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Centro de Lançamento de Alcântara conclui modernização de radares
Brasília, 3 de março de 2016 – A modernização dos radares Atlas e Adour do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), em Alcântara (MA) foi concluída no último dia 19 de fevereiro. O serviço foi responsável por colocar os radares que apoiarão as atividades do Programa Espacial Brasileiro (PEB) no estado da arte em termos de meios de solo.
Os principais subsistemas modernizados foram o servomecanismo, a telemetria e a codificação angular, além do sistema de recepção de média frequência.
Com a modernização dos subsistemas dos radares, realizada pela empresa Omnisys, do grupo francês Thales, tem-se como resultado o aumento da capacidade operacional e da confiabilidade dos dados de lançamentos realizados a partir do CLA. A atual configuração permite também que os radares contribuam com outras missões deste centro.
O trabalho desenvolvido ainda permite que o Centro possa ter novas peças de reposição, visando a uma correta manutenção e conservação do Sistema por muitos anos. O Sistema pode evoluir ainda mais no futuro com novas funções, por meio da tecnologia utilizada e o domínio total da equipe técnica brasileira.
O engenheiro Carlos Alberto Santos Garcês, um dos responsáveis pela operação dos radares e fiscal do contrato assinado em 2012, destaca que o alto grau de precisão dos radares possibilita “que acompanhemos as passagens de engenhos espaciais sem dificuldades”.
Para celebrar a assinatura do Termo Circunstanciado de Recebimento Definitivo, as equipes do CLA realizaram o rastreio da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).
A previsão é que os radares sejam utilizados novamente em outubro próximo na Operação Rio Verde, quando será lançado o foguete VSB-30 com a carga útil MicroG-2, com experimentos financiados pelo Programa Microgravidade, da Agência Espacial Brasileira (AEB).
Fonte: AEB, com edição do blog Panorama Espacial.
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Mostrando postagens com marcador Omnisys. Mostrar todas as postagens
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quinta-feira, 3 de março de 2016
quinta-feira, 11 de junho de 2015
"Cátedras universitárias, a nova moda no setor"
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Cátedras universitárias, a nova moda no
setor
André M. Mileski
Há alguns
anos, era praticamente regra para empresas estrangeiras dos setores
aeroespacial e de defesa com negócios ou interesses no País participar do
programa Ciência sem Fronteiras, do Governo Federal.
As empresas,
objetivando demonstrar comprometimento com o Brasil e, assim, posicionarem-se
mais favoravelmente para futuros negócios, financiavam e ofereciam bolsas de
estudos e estágios a estudantes de graduação e pós-graduação. A Boeing, a Airbus
(então EADS), a Saab e a Dassault Aviation foram algumas que adotarem este expediente.
A estratégia
evoluiu nos últimos tempos e passou a incluir esforços junto a universidades
brasileiras, como o estabelecimento de cátedras com professores estrangeiros,
financiamento de bolsas de estudos e de projetos de Pesquisa &
Desenvolvimento (P&D). Desde o início do ano, ao menos quatro companhias anunciaram acordos de cooperação com universidades locais.
Em
fevereiro, a fabricante de helicópteros norte-americana Sikorsky, fornecedora das três forças armadas, firmou
com o tradicional Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), de São José dos Campos (SP), um instrumento
visando oferecer aos seus estudantes disciplinas relacionadas a aeronaves de
asas rotativas. O acordo abrange a oferta de bolsas de estudos e a criação de um
laboratório de voo sem movimento e outros equipamentos, além do envio de
instrutores dos EUA para apoio às aulas e pesquisas.
Com um
enfoque mais espacial, a franco-italiana Thales Alenia Space e a brasileira Omnisys inauguraram em março o Centro Tecnológico Espacial, que tem como um de seus
propósitos o apoio a universidades para o desenvolvimento de um Mestrado em
Engenharia em Sistemas Espaciais. Na época, as empresas divulgaram o
estabelecimento de uma cadeira universitária voltada a satélites, além de ter
coordenado e financiado várias teses de doutorado e estudos conjuntos.
Em junho, a Thales, que tem ampliado suas atividades no Brasil, deu mais um passo em
sua estratégia ao patrocinar um programa de cooperação acadêmica entre França e Brasil envolvendo o Instituto Mauá de Tecnologia, a
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a instituição de ensino superior
francesa Ecole Nationale Supérieure des Mines de Saint-Etienne, e a Omnisys, subsidiária
da Thales. Denominado SEAC – Sistemas Eletrônicos Embarcados para Aplicações
Críticas, o programa terá duração de um ano e consiste no intercâmbio de
estudantes brasileiros e franceses, além da oferta de estágios na Omnisys ou em
outras unidades da Thales na Europa.
Outra
empresa que ampliou seus esforços “universitários “foi a sueca Saab, selecionada
para fornecer caças à Força Aérea Brasileira. Um convênio de transferência tecnológica foi celebrado por Marcus Wallenberg, presidente do Conselho de Administração do grupo, em reunião com a presidenta Dilma Rousseff no final
de março. As ações do programa incluem o estabelecimento, a partir de 2015, de
um grupo de professores suecos no ITA, que oferecerão um curso de pós-doutorado
em Engenharia Aeronáutica financiado pela empresa e pelo governo sueco.
No final de abril, foi a vez da europeia Airbus anunciar a criação da “Cátedra
Franco-Brasileira” na Faculdade de Engenharia Mecânica da Universidade Estadual
de Campinas (UNICAMP). O programa visa promover P&D industrial na área de materiais
compósitos para a fabricação de aeronaves e helicópteros.
Apesar destas ações
terem um grande componente de marketing, seus benefícios para a formação de mão
de obra especializada são inegáveis. É algo ainda mais verdadeiro para o
Programa Espacial Brasileiro, que tem hoje como uma de suas principais ameaças
a não reposição num ritmo minimamente adequado dos profissionais de
instituições como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o
Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE).
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quinta-feira, 14 de maio de 2015
Visita de Jaques Wagner à Thales Alenia Space
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Ministro da Defesa visita satélite brasileiro em
construção pela Thales
São Paulo, 14 de maio de 2015 – Uma
delegação brasileira liderada pelo Ministro da Defesa, Jacques Wagner, visitou
as instalações da Thales Alenia Space em Cannes, sul da França, no dia 11 de
maio, onde o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC) está
sendo construído, com o apoio do Governo francês por meio da Direction Générale
de l’Armement (DGA). Wagner e CEO da Visiona, Eduardo Bonini, foram recebidos
pelo CEO da Thales Alenia Space, Jean-Loïc Galle, e pelo Vice-Presidente da
Thales na América Latina, Ruben Lazo.
“A Thales visa consolidar parcerias locais,
intercambiar competências e transferir tecnologia de vanguarda na América
Latina, onde estamos presentes há 50 anos. A Thales já tem uma profunda atuação
no mercado espacial brasileiro e uma parceria sólida com a Agência Espacial
Brasileira. Um dos 5 maiores contratos do Grupo em 2013, o SGDC é uma grande
conquista e vem coroar a participação ativa da Thales na expansão da indústria
espacial da América Latina”, garante Lazo.
