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O presidente mexicano, Felipe Calderon disse na última quarta-feira (18) que seu país está considerando criar uma agência espacial para estimular o desenvolvimento de astronomia e ciência espacial, segundo reportagem da agência de notícias chinesa Xinhua News Agency.
"Nesse momento, o Congresso está considerando a criação de uma agência aeroespacial, que já tem um orçamento comprometido de 11 milhões de pesos (9,38 milhões de dólares)", disse Calderon numa cerimônia em homenagem a um astronauta de nacionalidade mexicana. O governante também destacou os crescentes investimentos de seu país no setor científico e também em comércio aeroespacial. Foi durante o seu governo que a indústria aeronáutica canadense Bombardier fez investimentos milionários em dois estados mexicanos para construção de fábricas de componentes aeronáuticos, tornando o país um dos principais exportadores do setor na região.
Felipe Calderon também citou o caso do Brasil como um modelo de sucesso no campo aeroespacial.
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domingo, 22 de novembro de 2009
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Atualizações sobre o Projeto Satcol
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A imprensa colombiana publicou nos últimos dias reportagens informando que apenas uma empresa russa, a ISS-Intersputnik entregou a documentação completa visando ao fornecimento do primeiro satélite geoestacionário da Colômbia, o SATCOL, negócio avaliado em cerca de 250 milhões de dólares (leiam mais em "Colômbia terá satélite de comunicações").
Outras empresas apresentaram cartas manifestando que as aspirações do governo colombiano eram demasiadamente altas. Segundo o jornal El Tiempo, duas interessadas, a Telesat e a SES New Skies decidiram não apresentar propostas em razão do risco cambial (a Colômbia exige a proposta em pesos, a moeda local), e também por terem considerado muito exigentes as garantias solicitadas pelo governo.
O jornal El Espectador, citando a Ministra da Comunicações, Mária del Rosario Guerra, afirma, no entanto, que ao menos três ofertantes irão apresentar propostas, contrariando as informações disponíveis em outros veículos.
O processo começou há alguns meses com 13 empresas interessadas, provenientes de 10 países. A proposta da Rússia deverá ser avaliada tecnicamente para se terminar a continuidade ou não da licitação. A adjudicação do contrato está prevista para meados de dezembro.
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quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Tecnologia & Defesa nº 119
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A mais recente edição da revista Tecnologia & Defesa, de nº 119, já está nas bancas. Algumas das principais matérias:
- FELIN - O guerreiro francês do século 21: um projeto que vai influenciar o "COBRA" brasileiro
- Ciência, Tecnologia & Inovação na Marinha do Brasil: Conheça a estrutura da Força Naval Brasileira nesta área e o Programa Nuclear
- Entrevista com o deputado federal Raul Jungmann: O pensamento do parlamentar à respeito da Defesa Nacional
- Yuzhnoye - a "casa" dos motores do Cyclone 4: uma pequena reportagem, baseada em artigo-informativo de Vladimir Shnyakin, engenheiro-chefe de motores da Yuzhnoye, sobre a tradicional desenvolvedora e fabricante de motores espaciais
- Coluna Defesa & Negócios, Notícias Sulamericanas, Notícias da ABIMDE, e vários outros assuntos.
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segunda-feira, 16 de novembro de 2009
VSB-30 na Europa
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FOGUETE DE SONDAGEM BRASILEIRO É LANÇADO NA EUROPA
16/11/2009
O foguete de sondagem VSB-30 pode ser transferido para a indústria aeroespacial brasileira com a sua qualificação como sistema e a sua transformação em um item de produção. Os sete vôos bem sucedidos do veículo demonstraram sua ótima performance, o que constitui importante realização para o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e para o País, que tem seu nicho no rol dos países detentores de bens de alta tecnologia.
Além do voo de qualificação e, outro, operacional, ocorrido do Campo de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, e os cinco operacionais em que experimentos científicos europeus foram lançados do campo sueco de Esrange, outros dois lançamentos devem ocorrer ainda neste mês de novembro.
No primeiro deles, com data marcada para o dia 14, a carga útil denominada TEXUS 46 realizará experimentos científicos importantes, como a determinação de alta precisão de propriedades termofísicas de ligas metálicas em estado de fusão, para fins de modelamento de solidificação das ligas em ambiente industrial; o resfriamento sob baixa temperatura de levitador eletromagnético, dentro da cadeia de produção contínua de aço; e a medição da tensão superficial e viscosidade em amostra de PdSi (paládio-silício).
