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terça-feira, 26 de março de 2013
INPE: projetos em meteorologia
Diretor destaca projetos na área de meteorologia
Terça-feira, 26 de Março de 2013
Na cerimônia em comemoração ao Dia Meteorológico Mundial realizada nesta segunda-feira (25/3), o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Leonel Perondi, destacou ações do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) e do Centro de Ciência do Sistema Terrestre (CCST).
A melhoria da assimilação de dados para os modelos meteorológicos implementados no supercomputador Tupã e o desenvolvimento do Modelo Brasileiro do Sistema Climático Global foram ressaltados pelo diretor, que ainda enfatizou a cooperação com instituições do Brasil e do exterior. “A infraestrutura e os esforços de observação, para o desenvolvimento das atividades de previsão de tempo e clima no âmbito do INPE, vêm sendo aprimorados e expandidos”, falou Perondi.
O diretor disse que o INPE buscará apoiar o estabelecimento de programas e projetos na área espacial voltados para a meteorologia nacional. “Em particular, o Instituto envidará esforços para a retomada da participação brasileira na Missão Global Precipitation Measurement (GPM) – cooperação internacional que objetiva o estabelecimento de uma rede de satélites para medidas de precipitação em nível global, bem como a continuidade dos trabalhos de definição, e inclusão no Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), de um satélite geoestacionário brasileiro para meteorologia”.
Perondi destacou ainda o apoio à instalação e operacionalização do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN). “O CPTEC provê o CEMADEN, continuamente, com as previsões meteorológicas que integram a sua base de dados para a geração de alertas”.
Confira aqui a íntegra do discurso do diretor.
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, e o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (Seped/MCTI), Carlos Nobre, enviaram mensagem aos profissionais do INPE atuantes na área de meteorologia, que foi lida durante a cerimônia realizada no auditório do CPTEC, em Cachoeira Paulista.
Confira aqui a mensagem do ministro e do secretário do MCTI.
Fonte: INPE
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quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Visita do presidente da AEB ao CPTEC/INPE
Presidente da AEB participa de reunião no CPTEC/INPE
30-08-2012
O presidente da AEB, José Raimundo Coelho, esteve em Cachoeira Paulista (SP) para participar de uma reunião no INPE e na oportunidade, visitar o Laboratório de Combustão e Propulsão (LCP/INPE) e o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC/INPE).
No LCP, o presidente conheceu o Banco de Testes de Propulsores Bipropelentes com empuxo de 400 N, e presenciou um teste de avaliação de um propulsor para controle de rolamento de Veículo Lançador de Satélite (VLS) com resultado positivo e ainda pode discutir sobre várias iniciativas de desenvolvimento conjunto entre o INPE e empresas na área de propulsores.
Já no CPTEC, José Raimundo visitou as instalações dos supercomputadores, debateu sobre questões relacionadas às atividades de desenvolvimento do CPTEC, como a previsão de tempo utilizando modelos globais, e ainda questões internas consideradas estratégicas e importantes, de modo que se possa analisar a integração de iniciativas diversas compatíveis com a atuação do Centro de Previsão.
“Tivemos a oportunidade de conversar sobre a iniciativa do INPE de grande interesse na área de meteorologia para desenvolver um satélite GPM e ainda a possibilidade de realizar operações com outros países e o fato do Brasil participar de iniciativas globais e/ou coletivas com diversos países do mundo que tenham a mesma preocupação que o CPTEC”, ressaltou o presidente da AEB.
Fonte: AEB
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terça-feira, 10 de abril de 2012
Cooperação Brasil - EUA
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Por ocasião da visita da presidente Dilma Rousseff aos EUA entre os dias 9 e 10 de abril, a chancelaria dos dois países divulgaram um comunicado conjunto destacando pontos de cooperação entre o Brasil e EUA. Um parágrafo, bastante sucinto, destaca o setor espacial:
"Os líderes ressaltaram a importância da cooperação espacial bilateral e instruíram as agências apropriadas a examinar a viabilidade de desenvolver projetos espaciais conjuntos. Tomaram nota da recente reunião em Brasília do Diálogo de Segurança Espacial."
Embora não haja qualquer menção, do lado brasileiro, ainda existe expectativa do desenvolvimento conjunto de uma missão satelital com a agência espacial americana, a NASA, para fins meteorológicos, no âmbito do programa Global Precipitation Measurement (GPM).
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Cooperação Brasil - Japão: GPM
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Brasil propõe ao Japão cooperar na área de desastres naturais
01/02/2012
O Diretor Executivo da Agência Espacial Japonesa (JAXA), Dr. Hideshi Kozawa, proferiu a principal conferência do Seminário Brasil-Japão sobre Cooperação Espacial, que reuniu mais de 50 pessoas no auditório da Agência Espacial Brasileira (AEB), em Brasília, nesta quarta-feira pela manhã. A palestra envolveu as principais áreas do Programa Espacial do Japão, em plena execução hoje, e, em especial, suas muitas janelas de oportunidade para cooperação internacional.
O encontro foi aberto oficialmente pelo Diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da AEB, Himilcon de Castro Carvalho, em nome do Presidente interino da Agência, Thyrso Villela, que se encontra em missão ao Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) no Maranhão. A condução do evento coube ao Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da AEB, José Monserrat Filho.
Presente ao encontro, o Embaixador do Japão no Brasil, Akira Miwa, notou: “As relações entre o Japão e o Brasil evoluíram de uma relação bilateral para uma parceria mais ampla, no âmbito internacional”. E lembrou dois programas de sucesso que ultrapassaram as fronteiras de ambos os países: a ampla difusão conquistada pelo sistema Nipo-Brasileiro de TV digital e a cooperação triangular com a África no campo da segurança alimentar. Enfatizando a inovação realizada pelo setor industrial, ele frisou: “As descobertas e conhecimento da indústria espacial irão adicionar valor a toda a cadeia de suprimentos.”
Tanto Himilcon quanto Monserrat reforçaram a proposta concreta feita pelo Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, quando, na tarde desta terça-feira, recebeu no MCTI a comitiva japonesa, liderada pelo Dr. Kozawa: o Brasil está pronto a iniciar entendimentos visando examinar a possibilidade e viabilidade de um ambicioso projeto de cooperação para a construção conjunta de um satélite destinado a compor a constelação GPM (Global Precipitation Measurement – Medição da Precipitação Global), dentro de um horizonte maior de ampliação do sistema nacional de alerta, prevenção e mitigação de desastres naturais.
Em princípio, segundo a sugestão brasileira a ser estudada pelas partes, o proejto cobriria toda uma cadeia de atividades colaborativas essenciais, desde a formação (capacity building) de recursos humanos especializados, a pesquisa e desenvolvimento, as soluções tecnológicas mais apropriadas à situação brasileira, até a criação de produtos e serviços industriais. Presume-se que um projeto desta relevância e magnitude, certamente, estaria à altura das maiores conquistas da cooperação Brasil-Japão.
Integraram também a comitiva japonesa os seguintes altos funcionários da JAXA: Mr. Toru Fukuda, Diretor de Pesquisa em Observação da Terra, do Diretório de Missões de Aplicações Espaciais; Ms. Akiko Sukuki, Gerente do Grupo de Colaboração Industrial Espacial; e Ms. Mariko Harada, do Departamento de Assuntos Gerais.
Nesta quinta-feira, no INPE, em São José dos Campos, a partir das 14h, a AEB e o Consulado Geral do Japão, de São Paulo, promovem outro Seminário Brasil-Japão de Cooperação Espacial, desta feita especialmente dedicado às instituições e às empresas espaciais da região. Mais de 20 empresas foram convidadas para o encontro.
Fonte: AEB, via José Monserrat Filho
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domingo, 13 de novembro de 2011
"Desde o espaço", reportagem de Tecnologia & Defesa
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DESDE O ESPAÇO
O uso de satélites para a prevenção e gerenciamento de desastres naturais
André M. Mileski
Os satélites são ferramentas hoje indispensáveis para uma vasta quantidade de atividades, para praticamente todos os segmentos econômicos. Seus três principais pilares - telecomunicações, sensoriamento remoto e navegação - são elementos fundamentais para outra aplicação, bastante nobre: a prevenção e gerenciamento de desastres naturais, possibilitando muitas vezes a redução de perdas humanas e dos prejuízos causados, assim como a coordenação e gerenciamento de formas mais efetivas e organizadas em situações de crise e na reconstrução.
No caso de satélites de observação terrestre, por exemplo, seus dados podem ser utilizados para a elaboração de mapas de risco e avaliação de enchentes, de mapas com avaliação de danos, monitoramento dos estragos durante a ocorrência do desastre, e também de atividades antrópicas, quase sempre associadas ao acontecimento e à sua gravidade.
Números divulgados em setembro pela comissão chinesa para a redução de desastres naturais comprovam a importância de satélites para essa finalidade. Desde que foram lançados, em 2008, seus dois pequenos satélites de observação forneceram às agências governamentais daquele país informações sobre desastres de três a seis vezes mais rápido que antes, quando não havia o sistema, com a abrangência do monitoramento aumentando em dez vezes. Seus dados contribuíram para esforços relacionados a 70 desastres naturais, sendo 15 no exterior.
O uso de sistemas de satélites com essas finalidades não é algo novo. Vários países e organizações lançam mão da tecnologia espacial com esses propósitos havendo, inclusive, sistemas e redes específicos. Um deles, aliás, envolve um vizinho do Brasil. Em julho de 2005, a Argentina e a Itália, por meio de seus organismos espaciais, a Agenzia Spaziale Italiana (ASI), e a Comision Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), estabeleceram um importante acordo para a realização do Sistema Ítalo-Argentino de Satélites para a Gestão de Emergências (SIASGE), considerado único no mundo, que envolverá a integração de duas constelações de satélites radares, a italiana COSMO-Sky-Med (quatro satélites), que operam em banda X, e a argentina SAOCOM (dois satélites), que utilizará a banda L.
Quando plenamente operacional, o SIASGE gerará informações sobre emergências naturais como incêndios, inundações, erupções vulcânicas ou terremotos. Os quatro satélites COSMO-Sky-Med, construídos pela Thales Alenia Space, já estão em órbita, enquanto que os dois SAOCOM estão em construção na Argentina e deverão ser lançados nos próximos anos. “O SIASGE é um projeto que envolve altíssima complexidade tecnológica e no qual a Itália investiu um bilhão de euros e a Argentina 500 milhões”, declarou há alguns anos Enrico Saggese, na época comissário extraordinário da ASI.
Outro sistema bastante conhecido é o DMC (Disaster Monitoring Constellation), liderado pelo Reino Unido e pela empresa SSTL, que completou dez anos de existência, em fevereiro deste ano. É formado por organizações e nações estrangeiras, cada qual possuindo um ou mais satélites de observação de pequeno porte, desenvolvidos e construídos pela própria SSTL. Seu objetivo é contribuir em campanhas humanitárias contra desastres naturais, como os tsunamis na Ásia (2004), o furacão Katrina, nos Estados Unidos (2005); as inundações no Reino Unido (2007); e o terremoto de Sichuan, na China (2008), dentre outros, fornecendo imagens óticas de alta resolução.
