quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Escritório da ACS em Alcântara

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Alcântara já conta com escritório da ACS em pleno funcionamento

18/08/2009

A Alcântara Cyclone Space já está instalada no Centro Histórico da cidade maranhense de Alcântara. Em uma casa na Rua Grande, próximo à Prefeitura e à Câmara de Vereadores, funciona, desde o começo do mês de agosto, a representação oficial da empresa binacional do Estado do Maranhão.

Dois funcionários – uma assistente social e um auxiliar administrativo – já foram contratados e, juntos, estão trabalhando para integrar ainda mais a comunidade alcantarense à Alcântara Cyclone Space. O principal objetivo do escritório é exatamente fortalecer as excelentes relações que a empresa binacional mantém com a população e com o Poder Público locais.

Centro sociocultural

Os funcionários do escritório de Alcântara da ACS também têm como missão dar início às obras de reforma do edifício mais tradicional da cidade de Alcântara, o “Cavalo de Tróia”, onde funcionará o Centro Sociocultural que a Alcântara Cyclone Space instalará na cidade.

Dentre as atividades que ocorrerão no Centro Sociocultural destacam-se: exibição de filmes, palestras, workshops, exposições de Artes Plásticas, peças de Teatro, reuniões comunitárias, concertos, apresentações musicais, oficinas, biblioteca e centro de estudos.

Fonte: ACS
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domingo, 16 de agosto de 2009

Inovação tecnológica na Omnisys

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No final de julho, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) organizou em sua sede em São Paulo (SP), seminário sobre instrumentos de apoio à inovação tecnológica, evento que contou com a participação da Omnisys, importante indústria das cadeias aeroespacial e de defesa brasileiras.

De acordo com os dados apresentados no seminário, desde 2005, o grupo francês Thales, controlador da Omnisys, investiu na empresa R$ 20 milhões para torná-la um de seus centros globais de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D). Em 2008, a empresa, que tem operações em 9 países, empregava 250 pessoas, sendo 70 técnicos e engenheiros no departamento de P&D. Anualmente, uma média de 15% de sua receita é aplicada em investimentos de P&D.

A Omnisys é provavelmente uma das indústrias nacionais que melhor sabe fazer uso dos programas públicos de financiamento e subvenção econômica, como os da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), e da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), do Ministério da Ciência e Tecnologia. No programa de subvenção da FINEP deste ano, na área de Defesa Nacional e Segurança Pública, foi a única empresa que teve mais de um projeto selecionado - foram três ao todo.

Criada em 1997, a Omnisys hoje é atuante nos setores aeroespacial e de defesa, especialmente em sistemas de trajetografia, guerra eletrônica, controle e radares. Na área espacial, a empresa já forneceu subsistemas e componentes para satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), e também foi responsável pela modernização dos sistemas de trajetografia e telemetria que equipam os centros de lançamento de Alcântara (CLA) e Barreira do Inferno (CLBI).

Para acessar a apresentação feita na FIESP, clique aqui.
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sábado, 15 de agosto de 2009

Minc fala sobre o INPE e futuros satélites

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Ontem (14), em entrevista concedida ao Jornal das Dez, do canal Globo News (clique aqui para assistir), o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, falou sobre a importância do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) na geração de imagens para fiscalização, e também sobre o futuro satélite de monitoramento, que contará com sensores óticos e radar. Embora o ministro tenha mencionado a palavra satélite no singular, provavelmente estava se referindo a família de satélites de observação baseados na Plataforma Multimissão (PMM), que envolverá a construção de ao menos dois modelos, um dotado com sensores óticos (AWFI e a câmera RALCam 3), o Amazônia-1, e outro com um sensor radar (SAR), ainda em projeto (MAPSAR).

Transcrevemos abaixo o trecho em que Minc fala sobre o INPE.

