industrial, por meio da Omnisys, de São Bernardo do Campo (SP), que participa de alguns projetos do Programa Espacial Brasileiro, como o CBERS e a Plataforma Multimissão (PMM), entre outros.
Pontos fracos: não há consenso em relação ao quão competitivo seria a proposta francesa em termos financeiros. Há quem diga que a TAS estaria disposta a um grande esforço financeiro para conquistar o contrato, muito embora o fator preço, associado à questão cambial (dólar versus euro) tenha tido certa importância na redução da representatividade da TAS no mercado comercial de satélites geoestacionários nos últimos anos. Aliás, preço foi um dos principais motivos que levaram à dolorosa perda do Star One C3 para a Orbital Sciences Corporation, dos EUA, no final de 2011.
Em conversas reservadas com pessoas que acompanham a concorrência, chegou-se a mencionar um possível prejuízo à proposta francesa em razão do apoio de Paris ao candidato derrotado à direção-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), o mexicano Herminio Blanco, em detrimento de Roberto Azevêdo, candidato brasileiro, eleito em 7 de maio. Em artigo no "Valor Econômico" de 30 de abril, o jornalista Sérgio Leo, citando fontes governamentais, lembrou que os países europeus com maior resistência à candidatura brasileira são, exatamente, os que têm grandes interesses em negócios na área de defesa com o Brasil, inclusive a França.
Os japoneses
Para alguns, a seleção da japonesa Mitsubishi Electric Corporation (Melco) para a fase final do processo foi uma surpresa (embora não a maior). Todavia, fato é que desde o final de outubro de 2012 a Melco já era citada como uma forte competidora, "jogando com uma oferta mais agressiva."
Pontos fortes: os japoneses desejam ampliar a cooperação espacial com o Brasil, tendo realizado alguns encontros e workshops com a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Os interesses passam por meios de monitoramento de desastres naturais, Observação Terrestre e, logicamente, satélites de comunicações. A tecnologia espacial japonesa, em particular a de satélites, é também conhecida por sua qualidade e confiabilidade.
Pontos fracos: durante muito tempo, a tecnologia espacial japonesa foi considerada no mercado como cara, uma grande barreira para a sua penetração no mercado. Ainda assim, nos últimos anos a Melco conquistou alguns contratos, como o dos satélites Turksat 4A/B, da Turquia, em março de 2011, que contarão com transpônderes em banda Ka. Outro ponto eventualmente lembrado sobre os japoneses são suas restrições legais (sendo flexibilizadas) e pudor acerca da exportação de sistemas de defesa. Apesar do satélite não seja uma arma em si, fato é que o SGDC terá utilidade militar, servindo o Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS), do Ministério da Defesa. A Melco faz parte do grupo Mitsubishi, controlador da Mitsubishi Aircraft Corporation, que desenvolve uma família de aviões regionais que compete diretamente com a família dos E-Jets da Embraer (controladora da Visiona), aspecto não principal, mas que pode vir a ter algum valor, especialmente considerando-se o fato de que a SS/L e a TAS não são concorrentes diretas da Embraer.
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sábado, 4 de maio de 2013
Short-list do SGDC
A Telebras informou nesta sexta, 3, que a Visiona Tecnologia Espacial S/A (empresa da qual a estatal de telecomunicações é sócia com 49% do capital, ao lado da Embraer) pré-selecionou as empresas Mitsubishi Electric Corporation (Melco); Space Systems/Loral; e Thales Alenia Space no processo de escolha para o fornecedor do sistema do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). Trata-se do projeto de um satélite de comunicação e uso militar programado para 2015. Segundo o comunicado, essa primeira pré-seleção considerou requisitos técnicos, operacionais, econômicos e de transferência de tecnologia. Segundo o comunicado, "a próxima etapa será a final e seguirá as especificações da Telebras, operadora do satélite, bem como do Termo de Referência elaborado pelos ministérios das Comunicações, da Defesa e de Ciência, Tecnologia e Inovação".
O projeto do SGDC prevê um satélite com capacidade de operação em banda Ka e banda X. Na banda Ka, que será usada para comunicação de dados pela Telebras, serão 39 spots de 450 km e 10 spots de 900 km de cobertura. Ao todo, a parte de comunicação do satélite terá capacidade de 100 Gbps.
Fonte: Teletime
terça-feira, 23 de abril de 2013
"Sistemas espaciais para a defesa brasileira"
Sistemas espaciais para a defesa brasileira
André M. Mileski
A edição da Estratégia Nacional de Defesa (END), em dezembro de 2008, documento que serve como diretriz para todo o processo de transformação e atualização das Forças Armadas, apontou o setor espacial, ao lado dos nuclear e cibernético, como um dos seus pilares decisivos.
Em linha com os ditames da END e considerando o papel essencial hoje exercido por sistemas espaciais nas áreas de defesa e segurança, o governo brasileiro tem avançado em projetos e programas voltados a esse campo, como o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), meios de acesso autônomo ao espaço (ver T&D n.º 131) [nota do blog: para acessar a reportagem, clique aqui], a criação da Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE), entre outros.
Satélite de comunicações
O principal projeto espacial brasileiro é o SGDC, oficializado em sua estrutura atual em 2011 e que agora está a caminho de sua concretização. Anteriormente conhecido como Satélite Geoestacionário Brasileiro, o SGDC está sob a responsabilidade da Visiona Tecnologia Espacial, joint-venture entre a Embraer e a estatal de comunicações Telebrás, criada em maio de 2012. O primeiro SGDC terá vida útil estimada de 15 anos, com centros de operações em áreas militares em Brasília (DF) e no Rio de Janeiro (RJ). Ocupará a posição 75º Oeste. O sistema, como um todo, considera a operação de dois ou mais satélites geoestacionários. O planejamento de longo prazo considera três satélites operacionais em órbita, com lançamentos a cada cinco anos.
O projeto tem como objetivos principais (I) atender o Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS), do Ministério da Defesa; (II) comunicações estratégicas do Governo Federal, de certos órgãos e estatais; (III) Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), com uso exclusivo da capacidade em banda Ka; e (IV) proporcionar a absorção e transferência de tecnologia para o setor aeroespacial brasileiro. A capacidade em banda Ka deve atingir até 55 gigabytes por segundo.