Uma viagem pelas salas limpas
Jacques Wagner visitou as salas limpas (clean rooms),
declarando-se impressionado pela expertise da Thales Alenia Space na produção
de satélites de comunicação e know-how em ambos radar e satélite de observação
em resolução muito alta, além da altimetria, campo em que a empresa é líder
mundial. Esta tecnologia dá velocidade de perfil do som versus profundidade das
ondas acústicas no ambiente marinho e, desta forma, permite obter informação
sobre a propagação das ondas muito útil para a detecção de alvos submarinos.
Para um país como o Brasil, que está ingressando na família global de
submarinos nucleares, altimetria é uma solução chave.
A delegação conheceu uma ampla gama de satélites entre
eles dois Sentinel em nome da Agência Espacial Europeia, o ExoMars TGO dedicado
à missão de 2016, o satélite de oceanografia operacional Jason-3, além do
satélite de comunicação Eutelsat 8WB. O grupo visitou também o Centro de
Controle Operacional que vai gerenciar todas as operações em órbita logo após
lançamento do SGDC, previsto para setembro de 2016.
Wagner cumprimentou os 31 engenheiros brasileiros que
estão sendo treinados localmente pela Thales Alenia Space dentro do escopo do
plano de transferência de tecnologia que integra o contrato do SGDC. O ministro
mostrou destacou a importância desta missão para o Brasil, que vai se
beneficiar desta experiência para expandir a sua própria indústria espacial nos
próximos anos.
Thales e Brasil: uma relação ganha-ganha
Em 2013, a Thales Alenia Space firmou o contrato do SGDC
com a Visiona (joint-venture entre a Embraer e a Telebrás). Um memorando de
entendimento (MoU) também foi assinado com a Agência Espacial Brasileira (AEB)
no que diz respeito às transferências de tecnologia, um primeiro passo
fundamental na parceria ambiciosa entre Thales, AEB e a indústria espacial
brasileira.
Ações concretas
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Um
contrato tripartite assinado entre Thales Alenia Space, AEB e empresas
brasileiras para implementar rapidamente contratos baseados em transferência de
tecnologia.
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Um
acordo de “transferência de conhecimento”, na forma de uma “Academia Espacial”,
abrangendo as seguintes ações:
- Apoio a universidades brasileiras
para estabelecer programas de mestrado em Engenharia de Sistemas Espaciais
- Criação de uma cadeira espacial no
Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA)
- Financiamento de teses de
doutorado em casos especiais
- Estudos conjuntos entre a Thales
Alenia Space e laboratórios brasileiros
- 40 engenheiros brasileiros
treinados na Thales Alenia Space, dentro do escopo do plano de transferência de
tecnologia que integra o contrato do SGDC
·
Em
março de 2015, a Thales Alenia Space e a Omnisys inauguraram um Centro
Tecnológico Espacial no Parque Tecnológico de São José dos Campos. O centro vai
inicialmente apoiar o desenvolvimento de parcerias tecnológicas com empresas
locais do setor.
Fonte: Thales Alenia Space
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terça-feira, 10 de março de 2015
Centro Tecnológico Espacial da Thales no Brasil
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Grupo Thales inaugura Centro Tecnológico Espacial em São José dos Campos
São Paulo, 10 de março de 2015 – A Thales Alenia Space e a Omnisys inauguraram hoje o seu Centro Tecnológico Espacial conjunto no Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP). A cerimônia de inauguração teve a participação do presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), delegações dos Ministérios de Defesa da França e do Brasil, da Agência de Compras de Defesa da França (DGA), entre outros.
O Centro Tecnológico Espacial reflete claramente a estratégia da Thales Alenia Space de ser um parceiro fundamental no desenvolvimento da indústria espacial brasileira, estando de acordo com as medidas implementadas dentro do escopo do contrato do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC), firmado pela Thales Alenia Space em 2013. O centro está idealmente localizado no Parque Tecnológico de São José dos Campos, que já hospeda a empresa Visiona, não muito longe da Embraer e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Inicialmente, o Centro Tecnológico Espacial desenvolverá parcerias tecnológicas com empresas brasileiras do setor espacial.
Com sua sólida e reconhecida experiência na indústria espacial brasileira, a Omnisys é peça-chave para o desenvolvimento das atividades de Engenharia e Design para aplicações espaciais em futuros contratos. Olhando mais à frente, o Centro Tecnológico Espacial poderá também abrigar um centro de análise de dados associado ao programa europeu Copernicus, permitindo que o Brasil possa definir mais claramente os seus requerimentos em satélites para o gerenciamento ambiental, com um foco especial na região da Amazônia.
Desde a assinatura do contrato do SGDC, a Thales Alenia Space já implementou um número de ações concretas com relação ao desenvolvimento de uma parceria espacial com Brasil. Em particular, o novo Centro Tecnológico da Thales pretende ajudar universidades brasileiras a estabelecer um Mestrado em Engenharia em Sistemas Espaciais, já tendo estabelecido uma cadeira universitária voltada a satélites e coordenado e financiado várias teses de doutorado e estudos conjuntos. Além disso, dentro do escopo do plano de absorção de tecnologia, cerca de 40 engenheiros brasileiros estão aprendendo mais sobre as tecnologias espaciais nas instalações da Thales Alenia Space na França.
Em 2013, a TAS assinou um memorando de entendimento (MoU) com a Agência Espacial Brasileira (AEB) para ser a principal parceira no desenvolvimento da indústria espacial brasileira. A Thales Alenia Space e a AEB assinaram também o Acordo Definitivo de Transferência de Tecnologia, que especifica as ideias gerais do MoU original, os assuntos que foram escolhidos, o cronograma e as condições para aplicações. O modelo do contrato tripartite Thales Alenia Space/AEB (empresa brasileira) também foi finalizado, permitindo a rápida implementação, sob demanda, de contratos de transferência de tecnologia.
“Com a inauguração deste centro, a Thales Alenia Space, junto com a Omnisys, reforça o seu compromisso como maior parceira industrial fundamental no desenvolvimento da indústria espacial própria do Brasil. Todas as nossas ações são orientadas a permitir que a indústria espacial brasileira possa produzir seu próprio satélite de baixa órbita dentro de três a cinco anos,” explicou Joël Chenet, Vice-Presidente da Thales Alenia Space no país.
“O Brasil é um dos países chaves para a Thales como parte de nossa estratégia internacional de crescimento sustentável focado nos mercados emergentes. A nova unidade em São José dos Campos é nossa sexta no país e reintegra a nossa estratégia local de transferência de tecnologia, estabelecendo uma base industrial local e desenvolvendo parcerias locais. Como uma das empresas mais inovadoras do Brasil e pilar da Thales no país, a Omnisys é a líder no mercado de gerenciamento de radares de trafego aéreo, um parceiro chave da Marinha Brasileira e também um ator chave na indústria espacial”, afirmou Ruben Lazo, Vice Presidente da Thales na América Latina.
Fonte: Thales
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Grupo Thales inaugura Centro Tecnológico Espacial em São José dos Campos
São Paulo, 10 de março de 2015 – A Thales Alenia Space e a Omnisys inauguraram hoje o seu Centro Tecnológico Espacial conjunto no Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP). A cerimônia de inauguração teve a participação do presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), delegações dos Ministérios de Defesa da França e do Brasil, da Agência de Compras de Defesa da França (DGA), entre outros.