"O INPE são os nossos olhos que dirigem a ação da fiscalização. [...] Só que a gente vai mais adiante. Vai ter um novo satélite, que é um satélite que vai ter dois tipos de sensores, um sensor ótico e um sensor radar. Então ele vai pegar, não apenas, vai pegar de noite, vai pegar através das nuvens, e ao invés de ter uma base de cinquenta metros, vai pegar 5 metros, quer dizer, vai dar pra ver o focinho do boi pirata. [...] Isso custa caro, nós vamos entrar com recursos do Fundo Amazônia, o BNDES vai entrar com recursos do FUNTEC, que é um fundo de tecnologia também direcionado pra isso. Não é barato, mas a gente vai poder definir as rotas desse satélite, o itinerário dele. Vamos poder pegar não só a Amazônia, como também monitorar, por exemplo, o cerrado, ou a caatinga, e também a Amazônia de outros países que não o Brasil, países limítrofes. Fornecer gratuitamente pra eles, pra pesquisadores, o acesso a essas informações."
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"A volta da Engesa"

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A revista IstoÉ que começou a circular este final de semana traz uma interessante reportagem ("A volta da Engesa") sobre um acordo sigiloso entre o grupo europeu EADS e o coronel reformado Oswaldo Oliva Neto, ex-diretor do Núcleo de Assuntos Estratégicos (NAE) da Presidência da República, para a criação de uma empresa holding que se envolverá em projetos nacionais na área de defesa, como a construção de helicópteros de transporte EC-725, adquiridos pelo Ministério da Defesa em dezembro do ano passado.

Em abril, durante a feira LAAD, uma fonte da revista Tecnologia & Defesa, a qual o blog é ligado, deu informações muito preliminares sobre esta negociação, que envolve, aliás, importantes industriais dos setores aeroespacial e defesa brasileiros. A partir de julho, outras informações foram surgindo nos bastidores, de diferentes fontes, indicando novas movimentações.

Embora focada no setor militar, a holding, chamada Engesar Planejamento e Engenharia (o nome parece ter sido inspirado na antiga fabricante de blindados e mísseis Engesa), pode também se envolver em projetos da área espacial, como o Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB). Num dos parágrafos da reportagem, o autor Claudio Dantas Sequeira diz: "Além de helicópteros, a holding também construirá satélites de controle de tráfego aéreo e sistemas para a área de segurança pública."

Este movimento pode ser decisivo para garantir ao grupo EADS importantes negócios na área espacial no Brasil. Como já abordamos aqui anteriormente, o grupo europeu tem interesses em projetos de lançadores, no SGB, na construção de satélites de sensoriamento remoto, entre outros.
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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Alcântara: reportagens de "O Estado do Maranhão"

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Como tem sido praxe nos últimos tempos, o jornal "O Estado do Maranhão" está dando grande atenção às questões relacionadas ao Programa Espacial Brasileiro e ao Centro de Lançamento de Alcântara. Na edição de hoje (15), foram publicadas três reportagens sobre a operação Fogtrein I, Alcântara Cyclone Space (ACS) e a assinatura de convênio para reforma de estradas que levam ao CLA. Resumimos abaixo algumas das principais informações dadas pelas reportagens:

- Ainda este ano (provavelmente em novembro ou dezembro) devem ser realizados dois lançamentos de foguetes de sondagem, mas a partir do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Natal (RN), e não de Alcântara;

- As obras de construção da Torre Móvel de Integração (TMI), do VLS-1, já estão sendo executadas e teriam inclusive sido uma das razões para a transferência dos dois lançamentos no final do ano para o CLBI;

- A matéria menciona que o VLS-1 está previsto para ser lançado do CLA no final de 2010. Antes, falava-se em 2011. Como já descrito aqui no blog, o VLS a ser lançado (VT-01), será completo, mas com a ignição apenas dos quatro motores do primeiro estágio, o acionamento do segundo estágio e a separação com o terceiro, que não deverá ser acionado.

- Quarta-feira passada (12), deputados da bancada maranhense se reuniram com o senador Edison Lobão Filho para discutir a possibilidade de retirada do centro espacial de Alcântara, ainda que a ideia tenha sido descartada pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim. Selecionamos alguns dizeres de congressistas citados no texto: "Eu sempre ouvi dizer que não existe melhor localização no Brasil do que Alcântara e agora eles estão com essa chantagem para pressionar as comunidades. Os quilombolas nunca quiseram a saída do CLA e sim uma negociação e o direito de posse", disse ao Domingos Dutra (PT), um dos maiores defensores da causa quilombola. Lobão Filho, por sua vez, falou: "O Ministério da Defesa não quer acabar com Alcântara, mas diante das dificuldades de ampliação, os investimentos serão diminuídos e levados para outros estados, e isso é ruim para nós. Devemos lutar para que os investimentos se concentrem no Maranhão".
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Íntegra da abertura de concorrência da ACS

