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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Mais informações sobre o programa VLM-1

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O mais aguardado acontecimento em 2016 em se tratando de lançadores se deu na semana passada, com a contratação da produção de oito motores S50, que serão utilizados nos voos do veículo VS-50 e da primeira versão do VLM-1, ambos em desenvolvimento pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA), em parceria com a indústria (sobre a assinatura, veja as notas divulgadas pela Agência Espacial Brasileira e pelo IAE/DCTA).

Apresentamos a seguir alguns bullet points com informações sobre o contrato e o programa VLM-1:

Ineditismo. O contrato firmado com a Avibrás é de grande relevância pelo seu caráter inédito, uma vez que foi o primeiro contrato de produção de propulsores de lançadores firmado junto à indústria nacional no Brasil - não sem motivo a nota divulgada pela Agência Espacial Brasileira faz referência à assinatura como uma "data histórica para o Programa Espacial Brasileiro". O processo de contratação dos motores durou pouco mais de um ano e teve várias reuniões e rodadas de negociações. A única ofertante foi a Avibrás Divisão Aérea e Naval S.A., que apresentou sua proposta revisada em novembro.

Expertise da Avibrás em foguetes. O envolvimento da Avibrás, mundialmente conhecida pelo sistema militar ASTROS, com foguetes de sondagem e lançadores não é novo. Nas décadas de setenta e oitenta, a empresa participou do desenvolvimento de foguetes da família SONDA. Mais recentemente, desenvolveu o Foguete de Treinamento Básico (FTB) e o Foguete de Treinamento Intermediário (FTI) para o IAE, frequentemente utilizados para testes, qualificação e treinamento de equipes nos centros de lançamento de Alcântara e da Barreira do Inferno. A Avibrás é a única fabricante privada brasileira de perclorato de amônio, um dos componentes do propelente sólido dos motores que equipam grande parte dos projetos de foguetes nacionais. No final de 2014, foi também beneficiada com recursos de subvenção do programa Inova Aerodefesa, da FINEP, para desenvolvimento de tecnologia para o VLM-1.

Envolvimento da indústria nacional. A Avibrás não é a única indústria nacional envolvida com o VLM-1. A CENIC e a JTDH Engenharia, ambas de São José dos Campos (SP), foram selecionadas em 2014, respectivamente, para subvenções no âmbito do Inova Aerodefesa para o desenvolvimento de módulos inter-estágios e estruturas, e das redes elétricas do VLM-1. Novas contratações, locais e no exterior, serão necessárias para a conclusão do projeto e realização do primeiro voo.

Recursos no orçamento. Em entrevista concedida à Tecnologia & Defesa no início de dezembro, o brig. Augusto Luiz de Castro Otero, diretor do IAE, destacou a importância de 2017 para o VLM-1, fazendo referência à previsão orçamentária: "O ano de 2017 será de grande importância para o projeto VLM-1, por estar previsto o início da fabricação dos motores S50 e a consolidação do projeto completo do veículo. Para o atingimento destas metas, a Proposta de Lei Orçamentária Anual de 2017 prevê um aporte de mais de R$ 30.000.000,00, grande parte dedicados à contratação da produção dos S50."

Parceria com a Alemanha. O VLM-1 é mais um dos projetos em que o IAE coopera com a Alemanha, dando continuidade a um relacionamento de mais de quatro décadas, com destaque para iniciativas envolvendo foguetes suborbitais (VS-30 e VSB-30). Segundo o brig. Otero, "a participação do DLR no projeto VLM-1 é também importante para a execução de várias atividades técnicas e de fornecimento de sistemas do veículo." Destaque-se também o envolvimento de empresas da Alemanha, como a MT Aerospace, do grupo OHB System, que tem trabalhado na estrutura em fibra de carbono do motor S50.

Cronograma. De acordo com informações do diretor do IAE, o projeto VLM-1 no momento encontra-se na fase de definição de requisitos funcionais e técnicos, visando a consolidação do projeto completo no final de 2017. No planejamento do Instituto, está programada a realização de ensaios de qualificação de todos os sistemas, inclusive o motor S50, ao longo de 2018, permitindo a execução dos primeiros voos de qualificação do motor, dos sistemas embarcados, e do veículo VLM-1 em si, ao longo de 2019. Por sua vez, o contrato de produção do S50 tem prazo previsto para execução de 26 meses.
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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

VLM: recursos do Inova Aerodefesa

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Nas últimas semanas, foram firmados alguns contratos entre a FINEP e as empresas que receberão recursos do programa Inova Aerodefesa. O desenvolvimento do Veículo Lançador de Microssatélites (VLM-1), a cargo do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), em parceria com a agência espacial alemã (DLR), é um dos projetos beneficiados.

No início de outubro, foi oficializado o contrato de subvenção econômica, na modalidade não reembolsável, firmado com a CENIC, de São José dos Campos (SP), no valor de pouco mais de R$6,2 milhões, para o desenvolvimento dos módulos inter-estágios (módulos de atuação nas tubeiras, de empenas) para o VLM-1. Em 22 de outubro, foi a vez de um contrato de cerca de R$5,637 milhões com a JTDH Engenharia para o desenvolvimento das redes elétricas do pequeno lançador nacional.

Mais recentemente, em meio aos rumores sobre sua venda para a Odebrecht Defesa e Tecnologia, que começaram a circular no mercado no início desse mês, a Avibras Indústria Aeroespacial teve seu contrato efetivado em 5 de novembro. Serão liberados R$4.658.477,00 até janeiro de 2017, específicos para o VLM-1.
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domingo, 17 de agosto de 2014

Atualizações sobre o Inova Aerodefesa

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Programa Inova Aerodefesa fomenta o desenvolvimento do setor aeroespacial

Brasília, 15/08/2014 – Empresas dos setores aeroespacial e de defesa vão receber, já neste ano, importante incentivo para o desenvolvimento de projetos e produtos. Serão R$ 291 milhões não reembolsáveis que beneficiarão estudos, absorção de tecnologias, sistemas de vigilância e supervisão de bordo.

Trata-se do plano Inova Aerodefesa, que tem o objetivo de impulsionar a produtividade e competitividade do setor. O projeto é parte de um programa maior do governo federal chamado Inova Empresa, que prevê a articulação de órgãos, entre eles o Ministério da Defesa (MD), para dar apoio financeiro a projetos por meio de instituições de fomento.

A maior parte do investimento para 2014 é de recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que disponibilizará R$ 191 milhões em subvenção econômica para cooperação entre instituições de ciência e tecnologia e empresas. Os R$ 100 milhões restantes são provenientes do Fundo Tecnológico (Funtec) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Entre as instituições apoiadas pelo Inova Aerodefesa estão a Embraer, Avibras, Odebrecht e Imbel. Algumas delas conseguiram as duas linhas de financiamento: pela Finep e BNDES. As empresas aguardam a aprovação desses órgãos de fomento para terem acesso aos recursos e darem continuidade a projetos que também beneficiarão as Forças Armadas.

Estão previstas propostas sobre comunicações submarinas e sonar nacional; visão multiespectral para veículos blindados; radares; desenvolvimento de fibra de carbono; e bateria de uso militar.

Para acompanhar o desenvolvimento dessas tecnologias, os departamentos de ciência e tecnologia das Forças Armadas vão trabalhar em conjunto com as empresas contratadas. Além disso, as instituições beneficiadas precisarão enviar relatórios de prestações de contas para a Finep e o BNDES.

Incentivo financeiro

Além dos R$ 291 milhões não reembolsáveis previstos para 2014, outros R$ 8,4 bilhões poderão ser liberados em crédito reembolsável – que devem ser restituídos - para 64 empresas selecionadas, responsáveis por 315 projetos.

De acordo com o diretor do Departamento de Produtos de Defesa do MD, brigadeiro José Euclides Gonçalves, o programa Inova “sinaliza avanços em consonância com a política industrial e tecnológica do governo federal”. As empresas do setor, “de pequeno e médio porte”, segundo o diretor, “demandam urgentemente investimentos para que possam se tornar viáveis e competitivas”.

A Finep está em fase de conclusão das análises dos projetos para posterior aprovação. Os próximos passos preveem assinatura dos contratos e início dos convênios. A financiadora estabeleceu como meta o foco em empresas mais estruturadas, aumento no volume de contratações, aquisição de novos clientes e integração de instrumentos e políticas de governo.

Para o pesquisador Ronaldo Carmona, da Universidade de São Paulo (USP), “o Brasil deverá buscar um novo ciclo de industrialização, ancorado em setores intensivos de tecnologia, conhecimento e inovação. A área de defesa poderá ser um dos pilares centrais de uma etapa de reindustrialização”.