Com o SGDC, toda a demanda do SISCOMIS em comunicações por voz, dados e vídeo, hoje a cargo da operadora Star One, da Embratel, passará a ser atendida pelo próprio governo. Existem em funcionamento cerca de 100 terminais do SISCOMIS, dos tipos leve, transportável, rebocável e naval, e a expectativa é que, até 2020, o sistema opere 300 terminais, inclusive de novos tipos, como portátil (man-pack), móvel terrestre e móvel submarino. O SGDC cobrirá todo o Atlântico, parte da costa do Pacífico e da América do Norte. Contará ainda com um spot móvel em banda X, isto é, capacidade de cobrir determinadas áreas em certos períodos, de acordo com os interesses do Ministério da Defesa (áreas de operações de navios e submarinos da Marinha, por exemplo).
Em meados de fevereiro, a Visiona disponibilizou a solicitação de propostas (RFP, sigla em inglês) para a contratação do primeiro satélite, a ser colocado em órbita entre 2014 e 2015. As empresas interessadas deverão responder no início de abril, com uma decisão, a ser tomada pelo governo brasileiro, prevista para meados desse ano.
CCISE
Levando-se em conta a END e as iniciativas espaciais em andamento no âmbito da Defesa, e também com o intuito de melhor organizar todas as ações em andamento, o Comando da Aeronáutica constituiu, no final de fevereiro de 2012, e sem alarde, a Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE), que tem as seguintes atribuições:
I - Definir, sob supervisão do Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER), e em coordenação com o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), com os Estados-Maiores da Armada (EMA) e do Exército (EME), as estratégias de implantação, de integração e de financiamento de sistemas espaciais relativos à defesa;
II - Dirigir, coordenar e integrar, à luz das diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa e em estreita ligação com o EMCFA, o EMA, o EME e o EMAER, todos os trabalhos concernentes à concepção, à definição de requisitos, à integração e à implantação de sistemas espaciais concernentes à defesa, incluindo os respectivos segmentos orbitais e a relativa infraestrutura de operação, tanto dos componentes de uso exclusivo do Ministério da Defesa, quanto daqueles de uso compartilhado com outros órgãos públicos e/ou privados; e
III - Representar, após prévia coordenação, o Ministério da Defesa e as Forças Singulares, em todos os atos que se fizerem necessários à implantação de sistemas espaciais relativos à defesa.
Para cumprir com suas responsabilidades, a CCISE conta com o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), cujas diretrizes de implantação foram aprovadas pelo Comando da Aeronáutica em maio de 2012, e que trabalha com um cenário de ações de curto, médio e longo prazos, num horizonte de 20 anos. Basicamente, a PESE aponta várias premissas operacionais e técnicas necessárias ao emprego de sistemas espaciais pelas Forças Armadas, com foco na definição das suas necessidades e requisitos.
Os sistemas espaciais considerados no PESE devem atender, no campo militar, à modernização de variados sistemas em operação, como o Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA), o Sistema de Enlaces de Digitais da Aeronáutica (SISCENDA), o SISCOMIS, o Sistema Militar de Comando e Controle (SISMC2), e também outros que estão em fase de planejamento ou implantação, como o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz) e Sistema Integrado de Monitoramento das Fronteiras (SISFRON). Planeja-se ainda o uso desses em apoio a iniciativas civis, como em ações de prevenção e atuação em casos de grandes catástrofes ambientais, no Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM), e no Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), entre outros.
Inspirado pelo moderno conceito de guerra centrada em rede (Net Centric Warfare), uma das principais inovações do PESE é o objetivo de se criar um Centro de Operações Espaciais (COPE), que seria subordinado ao Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro. Caberia ao COPE coordenar todas as atividades que façam uso de constelações de sistemas espaciais, oferecendo serviços nas áreas de comunicações, observação, mapeamento de informações, posicionamento e monitoramento espacial para o Ministério da Defesa e seus três comandos, e outros usuários governamentais.
Criada há pouco menos de um ano, a CCISE tem buscado conhecer o que há de mais moderno disponível em sistemas espaciais. Representantes da comissão visitaram alguns governos e empresas dispostas a cooperar com o Brasil na busca de sua independência espacial.
A CCISE também está atenta a identificar as necessidades nacionais. Em novembro de 2012, no exercício CRUZEX C2, da Força Aérea Brasileira, que simulou por meio de softwares o uso de aeronaves e veículos aéreos não tripulados em um conflito moderno, foi incluído pela primeira vez a simulação de uso de satélites. As missões foram planejadas e executadas com apoio de informações enviadas e transmitidas por uma constelação imaginária de satélites de órbitas baixas e geoestacionárias, produzindo dados de sensoriamento remoto, meteorologia, comunicações e posicionamento. “Não se concebe no século 21 uma Força Aérea que não utilize o espaço para executar suas missões”, declarou o coronel João Batista Xavier, da CCISE, por ocasião do exercício.
Conexão com o PNAE
Apesar de terem utilidade dual, os planos do Ministério da Defesa para o setor espacial visam, primariamente, atender as suas próprias exigências. Isso não significa dizer, no entanto, que as diferentes iniciativas brasileiras nesse campo não venham a convergir em algum momento.
Por natureza, o Programa Espacial Brasileiro, a cargo da Agência Espacial Brasileira (AEB), subordinada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, é civil. Mas, por razões lógicas e de racionalização de investimentos, iniciativas de caráter dual deverão ser desenvolvidas em conjunto.
Lançado pela AEB em janeiro de 2013, o aguardado Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) para o período de 2012 a 2021 menciona a END como uma das razões do porquê o espaço ser indispensável ao Brasil, por sua demanda em termos de monitoramento do território nacional, fronteiras e espaço aéreo.
Além de meios de acesso ao espaço, como os foguetes VLS e VLM e outros veículos lançadores, projetos a cargo do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), e do SGDC, o PNAE 2012-2021 destaca outros, em desenvolvimento ou em planejamento, que terão como um dos usuários o Ministério da Defesa. São eles, por exemplo, o Satélite Meteorológico Brasileiro (GEOMET-1), previsto para 2018, e o satélite radar de abertura sintética (SAR - Synthetic Aperture Radar), capaz de imagear o solo independente da cobertura de nuvens, missão planejada para estar em órbita em 2020.
Fonte: revista Tecnologia & Defesa n.º 132 (abril de 2013).
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quarta-feira, 17 de abril de 2013
LAAD 2013: o SGDC
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No setor espacial, embora não tenha sido único, o projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), tocado pela Visiona Tecnologia Espacial, joint-venture entre a Embraer e a estatal Telebrás, foi o grande destaque na LAAD Defence & Security 2013.
As propostas
No último dia 8, sete propostas foram entregues à Visiona. Apresentaram suas ofertas as europeias Astrium e Thales Alenia Space, as norte-americanas Boeing e Space Systems Loral, a japonesa Mitsubishi Electric, a Israel Aerospace Industries (IAI), e a russa ISS Reshetnev. As propostas da IAI e Reshetnev tem como parceira a canadense MDA, que seria responsável pelo fornecimento das cargas úteis das bandas Ka e X. É curioso observar o fato de que a MDA é controladora da Loral, adquirida em 2012.
