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segunda-feira, 18 de maio de 2015

Mercado de observação terrestre na América Latina

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Segundo o mais recente estudo da Euroconsult, intitulado "Earth Observation Requirements & Solutions in Latin America", divulgado no inicio do mês, o mercado de observação terrestre da América Latina está em processo de significativa expansão decorrente de uma demanda crescente por dados e serviços no segmento, alem de investimentos por parte de governos da região para atender a demanda e apoiar o desenvolvimento de suas indústrias locais.

De acordo com o relatório, o investimento total combinado em sistemas de observação em 2014 alcançou US$193 milhões, cifra que deverá aumentar substancialmente ao longo dos próximos anos, à medida que países latino-americanos invistam em aplicações e desenvolvimento de sistemas próprios. O estudo aponta que ate 2024 o número de satélites latino-americanos de observação terrestre lançados ao espaço deve superar 25, comparado a apenas 6 nos últimos dez anos.

A demanda por dados de observação também tem crescido consideravelmente. "O mercado de dados na América Latina é estimado em US$145 milhões em 2014; aproximadamente metade de todas as vendas são atribuídas ao setor de defesa, com o monitoramento de recursos naturais, infraestrutura, engenharia e energia se seguindo", afirmou Ricardo Topham, consultor da Euroconsult e editor do relatório. "O Brasil representa o maior mercado nacional, respondendo por um terço de todas as vendas, seguido pelo México."

Espera-se que a demanda continue a apresentar forte crescimento, com um CAGR (sigla em inglês para taxa de crescimento anual composta) de 10% entre 2014-2024, levando a um mercado comercial de dados avaliado em US$355 milhões. Vários fatores suportam este crescimento, dentre os quais:

- Demanda robusta do setor de defesa. Apesar de impactada pelo aumento gradual de sistemas próprios, a oferta gerada por tais sistemas não deve atender toda a demanda regional por soluções de imagem para inteligência.
- Demanda em recursos naturais, principalmente para sistemas de monitoramento de florestas, especialmente no Brasil e no México, embora países como a Argentina, Chile e Colômbia também estejam aumentando a demanda  por dados para monitoramento de florestas e agricultura.
- Demanda para finalidades em infraestrutura e engenharia estimuladas pelo Brasil e o México e seus planos de investimentos de bilhões de dólares no desenvolvimento de projetos nos próximos anos. Colômbia e Chile também devem realizar projetos para modernizar redes de estradas e infraestrutura de transporte público nos próximos anos.
- Demanda no setor de energia (petróleo, gás e minerais)  no Brasil, México e Chile, apesar dos efeitos em curto e médio prazos em razão da queda no preço de commodities como petróleo e minerais. A região, porém, se manterá importante fornecedora de commodities de energia e novos projetos devem surgir no futuro.
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sexta-feira, 16 de maio de 2014

LATSAT: evento sobre satélites de comunicações

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Entre os dias 4 e 5 de junho, acontecerá na Cidade do México a primeira edição da conferência LATSAT - Latin American Satellite Communication & Broadcasting Summit, promovida pela Euroconsult. Como o próprio nome indica, o evento terá um enfoque em comunicações por satélite na América Latina, mercado que tem apresentado significativo crescimento nos últimos anos.

Dentre os mais de trinta palestrantes, estão confirmados os nomes de alguns brasileiros e de executivos baseados no País, como Lincoln Oliveira, diretor da Star One, Marzio Laurenti, presidente da Telespazio Brasil, e Russell Ribeiro, vice-presidente da Gilat para a região.

A expectativa da organização é que o evento reúna mais de 100 executivos de alto nível de agências governamentais, operadores, provedores de serviços e fabricantes de satélites, entre outros.

O objetivo da Euroconsult, conhecida firma francesa de consultoria para o setor espacial, é tornar a LATSAT um evento de referência para a indústria na região. A empresa, aliás, é a organizadora de um dos encontros mais tradicionais do setor de satélites, a World Satellite Business Week, que acontece anualmente em setembro na cidade de Paris, na França.

Para mais informações sobre a LATSAT, clique aqui.
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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Novos contratos da Arianespace: Brasil é destaque

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No início desta semana, por ocasião do World Satellite Business Week 2013, tradicional evento do setor comercial espacial organizado pela Euroconsult a cada em Paris, França, a europeia Arianespace anunciou a assinatura de cinco novos contratos de lançamento, além de sua seleção pela Visiona Tecnologia Espacial para a colocação em órbita do SGDC-1, já noticiada pelo blog em meados de agosto.