Sobre o programa

O programa Inova Aerodefesa foi instituído em maio de 2013, com a assinatura de protocolo de intenções entre os ministérios da Defesa; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; e o da Ciência, Tecnologia e Inovação. O programa tem vigência de cinco anos, podendo ser prorrogado por igual período. Até 2017, serão liberados, ao todo, R$ 2,9 bilhões.

A iniciativa é dividida em quatro linhas temáticas: aeroespacial, defesa, segurança e materiais especiais. Nesse contexto, podem ser beneficiados projetos acerca de plataformas espaciais, foguetes, sensores, sistemas de identificação biométrica, armas não letais, ligas metálicas, resinas, tubos e propelentes sólidos.

Fonte: Ministério da Defesa
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quinta-feira, 6 de março de 2014

Inova Aerodefesa: projetos selecionados

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[Nota atualizada às 15h40 para explicitar que no projeto MMM apenas os ICTs receberam recursos]

Sem alarde, a FINEP divulgou no último dia 25 o resultado final do programa Inova Aerodefesa, revelando os nomes das empresas que receberão recursos, a natureza (se reembolsáveis, não reembolsáveis, ou em arranjo com instituições científicas e tecnológicas (ICTs) nacionais), e também a identificação dos projetos (não reembolsáveis e em arranjo cooperativo com ICTs). Veja aqui.

Os recursos não reembolsáveis foram pulverizados entre os projetos selecionados, sendo que o máximo destinado a cada um foi pouco mais de R$6,238 milhões. Há várias iniciativas no campo espacial, como já havíamos destacado anteriormente. A Avibras, por exemplo, obteve cerca de R$4,658 milhões para o projeto Veículo Lançador de Microssatélites. Ainda em lançadores, a Cenic terá R$6,209 milhões para o desenvolvimento dos módulos inter-estágios para o VLM, e mais R$5,637 milhões para o desenvolvimento de redes elétricas do mesmo veículo, em parceria com a JTDH Engenharia. A Opto Eletrônica, de São Carlos (SP), receberá pouco mais de R$4,734 milhões para desenvolver um sistema imageador multiespectral reflexivo (VIS/NIR/SWIR).

Arranjo cooperativo

No arranjo cooperativo entre empresas e ICTs, os sistemas de controle de atitude e órbita (ACDH, em inglês), área considerada crítica no Brasil, foram o destaque. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) terá cerca deR$1,3 milhão para um projeto com a Compsis para ACDHs destinados a satélites e ao projeto SARA (Satélite de Reentrada Atmosférica), do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), e mais R$3,963 milhões para o "desenvolvimento do Sistema de Supervisão de Bordo e de Controle de Atitude e Órbita e sua integração na segunda geração da Plataforma Multimissão", este último em conjunto com a Odebrecht Defesa e Tecnologia (controladora da Mectron).

Iniciativas em propulsão também serão beneficiadas: o IAE terá a disposição R$4 milhões para o "desenvolvimento e absorção de tecnologias aplicáveis à fabricação do Motor Foguete a Propelente Líquido L75", em conjunto com a Globo Central de Usinagem. A Fibraforte e o INPE também tiveram um projeto para um propulsor mono-propelente de 400N, que receberá cerca e R$1,238 milhão.

Ainda, no projeto apresentado pela AEL Sistemas, de Porto Alegre (RS), os ICTs (PUC-RS, Unisinos, UFSM e UFRGS) receberão pouco menos de R$5 milhões, valor bem abaixo do montante total inicialmente requerido.
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domingo, 2 de fevereiro de 2014

Inova Aerodefesa: 311 projetos aprovados

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Inova Aerodefesa aprova mais de 300 projetos em mais uma etapa de seleção

Brasília 31 de Janeiro de 2014 – A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), divulgou esta semana o resultado preliminar da etapa de estruturação do Plano de Suporte Conjunto (PSC) do Inova Empresa. Lançado em 2013 pelo Governo Federal, o programa visa a financiar projetos que beneficiem os setores de defesa e aeroespacial, com um orçamento previsto de R$ 2,9 bilhões.

Ao todo, foram aprovados 311 projetos de empresas, algumas das quais terão acesso a recursos não reembolsáveis de R$ 291 milhões. As empresas selecionadas têm até 7 de fevereiro próximo para interposição de recursos. O resultado final do PSC, após a análise dos recursos, será divulgado em 25 de fevereiro.

Aporte – Articulado entre os ministérios da Defesa, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e do MCTI, o Inova Aerodefesa prevê apoio financeiro por meio de crédito, subvenção econômica, investimento e o financiamento a empresas nacionais e instituições científicas tecnológicas no ciclo produtivo de diversos equipamentos.

O programa abrange os setores aeroespacial, de defesa, de segurança e de materiais especiais. A parte aeroespacial inclui tecnologias para foguetes de sondagem e veículos lançadores de satélites, plataformas espaciais e produtos da indústria aeronáutica.

A de defesa contempla sensoriamento remoto, sistemas de comando e controle e inovação tecnológica em projetos e programas prioritários. Na área de segurança, os produtos referem-se a sistemas de identificação biométrica e de informações, além de armas não letais. O último setor, o de materiais especiais, reúne fibras de carbono e ligas metálicas, resinas e propelentes sólidos, tubos e demais equipamentos.

Fonte: Ministério da Defesa, via website da Agência Espacial Brasileira.
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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

FINEP: Plano Inova Telecom

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Em dezembro do ano passado, seguindo o exemplo do Inova Aerodefesa,  a FINEP, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e os Ministérios das Comunicações e da Saúde lançaram uma chamada pública do Plano Inova Telecom, que destinará nos próximos dois anos até R$1,5 bilhão para projetos na área de telecomunicações, inclusive iniciativas envolvendo comunicações via satélite.

O objetivo do programa, que faz parte do plano multiministerial Inova Empresa, lançado em março de 2013, "é apoiar Planos de Negócio que contemplem inovação nas empresas brasileiras do setor, incentivando seu adensamento e ampliando a competitividade". O edital inclui recursos da FINEP (R$ 920 milhões), do BNDES (R$ 500 milhões) e do Ministério da Saúde (R$ 80 milhões).

Uma das áreas temáticas a serem apoiadas pelo Inova Telecom é a de comunicações estratégicas, que compreende o desenvolvimento de soluções tecnológicas nos seguintes campos:

- Infraestrutura para processamento e armazenamento de dados no território nacional, visando garantir a segurança cibernética e a soberania do País;
- Desenvolvimento de appliances para segurança e controle do tráfego de dados em redes de computadores;
- Comunicações via satélite com foco em áreas remotas e aplicações críticas;
- Design e produção de componentes e semicondutores;
- Rádio definido por software;
- Redes de controle de missão crítica.

A depender dos planos de negócios submetidos para análise, o Inova Telecom pode funcionar como uma das fontes de recursos para iniciativas associadas ao projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).
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sábado, 28 de dezembro de 2013

Resultado final do Inova Aerodefesa

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DIVULGADO RESULTADO FINAL DO EDITAL INOVA AERODEFESA

Brasília 27 de Dezembro de 2013. A Financiado de Estudos e Projetos (Finep), agência de fomento ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), divulgou o resultado final do edital Inova Aerodefesa. Ao todo, foram aprovados 91 planos de 64 empresas líderes que somam R$ 8,68 bilhões frente aos R$ 2,9 bilhões disponíveis.

A chamada selecionou planos de negócio de empresas nacionais que contemplaram projetos de inovação em quatro linhas temáticas: aeroespacial; defesa; segurança e materiais especiais. A intenção é incentivar o adensamento de toda a cadeia produtiva destes setores, considerados estratégicos dentro do Plano Inova Empresa.

A próxima etapa é a de estruturação do plano de suporte conjunto. As empresas líderes receberão por e-mail maiores informações sobre esta fase.

A demanda do Inova Aerodefesa, proveniente dos planos de negócio recebidos, atingiu R$ 10 bilhões – valor 3,4 vezes maior do que os recursos disponíveis no edital. Ao todo, foram 98 planos e 70 empresas líderes (cada líder poderia mandar até quatro propostas).

O programa é conduzido pelo departamento das Indústrias Aeroespacial, Defesa e Segurança, lotado na Superintendência Regional de São Paulo. Contatos com relação a este programa devem ser direcionados para o e-mail: cp_inova_aerodefesa@finep.gov.br.

Fonte: FINEP
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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Reportagem sobre o MMM em Tecnologia & Defesa

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Reproduzimos abaixo uma pequena reportagem publicada na edição n.º 134 da revista Tecnologia & Defesa, do final de setembro, sobre o projeto MMM, da AEL Sistemas. Algumas informações estão desatualizadas, mas o texto dá um panorama sobre o projeto, já abordado em várias ocasiões aqui no blog. Recentemente, o MMM foi pré-selecionado para o programa Inova Aerodefesa, conduzido pela FINEP, BNDES, Ministério da Defesa e Agência Espacial Brasileira. A expectativa é que a seleção dos planos de negócios seja divulgada no próximo dia 23.

