sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Câmara: diretor do INPE até 2013

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Gilberto Câmara é reconduzido ao cargo de diretor do Inpe

O engenheiro eletrônico Gilberto Câmara Neto foi reconduzido nesta quinta-feira (26) pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, ao cargo de diretor geral do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT), em São José dos Campos (SP).

Câmara, que tem o novo mandato até 2013, era o primeiro nome da lista tríplice encaminhada ao ministro pelo comitê de busca nomeado para a seleção do novo diretor.

Esse sistema de escolha de dirigentes é o adotado pelo MCT para os cargos de direção de todas as suas unidades de pesquisa. A seleção, que dá origem a uma lista tríplice encaminhada ao ministro, é sempre realizada por comitês de especialistas, que buscam identificar, nas comunidades científica, tecnológica e empresarial, nomes que se identifiquem com as diretrizes técnicas e político-administrativas estabelecidas para cada instituição.

O comitê de busca foi presidido por Marco Antônio Raupp, presidente da SBPC, com a participação de Alberto Passos Guimarães, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF/MCT), Carlos Henrique de Brito Cruz, da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Hadil Fontes da Rocha Vianna, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), e Michal Gartenkraut, da Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncrotron (ABTLus).

Câmara disse que dará continuidade aos projetos de pesquisa em desenvolvimento, mas direcionará esforços para duas questões que lhe foram solicitadas com prioridade pelo ministro Rezende.

"Uma é para que ampliemos a participação interministerial no Programa Espacial Brasileiro", ou seja, para que haja um envolvimento maior de outros atores como os ministérios da Agricultura, Meio Ambiente, e da Defesa, por exemplo. "Entre outras coisas, esse aumento no número de envolvidos permite que o Programa Espacial tenha maior visibilidade e seja mais bem entendido pela sociedade", afirmou.

A outra questão é para que seja ampliada a coleta de informações meteorológicas hoje já sob a responsabilidade do Inpe. "O ministro pediu que se aumente a recepção de informações via satélite, no sentido de prover com mais dados e qualidade os estudos realizados com vista às mudanças climáticas", informou Câmara.

O novo mandato de Câmara à frente do Inpe começa no próximo dia 5 de dezembro.

Fonte: MCT
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Cooperação Brasil - EUA

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AEB e Nasa discutem novas parcerias na área espacial

26-11-2009

Um novo Acordo-Quadro, que estabelece as grandes linhas de ação e iniciativas sobre o uso pacífico do espaço está na pauta das negociações entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Agência Espacial Norte-Americana (Nasa). Esse foi um dos assuntos debatidos entre o presidente da AEB, Carlos Ganem, e o administrador da Nasa, Charles Bolden Jr, em Washington (EUA), no último dia 20. Conforme Ganem, a cooperação entre Brasil e Estados Unidos existe desde o início dos anos 60, quando o país começou a desenvolver a sua atividade espacial.

“É portanto natural que as agências desenvolvam atividades de cooperação paralela sob a ótica pacífica e em benefício de nossas sociedades. A AEB considera que as imposições e restrições com barreiras técnicas são inadequadas e injustificadas quando impostas ao Brasil pelos EUA, visto que o nosso país sempre esteve ao lado das grandes questões americanas em defesa da democracia e do uso pacífico do espaço”, comenta Ganem.

No encontro, Ganem enfatizou a importância do Brasil participar do Programa de Cooperação sobre Medições de Precipitação Global (GPM), um programa bilateral entre a Nasa e a Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA), aberto a outros países. O Programa de Cooperação sobre Pesquisa por meio de balões atmosféricos também esteve em discussão, juntamente com o incremento a pesquisas em conjunto na área de nanotecnologia. O presidente da AEB convidou Bolden – ex-astronauta da Nasa - para vir ao Brasil e conhecer o Programa Espacial Brasileiro.

O dirigente da AEB viajou aos Estados Unidos integrando a comitiva do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), em Washington, para participar da 2ª Reunião da Comissão Mista de Cooperação Científica e Tecnológica Brasil-Estados Unidos. Na ocasião, ele fez palestra sobre as aplicações espaciais para o desenvolvimento das nações.