O Brasil ocupou posição de destaque nos anúncios. Além da assinatura do contrato para o Star One D1, da operadora Star One, subsidiária da Embratel, outro satélite destinado ao mercado nacional, da norte-americana DIRECTV, voará a bordo de um Ariane 5. O nome, aliás, é sugestivo: SKY Brasil-1 (IS-32). Em construção pela Astrium (Airbus Defence & Space), o satélite terá mais de 6 toneladas e contará com 81 transpônderes operando nas bandas Ku e Ka. Seu lançamento está previsto para o terceiro trimestre de 2016.

"O IS-32 será um dos dois satélites que apoiarão nosso negócio SKY Brasil, provendo capacidade para a entrega de produtos e serviços para nossa crescente base de clientes no Brasil", declarou em nota Bruce Churchill, presidente da DIRECT Latin America.

Desde o início do ano, a Arianespace assinou um total de treze contratos de lançamento, num valor total estimado em mais de um bilhão de euros, equivalente a 62% do mercado.

Ainda este ano, previsto para dezembro, deve acontecer o lançamento do Amazonas 4A, da Hispasat, que atenderá o mercado latino-americano e o Brasil (banda Ku). O satélite está sendo construído pela Orbital, dos EUA, e também voará a bordo de um Ariane 5.

Nos últimos meses, aliás, foram várias as notícias sobre o mercado de comunicações por satélite na região e no Brasil em especial, o que dá uma ideia sobre o grau de "aquecimento" em que se encontra. A seguir, reproduzimos algumas das mais recentes:

- "Space Systems/Loral fabricará Star One D1", agosto.

- "SGDC: Thales Alenia Space e Arianespace são escolhidas", agosto.

- "Novo satélite da Eutelsat para o Brasil", julho.

- "SES-6, Oi e o mercado de comunicações por satélite", junho.

- "Amazonas 3 em órbita", fevereiro.

- "Star One C3, Amazonas 3, Telespazio e Anik G1...", janeiro.
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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Euroconsult: 1.145 satélites entre 2011-2020

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A próxima década (2011-2020) deve ter 1.145 satélites construídos e lançados, um número 51% maior do que o da última década, segundo previsão divulgada pela Euroconsult em 25 de agosto. Tais projeções constam do estudo "Satellites to be Built & Launched by 2020, World Market Survey", atualizado anualmente.

Mercado governamental

O total previsto de satéites está avaliado em 196 bilhões de dólares, dos quais 70% podem ser atribuídos à demanda governamental.

"Os governos continuam a dominar o mercado espacial, uma vez que sistemas de satélites são infraestruturas críticas para comunicações e soluções em geo-informação para usuários civis e militares", disse Rachel Villain, diretora da Euroconsult e editora do estudo.

De acordo com as previsões, agências governamentais de 50 países lançarão um total de 777 satélites na próxima década, sendo que 80% desse total virá das seis maiores potências espaciais - EUA, Rússia, Comunidade Europeia, Japão, China e Índia. A Euroconsult espera que cerca de 200 satélites de observação terrestre sejam construídos e lançados na próxima década, dado o crescimento da demanda de tais informações para uma variedade de aplicações governamentais.

A consultoria também identificou uma tendência relacionada às restrições orçamentárias que têm afetado os orçamentos de defesa das grandes potências, principalmente nos EUA e Europa: "Agências de defesa e segurança geralmente preferem sistemas proprietários para comunicações seguras e inteligência em imagens, mas restrições orçamentárias em gastos militares estão levando a busca de mais parcerias público privadas (PPP) e cargas úteis governamentais "hospedadas" em satélites comerciais."

Mercado comercial

O segmento comercial, a previsão é de que sejam colocados em órbita 203 satélites de comunicações em órbita geoestacionária, num valor próximo de 50 bilhões de dólares. Alguns destes satélites já constariam nas carteiras de pedidos dos fabricantes, portanto, não seriam novas encomendas.

Além da órbita geoestacionária, espera-se que haja um impulso em órbitas baixas (LEO) e médias (MEO), com 165 cargas úteis, num valor total próximo de 5 bilhões de dólares. Destes, 3/4 devem ser missões de comunicações (particularmente, de constelações como a Iridium, Globalstar, Orbcomm e O3b), e o restante em satélites de sensoriamento.
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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

ACS: binacional divulga informações

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A binacional ucraniano-brasileira Alcântara Cyclone Space (ACS) divulgou ontem (23) um press release sobre o lançamento da pedra fundamental no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, no início deste mês. O texto traz algumas informações interessantes, como uma avaliação do mercado de lançamentos (com base em dados da Euroconsult).