O Centro Tecnológico Espacial reflete claramente a estratégia da Thales Alenia Space de ser um parceiro fundamental no desenvolvimento da indústria espacial brasileira, estando de acordo com as medidas implementadas dentro do escopo do contrato do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC), firmado pela Thales Alenia Space em 2013. O centro está idealmente localizado no Parque Tecnológico de São José dos Campos, que já hospeda a empresa Visiona, não muito longe da Embraer e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Inicialmente, o Centro Tecnológico Espacial desenvolverá parcerias tecnológicas com empresas brasileiras do setor espacial.
Com sua sólida e reconhecida experiência na indústria espacial brasileira, a Omnisys é peça-chave para o desenvolvimento das atividades de Engenharia e Design para aplicações espaciais em futuros contratos. Olhando mais à frente, o Centro Tecnológico Espacial poderá também abrigar um centro de análise de dados associado ao programa europeu Copernicus, permitindo que o Brasil possa definir mais claramente os seus requerimentos em satélites para o gerenciamento ambiental, com um foco especial na região da Amazônia.
Desde a assinatura do contrato do SGDC, a Thales Alenia Space já implementou um número de ações concretas com relação ao desenvolvimento de uma parceria espacial com Brasil. Em particular, o novo Centro Tecnológico da Thales pretende ajudar universidades brasileiras a estabelecer um Mestrado em Engenharia em Sistemas Espaciais, já tendo estabelecido uma cadeira universitária voltada a satélites e coordenado e financiado várias teses de doutorado e estudos conjuntos. Além disso, dentro do escopo do plano de absorção de tecnologia, cerca de 40 engenheiros brasileiros estão aprendendo mais sobre as tecnologias espaciais nas instalações da Thales Alenia Space na França.
Em 2013, a TAS assinou um memorando de entendimento (MoU) com a Agência Espacial Brasileira (AEB) para ser a principal parceira no desenvolvimento da indústria espacial brasileira. A Thales Alenia Space e a AEB assinaram também o Acordo Definitivo de Transferência de Tecnologia, que especifica as ideias gerais do MoU original, os assuntos que foram escolhidos, o cronograma e as condições para aplicações. O modelo do contrato tripartite Thales Alenia Space/AEB (empresa brasileira) também foi finalizado, permitindo a rápida implementação, sob demanda, de contratos de transferência de tecnologia.
“Com a inauguração deste centro, a Thales Alenia Space, junto com a Omnisys, reforça o seu compromisso como maior parceira industrial fundamental no desenvolvimento da indústria espacial própria do Brasil. Todas as nossas ações são orientadas a permitir que a indústria espacial brasileira possa produzir seu próprio satélite de baixa órbita dentro de três a cinco anos,” explicou Joël Chenet, Vice-Presidente da Thales Alenia Space no país.
“O Brasil é um dos países chaves para a Thales como parte de nossa estratégia internacional de crescimento sustentável focado nos mercados emergentes. A nova unidade em São José dos Campos é nossa sexta no país e reintegra a nossa estratégia local de transferência de tecnologia, estabelecendo uma base industrial local e desenvolvendo parcerias locais. Como uma das empresas mais inovadoras do Brasil e pilar da Thales no país, a Omnisys é a líder no mercado de gerenciamento de radares de trafego aéreo, um parceiro chave da Marinha Brasileira e também um ator chave na indústria espacial”, afirmou Ruben Lazo, Vice Presidente da Thales na América Latina.
Fonte: Thales
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quarta-feira, 16 de abril de 2014
Contratos industriais do CBERS 4
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AEB firma contratos industriais para montagem do Cbers-4
Brasília, 16 de abril de 2014 – A Agência Espacial Brasileira (AEB) firmou oito contratos com empresas nacionais do setor aeroespacial visando à integração e montagens de diversos equipamentos do Cbers-4, quinto exemplar da série do programa de satélites Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres.
Os contratos com as empresas Equatorial Sistemas, AEL Sistemas Mectron Engenharia, Orbital Engenharia, Omnisys Engenharia e Opto Eletrônica, englobam em sua maioria equipamentos das áreas de eletrônica, conversores de energia e câmeras para imageamento.
Todas estas empresas já foram fornecedoras de peças e equipamentos para a família de satélites Cbers, desenvolvida em parceria entre Brasil e China. Os contratos também estão em concordância com o preceituado no Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae) de “recorrer à indústria para reproduzir equipamentos já desenvolvidos e qualificados, capazes de atender a parte da demanda corrente a um custo menor, com prazos menores, além de manter a base industrial ativa”.
O lançamento do Cbers-4, inicialmente programado para 2015, foi antecipado para a segunda semana de dezembro próximo da China, conforme entendimento entre os dois países após a falha ocorrida com o veículo chinês lançador do Cbers-3, no final de 2013.
Fonte: AEB
Nota do blog: os contratos, somados, superam poucos milhões de reais.
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AEB firma contratos industriais para montagem do Cbers-4
Brasília, 16 de abril de 2014 – A Agência Espacial Brasileira (AEB) firmou oito contratos com empresas nacionais do setor aeroespacial visando à integração e montagens de diversos equipamentos do Cbers-4, quinto exemplar da série do programa de satélites Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres.
Os contratos com as empresas Equatorial Sistemas, AEL Sistemas Mectron Engenharia, Orbital Engenharia, Omnisys Engenharia e Opto Eletrônica, englobam em sua maioria equipamentos das áreas de eletrônica, conversores de energia e câmeras para imageamento.
Todas estas empresas já foram fornecedoras de peças e equipamentos para a família de satélites Cbers, desenvolvida em parceria entre Brasil e China. Os contratos também estão em concordância com o preceituado no Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae) de “recorrer à indústria para reproduzir equipamentos já desenvolvidos e qualificados, capazes de atender a parte da demanda corrente a um custo menor, com prazos menores, além de manter a base industrial ativa”.
O lançamento do Cbers-4, inicialmente programado para 2015, foi antecipado para a segunda semana de dezembro próximo da China, conforme entendimento entre os dois países após a falha ocorrida com o veículo chinês lançador do Cbers-3, no final de 2013.
Fonte: AEB
Nota do blog: os contratos, somados, superam poucos milhões de reais.
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quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Omnisys: "De mísseis a radares" [e também espaço]
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O mais recente número da revista "Pesquisa FAPESP", editada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) conta com uma reportagem sobre a empresa Omnisys, de São Bernardo do Campo (SP), sob o ângulo de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D). A Omnisys é a plataforma industrial do grupo francês Thales, que atua nos mercados de defesa, segurança, aeroespacial e de transportes nos setores, no Brasil.
O artigo traz uma interessante abordagem sobre a empresa e suas atividades, destacando os projetos em inovação nos setores aeroespacial e de defesa que contam com subvenção da FAPESP e também da FINEP, do governo federal. Da área espacial, são citados os projetos do Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS, sigla em inglês) e de radares de rastreio e telemetria de centros de lançamento no Brasil (Alcântara e Barreira do Inferno) e em Kourou, na Guiana Francesa (a empresa foi selecionada para a modernização de dois radares operados pelo centro guianês). Segundo a reportagem, a Omnisys investe cerca de 20% de sua receita em P&D.
A Omnisys, aliás, deve ser uma das empresas mais beneficiadas no processo de transferência de tecnologia associado ao projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), que será construído pela Thales Alenia Space (joint-venture entre a Thales (67%) e o grupo italiano Finmeccanica (33%)).