Fonte: AEB
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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Mais sobre as missões do VSB-30 na Europa

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Foguete brasileiro com experimentos científicos é lançado da Europa com sucesso

25/11/2009

No dia 22 de novembro, às 09h15 (horário de Brasília) aconteceu o lançamento do VSB-30 com a carga útil Texus 46, no campo de Esrange, em Kiruna, na Suécia. O dia amanheceu sem nuvens com céu claro e temperatura de -14 graus, possibilitando o lançamento do nono veículo modelo VSB-30.

O lançamento foi bem sucedido, com apogeu da carga útil de 254 km (previsto = 257 kn), os experimentos foram realizados, o ambiente de microgravidade foi eficiente e a carga útil foi recuperada.

A missão do VSB-30 é a de impulsionar um conjunto de experimentos (carga útil) com massa de 400 quilos, permanecendo no ambiente de microgravidade por seis minutos acima de 110 km. A microgravidade proporciona aos experimentos um ambiente em que a única ação externa é o campo gravitacional terrestre. Durante este período, a carga útil aciona um sistema que elimina quaisquer movimentos angulares e a formação de cristais torna-se uniforme, conferindo propriedades melhores aos produtos químicos, orgânicos e inorgânicos, e a ligas metálicas.

No primeiro lançamento, a carga útil continha experimentos científicos como a determinação de alta precisão de propriedades termofísicas de ligas metálicas em estado de fusão, para fins de modelamento de solidificação das ligas em ambiente industrial; o resfriamento sob baixa temperatura de levitador eletromagnético, dentro da cadeia de produção contínua de aço; e a medição da tensão superficial e viscosidade em amostra de PdSi (paládio-silício).

Já no próximo lançamento, o VSB-30 leva ao espaço a carga útil TEXUS 47 com outra série de experimentos europeus. São vários os objetivos desta missão: medir os resultados da solidificação de uma “liga transparente”; obter respostas moleculares de células vegetais sob o efeito de mudanças no campo gravitacional; investigar reações gravitrópicas primárias rápidas do fungo Phycoomyces blakesleeanus, sob o efeito de micro e hipergravidade; e, por fim, verificar a convecção vibratória em zonas de flutuação de silício.

O IAE enviou três especialistas ao campo de lançamento de Esrange para os trabalhos de integração mecânica e pirotécnica, além dos testes elétricos necessários para cobrir as atividades de lançamento. Já foram realizados com o VSB-30 um voo de qualificação e outro operacional, ocorrido do Campo de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. Alem disso, outros cinco lançamentos operacionais foram promovidos no campo sueco de Esrange.

Fonte: IAE/DCTA
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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

A Necessidade de satélite meteorológico próprio

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Brasil tem dez dias para apresentar proposta de uso de satélite americano

Quarta-feira, 25 de novembro de 2009 - 09h45
Da Redação, com BandNews FM

Os Estados Unidos pedem ao governo brasileiro que apresente em dez dias uma proposta para o uso de um novo satélite americano destinado à previsão do tempo. Reportagem de Marcelo Freitas, BandNews FM, revelou na segunda-feira com exclusividade que o GOES-10, principal satélite de monitoramento climático da América do Sul, vai ser desativado em dezembro.

As imagens meteorológicas, atualmente atualizadas a cada 15 minutos, passariam a ser recebidas em até três horas, e haveria prejuízo à agricultura, previsão de tempestades, enchentes e queimadas. Mas ao contrário do que ocorreu há dois anos, quando o equipamento foi liberado de graça, os americanos querem cobrar para reposicionar o satélite substituto, chamado de GOES-12.

O ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Resende, mantém contato com o governo americano desde a semana passada, embora tenha sido informado da desativação do satélite há cinco meses.

Resende nega que as previsões do tempo serão prejudicadas: “Isso não vai acontecer. Eu infelizmente não posso adiantar mais detalhes agora, mas isso não vai acontecer e o Inpe tem segurança de que vai ter as informações para as suas previsões meteorológicas”.

Satélite próprio

O pesquisador do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Carlos Nobre, classifica que é errado um país com as dimensões do Brasil não tenha um satélite próprio. “É uma grande perda na nossa capacidade de previsão de tempo. Isso precisa ser dito. É caro um satélite? É caríssimo, mas nós não podemos abrir mão de ter autonomia nisso”.