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Conforme o blog havia adiantado ontem (13) ("Obras da ACS em Alcântara"), hoje foi publicado o ato da 1ª etapa da concorrência lançada pela ACS para as obras de infraestrutura em Alcântara. A íntegra do documento encontra-se abaixo:

ALCÂNTARA CYCLONE SPACE – ACS
CONCORRÊNCIA Nº 1/ACS/2009 – 1a Etapa
PROCESSO No 200900910

1ª Fase - Pré-qualificação

Objeto:
Projeto executivo e execução integrada das obras e dos fornecimentos de instalações prediais do complexo terrestre do sítio de lançamento do veículo Cyclone-4 da Empresa Binacional Alcântara Cyclone Space – ACS no município de Alcântara, Estado do Maranhão.
Tipo: melhor preço, sob o regime de empreitada por preço global e execução indireta.
Fundamento legal: Norma Geral de Licitação da ACS.
Entrega do Edital pela ACS: Somente poderá ser retirado na sede da ACS, localizada no Setor Comercial Norte, Quadra 2, Lote A, no 190, sala 603, Ed. Corporate Financial Center, Brasília, DF, CEP – 70.712-900, entre os dias 14 de agosto de 2009 e 14 de setembro de 2009, entre 9:00 e 12:00h e 14:00 e 17:00h, mediante preenchimento de recibo.
Informações e esclarecimentos: Pelo telefone 61 3410 7777, fax 61 3410 7719 ou e-mail concorrencia01@alcantaracyclonespace.com
Entrega e abertura da documentação: Dia 18 de setembro de 2009, às 10:00h, na sede da ACS, na sala 303.
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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Treinamento em STK no INPE

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AGI promove mais um treinamento em STK no INPE

13/08/2009

Um treinamento em STK (Satellite Tool Kit), uma ferramenta de análise e de operação de missões espaciais e de defesa, está sendo realizado nesta semana no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP). O curso é ministrado por Jens Ramrath, Diogo Rodrigues e Aaron Weiser, da Analytical Graphics Inc (AGI), dos Estados Unidos, que vieram a convite da Divisão de Sistemas Espaciais da Coordenação Geral de Engenharia e Tecnologia Espacial (ETE) e do Serviço de Gestão de Competências da Coordenação de Gestão Interna do INPE.

O curso está estruturado em dois módulos: STK Avançado e STK Standard. De 10 a 12 de agosto, o curso avançado foi dirigido àqueles que participaram do primeiro treinamento em STK ministrado no Brasil, realizado em novembro de 2008, também nas instalações do INPE. O STK Standard acontece em 13 a 14 de agosto, na sala José Nelson, prédio Beta.

Participam profissionais da DEA (Divisão de Eletrônica Aeroespacial), DMC (Divisão de Mecânica Espacial e Controle), DSS (Divisão de Desenvolvimento de Sistemas de Solo e DSE (Divisão de Sistemas Espaciais) da Coordenação Geral de Engenharia e Tecnologia Espacial (ETE), do Centro de Rastreio e Controle de Satélites (CRC), estes do INPE, e também do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e de empresas como Orbital Engenharia, Equatorial Sistemas, Kepler Engenharia e Star One. O mesmo treinamento também está sendo oferecido na Embraer com participação das seguintes empresas: Embraer, Mectron, Avibras, Atech e Plasmatec.

Os instrutores

Jens Ramrath, B.S. e M.S. em Engenharia Aeroespacial pela Universidade do Texas em Austin, com foco em projeto de missões espaciais e controle de satélites. Na AGI, Jens é responsável pelo suporte aos usuários em projeto de trajetória de satélites e determinação de órbita. Trabalha no sentido de melhorar a precisão dos modelos atmosféricos na compensação de atrasos em sinais GPS e outros sinais emitidos por satélites. Jens trabalhou anteriormente no Centro de Pesquisas Espaciais da Universidade do Texas em Austin (Center for Space Research – University of Texas at Austin, http://www.csr.utexas.edu/).