Para acessar a reportagem em sua íntegra, clique sobre o título "De mísseis a radares".
O mais recente número da revista "Pesquisa FAPESP", editada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) conta com uma reportagem sobre a empresa Omnisys, de São Bernardo do Campo (SP), sob o ângulo de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D). A Omnisys é a plataforma industrial do grupo francês Thales, que atua nos mercados de defesa, segurança, aeroespacial e de transportes nos setores, no Brasil.
O artigo traz uma interessante abordagem sobre a empresa e suas atividades, destacando os projetos em inovação nos setores aeroespacial e de defesa que contam com subvenção da FAPESP e também da FINEP, do governo federal. Da área espacial, são citados os projetos do Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS, sigla em inglês) e de radares de rastreio e telemetria de centros de lançamento no Brasil (Alcântara e Barreira do Inferno) e em Kourou, na Guiana Francesa (a empresa foi selecionada para a modernização de dois radares operados pelo centro guianês). Segundo a reportagem, a Omnisys investe cerca de 20% de sua receita em P&D.
A Omnisys, aliás, deve ser uma das empresas mais beneficiadas no processo de transferência de tecnologia associado ao projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), que será construído pela Thales Alenia Space (joint-venture entre a Thales (67%) e o grupo italiano Finmeccanica (33%)).
Para acessar a reportagem em sua íntegra, clique sobre o título "De mísseis a radares".
domingo, 7 de outubro de 2012
Thales Alenia Space e seus planos para o Brasil
Na última sexta-feira (5), o blog Panorama Espacial / revista Tecnologia & Defesa encontrou César Kuberek, vice-presidente da Thales para a América Latina, agora baseado em São Paulo (SP), e Christophe Garier, executivo da Thales Alenia Space (TAS)* responsável pelo mercado latino-americano no segmento de comunicações.
A conversa teve como pano de fundo o projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), atualmente a principal concorrência de satélites no continente sul-americano, mas também girou em torno de outros projetos e interesses da companhia franco-italiana na região, em particular plataformas de satélites de órbita baixa para aplicações variadas.
Garier veio ao Brasil para entregar informações técnicas solicitadas pela Visiona, joint-venture da Embraer e Telebrás responsável pela contratação e integração do sistema, que emitiu uma nova solicitação de informações (RFI, no jargão em inglês) para os principais fabricantes de satélites de comunicações. De acordo com o executivo, existe a expectativa de que todo o processo, desde a RFI até a assinatura do contrato leve de cinco a seis meses. Assim, é possível que a definição do fabricante se dê no início de 2013.
Com o intuito de entender a estratégia da TAS para o SGDC, questionamos acerca da possibilidade de apresentação de uma proposta conjunta com outros fabricantes europeus, com apoio unificado do governo francês, prática bastante fomentada em algumas concorrências no exterior, como na Espanha e Noruega (programa Hisnorsat, que acabou sendo cancelado) e Oriente Médio (Yahsat e Arabsat 5C), e já abordada aqui no blog (ver a postagem "SGB e o fratricídio francês", de abril de 2012). "Uma das maiores limitações desse projeto é o tempo", respondeu Kuberek, indicando que uma proposta conjunta poderia exigir mais tempo para a entrega do satélite. "E depende do que o cliente quer", complementou. O governo brasileiro, segundo se apurou, não teria feito um pedido nesse sentido.
Christophe Garier discorreu sobre as credenciais da TAS em comunicações, particularmente em banda Ka (o SGDC terá capacidade em banda Ka e banda X, esta última para aplicações militares). Destacou os projetos dos satélites Yahsat e Arabsat 5C (construídos em parceria com a Astrium), a inovadora constelação de órbita média O3b, em desenvolvimento, e o sistema italiano de comunicações militares SICRAL (Sistema Italiana de Communicazione Riservente Allarmi). Envolvida em mais de vinte programas desde 1991, a TAS se considera uma fornecedora líder de componentes em banda Ka no mercado global de satélites. Garier também destacou a expectativa de que, uma vez selecionado o fabricante do primeiro SGDC, ocorra treinamentos acadêmicos e em fábrica de especialistas brasileiros, inclusive com transferência de know-how em design de satélites.
Transferência tecnológica
Indo além das comunicações, o VP da Thales para a região citou a intenção da TAS em promover transferência de tecnologia em vários domínios espaciais, em linha com as estratégias de desenvolvimento adotadas pelo Brasil. O escopo poderia cobrir uma número de áreas, como gerenciamento de projetos e design de sistemas, integração de satélites e seleção de tecnologias chave. O executivo deu especial ênfase à disposição da empresa em transferir tecnologia de plataformas para satélites de órbita baixa, muito utilizados para aplicações como de observação terrestre, ambientais e científicas. César Kuberek mencionou que até 2025, o Brasil demandará dezenas de satélites para diferentes aplicações, como comunicações, meteorologia e observação, muitos deles em órbita baixa. Ressaltou que a transferência se daria no nível mais alto, com fabricação local, envolvendo inclusive acordo de vendas pela receptora da tecnologia no País para mercados específicos em que o Brasil tenha maior influência.
Kuberek fez questão de citar os casos de transferência de tecnologia da Thales em radares de banda L para a sua subsidiária industrial no País, a Omnisys, e também dos sistemas de sonares que equiparão os submarinos S-Br adquiridos pela Marinha do Brasil junto à DCNS, para demonstrar o comprometimento do grupo nessa direção.
Panorama regional
Embora o principal, o SGDC não é o único projeto espacial no comunicações no continente latino-americano, e a TAS está atenta às outras oportunidades. Os governos de países como o Peru, Colômbia, Chile, Nicarágua e Panamá têm considerado, com diferentes intensidades, a aquisição de sistemas espaciais de comunicações.
No âmbito comercial, há expectativa de que nos próximos meses a Star One, subsidiária da brasileira Embratel, dê início a contratação de um novo satélite, o seu primeiro com capacidade em banda Ka. Comenta-se que o satélite será chamado Star One D1, com o "D" indicando o início da quarta geração (a primeira foi chamada Brasilsat A, a segunda Brasilsat B, e a terceira Star One C).
Na Argentina, também é aguardado para o final do ano uma solicitação de propostas para fornecimento de subsistemas (cargas úteis, subsistemas de serviços como propulsão e controle, entre outros) para o terceiro satélite da família ARSAT, em construção pela estatal Invap, e parte do SSGAT (Sistema Satelital Geoestacionario Argentino de Telecomunicaciones). A TAS já fornece para os dois modelos da família as cargas úteis em banda C e Ku.
* A TAS é resultado da aliança espacial entre o grupo francês Thales (67%) e o conglomerado italiano Finmeccanica (33%), formalizada em junho de 2005. O outro componente da aliança entre os dois grupos é a Telespazio, unidade de serviços espaciais controlada pela Finmeccanica (67%), com a Thales detendo os 33% restantes. A Telespazio tem importante presença no Brasil (ver a postagem "Panorama da Telespazio no Brasil").
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terça-feira, 24 de abril de 2012
Luc Vigneron, presidente da Thales, em visita ao Brasil
De acordo com informação disponível em sua agenda, o ministro da Defesa, Celso Amorim, recebeu em audiência ontem (23), em Brasília (DF), o presidente mundial do grupo Thales, Luc Vigneron.