O professor da Universidade Federal de Alagoas, Humberto Alvez Barbosa, alerta que a desativação do satélite ocorre num período de chuvas e que isso preocupa muito.

Existem, atualmente, dois projetos de construção de satélites meteorológicos brasileiros: o Cyber 3 tem a previsão mais otimista de lançamento para o espaço em 2011 e o Amazônia 1 está há dois anos em fase de estudos.


Comentário: esta notícia em si não é uma surpresa e já há meses circulava a informação de que o GOES-10 seria desativado. A desativação e a opinião de Carlos Nobre, do INPE, reforçam o comentário feito pelo blog na postagem "15 anos do CPTEC/INPE": "dada a importância estratégica da meteorologia para o País, não estaria na hora do Brasil lançar um projeto de satélite meteorológico, de modo a diminuir a dependência de sensores estrangeiros? A meteorologia é tão estratégica, e em algumas circunstâncias até mais, do que as comunicações e sensoriamento remoto." Vale mencionar que a informação dada no último parágrafo da reportagem está errada: o CBERS 3 e o Amazônia 1 não são satélites meteorológicos, mas sim de sensoriamento remoto.
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SAC-C completa 9 anos

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O satélite argentino de imageamento SAC-C, da Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), completou no último dia 21 nove anos em órbita, ainda operacional, superando em dobro a sua expectativa inicial de vida útil. O satélite foi desenvolvido por engenheiros da CONAE e da indústria estatal INVAP e lançado do centro espacial de Vandenberg, na Califórnia, EUA, por um foguete Delta II, da agência espacial americana (NASA).

A cooperação internacional no projeto foi marcante. A NASA foi responsável pelo lançamento e fornecimento de dois instrumentos científicos, enquanto agências espaciais e centros de pesquisa da Itália (ASI), França (CNES) e Dinamarca (DSRI) forneceram outros instrumentos científicos para estudos do campo magnético terrestre, radiação espacial e determinação de parâmetros em órbita. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), do Brasil, por meio do Laboratório de Integração e Testes (LIT), de São José dos Campos (SP), foi responsável pelos ensaios ambientais do satélite e de suas cargas úteis.

As imagens e dados produzidos pelo SAC-C são usados para atividades na agricultura, estudos marítimos e costeiros, monitoramento do meio ambiente e de catástrofes naturais e antrópicas. Para tanto, está dotado de três sensores óticos, de responsabilidade argentina, e também de seis instrumentos científicos fornecidos por agências espaciais e centros de pesquisa parceiros.

Dados do satélite

- O SAC-C leva 10 minutos para imagear completamente a Argentina (5.000 kg, ambarcando de norte ao sul do país)
- São realizados de 3 a 4 contatos diários entre o satélite a estação terrena da CONAE, situada na cidade de Córdoba. Pela manhã, são tomadas imagens em tempo real, e de noite são baixadas as imagens produzidas de outras regiões do planeta. Em todos os contatos, são também transmitidos dados dos instrumentos científicos e comandos para o satélite
- As imagens recebidas são disponibilizadas no catálogo da CONAE 60 minutos após o recebimento

SAC-C em números

- 14,5 voltas ao redor da Terra por dia
- Órbita baixa, a 705 km de altitude
- Orbita a 27 mil km por hora
- Massa de 485 kg, 2,2 m de altura e 2 m de diâmetro

Futuro

Atualmente, a Argentina é o país sul-americano com o programa espacial na área de sensoriamento remoto mais completo e desenvolvido. O país está finalizando o SAC-D Aquarius, que a exemplo de seu antecessor também envolve forte cooperação internacional (França, Canadá, Itália e Brasil). Este satélite deverá ser lançado dos EUA em setembro de 2010. Em paralelo, a CONAE também desenvolve o programa SAOCOM, de satélite radar, com apoio financeiro do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e em parceria com a Itália.

(André M. Mileski, com informações divulgadas pela CONAE)
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terça-feira, 24 de novembro de 2009

2ª Edição da AAB Revista

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A segunda edição da AAB Revista, editada pela Associação Aeroespacial Brasileira (AAB) já está disponível em seu portal. A edição nº 2 aborda temas como a revisão do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), aplicações do Satélite Sino Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS), e os 40 Anos da Embraer. Na seção "Associado em Destaque", há um perfil histórico de Cesar Celeste Ghizoni, personalidade do Programa Espacial Brasileiro, e atualmente presidente da Equatorial Sistemas, indústria espacial localizada em São José dos Campos (SP).