"Short list" e definição
A expectativa é que a Visiona anuncie uma lista reduzida com três propostas (conhecida pelo termo em inglês "short list") em maio. A decisão do fabricante é aguardada para junho, com a assinatura do contrato nos meses seguintes.
Encontros
A LAAD 2013 foi o ambiente propício para encontros entre os interessados no SGDC. Executivos sêniores dos principais fabricantes, como Astrium, Thales Alenia Space e Boeing, além de Nelson Salgado, presidente da Visiona, estiveram circulando na feira e se reunindo com parceiros e governo. José Raimundo Coelho, presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB) e Petrônio Noronha, diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da AEB também compareceram ao evento, com agendas cheias.
Movimentação israelense
Chama atenção o grande interesse da estatal IAI em participar dos projetos espaciais brasileiros. O grupo, que atua nos setores aeroespacial e de defesa, tem em seu portfólio de produtos espaciais soluções em lançadores (Shavit, de pequeno porte) e satélites de comunicações e imageamento, tanto ótico como radar. Em entrevista dada a uma publicação especializada, um representante da IAI no Brasil destacou o interesse do grupo no País em satélites geoestacionários e de monitoramento ambiental. Na semana passada, a IAI anunciou a aquisição de participação na IACIT, empresa de São José dos Campos especializada na área de radares e sistemas eletrônicos. Há meses, o blog Panorama Espacial também tem ouvido rumores sobre discussões para parcerias e/ou iniciativas conjuntas entre a IAI e a Opto Eletrônica, de São Carlos (SP). A IAI e seus interesses espaciais na América do Sul será objeto em breve de uma postagem com análise específica.
Escolha comercial versus escolha estratégica
A pergunta que todos se fazem é sobre os critérios que pautarão a decisão do SGDC, e qual é a extensão do mandato dado pelo governo à Visiona. Será meramente uma escolha comercial, em que o preço é item crítico, ou a Visiona e o governo também levarão em consideração compromissos e ações voltadas a transferência de tecnologia e contrapartidas, entre outros?
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No setor espacial, embora não tenha sido único, o projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), tocado pela Visiona Tecnologia Espacial, joint-venture entre a Embraer e a estatal Telebrás, foi o grande destaque na LAAD Defence & Security 2013.
As propostas
No último dia 8, sete propostas foram entregues à Visiona. Apresentaram suas ofertas as europeias Astrium e Thales Alenia Space, as norte-americanas Boeing e Space Systems Loral, a japonesa Mitsubishi Electric, a Israel Aerospace Industries (IAI), e a russa ISS Reshetnev. As propostas da IAI e Reshetnev tem como parceira a canadense MDA, que seria responsável pelo fornecimento das cargas úteis das bandas Ka e X. É curioso observar o fato de que a MDA é controladora da Loral, adquirida em 2012.
"Short list" e definição
A expectativa é que a Visiona anuncie uma lista reduzida com três propostas (conhecida pelo termo em inglês "short list") em maio. A decisão do fabricante é aguardada para junho, com a assinatura do contrato nos meses seguintes.
Encontros
A LAAD 2013 foi o ambiente propício para encontros entre os interessados no SGDC. Executivos sêniores dos principais fabricantes, como Astrium, Thales Alenia Space e Boeing, além de Nelson Salgado, presidente da Visiona, estiveram circulando na feira e se reunindo com parceiros e governo. José Raimundo Coelho, presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB) e Petrônio Noronha, diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da AEB também compareceram ao evento, com agendas cheias.
Movimentação israelense
Chama atenção o grande interesse da estatal IAI em participar dos projetos espaciais brasileiros. O grupo, que atua nos setores aeroespacial e de defesa, tem em seu portfólio de produtos espaciais soluções em lançadores (Shavit, de pequeno porte) e satélites de comunicações e imageamento, tanto ótico como radar. Em entrevista dada a uma publicação especializada, um representante da IAI no Brasil destacou o interesse do grupo no País em satélites geoestacionários e de monitoramento ambiental. Na semana passada, a IAI anunciou a aquisição de participação na IACIT, empresa de São José dos Campos especializada na área de radares e sistemas eletrônicos. Há meses, o blog Panorama Espacial também tem ouvido rumores sobre discussões para parcerias e/ou iniciativas conjuntas entre a IAI e a Opto Eletrônica, de São Carlos (SP). A IAI e seus interesses espaciais na América do Sul será objeto em breve de uma postagem com análise específica.
Escolha comercial versus escolha estratégica
A pergunta que todos se fazem é sobre os critérios que pautarão a decisão do SGDC, e qual é a extensão do mandato dado pelo governo à Visiona. Será meramente uma escolha comercial, em que o preço é item crítico, ou a Visiona e o governo também levarão em consideração compromissos e ações voltadas a transferência de tecnologia e contrapartidas, entre outros?
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
SGDC: RFP está "na rua"
Propostas para o satélite brasileiro devem ser entregues até 8 de abril; Telebras escolherá
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013, 20h22
Já está "na rua" desde o dia 15 de fevereiro a Request for Proposal (RFP) da Visiona, joint-venture entre a Telebras e a Embraer, para a contratação do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação Estratégica (SGDC). Segundo apurou este noticiário, entre as empresas que retiraram o documento estão os principais players do setor: as francesas Thales Alenia e Astrium; as americanas Loral, Boeing e Orbital; e a japonesa Mitsubishi.
Trata-se da contratação de uma solução completa, ou seja, inclui o artefato (o satélite em si) e o veículo lançador (foguete). Os fornecedores do artefato, portanto, devem apresentar propostas conjuntas com o lançador. Os gateways que ficam em terra serão objeto de uma contratação direta da Telebras.
O prazo final para envio das propostas é o dia 8 de abril. Depois disso, a Visiona tem até junho para elaborar um relatório-síntese de todas as propostas e remetê-lo à Telebras e ao governo, que escolherão a proposta vencedora levando em conta o que foi oferecido em termos de transferência de tecnologia.
Fonte: Teletime
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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
SGDC no "Valor Econômico"
Satélite brasileiro atrai sete grupos mundiais
Por Virgínia Silveira
Para o Valor, de São José dos Campos
Sete grandes grupos de fabricantes internacionais estão participando do processo de seleção do fornecedor do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas. Realizada pelo governo brasileiro, essa concorrência é considerada hoje a principal na área espacial da América do Sul, com investimento já aprovado de R$ 720 milhões. O valor inclui o lançamento do satélite, previsto para o fim de 2014.