A companhia DMC International Imaging foi criada com o propósito de coordenar respostas aos desastres e distribuir as imagens e também para comercializar dados gerados pela constelação para clientes mundo afora, gerando recursos para custear as missões de caráter humanitário. Um dos clientes é o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que adquire imagens da constelação para apuração dos níveis de desmatamento da região amazônica.
Os passos brasileiros
As não raras tragédias que acontecem no Brasil mostraram a necessidade de se dispor de sistemas eficientes para o seu gerenciamento. Em março de 2011, a região serrana do Estado do Rio de Janeiro foi devastada por inundações e deslizamentos de encostas causados pelas chuvas, vitimando centenas de pessoas, tragédia fundamental para a decisão do governo de criar um centro para a prevenção e monitoramento de desastres naturais.
No início de julho, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação anunciou a criação do Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), que será responsável por emitir alertas e por desenvolver e implementar sistemas de observação e monitoramento.
O núcleo inteligente do CEMADEN ficará no campus do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (INPE), em Cachoeira Paulista (SP), próximo ao Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), e a expectativa é que pelos próximos quatro anos, sejam investidos R$ 250 milhões para a instalação completa do sistema de alerta, que contará com radares meteorológicos, equipamentos pluviométricos, hidrológicos e de geotecnia, entre outros.
Sobre o uso de dados de satélites, a reportagem de T&D conversou com Carlos Frederico Angelis, coordenador geral da área de operações e modelagem do CEMADEN. “Em um primeiro momento, usaremos dados do CPTEC/INPE, e também de satélites estrangeiros, disponibilizados pela NASA, NOAA e por organizações europeias”, informou Angelis. A intenção é que o CEMADEN tenha condições de produzir dados próprios, mas também agregue informações de outras fontes, como o Sistema de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (SISMADEN), do INPE.
O pesquisador também citou a série CBERS, construídos pelo Brasil em parceria com a China. Quando o primeiro satélite da segunda geração estiver em órbita, algo previsto para o final de 2012, seus dados também poderão servir aos propósitos do centro. “O CBERS também será muito importante para o CEMADEN, principalmente o sensor de alta resolução, para ações de prevenção e no pós-desastre”, afirmou.
Em médio prazo, o CEMADEN deverá contar com dados fornecidos pela rede GPM (Global Precipitation Measure), liderada pela estadunidense NASA e a JAXA, a agência espacial japonesa. O Brasil participará do projeto com a construção de um satélite que integrará a rede, a ser desenvolvido pelo INPE, em parceria com os Estados Unidos ou com a França. Com o GPM, o CEMADEN terá acesso a dados sobre precipitações praticamente em tempo real, com medidas de chuvas a cada três horas, facilitando previsões de deslizamentos, ocasionados pelo acúmulo de água no solo.
Imagens e serviços
A preocupação brasileira em dispor de um sistema para gerenciamento de desastres deve também abrir oportunidades para fornecedores privados de imagens e serviços de satélites. Já estabelecidas localmente, a Telespazio Brasil, controlada pelo grupo italiano Finmeccanica, e a Astrium GEO-Information Services, do conglomerado EADS, estão atentas às necessidades e se propõem a colaborar com o governo para o desenvolvimento e operação do CEMADEN, fornecendo serviços e produtos baseados em imagens de satélites, comunicações de dados, e também softwares e outros sistemas.
“Enxergamos muitas oportunidades para o fornecimento de nossos produtos e serviços para auxiliar as autoridades nesse tipo de gerenciamento”, afirmou Pierre Duquesne, diretor da Astrium GEO-Information Services no Brasil.
No portfólio da empresa, encontram-se produtos que fornecem modelos de elevação digital, por meio do qual é possível realizar uma cartografia de áreas de risco, no intuito de prever riscos geofísicos e meteorológicos, e softwares que facilitam o acesso aos dados gerados. Recentemente, a empresa lançou no País os produtos da série GEO Elevation, que podem ser usados para mapeamentos de deslizamentos de encostas, áreas de inundação, análises de terreno e visualização em 3D, dentre outras aplicações.
Duquesne também aponta a importância de se gerar cartografias emergenciais de áreas afetadas por um desastre. “Uma vez ocorrida a catástrofe, também é importante ter flexibilidade para a geração de uma cartografia emergencial de determinada área para que as autoridades de segurança pública possam ter um mapa de como a região ficou após aquele fenômeno, sabendo por exemplo quais rotas foram obstruídas. Para isso, conseguimos programar nossos satélites para obter imagens constantes das áreas afetadas”, disse.
Na Europa, a Astrium GEO-Information Services lidera o projeto SAFER, que reúne dezenas de entidades públicas de proteção civil, além de um consórcio de empresas privadas. O SAFER tem por objetivo implementar ações pré-operacionais à ocorrência de uma catástrofe, fornecendo imagens geradas por satélites, como os da série Spot, o Formosat, e os radares TerraSAR-X e TANDEM-X. O sistema foi usado em alguns desastres recentes, não apenas na Europa, como num grande incêndio florestal em Israel (dezembro de 2010), no vazamento de lama tóxica na Hungria (outubro de 2010), e nas enchentes no Paquistão (julho e agosto de 2010).
Já a Telespazio Brasil, subsidiária local da maior empresa de serviços de satélites da Europa, tem promovido no País a constelação de satélites radares COSMO Sky-Med, que tem atraído significativo interesse de autoridades e empresas nacionais. No gerenciamento de desastres, a vantagem dos satélites radares é a sua capacidade de imagear a superfície mesmo com a cobertura de nuvens, muito comuns em regiões afetadas em determinadas catástrofes, como inundações e deslizamentos.
“As imagens oriundas da constelação de satélites COSMO Sky-Med poderão ser componentes fundamentais ao SISMADEN, uma vez que é o único sistema satelital de observação da Terra capaz de garantir a coleta de imagens diariamente em alta resolução, sob qualquer condição atmosférica. É importante destacar que através das imagens COSMO Sky-Med será possível mapear as áreas afetadas, como inundações e deslizamentos durante o evento das chuvas, o que permitiria ao SISMADEN uma maior agilidade no alerta e suporte na evacuação da população em áreas sob risco”, disse Marzio Laurenti, presidente da Telespazio Brasil.
Em situações de crise, tempo é sempre um ponto chave, e no caso do COSMO Sky-Med, após a coleta das imagens, estas podem estar disponíveis ao usuário final em até 30 minutos, dependendo do caso. Exemplo do tempo de resposta da constelação italiana aconteceu no acidente com o A330, da Air France, na madrugada de 31 de maio a 1º de junho de 2009. Por volta das 13h00 de 1º de junho, a Força Aérea Brasileira solicitou o suporte do sistema COSMO Sky-Med nos esforços de busca. No dia seguinte, às 03h15, cinco imagens com 30 metros de resolução e 100 km X 100 km da área solicitada foram adquiridas, tendo sido disponibilizadas às autoridades às 05h20 do mesmo dia.
Além de imagens de satélite, a Telespazio também tem promovido a solução INAV, que integra tecnologia satelital de sensoriamento remoto, telecomunicações e navegação, e permite o gerenciamento de forma muito mais avançada de uma equipe deslocada numa área atingida por uma crise, como uma inundação ou um terremoto.
A equipe em campo é dotada de dispositivos móveis conectados via satélite e rede celular. Mesmo em momentos críticos os socorristas serão capazes de trocar informações com o centro de operações, incluindo imagens e fotos da área afetada. Por meio do INAV, a posição em campo de cada membro é conhecida a qualquer momento, seja pelo centro de operações, seja por outros integrantes da equipe. O sistema permite ainda o compartilhamento dos mapas da região atingida, com a identificação dinâmica de zonas de risco, informações logísticas, e a atualização, que pode ser feita através das imagens adquiridas pelo COSMO Sky-Med.
“Com o INAV, decisões críticas podem ser tomadas baseadas em informações verídicas em tempo real. Acreditamos que esta solução é bastante útil para a Defesa Civil e quaisquer órgãos relacionados a gerenciamentos de desastres naturais ou causados pelo homem. Até o final do ano, a solução estará disponível operacionalmente no Brasil”, revelou Laurenti.
Fonte: revista Tecnologia & Defesa n.º 126, outubro de 2011.
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sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Cooperação Brasil - EUA
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AEB e NASA: acordos sobre mudanças climáticas, desastres naturais e camada de Ozônio
28/10/2011
O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antonio Raupp, recebeu o Administrador da NASA (Agência Espacial dos Estados Unidos), Charles Bolden, que desembarcou no Aeroporto de Guarulhos, na noite de quarta-feira, 26 de outubro, em sua primeira visita ao Brasil. Raupp saudou o visitante em nome do Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, e da própria AEB, e frisou a relevância de uma ampla e profunda cooperação espacial entre Brasil e EUA.
No dia seguinte, quinta-feira, 27, Raupp e Bolden voltaram a se encontrar em São José dos Campos, nas instalações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), durante a visita do Administrador da NASA a essa importante instituição do Programa Espacial Brasileiro. Na ocasião, eles firmaram dois acordos de cooperação: um sobre a participação do Brasil no Programa de Medição de Precipitação Global (GPM) e o outro sobre o lançamento de sondas para o estudo da camada de ozônio.
Pelo primeiro acordo, o Brasil terá acesso a dados gerados pela constelação de satélites do GPM, programa dos Estados Unidos e Japão criado para monitorar por satélites as precipitações na atmosfera, em alta resolução temporal, no mundo inteiro.
A constelação GPM, que começará a ser lançada em 2013, permitirá estimar mudanças climáticas e meteorológicas, aperfeiçoar a previsão do tempo e dar mais eficácia aos sistemas de alertas de desastres ambientais, como tempestades, tormentas, relâmpagos, enxurradas, inundações etc. O programa também fornecerá dados precisos sobre as características das chuvas em cada área do planeta, além de criar mapas em três dimensões revelando a estrutura das precipitações.
Para o Brasil, o pleno uso dos dados do GPM beneficiará várias áreas em larga escala, a começar pelo Sistema Nacional de Alerta e Prevenção de Desastres Naturais, criado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação para enfrentar com os recursos mais modernos e eficientes as calamidades espontâneas que têm causado tantas perdas e danos em todo o país.
O Ministério da Integração Nacional também está interessado no acesso aos dados do GPM, que considera de extrema valia para o trabalho do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (CENAD), que está sendo estruturado por sua Secretaria Nacional de Defesa Civil (SEDEC). Proposta de parceria com a SEDEC já chegou à AEB, nesta sexta-feira.
A AEB propôs registrar no acordo o estudo da possibilidade de desenvolvimento conjunto com a NASA de um satélite para compor a constelação GPM. Mas a proposta não pôde ser incluída no texto, em vista de dificuldades orçamentárias por que passa a NASA. Contudo, a ideia de um projeto futuro não está inteiramente descartada.
O segundo acordo assinado por Raupp e Bolden estabelece que o INPE continue lançando em território brasileiro sondas de ozônio conectadas a balões atmosféricos, permitindo melhor compreensão sobre o funcionamento da camada de ozônio. Os equipamentos serão cedidos pela NASA, que também será responsável pela formação de profissionais. Os dados gerados pelas sondas estarão disponíveis a ambos os países.
