sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Programa Espacial Brasileiro na TV Brasil

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Programa Espacial Brasileiro

Participam o presidente da Agência Espacial Brasileira e representante do Inpe

Publicado em 08/09/2011 - 15h49 • Atualizado em 08/09/2011 - 15h49

O Brasilianas.org de segunda-feira (12), às 22h30, terá como tema o Programa Espacial Brasileiro. O programa é comandado pela Agência Espacial Brasileira, que tem a função de coordenar e repassar verbas para os braços civil do programa, representado pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), dedicado ao desenvolvimento de satélites e subordinado ao Ministério da Ciência e Tecnologia; e o militar, representando pelo IAE (Instituto de Aeronáutica e Espaço), ligado ao DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), que desenvolve lançadores e foguetes e é subordinado ao Ministério da Defesa.

O Projeto Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) está sendo revisado novamente – quatro documentos foram escritos desde a primeira edição, em 1996. Uma das principais ideias é a fusão da Agência Espacial Brasileira com o Inpe, defendida por Marco Antônio Raupp, presidente da Agência.

O programa tem um orçamento de R$ 332 milhões de reais, pouco comparado com o de outros Brics, como a Índia, que investiu US$ 1 bilhão em 2009. A necessidade seria de, ao menos, R$ 500 milhões somente para o programa do Inpe. Apesar da falta de recursos, o Brasil tem uma das bases de lançamento (Centro de Lançamento de Alcântara) mais bem localizadas do planeta. Próxima à linha do Equador, os lançamentos realizados lá podem economizar até 30% de combustível.

O Brasilianas.org quer debater as dificuldades do Programa, como as indefinições orçamentárias e a falta de pessoal capacitado, a revisão do Projeto Nacional de Atividades Espaciais, além das parceiras com outros países e a participação do setor privado.

Para discutir o assunto, Luís Nassif recebe, nos estúdios da TV Brasil, Marco Antônio Raupp, presidente da Agência Espacial Brasileira; e Petrônio Noronha de Souza, chefe do Laboratório de Integração e Testes do Inpe.

Fonte: TV Brasil
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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Ensaios do propulsor líquido L5 no IAE/DCTA

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RETOMADOS OS ENSAIOS DO MOTOR L5

Campo Montenegro, 06/09/2011

Desde o início de agosto, a equipe do Laboratório de Propulsão Líquida (LPL), da Divisão de Propulsão Espacial (APE), do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA) vem realizando novamente os ensaios a quente do Motor L5, motor foguete a propelente líquido, com 5 kN de empuxo (vácuo), que funciona com oxigênio líquido e etanol.

Os ensaios de qualificação do Motor L5 haviam sido interrompidos em 2005, quando o 1º cabeçote de injeção já havia sido testado em mais de 50 tiros, tendo totalizado aproximadamente 400 segundos de queima.

Atualmente, está sendo testado um 2º cabeçote de injeção, idêntico ao anterior, possuindo 60 injetores do tipo centrífugo bipropelente, além dos 72 orifícios para refrigeração das paredes da câmara de combustão. Até o momento, esse cabeçote já foi testado por mais de 120 segundos com sucesso.

No dia 31 de agosto, foi realizado um ensaio de queima do motor para os oficiais generais do DCTA, evento que contou com a presença do Exmo Sr. Diretor-Geral do DCTA, Ten. Brig. Ar Pohlmann, Maj. Brig. Ar Alvani, Brig. Ar Wander, Brig. Eng Kasemodel e do Diretor do IAE, Brig. Eng. Pantoja. Nesta oportunidade, o Cel. Santana Jr. (Chefe da SESP), e os tecnologistas Daniel e Afonso (Chefe da APE) apresesentaram os projetos e atividades em andamento na APE, tais como o próprio Motor L5; o Motor L75, com 75 kN de empuxo, e que usa como propelentes o querosene e oxigênio líquido, e com turbobomba; e o sistema pirotécnico de separação do 1º estágio do VSISNAV.

Os ensaios do Motor L5 estão sendo realizados, também, com o apoio da Divisão de Integração e Ensaio (AIE) e da Divisão de Mecânica (AME) do IAE, com previsão de encerramento do etapa de qualificação em dezembro de 2011.

