domingo, 26 de agosto de 2012

Eventos espaciais da semana


Evento sobre política de C,T&I no LIT/INPE

Na próxima terça-feira (28), a partir das 14h00, acontece no auditório do Laboratório de Integração e Testes (LIT/INPE), em São José dos Campos (SP), uma palestra do Prof. Renato Dagnino, da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), sobre "Ciência, Tecnologia e Inovação: Rumos e Uma outra visão". Segundo informações divulgadas pelo SindCT, na palestra será "feita uma análise de conjuntura sobre a área de Ciência, Tecnologia e Inovação a partir de um nova visão", e também uma exposição sobre o futuro do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e a restruturação institucional do Programa Espacial Brasileiro.

Renato Dagnino é professor titular no Departamento de Política Científica e Tecnológica da UNICAMP, e também professor convidado em várias universidades latino-americanas. Especializado em política científica, tecnológica e de inovação, suas atividades de pesquisa têm contado com o apoio de diversas instituições nacionais, como os Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação, Relações Exteriores e instituições como a FINEP, CNPq, CAPES, PADCT, SUDENE e SUDAM.

II Seminário Brasil-Ucrânia

Em 30 de agosto, acontece em Brasília (DF), na sede da Agência Espacial Brasileira (AEB), o "II Seminário Brasil-Ucrânia: Oportunidades para Cooperação Científica e Tecnológica na Área Espacial". No convite enviado pela AEB, é informado que o "evento é uma oportunidade para que o governo, a indústria e a academia discutam projetos conjuntos na área espacial com a empresa ucraniana líder no segmento, Yuzhnoye SDO."

A programação inclui apresentações do presidente da AEB, José Raimundo Braga Coelho, do Embaixador da Ucrânia no Brasil, Rovyslav Tronenko, executivos da Yuzhnoye, pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) e do Centro Tecnológico do Exército (CTEx), além de dirigentes da Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (AIAB), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), entre outros.
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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Embraer leva o Sisfron


Exército Brasileiro escolhe consórcio formado pela Savis e Orbisat para o Sisfron 

24/08/2012

O consórcio Tepro, formado por Savis Tecnologia e Sistemas S/A e OrbiSat Indústria e Aerolevantamento S/A, empresas controladas pela Embraer Defesa e Segurança, foi o único escolhido pelo Exército Brasileiro para a próxima fase do processo de seleção do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfon). A etapa seguinte será a negociação do contrato.

A fase inicial de implementação do Sisfron contemplará o monitoramento da fronteira terrestre na área sob responsabilidade do Comando Militar do Oeste. Na sua totalidade, o Sisfron compreende a vigilância e proteção das fronteiras terrestres do País em uma faixa de 16.886 quilômetros que separa o Brasil de 11 países vizinhos e se estende por dez estados e 27% do território nacional.

A Savis, empresa da Embraer Defesa e Segurança, foi criada para atuar na gestão integrada de projetos de monitoramento e controle de fronteiras, estruturas estratégicas e recursos naturais, de acordo com as diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa. O objetivo da Savis é fazer frente às necessidades brasileiras no setor de defesa e segurança estimulando o desenvolvimento tecnológico nacional, inclusive para posterior exportação, fortalecendo assim a indústria nacional e a balança comercial brasileira.

A Embraer Defesa e Segurança conta com mais de 40 anos de experiência no fornecimento de plataformas e sistemas superiores às forças de defesa de todo o mundo. Com presença crescente no mercado global, cumpre papel estratégico no sistema de defesa do Brasil. O portfólio da Embraer Defesa e Segurança e de suas coligadas inclui aviões militares, tecnologias de radar de última geração, veículos aéreos não tripulados (VANT) e sistemas avançados de informação e comunicação, como as aplicações de Comando, Controle, Comunicações, Computação e Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (C4ISR). Os aviões e as soluções militares da Embraer estão presentes em mais de 50 forças armadas de 48 países.