O Diretor do INPE, Gilberto Câmara, apresentou à delegação norte-americana o projeto Observatório Global do Ecossistema Terrestre (GTEO), na sigla em inglês), elaborado em parceria com o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), da NASA. Trata-se de um satélite pleno de tecnologia altamente inovadora, destinado a estudar mudança nos ecossistemas e nos ciclos geoquímicos do planeta, inclusive medindo sua vegetação e o comportamento dos oceanos.
Ciceroneado pelo chefe do Laboratório de Integração e Testes (LIT/INPE), Petrônio Noronha de Souza, Bolden ficou impressionado com a excelência de suas instalações e equipamentos, bem como com seu enorme potencial de atuação. Não por acaso, os acordos foram assinados justamente durante a visita ao LIT – sinal de efetivo avanço científico e tecnológico.
Bolden ainda teve tempo para um encontro com crianças e adolescentes do Vale do Paraíba, entre os quais um grupo de alunos de uma escola municipal de Ubatuba, que está construindo um pequeno satélite. O visitante revelou-se exímio comunicador. Proferiu palestra pautada de momentos inesperados, emocionantes e divertidos. A conversa agradou em cheio a crianças e adultos. Liberados pelo conferencista para formularem qualquer tipo de perguntas a qualquer instante, os pequenos levantaram dezenas de questões, as mais diferentes. Foi uma festa.
Ao final, Bolden cumprimentou os alunos pela qualidade das perguntas e pelo alto nível de curiosidade manifestada sobre temas espaciais. E tirou dezenas de fotos com todos eles, encantados com sua forma simpática e agradável de lidar com os jovens, a quem recomendou: estudem muito, procurem estar entre os melhores naquilo que fazem e não tenham medo de fazer perguntas, nem de errar.
Durante o magnífico almoço oferecido aos visitantes pelo INPE, Raupp teve oportunidade de reafirmar a Bolden o grande interesse do Brasil em desenvolver com os Estados Unidos um programa de cooperação espacial bem mais abrangente, intenso e profundo do que o atual. Por seu turno, o Administrador da NASA, que pela primeira vez pisou em solo brasileiro, não se cansou de repetir o quanto estava satisfeito e grato por tudo o que lhe tinha sido dado ver, ouvir e conversar no Brasil.
Fonte: AEB
Comentários: para mais informações sobre o uso de imagens de satélites para prevenção e gerenciamento de desastres naturais, vejam reportagem exclusiva publicada na mais recente edição de Tecnologia & Defesa, já nas bancas.
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quarta-feira, 26 de outubro de 2011
NASA: Visita de Charles Bolden ao INPE
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Diretor da NASA visita o INPE
Terça-feira, 25 de Outubro de 2011
O diretor da NASA, astronauta Charles Bolden, estará nesta quinta-feira (27) no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP). Na oportunidade, será assinado acordo de cooperação sobre o programa GPM (Medidas Globais de Precipitação), uma iniciativa da agência espacial americana para o estudo em escala global das chuvas a partir de dados obtidos por satélites.
O acordo abrirá várias possibilidades para a participação brasileira no programa GPM, que deverá produzir dados relevantes para a previsão e o monitoramento de mudanças climatológicas e meteorológicas. Entre elas, atividades que vão desde a realização conjunta de pesquisas e estudos, validação e calibração de dados do programa, até a realização de missão de satélite para compor a constelação GPM.
Além do acordo sobre o GPM, será assinado outro termo de cooperação, sobre Ozônio, visando o estudo da concentração de vários componentes da atmosfera e compreensão da camada de ozônio da Terra. Ambos os acordos serão ratificados pela NASA e Agência Espacial Brasileira (AEB).
Também será abordada a proposta do INPE para o desenvolvimento em cooperação com o JPL (Jet Propulsion Lab), da NASA, de um satélite inovador de alta resolução espectral para estudo das propriedades biogeoquímicas da cobertura do solo, algo essencial na avaliação do impacto nos ecossistemas da ação do homem, das queimadas e dos desmatamentos. A pauta da reunião inclui, ainda, possíveis parcerias nas áreas de clima espacial, rastreio de satélites e testes ambientais de equipamentos espaciais.
Após reunião com dirigentes do INPE, a comitiva da agência espacial americana conhecerá as instalações do Laboratório de Integração e Testes (LIT), onde recentemente foram realizados os ensaios do SAC-D/Aquarius, satélite argentino que leva a bordo equipamento desenvolvido pela NASA.
A visita de Charles Bolden ao INPE também será marcada pelo encontro com estudantes das redes pública e privada da região. A história da exploração do Espaço e a carreira do atual diretor da NASA como astronauta e piloto de ônibus espacial deve inspirar o grupo de crianças e adolescentes, como os alunos de uma escola municipal de Ubatuba que, com o apoio dos engenheiros do INPE, em breve irão lançar um pequeno satélite. A palestra, marcada para meio-dia, será transmitida ao vivo pela Internet.
Esta é a primeira vez de Charles Bolden no Brasil. Sua vinda é um desdobramento da visita do presidente Barack Obama, ocorrida em março, para identificar parcerias entre Estados Unidos e Brasil na área espacial.
Fonte: INPE
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Diretor da NASA visita o INPE
Terça-feira, 25 de Outubro de 2011
O diretor da NASA, astronauta Charles Bolden, estará nesta quinta-feira (27) no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP). Na oportunidade, será assinado acordo de cooperação sobre o programa GPM (Medidas Globais de Precipitação), uma iniciativa da agência espacial americana para o estudo em escala global das chuvas a partir de dados obtidos por satélites.
O acordo abrirá várias possibilidades para a participação brasileira no programa GPM, que deverá produzir dados relevantes para a previsão e o monitoramento de mudanças climatológicas e meteorológicas. Entre elas, atividades que vão desde a realização conjunta de pesquisas e estudos, validação e calibração de dados do programa, até a realização de missão de satélite para compor a constelação GPM.
Além do acordo sobre o GPM, será assinado outro termo de cooperação, sobre Ozônio, visando o estudo da concentração de vários componentes da atmosfera e compreensão da camada de ozônio da Terra. Ambos os acordos serão ratificados pela NASA e Agência Espacial Brasileira (AEB).
Também será abordada a proposta do INPE para o desenvolvimento em cooperação com o JPL (Jet Propulsion Lab), da NASA, de um satélite inovador de alta resolução espectral para estudo das propriedades biogeoquímicas da cobertura do solo, algo essencial na avaliação do impacto nos ecossistemas da ação do homem, das queimadas e dos desmatamentos. A pauta da reunião inclui, ainda, possíveis parcerias nas áreas de clima espacial, rastreio de satélites e testes ambientais de equipamentos espaciais.
Após reunião com dirigentes do INPE, a comitiva da agência espacial americana conhecerá as instalações do Laboratório de Integração e Testes (LIT), onde recentemente foram realizados os ensaios do SAC-D/Aquarius, satélite argentino que leva a bordo equipamento desenvolvido pela NASA.
A visita de Charles Bolden ao INPE também será marcada pelo encontro com estudantes das redes pública e privada da região. A história da exploração do Espaço e a carreira do atual diretor da NASA como astronauta e piloto de ônibus espacial deve inspirar o grupo de crianças e adolescentes, como os alunos de uma escola municipal de Ubatuba que, com o apoio dos engenheiros do INPE, em breve irão lançar um pequeno satélite. A palestra, marcada para meio-dia, será transmitida ao vivo pela Internet.
Esta é a primeira vez de Charles Bolden no Brasil. Sua vinda é um desdobramento da visita do presidente Barack Obama, ocorrida em março, para identificar parcerias entre Estados Unidos e Brasil na área espacial.
Fonte: INPE
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Visita do administrador da NASA ao Brasil
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Charles Bolden, administrador da National Aeronautics and Space Administration (NASA), a agência espacial norte-americana, fará uma visita ao Brasil a partir da próxima semana. Bolden deve chegar à São Paulo na quarta-feira, 26 de outubro, vindo da Argentina, maior parceiro espacial dos EUA na América do Sul. Segundo informações não confirmadas, o dirigente será recebido no aeroporto pelo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antonio Raupp, e deve visitar o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP).
A visita é considerada de cortesia, sem maiores significados ou assinatura de acordos. Mas, espera-se que sejam discutidos alguns possíveis projetos conjuntos, como as missões satelitais FLORA-1, para estudo do espectro do solo e da vegetação (Flora Hiperespectral), e GPM (Global Precipitation Measurement).
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Charles Bolden, administrador da National Aeronautics and Space Administration (NASA), a agência espacial norte-americana, fará uma visita ao Brasil a partir da próxima semana. Bolden deve chegar à São Paulo na quarta-feira, 26 de outubro, vindo da Argentina, maior parceiro espacial dos EUA na América do Sul. Segundo informações não confirmadas, o dirigente será recebido no aeroporto pelo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antonio Raupp, e deve visitar o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP).
A visita é considerada de cortesia, sem maiores significados ou assinatura de acordos. Mas, espera-se que sejam discutidos alguns possíveis projetos conjuntos, como as missões satelitais FLORA-1, para estudo do espectro do solo e da vegetação (Flora Hiperespectral), e GPM (Global Precipitation Measurement).
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domingo, 16 de outubro de 2011
O que esperar do novo PNAE
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Durante o Congresso Latino-Americano de Satélites, realizado no Rio de Janeiro no início deste mês, Himilcon Carvalho, Diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da Agência Espacial Brasileira (AEB) apresentou em sua palestra alguns elementos que devem constar na nova versão do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), ora em discussão.
Carvalho listou as demandas concretas, já identificadas, do Programa Espacial Brasileiro, a saber: Sistema Nacional de Prevenção e Alerta de Desastres; Estratégia Nacional de Defesa; Monitoramento Ambiental; e Segurança alimentar e hídrica. Tais demandas justificariam o desenvolvimento de missões de observação terrestre, meteorologia e comunicações, além, é claro, de meios de acesso ao espaço (um requisito da Estratégia Nacional de Defesa).
Satélites
O novo PNAE propõe dezesseis missões satelitais no período de 2012 a 2020 (ver gráfico abaixo). Cumprindo-se o cronograma proposto, a partir de 2012, o Programa Espacial Brasileiro teria ao menos um lançamento anual, com um pico de quatro missões em 2018.

Seguindo o exemplo do CBERS 2B, construído principalmente com subsistemas usados como modelos de engenharia para os dois primeiros satélites da série, a AEB adotará a mesma estratégia para o CBERS de segunda geração (além do CBERS 3 e 4, será feito o CBERS 4B, com previsão de lançamento em 2016), e o Amazônia-1, que deverá contar também com o Amazônia-1B, com expectativa de lançamento em 2015.
A AEB planeja também uma missão científica, baseada na Plataforma Multimissão (PMM), para o estudo do espectro do solo e da vegetação (Flora Hiperespectral), chamada FLORA-1, com lançamento planejado para 2016. Segundo informações recebidas pelo blog, tal missão poderia ser desenvolvida em conjunto com os Estados Unidos. Chama atenção a não inclusão da missão GPM (Global Precipitation Measurement), muito importante para o Sistema Nacional de Prevenção e Alerta de Desastres, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Inicialmente, a proposta era que o projeto fosse feito em parceria com a França ou Estados Unidos.