MMM - O microssatélite militar da AEL Sistemas

André M. Mileski

No início de julho, a reportagem de Tecnologia & Defesa esteve em Porto Alegre (RS), na sede da AEL Sistemas e se encontrou com Marcos Arend, diretor de Tecnologia, para conhecer um pouco mais sobre a proposta de desenvolvimento do Microssatélite Militar Multimissão (MMM), apresentada pela companhia em conjunto com outras empresas e universidades daquele Estado, no âmbito do Programa Inova Aerodefesa (ver reportagem nesta edição). Esta é também uma das primeiras iniciativas do Polo Tecnológico de Sistemas Espaciais do Rio Grande do Sul (ver T&D n.º 133), criado no final de abril, e que conta com importante apoio do governo estadual.

A proposta foi elaborada tendo em vista a chamada do Inova Aerodefesa para plataformas de pequeno porte, levando-se ainda em consideração o crescimento do uso de pequenos satélites para aplicações no setor de defesa, e a possibilidade do desenvolvimento de uma solução que não seja classificada como COTS (commercial off-the-shelf) para atender o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), do Ministério da Defesa, e a integração de capacitações espaciais disponíveis no Rio Grande do Sul, tanto de empresas como universidades. Além dos recursos do Inova Aerodefesa, o projeto deve demandar ainda investimentos adicionais das próprias empresas e de linhas de fomento do governo estadual. A proposta foi uma das 69 pré-selecionadas em julho e está no momento em análise.

Caso aprovado, o primeiro passo do MMM envolveria o desenvolvimento de uma pequena plataforma para colocação em órbita em 2015, muito provavelmente no primeiro voo do lançador Cyclone 4, decolando do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. Esta primeira missão, denominada MMM-1, teria cerca de 20 kg de massa e contaria com desenvolvimentos da AEL Sistemas em matéria de sistemas de suprimento de energia - hoje uma de suas especialidades no campo espacial, plataforma e sistemas de controle. À Digicon, com sede em Gravataí (RS), caberia o fornecimento da parte estrutural e integração dos painéis solares, além de todo o mecanismo de abertura (deployment) das antenas, representando o seu retorno ao setor espacial, uma vez que nas décadas de 1980/90 participou dos projetos dos SCD (Satélite de Coleta de Dados) e da primeira geração do CBERS (China-Brasil Earth Resources Satellite). A companhia ucraniana Yuzhnoye, com planos de em breve se instalar no Brasil, contribuiria com consultoria e suporte educacional. Note-se que, muito embora a AEL Sistemas seja controlada pelo grupo israelense Elbit Systems, sua capacitação em tecnologia espacial é local, independente da controladora.

Quatro universidades também integram o projeto, algumas aportando tecnologias inéditas no Programa Espacial Brasileiro: a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que deve contribuir com sua capacitação em análise de radiação para componentes eletrônicos; a Pontifícia Universidade Católica (PUC-RS), que tem grande conhecimento na área de radiofrequência, comunicações e transpônderes digitais; a Universidade Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), participando com suas habilidades em microeletrônica, em particular, conhecimentos da tecnologia MEMS (Micro-Electro-Mechanical Systems), que seriam aplicados no desenvolvimento de um propulsor elétrico; e a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que deve oferecer sua estrutura para a operação no solo. A UNISINOS, aliás, tem colaborado com institutos da Coréia do Sul e da Suíça em pesquisas e projetos da tecnologia MEMS. Espera-se que mais de 50 profissionais sejam envolvidos no desenvolvimento do MMM, incluindo doutores e engenheiros.

Devem participar ainda a Fundação de Ciência e Tecnologia do RS (CIENTEC), por meio da realização de ensaios e testes elétricos e ambientais do satélite, e a empresa pública Ceitec, fornecendo itens de microeletrônica (semicondutores).

O MMM-1 disporia de uma plataforma básica, com controle de atitude passivo, sem controle de órbita, destinada a operar a uma altitude de 700 km. Ainda não há definição sobre qual seria a sua carga útil, e a decisão ficaria sob a responsabilidade do Ministério da Defesa. Mas, dentre as alternativas possíveis, estaria um dispositivo SIGINT (inteligência de sinais), o que permitiria, inclusive, a criação de uma doutrina no emprego dessa capacidade pelas Forças Armadas brasileiras.

Passo seguinte seria dado com um segundo modelo, o MMM-2, com massa total próxima de 30 kg, não classificado como COTS. Este já contaria com controle de atitude, sendo que o próximo, o MMM-3 com propulsão elétrica baseada na tecnologia MEMS, o qual, na visão da AEL Sistemas, já seria um produto capaz de disputar o mercado internacional, podendo render divisas ao País.

A AEL Sistemas no setor espacial

A AEL Sistemas, sinônimo no País em aviônicos e veículos aéreos não tripulados, possui mais de 20 anos de experiência em tecnologia espacial, tendo desenvolvido e produzido diversos equipamentos eletrônicos para satélites brasileiros, em particular, sistemas de suprimento de energia. É o caso, por exemplo, dos satélites do programa CBERS, de observação terrestre. Assim como seus predecessores, o CBERS 3, que deve ser lançado ao espaço até o final deste ano, tem tecnologia criada e fabricada pela indústria gaúcha.

A empresa também participa do Projeto SIA - Sistemas Inerciais para Aplicação Aeroespacial, iniciativa liderada pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), de São José dos Campos (SP), através do desenvolvimento, produção e testes do computador de bordo (OBC). O OBC possibilita a capacidade de processamento e interfaces para executar as atividades de supervisão de bordo e controle de atitude e órbita de lançadores e satélites.

A AEL Sistemas conta com uma sala limpa de classe 100.000, além de câmaras climáticas e um shaker para ensaios ambientais e mecânicos. Sua equipe é treinada e certificada de acordo com as normas da Agência Espacial Europeia, para a montagem de componentes SMD (surface mount technology / tecnologia de montagem em superfície).

Fonte: revista Tecnologia & Defesa n.º 134 (setembro de 2013).
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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Inova Aerodefesa: resultado preliminar

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Aprovados 91 planos de negócio de 64 empresas no Inova Aerodefesa

A Finep acaba de divulgar o resultado preliminar da Etapa de Seleção dos Planos de Negócio apresentados pelas empresas no edital Inova Aerodefesa. Ao todo, foram aprovados 91 planos de 64 empresas líderes. Até o momento, a demanda qualificada soma R$ 8,68 bilhões contra R$ 2,9 bilhões disponíveis no edital. O resultado final, após recursos, está previsto para 23 de dezembro de 2013.

A finalidade da chamada é selecionar Planos de Negócio de empresas brasileiras que contemplem projetos de inovação nas quatro linhas temáticas: Aeroespacial, Defesa, Segurança e Materiais Especiais. A ideia é incentivar o adensamento de toda a cadeia produtiva destes setores, considerados estratégicos dentro do Plano Inova Empresa, do Governo Federal. Cada projeto receberá o total de até 90% do financiamento, sendo os 10% restantes contrapartida obrigatória das instituições qualificadas.

A demanda do Inova Aerodefesa (proveniente dos Planos de Negócio recebidos) atingiu R$ 10 bi – valor 3,4 vezes maior do que os recursos disponíveis no edital. Ao todo, foram 98 Planos de Negócios e 70 empresas líderes (cada líder poderia mandar até quatro propostas).

O Programa Inova Aerodefesa está sendo conduzido pelo Departamento das Indústrias Aeroespacial, Defesa e Segurança, lotado na Superintendência Regional de São Paulo. Contatos com relação a este programa devem ser direcionados para o e-mail cp_inova_aerodefesa@finep.gov.br.

Fonte: FINEP
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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

"FINEP - Apoiando a inovação em setores estratégicos"

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FINEP - Apoiando a inovação em setores estratégicos

André M. Mileski

Não é incomum encontrar em projetos nacionais de tecnologia militar o nome FINEP, ou então seu logotipo em protótipos ou cartazes de apresentação. De fato, esta sigla, de alguma forma, direta ou indiretamente, está presente em praticamente todos os setores considerados estratégicos pelo Brasil, como a agricultura, petróleo e gás, energia, telecomunicações, biotecnologia e, é claro, defesa e aeroespacial. Mas, afinal, o que vem a ser a FINEP, e qual é o seu papel?

Criada em 24 de julho de 1967, a FINEP - Agência Brasileira da Inovação é uma empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com a missão de”promover o desenvolvimento econômico e social do Brasil por meio do fomento público à Ciência, Tecnologia e Inovação em empresas, universidades, institutos tecnológicos e outras instituições públicas ou privadas.”