Fonte: Embraer Defesa e Segurança, via Tecnologia & Defesa.
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ARSAT-1 é qualificado no LIT/INPE


Satélite de telecomunicações argentino é qualificado no Laboratório de Integração e Testes do INPE

Sexta-feira, 24 de Agosto de 2012

O modelo estrutural do futuro satélite de telecomunicações argentino, o ARSAT-1, deixou no dia 22 de agosto as instalações do Laboratório de Integração e Testes (LIT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), onde esteve em campanha de testes que durou oito meses. As atividades coroaram três anos de preparativos e negociações entre o LIT/INPE e a ARSAT, empresa estatal argentina de telecomunicações.

A campanha marcou alguns recordes para o LIT/INPE, pois foi a primeira de qualificação de equipamento destinado a um satélite de telecomunicações. O ARSAT-1 foi também o maior equipamento em volume e massa - aproximadamente três toneladas quando carregado com combustível - já testado no Brasil.

Além de dar continuidade à longa cooperação entre o Brasil e a Argentina na área espacial, a experiência acumulada no desenvolvimento dos procedimentos, na instrumentação e na realização da campanha de testes trouxe para o LIT/INPE, e consequentemente para o país, experiência relevante para o futuro desenvolvimento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas - SGDC.

Fonte: INPE
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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

SGB: "importante para soberania do Brasil"


"Satélite geoestacionário será importante para soberania do Brasil", afirma Alvarez

Para secretário-executivo do MiniCom, projeto será muito importante para a soberania do país, além de ser essencial para a expansão Programa Nacional de Banda Larga

Brasília, 21/08/2012 - O secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Cezar Alvarez, destacou nesta terça-feira que o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) será muito importante para a soberania do país, além de ser essencial para a expansão Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). A declaração aconteceu durante a primeira reunião do comitê diretor do projeto, que terá a atribuição de aprovar os requisitos técnicos, o planejamento e o cronograma do SGDC.

Na oportunidade, a Telebras, que será responsável por contratar o fornecimento do satélite, apresentou uma proposta de requisitos técnicos para o equipamento. Já a Agência Espacial Brasileira indicou estratégias para a absorção de conhecimento e de tecnologia no âmbito do projeto.

De acordo com o secretário de Telecomunicações do MiniCom, Maximiliano Martinhão, que preside o comitê, a primeira reunião do grupo foi um marco essencial para o desenvolvimento do projeto. “O formato da contratação do satélite deve garantir o atendimento às necessidades do Estado brasileiro e, ao mesmo tempo, permitir que nossa indústria e nossos institutos de pesquisa se envolvam desde logo no processo. É o comitê que determinará que rumo o projeto seguirá. Só quando isso estiver definido é que a Telebras providenciará a contratação”, ressaltou.

Além do MiniCom, participaram da reunião representantes do Ministério da Defesa, da Agência Espacial Brasileira (AEB), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Telebras. Nos próximos dias, serão nomeados os membros do Grupo-Executivo, órgão técnico que dará suporte às decisões do Comitê Diretor.

Fonte: Ministério das Comunicações
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Clima espacial: INPE participa de missão da NASA


Missão trará dados sobre fenômeno que afeta satélites

Quinta-feira, 23 de Agosto de 2012

Os dados obtidos por sondas que serão lançadas nesta sexta-feira (24/8) pela NASA devem aperfeiçoar os estudos sobre a Anomalia Magnética do Atlântico Sul (AMAS), fenômeno da ionosfera localizado acima da região Sudeste capaz de provocar danos a satélites.

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mantém parceria com a agência espacial americana em estudos de clima espacial e, a partir de novembro, será responsável pela aquisição de dados da missão Radiation Belt Storm Probes (RBSP), composta pelas duas sondas que irão monitorar o Cinturão de Van Allen, assim chamado em homenagem ao cientista que descobriu na década de 1950 esse campo magnético ao redor do planeta.