A missão radar, essencial para o monitoramento da região amazônica, está prevista para 2018. Ao invés de ser baseado na PMM, como inicialmente considerado (MAPSAR, em colaboração com a Alemanha), a AEB agora apresenta o satélite como sendo da classe de 2500 kg, possivelmente utilizando-se da plataforma desenvolvida para o CBERS, o que indicaria a possibilidade de se desenvolvê-la em parceria com a China, como tem sido buscado pela AEB.
O novo PNAE terá ainda uma orientação para missões de microssatélites científicos. Seriam três, uma voltada para clima espacial (CLE-1, em 2018), e duas de astrofísica (AST-1 e AST-2, em 2019 e 2020, respectivamente), a serem lançadas pelo futuro Veículo Lançador de Microssatélites (VLM).
Foguetes de sondagem e lançadores
As iniciativas em foguetes de sondagem e lançadores, lideradas pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), de São José dos Campos (SP), devem continuar apostando fortemente na cooperação com a Alemanha, que este ano completa quarenta anos (mais sobre essa cooperação, em breve no blog Panorama Espacial). Muito embora não haja definição dentro do IAE sobre o caminho a ser seguido para o desenvolvimento do VLM, dentre as várias possibilidades (cooperação com França, Rússia, Ucrânia, Alemanha ou Itália), a AEB parece apostar na cooperação com os alemães, numa extensão do projeto SHEFEX (SHarp Edge Flight EXperiment).

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quarta-feira, 23 de março de 2011
INPE e o Projeto Chuva
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Campanha para investigar nuvens “quentes” começará em Fortaleza
23/03/2011
Durante o mês de abril, será realizado o primeiro experimento de uma série de sete do Projeto Chuva, sob coordenação geral do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/INPE) e financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). A campanha científica, com base em Fortaleza (CE) e organizada pela Fundação Cearense de Meteorologia (FUNCEME), pretende coletar dados de nuvens “quentes”, típicas de regiões tropicais, que evoluem sem formar partículas de gelo em seu interior.
As nuvens quentes, presentes nas diferentes regiões do país, estão associadas às chuvas fortes e contínuas. Costumam provocar deslizamentos de encosta e enchentes, como as que ocorreram nos últimos anos em Santa Catarina, Rio de Janeiro, Alagoas e Pernambuco. Chuvas provocadas por nuvens quentes não são consideradas nas estimativas de precipitação dos atuais satélites em órbita, uma das principais preocupações do projeto, segundo o pesquisador do CPTEC/INPE, Luiz Augusto Machado, coordenador principal do Chuva.
Os resultados da pesquisa irão orientar às especificações do satélite brasileiro que fará parte do programa Medidas Globais de Precipitação (http://www.aeb.gov.br/mini.php?secao=gpm) - Global Precipitation Measurement (GPM) -, liderado pelas agências espaciais dos Estados Unidos (NASA) e do Japão (JAXA). As pesquisas também serão aplicadas à área de mudanças climáticas, em análises dos efeitos dos aerossóis (partículas suspensas na atmosfera que podem ser natural ou associadas à poluição) na formação de nuvens de chuva e na modelagem de alta resolução espacial.
Nesta última área, em especial, os processos físicos associados às nuvens de tempestade, que evoluem em escala de alguns quilômetros, ainda são desconhecidos e descritos com pouca precisão pelos modelos numéricos de previsão de tempo e clima. Com o aumento da resolução espacial dos modelos de previsão, devido ao maior poder computacional do novo supercomputador do INPE (batizado de Tupã), os processos que envolvem as partículas de chuva e gelo nas nuvens terão que ser descritos pelos modelos com maior detalhamento.
As sete regiões definidas para a realização das campanhas possuem diferentes regimes de chuva e padrões climáticos, representando os principais sistemas convectivos do país que apresentam a formação de nuvens quentes e de tempestades.
Curso e sistema de alerta
Uma semana antes de iniciar a campanha científica, entre os dias 28 de março e 1º de abril, será realizado o curso “Processos Físicos das Nuvens”, ministrado pelos pesquisadores do projeto e oferecido a alunos de graduação e pós-graduação. O curso está sendo organizado pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), nas dependências da FUNCEME. Os alunos participarão da campanha e irão desenvolver um projeto de pesquisa com uso dos dados obtidos durante os experimentos.
A campanha em Fortaleza contará também com um Sistema de Observações de Tempo Severo que irá utilizar um radar meteorológico de banda X com dupla polarização, de última geração, adquirido pelo projeto Chuva. A FUNCEME e a Defesa Civil de Fortaleza decidiram aproveitar a oportunidade da campanha para testar e avaliar este sistema de monitoramento.
O radar recupera informações dos processos físicos envolvidos na formação e dinâmica das nuvens como: locais com presença de gotas líquidas de água, granizo, cristais de gelo etc. O equipamento também estima a quantidade de chuva, principal ferramenta para a emissão de alertas. Os dados meteorológicos obtidos pelo radar serão acompanhados pelos profissionais de Defesa Civil que, durante a campanha, estarão observando a evolução das chuvas sobre a região metropolitana de Fortaleza, já que o sistema fornece também traçado das vias urbanas, curvas de nível, áreas de risco etc.
O sistema vem sendo desenvolvido desde 2004, com tecnologia nacional e projetado para emitir alertas de condições severas que possam causar eventos de impacto à sociedade, como enchentes e deslizamento de terras na área urbana.
A campanha de Fortaleza envolve cerca de 40 pesquisadores, especialistas e técnicos, de diversas instituições de pesquisa e universidades, que estarão acompanhando previsões de tempo, imagens de satélites meteorológicos e uma série de medidas realizadas por instrumentos e equipamentos instalados em diferentes instituições em Fortaleza e arredores. Um avião também será utilizado na campanha.
O Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do INPE, está na coordenação geral do projeto e responsável por duas das cinco áreas de abrangência da pesquisa, compartilhadas com pesquisadores da USP e do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/ DCTA).
O projeto conta ainda com o apoio e participação da FUNCEME, INMET, SIMEPAR, SIPAM e de uma série de universidades do país (UECE, UFPA, UEA, UFAL, UFCG, UFMS, UTFPR, UFRJ, UFSM, UFPEL, UniFOA, Escola Superior de Tecnologia). Os experimentos contarão também com a participação da NOAA (National Oceanic Atmospheric Administration), NASA e universidades dos Estados Unidos e da Europa.
Fonte: INPE
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Campanha para investigar nuvens “quentes” começará em Fortaleza
23/03/2011
Durante o mês de abril, será realizado o primeiro experimento de uma série de sete do Projeto Chuva, sob coordenação geral do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/INPE) e financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). A campanha científica, com base em Fortaleza (CE) e organizada pela Fundação Cearense de Meteorologia (FUNCEME), pretende coletar dados de nuvens “quentes”, típicas de regiões tropicais, que evoluem sem formar partículas de gelo em seu interior.
As nuvens quentes, presentes nas diferentes regiões do país, estão associadas às chuvas fortes e contínuas. Costumam provocar deslizamentos de encosta e enchentes, como as que ocorreram nos últimos anos em Santa Catarina, Rio de Janeiro, Alagoas e Pernambuco. Chuvas provocadas por nuvens quentes não são consideradas nas estimativas de precipitação dos atuais satélites em órbita, uma das principais preocupações do projeto, segundo o pesquisador do CPTEC/INPE, Luiz Augusto Machado, coordenador principal do Chuva.
Os resultados da pesquisa irão orientar às especificações do satélite brasileiro que fará parte do programa Medidas Globais de Precipitação (http://www.aeb.gov.br/mini.php?secao=gpm) - Global Precipitation Measurement (GPM) -, liderado pelas agências espaciais dos Estados Unidos (NASA) e do Japão (JAXA). As pesquisas também serão aplicadas à área de mudanças climáticas, em análises dos efeitos dos aerossóis (partículas suspensas na atmosfera que podem ser natural ou associadas à poluição) na formação de nuvens de chuva e na modelagem de alta resolução espacial.
Nesta última área, em especial, os processos físicos associados às nuvens de tempestade, que evoluem em escala de alguns quilômetros, ainda são desconhecidos e descritos com pouca precisão pelos modelos numéricos de previsão de tempo e clima. Com o aumento da resolução espacial dos modelos de previsão, devido ao maior poder computacional do novo supercomputador do INPE (batizado de Tupã), os processos que envolvem as partículas de chuva e gelo nas nuvens terão que ser descritos pelos modelos com maior detalhamento.
As sete regiões definidas para a realização das campanhas possuem diferentes regimes de chuva e padrões climáticos, representando os principais sistemas convectivos do país que apresentam a formação de nuvens quentes e de tempestades.
Curso e sistema de alerta
Uma semana antes de iniciar a campanha científica, entre os dias 28 de março e 1º de abril, será realizado o curso “Processos Físicos das Nuvens”, ministrado pelos pesquisadores do projeto e oferecido a alunos de graduação e pós-graduação. O curso está sendo organizado pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), nas dependências da FUNCEME. Os alunos participarão da campanha e irão desenvolver um projeto de pesquisa com uso dos dados obtidos durante os experimentos.
A campanha em Fortaleza contará também com um Sistema de Observações de Tempo Severo que irá utilizar um radar meteorológico de banda X com dupla polarização, de última geração, adquirido pelo projeto Chuva. A FUNCEME e a Defesa Civil de Fortaleza decidiram aproveitar a oportunidade da campanha para testar e avaliar este sistema de monitoramento.
O radar recupera informações dos processos físicos envolvidos na formação e dinâmica das nuvens como: locais com presença de gotas líquidas de água, granizo, cristais de gelo etc. O equipamento também estima a quantidade de chuva, principal ferramenta para a emissão de alertas. Os dados meteorológicos obtidos pelo radar serão acompanhados pelos profissionais de Defesa Civil que, durante a campanha, estarão observando a evolução das chuvas sobre a região metropolitana de Fortaleza, já que o sistema fornece também traçado das vias urbanas, curvas de nível, áreas de risco etc.
O sistema vem sendo desenvolvido desde 2004, com tecnologia nacional e projetado para emitir alertas de condições severas que possam causar eventos de impacto à sociedade, como enchentes e deslizamento de terras na área urbana.
A campanha de Fortaleza envolve cerca de 40 pesquisadores, especialistas e técnicos, de diversas instituições de pesquisa e universidades, que estarão acompanhando previsões de tempo, imagens de satélites meteorológicos e uma série de medidas realizadas por instrumentos e equipamentos instalados em diferentes instituições em Fortaleza e arredores. Um avião também será utilizado na campanha.
O Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do INPE, está na coordenação geral do projeto e responsável por duas das cinco áreas de abrangência da pesquisa, compartilhadas com pesquisadores da USP e do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/ DCTA).
O projeto conta ainda com o apoio e participação da FUNCEME, INMET, SIMEPAR, SIPAM e de uma série de universidades do país (UECE, UFPA, UEA, UFAL, UFCG, UFMS, UTFPR, UFRJ, UFSM, UFPEL, UniFOA, Escola Superior de Tecnologia). Os experimentos contarão também com a participação da NOAA (National Oceanic Atmospheric Administration), NASA e universidades dos Estados Unidos e da Europa.