Fonte: IAE/DCTA, com edição do blog Panorama Espacial.
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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Arianespace lançará Amazonas 3

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A Arianespace assinou um contrato com a companhia espanhola Hispasat para o lançamento do satélite Amazonas 3 a bordo do lançador Ariane 5, conforme divulgado hoje (07) pelas empresas. O voo deve ocorrer no final de 2012 ou início de 2013.

O Amazonas 3, que está em construção pela Space Systems/Loral e contará com transpônderes de banda C, Ku e Ka (os primeiros para a região da América Latina), substituirá o Amazonas 1, lançado em 2004 e que ocupa a posição orbital brasileira 61º Oeste.

No Brasil, a Hispasat é sócia da Hispamar, junto com o grupo brasileiro de telecomunicações Oi. As regiões das Américas do Sul e Central são responsáveis por considerável fatia do faturamento da Hispasat, o que fez com que a empresa contratasse o terceiro satélite da série Amazonas antes do planejado originalmente. Em 2010, 44% da receita da empresa, de 214,6 milhões de dólares, foi oriunda dessas regiões.
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Congresso Latino-Americano de Satélites 2011

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Entre os dias 6 e 7 de outubro, acontece no Rio de Janeiro o Congresso Latino-Americano de Satélites 2011, evento anual sobre satélites, especialmente de comunicações, organizado pela Converge Eventos.

Haverá várias apresentações, com destaque para o papel do satélite no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) e as parcerias público-privadas, e o uso de satélites de sensoriamento remoto para aplicações fora da área de comunicações, esta última tendo por palestrantes Marzio Laurenti, presidente da Telespazio Brazil, e Pierre Duquesne, diretor da Astrium GEO-Information Services Brasil.

O congresso será encerrado com um painel intitulado "O novo projeto da indústria aeroespacial brasileira; o papel do satélite na defesa; complementariedade governo/iniciativa privada", que contará com a participação do General Celso José Tiago, do Ministério da Defesa, um representante do Comando da Aeronáutica, Fábio Küpper, da Mectron, Laurent Mourre, da Thales, e Sergiy Guchenkov, da Alcântara Cyclone Space.

Para mais informações sobre o congresso, clique aqui.
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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Início das operações do SAC-D

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Satélite testado no INPE inicia operações em órbita

Terça-feira, 06 de Setembro de 2011

A NASA anunciou que as medidas do nível de salinidade dos oceanos já estão sendo realizadas pelo SAC-D/Aquarius, satélite testado no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), e lançado em junho da base de Vandenberg, na Califórnia, Estados Unidos.

Resultado de parceria entre as agências espaciais argentina (CONAE) e norte-americana (NASA), o satélite tem como principal missão medir o nível de salinidade dos oceanos por meio de um radiômetro e escaterômetro construído pelo Jet Propulsion Laboratory (JPL) e Goddard Space Flight Center, da NASA. Até hoje, os dados de salinidade dos mares eram coletados apenas em amostras locais (in situ), com o uso de barcos e bóias.

Assim como a temperatura da água, a salinidade é um fator que ajuda a entender os padrões de circulação das correntes marítimas. Como a salinidade afeta a densidade das águas oceânicas e, consequentemente, o clima terrestre, os dados do satélite contribuirão para o aperfeiçoamento dos modelos climáticos de longo prazo.

Nos próximos meses, a equipe científica da missão Aquarius irá analisar e calibrar as medições para liberação dos dados preliminares, que serão utilizados por pesquisadores em todo o mundo.

Testes

De junho de 2010 a março de 2011, em seu Laboratório de Integração e Testes (LIT), o INPE realizou uma série de testes e ensaios para demonstrar que o satélite SAC-D/Aquarius estava preparado para resistir ao lançamento e ao ambiente na órbita da Terra.

No decorrer da campanha de medidas físicas e ensaios ambientais, mais de trezentos profissionais estrangeiros trabalharam nas instalações do LIT/INPE, o único laboratório do gênero no Hemisfério Sul capacitado para a realização de atividades de montagem, integração e testes de satélites e seus subsistemas.