O segundo lançamento está programado para o dia 23, quando o VSB-30 levará ao espaço a carga útil TEXUS 47 com outra série de experimentos europeus, objetivando: medir os resultados da solidificação de uma “liga transparente”; obter respostas moleculares de células vegetais sob o efeito de mudanças no campo gravitacional; investigar reações gravitrópicas primárias rápidas do fungo Phycoomyces blakesleeanus, sob o efeito de micro e hipergravidade; e, por fim, verificar a convecção vibratória em zonas de flutuação de silício.
O IAE presta serviço de apoio para fins de integração do foguete no Campo de Lançamento, enviando três de seus especialistas a Esrange. Isso inclui os trabalhos de integração mecânica e pirotécnica, além dos testes elétricos necessários para cobrir as atividades de lançamento. Um serviço que continua sendo contratado pelo consórcio europeu devido à exigüidade de suas equipes.
Até que a transferência para a indústria ocorra plenamente, o IAE gerencia a produção do foguete e conduz melhoramentos em alguns de seus subsistemas e meios elétricos de solo. E, caso a demanda justifique, o meio industrial poderá aprimorar os processos de fabricação de modo a baratear a produção.
Isso significa que os resultados estão aparecendo com o seu pleno desenvolvimento tecnológico. Um motivo de orgulho para o Brasil e que deverá ser ainda maior quando o VSB-30 se tornar o primeiro foguete de sondagem nacional a ser produzido integralmente no parque industrial brasileiro.
O Foguete de Sondagem VSB-30
A missão do VSB-30 é a de impulsionar um conjunto de experimentos (carga útil) com massa de 400 kilos, em uma trajetória cujo apogeu é de 250 km, permanecendo no ambiente de microgravidade por seis minutos acima de 110 km.
A microgravidade proporciona aos experimentos um ambiente em que a única ação externa é o campo gravitacional terrestre. Durante este período, a carga útil aciona um sistema que elimina quaisquer movimentos angulares e a formação de cristais torna-se uniforme, conferindo propriedades melhores aos produtos químicos, orgânicos e inorgânicos, e a ligas metálicas.
No futuro, fábricas instaladas no espaço produzirão os produtos obtidos da experiência adquirida em vôos de foguete de sondagem e outros recursos existentes para o mesmo fim.
Fonte: IAE/DCTA
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FOGUETE DE SONDAGEM BRASILEIRO É LANÇADO NA EUROPA
16/11/2009
O foguete de sondagem VSB-30 pode ser transferido para a indústria aeroespacial brasileira com a sua qualificação como sistema e a sua transformação em um item de produção. Os sete vôos bem sucedidos do veículo demonstraram sua ótima performance, o que constitui importante realização para o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e para o País, que tem seu nicho no rol dos países detentores de bens de alta tecnologia.
Além do voo de qualificação e, outro, operacional, ocorrido do Campo de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, e os cinco operacionais em que experimentos científicos europeus foram lançados do campo sueco de Esrange, outros dois lançamentos devem ocorrer ainda neste mês de novembro.
No primeiro deles, com data marcada para o dia 14, a carga útil denominada TEXUS 46 realizará experimentos científicos importantes, como a determinação de alta precisão de propriedades termofísicas de ligas metálicas em estado de fusão, para fins de modelamento de solidificação das ligas em ambiente industrial; o resfriamento sob baixa temperatura de levitador eletromagnético, dentro da cadeia de produção contínua de aço; e a medição da tensão superficial e viscosidade em amostra de PdSi (paládio-silício).
O segundo lançamento está programado para o dia 23, quando o VSB-30 levará ao espaço a carga útil TEXUS 47 com outra série de experimentos europeus, objetivando: medir os resultados da solidificação de uma “liga transparente”; obter respostas moleculares de células vegetais sob o efeito de mudanças no campo gravitacional; investigar reações gravitrópicas primárias rápidas do fungo Phycoomyces blakesleeanus, sob o efeito de micro e hipergravidade; e, por fim, verificar a convecção vibratória em zonas de flutuação de silício.
O IAE presta serviço de apoio para fins de integração do foguete no Campo de Lançamento, enviando três de seus especialistas a Esrange. Isso inclui os trabalhos de integração mecânica e pirotécnica, além dos testes elétricos necessários para cobrir as atividades de lançamento. Um serviço que continua sendo contratado pelo consórcio europeu devido à exigüidade de suas equipes.