Fonte: INPE
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sábado, 19 de março de 2011
Cooperação Brasil - EUA
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Como já era esperado, por ocasião da visita de Barack Obama ao País entre 19 e 21 de março, o Brasil e os Estados Unidos assinaram hoje (19) um Acordo-Quadro sobre Cooperação nos Usos Pacíficos do Espaço Exterior. O escopo do acordo é amplo, e inclui a) Ciência, observação e monitoramento da Terra; b) Ciência espacial; c) Sistemas de exploração; d) Operações espaciais; e e) Outras áreas relevantes de interesse mútuo.
Abaixo, reproduzimos o trecho que trata de cooperação espacial extraído do Comunicado Conjunto da Presidenta Dilma Rousseff e do Presidente Barack Obama:
"Ciência, Tecnologia, Inovação e Cooperação Espacial
Os Presidentes afirmaram que a inovação e o investimento em ciência e tecnologia, bem como o capital humano associado, são as chaves para o crescimento econômico sustentado e a competitividade. Expressaram seu apoio ao trabalho da Comissão Conjunta para Cooperação Científica e Tecnológica, e elogiaram os resultados das Cúpulas de Inovação. Estimularam o incremento da comunicação entre estas iniciativas.
A Presidenta Rousseff saudou a ênfase atribuída pela Política Espacial Norte-Americana à cooperação internacional e expressou o desejo de expandir o diálogo com os Estados Unidos, tendo em mente as diretrizes das políticas espaciais brasileiras, voltadas para a construção da capacidade tecnológica e o uso comercial da infraestrutura e tecnologia.
Nesse contexto, congratularam-se com a assinatura do novo Acordo-Quadro Bilateral para Cooperação sobre os Usos Pacíficos do Espaço Exterior, e expressaram o desejo de iniciar tratativas para um novo acordo, com vistas a proteger tecnologias de operação de lançamento.
Ademais, afirmaram o compromisso de seus países com a segurança no espaço e decidiram iniciar um diálogo nessa área. Instruíram, igualmente, as agências competentes nos dois países a discutirem o estabelecimento de um Grupo de Trabalho Brasil-Estados Unidos para observação da Terra, monitoramento ambiental, medição de precipitações, e mitigação e respostas a desastres naturais, por satélites, o qual facilitaria o diálogo e a cooperação futura nesses campos."
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Como já era esperado, por ocasião da visita de Barack Obama ao País entre 19 e 21 de março, o Brasil e os Estados Unidos assinaram hoje (19) um Acordo-Quadro sobre Cooperação nos Usos Pacíficos do Espaço Exterior. O escopo do acordo é amplo, e inclui a) Ciência, observação e monitoramento da Terra; b) Ciência espacial; c) Sistemas de exploração; d) Operações espaciais; e e) Outras áreas relevantes de interesse mútuo.
Abaixo, reproduzimos o trecho que trata de cooperação espacial extraído do Comunicado Conjunto da Presidenta Dilma Rousseff e do Presidente Barack Obama:
"Ciência, Tecnologia, Inovação e Cooperação Espacial
Os Presidentes afirmaram que a inovação e o investimento em ciência e tecnologia, bem como o capital humano associado, são as chaves para o crescimento econômico sustentado e a competitividade. Expressaram seu apoio ao trabalho da Comissão Conjunta para Cooperação Científica e Tecnológica, e elogiaram os resultados das Cúpulas de Inovação. Estimularam o incremento da comunicação entre estas iniciativas.
A Presidenta Rousseff saudou a ênfase atribuída pela Política Espacial Norte-Americana à cooperação internacional e expressou o desejo de expandir o diálogo com os Estados Unidos, tendo em mente as diretrizes das políticas espaciais brasileiras, voltadas para a construção da capacidade tecnológica e o uso comercial da infraestrutura e tecnologia.
Nesse contexto, congratularam-se com a assinatura do novo Acordo-Quadro Bilateral para Cooperação sobre os Usos Pacíficos do Espaço Exterior, e expressaram o desejo de iniciar tratativas para um novo acordo, com vistas a proteger tecnologias de operação de lançamento.
Ademais, afirmaram o compromisso de seus países com a segurança no espaço e decidiram iniciar um diálogo nessa área. Instruíram, igualmente, as agências competentes nos dois países a discutirem o estabelecimento de um Grupo de Trabalho Brasil-Estados Unidos para observação da Terra, monitoramento ambiental, medição de precipitações, e mitigação e respostas a desastres naturais, por satélites, o qual facilitaria o diálogo e a cooperação futura nesses campos."
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terça-feira, 15 de março de 2011
Cooperação Brasil - EUA
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Segundo jornal "O Globo" de hoje (15) ("Patriota diz crer em acordo na área espacial"), é grande a possibilidade de que um acordo espacial entre o Brasil e EUA seja anunciado durante a visita de Barack Obama ao país. A nota do jornal destaca que esta área já foi motivo de atritos entre os dois países, em razão do acordo de salvaguardas tecnológicas relacionado ao uso do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão.
Especula-se que a cooperação poderia envolver a construção do satélite GPM (Global Precipitation Measurement), com finalidades meteorológicas, projeto que, no entanto, já está no escopo de cooperação entre os dois países (algo mais concreto e detalhado poderia ser assinado, acreditamos). Comenta-se que a colocação do satélite em órbita seria de responsabilidade dos EUA.
Há algumas semanas, chegou ao conhecimento do blog Panorama Espacial o rumor de que haveria ainda interesse do lado norte-americano, nomeadamente do Jet Propulsion Laboratory (JPL/NASA), em desenvolver em conjunto com o Brasil um satélite de observação terrestre.
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Segundo jornal "O Globo" de hoje (15) ("Patriota diz crer em acordo na área espacial"), é grande a possibilidade de que um acordo espacial entre o Brasil e EUA seja anunciado durante a visita de Barack Obama ao país. A nota do jornal destaca que esta área já foi motivo de atritos entre os dois países, em razão do acordo de salvaguardas tecnológicas relacionado ao uso do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão.
Especula-se que a cooperação poderia envolver a construção do satélite GPM (Global Precipitation Measurement), com finalidades meteorológicas, projeto que, no entanto, já está no escopo de cooperação entre os dois países (algo mais concreto e detalhado poderia ser assinado, acreditamos). Comenta-se que a colocação do satélite em órbita seria de responsabilidade dos EUA.
Há algumas semanas, chegou ao conhecimento do blog Panorama Espacial o rumor de que haveria ainda interesse do lado norte-americano, nomeadamente do Jet Propulsion Laboratory (JPL/NASA), em desenvolver em conjunto com o Brasil um satélite de observação terrestre.
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terça-feira, 1 de março de 2011
Visita de Mercadante ao DCTA em SJC
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Ministro Mercadante visita o DCTA e fala sobre o Programa Espacial
01-03-2011
O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, visitou na segunda-feira (28) o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos (SP). Ele proferiu a palestra “Ciência, Tecnologia e Inovação: Agenda Estratégica para o País” na aula inaugural do ano letivo do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).
Também participaram da solenidade o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito; o reitor do ITA Reginaldo dos Santos, o ministro aposentado do Superior Tribunal Militar (STM), tenente-brigadeiro Sérgio Xavier Ferolla; o diretor-geral do DCTA, tenente-brigadeiro-do-Ar Ailton dos Santos Pohlmann; o comandante do Quarto Comando Aéreo Regional Major-Brigadeiro-do- Ar Paulo Roberto Pertusi; o vice-diretor do DCTA Major-Brigadeiro-do-Ar Alvani Adão da Silva; e o prefeito Municipal de São José dos Campos Eduardo Cury.
Após o evento, o ministro visitou o campus do DCTA e esteve num encontro reservado com a direção da instituição. Na pauta, o corte de verba imposto pelo governo federal para todos os ministérios. O contingenciamento de verba do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) é de cerca de R$1,7 bilhão de um orçamento previsto de R$ 7 bilhões.
A preocupação dos militares é com a possibilidade de redução de recursos para o Programa Espacial, especialmente para o projeto do Veículo Lançador de Satélites (VLS-1). A maior parte dos recursos é proveniente da pasta do ministro, por meio da Agência Espacial (AEB).
Segundo o ministro, o corte orçamentário imposto pelo governo federal a todos os ministérios não irá afetar o Programa Espacial Brasileiro. Para ele, a continuidade do projeto do VLS-1, sob a responsabilidade da Aeronáutica, e o desenvolvimento de satélites pelo Inpe são programas prioritários para Brasil. “O desenvolvimento e o lançamento de um satélite meteorológico em parceria com a Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) são prioridades”, afirmou.
Para Mercadante, esse satélite deve ser lançado e irá permitir ao Brasil melhorar as previsões de tempo. “A Nasa também enfrenta corte de recursos, mas a nossa expectativa é que esse programa, que tem também a participação de outros países como Japão e Alemanha, seja executado”, disse.
No fim do dia, o ministro inaugurou o Laboratório de Identificação, Navegação, Controle e Simulação, o primeiro em sua categoria na América do Sul, concebido para suportar as atividades de desenvolvimento de um sistema de navegação utilizado na estabilização de satélites em órbita e na orientação de um foguete no espaço.
O novo laboratório custou R$ 15 milhões financiado com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT) e está vinculado ao projeto Sistemas de Navegação Inercial para Aplicação Aeroespacial (SAI).
Administrado pela Fundação de Desenvolvimento e Pesquisa e avaliado em R$ 40 milhões, o projeto é responsável pelo desenvolvimento de uma plataforma inercial completa. O primeiro protótipo da plataforma, de acordo com o coordenador do SIA, Waldemar de Castro Leite, já está com 70% do seu desenvolvimento concluído e a previsão é que o sistema seja testado em 2012, no lançamento do foguete brasileiro VLS.
Fonte: MCT
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Ministro Mercadante visita o DCTA e fala sobre o Programa Espacial
01-03-2011
O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, visitou na segunda-feira (28) o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos (SP). Ele proferiu a palestra “Ciência, Tecnologia e Inovação: Agenda Estratégica para o País” na aula inaugural do ano letivo do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).
Também participaram da solenidade o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito; o reitor do ITA Reginaldo dos Santos, o ministro aposentado do Superior Tribunal Militar (STM), tenente-brigadeiro Sérgio Xavier Ferolla; o diretor-geral do DCTA, tenente-brigadeiro-do-Ar Ailton dos Santos Pohlmann; o comandante do Quarto Comando Aéreo Regional Major-Brigadeiro-do- Ar Paulo Roberto Pertusi; o vice-diretor do DCTA Major-Brigadeiro-do-Ar Alvani Adão da Silva; e o prefeito Municipal de São José dos Campos Eduardo Cury.
Após o evento, o ministro visitou o campus do DCTA e esteve num encontro reservado com a direção da instituição. Na pauta, o corte de verba imposto pelo governo federal para todos os ministérios. O contingenciamento de verba do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) é de cerca de R$1,7 bilhão de um orçamento previsto de R$ 7 bilhões.
A preocupação dos militares é com a possibilidade de redução de recursos para o Programa Espacial, especialmente para o projeto do Veículo Lançador de Satélites (VLS-1). A maior parte dos recursos é proveniente da pasta do ministro, por meio da Agência Espacial (AEB).