A partir de 1969, com a instituição pelo Governo Federal do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), criado com o propósito de financiar a expansão do sistema de Ciência &Tecnologia, o papel da FINEP como indutora de atividades inovadoras ganhou enorme impulso. Tal função, associada ainda ao seu caráter de financiadora do desenvolvimento científico e tecnológico, ficou ainda mais evidenciada com a edição da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia & Inovação (ENCTI), análoga da Estratégia Nacional de Defesa em relação à Ciência & Tecnologia que, aliás, elenca dentre as áreas prioritárias o Complexo Industrial da Defesa, o Aeroespacial e o Nuclear.

Atualmente, a FINEP apoia todas as etapas e dimensões do ciclo que se estende da pesquisa básica à aplicada, além da melhoria e desenvolvimento de processos, produtos e serviços associados à inovação. Na esfera privada, sua atuação se dá por meio de programas de liberação de recurso reembolsáveis, na forma de empréstimos, não reembolsáveis (subvenções), e também investimentos indiretos, por meio de fundos de investimento, em empresas classificadas como inovadoras.

Junto ao apoio direto a essas iniciativas pela iniciativa privada, a FINEP ainda atua na destinação de recursos não reembolsáveis, oriundos de fundos setoriais, para o apoio a projetos de C,T&I apresentados por instituições científicas e tecnológicas (ICTs) nacionais. É nesse âmbito que a empresa administra o PROINFRA, para apoio a projetos de manutenção, atualização e modernização da infraestrutura de pesquisa de ICTs. Dezenas de universidades e centros de pesquisa brasileiros recebem recursos para a criação, ampliação e/ou modernização de laboratórios e infraestrutura para Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação (P,D&I).

As linhas de financiamento da FINEP são abastecidas com recursos orçamentários, do MCTI, e também pelos Fundos Setoriais de Ciência e Tecnologia, criados a partir de 1999. Hoje, existem 17 desses fundos, sendo 14 para setores específicos, dentre eles o aeronáutico e o espacial. Os fundos setoriais são capitalizados por variadas fontes, como contribuições incidentes sobre o resultado da exploração de recursos naturais pertencentes à União, e parcelas de tributos incidentes em setores e atividades específicas.

Aeroespacial e de defesa

Com base em indicadores de intensidade de P,D&I, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE, sigla em francês) classifica os setores produtivos em quatro grupos principais de intensidade tecnológica, sendo que o aeroespacial, ao lado dos farmacêutico, informática, eletrônica e comunicações figuram no topo dessa classificação, considerados de alta intensidade tecnológica.

Não é sem motivo, portanto, que a FINEP tem apoiado ao longo de sua história iniciativas nas áreas aeroespacial, de defesa e segurança, tanto por meio de apoio direto à iniciativa privada, com financiamentos e subvenções econômicas, como investimentos e aportes de recursos em programas de centros de pesquisa e tecnologia das três Forças Armadas, universidades e entidades ligadas ao Programa Espacial Brasileiro.

Em matéria aeronáutica, por exemplo, um dos projetos mais bem sucedidos e que contou com o apoio da agência foi a aeronave de treinamento EMB-312 Tucano, da Embraer, que obteve grande sucesso em exportações e também contribuiu de forma significativa para determinadas capacitações pela Embraer, hoje terceira maior fabricante de aeronaves no mundo.

No campo espacial, é também largamente reconhecida a atuação, tanto na cadeia industrial ou diretamente no projeto propriamente dito, da FINEP no programa do Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS), iniciado no final da década de 1980 e com cinco satélites de observação já contratados. Com a retomada nos últimos anos da indústria brasileira de defesa, o papel da FINEP como indutora do desenvolvimento de novas tecnologias foi fortalecido. No período de 2004 ao início de 2011, a agência destinou mais de R$1 bilhão apenas para a área de defesa, montante significativamente ampliado nos últimos anos.

Uma das empresas mais beneficiadas com o apoio da FINEP é a Mectron, de São José dos Campos (SP), hoje parte da Odebrecht Defesa e Tecnologia. Ao longo de sua história, recebeu contratos com a agência que, somados, superam mais de R$382 milhões, principalmente para projetos de mísseis. Apenas o míssil ar-ar de quinta geração A-Darter, uma parceria binacional do Brasil e da África do Sul, registrou aportes de linhas do MCTI próximos de R$250 milhões.

No campo naval, projetos tecnológicos não tão conhecidos, mas significativos, também foram beneficiados pela FINEP. É o caso do Sistema de Detecção, Acompanhamento e Classificação de Contatos (SDAC), desenvolvido pelo Instituto de Pesquisas da Marinha (IPqM) em conjunto com a Atech, cujo objetivo futuro é obter um sistema sonar passivo nacional; do Sistema de Aquisição de Dados Acústicos, Magnéticos, Pressão e Campo Elétrico (SAAMPE), para emprego em guerra de minas navais; e do Sistema Integrado de Navegação Inercial para Veículos Submarinos Autônomos (SINVSA).

Em segurança pública, nos últimos anos, a FINEP investiu mais de R$80 milhões em financiamentos, muito em vista da realização dos grandes eventos esportivos no Brasil, como a Copa do Mundo da FIFA, em 2014, e os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, em 2016. Foram beneficiadas iniciativas como o sistema de comunicações do “Disque-Denúncia” no Rio de Janeiro (RJ), e pequenos robôs para a neutralização de explosivos. O robô, chamado DIANE, da Ares Aeroespacial, recebeu R$2,6 milhões. Outro campo apoiado foi o das análises forenses que, a cada dia, se tornam mais importantes para a rápida resolução de crimes. A FINEP financiou o Programa de Ciência e Tecnologia Aplicado à Segurança Pública, do Instituto Nacional de Criminalística (INC), de Brasília (DF), para apoio e fomento a projetos de P&D de novas tecnologias, inovação e capacitação em análises químicas, mineralogia, genética, geofísica, geoprocessamento e análise papiloscópica.

Inova Aerodefesa

Em maio de 2013, o Governo Federal, com efetiva participação da FINEP, deu um importante passo para estimular as atividades de P,D&I por meio do lançamento do edital de seleção pública do plano Inova Aerodefesa, que destinará R$ 2,9 bilhões para a inovação tecnológica nos setores aeroespacial, de aeronáutica, de defesa e de segurança pública. O plano é voltado para as indústrias e centros de pesquisas, e visa fortalecer setores estratégicos por meio de ações para estimular a parceria entre iniciativa privada e instituições, com descentralização de crédito e subvenção econômica para o investimento em programas de inovação tecnológica. Dos valores disponíveis, R$2,4 bilhões são de linhas da FINEP e, outros R$500 milhões, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O edital faz parte do Plano Inova Empresa, lançado em março último, e que prevê a articulação de diferentes ministérios e apoio por meio de crédito e financiamento, num total de R$ 32,9 bilhões a aplicar até 2014, destinados a empresas brasileiras de todos os portes que tenham projetos inovadores. O objetivo são os setores considerados prioritários como saúde, aeroespacial e defesa, energia, petróleo e gás, sustentabilidade socioambiental e tecnologia da informação.

O primeiro edital do Inova Aerodefesa elencou quatro linhas temáticas: (i) Aeroespacial – propulsão espacial (motores e veículos); a plataformas e satélites (de pequeno porte) e à indústria aeronáutica visando aeronaves mais eficientes; (ii) Defesa – sensores e/ou sensoriamento remoto (equipamentos e/ou componentes),sistemas e subsistemas de comando e controle; (iii) Segurança Pública – sistemas de identificação biométrica e a sistemas de informações (tais como o SIG-Sistemas de Informações Geográficas), e ainda diversos tipos de armas não letais; e (iv) Materiais Especiais – para aplicações diversas e na indústria de defesa (fibras e carbono e compósitos) incluindo ligas metálicas à base de aços.

Em julho, a FINEP divulgou o resultado preliminar das selecionadas para o programa, tendo sido habilitadas 69 empresas líderes, que incluem gigantes como a Embraer, General Electric, Helibras, e grandes construtoras como a Odebrecht e Andrade Gutierrez, e outras, de médio e pequeno portes. Somados todos os projetos apresentados, a demanda qualificada de recursos é de R$ 12,6 bilhões, valor bem acima dos R$2,9 bilhões disponibilizados. No final de agosto, foi realizado um workshop em São Paulo (SP) para reunir as empresas qualificadas, assim como parceiros e ICTs. Como é natural nessas iniciativas, nem todos os projetos pré-selecionados serão beneficiados neste primeiro edital, mas, a partir da criação do Inova Aerodefesa, espera-se o lançamento frequente de novos processos de seleção no futuro.