Para acessar a revista, cliquem aqui.
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Encontro Galileo para a Indústria

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INPE sedia Encontro Galileo para a Indústria

23/11/2009

No Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), acontece nos dias 24 e 25 de novembro o Encontro Galileo para a Indústria. Com o objetivo de ampliar a cooperação entre instituições e empresas europeias e brasileiras no setor de Sistemas Globais de Navegação por Satélites (GNSS), o evento será realizado no auditório Fernando de Mendonça, no LIT/INPE, em São José dos Campos (SP).

Haverá palestras de representantes de organizações europeias responsáveis pelo projeto Galileo, e também de órgãos públicos e empresas brasileiras envolvidas com GNSS. O Galileo é um sistema de navegação por satélite semelhante ao norte-americano GPS, porém exclusivamente de uso civil.

Para mais informações, acesse
http://www.galileoic.org/la/files/Program_Galileo_%20Meeting_for_Industry_Brazil.doc

Fonte: INPE
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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Texus 46 (VSB-30) lançado com sucesso

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Campanha de Lançamento do VSB-30 V09 e V10 - TEXUS 46 e 47

Ontem, dia 22 nov 2009, às 09h15 (horário de Brasília) aconteceu o lançamento do VSB-30 (Texus 46) no campo de Esrange, em Kiruna, na Suécia. O dia (22.11.09) amanheceu sem nuvens com céu claro e temperatura de -14 graus, possibilitando o lançamento do VSB-30 V09 (TEXUS 46).

O lançamento foi um sucesso. O VSB-30 teve trajetória nominal com apogeu da carga útil de 254 km (previsto = 257 kn), os experimentos foram realizados, o ambiente de microgravidade foi excelente e a carga útil foi recuperada. Mais um vôo de sucesso. Em seu discurso sobre o lançamento, o Gerente de Projetos da EADS (Astrium) elogiou os funcionários do IAE pelo trabalho em equipe e pelo excelente foguete.

Fonte: IAE/DCTA
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PDR das redes elétricas do VLS-1

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O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), vinculado ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), de São José dos Campos (SP), promove amanhã (24), evento com enfoque na Revisão Preliminar de Projeto (PDR - Preliminary Design Review) do projeto das redes elétricas embarcadas do Veículo Lançador de Satélites - VLS-1.

De acordo com informações divulgadas pela assessoria do IAE, "o trabalho [da PDR] inclui a comparação do Projeto com os requisitos dos subsistemas (serviço, segurança, controle e telemetria) e sua avaliação completa e correta em relação aos requisitos gerais do sistema elétrico do VLS-1." "A PDR será realizada por uma equipe especialista de revisores, que teve à disposição, nos dez dias anteriores ao evento, toda a documentação necessária para a análise. Durante os cinco dias anteriores ao dia 24, um “Plantão Técnico” estará disponível aos revisores para a prestação de esclarecimentos e resposta aos possíveis questionamentos."

O evento será encerrado no dia 25, quando ocorrerá uma sessão de debates técnicos e outra de análise de Banca de Revisão, na qual serão elaborados e organizados os Relatórios de Itens Discrepantes (RIDs). Segundo o IAE, tais relatórios são "importantes para o registro dos pontos não suficientemente esclarecidos durante as sessões de apresentação e de debates técnicos."
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15 anos do CPTEC/INPE

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Meteorologia do país se modernizou nos últimos anos com o CPTEC/INPE

20/11/2009

Nesta terça-feira (24/11), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) comemora os 15 anos do seu Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) em evento que inicia às 14 horas, ocasião em que receberá diversas autoridades e cientistas na Unidade Regional de Cachoeira Paulista (SP), onde está instalado o CPTEC/INPE.

Em 1994, a Meteorologia brasileira deu um salto de qualidade, com a introdução da modelagem numérica do tempo pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), fazendo uso de um potente supercomputador para os padrões da época. O Brasil passaria a fazer parte de um seleto grupo de países que passaria a gerar previsões de tempo a partir de modelos processados em máquinas de alto desempenho computacional.