Segundo o ministro, o corte orçamentário imposto pelo governo federal a todos os ministérios não irá afetar o Programa Espacial Brasileiro. Para ele, a continuidade do projeto do VLS-1, sob a responsabilidade da Aeronáutica, e o desenvolvimento de satélites pelo Inpe são programas prioritários para Brasil. “O desenvolvimento e o lançamento de um satélite meteorológico em parceria com a Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) são prioridades”, afirmou.
Para Mercadante, esse satélite deve ser lançado e irá permitir ao Brasil melhorar as previsões de tempo. “A Nasa também enfrenta corte de recursos, mas a nossa expectativa é que esse programa, que tem também a participação de outros países como Japão e Alemanha, seja executado”, disse.
No fim do dia, o ministro inaugurou o Laboratório de Identificação, Navegação, Controle e Simulação, o primeiro em sua categoria na América do Sul, concebido para suportar as atividades de desenvolvimento de um sistema de navegação utilizado na estabilização de satélites em órbita e na orientação de um foguete no espaço.
O novo laboratório custou R$ 15 milhões financiado com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT) e está vinculado ao projeto Sistemas de Navegação Inercial para Aplicação Aeroespacial (SAI).
Administrado pela Fundação de Desenvolvimento e Pesquisa e avaliado em R$ 40 milhões, o projeto é responsável pelo desenvolvimento de uma plataforma inercial completa. O primeiro protótipo da plataforma, de acordo com o coordenador do SIA, Waldemar de Castro Leite, já está com 70% do seu desenvolvimento concluído e a previsão é que o sistema seja testado em 2012, no lançamento do foguete brasileiro VLS.
Fonte: MCT
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Os cortes no orçamento e o Programa Espacial
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Reproduzimos abaixo trecho da matéria "Pastas não sabem que despesas serão cortadas", publicada na edição de hoje (1º de março) do jornal "Valor Econômico", que trata sobre os cortes do orçamento do Ministério da Ciência e Tecnologia. O ministro da pasta, Aloizio Mercadante, afirma que projetos estratégicos, como o Programa Espacial Brasileiro serão preservados. O projeto do satélite meteorológico GPM é também mencionado como uma das prioridades.
"O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, disse ontem, em São José dos Campos (SP), que espera reduzir os cortes necessários na área de recursos não reembolsáveis com a ampliação dos créditos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) em R$ 1,9 bilhão.
"O ajuste fiscal é necessário e o ministério vai participar, mas nós queremos priorizar o que é estratégico. O satélite meteorológico que estamos desenvolvendo com a Nasa, por exemplo, é prioridade número um para o ministério", afirmou. No total, segundo o ministro, serão contingenciados R$ 610 milhões, que o Congresso já tinha cortado dos fundos setoriais, e outros R$ 353,6 milhões de verbas para custeio, além de deixar de receber R$ 710 milhões em emendas parlamentares.
Os projetos considerados estratégicos, como o programa espacial brasileiro, segundo ele, serão preservados. "Estamos concluindo as reformas na Base de Alcântara, que ficará pronta ainda este ano e os investimentos no projeto do Veículo Lançador de Satélites (VLS) também serão mantidos", afirmou Mercadante.
O investimento previsto no desenvolvimento do satélite GPM (sigla em inglês para Medida de Precipitação Global) com a Nasa, é da ordem de US$ 70 milhões. Segundo Mercadante, o governo brasileiro está pedindo à Nasa para antecipar em um ano o lançamento do satélite brasileiro, previsto inicialmente para 2015, para apoiar o Sistema Nacional de Prevenção e Alerta de Desastres Naturais.
"O grande problema com esse satélite é saber se a Nasa manterá o programa, uma vez que houve corte de US$ 18 bilhões no orçamento da agência e nós não sabemos até que ponto isso vai afetar o projeto", disse o ministro."
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Reproduzimos abaixo trecho da matéria "Pastas não sabem que despesas serão cortadas", publicada na edição de hoje (1º de março) do jornal "Valor Econômico", que trata sobre os cortes do orçamento do Ministério da Ciência e Tecnologia. O ministro da pasta, Aloizio Mercadante, afirma que projetos estratégicos, como o Programa Espacial Brasileiro serão preservados. O projeto do satélite meteorológico GPM é também mencionado como uma das prioridades.
"O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, disse ontem, em São José dos Campos (SP), que espera reduzir os cortes necessários na área de recursos não reembolsáveis com a ampliação dos créditos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) em R$ 1,9 bilhão.
"O ajuste fiscal é necessário e o ministério vai participar, mas nós queremos priorizar o que é estratégico. O satélite meteorológico que estamos desenvolvendo com a Nasa, por exemplo, é prioridade número um para o ministério", afirmou. No total, segundo o ministro, serão contingenciados R$ 610 milhões, que o Congresso já tinha cortado dos fundos setoriais, e outros R$ 353,6 milhões de verbas para custeio, além de deixar de receber R$ 710 milhões em emendas parlamentares.
Os projetos considerados estratégicos, como o programa espacial brasileiro, segundo ele, serão preservados. "Estamos concluindo as reformas na Base de Alcântara, que ficará pronta ainda este ano e os investimentos no projeto do Veículo Lançador de Satélites (VLS) também serão mantidos", afirmou Mercadante.
O investimento previsto no desenvolvimento do satélite GPM (sigla em inglês para Medida de Precipitação Global) com a Nasa, é da ordem de US$ 70 milhões. Segundo Mercadante, o governo brasileiro está pedindo à Nasa para antecipar em um ano o lançamento do satélite brasileiro, previsto inicialmente para 2015, para apoiar o Sistema Nacional de Prevenção e Alerta de Desastres Naturais.
"O grande problema com esse satélite é saber se a Nasa manterá o programa, uma vez que houve corte de US$ 18 bilhões no orçamento da agência e nós não sabemos até que ponto isso vai afetar o projeto", disse o ministro."
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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Matéria no "O Globo": ACS divulga nota
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Sobre a matéria "Governo federal dá aval para construção de satélite de monitoramento das chuvas", publicada pelo jornal "O Globo" ontem (10) e reproduzida pelo blog na postagem "Avanços no Programa GPM", a binacional Alcântara Cyclone Space divulgou a seguinte nota de esclarecimento:
"Nota de esclarecimento - Reportagem de "O Globo"
O Diretor-geral da Alcântara Cyclone Space, parte brasileira, Roberto Amaral, manifestou sua estupefação diante de declaração publicada no O GLOBO de hoje (p.15), na qual se lê que "O diretor do Inpe descarta o uso dos ucranianos Cyclone 4, a partir da base de Alcântara (MA)" (para o lançamento do GPM, o novo satélite brasileiro para previsão de temporais). Segundo o diretor do INPE, "não há garantia de que o projeto tocado pela binacional Alcântara Cyclone Space (sítio de lançamento de Alcântara) esteja operacional a tempo". Ora, a fabricação do GPM está programada para 2015 (admitamos que não ocorram adiamentos) e o lançamento de qualificação do Cyclone a partir de Alcântara está marcado para o primeiro semestre de 2012. Em que se baseia o raciocínio do diretor do INPE? Simples desinformação?"
Comentário do blog: o satélite GPM deve ser baseado na Plataforma Multimissão (PMM), uma plataforma genérica para satélites na classe de 500 kg. A capacidade em órbita baixa do Cyclone 4 é cerca de 10 vezes superior à massa da PMM. Assim, para se justificar financeiramente o voo a bordo do Cyclone 4, o lançador deveria levar outras cargas úteis, numa missão com múltiplos satélites.
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Sobre a matéria "Governo federal dá aval para construção de satélite de monitoramento das chuvas", publicada pelo jornal "O Globo" ontem (10) e reproduzida pelo blog na postagem "Avanços no Programa GPM", a binacional Alcântara Cyclone Space divulgou a seguinte nota de esclarecimento:
"Nota de esclarecimento - Reportagem de "O Globo"
O Diretor-geral da Alcântara Cyclone Space, parte brasileira, Roberto Amaral, manifestou sua estupefação diante de declaração publicada no O GLOBO de hoje (p.15), na qual se lê que "O diretor do Inpe descarta o uso dos ucranianos Cyclone 4, a partir da base de Alcântara (MA)" (para o lançamento do GPM, o novo satélite brasileiro para previsão de temporais). Segundo o diretor do INPE, "não há garantia de que o projeto tocado pela binacional Alcântara Cyclone Space (sítio de lançamento de Alcântara) esteja operacional a tempo". Ora, a fabricação do GPM está programada para 2015 (admitamos que não ocorram adiamentos) e o lançamento de qualificação do Cyclone a partir de Alcântara está marcado para o primeiro semestre de 2012. Em que se baseia o raciocínio do diretor do INPE? Simples desinformação?"
Comentário do blog: o satélite GPM deve ser baseado na Plataforma Multimissão (PMM), uma plataforma genérica para satélites na classe de 500 kg. A capacidade em órbita baixa do Cyclone 4 é cerca de 10 vezes superior à massa da PMM. Assim, para se justificar financeiramente o voo a bordo do Cyclone 4, o lançador deveria levar outras cargas úteis, numa missão com múltiplos satélites.
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Avanços no Programa GPM
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Governo federal dá aval para construção de satélite de monitoramento das chuvas
10/02/2011
Roberto Maltchik
BRASÍLIA - A tragédia na Região Serrana levou o Ministério da Ciência e Tecnologia a dar carta branca ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) para investir na construção de um satélite de monitoramento de precipitações. O GPM (sigla, em inglês, para Medida de Precipitação Global) será construído em parceria com os Estados Unidos e vai custar aos cofres públicos o equivalente a US$ 70 milhões, ao longo dos próximos quatro anos. A ideia da Nasa é fazer o lançamento do GPM em 2015.
— Já há uma decisão no âmbito do ministério e da Agência Espacial Brasileira. O (Aloizio) Mercadante já foi consultado e está de acordo. Estamos bastante tranquilos em relação ao apoio do governo brasileiro — afirmou o diretor do Inpe, Gilberto Câmara.
No projeto, os EUA entram com os sensores e o Brasil com o suporte energético e de telecomunicações para o satélite. O principal obstáculo, neste momento, é a licitação para a escolha do foguete lançador. O diretor do Inpe descarta o uso dos ucranianos Cyclone 4, a partir da base de Alcântara (MA). Segundo ele, não há garantia de que o projeto, tocado pela binacional Alcântara Cyclone Space, esteja operacional em tempo hábil.
O secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento, Carlos Nobre, explica que o GPM coroa o sistema de prevenção com o mecanismo mais preciso que existe para monitorar a característica de uma chuva, especialmente a temperatura e a densidade do interior das nuvens.
O sistema que hoje fornece informações ao Brasil — cujo domínio não é brasileiro — não dispõe dos sensores do GPM para inferir a dimensão de uma tempestade. O Brasil também não tem garantias de que receberá informações em tempo adequado. Essa velocidade faz a diferença para emitir um alerta preciso.
— Ele olha processos físicos que o sistema atual é incapaz de observar. Informações como se há gelo ou água líquida no interior das nuvens. O GPM será muito bem-vindo — afirma Nobre.