No início de setembro, outro meio de financiamento, conceitualmente mais capitalista, foi lançado pela FINEP, juntamente com o BNDES, a Agência de Fomento do Estado de São Paulo S/A, e a Embraer, por meio da aprovação de uma chamada pública para a seleção de uma gestora de um fundo de investimento em participações focado nos setores aeronáutico, aeroespacial, de defesa e de segurança. O fundo, que ainda será constituído, terá um capital comprometido inicial de R$130 milhões, sendo que a FINEP investirá R$40 milhões. Fará investimentos em empresas desses setores, na expectativa de que os investimentos se valorizem e sejam realizados por meio da venda das participações ou aberturas de capital, dentre outras formas de saída.

Com o Inova Aerodefesa e o fundo de investimento, o desenvolvimento tecnológico e a inovação de setores estratégicos como o aeroespacial e defesa, altamente demandantes de recursos, passarão a contar com mais opções de financiamento.

Alguns projetos apoiados pela FINEP

- Projeto VANT: desenvolvido pelo Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Centro Tecnológico do Exército (CTEx), Instituto de Pesquisas da Marinha (IpqM) e Avibras Aeroespacial.

- Projeto Guarani: mais de R$10 milhões para o desenvolvimento da Viatura Blindada de Transporte Pessoal Média de Rotas (VBTP-MR) Guarani, do Exército Brasileiro.

- Radares da família SABER: aporte de mais de R$40 milhões, oriundos de fundos setoriais, para o desenvolvimento dos radares de vigilância SABER M60 e M200, projeto do CTEx e da empresa Orbisat [Nota do blog: agora chamada Bradar], hoje parte do grupo Embraer Defesa e Segurança.

- Míssil A-Darter: recursos para o projeto do míssil ar-ar de quinta geração A-Darter, iniciativa conjunta entre os governos do Brasil e África do Sul, que conta com a participação das empresas nacionais Mectron (Odebrecht), Avibrás Aeroespacial e Opto Eletrônica.

- Sistemas Inerciais: mais de R$ 40 milhões para o projeto Sistemas Inerciais para Aplicação Aeroespacial (SIA), iniciativa conjunta do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), do DCTA e de várias indústrias da região do Vale do Paraíba (SP) visando o domínio nacional em sistemas inerciais de navegação para foguetes e satélites. No âmbito do SIA, foi também construído o LABSIA - Laboratório de Sistemas Inerciais, no Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), inaugurado em julho deste ano. Ainda em matéria de sistemas inerciais, a empresa vinculada ao MCTI destinou cerca de R$3,3 milhões para o desenvolvimento e fabricação no País de uma mesa inercial, um equipamento composto por múltiplos eixos, utilizado para a realização de testes e calibração. O projeto está a cargo da Infax Tecnologia e Sistemas, pequena empresa com sede no Rio de Janeiro (RJ).

- Treinador T-Xc: subvenção econômica de aproximadamente R$10 milhões para o desenvolvimento do treinador primário T-Xc, da Novaer Craft, que pode vir a substituir os T-25 Universal operados pela Academia da Força Aérea em Pirassununga (SP).

- Ampliação do LIT/INPE: destinação de R$45 milhões para a ampliação da capacidade do Laboratório de Integração e Testes (LIT), do INPE, em São José dos Campos (SP), para integração, testes e ensaios de satélites de até 6 toneladas.

- PROANTAR: investimento não reembolsável de R$69 milhões para a aquisição do navio polar de pesquisa oceanográfica Almirante Maximiano, operado pela Marinha do Brasil.

- Supercomputador do CPTEC/INPE: o supercomputador Cray, batizado de Tupã, instalado no Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC/INPE), em Cachoeira Paulista (SP), em operação desde o final de 2010, recebeu R$35 milhões em recursos da FINEP. Nos últimos 20 anos, a FINEP destinou cerca de R$ 100 milhões em infraestrutura e projetos na área de meteorologia, especialmente nos dois centros de meteorologia e pesquisas climáticas do País, o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e o CPTEC/INPE.

Fonte: revista Tecnologia & Defesa n.º 134, outubro de 2013.
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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Inova Aerodefesa: demanda de R$10 bilhões

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Demanda contida nos Planos de Negócio do Inova Aerodefesa chega a R$ 10 bi

14/10/2013

A demanda qualificada do Inova Aerodefesa (proveniente dos Planos de Negócio recebidos) atingiu R$ 10 bi – valor 3,4 vezes maior do que os recursos disponíveis no edital. Ao todo, foram 98 Planos de Negócios e 70 empresas líderes (cada líder poderia mandar até quatro Planos de Negócio). O prazo para preenchimento eletrônicos dos formulários se encerrou em 10 de outubro. Neste momento, a equipe que cuida do Programa está executando a análise dos Planos, cujo resultado preliminar (antes dos recursos) está previsto para 02 de dezembro.

Cada projeto receberá o total de até 90% do financiamento, sendo os 10% restantes contrapartida obrigatória das instituições qualificadas. A finalidade do edital é selecionar Planos de Negócios de empresas brasileiras que contemplem projetos de inovação nas quatro linhas temáticas: Aeroespacial, Defesa, Segurança e Materiais Especiais.

A ideia é incentivar o adensamento de toda a cadeia produtiva destes setores, considerados estratégicos dentro do Plano Inova Empresa, do Governo Federal.

O Programa Inova Aerodefesa está sendo conduzido pelo Departamento das Indústrias Aeroespacial, Defesa e Segurança, lotado na Superintendência Regional de São Paulo. Contatos com relação a este programa devem ser direcionados para o e-mail cp_inova_aerodefesa@finep.gov.br.

Fonte: Finep
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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Mais informações sobre a apresentação do MMM-1

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AEL apresenta modelo do primeiro microssatélite brasileiro para aplicações militares

Exposição marcou a inauguração do Centro de Desenvolvimento e Industrialização de Equipamentos Aeroespaciais da empresa, que dará ao Brasil capacidade de produção de aviônicos e sistemas de defesa inéditos no País

Porto Alegre, 04/10 - A AEL Sistemas exibiu hoje, pela primeira vez, o modelo do primeiro microssatélite brasileiro para aplicações militares – o MMM-1 - que tem previsão de lançamento para dezembro de 2015. Pesando menos de 10kg e com 30 cm de altura, o microssatélite poderá ser usado para fins de comunicação e monitoramento (sensoriamento remoto), entre outras missões. Como o Brasil hoje não produz satélites, depende de outros países para suprir a demanda nacional por esse tipo de tecnologia.

Por ser menor e mais leve, o equipamento é também mais barato, permitindo que o país incorpore essa tecnologia em maior escala. O investimento inicial no projeto é de R$ 43 milhões e parte dos recursos virá da Finep – Agência Brasileira da Inovação.

“Por meio de uma parceria ampla que envolve o estado, universidades, institutos e empresas locais, a AEL e o Polo Espacial Gaúcho irão fortalecer o segmento de alta tecnologia espacial e suprir uma parte da demanda do Brasil”, afirma o diretor de Tecnologia da AEL, Marcos Arend.

O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, ressaltou que a produção de microssatélites no país fortalece o Brasil. “Queremos que o estado seja um polo espacial e de modernização tecnológica para o segmento de defesa. Esse tipo de projeto fortalece a soberania nacional”, afirmou o governador, durante a inauguração. “Esta parceria nos ajudará a colocar o Rio Grande do Sul na vanguarda tecnológica do Brasil e do mundo”, acrescentou.

No evento, o presidente da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), Ivan De Pellegrin, destacou as oportunidades que irão surgir a partir da criação do Polo Espacial Gaúcho. “As mudanças ocorridas na estratégia nacional de defesa e os expressivos recursos disponíveis criam oportunidades de desenvolvimento para o Rio Grande do Sul”, ressaltou.

Desenvolvimento e Industrialização

A apresentação do microssatélite marcou a inauguração do Centro de Desenvolvimento e Industrialização de Equipamentos Aeroespaciais da AEL, em Porto Alegre. Nesta unidade - um espaço de 7,5 mil metros quadrados, três vezes maior do que a atual estrutura da empresa no Rio Grande do Sul - funcionará a fábrica de equipamentos de alta tecnologia da companhia e laboratórios para desenvolvimento de produtos e sistemas.

A iniciativa materializa o principal objetivo da companhia: desenvolver a indústria espacial e de defesa no país. O novo centro irá fortalecer ainda o desenvolvimento tecnológico estadual, em especial o projeto do Polo Espacial Gaúcho, fruto de parceria com o governo do Rio Grande do Sul, universidades, institutos e empresas locais.

“O centro contribuirá para fortalecer a indústria brasileira de defesa”, afirma Vitor Neves, vice-presidente de Operações da AEL Sistemas, subsidiária brasileira da israelense Elbit Systems. “Teremos capacidade de produzir aviônicos e desenvolver sistemas de defesa inéditos no Brasil, caso dos sistemas de guerra eletrônica, veículos aéreos não-tripulados, tecnologia eletro-óptica, além de sistemas de guiagem de armamento e sistemas espaciais”, ressalta Neves. O desenvolvimento de sistemas espaciais está sendo impulsionado pelo Polo Espacial Gaúcho - o microssatélite será o primeiro grande projeto.