Para estudar as ondas eletromagnéticas e o cinturão de radiação, composto por duas faixas – uma localizada entre 2200 e 5000 quilômetros e outra, entre 13000 e 55000 quilômetros da superfície da Terra – as duas sondas da missão RBSP serão posicionadas em órbita equatorial em faixa entre 500 quilômetros a até quase 40 mil quilômetros de altura. Após o período de calibração dos sensores, os dados começarão a ser transmitidos regularmente às estações terrestres, entre elas a do INPE, situada em Alcântara (MA).

Durante pelo menos dois anos, cientistas do mundo inteiro terão acesso às informações que permitirão, pela primeira vez, um monitoramento mais completo da AMAS e do fenômeno de precipitação de partículas elétricas que atinge a região.

“Estas sondas possuem sensores e instrumentos muito avançados. A missão permitirá a aquisição de informações mais precisas para monitorar o efeito das partículas elétricas do Cinturão de Van Allen na região da anomalia. Para ter ideia das consequências do fenômeno, o satélite que passa nessa região precisa ter alguns equipamentos desligados para evitar problemas no seu funcionamento”, explica Walter D. González, pesquisador da Divisão de Geofísica Espacial do INPE.

Em setembro, o INPE receberá o líder da missão RBSP, David Sibeck, para discutir resultados de estudos sobre clima espacial e os impactos da AMAS e sua relação com as tempestades geomagnéticas, causadas pela emissão de partículas muito energéticas e campos magnéticos muito intensos emitidos pelo Sol que atravessam o meio interplanetário e interagem com o campo geomagnético da Terra.

Informações sobre a missão Radiation Belt Storm Probes no site www.nasa.gov/rbsp

Clima Espacial

O INPE mantém o Programa de Estudo e Monitoramento Brasileiro do Clima Espacial (EMBRACE) para avaliar fenômenos que afetam o meio entre o Sol e a Terra, bem como o espaço em torno da Terra.

Fenômenos solares são capazes de causar interferências em sistemas como o GPS, além da possibilidade de induzir correntes elétricas em transformadores de linhas de transmissão de energia e afetar a proteção de dutos para transporte de óleo e gás. Esses fenômenos são particularmente mais intensos no ambiente espacial brasileiro, devido à grande extensão territorial do país, distribuída ao norte e ao sul do equador geomagnético, à declinação geomagnética máxima e à presença da Anomalia Magnética do Atlântico Sul.

O Instituto oferece informação em tempo real, na internet, e realiza previsões sobre o sistema Sol-Terra para diagnósticos de seus efeitos sobre diferentes sistemas tecnológicos, em áreas como navegação e posicionamento por satélite (aeronaves, embarcações, plataformas petrolíferas, agricultura de precisão), comunicação (satélites geoestacionários, aeronaves), distribuição de energia (linhas de transmissão, dutos de distribuição de gás natural e petróleo), além dos sistemas de defesa nacional.

Por meio de estudos sobre os processos eletrodinâmicos da ionosfera equatorial e de baixas latitudes, os pesquisadores do INPE monitoram parâmetros físicos como características do Sol, do espaço interplanetário, da magnetosfera, ionosfera e da mesosfera. As informações estão disponíveis na página www.inpe.br/climaespacial

Fonte: INPE
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terça-feira, 21 de agosto de 2012

DETER: divulgação quinzenal de dados


INPE adota divulgação quinzenal de dados do DETER

Terça-feira, 21 de Agosto de 2012

A atualização dos dados do DETER – Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real, na internet, passa a ser feita a cada 15 dias. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) todos os dias envia alertas de degradação e desmatamento ao IBAMA, que os utiliza para orientar a fiscalização e garantir ações eficazes de controle da derrubada da floresta.

Não há mudança nessa operação diária entre INPE e IBAMA, apenas na frequência de divulgação dos dados na internet. Antes, essas informações ficavam acessíveis ao público a cada mês, bimestre ou trimestre, geralmente após sua apresentação pelo governo federal em Brasília.