Apesar dos dados da Euroconsult serem relativamente confiáveis (para algumas pessoas do mercado, até mesmo conservadores), a ACS não detalhou a faixa que pretender explorar, e nem como alcançará o número sugerido (seis) de lançamentos anuais. Dado avanço na materialização do projeto da joint-venture, seria bastante pertinente que a empresa divulgasse mais dados sobre o seu plano de negócios e estratégias para a superação dos principais "defeitos" - se assim pode-se chamar - da iniciativa ucraniano-brasileira. Do ponto de vista técnico, há fortes críticas e dúvidas quanto a baixa capacidade do Cyclone 4 em missões de perfil geoestacionário.

Abaixo, reproduzimos a íntegra do press release:

ACS lança Pedra Fundamental em Alcântara

23/09/2010

A Binacional brasileiro-ucraniana Alcântara Cyclone Space lançou, na manhã de 9 de setembro, as obras de construção do seu sítio de lançamento. Instalado onde futuramente será a entrada da ACS, o monumento foi inaugurado pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, e pelos diretores gerais da ACS, Roberto Amaral e Oleksandr Serdyuk.

Dentro da chamada Pedra Fundamental, Amaral e Serdyuk guardaram documentos importantes, que ficarão eternizados sob a placa de inauguração das obras. São os casos das licenças que permitiram à Binacional dar início às obras de seu sítio de lançamento e a publicação no Diário Oficial da União do Estatuto da ACS e do Tratado entre Brasil e Ucrânia.

Casa cheia

A cerimônia de lançamento teve início às 11h e durou cerca de uma hora. O público presente foi de aproximadamente 120 pessoas, entre elas autoridades como o presidente da Agência Espacial Brasileira, Carlos Ganem, o embaixador da Ucrânia no Brasil, Igor Hrushkó, o diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Tenente-Brigadeiro-do-ar Ailton dos Santos Pohlmann, o comandante do Primeiro Comando Aéreo Regional, Major-Brigadeiro Odil Martuchelli Ferreira, o comandante do Quarto Distrito Naval, Vice-almirante Rodrigo Otávio Fernandes de Honkis, o prefeito de Alcântara, Raimundo Soares, e vereadores do município. As comunidades quilombolas de Alcântara também estavam lá.

As obras do sítio de lançamento da Binacional terão início ainda em outubro de 2010. Atualmente, trabalha-se intensamente na supressão vegetal do terreno que abrigará o complexo espacial: uma área de quase 500 hectares do município alcantarense. A expectativa da Binacional é lançar o primeiro foguete Cyclone-4 em fevereiro de 2012.

Veículo lançador

Iniciadas as obras de construção do sítio de lançamento da ACS, chega a hora de voltar as atenções para o veículo lançador Cyclone-4, cujo desenvolvimento e construção estão ocorrendo na Ucrânia. O foguete brasileiro-ucraniano, que conta, paritariamente, com capital dividido entre Brasil e Ucrânia, está em fase final de produção. Assim que ficar pronto, o foguete será propriedade da ACS, igualmente de forma paritária.

O capital social da Binacional Alcântara Cyclone Space, somadas as parcelas que devem ser integralizadas por Brasil e Ucrânia, chega a US$ 487 milhões. Isso significa dizer que cada país investirá na ACS US$ 243,5 milhões até que a Binacional inicie suas operações comerciais, em 2012.

Mercado mundial

O mercado de transporte de satélites é segmentado por tipo de foguete, classificados pela carga que podem transportar, pelo seu alcance ou pela órbita na qual colocarão suas cargas úteis (satélites). A expectativa do mercado de satélites é que boa parte dos que hoje estão em operação na órbita terrestre sejam trocados até 2016. Isso é prova cabal de que o mercado não está estagnado.

De acordo com a estimativa da empresa Euroconsult, um dos líderes mundiais na área de consultoria da indústria espacial, o valor do mercado de lançamentos espaciais nos anos 2009 – 2018 vai atingir quase US$ 60 bilhões de dólares. O mercado é bastante variável, mas anualmente o valor beira a casa dos US$ 6 bilhões. Falando em crescimento do mercado, nos anos 1999 – 2008, o mercado de serviços de lançamentos espaciais faturou US$ 41 bilhões. Tendo isso em vista, espera-se, pois, um crescimento de quase 50%.