Não foram divulgadas mais informações, mas é provável que Vigneron tenha vindo fazer uma visita de cortesia para reforçar os interesses do grupo no País, que não são poucos. Nas áreas aeroespacial e de defesa, passa pelo Programa F-X2, da Força Aérea Brasileira (a Thales é um dos membros do consórcio Rafale Internacional), PROSUPER, da Marinha do Brasil, Sisfron, SisGAAz, e também satélites (não apenas o Satélite Geoestacionário Brasileiro, o projeto mais evidente de todos, mas também satélites de observação, tema que o blog abordará em breve). A presença da Thales no Brasil vem de décadas (de fato, antes mesmo de se chamar Thales). O grupo conta com uma unidade industrial em São Bernardo do Campo (SP), a Omnisys, adquirida há alguns anos, e também uma parceria com a Andrade Gutierrez.
Na coluna "Defesa & Negócios" da última edição de Tecnologia & Defesa, revelamos que a Thales está reforçando a sua presença local com a transferência da vice-presidência do grupo para a região da América Latina, antes baseada no México, para o Brasil, num escritório em São Paulo, a ser liderado pelo argentino Cesar Kuberek.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
AEL Sistemas no Projeto SIA
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Conforme publicado na edição de hoje (23) do Diário Oficial da União, A AEL Sistemas, indústria com atuação nos setores de defesa e espaço com sede em Porto Alegre (RS), foi declarada vencedora de uma concorrência promovida pela Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (FUNDEP), tendo por objeto a "contratação de serviços técnicos especializados para a elaboração do projeto, fabricação e testes para o hardware do Computador de Bordo (on-board computer, OBC) da Plataforma Orbital do projeto SIA (Sistemas Inerciais para Aplicação Aeroespacial)", iniciativa que envolve o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA), outros órgãos governamentais e diversas indústrias nacionais.
A FUNDEP, ligada à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), é gestora do projeto, contando com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), empresa pública ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
Além da AEL Sistemas, controlada pelo grupo israelense Elbit Systems e também com uma participação minoritária da Embraer, apresentaram propostas a Equatorial Sistemas e a Omnisys Engenharia (Thales).
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Conforme publicado na edição de hoje (23) do Diário Oficial da União, A AEL Sistemas, indústria com atuação nos setores de defesa e espaço com sede em Porto Alegre (RS), foi declarada vencedora de uma concorrência promovida pela Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (FUNDEP), tendo por objeto a "contratação de serviços técnicos especializados para a elaboração do projeto, fabricação e testes para o hardware do Computador de Bordo (on-board computer, OBC) da Plataforma Orbital do projeto SIA (Sistemas Inerciais para Aplicação Aeroespacial)", iniciativa que envolve o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA), outros órgãos governamentais e diversas indústrias nacionais.
A FUNDEP, ligada à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), é gestora do projeto, contando com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), empresa pública ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
Além da AEL Sistemas, controlada pelo grupo israelense Elbit Systems e também com uma participação minoritária da Embraer, apresentaram propostas a Equatorial Sistemas e a Omnisys Engenharia (Thales).
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segunda-feira, 22 de agosto de 2011
SISROT: O Sistema de Rastreio Óptico do CLA
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Nos últimos anos, a infraestrutura do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, tem sido submetida a sucessivos processos de atualização e ampliação, em linha com uma retomada, mais concreta, do programa de lançadores e foguetes de sondagem do Programa Espacial Brasileiro. Dentre as novas capacidades inseridas no CLA, destaca-se um dispositivo para o acompanhamento de lançamentos em sua fase inicial, chamado Sistema de Rastreio Óptico (SISROT).
O SISROT tem como objetivo rastrear foguetes nos primeiros instantes da missão. Quando operacional, o sistema produzirá imagens dos lançamentos e fornecerá, em tempo real, informações de posição angular (azimute, elevação e distância) do "alvo" para a central de dados de lançamento. As imagens são geradas por câmeras CCD (detecção do alvo com luz visível) e infravermelho (detecção do alvo com raios infravermelho), ambas utilizadas para determinar as coordenadas de azimute e elevação do alvo. A câmera de rastreio de Infravermelho permite a detecção de alvos de 2,3 m × 2,3 m em altitudes de até 16 km, enquanto que as medições de distância são obtidas por meio de um telêmetro laser, com alcance de até 20 km.
O contrato para o desenvolvimento e construção do SISROT, no valor aproximado de R$ 5,4 milhões, foi assinado em outubro de 2006, e a previsão é que o equipamento seja entregue para operação no CLA no próximo mês, em setembro.
O sistema foi desenvolvido pela Omnisys Engenharia, de São Bernardo do Campo (SP), indústria que também teve ou tem envolvimento em outros projetos na área espacial, como cargas úteis e sistemas de serviço para satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), e a modernização de radares de trajetografia do CLA e do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), no Rio Grande do Norte, entre outros. A Omnisys Engenharia é a plataforma industrial local do grupo francês Thales.
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quarta-feira, 27 de julho de 2011
Jobim em Alcântara
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O ministro da Defesa, Nelson Jobim, visitará amanhã (28), o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, de acordo com a sua agenda, divulgada pelo Ministério. Jobim assistirá a uma apresentação sobre as atividades do CLA, o principal sítio de lançamento do Programa Espacial Brasileiro, seguida de visita às instalações e sobrevoo.
Nos últimos anos, a infraestrutura do CLA tem sido modernizada e ampliada, como parte dos esforços para a retomada do programa VLS. Abaixo, reproduzimos uma nota sobre as modernizações, publicada na edição nº 125 da revista Tecnologia & Defesa, que está nas bancas:
"Centro de Alcântara tem infraestrutura modernizada e ampliada
Em paralelo ao desenvolvimento de foguetes pelo IAE, o Comando da Aeronáutica também tem atuado fortemente na modernização das instalações do principal sítio de lançamento brasileiro, o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. O grande marco do processo de modernização é a construção da Torre Móvel de Integração (TMI), que será usada pelo lançador VLS. A torre anterior foi destruída no trágico acidente que vitimou 21 especialistas do IAE/DCTA, em agosto de 2003, quando trabalhavam no preparo do voo do terceiro protótipo do VLS-1. A TMI foi oficialmente apresentada em julho de 2010, e a previsão é que até o segundo semestre de 2011 todos os sistemas, tais como mecanismos de proteção contra descargas elétricas, de medição da velocidade dos ventos, comunicações, entre outros, estejam instalados e a torre seja entregue para a equipe técnica do CLA e IAE/DCTA. Sua operação deve estar disponível em janeiro de 2012. A nova torre, construída pelo Consórcio Jaraguá/Lavitta, envolveu um investimento de R$ 44 milhões.
Além da TMI, o CLA também teve modernizadas a sala de controle, sistemas de radares de trajetografia e meteorologia, e casamata. A sala de controle, por exemplo, teve todos os sistemas analógicos substituídos por digitais, com comunicação feita por fibra ótica. Além disto, dispositivos de segurança, como câmeras, foram também instalados. Em breve, o centro contará ainda com um sistema ótico, dotado de telêmetro laser, em desenvolvimento pela Omnisys Engenharia, de São Bernardo do Campo (SP), para o acompanhamento de missões de lançamento. (AM)"
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segunda-feira, 4 de julho de 2011
Revista "Espaço Brasileiro" nº 11 no ar
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A Agência Espacial Brasileira (AEB) disponibilizou em seu website a décima edição da revista institucional "Espaço Brasileiro", referente ao trimestre de de abril, maio e junho de 2011.