A Agência Espacial contratou a Visiona Tecnologia Espacial, joint venture entre a Embraer e a Telebras, para fazer o gerenciamento dos contratos com os futuros fornecedores do equipamento. A Visiona encerrou a fase de recebimento das informações solicitadas aos fabricantes no fim do ano passado, e nas próximas duas semanas poderá liberar as linhas gerais de sua solicitação de propostas (RFP, na sigla em inglês) para os interessados.
A lista de empresas participantes da licitação, segundo fontes que acompanham o processo, inclui as europeias Astrium e Thales Alenia Space, as americanas Boeing, Lockheed Martin e Space Systems Loral (essa última adquirida pelo grupo canadense MDA, em 2012), a japonesa Mitsubishi e a russa Reshetnev.
Procurada pelo Valor, a Boeing disse que seria prematuro comentar a concorrência, pois o pedido de proposta ainda não foi divulgado. "A Boeing está a par do processo da Visiona, mas seguimos nossa política de não comentar os requisitos relativos aos nossos clientes", disse em nota.
Haverá uma única licitação para a compra do satélite, do sistema de controle de solo e do lançamento, disse o diretor de planejamento e investimentos estratégicos da Agência Espacial, Petrônio Noronha de Souza. Apenas a parte de instalação de antenas de recepção e emissão de sinais de internet ficará sob a responsabilidade da Telebras, segundo o diretor.
Os requisitos do satélite foram elaborados pelo Ministério das Comunicações, Telebras e Ministério da Defesa, consolidados depois pelos grupos de trabalho criados pelo decreto presidencial que estabeleceu a governança para o desenvolvimento do equipamento geoestacionário. A canadense Telesat, segundo o diretor da agência, deu apoio ao projeto na fase que antecedeu a RFP.
O prazo para o lançamento, no entanto, segundo o Valor apurou, poderá atrasar e se estender até 2015, pois o período para a contratação dos fornecedores e a fabricação do satélite é considerado curto. A agência também já programou a aquisição do segundo satélite, com previsão de lançamento para 2019.
O satélite geoestacionário vai atender à demanda de comunicações militares e de defesa do governo federal, assim como o Programa Nacional de Banda Larga, levando internet às populações de cerca de 1,2 mil municípios localizados em regiões remotas do país. Atualmente, o governo contrata tecnologia de satélites estrangeiros.
O satélite brasileiro vai operar em banda X (faixa de frequência de transmissão dos dados), para as comunicações estratégicas do governo, com cobertura regional (Brasil), América Latina e Oceano Atlântico, usando cinco transponders (sistema que converte o sinal recebido do satélite para outra frequência determinada). Para as comunicações em banda larga usará a banda Ka.
O contrato de construção do satélite vai envolver transferência de tecnologia nas áreas de sistemas de comunicação, controle de atitude e órbita, controle de solo, software de controle e propulsão, afirmou o diretor da Agência Espacial.
O satélite geoestacionário foi incluído na lista de projetos que o Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae) considera como estruturantes e mobilizadores. "São projetos que colocam desafios tecnológicos à pesquisa e à indústria e que organizam a cadeia produtiva nacional, e ampliam o mercado de bens e serviços espaciais", descreve o documento.
Entre os resultados esperados, descritos no relatório do Pnae, está o incremento da capacitação tecnológica da indústria nacional no segmento de satélites de telecomunicação e elevação do índice de participação das empresas no desenvolvimento e fabricação do segundo satélite.
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Para se fortalecer, Astrium cria subsidiária
o Valor
de São José dos Campos
A Astrium, divisão espacial da gigante europeia EADS, está fortalecendo a sua presença no Brasil para tentar participar de forma mais efetiva do programa espacial brasileiro. O Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae) indica a necessidade de um investimento de R$ 9,1 bilhões nos próximos dez anos no setor.
"O Brasil, embora ocupe um lugar importante no cenário econômico mundial, ainda não integra o grupo de países que dominam a tecnologia espacial", disse o vice-presidente de desenvolvimento de negócios da Astrium na América Latina, Jean Noel Hardy.
Segundo o executivo, mesmo assim a Astrium acredita no potencial espacial do Brasil e, por isso, acaba de criar a subsidiária Astrium Brasil. A companhia está presente no país desde 2006 com a Equatorial Sistemas, de São José dos Campos, e a Astrium Services, antiga Spot Image. Em 2012, a Astrium registrou uma receita de € 5,8 bilhões, 7% maior que em 2011.
Fornecedora do programa espacial brasileiro desde 1996, a Equatorial atuou no programa do satélite CBERS-3, feito em parceria com a China e para o qual desenvolveu uma câmera WFI (sigla em inglês para câmera de grande campo de visada) e um gravador digital de dados para o satélite brasileiro Amazônia-1, em fase de desenvolvimento. O CBERS-3 tem lançamento previsto para maio.
A Equatorial foi contratada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) para o fornecimento dos sistemas aos satélites CBERS-3 e Amazônia. Segundo o presidente da Equatorial, César Ghizoni, os dois contratos estão avaliados em cerca de R$ 60 milhões.
Em 2012, de acordo com o executivo, a Equatorial gerou receitas de R$ 9,5 milhões, ante os R$ 6,8 milhões do ano anterior. Entre os novos contratos previstos para este ano, Ghizoni cita o fornecimento de cabos do sistema elétrico do satélite Amazônia-1 e um contrato com a GMV, empresa europeia que fornece sistemas de navegação de satélites.
A GMV está desenvolvendo seu sistema em parceria com o Instituto Tecnológico de aeronáutica (ITA) e o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), disse o presidente da Equatorial. (VS)
Fonte: Valor Econômico, 04/02/2013, via NOTIMP.
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
SpaceX de olho no Brasil
DIRETORA DA SPACE X VISITA AEB
Brasília, 28 de janeiro de 2013 – O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Coelho, recebeu a diretora de negócios da empresa americana Space X, Stella Guillen, na manhã desta segunda-feira (28).
Stella veio ao Brasil apresentar a Space X, conhecer os programas desenvolvidos pelo país e avaliar possíveis parcerias. “É interessante conhecer mais sobre o que as empresas privadas estão fazendo no setor. Podemos aprender com elas e também vislumbrar futuras parcerias”, destaca o presidente da AEB.
Depois da visita à AEB, Stella ministrou palestra para alunos e professores da Universidade de Brasília. Ainda esta semana, ela visita o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e a Visiona, ambos localizados em São José dos Campos (SP).