Fonte: AEL Sistemas.
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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Apresentação do projeto MMM-1

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Dando mais um passo na organização do Polo Espacial do Rio Grande do Sul, na próxima sexta-feira (04), a AEL Sistemas, de Porto Alegre (RS) fará a apresentação oficial do modelo do MMM-1, o primeiro microssatélite brasileiro para aplicações militares, projeto já abordado pelo blog Panorama Espacial (veja aqui).

O MMM-1 será apresentado durante a Mostra de Equipamentos Aeroespaciais / Espaciais e de Defesa, que acontece na capital gaúcha e marcará a inauguração do Centro de Desenvolvimento e Industrialização de Equipamentos Aeroespaciais da AEL Sistemas. O pequeno satélite, com massa estimada inferior a 10 kg, tem previsão de lançamento em dezembro de 2015. O projeto está em análise no programa Inova Aerodefesa.

A mostra também contará com outros sistemas desenvolvidos no Rio Grande do Sul ou com a participação da AEL, como subsistemas espaciais, tecnologia de propulsão MEMS (Unisinos), veículos aéreos não tripulados (VANTs), o blindado Guarani, entre outros equipamentos.

Segundo informações da própria empresa, a AEL Sistemas atua no segmento espacial desde a década de noventa, participando de inúmeros programas gerenciados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), desenvolvendo e produzindo equipamentos aplicados em diversos satélites, sendo hoje a empresa brasileira que fornece maior número de subsistemas para os satélites do Instituto.

Mais informações sobre o MMM e a atuação da AEL Sistemas no setor espacial são dadas em reportagem e artigo publicados na edição n.º 134 da revista Tecnologia & Defesa, que em breve estará nas bancas de todo o Brasil.
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domingo, 8 de setembro de 2013

Fundo de investimento para os setores aeroespacial e de defesa

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Na última sexta-feira (06), a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), anunciaram o lançamento de uma chamada pública convidando gestoras de investimentos para a gestão de um fundo de investimento em participações (FIP) focado nos setores aeronáutico, aeroespacial, defesa, segurança e integração de sistemas.

O FIP terá um capital comprometido mínimo de R$130 milhões, sendo que o BNDES, a FINEP e a Embraer investirão cada uma o valor de R$40 milhões, com os R$10 milhões restantes sendo aportados pela agência de fomento Desenvolve SP, ligada ao Governo do Estado de São Paulo. O patrimônio poderá ser maior, uma vez que a gestora selecionada será responsável por captar novos investidores (possivelmente, investidores institucionais como fundos de pensão e empresas atuantes nestas áreas).

Segundo a nota do BNDES, o FIP "será um fundo de venture capital, ou seja, que investirá em pequenas e médias empresas inovadoras, com faturamento bruto de até R$ 200 milhões anuais. O gestor que vier a ser contratado deverá concentrar esforços para que cerca de 15% do capital efetivamente investido seja destinado a empresas inovadoras com faturamento bruto de até R$ 3,6 milhões por ano." O fundo será "estruturado com elementos de corporate venturing, no qual a presença de uma empresa líder, no caso a Embraer, permite estruturar e fortalecer a cadeia produtiva relacionada às suas atividades."

Basicamente, a função do FIP é investir em empresas por meio da aquisição de parte de suas ações ou outros valores mobiliários, tornando-se um sócio. Além de contribuir com o capital, o FIP também pode ter participação efetiva na gestão da empresa, rentabilizando o seu investimento. O investimento feito pelo fundo tem prazo definido e, normalmente, é realizado por meio da venda das participações a investidores estratégicos ou mediante abertura de capital em bolsas de valores. Ao término do prazo de duração do fundo, a expectativa de seus investidores (no caso, FINEP, BNDES, Embraer e etc.) é que os recursos inicialmente investidos tenham se valorizado (em fundos de venture capital, não é raro os retornos superarem três ou quatro vezes o montante inicialmente investido).

Nos Estados Unidos e na Europa, o conceito de corporate venturing para os setores aeroespacial e de defesa não é novo. Grandes conglomerados industriais, como a europeia EADS (Airbus) e a Boeing têm iniciativas nesta área. De fato, nos últimos anos algumas iniciativas similares foram idealizadas no Brasil, mas não chegaram a ser materializadas.

A iniciativa do FIP se soma ao programa Inova Aerodefesa, anunciado em maio, e é mais uma forma de financiamento de projetos das áreas aeroespacial, de defesa e segurança desenvolvidos pela iniciativa privada. No caso do Inova Aerodefesa, os investimentos serão não reembolsáveis, por meio de mecanismos de subvenção econômica.

(Blog Panorama Espacial, com informações do BNDES e FINEP)
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domingo, 25 de agosto de 2013

Inova Aerodefesa: iniciativas em lançadores

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Já abordamos em algumas postagens o projeto do Microssatélite Militar Multimissão (MMM), proposto pela AEL Sistemas, em conjunto com outras empresas e universidades do Rio Grande do Sul, no âmbito do Plano de Apoio Conjunto Inova Aerodefesa, lançado pela FINEP em parceria com o BNDES, Agência Espacial Brasileira (AEB) e Ministério da Defesa.

Nos próximos dias, o blog Panorama Espacial postará mais informações sobre alguns projetos submetidos ao edital, em especial aqueles relacionados à área espacial. No campo de lançadores, que deve ter desdobramentos em médio e longo prazo, há algumas iniciativas interessantes, em particular relacionados ao projeto do Veículo Lançador de Microssatélites (VLM) (para informações sobre o VLM, clique aqui).

A Cenic, de São José dos Campos (SP), por exemplo, busca recursos para a nacionalização dos módulos inter-estágios do VLM, em parceria com as indústrias COMPSIS e EQE, também do Vale do Paraíba. A COMPSIS também apresentou uma demanda para o desenvolvimento de bancos de controle para o pequeno lançador.

Mas, nessa área, o projeto que mais chama atenção é o da Odebrecht Defesa e Tecnologia (ODT), que na linha aeroespacial propôs uma iniciativa volta à capacitação do Brasil na prestação de serviços de transporte espacial para missões de órbita baixa. Isto é, a ODT busca recursos para o desenvolvimento de um lançador da classe do VLS, a ser qualificado em duas missões com colocação em órbita de satélites de pequeno porte. O resumo com a descrição do projeto, no entanto, não dá mais detalhes sobre as características do foguete.

Conforme revelado na postagem "As "cinco irmãs" no setor de defesa [e espaço]", há no mercado um rumor de que a ODT estaria associada à italiana Avio, que fabrica o foguete Vega, para iniciativas no Brasil envolvendo meios de acesso ao espaço.

Na próxima terça-feira (27), deve acontecer em São Paulo o workshop de instrução e fomento de parcerias do Inova Aerodefesa. Os recursos disponibilizados no primeiro edital somam R$ 2,9 bilhões, e a demanda qualificada até o momento é de R$ 12,6 bilhões.
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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Reportagem sobre o projeto MMM em jornal gaúcho




Projeto pretende por em órbita primeiro satélite gaúcho

14/08/2013 | 06h03

Empresas, universidades e instituições públicas planejam disputar verba federal para projetar e lançar equipamento

Cadu Caldas e Demétrio Rocha Pereira

Uma parceria entre empresas e universidades pretende criar um polo espacial no Estado e colocar em órbita o primeiro satélite gaúcho. A velocidade com que o projeto vai sair do papel, no entanto, depende de apoio do governo federal.

Propostas de várias regiões do país tentam abocanhar parte dos R$ 2,9 bilhões que a Agência Brasileira da Inovação (Finep) terá para financiar projetos na área de defesa e aeroespacial. De olho nos incentivos do Planalto, um grupo de empresas no Estado planeja construir um microssatélite de uso militar. O valor solicitado é de R$ 43 milhões.

De pequeno porte – não muito maior que uma caixa de sapato – e pesando cerca de 20 quilos, o equipamento representa um grande desafio tecnológico. Poucos países dominam o conhecimento para fabricação de estruturas tão compactas para atividade de defesa. No país, a iniciativa é inédita. O polo de São José dos Campos (SP), maior centro de excelência em ciência aeroespacial do país, se dedica à fabricação do primeiro grande satélite brasileiro, voltado para a área de comunicações, como televisão e banda larga. Ontem, o Ministério das Comunicações anunciou que o consórcio europeu Thales Alenia Space foi o escolhido para a construção do equipamento, que deve ser lançado em dois anos.

– Vamos apostar em um novo nicho, em algo que ainda não é produzido no Brasil. Apesar de disputarmos recursos federais, não somos concorrentes no mercado – explica Aloísio Nóbrega, diretor de promoção comercial da Agência de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), responsável por realizar o mapeamento das empresas que vão atuar no polo gaúcho.