A Binacional ACS espera, a partir de 2016, lançar 6 foguetes Cyclone-4 anualmente a partir de seu sítio de lançamento, em Alcântara. De 2012 a 2015, a Binacional espera lançar de 1 a 4 foguetes por ano.

Porto

Atendendo a compromissos internacionais - como é o caso do Tratado entre o Brasil e a Ucrânia, o governo brasileiro deverá construir um porto em Alcântara, o qual, além de atender às necessidades do sítio de de lançamento da ACS, responderá a uma velha reivindicação da população local.

O Brasil e o Estado do Maranhão serão beneficiados com a instalação da referida obra, uma vez que agilizará o transporte de cargas e pessoas de São Luís a Alcântara (em nível regional) e, também, do exterior para o Maranhão (em nível global). Ressalte-se que grandes empresas atuam no Estado do Maranhão atualmente, gerando divisas para o Brasil.

É o caso da Vale, uma das maiores empresas do mundo, e que tem nada menos do que a maior obra de portos em construção do mundo, para receber cargueiros de 500 mil toneladas.

Benefícios para o Brasil

O Projeto Cyclone-4 fará com que o Brasil entre para o rol restritíssimo de países que detêm um programa espacial completo. Isso significa dizer que não mais dependeremos de uma terceira Nação para lançar ao espaço nossos satélites - que servem, entre outras coisas, para monitorar nossas riquezas, nossas fronteiras e nosso litoral.

Com nossos próprios satélites, seremos donos de nossas próprias informações, e não meros receptores de informações sobre nosso País advindas de satélites alugados de outros países.

MA-106

As obras da MA-106 (essa estrada já existia; está sendo reformada e recapeada), indispensáveis enquanto o porto não é construído, custarão R$ 17 milhões. Vale ressaltar que essa estrada é indispensável não apenas para o Projeto Cyclone-4, mas também para a comunidade alcantarense - sobretudo as comunidades quilombolas, uma vez que a mesma faz a ligação interna entre elas. Trata-se de investimento da União no Município de Alcântara que ali permanecerá, para uso das populações.

Possuindo condições geográficas similares às do sítio de lançamento da Binacional ACS, o Centro Espacial Guianês, em Kourou, na Guiana Francesa, custou mais do que custará o sítio da ACS - e ainda há muito o que fazer ali. A respeito disso, ressalte-se que o Centro Espacial Guianês está sendo ampliado: a União Europeia está construindo o sítio do lançamento do foguete russo Soyuz ali.

Os investimentos em Kourou durante os nove anos de desenvolvimento do sítio de lançamento para o veículo Ariane 5 estão na ordem de US$ 3 bilhões de dólares, o que corresponde a uma receita anual de US$ 600 milhões. Tal valor representa nada menos do que 35% do Produto Interno Bruto (PIB) da Guiana Francesa.

Fonte: ACS
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domingo, 12 de setembro de 2010

Estudo da Euroconsult: 1.200 satélites até 2019

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No início deste mês, a Euroconsult divulgou um estudo, intitulado "Satellites to be Built & Launched by 2019, World Market Survey", apontando que um número estimado de 1.220 satélites serão lançados ao espaço nos próximos dez anos.

O dado da consultoria europeia considera uma média de 122 satélites sendo lançados anualmente, aumento significativo quando comparado à década passada, que teve uma média de 77 satélites. Deste total, cerca de 2/3 deverão ter como origem demanda governamental.

"Os governos percebem que sistemas de satélites são uma parte crítica da infraestrutura de seus países e que contribuem para o desenvolvimento sócio-econômico, fornecendo soluções em comunicações e geoinformação para muitas agências governamentais," afirmou em nota distribuída à imprensa Rachel Villain, diretora da Euroconsult e editora do relatório.

O documento apresenta alguns apontamentos interessantes sobre o mercado de satélites, tanto comercial como governamental, o que tem reflexos na indústria de lançamentos espaciais. No caso específico de cargas úteis geoestacionárias de comunicações - fatia considerada mais interessante por lançadores comerciais, a estimativa é que cerca de 214 satélites sejam lançados, um mercado total avaliado em 55 bilhões de dólares.