O número tem como matéria de capa uma reportagem sobre os 50 anos do Programa Espacial Brasileiro, além de entrevista com o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antonio Raupp, desenvolvimentos tecnológicos do DCTA e IAE, e outros textos.
Destaque para uma reportagem sobre um sistema de rastreio ótico em desenvolvimento pela Omnisys Engenharia, de São Bernardo do Campo (SP), para acompanhamento de missões no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. O projeto será em breve abordado no blog.
Para acessar a revista, disponível em arquivo PDF (cerca de 35 megabytes), clique aqui.
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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Thales e Amazônia-1
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O grupo francês Thales levou mais um contrato do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), desta vez para o fornecimento de um equipamento denominado TWTA (Traveling Wave Tube Amplifier - Amplificador a Tubo de Ondas Progressivas), que integrará o transmissor de dados da câmera AWFI do satélite Amazônia-1.
O negócio, no valor de R$ 5,1 milhões, foi assinado com a Thales Electron Devices (antiga Thomson Tubes Electroniques) em 30 de dezembro, mas apenas hoje (10) publicado no Diário Oficial.
Este se soma ao contrato da antena de banda X, também para o subsistema de transmissão de dados da AWFI, fechado com a Omnisys Engenharia, subsidiária brasileira da Thales, no final de dezembro.
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O grupo francês Thales levou mais um contrato do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), desta vez para o fornecimento de um equipamento denominado TWTA (Traveling Wave Tube Amplifier - Amplificador a Tubo de Ondas Progressivas), que integrará o transmissor de dados da câmera AWFI do satélite Amazônia-1.
O negócio, no valor de R$ 5,1 milhões, foi assinado com a Thales Electron Devices (antiga Thomson Tubes Electroniques) em 30 de dezembro, mas apenas hoje (10) publicado no Diário Oficial.
Este se soma ao contrato da antena de banda X, também para o subsistema de transmissão de dados da AWFI, fechado com a Omnisys Engenharia, subsidiária brasileira da Thales, no final de dezembro.
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sábado, 1 de janeiro de 2011
Antena banda X e sensor de estrelas do Amazônia-1
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Como esperado, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) assinou no final de 2010 alguns contratos relacionados à aquisição de componentes para o satélite de observação Amazônia-1, formalizando o resultado de concorrências anunciadas em meados de dezembro. Os extratos foram publicados na edição de 28 de dezembro do Diário Oficial da União.
O fornecimento de antena da banda X do subsistema de transmissão de dados da câmera AWFI foi contratado à Omnisys Engenharia, subsidiária do grupo europeu Thales, por valor um pouco superior a R$ 3,45 milhões. Já os sensores de estrelas do subsistema de controle e atitude em órbita (ACDH, sigla em inglês), ao custo de R$ 3,943 milhões serão fornecidos pela francesa EADS SODERN.
A expectativa é que outros contratos relacionados ao primeiro satélite brasileiro baseado na Plataforma Multimissão sejam assinados no início de 2011.
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Como esperado, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) assinou no final de 2010 alguns contratos relacionados à aquisição de componentes para o satélite de observação Amazônia-1, formalizando o resultado de concorrências anunciadas em meados de dezembro. Os extratos foram publicados na edição de 28 de dezembro do Diário Oficial da União.
O fornecimento de antena da banda X do subsistema de transmissão de dados da câmera AWFI foi contratado à Omnisys Engenharia, subsidiária do grupo europeu Thales, por valor um pouco superior a R$ 3,45 milhões. Já os sensores de estrelas do subsistema de controle e atitude em órbita (ACDH, sigla em inglês), ao custo de R$ 3,943 milhões serão fornecidos pela francesa EADS SODERN.
A expectativa é que outros contratos relacionados ao primeiro satélite brasileiro baseado na Plataforma Multimissão sejam assinados no início de 2011.
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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Mais resultados de concorrências do Amazônia-1
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Dando seguimento aos anúncios de resultados de concorrências relacionadas ao satélite Amazônia-1, promovidas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) (ver a postagem de ontem "Interfaces OBDH do Amazônia-1"), a edição de hoje (16) do Diário Oficial da União traz mais alguns resultados.
A Cenic, de São José dos Campos (SP), bateu a proposta da Fibraforte para fornecer a estrutura mecânica do módulo de carga útil (câmeras) do Amazônia-1. A antena de banda X do subsistema AWDT (transmissor de dados da câmera AWFI) do Amazônia-1 será fabricada pela Omnisys Engenharia, do grupo francês Thales, de São Bernardo do Campo (SP).
Quanto ao sensor de estrelas, objeto de concorrência internacional, a francesa EADS SODERN apresentou a melhor proposta, derrotando a italiana Selex Galileo, do grupo Finmeccanica.
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Dando seguimento aos anúncios de resultados de concorrências relacionadas ao satélite Amazônia-1, promovidas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) (ver a postagem de ontem "Interfaces OBDH do Amazônia-1"), a edição de hoje (16) do Diário Oficial da União traz mais alguns resultados.
A Cenic, de São José dos Campos (SP), bateu a proposta da Fibraforte para fornecer a estrutura mecânica do módulo de carga útil (câmeras) do Amazônia-1. A antena de banda X do subsistema AWDT (transmissor de dados da câmera AWFI) do Amazônia-1 será fabricada pela Omnisys Engenharia, do grupo francês Thales, de São Bernardo do Campo (SP).
Quanto ao sensor de estrelas, objeto de concorrência internacional, a francesa EADS SODERN apresentou a melhor proposta, derrotando a italiana Selex Galileo, do grupo Finmeccanica.
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domingo, 13 de junho de 2010
Thales: interesse no mercado brasileiro
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No início da noite de hoje (13), sobre as águas do Rio Sena, em Paris, o diretor-presidente do grupo francês Thales, Luc Vigneron e seus principais executivos receberam alguns poucos convidados da imprensa mundial para falar sobre o grupo e as expectativas para a tradicional feira de defesa Eurosatory 2010, que começa amanhã na capital francesa e vai até o final desta semana.
Em rápida conversa que teve com Tecnologia & Defesa, único veículo sul-americano presente no encontro, Vigneron afirmou que o Brasil tem oportunidades em praticamente todas as áreas de atuação da Thales, destacando os setores de defesa, segurança, satélites e transporte, apesar de não ter entrado em detalhes sobre cada uma delas. Ressaltou que o grupo deve tomar decisões no futuro relacionadas às oportunidades no País.
Especificamente na área de espaço, quando questionado sobre quais seriam os tópicos de interesse, afirmou que este existe tanto para missões governamentais como privadas. O blog acredita que em relação às missões governamentais, o interesse da Thales, por meio das joint-ventures que mantém com o grupo italiano Finmeccanica (Thales Alenia Space e Telespazio) recai em satélites de observação terrestre (do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE, e Ministério da Defesa - Projeto Sentinela), e telecomunicações (Satélite Geoestacionário Brasileiro - SGB). De fato, os últimos meses têm sido relativamente bem ativos em relação ao projeto do SGB, especialmente nos bastidores.