Foram realizados testes de interferência e compatibilidade eletromagnéticas, vibração, vibro-acústico, choque de separação, vácuo-térmico, além das medidas de propriedades de massa do satélite. A impossibilidade de reparo em órbita torna imprescindível a simulação em Terra de todas as condições que o satélite enfrenta desde o seu lançamento até o final de sua vida útil no espaço.

Mais informações sobre o satélite SAC-D/Aquarius nos sites http://www.nasa.gov/aquarius e http://www.conae.gov.ar/eng/principal.html

Sobre o LIT/INPE: http://www.lit.inpe.br/

Fonte: INPE
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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Ensaio funcional de separação do VLS

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05-09-2011

Com objetivo de testar o sistema de separação entre o primeiro e segundo estágios do VLS, está sendo preparado o Ensaio Funcional de Separação de Estágios, na Torre de Integração do Laboratório de Integração de Lançadores da Divisão de Integração e Ensaios (AIE).

Os módulos, que estão sendo equipados em bancadas, começaram a ser integrados na Torre de Ensaio com previsão de estarem, os quatro motores do 1º Estágio, integrados até segunda-feira 05/09/2011.

Equipes de várias divisões do Instituto (Divisões de Química, Eletrônica, Propulsão Espacial, Sistemas Espaciais, Gerência de Projetos , Qualidade, entre outras) estão envolvidas nesta Operação sob coordenação da Divisão de Integração e Ensaios.

O Ensaio está previsto para ocorrer neste mês de setembro de 2011.

Fonte: IAE/DCTA
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FogTrein 2011: mais um FTI é lançado

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FAB lança foguete de treinamento em Alcântara (MA)

05-09-2011

Um foguete foi lançado na tarde desta sexta-feira (2/09), do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. O engenho aeroespacial, com mais de cinco metros de comprimento e 300 kg, não levava nenhum experimento ou satélite para o espaço. Em quatro minutos, atingiu a altitude de 52 mil metros e caiu no Oceano Atlântico. Mas neste curto voo cumpriu uma missão importante ao oferecer uma rara oportunidade de treinamento. O lançamento faz parte Operação FOGTREIN (acrônimo de foguete de treinamento), que começou no último dia 15/08, e serve como exercício prático para o efetivo do CLA e militares de outras unidades da FAB envolvidos no programa espacial.

Os lançamentos do programa espacial são atividades consideradas extremamente complexas e ocorrem em média apenas duas vezes por ano. Esses grandes intervalos entre os lançamentos acabam afastando os militares da atividade fim dos Centros de Lançamento. “Os foguetes de treinamento nos ajudam a aumentar o número de campanhas de lançamento, e desta forma elevam o nível operacional dos nossos militares”, revelou o coordenador de lançamento, Tenente Coronel Aviador Paulo Junzo Hirasawa.

O foguete lançado nesta sexta-feira permite que os militares cumpram todas as etapas exigidas em um lançamento de grande porte, como o do Veículo Lançador de Satélites: preparação, lançamento propriamente dito e rastreamento. Isso faz com que a situação vivenciada pelos militares e técnicos seja idêntica a de um lançamento de um veiculo muito mais complexo. A situação exige, por exemplo, que uma extensa seqüência de providências sejam tomadas checando-se item por item dentro de uma cronologia que tem como ponto alto a hora do lançamento.

Essa contagem regressiva muitas vezes era cancelada por causa de pequenos problemas. Com a freqüência dos exercícios esses adiamentos praticamente desapareceram. “É sensível o salto de qualidade que exercícios como esses proporcionam”, afirma o Coronel Aviador Ricardo Rodrigues Rangel, diretor do CLA. Todo o pessoal envolvido nas operações acaba aprimorando as técnicas e o resultado melhora a cada exercício”, disse o Coronel Rangel. As vantagens são tantas que o CLA planeja aumentar o número de lançamentos desse tipo até que chegue a sete por ano.

Fonte: FAB
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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Programa Espacial Brasileiro no Valor Econômico

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Presidente da Agência Espacial pede R$ 1 bi por ano

Por Virgínia Silveira
Para o Valor, de São José dos Campos

O programa espacial brasileiro (PEB) está diante de um dilema: ou vira uma prioridade do governo, com direito a um orçamento mais de duas vezes superior aos R$ 300 milhões atuais, ou vai continuar pequeno e incapaz de atender as necessidades brasileiras na área de defesa, vigilância, comunicações, meteorologia e proteção ambiental. Sem recursos humanos qualificados e uma gestão organizada, o programa, como está sendo desenvolvido hoje, também não permitirá a criação de uma indústria fornecedora competitiva e inovadora.