O chamado GPM Brasil integra uma família de satélites de chamada órbita baixa que devem monitorar as precipitações em todo o planeta. Os Estados Unidos e o Japão estão construindo a "nave mãe", equipamento de tecnologia altamente avançada, capaz emitir microondas e captar as informações da atmosfera. No dia 26 de abril, os patrocinadores do projeto se reúnem em Fortaleza para analisar o cronograma. No encontro, de acordo com o pesquisador do Centro de Previsão do Tempo do Inpe, Luiz Augusto Machado, também será decidido se os não patrocinadores receberão informações ao mesmo tempo que Brasil, Estados Unidos e Japão.
— No caso do Rio, se o GPM tivesse passado (na órbita equatorial), nós teríamos a possibilidade de saber o que estava acontecendo. Ter parte do projeto é a única garantia de que o Brasil vai receber as informações no tempo adequado — afirma Machado.
Fonte: O Globo, 10/02/2011
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Governo federal dá aval para construção de satélite de monitoramento das chuvas
10/02/2011
Roberto Maltchik
BRASÍLIA - A tragédia na Região Serrana levou o Ministério da Ciência e Tecnologia a dar carta branca ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) para investir na construção de um satélite de monitoramento de precipitações. O GPM (sigla, em inglês, para Medida de Precipitação Global) será construído em parceria com os Estados Unidos e vai custar aos cofres públicos o equivalente a US$ 70 milhões, ao longo dos próximos quatro anos. A ideia da Nasa é fazer o lançamento do GPM em 2015.
— Já há uma decisão no âmbito do ministério e da Agência Espacial Brasileira. O (Aloizio) Mercadante já foi consultado e está de acordo. Estamos bastante tranquilos em relação ao apoio do governo brasileiro — afirmou o diretor do Inpe, Gilberto Câmara.
No projeto, os EUA entram com os sensores e o Brasil com o suporte energético e de telecomunicações para o satélite. O principal obstáculo, neste momento, é a licitação para a escolha do foguete lançador. O diretor do Inpe descarta o uso dos ucranianos Cyclone 4, a partir da base de Alcântara (MA). Segundo ele, não há garantia de que o projeto, tocado pela binacional Alcântara Cyclone Space, esteja operacional em tempo hábil.
O secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento, Carlos Nobre, explica que o GPM coroa o sistema de prevenção com o mecanismo mais preciso que existe para monitorar a característica de uma chuva, especialmente a temperatura e a densidade do interior das nuvens.
O sistema que hoje fornece informações ao Brasil — cujo domínio não é brasileiro — não dispõe dos sensores do GPM para inferir a dimensão de uma tempestade. O Brasil também não tem garantias de que receberá informações em tempo adequado. Essa velocidade faz a diferença para emitir um alerta preciso.
— Ele olha processos físicos que o sistema atual é incapaz de observar. Informações como se há gelo ou água líquida no interior das nuvens. O GPM será muito bem-vindo — afirma Nobre.
O chamado GPM Brasil integra uma família de satélites de chamada órbita baixa que devem monitorar as precipitações em todo o planeta. Os Estados Unidos e o Japão estão construindo a "nave mãe", equipamento de tecnologia altamente avançada, capaz emitir microondas e captar as informações da atmosfera. No dia 26 de abril, os patrocinadores do projeto se reúnem em Fortaleza para analisar o cronograma. No encontro, de acordo com o pesquisador do Centro de Previsão do Tempo do Inpe, Luiz Augusto Machado, também será decidido se os não patrocinadores receberão informações ao mesmo tempo que Brasil, Estados Unidos e Japão.
— No caso do Rio, se o GPM tivesse passado (na órbita equatorial), nós teríamos a possibilidade de saber o que estava acontecendo. Ter parte do projeto é a única garantia de que o Brasil vai receber as informações no tempo adequado — afirma Machado.
Fonte: O Globo, 10/02/2011
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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Pesquisa do INPE sobre meteorologia
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Pesquisa irá investigar processos que formam as nuvens quentes
06/01/2011
Os processos físicos relacionados à evolução de nuvens de tempestade são ainda desconhecidos e ainda poucos descritos com precisão pelos modelos numéricos de previsão de tempo e clima. Com a melhor capacidade de processamento do novo supercomputador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que irá rodar modelos de maior resolução espacial, o desenvolvimento de algoritmos para tais processos meteorológicos, que evoluem em escalas de alguns quilômetros, passam a ser de interesse às previsões de tempo e clima e às pesquisas em mudanças climáticas.
O projeto temático Chuva, aprovado recentemente pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), irá se concentrar nos diferentes processos que ocorrem no interior de nuvens quentes. Estas nuvens, típicas de regiões tropicais, principalmente em regiões costeiras, e nas quais não se observam partículas de gelo, estão associadas às fortes chuvas que caracterizam eventos meteorológicos extremos. Elas foram responsáveis, por exemplo, pelas chuvas contínuas que provocaram enchentes, em anos anteriores, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, e em 2010 no Rio de Janeiro e nos estados de Alagoas e Pernambuco.
As chuvas provocadas por essas nuvens não são consideradas nas estimativas de precipitação dos atuais satélites em órbita, uma das principais preocupações do projeto de acordo com Luiz Augusto Machado, pesquisador do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do INPE e coordenador principal do Chuva. As contribuições nesta área serão incorporadas ao satélite brasileiro, a ser lançado em 2015, como parte da constelação de satélites do programa GPM (Global Precipitation Measurement), liderado pelas agências espaciais dos Estados Unidos (NASA) e do Japão (JAXA).
Os resultados da pesquisa deverão ser aplicados também à área de mudanças climáticas, em análises dos efeitos dos aerossóis (partículas de queimadas) na formação de nuvens de chuva e na modelagem de alta resolução espacial que deverá detalhar melhor estes processos.
Cinco grupos de trabalho criados dentro do projeto irão atuar de forma interativa a partir das seguintes áreas de pesquisa: 1. Características e ciclo de vida de sistemas de precipitação por região; 2. Estimativa de Precipitação – desenvolvimento e algoritmo de validação; 3. Processos de eletrificação: das nuvens às tempestades; 4. Características das camadas limites para diferentes processos de evolução das nuvens e de regimes de precipitação; e 5. Modelo de aprimoramento e validação, com ênfase na microfísica de nuvens e interações de aerossol, para estimativas de precipitação por satélite no Brasil.
Sete regiões com diferentes regimes de chuva e padrões climáticos foram escolhidas para a realização das campanhas científicas que contarão com a participação da NOAA, NASA, universidades dos Estados Unidos e européias. Neste ano, três experimentos estão programados: o primeiro, em Fortaleza (CE), no mês de abril; depois, em Belém (PA), em junho; e, por último, em São Luiz do Paraitinga (SP), no final do ano. Para as medidas, serão utilizados radar polarimétrico, lidar, radiômetro de microonda, disdrômetros, radiossondas, entre outros instrumentos.
Experimento em Alcântara
O programa internacional Global Precipitation Measurement (GPM) ou Medidas Globais de Precipitação, liderado pela Nasa e Jaxa, que inspirou o projeto Chuva, também vem estimulando outras iniciativas científicas. Durante o mês de março do ano passado foi realizada a campanha "GPM 2010 Chuva", que utilizou o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, como base para a realização dos experimentos. O objetivo foi estudar a formação das gotas de chuva de nuvens quentes e aperfeiçoar modelos de previsão de tempo e a estimativa da precipitação a partir de dados de satélites meteorológicos.
Desde 2004, a Agência Espacial Brasileira (AEB) vem apoiando iniciativas que ampliam a participação brasileira neste programa que busca compreender o papel das chuvas em nível global. Mais informações sobre o GPM Brasil podem ser conferidas no link: http://www.aeb.gov.br/mini.php?secao=gpm
Fonte: INPE
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Pesquisa irá investigar processos que formam as nuvens quentes
06/01/2011
Os processos físicos relacionados à evolução de nuvens de tempestade são ainda desconhecidos e ainda poucos descritos com precisão pelos modelos numéricos de previsão de tempo e clima. Com a melhor capacidade de processamento do novo supercomputador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que irá rodar modelos de maior resolução espacial, o desenvolvimento de algoritmos para tais processos meteorológicos, que evoluem em escalas de alguns quilômetros, passam a ser de interesse às previsões de tempo e clima e às pesquisas em mudanças climáticas.
O projeto temático Chuva, aprovado recentemente pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), irá se concentrar nos diferentes processos que ocorrem no interior de nuvens quentes. Estas nuvens, típicas de regiões tropicais, principalmente em regiões costeiras, e nas quais não se observam partículas de gelo, estão associadas às fortes chuvas que caracterizam eventos meteorológicos extremos. Elas foram responsáveis, por exemplo, pelas chuvas contínuas que provocaram enchentes, em anos anteriores, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, e em 2010 no Rio de Janeiro e nos estados de Alagoas e Pernambuco.
As chuvas provocadas por essas nuvens não são consideradas nas estimativas de precipitação dos atuais satélites em órbita, uma das principais preocupações do projeto de acordo com Luiz Augusto Machado, pesquisador do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do INPE e coordenador principal do Chuva. As contribuições nesta área serão incorporadas ao satélite brasileiro, a ser lançado em 2015, como parte da constelação de satélites do programa GPM (Global Precipitation Measurement), liderado pelas agências espaciais dos Estados Unidos (NASA) e do Japão (JAXA).
Os resultados da pesquisa deverão ser aplicados também à área de mudanças climáticas, em análises dos efeitos dos aerossóis (partículas de queimadas) na formação de nuvens de chuva e na modelagem de alta resolução espacial que deverá detalhar melhor estes processos.
Cinco grupos de trabalho criados dentro do projeto irão atuar de forma interativa a partir das seguintes áreas de pesquisa: 1. Características e ciclo de vida de sistemas de precipitação por região; 2. Estimativa de Precipitação – desenvolvimento e algoritmo de validação; 3. Processos de eletrificação: das nuvens às tempestades; 4. Características das camadas limites para diferentes processos de evolução das nuvens e de regimes de precipitação; e 5. Modelo de aprimoramento e validação, com ênfase na microfísica de nuvens e interações de aerossol, para estimativas de precipitação por satélite no Brasil.
Sete regiões com diferentes regimes de chuva e padrões climáticos foram escolhidas para a realização das campanhas científicas que contarão com a participação da NOAA, NASA, universidades dos Estados Unidos e européias. Neste ano, três experimentos estão programados: o primeiro, em Fortaleza (CE), no mês de abril; depois, em Belém (PA), em junho; e, por último, em São Luiz do Paraitinga (SP), no final do ano. Para as medidas, serão utilizados radar polarimétrico, lidar, radiômetro de microonda, disdrômetros, radiossondas, entre outros instrumentos.
Experimento em Alcântara
O programa internacional Global Precipitation Measurement (GPM) ou Medidas Globais de Precipitação, liderado pela Nasa e Jaxa, que inspirou o projeto Chuva, também vem estimulando outras iniciativas científicas. Durante o mês de março do ano passado foi realizada a campanha "GPM 2010 Chuva", que utilizou o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, como base para a realização dos experimentos. O objetivo foi estudar a formação das gotas de chuva de nuvens quentes e aperfeiçoar modelos de previsão de tempo e a estimativa da precipitação a partir de dados de satélites meteorológicos.