A nova forma de divulgação dos dados do DETER foi acordada entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), ao qual o INPE está ligado, e o Ministério do Meio Ambiente (MMA), responsável pelo IBAMA. Assim, a sociedade pode conhecer novos resultados sobre o monitoramento da Amazônia com maior frequência, pois dados do sistema serão apresentados duas vezes por mês, sempre por meio da página www.obt.inpe.br/deter.

Nesta segunda-feira (20/8), foram publicados os dados referentes ao monitoramento realizado de 1º a 15 de agosto.

Sobre o DETER

Realizado pela Coordenação de Observação da Terra do INPE, o DETER é um serviço de alerta de desmatamento e degradação florestal na Amazônia Legal baseado em dados de satélite de alta frequência de revisitação.

O DETER utiliza imagens do sensor Modis do satélite Terra, com resolução espacial de 250 metros, que possibilitam detectar polígonos de desmatamento com área maior que 25 hectares. Nem todos os desmatamentos são identificados devido à eventual cobertura de nuvens.

A menor resolução dos sensores usados pelo DETER é compensada pela capacidade de observação diária, que torna o sistema uma ferramenta ideal para informar rapidamente aos órgãos de fiscalização sobre novos desmatamentos.

Este sistema registra tanto áreas de corte raso, quando os satélites detectam a completa retirada da floresta nativa, quanto áreas classificadas como degradação progressiva, que revelam o processo de desmatamento na região.

Os números apontados pelo DETER são importantes indicadores para os órgãos de controle e fiscalização. No entanto, para computar a taxa anual do desmatamento por corte raso na Amazônia, o INPE utiliza o PRODES (www.obt.inpe.br/prodes), que trabalha com imagens de melhor resolução espacial capazes de mostrar também os pequenos desmatamentos.

Todos os dados relativos ao DETER podem ser consultados em www.obt.inpe.br/deter

Fonte: INPE

Comentário: nos últimos anos, desde que o CBERS 2B deixou de operar, o sistema DETER tem dependido principalmente de imagens geradas pela constelação DMC (ver a postagem "INPE: Imagens DMC para a Amazônia"). Até o final do ano, o sistema contará com um reforço importante: o primeiro satélite sino-brasileiro de segunda geração, o CBERS 3.
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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

As visitas de José Raimundo Coelho, da AEB


No CLBI e CRN-INPE ...

A Agência Espacial Brasileira (AEB) divulgou em seu website uma notícia reportando a visita este mês de seu presidente, José Raimundo Coelho, ao Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), e ao Centro Regional do Nordeste (CRN), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O propósito das visitas foi "aumentar a integração entre os órgãos do sistema nacional de atividades espaciais."

Na visita ao CRN, Raimundo Coelho participou da apresentação do Projeto CONASAT – Constelação de Nano Satélites para Coleta de Dados Ambientais, iniciativa que tem como objetivo principal conceber uma solução para o Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais – SBCD, baseada no uso de nanossatélites (satélites de 1 a 10 kg) e em tecnologias emergentes nos ramos da eletrônica e de telecomunicações. O projeto CONASAT é uma das alternativas consideradas para dar continuidade ao SBCD. Para saber mais sobre o projeto, acesse http://www.crn2.inpe.br/conasat/

... No DCTA ...

Este mês, o presidente da AEB também esteve no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos (SP), onde foi recebido pelo diretor-geral, Ten. Brig. Ailton Pohlmann e outros dirigentes. “Queremos cada vez mais trabalhar de forma integrada com todo o sistema de gestão da área espacial, fortalecendo, dessa forma, os Institutos de Pesquisa e consolidando o setor industrial”, afirmou Coelho em nota distribuída por sua assessoria.

... E na inauguração das novas instalações da Fibraforte

Em 10 de agosto, logo após seu retorno de viagem oficial à Ucrânia, José Raimundo Coelho este em São José dos Campos para a inauguração da nova sede da Fibraforte Engenharia, indústria atuante no Programa Espacial Brasileiro, em áreas como estruturas e sistemas mecânicos (caso da PMM, por exemplo), sistemas de propulsão e equipamentos de suporte.
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sábado, 18 de agosto de 2012

SGB: novas informações


Quando sai a RFP?