Composto, inicialmente por quatro empresas e quatro universidades, o projeto será conduzido pela AEL, que atua no ramo de sistema de segurança eletrônica há 30 anos. Serão pelo menos 50 profissionais envolvidos.

A expectativa é que 80% dos componentes do satélite sejam produzidos por empresas instaladas no Rio Grande do Sul. O restante pode vir de outros Estados, mas a tendência é que venha por meio de parcerias internacionais. Em abril, uma comitiva gaúcha foi a Israel para tratar do tema. Em setembro, está agendada uma viagem para o Canadá.

– O Ministério da Defesa vai se tornar o primeiro cliente do satélite. Mais tarde, o objetivo é vender a plataforma no mercado internacional – diz Marcos Arend, diretor de tecnologia da AEL.

Confiante da vitória no edital, Arend afirma que uma eventual derrota não enterra o projeto mas pode acarretar mudanças no cronograma.

– Investimentos em tecnologia têm um certo risco. Sem apoio fica mais complicado, mas a ideia é grande e iremos em frente. É importante para o Estado investir em sistemas de defesa próprio e o governo já entendeu isso – acrescenta.

Lançamento para 2015

Âncora de um projeto que deve mobilizar oito PhDs, 32 engenheiros e três institutos, além de universidades e empresas, a AEL Sistemas, de Porto Alegre, pretende lançar seu primeiro microssatélite em 2015, na base de Alcântara (MA), considerada uma das melhores do mundo pela localização próxima à Linha do Equador.

O MMM-1 não terá controle de órbita, quer dizer, não poderá ser "manobrado" para garantir orientação correta em relação à Terra. Ainda assim, os desafios são vários, entre os quais o de lidar com a temperatura no vácuo: o satélite pode se aquecer por causa do sol, mas o frio chega a -270°C, muito perto da temperatura considerada a menor possível. Também não dá para deixar o satélite cair: o equipamento estará sujeito a forças como a gravidade e a pressão solar, que o "empurram" para baixo.

A ideia é projetar, depois, o MMM-2 e o MMM-3, esse último com perspectiva de competir no Exterior.

O projeto

O Microssatélite Militar Multimissão (MMM-1) deve ser uma das primeiras iniciativas do polo espacial gaúcho. A intenção é lançar o equipamento até o final de 2015, o que pode ser concretizado com a colaboração de quatro universidades e de diversas empresas nacionais e estrangeiras.

As características
Massa (peso): cerca de 20 quilos
Tamanho aproximado: 30 cm de altura x 10 cm de largura x 10 cm de profundidade
Altitude de órbita: 700 quilômetros
Custo estimado: US$ 250 mil
Aplicação imediata: setor de defesa

Carro e roda
Perto de um satélite regular — do tamanho de um carro —, os microssatélites têm a proporção de uma roda.
Mas ainda há menores, veja a classificação:
Microssatélite: de 10 kg a 500 kg
Nanossatélite: de 1 kg a 10 kg
Picossatélite: menos de 1 kg

Os parceiros
Universidades e instituições públicas
UFRGS: processamento de bordo e análise de radiação
UFSM: oferecerá a estrutura para a operação no solo
Unisinos: sensores e microeletrônica
PUCRS: antenas e transponder digital
Cientec: ensaios e testes elétricos e ambientais
Ceitec: microeletrônica (chips)

Empresas
AEL: defesa eletrônica, componentes espaciais e interface de comunicação
Digicom: fabricação de dispositivos mecânicos e suprimento de energia
GetNet: serviços de comunicação
TSM: desenvolvimento, qualificação e produção de antenas

Fonte: Jornal Zero Hora, 14/08/2013.
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domingo, 28 de julho de 2013

As "cinco irmãs" no setor de defesa [e espaço]

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Na coluna "Defesa & Negócios" da edição n.º 133 da revista Tecnologia & Defesa, que está nas bancas, há um pequeno artigo com uma análise sobre o interesse das grandes empreiteiras brasileiras pelo setor de defesa, que se estende para o setor espacial (em particular depois da edição do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais - PESE, e do projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas - SGDC). Reproduzimos o artigo a seguir, com algumas atualizações obtidas após o seu fechamento no último mês de junho:

As "cinco irmãs" no setor de defesa

André M. Mileski

Nas últimas décadas, as maiores construtoras brasileiras têm tido papel de grande relevância no desenvolvimento do País, atuando não apenas na construção civil e gerenciamento de grandes obras de infraestrutura, mas também em setores considerados estratégicos, como os de energia, petróleo e gás, petroquímico, comunicações, naval e serviços públicos, entre outros. No final de 2008, com a edição da Estratégia Nacional de Defesa (END), as perspectivas de grandes investimentos governamentais nas áreas de defesa e segurança e o desejo do governo em fomentar a criação de grandes atores industriais, as principais delas, como a Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, OAS e Queiroz Galvão (conhecidas como “as cinco irmãs”), passaram a olhar atentamente o setor. A seguir uma breve análise sobre as movimentações de cada um destes grupos.

Odebrecht

O primeiro grande grupo a estruturar seus negócios no setor foi a Odebrecht que, em janeiro de 2009, se associou à DCNS, da França, para a constituição de uma joint-venture para a construção de um estaleiro e submarinos para a Marinha do Brasil (MB), no âmbito do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB). Desde então, o grupo passou a analisar diversas oportunidades, inclusive de aquisições e parcerias. Em maio de 2010, juntou-se à Cassidian (então EADS Defence & Security) para projetos de monitoramento de fronteiras, dentre os quais o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON), do Exército Brasileiro. A parceria com a Cassidian foi dissolvida no início deste ano. Em março de 2011, adquiriu a "missile house" brasileira Mectron e nos últimos anos também manteve conversações visando à aquisição da Avibras e Opto Eletrônica. [Nota do blog: diversas empresas e grupos nacionais e estrangeiros, inclusive a Odebrecht, continuam análises e conversações visando a aquisição da Opto]

Em outubro de 2012, a Odebrecht Defesa e Tecnologia (ODT) - divisão que reúne todos os negócios do grupo no setor de defesa, firmou com a estatal Russian Technologies State Corporation um memorando de entendimentos visando à formação de uma joint venture para projetos militares, tais como a fabricação no País de helicópteros Mi-17, e sistemas de defesa aérea, onde há negociações em andamento com o Ministério da Defesa para a aquisição e produção local de sistemas de mísseis, iniciativa que deverá contar com a participação da Mectron. Especula-se que a ODT vá também participar do projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), envolvendo-se com a infraestrutura terrestre.

[Nota do blog: após a publicação desta pequena reportagem, T&D / blog Panorama Espacial receberam a informação, ainda não confirmada, de que a Odebrecht também estaria interessada no segmento de lançadores, em associação com a italiana Avio. Faremos uma análise específica sobre as perspectivas em lançadores muito em breve. Adicionalmente, vale citar que a ODT foi uma das 69 empresas pré-selecionadas no programa Inova Aerodefesa]

Andrade Gutierrez

A Andrade Gutierrez tem apostado suas fichas em defesa associada ao grupo francês Thales, formalizada no início de 2012, por meio da constituição de uma empresa estratégica de defesa, controlada pela Andrade Gutierrez (60%), cujo objetivo foi o de “somar competências para atuar em determinados projetos no setor de defesa e segurança, oferecendo soluções para o desenvolvimento e gestão de sistemas complexos de monitoramento e comunicação civis e militares para determinados projetos.” Desde então, o grupo tem participado de concorrências em programas complexos, como o SISFRON, e também tem demonstrado interesse em outras iniciativas, como comunicações. Na LAAD 2013, realizada em abril, apresentou soluções desenvolvidas pela Veotex, uma de suas empresas controladas, que atua nos segmentos de monitoramento eletrônico integrado de imagens, vídeo alarme e controle de acessos.

[Nota do blog: a Andrade Gutierrez tem estado próxima da Embraer, e comenta-se que será a responsável pelas obras civis associadas ao SISFRON. A Andrade Gutierrez Defesa e Segurança foi também uma das empresas pré-selecionadas no programa Inova Aerodefesa]

Camargo Corrêa

De todas as grandes, a Camargo Corrêa é a menos envolvida, o que não significa dizer que não tenha interesses na área. Nos bastidores, é eventualmente citada como candidata a se envolver no Programa de Obtenção de Meios de Superfície (PROSUPER), da MB, o que poderia se dar por meio do estaleiro Atlântico Sul, uma das maiores empresas de construção naval da América do Sul, da qual detém importante participação societária. O setor espacial, em particular a área de lançadores, também está no radar do grupo industrial paulista.