Desde 2004, a Agência Espacial Brasileira (AEB) vem apoiando iniciativas que ampliam a participação brasileira neste programa que busca compreender o papel das chuvas em nível global. Mais informações sobre o GPM Brasil podem ser conferidas no link: http://www.aeb.gov.br/mini.php?secao=gpm
Fonte: INPE
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quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Notícia sobre o Programa GPM
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Brasil se prepara para integrar uma constelação de satélites que vai monitorar as chuvas na Terra
14/10/2010
Cesar Baima
RIO - O Programa Internacional de Medidas de Precipitação (Global Precipitation Measurement, GPM) vai aprimorar programas em curso, produzindo estimativas de chuva a cada 3 horas. Para tanto, já está em negociação com a Nasa, a agência espacial dos EUA, e a CNES, a agência espacial francesa, a inclusão de instrumentos das duas instituições em um satélite nacional, batizado GPM-Brasil, que deverá ser lançado até 2015, conta Gilberto Câmara, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
- Há um problema sério na previsão do tempo, principalmente em relação a chuvas intensas, que em zonas urbanas podem provocar desastres - diz Câmara. - Com as mudanças climáticas, aumentarão as chuvas de maior intensidade e o Brasil é um país que poderá sofrer muito. Então, para nós é importante ter formas de medir isso, o que poderá levar a uma redução no número de mortes decorrentes de tempestades. Será um projeto de uso direto da sociedade, e não só científico.
Segundo o diretor do Inpe, o GPM-Brasil deverá usar a mesma plataforma do Amazônia 1, satélite de monitoramento de recursos terrestres que deve ser lançado em 2013. Seu desenvolvimento, previsto no Plano Nacional de Atividades Espaciais, tem recursos do Orçamento da União.
- O ponto de vista do espaço é único, permite uma cobertura com alta precisão - reforça Michael Freilich, diretor de Ciências da Terra da Nasa.
Mas, antes mesmo do Amazônia 1, em novembro do ano que vem o Brasil deverá lançar o CBERS-3, sigla em inglês para Satélites Sino-Brasileiros de Recursos Terrestres. No início deste ano, o CBERS-2B, lançado em 2007, apresentou problemas e suas operações foram encerradas antes do previsto. Mas, graças à cooperação internacional, o país não enfrenta prejuízos nos principais dados que eram monitorados por ele - queimadas, desmatamento e mudanças no uso da terra.
Fonte: Jornal O Globo.
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Brasil se prepara para integrar uma constelação de satélites que vai monitorar as chuvas na Terra
14/10/2010
Cesar Baima
RIO - O Programa Internacional de Medidas de Precipitação (Global Precipitation Measurement, GPM) vai aprimorar programas em curso, produzindo estimativas de chuva a cada 3 horas. Para tanto, já está em negociação com a Nasa, a agência espacial dos EUA, e a CNES, a agência espacial francesa, a inclusão de instrumentos das duas instituições em um satélite nacional, batizado GPM-Brasil, que deverá ser lançado até 2015, conta Gilberto Câmara, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
- Há um problema sério na previsão do tempo, principalmente em relação a chuvas intensas, que em zonas urbanas podem provocar desastres - diz Câmara. - Com as mudanças climáticas, aumentarão as chuvas de maior intensidade e o Brasil é um país que poderá sofrer muito. Então, para nós é importante ter formas de medir isso, o que poderá levar a uma redução no número de mortes decorrentes de tempestades. Será um projeto de uso direto da sociedade, e não só científico.
Segundo o diretor do Inpe, o GPM-Brasil deverá usar a mesma plataforma do Amazônia 1, satélite de monitoramento de recursos terrestres que deve ser lançado em 2013. Seu desenvolvimento, previsto no Plano Nacional de Atividades Espaciais, tem recursos do Orçamento da União.
- O ponto de vista do espaço é único, permite uma cobertura com alta precisão - reforça Michael Freilich, diretor de Ciências da Terra da Nasa.
Mas, antes mesmo do Amazônia 1, em novembro do ano que vem o Brasil deverá lançar o CBERS-3, sigla em inglês para Satélites Sino-Brasileiros de Recursos Terrestres. No início deste ano, o CBERS-2B, lançado em 2007, apresentou problemas e suas operações foram encerradas antes do previsto. Mas, graças à cooperação internacional, o país não enfrenta prejuízos nos principais dados que eram monitorados por ele - queimadas, desmatamento e mudanças no uso da terra.
Fonte: Jornal O Globo.
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terça-feira, 24 de agosto de 2010
Cooperação Brasil - França: satélite GPM
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INPE discute desenvolvimento de satélite inovador com a França
24/08/2010
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) recebe, nos dias 25 e 26 de agosto, uma equipe do CNES, o Centro Nacional de Estudos Espaciais da França, para concluir a primeira fase de desenvolvimento de um satélite inovador de meteorologia, que será usado na medição de chuvas e na coleta de dados sobre mudanças climáticas.
A proposta vislumbra a fabricação de um satélite franco-brasileiro para orbitar em regiões tropicais do planeta, como a Amazônia, permitindo o monitoramento mais freqüente e eficaz de precipitação sobre a floresta e fornecendo novos dados sobre o comportamento do clima.
“As reuniões desta semana com o CNES são de extrema importância e podem ser um passo importante na concretização desta iniciativa do INPE, de desenvolver um satélite que terá, sem dúvida, um papel crucial no acompanhamento do clima”, afirma Marco Antônio Chamon, coordenador de Gestão Tecnológica do INPE.
Com lançamento previsto para 2016, o satélite em questão terá como base a PMM, plataforma multimissão desenvolvida pelo INPE, e levará um radiômetro - responsável pela mediação de chuvas - a ser desenvolvido em conjunto pelos dois países. A proposta é fabricar um instrumento baseado no radiômetro francês Madras, com características mais avançadas, permitindo obter informações ainda não disponibilizadas pelos satélites atuais.
As discussões bilaterais para esta missão tiveram início em outubro do ano passado e devem culminar em um acordo após a aprovação, pelos órgãos governamentais competentes, de um relatório a ser divulgado em outubro de 2010.
No Brasil, este relatório deverá ser avaliado pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e, na França, dependerá da aprovação de um comitê de avaliação de projetos do CNES.
Este acordo, que beneficiará toda a comunidade científica, será importante para ambos os países, tanto em termos de avanços tecnológicos quanto de desenvolvimento industrial.
As quatro etapas desta cooperação - projeto, fabricação, lançamento e operação -, assim como os custos da missão, devem ser divididos de forma igualitária, em proposta que está em discussão pelos dois países. A fabricação poderá ser compartilhada por empresas brasileiras e francesas, com uma parte do satélite sendo desenvolvida no Brasil e outra na França.
A proposta inicial é que a fase de integração e testes do satélite seja realizada no INPE, que neste caso absorveria os custos relativos a esta etapa do desenvolvimento.
O acordo no setor espacial proposto por INPE e CNES visa ainda reforçar os laços de cooperação internacional já existentes entre os dois países.
Fonte: INPE
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quinta-feira, 15 de julho de 2010
Atividades do INPE em 2009 - Parte I
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O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) disponibilizou em seu website o relatório de gestão de suas atividades referente ao exercício de 2009. O documento, bem detalhado, é uma importante fonte de informações, pois apresenta vários dados sobre os avanços e o status das atividades desenvolvidas pelo Instituto no ano passado. Para acessá-lo na íntegra, em PDF, clique aqui.
A seguir, o blog apresenta, em duas partes, descrição extraída do relatório sobre o que ocorreu em 2009 nos projetos de responsabilidade do INPE relacionados ao Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE):
Desenvolvimento do satélite Amazônia-1 (sensoriamento remoto ótico)
"Na realização desta ação em 2009 destacam-se: i) desenvolvimento e testes dos modelos de qualificação da eletrônica de potência do satélite; ii) testes de qualificação funcional dos propulsores; iii) testes do modelo de engenharia dos equipamentos de transmissão de dados do satélite; iv) preparação do gerador solar para os testes de qualificação; v) realização da revisão do projeto preliminar do computador de controle de órbita e atitude do satélite; vi) definição da configuração mecânica e iniciado o anteprojeto da estrutura da carga útil; vii) realização da revisão do projeto preliminar da câmera imageadora (AWFI) que será embarcada no satélite e; vii) a conclusão da análise das necessidades de compatibilização entre os segmentos espacial e solo da missão. Dentro do escopo do desenvolvimento do subsistema de controle de atitude do satélite, foi realizado o treinamento de técnicos brasileiros no projeto de sistemas para controle de atitude em 3 eixos, na empresa INVAP (Argentina). Esta tecnologia considerada crítica para a capacitação do Brasil na área espacial, será utilizada em outros satélites que utilizarão a PMM. O satélite Amazônia 1 tem lançamento previsto para o final de 2012."
Desenvolvimento do satélite Lattes (científico)
"Os recursos provenientes desta ação foram utilizados primordialmente para o desenvolvimento da Plataforma Multimissão (PMM), a qual uma de suas cópias será utilizada como módulo de serviço do satélite Lattes. Das duas missões que o satélite realizará, uma está com seus equipamentos definidos, sendo inclusive realizadas em 2009 as revisões preliminares de projeto de duas cargas úteis da missão Equars. Entretanto duas das cargas úteis da missão Mirax tiveram seu desenvolvimento comprometido devido à incerteza no fornecimento das mesmas pelos parceiros internacionais do INPE neste projeto. A definição das cargas úteis da missão Mirax será o principal desafio do projeto Lattes no ano de 2010. O satélite Lattes tem previsão de lançamento em 2013."
Desenvolvimento do MAPSAR (satélite de sensoriamento remoto radar)
"O MAPSAR é mais um satélite que usará uma PMM como módulo de serviço, e os recursos da Ação em 2009 serviram basicamente para custear os custos de seu desenvolvimento. Neste ano foi também realizado um estudo sobre a adequação da carga útil do satélite (Radar) com seu módulo de serviço (PMM), cujo relatório será disponibilizado no início de 2010. Os resultados deste estudo servirão de base para a definição do andamento do projeto, que hoje é feito em conjunto com a agência espacial alemã (DLR). O satélite MAPSAR tem previsão de lançamento ao espaço em 2014."
Nota do blog: a probabilidade de que o MAPSAR (satélite radar desenvolvido em parceria com a Alemanha) seja de fato concretizado é muito baixa, uma vez que existem indicativos claros de que a DLR não avançará com a missão (vejam a postagem "Atualização sobre o MAPSAR", do início de julho de 2010). O INPE, aliás, está em busca de outros parceiros internacionais para o desenvolvimento de um satélite de observação terrestre com sensor radar, uma das grandes carências locais em termos de sensoriamento remoto.
Desenvolvimento do GPM-Br (satélite de medidas de precipitação)
"O satélite GPM-Br utilizará uma PMM como módulo de serviço e a Ação em 2009 cobriu parte dos custos de desenvolvimento da Plataforma. Foi iniciado também, em conjunto com a agência espacial francesa (CNES), um estudo sobre a viabilidade de embarcar cargas úteis francesas no satélite. Esta opção pode ser utilizada no caso de não se concretizar o embarque do sensor desenvolvido pela NASA. O lançamento do satélite GPM-Br está previsto para 2016."
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