Space X – A empresa foi criada em 2002, por Elon Musk, com o objetivo de fornecer transporte espacial, para cargas e pessoas, a um custo baixo. Sediada em Los Angeles, Califórnia (EUA), a empresa conta, atualmente, com 2.500 funcionários, dois centros de lançamento – um em Cabo Canaveral, na Flórida, e outro em Vandenberg, na Califórnia -, e um centro de testes localizado no Texas (EUA).
Em seus dez anos de existência, a empresa conseguiu mais de US$ 4 bilhões em contratos. Aproximadamente 40% de seus voos são realizados para a Agência Espacial Americana (Nasa). O restante é de contratos comerciais.
Em 2012, a Space X fez história como a primeira empresa de capital privado do mundo a enviar carga para a Estação Espacial Internacional. Segundo Stella, a Space X deve crescer 20% só em 2013.
Fonte: AEB
Comentários: a visita de representantes da SpaceX ao Brasil é bastante interessante e, em certa medida, mostra a agressividade comercial da companhia norte-americana para acessar o mercado de lançamentos comerciais. A agenda de visitas de Stella Guillen revela os principais projetos de interesse: o lançamento do satélite de observação Amazônia-1 (há expectativa de que a AEB em breve inicie um processo de escolha de lançador) e, principalmente, do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), projeto sob responsabilidade da Visiona Tecnologia Espacial, joint-venture entre a Telebras e a Embraer.
Quanto ao SGDC, merece também destaque o interesse da europeia Arianespace, até hoje a responsável pela colocação em órbita de todos os satélites da Embratel / Star One, inclusive daqueles que servem o Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS), do Ministério da Defesa. No lançamento do Star One C3, em novembro do ano passado, esteve presente uma comitiva do governo brasileiro, incluindo os ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, das Comunicações, Paulo Bernardo, e o presidente da AEB, além de oficiais do Ministério da Defesa.
Da América do Sul, a SpaceX já tem em sua carteira de clientes a Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), da Argentina, que em abril de 2009 firmou contrato para o lançamento dos satélites radares SAOCOM 1A e 1B a bordo de lançadores do modelo Falcon 9.
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segunda-feira, 26 de novembro de 2012
SGDC: especificações ainda não concluídas
Especificação de compra do satélite brasileiro ainda não está concluída
sexta-feira, 23 de novembro de 2012, 16h41
Fontes que acompanham diretamente os trabalhos da Visiona, a joint-venture entre Telebras e Embraer para o projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC), informam que ainda não foi possível fechar o texto da RFP (request for proposal, ou pedido de propostas para contratação) do satélite. A expectativa é de que o SGBC estivesse operando até 2014. Entre os fatores que complicam uma definição da RFP está, sobretudo, a complexidade do projeto. Segundo especialistas do setor de satélite ouvidos por este noticiário e que têm experiência em contratações desse tipo, a quantidade de detalhes técnicos que precisam ser especificados é muito grande, sobretudo em um satélite com banda Ka. Há pouca experiência em contratações desse tipo no mundo, pois não são muitos os satélites com cobertura na banda, e a tecnologia envolve complicadores adicionais, pois é preciso especificar elementos ativos do satélite e detalhes sobre a quantidade e a cobertura dos feixes que serão usados para o serviço de banda larga. Uma vez lançado, não é possível fazer alterações significativas na configuração dos feixes.
Sem especificações muito cuidadosas, dizem os especialistas, o risco é comprar o que o fornecedor diz que é melhor, mas que não necessariamente refletirá as necessidades da operação. As minutas de RFP já estariam com mais de mil páginas. O problema no atraso é que o prazo de operação, de 2014, começa a ficar inviável. Normalmente, um satélite de comunicação geoestacionário, como é o SGDC, precisa de pelo menos três anos para ser produzido e lançado. E no caso brasileiro, paralelamente a isso, será preciso ainda construir o centro de operações, o parque de antenas e treinar o pessoal responsável por manter os serviços em funcionamento.
Recentemente, o ministro Paulo Bernardo deu delcarações em que previa o satélite apenas para o final de 2014, prazo ainda assim considerado inexequível por especialistas no setor.
Fonte: Teletime.
Comentário do blog: a meta de ter o SGDC em órbita até o final de 2014 já é, sob todos os aspectos, inexequivel. Esta realidade abre espaço para soluções intermediárias, como oferta de capacidade de sistemas já em órbita, até que o primeiro satélite esteja operacional, tendo em vista a crescente demanda do Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS), do Ministério da Defesa.
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sábado, 24 de novembro de 2012
Cooperação Brasil - Rússia: SGDC
Rússia pode produzir e lançar satélite para o Brasil
Agências espaciais russa e brasileira estão em negociações
23/11/2012 13h18
O diretor da Agência Espacial da Rússia (Roscosmos), Vladimir Popovkin, afirmou que seu país está mantendo entendimentos com a Agência Espacial Brasileira (AEB) para a produção e lançamento de um satélite de comunicações. O equipamento poderá ser utilizado para a sondagem da Terra à distância.
Popovkin também informou que as conversações estão em fase inicial e que as duas agências, russa e brasileira, precisam definir as competências financeiras de cada uma na concretização deste projeto.
Fonte: Diário da Rússia.
Comentário do blog: a informação dada pelo diretor da Roscosmos se refere ao projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa Comunicações Estratégicas (SGDC), que se encontra em processo de seleção organizado pela Visiona Tecnologia Espacial, joint-venture entre a Embraer e a Telebras. Indústrias dos EUA, França, Japão, Rússia, Canadá e de outros países foram convidadas a enviar propostas de fornecimento do satélite.
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quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Boeing: 80 anos de Brasil
Em coquetel realizado na capital paulista na noite de hoje (24), a Boeing comemorou 80 anos de parceria com o Brasil - iniciada em 1932 com a entrega de aviões F4B-4 ao governo, e aproveitou para lançar o website de sua unidade brasileira, a Boeing Brasil: http://www.boeing.com.br.
A Boeing, considerada o maior grupo aeroespacial do mundo, tem dedicado especial atenção ao mercado brasileiro. Apenas este ano, foram anunciadas a criação de uma subsidiária, chefiada por Donna Hrinak, ex-embaixadora dos Estados Unidos no País, de um centro de pesquisa e desenvolvimento, acordos de cooperação com a AEL Sistemas (aviônicos), parcerias com a Embraer em biocombustíveis, no projeto do cargueiro militar KC-390 e em sistemas para a aeronave Super Tucano, financiamento de bolsas a estudantes dentro do programa Ciência sem Fronteiras, debtre outros esforços relevantes. Recentemente, a fabricante fechou um importante contrato com a companhia aérea Gol para o fornecimento de 60 aviões 737 MAX, de nova geração.