Diogo Rodrigues, mestre pela Universidade Internacional do Espaço (ISU) e engenheiro de Sistemas da AGI, é responsável por avaliação de requisitos, suporte técnico, treinamento e serviços de desenvolvimento de aplicações para os clientes da AGI na Europa e na América do Sul. Possui experiência na indústria aeroespacial em análises de missões para o Centro Europeu de Operações Espaciais (ESOC) da Agência Espacial Européia, Jet Propulsion Lab (JPL) da NASA e Dassault Aviation.

Aaron Weiser, bacharel em Geografia Física e Gerenciamento Ambiental pela Universidade de Maryland, é executivo de contas internacionais da AGI e responsável pela expansão da empresa no mercado internacional.

Aaron tem experiência de mais de 10 anos no mercado aeroespacial e de defesa. Trabalhou durante 7 anos na Space Imaging (GeoEye) como afiliado internacional e gerente de operações.

Fonte: INPE
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FogTrein I: segundo FTB lançado com sucesso

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Mais um foguete de treinamento é lançado com sucesso no CLA

13/08/2009

O Foguete de Treinamento Básico - FTB teve a sua contagem regressiva realizada pelo Ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Machado Rezende, na área técnica de Controle do Centro de Lançamento de Alcântara - CLA, às 11h 21 min, nesta quinta-feira dia 13, onde foi realizado pela segunda vez o lançamento do FTB.

Também estiveram presentes participando do lançamento o Presidente da Agência Espacial Brasileira, Engenheiro Carlos Ganem, o Diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial Major-Brigadeiro-do-Ar Ronaldo Salamone Nunes e ainda o Presidente Alcântara Cyclone Space (ACS), Roberto Amaral.

Conforme o Coordenador Geral da Operação FogTrein I, Tenente Coronel Aviador Ricardo Rangel, o foguete alcançou 31.350 metros de altura, atingindo 4.100 km/h de velocidade. O FTB, fabricado pela empresa brasileira Avibras, após a sua trajetória, caiu a 14,5 quilômetros da costa.

Com este acontecimento a Operação FogTrein I encerrou suas atividades práticas alcançando o seu objetivos principais da Operação, lançar e rastrear 02 (dois) Foguetes de Treinamento Básico (FTB), tendo como finalidade principal o treinamento de recursos humanos do CLA e do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), localizado em Natal-RN, além de manter a capacidade operacional dos meios técnicos e logísticos do CLA e, ainda, a obtenção de dados para qualificação e certificação dos referidos foguetes.

Fonte: Seção de Comunicação Social do CLA

Atualização (13/08, 18h58): em notícia divulgada pela Agência Espacial Brasileira, foi informado que ainda este ano deverão ocorrer novos lançamentos de um foguete intermediário, chamado FTI (Foguete de Treinamento Intermediário), com massa e alcance superiores em relação ao FTB, que tem aproximadamente 68 quilos e 3 metros de comprimento.

Obras da ACS em Alcântara

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Amanhã (14), deve ser publicado nos jornais "Folha de S. Paulo" e "o Estado do Maranhão" o edital de pré-qualificação das empresas que poderão vir a construir o sítio de lançamento da Alcântara Cyclone Space (ACS), no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. Conforme informações obtidas pelo blog, este primeiro edital terá como objetivo fazer uma triagem das empresas interessadas no projeto, que terão que demonstrar suas condições para a execução das obras, de acordo com os requisitos determinados pela ACS.

Uma vez concluída esta fase, um novo edital, com maior nível de detalhamento sobre as obras de infraestrutura (plataforma de lançamento, construções civis, etc.), deverá ser publicado, provavelmente até o final deste ano.

Hoje (13), foi assinado no Palácio dos Leões, sede do governo maranhense, convênio entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Governo do Maranhão prevendo a execução de reparos na infraestrutura de acessos na estrada da cidade de Cujupe até o CLA. Segundo divulgou a AEB em nota, "serão reformados um trecho de 11 quilômetros que liga o Terminal de Cujupe à Rodovia Estadual MA-106 e outro trecho de aproximadamente 47 quilômetros na MA-106 que segue até a cidade de Alcântara." O valor total do convênio é de R$ 33 milhões.