Da inauguração do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, do INPE, até hoje, a confiabilidade das previsões de tempo aumentou, ultrapassando os 90% de acerto para três dias. A qualidade das previsões também melhorou. Atualmente, é possível fazer previsões para a América do Sul com modelos regionais de alta resolução espacial, de 15 quilômetros quadrados, que detalham as condições meteorológicas para localidades próximas. O acesso crescente à homepage das previsões de tempo por cidade, com quase 30 milhões de visitas neste ano, demonstra a força dos desenvolvimentos do CPTEC/INPE.

Apesar desta grande evolução em tão pouco tempo, o CPTEC/INPE bem como todo o sistema nacional de meteorologia, segundo o coordenador do CPTEC/INPE, Luiz Augusto Machado, enfrenta novos desafios. Os desastres naturais - relacionados ao excesso ou à escassez de chuvas, vendavais, tornados, tempestades, entre outros eventos – estão impondo uma nova demanda de recursos e produtos meteorológicos que deverão atender a uma série de necessidades, uma delas o planejamento de ações de mitigação a possíveis impactos destes eventos às populações em áreas de risco.

Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), a estimativa é de que os prejuízos provocados por desastres naturais no mundo, relacionados ao tempo, clima e água, são da ordem de US$ 100 bilhões por ano, provocando 100 mil mortes. A entidade ligada a ONU afirma que os estragos seriam maiores sem os atuais serviços meteorológicos. A OMM calcula ainda que 30% da economia dos países desenvolvidos e industrializados são suscetíveis aos desastres naturais, índice que se amplia nos países em desenvolvimento, como o Brasil, cuja base econômica está centrada nas atividades agrícolas.

Por outro lado, defende Machado, “os ganhos proporcionados pela boa qualidade dos produtos da meteorologia são expressivos e podem alcançar níveis mais altos com o contínuo investimento na área”. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), que completa neste mês 100 anos de fundação, o uso das previsões de tempo representa atualmente um ganho de US$ 2 bilhões para a economia do país. Deste total, estima-se que US$ 650 milhões são obtidos somente na agricultura, que faz um uso intensivo das previsões para o planejamento das diferentes etapas do ciclo dos produtos agrícolas.

Segundo Eduardo Assad, chefe da Embrapa Informática Agropecuária, o acompanhamento das previsões é considerado estratégico à aplicação de defensivos agrícolas e fungicidas, implementada de acordo com condições meteorológicas específicas. De acordo com o pesquisador, as perdas na agricultura devido aos extremos meteorológicos ultrapassam os U$ 20 bilhões por ano no país.

Investimentos

Para o CPTEC/INPE, os investimentos para os próximos anos deverão ocorrer nas seguintes áreas: atualização do supercomputador; desenvolvimentos de assimilação de dados (aos modelos de previsão), com reforço de recursos humanos e desenvolvimentos computacionais; maior uso de satélites meteorológicos; e ampliação e integração de um sistema de radares meteorológicos. O CPTEC/INPE coordenou a elaboração de um projeto para o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) que prevê a implementação de um sistema de radares cobrindo boa parte do território brasileiro. Os radares são essenciais para o acompanhamento de sistemas convectivos e, portanto, na prevenção de desastres naturais, por excesso de chuvas.

Segundo o coordenador do CPTEC/INPE, os principais desafios colocados para os próximos anos são: aperfeiçoar a assimilação de dados; melhorar a confiabilidade das previsões climáticas sazonais para até 3 meses; desenvolver a previsão em alta resolução, incluindo a descrição da micro-física das nuvens e acoplar os modelos oceânicos, hidrológicos e químicos ao modelo de previsão de tempo.

Mais informações sobre a comemoração dos 15 anos do CPTEC/INPE na página http://www7.cptec.inpe.br/~rwww/15anos/

Fonte: INPE

Comentário: dada a importância estratégica da meteorologia para o País, não estaria na hora do Brasil lançar um projeto de satélite meteorológico, de modo a diminuir a dependência de sensores estrangeiros? A meteorologia é tão estratégica, e em algumas circunstâncias até mais, do que as comunicações e sensoriamento remoto.
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