O blog Panorama Espacial entrou em contato com o Ministério das Comunicações para saber quando o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas - SGDC (designação dada pelo governo ao Satélite Geoestacionário Brasileiro - SGB, também referido como BR1Sat) deve ser contratado. A resposta recebida: "Pergunta (sic) para a Telebras". Entramos em contato com a Telebras, mas ainda não obtivemos resposta. Mas, nos bastidores, os comentários são de que a definição das principais características técnicas, que conta com a participação de especialistas da PUC-RJ, já estaria prestes a ser finalizada. Tais características constarão da Request for Proposal (RFP), a ser enviado aos principais fabricantes de satélites do mundo. Espera-se que a RFP seja concluída até o final desse mês.

Em órbita em 2014? Muito difícil

Nos bastidores, a possibilidade de se contar com o primeiro SGDC em órbita até o final de 2014 é tida como remota. Pode-se dizer que o desenvolvimento e a construção de um satélite geoestacionário de comunicações é  artesanal. Não existe linha de produção, e o processo como um todo, da contratação até a colocação em órbita geralmente leva, no mínimo, dois anos. O governo trabalha com a expectativa de que o SGDC esteja pronto em 30 meses a partir de sua contratação.

Uma vez emitido um pedido de propostas, as empresas costumam ter um prazo de dois meses para respondê-lo, e mais alguns meses para análise das propostas pelo solicitante e negociação dos termos do contrato. O que isto significa? Definição mesmo, só no final do ano, e desde que a RFP seja enviada dentro das próximas semanas.

Um "detalhe" tecnológico que muitos desconhecem: o SGDC deve ser o primeiro satélite de comunicações do mundo com bandas X e Ka.

Os interessados

Em declarações dadas à imprensa, Cezar Alvarez, secretário-executivo do Ministério das Comunicações afirmou que o ministério recebeu demonstrações de interesse no SGDC de, ao menos, sete fabricantes. O blog buscou mais informações sobre os interessados, mas recebeu a resposta de que, "por questões estratégicas, não é possível dar informações sobre os fabricantes interessados." Alguns, no entanto, são óbvios: europeus (Astrium e Thales Alenia Space), norte-americanos (Space Systems Loral e Boeing), e japoneses (Mitsubishi). A MDA, do Canadá (adquirida pela Loral), fornecedora de cargas úteis, é também vista como potencial interessada, assim como a IAI, de Israel. No final de julho, representantes da empresa canadense, ao anunciar seus resultados financeiros, destacaram que olham uma futura encomenda de um cliente brasileiro, embora não tenham divulgado maiores informações.

O SGDC no contexto do PNBL e SISCOMIS

Como é sabido, o SGDC será um importante componente do Plano Nacional de Banda Larga, a cargo da Telebras. Sobre isto, diz o MC: "O SGDC terá uma carga útil em banda Ka que permitirá atingir as áreas do país não cobertas pela rede terrestre da Telebras, que chegará a 4.283 municípios até 2014. Além disso, servirá para conectar os órgãos públicos federais nos locais de mais difícil acesso para a rede privativa de comunicação da administração pública federal, atribuição que também é da empresa, em função do decreto nº 7.175/2010." 

No âmbito do Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS), do Ministério da Defesa, o primeiro SGDC contará com cinco transpônderes de banda X.

Satélite meteorológico

O SGDC não é o único satélite geoestacionário na pauta do governo. O desenvolvimento de um satélite meteorológico, uma carência identificada já há muito tempo, também tem gerado muitas discussões e movimentações internas dentro do governo. Marco Antonio Raupp, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, a frente. As discussões têm envolvido o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), mais especificamente, o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), de Cachoeira Paulista (SP).
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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Cemaden é destaque em evento internacional


Cemaden é destaque em workshop internacional sobre prevenção de desastres

16/08/2012 - 18:50

O Centro Nacional de Monitoramento de Alertas de Desastres Naturais (Cemaden/MCTI), foi o grande destaque da palestra “O papel de monitoramento e alerta”, parte do workshop internacional Educação em Prevenção de Desastres Naturais.