Quanto aos interesses privados em espaço, de acordo com uma fonte, a Thales Alenia Space observa com atenção o futuro lançamento de concorrência para a construção do Star One C4, satélite geoestacionário de comunicações que deverá ser maior e mais potente que o Star One C3 contratado pela subsidiária da Embratel junto à norte-americana Orbital Sciences Corporation (OSC), em dezembro de 2009. Apesar da OSC ter conquistado o contrato do Star One C3, a fabricante norte-americana é especializada na construção de satélites geoestacionários da faixa de 2 a 3 toneladas, o que, em teoria, pode favorecer a Thales ou outro fabricante de cargas úteis de maior porte.
A Thales é um dos maiores grupos mundiais com atuação nas áreas aeroespacial, defesa, segurança e transporte, contando com mais de 50 mil funcionários em 50 países. No Brasil, a Thales já está presente há décadas (desde que se chamava CSF-Thomson), inclusive com atividade industrial (Omnisys) fornecendo equipamentos e sistemas para as três forças armadas, Polícia Federal, controle de tráfego aéreo, Programa Espacial Brasileiro (CBERS, centros de lançamento), entre outros. Para saber mais sobre os negócios e interesses do grupo francês, vejam o artigo "Thales foca o Brasil", de maio de 2008.
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No início da noite de hoje (13), sobre as águas do Rio Sena, em Paris, o diretor-presidente do grupo francês Thales, Luc Vigneron e seus principais executivos receberam alguns poucos convidados da imprensa mundial para falar sobre o grupo e as expectativas para a tradicional feira de defesa Eurosatory 2010, que começa amanhã na capital francesa e vai até o final desta semana.
Em rápida conversa que teve com Tecnologia & Defesa, único veículo sul-americano presente no encontro, Vigneron afirmou que o Brasil tem oportunidades em praticamente todas as áreas de atuação da Thales, destacando os setores de defesa, segurança, satélites e transporte, apesar de não ter entrado em detalhes sobre cada uma delas. Ressaltou que o grupo deve tomar decisões no futuro relacionadas às oportunidades no País.
Especificamente na área de espaço, quando questionado sobre quais seriam os tópicos de interesse, afirmou que este existe tanto para missões governamentais como privadas. O blog acredita que em relação às missões governamentais, o interesse da Thales, por meio das joint-ventures que mantém com o grupo italiano Finmeccanica (Thales Alenia Space e Telespazio) recai em satélites de observação terrestre (do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE, e Ministério da Defesa - Projeto Sentinela), e telecomunicações (Satélite Geoestacionário Brasileiro - SGB). De fato, os últimos meses têm sido relativamente bem ativos em relação ao projeto do SGB, especialmente nos bastidores.
Quanto aos interesses privados em espaço, de acordo com uma fonte, a Thales Alenia Space observa com atenção o futuro lançamento de concorrência para a construção do Star One C4, satélite geoestacionário de comunicações que deverá ser maior e mais potente que o Star One C3 contratado pela subsidiária da Embratel junto à norte-americana Orbital Sciences Corporation (OSC), em dezembro de 2009. Apesar da OSC ter conquistado o contrato do Star One C3, a fabricante norte-americana é especializada na construção de satélites geoestacionários da faixa de 2 a 3 toneladas, o que, em teoria, pode favorecer a Thales ou outro fabricante de cargas úteis de maior porte.
A Thales é um dos maiores grupos mundiais com atuação nas áreas aeroespacial, defesa, segurança e transporte, contando com mais de 50 mil funcionários em 50 países. No Brasil, a Thales já está presente há décadas (desde que se chamava CSF-Thomson), inclusive com atividade industrial (Omnisys) fornecendo equipamentos e sistemas para as três forças armadas, Polícia Federal, controle de tráfego aéreo, Programa Espacial Brasileiro (CBERS, centros de lançamento), entre outros. Para saber mais sobre os negócios e interesses do grupo francês, vejam o artigo "Thales foca o Brasil", de maio de 2008.
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domingo, 16 de agosto de 2009
Inovação tecnológica na Omnisys
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No final de julho, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) organizou em sua sede em São Paulo (SP), seminário sobre instrumentos de apoio à inovação tecnológica, evento que contou com a participação da Omnisys, importante indústria das cadeias aeroespacial e de defesa brasileiras.
De acordo com os dados apresentados no seminário, desde 2005, o grupo francês Thales, controlador da Omnisys, investiu na empresa R$ 20 milhões para torná-la um de seus centros globais de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D). Em 2008, a empresa, que tem operações em 9 países, empregava 250 pessoas, sendo 70 técnicos e engenheiros no departamento de P&D. Anualmente, uma média de 15% de sua receita é aplicada em investimentos de P&D.
A Omnisys é provavelmente uma das indústrias nacionais que melhor sabe fazer uso dos programas públicos de financiamento e subvenção econômica, como os da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), e da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), do Ministério da Ciência e Tecnologia. No programa de subvenção da FINEP deste ano, na área de Defesa Nacional e Segurança Pública, foi a única empresa que teve mais de um projeto selecionado - foram três ao todo.
Criada em 1997, a Omnisys hoje é atuante nos setores aeroespacial e de defesa, especialmente em sistemas de trajetografia, guerra eletrônica, controle e radares. Na área espacial, a empresa já forneceu subsistemas e componentes para satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), e também foi responsável pela modernização dos sistemas de trajetografia e telemetria que equipam os centros de lançamento de Alcântara (CLA) e Barreira do Inferno (CLBI).
Para acessar a apresentação feita na FIESP, clique aqui.
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No final de julho, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) organizou em sua sede em São Paulo (SP), seminário sobre instrumentos de apoio à inovação tecnológica, evento que contou com a participação da Omnisys, importante indústria das cadeias aeroespacial e de defesa brasileiras.
De acordo com os dados apresentados no seminário, desde 2005, o grupo francês Thales, controlador da Omnisys, investiu na empresa R$ 20 milhões para torná-la um de seus centros globais de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D). Em 2008, a empresa, que tem operações em 9 países, empregava 250 pessoas, sendo 70 técnicos e engenheiros no departamento de P&D. Anualmente, uma média de 15% de sua receita é aplicada em investimentos de P&D.
A Omnisys é provavelmente uma das indústrias nacionais que melhor sabe fazer uso dos programas públicos de financiamento e subvenção econômica, como os da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), e da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), do Ministério da Ciência e Tecnologia. No programa de subvenção da FINEP deste ano, na área de Defesa Nacional e Segurança Pública, foi a única empresa que teve mais de um projeto selecionado - foram três ao todo.
Criada em 1997, a Omnisys hoje é atuante nos setores aeroespacial e de defesa, especialmente em sistemas de trajetografia, guerra eletrônica, controle e radares. Na área espacial, a empresa já forneceu subsistemas e componentes para satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), e também foi responsável pela modernização dos sistemas de trajetografia e telemetria que equipam os centros de lançamento de Alcântara (CLA) e Barreira do Inferno (CLBI).
Para acessar a apresentação feita na FIESP, clique aqui.