Indicando a boa relação com a Embraer, em vídeo divulgado hoje, Luiz Carlos Aguiar, presidente da Embraer Defesa e Segurança, falou sobre os acordos de cooperação entre a fabricante brasileira e a Boeing em matéria de defesa e biocombustíveis.
O website da Boeing Brasil traz informações bem interessantes sobre a história e a presença do grupo norte-americano no País, assim como seu portfólio de produtos e serviços promovidos localmente: aeronaves comerciais, e sistemas de defesa, espaço e segurança (aeronaves militares, como o F-18 E/F Super Hornet, que participa da concorrência F-X2, da Força Aérea Brasileira, o helicóptero pesado Chinook, a munição JDAM, dentre outros). Na área espacial, destaque para satélites, em particular geoestacionários de comunicações.
Na seção "A Boeing no Brasil", a empresa destaca alguns projetos na área de satélites, desenvolvidos entre as décadas de setenta e noventa. Reproduzimos a descrição abaixo:
"O Brasil e a Boeing Satélites
A Boeing Satélites está envolvida com a indústria brasileira de comunicações via satélite desde a sua criação, no início de 1970. Em 1974, a Boeing (então Hughes) foi contratada para construir uma estação terrestre perto do Rio de Janeiro (Tanguá) para a Embratel revender capacidade Intelsat, conectando o Brasil à rede de satélites Intelsat.
Em 1982, a Boeing, em parceria com a SPAR Aerospace do Canadá, foi contratada pela Embratel para a construção de dois satélites 376 (denominados Brasilsat A1 e A2) mais um Centro de Controle de Operações em Guaratiba. Os satélites foram lançados em 1985 e 1986.
Em 1990, a empresa líder em telecomunicações do Brasil na época, a Embratel, assinou um contrato para dois veículos espaciais (Brasilsat B1 e B2). Em 1995, a Embratel exerceu a opção para um terceiro veículo. Um quarto satélite foi encomendado em junho de 1998. Como parte do contrato, a Hughes dividiu o trabalho de engenharia da estação terrestre com a Promon Engenharia S/A, de São Paulo. O Instituto Brasileiro de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos, foi designado como o local para o teste final do sistema do Brasilsat B2. O Brasilsat B1 foi testado em El Segundo, Califórnia, e usado para treinar os engenheiros do INPE. A estação Brasilsat B oferecia serviços básicos de telecomunicações: televisão, telefone, fax e transmissão de dados e redes de negócios."
Oportunidades
No segmento espacial, a Boeing parece não esperar viver apenas do passado no Brasil. Em 2011, a empresa participou da concorrência promovida pela Star One, subsidiária da Embratel, para o satélite geoestacionário Star One C4, vencida pela também norte-americana Space Systems / Loral. A Boeing é também frequentemente mencionada como uma das fabricantes interessadas no projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), a cargo da Visiona Tecnologia Espacial, joint-venture entre a Embraer e a Telebrás.
Nos últimos anos, a Boeing fechou importantes contratos em satélites de comunicações com a Inmarsat (banda Ka), governo do México (sistema MEXSAT), ABS e Satmex (satélites com propulsão elétrica), e SES (contratado anunciado em 10 de outubro), estando definitivamente de volta ao mercado comercial de satélites geoestacionários de comunicações.
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terça-feira, 16 de outubro de 2012
SGDC: RFP prestes a ser enviado
De acordo com reportagem divulgada ontem (15) pelo Teletime, portal especializado em comunicações, citando informações dadas pelo presidente da Telebras, Caio Bonilha, o termo de referência para a contratação do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) já está com o comitê diretor, que deve se reunir até o final da semana para aprová-lo e enviá-lo aos potenciais fornecedores do satélite.
Segundo o artigo, após o envio das solicitações de propostas, conhecidas pela sigla RFP (do inglês, request for proposals), deve ser dado um prazo de dois ou três meses para os fabricantes apresentarem suas ofertas, e cerca de um mês e meio para a análise e contratação. Assim, o contrato para a aquisição do SGDC poderia ser assinado no primeiro trimestre de 2013, informação em linha com a obtida e divulgada pelo blog Panorama Espacial na semana retrasada.
Favoritismo japonês?
Ainda segundo a reportagem, a companhia Mitsubishi, do Japão, é considerada pelo mercado como a grande favorita para levar o contrato do primeiro satélite, "pois [os japoneses] estariam jogando com uma oferta mais agressiva."
A informação é curiosa, pois, em teoria, ainda não são conhecidos os termos financeiros e mesmo o nome de cada um dos potenciais participantes da concorrência. Além do mais, outro aspecto que merece ser considerado são as restrições japonesas que, desde a Segunda Guerra Mundial, impõem severas restrições para a exportação de equipamentos e sistemas de defesa. Como é sabido, o SGDC terá também aplicações militares, provendo capacidade para o Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS), do Ministério da Defesa.
Por outro lado, o interesse do Japão em se fixar como parceiro espacial na América do Sul não é recente, e tem havido significativos esforços nos últimos tempos. No início do mês, o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, esteve em Tóquio para reuniões com empresas do setor aeroespacial.
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domingo, 7 de outubro de 2012
Thales Alenia Space e seus planos para o Brasil
Na última sexta-feira (5), o blog Panorama Espacial / revista Tecnologia & Defesa encontrou César Kuberek, vice-presidente da Thales para a América Latina, agora baseado em São Paulo (SP), e Christophe Garier, executivo da Thales Alenia Space (TAS)* responsável pelo mercado latino-americano no segmento de comunicações.
A conversa teve como pano de fundo o projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), atualmente a principal concorrência de satélites no continente sul-americano, mas também girou em torno de outros projetos e interesses da companhia franco-italiana na região, em particular plataformas de satélites de órbita baixa para aplicações variadas.
Garier veio ao Brasil para entregar informações técnicas solicitadas pela Visiona, joint-venture da Embraer e Telebrás responsável pela contratação e integração do sistema, que emitiu uma nova solicitação de informações (RFI, no jargão em inglês) para os principais fabricantes de satélites de comunicações. De acordo com o executivo, existe a expectativa de que todo o processo, desde a RFI até a assinatura do contrato leve de cinco a seis meses. Assim, é possível que a definição do fabricante se dê no início de 2013.