Até que a transferência para a indústria ocorra plenamente, o IAE gerencia a produção do foguete e conduz melhoramentos em alguns de seus subsistemas e meios elétricos de solo. E, caso a demanda justifique, o meio industrial poderá aprimorar os processos de fabricação de modo a baratear a produção.
Isso significa que os resultados estão aparecendo com o seu pleno desenvolvimento tecnológico. Um motivo de orgulho para o Brasil e que deverá ser ainda maior quando o VSB-30 se tornar o primeiro foguete de sondagem nacional a ser produzido integralmente no parque industrial brasileiro.
O Foguete de Sondagem VSB-30
A missão do VSB-30 é a de impulsionar um conjunto de experimentos (carga útil) com massa de 400 kilos, em uma trajetória cujo apogeu é de 250 km, permanecendo no ambiente de microgravidade por seis minutos acima de 110 km.
A microgravidade proporciona aos experimentos um ambiente em que a única ação externa é o campo gravitacional terrestre. Durante este período, a carga útil aciona um sistema que elimina quaisquer movimentos angulares e a formação de cristais torna-se uniforme, conferindo propriedades melhores aos produtos químicos, orgânicos e inorgânicos, e a ligas metálicas.
No futuro, fábricas instaladas no espaço produzirão os produtos obtidos da experiência adquirida em vôos de foguete de sondagem e outros recursos existentes para o mesmo fim.
Fonte: IAE/DCTA
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sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Seria uma indústria também "espacial"?
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Rafael pode comprar empresa brasileira
Qui, 12 de Novembro de 2009 19:15
O jornal israelense Haaretz publicou matéria em sua edição de ontem (11) informando que a companhia Rafael Advanced Defense Systems, especializada em mísseis, está negociando a compra de empresa brasileira, sem citar nomes. A operação estaria estimada em US$ 50 milhões e seria a primeira aquisição da Rafael na América Latina.
As negociações, que estariam em estágio bem avançado, estão sendo conduzidas por uma delegação sênior de representantes israelenses que, inclusive, estiveram na comitiva do presidente Shimon Peres, em visita ao Brasil esta semana. O jornal ainda cita que o ministro da Defesa brasileiro, Nelson Jobim, apoiaria a operação desde que a empresa israelense estabelecesse linhas de produção de seus produtos no País.
Outra companhia israelense, a Elbit Systems, da área de eletrônica e aviônicos, já detém posição industrial no País. No início da década, a Elbit adquiriu a Aeroeletrônica, de Porto Alegre (RS), como contrapartida a sua contratação pela Força Aérea Brasileira (FAB) para a modernização dos caças F-5.
Fonte: Revista Tecnologia & Defesa
Comentários: seria o "alvo" da Rafael alguma empresa com negócios também no setor espacial? É provável que sim. O blog tem conhecimento de ao menos cinco empresas brasileiras com negócios nos setores Aeroespacial e de Defesa que estão em busca de novos sócios. Destas, ao menos três tem algum envolvimento no campo espacial. Dado o teor da notícia, o perfil da empresa interessada na compra, e os movimentos dos últimos dias, o blog mentalmente chegou a um "shortlist" de duas empresas. A se confirmar. E uma vez confirmado, será interessante analisar as consequências para outra operação desenhada noutro continente (divagações...).
Curiosamente, segunda passada (09), no seminário sobre Política Espacial Brasileira promovida na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF) (mais, aqui), um oficial do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) presente na plateia endereçou questão aos presentes da mesa sobre suas opiniões acerca de compra de indústrias nacionais por parte de players estrangeiros.
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Repasse de recursos da AEB para CEA
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AEB autoriza repasse de R$ 1,5 milhão para implementação do Centro Espacial de Alcântara
A Agência Espacial Brasileira (AEB) publicou portaria, na edição de 11 de novembro do Diário Oficial, que autoriza o repasse de R$ 1,5 milhão para implementação do Centro Espacial de Alcântara, no Maranhão
A norma também aponta a Diretoria de Transporte Espacial e Licenciamento e a Diretoria de Planejamento, Orçamento e Gestão da agência como responsáveis pelo acompanhamento do processo de implementação do centro.