Ainda no campo geoestacionário, o relatório aponta que o avanço tecnológico permitirá a construção de modelos com maior capacidade, de modo que os operadores poderão expandir a oferta de serviços com um número menor de satélites. Estes serão maiores, o que também direcionará o tamanho e performance dos veículos lançadores, avaliação esta que corrobora algumas opiniões no sentido de que o lançador ucraniano Cyclone 4, a ser operado pela Alcântara Cyclone Space (ACS), dificilmente obterá fatia considerável do mercado de lançamentos geoestacionários.
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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Investimentos espaciais governamentais em 2009

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A tradicional empresa de consultoria Euroconsult divulgou esta semana relatório sobre os investimentos governamentais em programas espaciais (“Profiles of Government Space Programs: Analysis of 60 Countries & Agencies”). O estudo, que analisou os gastos dos governos de sessenta países, indica que os investimentos aumentaram 10% em 2009 quando comparado com 2008, alcançando o número histórico de US$ 68 bilhões. O estudo ainda indica que cerca de cinquenta países atualmente investem em programas espaciais domésticos, sendo que destes, seis superaram a marca anual de US$ 1 bilhão destinados aos seus projetos: EUA, Rússia, Japão, China, França e Alemanha.

Os EUA responderam pela maior parte dos recursos destinados (US$ 48,8 bilhões), vindo em seguida a União Europeia, com US$ 7,9 bilhões. Em 2009, os governos do Japão e da Rússia destinaram US$ 3 bilhões e US$ 2,8 bilhões, respectivamente, aos seus programas espaciais governamentais.

Uma tendência identificada por este mais recente estudo da Euroconsult foi o surgimento de novos programas espaciais ao redor do mundo. 26 países, como a Venezuela, México, Algéria, Egito, Nigéria, Indonésia, Tailândia e Vietnã, entre outros, iniciaram seus programas domésticos com investimentos, geralmente, entre 5 e 50 milhões de dólares, focando em um tipo de aplicação, frequentemente observação terrestre ou comunicações. Muitos desses países estão investindo em capacidades satelitais e também buscando adquirir conhecimento por meio de transferência de tecnologia, com o objetivo de progressivamente desenvolver capacidades locais em tecnologias espaciais mais avançadas. Uma questão chave para os próximos anos, indica o relatório, será se esses países terão interesse político e recursos financeiros adequados para sustentar ou aumentar seus investimentos em aplicações espaciais.

Para acessar o press release sobre o estudo, que disponibiliza algumas outras informações, cliquem aqui.
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terça-feira, 9 de junho de 2009

Mercado mundial de satélites entre 2009-2018

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A Euroconsult, companhia europeia especializada em pesquisas e análises sobre mercados de tecnologia espaciaç, divulgou ontem (8) o seu mais recente estudo sobre o mercado mundial de satélites para os próximos dez anos. Segundo o estudo “Satellites to be Built & Launched by 2018, World Market Survey”, até 2018 serão construídos e lançados ao espaço 1.185 satélites, um acréscimo de 50% se comparado ao número total da década passada (1999-2008), movimentando cerca de US$ 178 bilhões.

Os operadores governamentais devem responder por grande parte das encomendas. Segundo a Euroconsult, 770 satélites deverão ser encomendados por agências governamentais civis e militares, um aumento de 55% em relação à década anterior, alcançando a cifra de US$ 116 bilhões. O estudo afirma que dois terços dessas unidades deverão ser de uso civil ou dual.

O estudo destaca alguns países em que ocorre crescente uso de satélites de comunicações e de observação terrestre, citando o Brasil, ao lado de Israel, Coréia do Sul e Malásia. Menciona ainda que esses países buscam desenvolver capacidades domésticas em termos de produção e engenharia de tecnologia espacial.

Em relação ao mercado comercial, a Euroconsult destaca que o mesmo permanecerá concentrado em satélites de comunicações de órbita geoestacionária, especialmente na renovação de satélites já em operação, prevendo-se a entrada de apenas alguns poucos novos operadores. Esse segmento específico deverá absorver 235 satélites, num mercado avaliado em US$ 52 bilhões, com o pico do ciclo ocorrendo no início da década (cerca de 30 artefatos lançados por ano), seguido de redução para cerca de 20 unidades por ano até o final do período.

O estudo também prevê um crescimento em satélites comerciais de órbitas não-geoestacionárias, com uma estimativa de 180 novas unidades, frente às 104 construídas na década passada. Esse segmento do mercado é avaliado em US$ 9,5 bilhões, e deverá ser majoritariamente dominado por telecomunicações (renovação das constelações Orbcomm, Globalstar, Iridium e início de novas, como a de órbita média O3b), e sensoriamento remoto (satélites de órbita baixa como os das séries Infoterra, GeoEye, RapidEye, etc).
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