Com o intuito de entender a estratégia da TAS para o SGDC, questionamos acerca da possibilidade de apresentação de uma proposta conjunta com outros fabricantes europeus, com apoio unificado do governo francês, prática bastante fomentada em algumas concorrências no exterior, como na Espanha e Noruega (programa Hisnorsat, que acabou sendo cancelado) e Oriente Médio (Yahsat e Arabsat 5C), e já abordada aqui no blog (ver a postagem "SGB e o fratricídio francês", de abril de 2012). "Uma das maiores limitações desse projeto é o tempo", respondeu Kuberek, indicando que uma proposta conjunta poderia exigir mais tempo para a entrega do satélite. "E depende do que o cliente quer", complementou. O governo brasileiro, segundo se apurou, não teria feito um pedido nesse sentido.
Christophe Garier discorreu sobre as credenciais da TAS em comunicações, particularmente em banda Ka (o SGDC terá capacidade em banda Ka e banda X, esta última para aplicações militares). Destacou os projetos dos satélites Yahsat e Arabsat 5C (construídos em parceria com a Astrium), a inovadora constelação de órbita média O3b, em desenvolvimento, e o sistema italiano de comunicações militares SICRAL (Sistema Italiana de Communicazione Riservente Allarmi). Envolvida em mais de vinte programas desde 1991, a TAS se considera uma fornecedora líder de componentes em banda Ka no mercado global de satélites. Garier também destacou a expectativa de que, uma vez selecionado o fabricante do primeiro SGDC, ocorra treinamentos acadêmicos e em fábrica de especialistas brasileiros, inclusive com transferência de know-how em design de satélites.
Transferência tecnológica
Indo além das comunicações, o VP da Thales para a região citou a intenção da TAS em promover transferência de tecnologia em vários domínios espaciais, em linha com as estratégias de desenvolvimento adotadas pelo Brasil. O escopo poderia cobrir uma número de áreas, como gerenciamento de projetos e design de sistemas, integração de satélites e seleção de tecnologias chave. O executivo deu especial ênfase à disposição da empresa em transferir tecnologia de plataformas para satélites de órbita baixa, muito utilizados para aplicações como de observação terrestre, ambientais e científicas. César Kuberek mencionou que até 2025, o Brasil demandará dezenas de satélites para diferentes aplicações, como comunicações, meteorologia e observação, muitos deles em órbita baixa. Ressaltou que a transferência se daria no nível mais alto, com fabricação local, envolvendo inclusive acordo de vendas pela receptora da tecnologia no País para mercados específicos em que o Brasil tenha maior influência.
Kuberek fez questão de citar os casos de transferência de tecnologia da Thales em radares de banda L para a sua subsidiária industrial no País, a Omnisys, e também dos sistemas de sonares que equiparão os submarinos S-Br adquiridos pela Marinha do Brasil junto à DCNS, para demonstrar o comprometimento do grupo nessa direção.
Panorama regional
Embora o principal, o SGDC não é o único projeto espacial no comunicações no continente latino-americano, e a TAS está atenta às outras oportunidades. Os governos de países como o Peru, Colômbia, Chile, Nicarágua e Panamá têm considerado, com diferentes intensidades, a aquisição de sistemas espaciais de comunicações.
No âmbito comercial, há expectativa de que nos próximos meses a Star One, subsidiária da brasileira Embratel, dê início a contratação de um novo satélite, o seu primeiro com capacidade em banda Ka. Comenta-se que o satélite será chamado Star One D1, com o "D" indicando o início da quarta geração (a primeira foi chamada Brasilsat A, a segunda Brasilsat B, e a terceira Star One C).
Na Argentina, também é aguardado para o final do ano uma solicitação de propostas para fornecimento de subsistemas (cargas úteis, subsistemas de serviços como propulsão e controle, entre outros) para o terceiro satélite da família ARSAT, em construção pela estatal Invap, e parte do SSGAT (Sistema Satelital Geoestacionario Argentino de Telecomunicaciones). A TAS já fornece para os dois modelos da família as cargas úteis em banda C e Ku.
* A TAS é resultado da aliança espacial entre o grupo francês Thales (67%) e o conglomerado italiano Finmeccanica (33%), formalizada em junho de 2005. O outro componente da aliança entre os dois grupos é a Telespazio, unidade de serviços espaciais controlada pela Finmeccanica (67%), com a Thales detendo os 33% restantes. A Telespazio tem importante presença no Brasil (ver a postagem "Panorama da Telespazio no Brasil").
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segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Reportagem: "Brazil gets its momentum"
Na edição de julho - agosto da European Defence & Security Review, publicação editada pela European Security and Defence Press Association (ESDPA), foi publicada uma reportagem de minha autoria abordando brevemente os principais programas de defesa em desenvolvimento no Brasil.
A reportagem foi preparada há cerca de dois meses e, portanto, possui algumas informações desatualizadas (a seleção da Embraer Defesa e Segurança para a primeira fase do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras - SISFRON, por exemplo), mas busca transmitir um panorama sobre os principais projetos em andamento no Brasil, como o F-X2 (caças), helicópteros, PROSUB (submarinos), PROSUPER (navios de superfície para a Marinha), Guarani (veículos blindados para o Exército), SISFRON e SisGAAz, entre outros. De forma não aprofundada, também é abordado o projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).
Para ler a reportagem (a partir da página 24), em inglês, clique aqui.
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sábado, 22 de setembro de 2012
Telespazio Brasil quer ter satélite local
A companhia italiana Telespazio está interessada em adquirir uma posição orbital brasileira para iniciar a operação de um satélite geoestacionário de telecomunicações até o início de 2016. A informação foi dada por Marzio Laurenti, presidente da Telespazio Brasil, no Congresso Latino-Americano de Satélites, realizado semana passada no Rio de Janeiro (RJ), segundo o website especializado Telecompaper.com.
A intenção da companhia é dispor de um satélite em banda Ka, com capacidade média de 50 gbps, para cobertura de regiões metropolitanas de grandes e médias cidades com cobertura de banda larga atualmente não satisfatória. Para este projeto, a Telespazio deve buscar um parceiro local.
Banda Ka
A faixa de frequência da banda Ka (26,5 Gigahertz (GHz) a 40 GHz) é vista com grande potencial para o crescimento das comunicações digitais pelo mundo, em especial TV digital de alta definição e internet em banda larga. O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), planejado pelo governo brasileiro, disporá de capacidade nesse espectro, destinada ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). O blog Panorama Espacial também apurou que o próximo satélite a ser contratado pela Star One, operadora de comunicações da Embratel, também disporá de capacidade nesse espectro, dando início, inclusive, a uma nova família de satélites, de quarta geração (Star One D1).
