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A Latin America Aero & Defence - LAAD 2009 foi encerrada na última sexta-feira (17) com sucesso absoluto (para ler notícias sobre o evento, clique aqui). Apesar de ser um evento focado desde o início em Defesa e Segurança, a edição desse ano contou com alguns expositores e apresentações relacionadas à tecnologia espacial. Dentro dos próximos dias, serão postadas algumas notas com notícias e análises sobre o que aconteceu de mais importante nesse setor durante a feira. O primeiro conteúdo trata da presença de duas companhias europeias de um mesmo grupo, a Thales Alenia Space e Telespazio, oriundas da fusão dos negócios espaciais da Finmeccanica (Itália) e Alcatel (França).
A Thales Alenia Space e a Telespazio representam industrialmente dois fortes parceiros comerciais e políticos do governo brasileiro, a França e a Itália, que, inclusive, buscam ampliar o escopo dessas parcerias. No final do ano passado, a França assinou com o Brasil um acordo estratégico na aérea de defesa, que possibilitou negócios em submarinos e helicópteros, e ainda pode gerar outros, como vendas de aviões de combate, redes de vigilância e satélites. Em entrevista concedida à reportagem de Tecnologia & Defesa no primeiro dia da LAAD, o embaixador da Itália no Brasil, Michele Valensise destacou a intenção do governo e da indústria italiana em ampliar os projetos de cooperação nas áreas de Defesa e Espaço.
As duas empresas já possuem alguma presença no País, como a Omnisys, fabricante de radares, sistemas de guerra eletrônica e subsistemas de satélites, e a subsidiária Telespazio Brasil, prestadora de serviços de comunicações, inclusive para as forças armadas. Isso, aliado ao desejo dos governos de seus países de origem, as colocam em importante posição para disputar contratos espaciais no Brasil, em particular o maior de todos, o do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB).
Oficialmente, até onde se sabe, não existe uma concorrência lançada para o SGB. O que existe, além da disposição da Agência Espacial Brasileira (AEB) e do Ministério da Defesa, são alguns estudos relacionados à modelagem do projeto, como Parcerias Público-Privadas (PPP), e frequentes contatos com empresas nacionais e estrangeiras interessadas em participar da iniciativa. Aos poucos, vão surgindo também sinais de que o projeto pode estar mais próximo de algo mais concreto. Alguns deles puderam ser vistos na LAAD, nos estandes da Thales e Telespazio, que exibiram suas capacidades em sistemas de comunicações seguras via satélite, credenciando-se ambas, provavelmente em conjunto, como fortes candidatas ao futuro SGB. “São talvez os [candidatos] mais fortes”, confidenciou ao blog uma pessoa que acompanha de perto o tema.
A Telespazio demonstrou, além de suas operações na área de sensoriamento remoto, com foco especial nos produtos e serviços da constelação COSMO-SKyMed, suas soluções em comunicações militares seguras, como a rede militar SICRAL (Sistema Italiano per Comunicazioni Riservate ed Allarmi), do Ministério da Defesa italiano.
Desde o final de março, as operações no País da Telespazio estão sob o comando de um executivo experiente no mercado brasileiro, o que demonstra o interesse da empresa pelo Brasil. Walter Tarantelli, que assumiu novas funções no grupo Finmeccanica, foi substituído por Marzio Laurenti, engenheiro, que já foi presidente da subsidiária brasileira entre 1997 e 2004.
Antes de voltar ao Brasil, Laurenti exercia a função de Diretor de Desenvolvimento de Negócios Internacionais da Thales Alenia Space. Laurenti "terá como missão dar continuidade aos planos de expansão dos negócios, além de trazer para o Brasil novos produtos e serviços fornecidos pelo Grupo na Europa e em outros continentes", divulgou a companhia em nota.
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sábado, 18 de abril de 2009
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Notícias do CTA
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Modelo de veículo propulsionado a laser é instalado em túnel hipersônico do CTA
Já se encontra instalado no Túnel Hipersônico do Laboratório de Aerotermodinâmica e Hipersônica Prof. Henry Nagamatsu, do Instituto de Estudos Avançados, o modelo bi-dimensional de um veículo aspirado propulsado a laser.
Para ler o restante da nota divulgada pelo Comando Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), clique aqui.