Fonte: JC E-mail, 12/11/2009
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quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Os russos estão chegando (no Brasil)
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A Roscomos, agência espacial da Rússia, terá a partir de 2010 dois representantes permanentes no Brasil, segundo informação recebida pelo blog de fonte bastante confiável. Os dois representantes ficarão alocados na embaixada do país, em Brasília (DF).
A decisão de alocar representantes no Brasil demonstra o interesse russo em ampliar o escopo da cooperação espacial com o País. Já há muitos anos, a Rússia coopera com o Programa VLS. O sistema inercial utilizado pelos três foguetes já construídos são de origem russa, e após o acidente do VLS-1 V03, em agosto de 2003, empresas daquele país foram contratadas para uma revisão técnica do lançador brasileiro.
A Rússia também tem colaborado fortemente para o desenvolvimento de tecnologia em propulsão líquida pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).
Ao menos outras duas áreas atraem a atenção russa: sistemas de posicionamento global (Glonass), e comunicações. As negociações visando a um possível envolvimento do Brasil com o programa Glonass estão relativamente avançadas, discutindo-se, inclusive, a possibilidade de fabricação, no País, de receptores terrestres (vejam a postagem "Glonass, Rússia e Brasil").
Indiretamente, a Rússia também tem envolvimento espacial com o Brasil por meio da binacional Alcântara Cyclone Space (ACS): grande parte dos componentes e tecnologia adotadas pelo lançador ucraniano Cyclone 4 são oriundos do país vizinho.
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Os russos estão chegando (em Kourou!)
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A companhia europeia Arianespace divulgou uma nota no sábado passado (07) informando que os dois primeiros lançadores russos Soyuz destinados ao centro espacial de Kourou, na Guiana Francesa, já deixaram a cidade de São Petersburgo rumo ao seu destino. A previsão é que os dois foguetes, transportados pelo navio MN Colibri, também usado para transportar os lançadores Ariane 5, cheguem à Kourou dentro de duas semanas. O primeiro Soyuz deve ser lançado ao espaço em 2010.
Para conhecerem mais sobre os novos lançadores da Arianespace, acessem a matéria (desatualizada em relação ao ano dos voos de estréia) “Arianespace terá dois novos lançadores em 2009”, disponibilizada no web-site da revista Tecnologia & Defesa em outubro de 2008.
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A companhia europeia Arianespace divulgou uma nota no sábado passado (07) informando que os dois primeiros lançadores russos Soyuz destinados ao centro espacial de Kourou, na Guiana Francesa, já deixaram a cidade de São Petersburgo rumo ao seu destino. A previsão é que os dois foguetes, transportados pelo navio MN Colibri, também usado para transportar os lançadores Ariane 5, cheguem à Kourou dentro de duas semanas. O primeiro Soyuz deve ser lançado ao espaço em 2010.“Com o Soyuz, ao qual brevemente se juntará o Vega, a Arianespace terá uma família completa de veículos lançadores, capacitando-nos a lançar qualquer carga útil, para qualquer órbita e em qualquer tempo”, destacou o presidente da empresa europeia, Jean-Yves Le Gall.
A versão mais atual do Soyuz, que será operada pelo centro sul-americano, é capaz de inserir em órbitas geoestacionárias satélites de pouco mais de 3 toneladas. Em órbita baixa e média, o lançador deverá atender adequadamente os mercados de satélites e constelações de observações terrestres, científicos e de navegação. A Arianespace já encomendou aos fabricantes russos 14 foguetes Soyuz, quase todos com lançamentos já contratados.Para conhecerem mais sobre os novos lançadores da Arianespace, acessem a matéria (desatualizada em relação ao ano dos voos de estréia) “Arianespace terá dois novos lançadores em 2009”, disponibilizada no web-site da revista Tecnologia & Defesa em outubro de 2008.
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Novo diretor da AEB quase definido
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Segundo o blog apurou em Brasília (DF), já foi definido o nome do novo Diretor de Transporte Espacial e Licenciamento da Agência Espacial Brasileira (AEB). O nome está há cerca de trinta dias na Casa Civil aguardando uma aprovação final.
De acordo com informações recebidas de fonte que acompanha o processo desde o seu início, o indicado é oficial da reserva da Aeronáutica, com passagem em institutos do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), de São José dos Campos (SP).
O indicado irá ocupar a diretoria antes comandada pelo Brig. Antonio Hugo Pereira Chaves, exonerado no início de setembro em razão de tensa discussão com o diretor-geral da Alcântara Cyclone Space (ACS), Roberto Amaral (saibam mais em "Exoneração do Brig. Chaves da AEB").