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domingo, 16 de setembro de 2012
Satélites 2012: informações sobre o SGDC
Em 13 de
setembro, aconteceu na capital carioca mais uma edição do Congresso
Latino-Americano de Satélites, considerado um dos principais eventos
brasileiros no setor. A
exemplo da edição de 2011, um dos principais tópicos de interesse foi o
programa do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB), que agora conta com
informações mais concretas. Abaixo, destacamos algumas informações na forma de
notas.
SGDC, Br1Sat, e não mais SGB
A sigla
SGB, pela qual o projeto ficou conhecido desde o início da década de 2000, deve
mesmo ser abandonada. Prevalecerá o nome oficial, Satélite Geoestacionário de Defesa
e Comunicações Estratégicas (SGDC), ou então o comercial: BR1Sat.
Principais características
Aos
poucos, vão sendo divulgadas informações mais específicas sobre as
características do primeiro satélite. O SGDC previsto para ser lançado em 2014
terá vida útil estimada de 15 anos, com centros de operações em áreas militares
em Brasília (DF) e no Rio de Janeiro (RJ). Ocupará a posição 75º Oeste. O
sistema, como um todo, considera a operação de dois ou mais satélites
geoestacionários. O planejamento de longo prazo do governo considera três
satélites operacionais em órbita, com lançamentos a cada cinco anos.
O
projeto tem alguns objetivos principais: (i) atender o Sistema de Comunicações
Militares por Satélite (SISCOMIS), do Ministério da Defesa; (ii) comunicações estratégicas
do governo federal, de certos órgãos e estatais; (iii) Plano Nacional de Banda
Larga (PNBL), com uso exclusivo da capacidade em banda Ka; e (iv) absorção e
transferência de tecnologia para o setor aeroespacial brasileiro. A capacidade
em banda Ka deve atingir até 55 gigabytes por segundo.
Em órbita em 2014?
Dirigentes
do governo presentes no congresso foram questionados sobre o prazo, exíguo,
para a colocação do satélite em órbita. O limite de 31 de dezembro de 2014
continua válido (inclusive, está previsto em decreto) e deve ser tomado como
meta. Segundo declarou Sebastião do Nascimento Neto, da Telebrás, “antes da definição do fabricante, não
porque se questionar a data”. Na prática, porém, a possibilidade de cumprir
o prazo, considerando-se uma possível contratação até o final desse ano, é
entendida como remota por especialistas do setor.
Pedidos de propostas
O envio
de solicitação de propostas (conhecido como RFP, sigla em inglês de request for proposal) para os
fabricantes deve acontecer no início de outubro, segundo informações de
representante do Ministério das Comunicações. De acordo com Maximiliano
Martinhão, secretário de telecomunicações do ministério, já foram realizadas
três reuniões do grupo-executivo para discussão do termo de referência com as
especificações requeridas para o satélite. A compra do satélite será realizada
com dispensa das regras previstas na Lei de Licitações (Lei n.º 8.666/93), de
acordo com autorização já conferida pelo Conselho de Defesa Nacional.
SISCOMIS
O Ten.
Cel. Anderson Hosken Alvarenga, do Ministério da Defesa, fez uma breve
exposição sobre o SISCOMIS, cuja demanda em comunicações por voz, dados e vídeo
deverá ser totalmente atendida pelo SGDC. Atualmente, há cerca de 100 terminais
em operação, dos tipos leve, transportável, rebocável e naval, e a expectativa
é que até 2020 o sistema opere 300 terminais, inclusive de novos tipos, como
portátil (manpack), móvel terrestre e
móvel submarino. O SGDC cobrirá todo o Atlântico, parte da costa do Pacífico e
da América do Norte. Contará ainda com um "spot" móvel em banda X,
isto é, capacidade de cobrir determinadas áreas em certos períodos de acordo
com os interesses do Ministério da Defesa (áreas de operações de navios e
submarinos da Marinha, por exemplo).
Os interessados
A
informação que circulava nos bastidores era de que a Boeing, Space Systems
Loral e Orbital Sciences Corporation, todas dos EUA, já haviam se reunido com a
Telebrás para conhecer e demonstrar interesse em fornecer o satélite. As
europeias Astrium e Thales Alenia Space, assim como a japonesa Mitsubishi
Electric Corporation também devem responder o RFP, quando este for enviado.
Ausência sentida
Ainda em
matéria de empresas interessadas no programa, uma ausência notada no evento foi
a de representantes da Thales Alenia Space que, aparentemente, não compareceram.
Na edição de 2011, a empresa franco-italiana foi uma das patrocinadoras do
congresso e também apresentou a sua proposta numa palestra. No Brasil, a campanha
pelo SGDC era liderada por Laurent Mourre, diretor-geral da Thales no País, mas
que deixou esta função no mês passado. O executivo acumulava considerável experiência
no setor espacial.
O papel da Visiona
Nelson
Salgado, presidente da Visiona Tecnologias Espaciais, joint-venture constituída pela Embraer e Telebrás para atuação no
projeto do SGDC, discorreu brevemente sobre o papel da empresa no programa.
Salgado destacou que a empresa não será operadora do satélite - esta função
caberá à própria Telebrás e ao Ministério da Defesa, mas sim a integradora da
rede, de seus segmentos espaciais e terrestres. "A Visiona não será fabricante, mas sim uma empresa de engenharia
[de sistemas] e integração", afirmou. O executivo mencionou que a
Visiona deve buscar participar de outros projetos do Programa Espacial
Brasileiro, destacando que estas iniciativas sempre foram consideradas no
planejamento estratégico da Embraer.
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segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Comunicações militares por satélite na França
No último dia 7, o Ministério da Defesa francês, por meio da Direction Générale de l'Armement - DGA anunciou a contratação de estudos junto à EADS Astrium e a Thales Alenia Space para a elaboração de estudos separados sobre o futuro das comunicações militares francesas via satélite.
Os estudos ajudarão na formação do programa Comsat NG, que deve ser iniciado no próximo ano, e que pretende substituir até o final desta década o sistema Syracuse 3. Há grande expectativa de cooperação entre países da União Europeia, particularmente a Grã-Bretanha (usuária do sistema Skynet, fornecido pela Paradigm, subsidiária da Astrium) e a Itália (sistema Sicral, da Thales Alenia Space).
De acordo com informações divulgadas pela Astrium, o Comsat NG deve contar com transpônderes em banda X, banda Ka e UHF.
Apesar do cronograma do Comsat NG ser mais dilatado que o projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), do governo brasileiro, é possível que o programa francês tenha alguma influência na iniciativa brasileira. Vale lembrar que tanto a Astrium como a Thales Alenia Space, com forte suporte do governo da França, são vistas como bem posicionadas para o SGDC.
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