Essa é a avaliação do novo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antônio Raupp, que está propondo ao governo federal diversas mudanças na condução do programa. Para começar, Raupp defende uma alteração na estrutura de poder e comando do segmento, com a criação de um Conselho Nacional de Política Espacial, que seria constituído pela presidente da República e pelos ministros das áreas de interesse do setor, e a transformação da agência que preside em um órgão executivo das políticas emanadas desse conselho. A AEB continuaria vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), mas ganharia mais poder para a execução do programa espacial."O conselho definiria a política espacial e a AEB a executaria, contratando os órgãos e as empresas para participarem dos projetos, além de fazer o acompanhamento dos contratos", explicou. A agência hoje, na opinião de Raupp, é apenas um órgão coordenador, mas sem capacidade de governança.

Raupp informa que a primeira previsão para o orçamento do programa espacial este ano foi R$ 320 milhões, mas com as restrições orçamentárias, o valor caiu para R$ 270 milhões, sendo R$ 50 milhões relativos ao compromisso assumido pelo Brasil na integralização do capital da empresa Alcantara Cyclone Space (ACS).

A ACS é uma empresa pública binacional de capital brasileiro e ucraniano, que tem o objetivo de comercializar e lançar satélites utilizando o foguete ucraniano Cyclone-4 a partir do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão. O investimento total aplicado no programa espacial desde 1980 soma R$ 5,2 bilhões.

Na Índia, segundo Raupp, os investimentos na área espacial já superaram a cifra de US$ 1 bilhão por ano e a China aplica cerca de US$ 2 bilhões anuais em seu programa espacial. "Isso sem citar os Estados Unidos e a Europa, que não dá para comparar. Estou olhando apenas para o Bric [grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China] e ainda assim nós estamos atrás de todos eles", disse.

Em qualquer país do mundo, segundo Raupp, o programa espacial também serve para estimular uma indústria inovadora e competitiva. "De 2005 para cá 25% dos recursos destinados ao PEB vão para a indústria. Nos países com programa espacial avançado essa participação é de 66%. Isso significa que temos ainda um longo caminho pela frente", afirmou.

De acordo com Raupp, existem demandas hoje que nunca foram atendidas pelo programa espacial e com as restrições orçamentárias as dificuldades são ainda maiores. "Temos de estabelecer prioridades. Por exemplo: não temos nenhum satélite meteorológico ou de comunicação estratégica militar. Isso é fundamental e crítico no nosso programa espacial."

O presidente da AEB acredita que o projeto de um satélite geoestacionário brasileiro (SGB) poderia se tornar viável por intermédio de um arranjo empresarial que envolva empresas internacionais e nacionais, além da participação dos institutos de pesquisa.

Segundo Raupp, foi feito um estudo de viabilidade para o projeto do SGB, que previa uma parceria público privada (PPP) e a empresa Oi aparece como uma das interessadas. "A Embraer Defesa e Segurança é uma empresa que poderia se candidatar a um arranjo desses. Outras empresas brasileiras que estão se capacitando na área de defesa também devem ser consideradas nesse projeto", disse.

Raupp lembra que o Programa Nacional de Banda Larga, que está sendo desenvolvido pelo Ministério das Comunicações, prevê a utilização de satélites para prover internet em áreas remotas do país. "Nesse caso, o próprio programa de banda larga, através da Telebras, usando os fundos de telecomunicações, poderia ser uma alternativa de financiamento ao projeto do SGB", explicou.

A proposta de criação do Conselho, segundo o presidente da AEB, está sendo discutida com o governo e a comunidade científica, mas os órgãos executores do programa espacial (Inpe e DCTA) já se posicionaram a favor. "A resistência diz respeito somente à proposta de fusão do Inpe com a AEB, mas eu não vou mais brigar por causa disso. A criação do conselho, no entanto, é fundamental", disse.