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terça-feira, 10 de novembro de 2009
Detalhes sobre o projeto Sentinela
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De tempos em tempos, surgem na imprensa não-especializada notícias sobre o interesse do Ministério da Defesa em contar com uma rede de satélites para vigilância das fronteiras.
A edição nº 5 da revista Espaço Brasileiro, editada pela Agência Espacial Brasileira (AEB), revela mais alguns detalhes sobre a iniciativa, que já teria inclusive nome: Sentinela. As informações estão na resposta de uma das questões feitas na entrevista com Carlos Ganem, presidente da Agência. Ontem (09), o blog também teve a oportunidade de rapidamente conversar com Ganem sobre esse assunto, tendo colhido informações adicionais.
Abaixo, reproduzimos o trecho da entrevista do Ganem publicada na Espaço Brasileiro:
"O monitoramento de áreas terrestres é um ponto importante para que um país consiga soberania. A única forma de observarmos grandes áreas é por meio de satélites. O Brasil, juntamente com a China, já lançou três satélites de imageamento - os CBERS - e lançará outro, em breve. Há algum projeto para a construção de satélites de monitoramente com tecnologia essencialmente brasileira?
Em primeiro lugar, podemos citar a capacidade nacional de desenvolvimento de câmeras ópticas, como as que estão sendo concluídas para os satélites Amazônia e CBERS-3 e 4, pela empresa Opto, de São Carlos (SP). Devemos, ainda, considerar a conclusão da Plataforma Multimissão, que, com as câmeras, comporão satélites de observação inteiramente nacionais.
Em paralelo, a AEB anseia por um satélite de monitoramento e vigilância de suas fronteiras e, sobretudo, das regiões inóspitas onde existem dificuldades de termos bases militares. Esse satélite, o Sentinela, ainda em fase de concepção, seria resultante de tecnologia desenvolvida por empresas da região de São José dos Campos (SP). Ele tem uma característica extremamente funcional, é pequeno, leve e pode dar conta de resolver problemas imediatos no que concerne à segurança e ao monitoramento do nosso território."
Ontem, Ganem informou no seminário que o projeto Sentinela deve ser estruturado por meio de Parceria Público Privada – PPP (mais informações em "Parcerias Público-Privadas para o Setor Espacial"), e também envolverá ao menos duas indústrias brasileiras do polo de São José dos Campos (SP), com transferência de tecnologia, sem revelar os nomes. O presidente da AEB acrescentou que o projeto está no momento em análise no Ministério da Defesa e depois será encaminhado à Agência. Questionado sobre uma data para a sua formalização, informou o ano de 2011.
Com o objetivo de evitar qualquer confusão, Ganem fez questão de frisar que o Sentinela brasileiro não tem relação com o “Sentinel”, da Agência Espacial Europeia, embora ambos os projetos sejam de constelações de observação terrestre.
Participação francesa
A participação francesa no projeto é tida como líquida e certa. Inclusive, em nota divulgada pelo Itamaraty quando da visita de Nicolas Sarkozy ao Brasil em 6 e 7 de setembro desse ano, um dos itens mencionados implicitamente tratava do Sentinela: "O Brasil e a França também concordaram em intensificar o intercâmbio bilateral com vistas a analisar a viabilidade de uma futura cooperação na área de monitoramento das fronteiras terrestres e marítimas do Brasil."
O lance mais curioso do envolvimento francês, no entanto, é que pelo que se tem ouvido nos bastidores, uma das indústrias mais envolvidas com o Sentinela não estava sediada na França, mas sim em outro país europeu.
Opto Eletrônica: imageador de meio metro
No seminário de ontem em Brasília, Jarbas Castro Neto, presidente da Opto Eletrônica, de São Carlos (SP), em dado momento de sua apresentação destacou que a empresa por ele presidida tem capacidade de construir sensores espaciais de imageamento com resolução de meio metro.
Não se sabe se a Opto está ou estará envolvida no projeto Sentinela, mas a informação dada, não provocada e voluntariamente colocada, chamou a atenção de alguns presentes.
Ainda que exista capacidade no País de desenvolver e construir sensores espaciais óticos de alta resolução, o fato é que a grande barreira para de desenvolver sofisticadas câmeras orbitais está no campo dos CCDs de aplicações espaciais, componente que tem poucos fabricantes mundiais.
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