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terça-feira, 14 de julho de 2009
Subvenção econômica da FINEP
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A Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), empresa pública ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) divulgou em 14 de julho a lista preliminar de projetos selecionados para o programa de Subvenção Econômica à Inovação de 2009. De um total de 2.558 propostas recebidas, foram selecionadas 199, nas seis áreas do edital (Tecnologias da Informação e Comunicação, Saúde, Desenvolvimento Social, Defesa Nacional e Segurança Pública, Energia e Biotecnologia). A área de Defesa Nacional e Segurança Pública classificou 31 projetos, alguns deles relacionados à tecnologia espacial. Pelas descrições informadas pela FINEP, o blog identificou duas propostas:
- Estação de telemetria de solo para Veículo Lançador de Satélite, apresentada pela empresa Delsis Engenharia, Comércio e Representação Ltda., de São Paulo, que solicita R$ 1.839.580,00; e
- Sistema de comunicação transportável via satélite para guerra eletrônica e comunicação tática, apresentada pela RF Com Sistemas Ltda., de São Paulo, que solicita R$ 2.271.402,00.
Algumas empresas brasileiras tradicionais do setor espacial, como a Equatorial Sistemas e a Omnisys tiveram alguns projetos não espaciais selecionados. A Equatorial Sistemas solicitou pouco mais de R$ 1,5 milhão para o desenvolvimento de um sistema de detecção de lançamento de míssil (SDLMI). Já a Omnisys teve três propostas aceitas, a de Sistemas de Medidas de Apoio Eletrônico (SMAE), auto diretor (seeker radar), e antena para radar de defesa e controle aéreo em banda L, projetos que variam de R$ 1,590 milhão a R$ 4,9 milhões.
Este ano, serão destinados R$ 450 milhões em recursos não reembolsaveis, divididos nas seis áreas estratégicas, para serem usados em iniciativas que envolvam iniciativas inovadoras em Ciência e Tecnologia. À área de Defesa Nacional e Segurança Pública, serão disponibilizados R$ 80 milhões.
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A Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), empresa pública ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) divulgou em 14 de julho a lista preliminar de projetos selecionados para o programa de Subvenção Econômica à Inovação de 2009. De um total de 2.558 propostas recebidas, foram selecionadas 199, nas seis áreas do edital (Tecnologias da Informação e Comunicação, Saúde, Desenvolvimento Social, Defesa Nacional e Segurança Pública, Energia e Biotecnologia). A área de Defesa Nacional e Segurança Pública classificou 31 projetos, alguns deles relacionados à tecnologia espacial. Pelas descrições informadas pela FINEP, o blog identificou duas propostas:
- Estação de telemetria de solo para Veículo Lançador de Satélite, apresentada pela empresa Delsis Engenharia, Comércio e Representação Ltda., de São Paulo, que solicita R$ 1.839.580,00; e
- Sistema de comunicação transportável via satélite para guerra eletrônica e comunicação tática, apresentada pela RF Com Sistemas Ltda., de São Paulo, que solicita R$ 2.271.402,00.
Algumas empresas brasileiras tradicionais do setor espacial, como a Equatorial Sistemas e a Omnisys tiveram alguns projetos não espaciais selecionados. A Equatorial Sistemas solicitou pouco mais de R$ 1,5 milhão para o desenvolvimento de um sistema de detecção de lançamento de míssil (SDLMI). Já a Omnisys teve três propostas aceitas, a de Sistemas de Medidas de Apoio Eletrônico (SMAE), auto diretor (seeker radar), e antena para radar de defesa e controle aéreo em banda L, projetos que variam de R$ 1,590 milhão a R$ 4,9 milhões.
Este ano, serão destinados R$ 450 milhões em recursos não reembolsaveis, divididos nas seis áreas estratégicas, para serem usados em iniciativas que envolvam iniciativas inovadoras em Ciência e Tecnologia. À área de Defesa Nacional e Segurança Pública, serão disponibilizados R$ 80 milhões.
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sexta-feira, 15 de maio de 2009
Contratos industriais do CBERS
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Há no relatório de gestão do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) referente ao ano de 2008 uma interessante tabela (página 22) detalhando a execução financeira no ano passado relacionada ao projeto da segunda geração do Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS, sigla em inglês).
Dezenas de indústrias nacionais, sozinhas ou em consórcio contratadas pelo INPE receberam cerca de R$ 42,8 milhões no ano passado. Destaques para a Optoeletrônica, de São Carlos (SP), e Consórcio WFI (formado pela própria Optoeletrônica e pela Equatorial Sistemas), contratadas para a produção de câmeras dos CBERS 3 e 4, que receberam R$ 7,3 milhões e R$ 10,6 mihões, respectivamente.
Nomes como Omnisys Engenharia, Consórcio CFF (Cenic e Fibraforte), Orbital Engenharia, Aeroeletrônica e Mectron, entre outros, figuram na tabela.
Nas compras internacionais, um dos destaques foi um contrato de aproximadamente de R$ 5,5 milhões com a europeia EADS SODERN para o fornecimento de módulos de detecção das câmeras MUX e WFI, que equiparão os satélites CBERS 3 e 4.
Apesar dos problemas enfrentados pelo programa CBERS por causa da regulação ITAR, dos EUA, o INPE ainda assim consegue adquirir alguns componentes junto à companhias norte-americanas, como da Agilent Technologies e da californiana Trident Space & Defense. O maior volume executado no exterior no ano passado foi, no entanto, com a Tecnológica, Ingeniería, Calidad y Ensayos S.A., empresa espanhola que fornece componentes eletrônicos para os CBERS. O valor total executado em 2008 pelo INPE em contratos internacionais relacionados ao projeto espacial sino-brasileiro foi de pouco mais de R$ 20,7 milhões.
Para ler postagens anteriores com informações sobre o relatório de gestão de 2008 do INPE, clique aqui, aqui e aqui.
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Há no relatório de gestão do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) referente ao ano de 2008 uma interessante tabela (página 22) detalhando a execução financeira no ano passado relacionada ao projeto da segunda geração do Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS, sigla em inglês).
Dezenas de indústrias nacionais, sozinhas ou em consórcio contratadas pelo INPE receberam cerca de R$ 42,8 milhões no ano passado. Destaques para a Optoeletrônica, de São Carlos (SP), e Consórcio WFI (formado pela própria Optoeletrônica e pela Equatorial Sistemas), contratadas para a produção de câmeras dos CBERS 3 e 4, que receberam R$ 7,3 milhões e R$ 10,6 mihões, respectivamente.
Nomes como Omnisys Engenharia, Consórcio CFF (Cenic e Fibraforte), Orbital Engenharia, Aeroeletrônica e Mectron, entre outros, figuram na tabela.
Nas compras internacionais, um dos destaques foi um contrato de aproximadamente de R$ 5,5 milhões com a europeia EADS SODERN para o fornecimento de módulos de detecção das câmeras MUX e WFI, que equiparão os satélites CBERS 3 e 4.
Apesar dos problemas enfrentados pelo programa CBERS por causa da regulação ITAR, dos EUA, o INPE ainda assim consegue adquirir alguns componentes junto à companhias norte-americanas, como da Agilent Technologies e da californiana Trident Space & Defense. O maior volume executado no exterior no ano passado foi, no entanto, com a Tecnológica, Ingeniería, Calidad y Ensayos S.A., empresa espanhola que fornece componentes eletrônicos para os CBERS. O valor total executado em 2008 pelo INPE em contratos internacionais relacionados ao projeto espacial sino-brasileiro foi de pouco mais de R$ 20,7 milhões.
Para ler postagens anteriores com informações sobre o relatório de gestão de 2008 do INPE, clique aqui, aqui e aqui.
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