A proposta de fusão fazia parte do processo de reestruturação do programa espacial brasileiro, liderado pela AEB, mas foi descartada depois que o diretor do Inpe, Gilberto Câmara, se colocou contrário à ideia. O diretor do Inpe decidiu reavaliar sua posição temendo que a fusão interferisse na integridade da instituição e também que o nome do Inpe fosse alterado.

Segundo Raupp, houve um mal entendido, pois ao contrário do que se pensou, não havia a intenção de transformar o Inpe numa agência. "Um instituto de pesquisa não pode ser uma agência espacial. Ele tem que olhar para si mesmo e a agência tem que estar aberta para as empresas e para outros institutos tecnológicos", afirmou.

Em agosto o diretor do Inpe anunciou que deixaria o cargo em dezembro, dois anos antes do prazo previsto para o fim do seu mandato. Em carta que enviou ao jornal "Folha de S. Paulo", Câmara disse que sua saída estava relacionada "à exaustão causada pela luta diária com uma legislação e estruturas institucionais totalmente inadequadas a instituições de ciência e tecnologia", além de se sentir frustrado pela falta de renovação dos quadros do Inpe.

Indústria nacional amplia participação em projetos

Para o Valor, de São José dos Campos

Em maio deste ano o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), vinculado ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), fechou um contrato inédito com a Mectron, fabricante de mísseis e de produtos de alta tecnologia para o mercado aeroespacial, hoje controlada pelo grupo Odebrecht. A empresa vai fornecer os sistemas da rede elétrica do foguete VLS, considerado um sistema de alto valor agregado e responsável pelos principais comandos do veículo.

"Esse foi um marco importante no envolvimento da indústria nacional no projeto do VLS, pois representa uma significativa participação no programa, tanto pela importância do sistema, quanto pelo valor do contrato, da ordem de R$ 22 milhões", disse o diretor do IAE, brigadeiro Francisco Carlos Melo Pantoja. Antes desse contrato as empresas só participavam do fornecimento de subsistemas menores do VLS.

A capacitação da Mectron na área de sistemas elétricos, segundo Pantoja, só foi possível depois que a empresa participou do desenvolvimento de outras redes elétricas, que embora menos complexas, foram importantes para a aquisição de experiência nessa área.

A Mectron atuou no desenvolvimento de mísseis para a Força Aérea Brasileira (FAB) e também no projeto Sara, do IAE, um satélite de reentrada atmosférica projetado para operar em órbita baixa. Para atuar no desenvolvimento dos sistemas elétricos do VLS, segundo Pantoja, a Mectron já contratou cinco especialistas aposentados do IAE, que trabalhavam nessa área no VLS.

A Embraer, segundo Pantoja, também demonstrou certo interesse em participar dos programas de lançadores do DCTA e uma das possibilidades analisadas é a da empresa se tornar um "main contractor" do programa e ser a responsável pela contratação de todas as empresas envolvidas no seu desenvolvimento e produção. Consultada, a Embraer não comentou o assunto.

Uma das dificuldades da participação industrial, segundo Pantoja, é que o mercado de lançadores não se autossustenta, porque as encomendas são pequenas. "Daí a necessidade de subsídio governamental", afirma.

Outra possibilidade de fornecimento importante dentro do programa de lançadores do IAE, segundo Pantoja, é na parte dos sistemas propulsivos (motores). Atualmente, a empresa Cenic desenvolve motores em fibra de carbono para o VLS.

Já o VSB-30, foguete de sondagem de pequeno porte, com 13 metros de comprimento, utilizado em missões suborbitais científicas e tecnológicas, já foi certificado e segundo Pantoja, está pronto para ser transferido para a indústria. Entre as empresas que já trabalham no projeto estão a Villares, Cenic, Fibraforte, Mectron, Compsis, Avibras e Orbital, entre outras.

A estatal sueca Swedish Space Corporation (SSC), dedicada ao desenvolvimento de tecnologia espacial, comprou vários foguetes de sondagem VSB-30. A empresa já utilizou com sucesso o foguete em 11 lançamentos de experimentos científicos e tecnológicos apoiados pela Agência Espacial Europeia (ESA).