A palestra foi ministrada por Agostinho Tadashi Ogura, pesquisador do Laboratório de Riscos Climáticos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e colaborador do Cemaden, que destacou a importância do monitoramento e controle de riscos em adversidades climáticas e topográficas.

Contando com 105 profissionais, entre geólogos, hidrólogos, especialistas em desastres naturais, tecnologia da informação e administração, o Cemaden funciona 24 horas por dia, sete dias por semana. O foco do centro é o monitoramento de situações de risco que possam gerar alertas à população.

Ogura lembrou as dificuldades atuais em prever a chegada de adversidades, como a redução do intervalo entre catástrofes naturais, o adensamento geográfico em regiões com alta densidade pluviométrica e a ocupação territorial desenfreada. “Controle de risco e projetos de planejamento urbano andam juntos. Para facilitar a tomada de decisões, é fundamental mapear e desenvolver hipóteses de situações que levem risco à população”, disse o pesquisador.

Ferramentas

O Cemaden utiliza diversas ferramentas para mensurar fenômenos meteorológicos ou topográficos, como sensores instalados em estações meteorológicas, radares, pluviômetros, modelos matemáticos e imagens sequenciais. Os efeitos da chuva, por exemplo, podem ser medidos de duas a seis horas de antecedência. Se houver possibilidade de desastre natural, o Cemaden emite quatro níveis de alerta para grupos de trabalho ligados a autoridades públicas nacionais, estaduais e municipais, além da Defesa Civil.

“Desde junho de 2012, o Cemaden iniciou a operação 24 horas, monitorando em tempo real 163 municípios brasileiros. A partir dos dossiês de cenários de risco para cada região, avançaremos para uma condição capaz de gerar alertas de risco no menor tempo possível em todo o solo nacional”, ressaltou Ogura.

O workshop Educação em Prevenção de Desastres Naturais foi uma realização da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), com a colaboração do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e da associação Gunma Kenjin-kai do Brasil.

Fonte: MCTI

Comentário: o Cemaden deve fazer uso de imagens geradas por satélites. Para mais informações, leiam a reportagem "Desde o espaço", publicada em novembro de 2011 na revista Tecnologia & Defesa.
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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Aniversário do INPE: discurso de Leonel Perondi


Diretor ressalta papel do INPE na capacitação industrial e desenvolvimento econômico

Segunda-feira, 13 de Agosto de 2012

Durante a cerimônia de comemoração de 51º aniversário do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), na sexta-feira (10), o diretor Leonel Perondi repassou a trajetória histórica do órgão, ligado ao Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI), e ressaltou sua importância para o desenvolvimento do Brasil.

“O Instituto construiu um sólido patrimônio de conhecimentos e de infraestrutura física, que permite que desenvolva projetos que vão da pesquisa básica, passando pela pesquisa aplicada e desenvolvimento, até o produto final e sua utilização social”, disse Perondi.

Entre outras realizações, o diretor destacou que o programa de satélites CBERS possibilitou mais de uma dezena de contratações industriais, por meio de licitações de preço e técnica, que representaram investimento de R$ 270 milhões.

Ele citou ainda levantamento preliminar sobre os impactos econômicos da política industrial fomentada pelo INPE que, entre outros resultados, revela a criação de empregos altamente qualificados. Destacou também a contribuição do Instituto para que a indústria nacional agregue maior valor aos produtos e serviços produzidos no Brasil.

“Acreditamos que se houver um planejamento estável para o programa espacial – isto é, um planejamento que tenha continuidade por longos períodos, sem alterações de rumo substanciais no curto e médio prazos – poderemos atingir resultados de grande envergadura para o país. A indústria espacial poderá repetir o sucesso da indústria aeronáutica no Brasil”, afirmou.


Confira aqui a íntegra do discurso do diretor do INPE


Fonte: INPE
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