OAS

A construtora baiana OAS recentemente constituiu uma empresa para iniciativas em defesa e segurança, a OAS Defesa S/A, criada com o intuito de desenvolver e oferecer soluções operacionais nesses segmentos. A empresa se associou à Rafael, de Israel, para a apresentação de proposta de implementação do Sistema de Coordenação de Operações Terrestres Interagências (SisCoti), que integra o Projeto Proteger, do Exército Brasileiro (ver T&D nº 132). Em 2012, na concorrência para a primeira fase do SISFRON, a OAS apresentou proposta associada à Selex, do grupo italiano Finmeccanica.

[Nota do blog: a OAS Defesa também foi pré-selecionada no programa Inova Aerodefesa]

Queiroz Galvão

Na concorrência para a primeira fase do SISFRON, a Queiroz Galvão fez parte do consórcio Fronteiras, em conjunto com a Flight Technologies e o grupo norte-americano Northrop Grumman. Bastante discreta, em outubro de 2012 assinou uma carta de intenções com o grupo Safran (proprietário da SNECMA, Turbomeca, Sagem, entre outras empresas do segmento aeroespacial e de defesa), para projetos não revelados. O grupo pernambucano é também sócio da Camargo Corrêa no estaleiro Atlântico Sul.

[Nota do blog: a Queiroz Galvão Tecnologia em Defesa e Segurança também foi pré-selecionada no programa Inova Aerodefesa]

Fonte: Tecnologia & Defesa n.º 133, julho de 2013.
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segunda-feira, 22 de julho de 2013

Programa Inova Aerodefesa: pré-seleção das empresas

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EMPRESAS PRÉ-QUALIFICADAS NO INOVA AERODEFESA

Brasília 22 de julho de 2013 – A FINEP – Agência Brasileira da Inovação acaba de divulgar o resultado preliminar das empresas selecionadas no Plano de Apoio Conjunto Inova Aerodefesa, lançado em parceria com o BNDES, Ministério da Defesa e Agência Espacial Brasileira (AEB). Foram habilitadas 69 Empresas Líderes que estarão aptas a apresentar os planos de negócios e participar do workshop de instrução e fomento de parcerias, a ser realizado no dia 27 de agosto, em São Paulo, juntamente com as empresas parceiras e as ICTs cadastradas. Os recursos disponibilizados no edital somam R$ 2,9 bilhões, sendo que a demanda qualificada até o momento é de R$ 12,6 bilhões.

Cada projeto receberá o total de até 90% do financiamento, sendo os 10% restantes contrapartida obrigatória das instituições qualificadas. Empresas parceiras e ICTs que também encaminharam Cartas de Manifestação de Interesse receberão um e-mail do Inova Aerodefesa comprovando o cadastro realizado. Também foram aprovados na etapa de pré-qualificação os quatro fundos de investimento cadastrados, com demanda global de R$ 500 milhões. O resultado definitivo da seleção das empresas líderes após recursos está previsto para o dia 12 de agosto.

A finalidade do edital é selecionar planos de negócios de empresas brasileiras que contemplem projetos de inovação nas quatro linhas temáticas:  Aeroespacial, Defesa, Segurança e Materiais Especiais. A ideia é incentivar o adensamento de toda a cadeia produtiva destes setores, considerados estratégicos dentro do Plano Inova Empresa, do Governo Federal.

O Programa Inova Empresa está sendo conduzido pelo Departamento das Indústrias Aeroespacial, Defesa e Segurança, lotado na Superintendência Regional de São Paulo. Contatos com relação a este programa devem ser direcionados para o e-mail cp_inova_aerodefesa@finep.gov.br.

Fonte: Finep

Comentário do blog: praticamente todas as principais indústrias nacionais que atuam em tecnologia espacial figuram na pré-seleção do programa. Curiosa também a presença de quatro grandes empreiteiras nacionais, que submeteram projetos: Odebrecht, Andrade Gutierrez, OAS e Queiroz Galvão. Aliás, sobre os negócios e interesses das grandes empreiteiras nos setores de defesa e aeroespacial, recomenda-se a leitura da análise "As cinco irmãs no setor de defesa", publicada na coluna "Defesa & Negócios" da revista Tecnologia & Defesa n.º 133, que se encontra nas bancas.
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quinta-feira, 18 de julho de 2013

Exclusivo: Projeto MMM, a proposta gaúcha no Inova Aerodefesa

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Na última semana, Tecnologia & Defesa / Blog Panorama Espacial esteve em Porto Alegre (RS), na sede da AEL Sistemas e se encontrou com Marcos Arend, Diretor de Tecnologia, para conhecer um pouco mais sobre a proposta de desenvolvimento do Microssatélite Militar Multimissão (MMM), apresentada pela companhia gaúcha em conjunto com outras empresas e universidades do Rio Grande do Sul, no âmbito do Programa Inova Aerodefesa, da Finep, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Ministério da Defesa e Agência Espacial Brasileira. Esta é também uma das primeiras iniciativas do Polo Tecnológico de Sistemas Espaciais do Rio Grande do Sul, criado no final de abril, e que conta com importante apoio do governo estadual local.

A proposta foi elaborada tendo em vista a chamada do Inova Aerodefesa para plataformas de pequeno porte, levando-se ainda em consideração o crescimento do uso de pequenos satélites para aplicações no setor de defesa, e a possibilidade do desenvolvimento de uma solução que não seja classificada como COTS (commercial off-the-shelf) para atender o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), do Ministério da Defesa, e a integração de capacitações espaciais disponíveis no Rio Grande do Sul, tanto de empresas como universidades. Além dos recursos do programa da Finep, o projeto deve demandar ainda investimentos adicionais das próprias empresas e de linhas de fomento do governo estadual. A proposta está em análise e a divulgação da primeira seleção deve acontecer no próximo dia 22.

Caso aprovado, o primeiro passo do MMM envolveria o desenvolvimento de uma pequena plataforma para colocação em órbita em 2015, muito provavelmente no primeiro voo do lançador Cyclone 4, decolando do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. Esta primeira missão, denominada MMM-1, teria cerca de 20 kg de massa e contaria com desenvolvimentos da AEL Sistemas em matéria de sistemas de suprimento de energia - hoje uma de suas especialidades no campo espacial, plataforma e sistemas de controle. À Digicon, com sede em Gravataí (RS), caberia o fornecimento da parte estrutural e integração dos painéis solares, além de todo o mecanismo de deployment das antenas, representando o seu retorno ao setor espacial, uma vez que nas décadas de oitenta e noventa participou dos projetos dos satélites SCD e da primeira geração do CBERS. A companhia ucraniana Yuzhnoye, com planos de em breve se instalar no Brasil, contribuiria com consultoria e suporte educacional. Note-se que, muito embora a AEL Sistemas seja controlada pelo grupo israelense Elbit Systems, sua capacitação em tecnologia espacial é local, independente da controladora.

Três universidades também integram o projeto: a UFRGS, que deve contribuir com sua capacitação em análise de radiação para componentes eletrônicos; a PUCRS, que tem grande expertise em radiofrequência, comunicações e transpônderes digitais; e a UNISINOS, participando com suas habilidades em microeletrônica, em particular, conhecimentos da tecnologia MEMS (Micro-Electro-Mechanical Systems), que seriam aplicados no desenvolvimento de um propulsor elétrico. A UNISINOS, aliás, tem colaborado com institutos da Coréia do Sul e da Suíça em pesquisas e projetos desta tecnologia.

O MMM-1 disporia de uma plataforma básica, com controle de atitude passivo, sem controle de órbita, destinado a operar a uma altitude de 700 km. Ainda não há definição sobre qual seria a sua carga útil, e a decisão ficaria sob a responsabilidade do Ministério da Defesa. Mas, dentre as alternativas possíveis, estaria um dispositivo SIGINT (sigla em inglês para inteligência de sinais), o que permitiria, inclusive, a criação de uma doutrina no emprego desta capacidade pelas Forças Armadas brasileiras.

Passo seguinte do projeto MMM seria dado com um segundo modelo, o MMM-2, com massa total próxima de 30 kg, não classificado como COTS. Este modelo já contaria com controle de atitude, sendo que o próximo modelo, o MMM-3 com propulsão elétrica baseada na tecnologia MEMS.

A AEL Sistemas no setor espacial

A AEL Sistemas possui 20 anos de experiência no campo espacial, tendo desenvolvido e produzido diversos equipamentos eletrônicos para satélites brasileiros, em particular, sistemas de suprimento de energia. A empresa também participa do Projeto SIA - Sistemas Inerciais para Aplicação Aeroespacial, no desenvolvimento, produção e testes do computador de bordo (OBC).

Mais informações e detalhes sobre o MMM, o Polo Espacial do RS e a indústria espacial no sul do país estarão em reportagem espacial na edição de setembro de Tecnologia & Defesa.
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