O VSB-30, de acordo com o diretor do IAE, foi o primeiro produto espacial brasileiro a ser vendido no mercado externo e também o primeiro a receber uma certificação de nível internacional., A certificação do VSB-30, emitida em outubro de 2009, contou com uma rigorosa avaliação das Agências Espaciais Europeia (ESA) e Alemã (DLR) e também das companhias envolvidas no programa europeu de microgravidade, como a Astrium e a Kayser-Thredee. (VS)

Fonte: "Valor Econômico", 02/09/2011, via NOTIMP.
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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

FogTrein II: FTI lançado de Alcântara

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Foi lançado com sucesso ontem (31), do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, um Foguete de Treinamento Intermediário (FTI), dentro da Operação FogTrein II.

Segundo informações divulgadas pelo "Jornal do Commercio", o FTI voou a quatro vezes a velocidade do som, mas não atingiu o apogeu (ponto mais alto da trajetória) esperado. “O sucesso foi parcial e o resultado, uma surpresa. Havíamos planejado alcançar 52 quilômetros, mas o foguete só chegou a 39 quilômetros de altitude. Precisamos estudar o que houve, até porque em maio lançamos o FTI 2 e 3 e eles chegaram ao apogeu de 60 quilômetros”, declarou ao jornal o coronel Ricardo Rangel, diretor do CLA.

Outro lançamento de FTI, desenvolvido pela Avibras Aeroespacial, está programado para amanhã (02), e até dezembro, outros dois lançamentos devem ser realizados.
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Imagens Spot para projeto ambiental em Tocantins

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SANEATINS utilizará imagens de satélite para projeto de compensação ambiental no Tocantins

Dados do satélite SPOT5, fornecidos pela Astrium GEO, servirão como base para elaboração de um estudo de planejamento ambiental da região metropolitana de Palmas-TO.

A Companhia de Saneamento do Tocantins - SANEATINS - acaba de estabelecer um acordo com a Tecnomapas por meio do qual irá adquirir imagens do satélite SPOT5, da Astrium GEO-Information Services, para um projeto de compensação ambiental. O acordo é resultado de um termo firmado com o Ministério Público do Estado do Tocantins.

Este termo irá também atender ações de vários projetos sócio-ambientais em andamento no município de Palmas e que depende da aquisição de imagens de satélite com 2,5 metros de resolução, cobrindo uma área de aproximadamente 250 mil hectares, incluindo os principais lagos e córregos do Plano Diretor do município. A partir delas será feito um levantamento cadastral das propriedades rurais que se situam às margens dos tributários do Lago da UHL no município de Palmas visando o redesenho da paisagem da região.

O objetivo é promover a adequação ambiental e um planejamento da paisagem no entorno dos principais rios e lagos, identificando, por exemplo, áreas nas quais a vegetação encontra-se em estado degradado, bem como o respeito às reservas legais e áreas de preservação permanentes (APPs).

A segunda etapa do projeto prevê a elaboração de um estudo técnico por parte da ONG The Nature Conservancy (TNC) para um diagnóstico dessas áreas e comparação com a malha topográfica local. O levantamento será disponibilizado tanto para o Ministério Público do Estado do Tocantins quanto para a Secretaria Estadual de Meio Ambiente para que sejam tomadas as medidas necessárias para regularização, conservação e ajustes topográficos dessas áreas.

“Atualmente mais de 50% da mata ciliar dessas regiões se encontram em estado degradado e com suas áreas de preservação totalmente comprometidas. Imagens de satélite precisas e atualizadas são extremamente importantes para identificar as áreas degradadas e, a partir de então, traçar um projeto contínuo de conservação ambiental”, explica o engenheiro civil Jeverson Luiz Azevedo Carlos, Gerente de Desenvolvimento de Estudos e Projetos da SANEATINS.

“Nossa principal meta é regularizar a vazão desses rios e lagos na estação seca. No caso do Ribeirão Taquaruçu Grande, o objetivo é ampliar a captação de água para 750 litros por segundo na estação seca. Hoje essa vazão no mesmo período chega no máximo a 450 litros por segundo”, completa Jeverson.

A última etapa do projeto de compensação ambiental prevê a elaboração de campanhas de conscientização ambiental, que serão implementadas junto às comunidades locais. Posteriormente, outros municípios do Estado devem seguir a iniciativa de Palmas e também estabelecerem metas de preservação ambiental.

Fonte: Astrium GEO, 31/08/2011
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