Atualização (13/08, 18h55): agora no final da tarde, a AEB divulgou uma notícia sobre a assinatura do convênio (leiam aqui). Selecionamos dois parágrafos:

"A recuperação das estradas irá permitir o deslocamento de equipamentos e componentes para o novo sítio de lançamento da Alcântara Cyclone Space, empresa binacional Brasil-Ucrânia. O presidente da AEB salientou a importância das obras que vão garantir o lançamento do foguete Cyclone 4 em dezembro de 2010. “A oportunidade de estabelecermos parcerias entre o Governo Federal e os estados vai além da atividade espacial. Uma simples estrada poderia inviabilizar o transporte de material até o Centro”, disse Ganem.

Conforme o ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Resende, a reconstrução das vias possibilitará ao CLA e ao Brasil entrarem na disputa do mercado mundial de lançamento de foguetes e satélites. O ministro também fez questão de enfatizar a permanência do Centro no estado do Maranhão."
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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Ministro da Ciência e Tecnologia em Alcântara

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Ministro visita amanhã (13) Centro de Lançamento de Alcântara

12/08/2009 - 15:22

O ministro da Ciência e Tecnologia (MCT), Sergio Rezende, participa amanhã (13), às 10h40, no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, do segundo lançamento do Foguete de Treinamento Básico (FTB), dentro da operação denominada de FogTrein 1.

Assistem ao evento também o secretário executivo do MCT, Luiz Antonio Rodrigues Elias, o chefe de gabinete do ministro, Alexandre Navarro Garcia, o presidente da Agencia Espacial Brasileira (AEB/MCT), Carlos Ganem, engenheiros da Avibras, da AEB, do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) e do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI).

O objetivo da operação FogTrein 1 é lançar e rastrear dois foguetes FTB, além de capacitar profissionais para a operacionalização dos equipamentos do CLA e do CLBI, este localizado no Rio Grande do Norte.

O primeiro lançamento ocorreu na segunda-feira (10). De acordo com o diretor do CLA, Coronel Aviador Nilo Andrade, o foguete alcançou a sua altura máxima de 31.800 metros, atingindo velocidade de 4.100 km/h em quatro segundos. Fabricado pela empresa brasileira Avibras com quase 100% de tecnologia nacional, o FTB caiu em alto-mar a 16 quilômetros da costa.

Após o lançamento de amanhã (13), o ministro segue para a capital São Luiz, onde às 13h, no Palácio dos Leões, assina com a governadora do estado, Roseana Sarney, convênio na área de infraestrutura, para a recuperação da estrada de Cujupe, compreendendo um trecho de 11 quilômetros, entre o CLA e a Rodovia Estadual MA 106, e de 47 quilômetros, da mesma via, ligando à cidade de Alcântara. Esta obra é estratégica porque facilita o transporte de foguetes e peças que chegam ao porto de São Luis. O MCT, por meio da AEB, vai investir R$ 30 milhões.

Programa Espacial

O investimento em atividades espaciais no Brasil trouxe benefícios dos mais diversos: pesquisas de novos medicamentos, materiais e equipamentos eletrônicos, cartografia com a utilização de satélite, imagens em tempo real da localização de queimadas e desmatamento, e informações meteorológicas.

Os foguetes são um pilar do programa espacial brasileiro, desde sua criação em 1961. O primeiro deles, um Nike-Apache, foi lançado em 1965, do Rio Grande do Norte. De lá para cá, centenas de foguetes foram lançados, tanto do CLBI quanto do CLA.

O CLA foi construído na década de 80. Sua instalação deu ao Brasil a possibilidade de lançar, a partir do próprio território, foguetes de sondagem e veículos lançadores de satélites.

A partir da criação da AEB, em 1994, a comunidade científica foi estimulada a participar no desenvolvimento de pesquisas. Neste sentido, a Agência criou os programas Microgravidade e Uniespaço, destinados a fomentar projetos de pesquisas de interesse, tanto de universidades, como do setor espacial.

Em todo o mundo, menos de uma dezena de países lançam foguetes, e pouco mais de 20 nações desenvolvem satélites. O que elas têm de vantagem, e o Brasil se inclui nesta lista, é poder usar essa tecnologia para atender de maneira autônoma as suas prioridades nacionais.

Fonte: MCT
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