Laboratório de Radiação Ionizante do IEAv inicia suas atividades
O Instituto de Estudos Avançados realizou no início deste ano, o primeiro experimento de avaliação dos efeitos da radiação ionizante em fibras ópticas utilizando as instalações do Laboratório de Radiação Ionizante, LRI, da Divisão de Física Aplicada. Esse ensaio foi o primeiro a ser realizado no escopo do projeto Peice – Plataforma de Ensaios de Irradiação de Componentes Eletrônicos e Fotônicos, financiado pelo fundo aeronáutico da Finep, cujo objetivo é avaliar o efeito da radiação ionizante em componentes/circuitos eletrônicos digitais e analógicos e em componentes/circuitos fotônicos. O estudo do efeito da radiação é fundamental para a seleção e para o projeto de materiais e equipamentos de uso espacial e visa dar ao Brasil condições de atuar de forma competitiva no mercado aeroespacial, com produtos inovadores.
Para ler a notícia na íntegra elaborada pelo CTA, clique aqui.
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Modelo de veículo propulsionado a laser é instalado em túnel hipersônico do CTA
Já se encontra instalado no Túnel Hipersônico do Laboratório de Aerotermodinâmica e Hipersônica Prof. Henry Nagamatsu, do Instituto de Estudos Avançados, o modelo bi-dimensional de um veículo aspirado propulsado a laser.
Para ler o restante da nota divulgada pelo Comando Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), clique aqui.
Laboratório de Radiação Ionizante do IEAv inicia suas atividades
O Instituto de Estudos Avançados realizou no início deste ano, o primeiro experimento de avaliação dos efeitos da radiação ionizante em fibras ópticas utilizando as instalações do Laboratório de Radiação Ionizante, LRI, da Divisão de Física Aplicada. Esse ensaio foi o primeiro a ser realizado no escopo do projeto Peice – Plataforma de Ensaios de Irradiação de Componentes Eletrônicos e Fotônicos, financiado pelo fundo aeronáutico da Finep, cujo objetivo é avaliar o efeito da radiação ionizante em componentes/circuitos eletrônicos digitais e analógicos e em componentes/circuitos fotônicos. O estudo do efeito da radiação é fundamental para a seleção e para o projeto de materiais e equipamentos de uso espacial e visa dar ao Brasil condições de atuar de forma competitiva no mercado aeroespacial, com produtos inovadores.
Para ler a notícia na íntegra elaborada pelo CTA, clique aqui.
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SpaceX lançará satélites argentinos
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A companhia norte-americana Space Exploration Technologies (SpaceX) anunciou ontem (16) a assinatura de contrato com a Comissão Nacional de Atividades Espaciais (CONAE), órgão executor do programa espacial argentino, para o lançamento dos satélites de sensoriamento remoto SAOCOM 1A e 1B a bordo do foguete Falcon 9, em órbitas heliosíncrona. Não foram divulgadas informações quanto às datas dos lançamentos.
Os satélites da série SAOCOM serão equipados com sensores radares (SAR) que operam em banda L para aplicações civis, como o monitoramento de recursos naturais, gerenciamento de desastres e emergências. Os SAOCOM integrarão o Sistema Ítalo-Argentino para Gestão de Emergências (SIASGE), já formado pelos satélites radares italianos da série COSMO-SkyMed, que operam em banda X.
"A SpaceX está contente em ser a provedora da CONAE de serviços de lançamento das missões SAOCOM 1A e 1B", disse Elon Musk, diretor-presidente da SpaceX. "O foguete Falcon 9 está sendo desenvolvimento para os mais altos requisitos de confiabilidade e performance; nós buscamos ajudar a garantir o sucesso dos satélites SAOCOM."
O voo inicial do Falcon 9, foguete ainda não testado, deve ocorrer ainda esse ano.
A binacional ucraniano-brasileira Alcântara Cyclone Space era uma das provedoras de lançamentos espaciais que disputavam o contrato.
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A companhia norte-americana Space Exploration Technologies (SpaceX) anunciou ontem (16) a assinatura de contrato com a Comissão Nacional de Atividades Espaciais (CONAE), órgão executor do programa espacial argentino, para o lançamento dos satélites de sensoriamento remoto SAOCOM 1A e 1B a bordo do foguete Falcon 9, em órbitas heliosíncrona. Não foram divulgadas informações quanto às datas dos lançamentos.
Os satélites da série SAOCOM serão equipados com sensores radares (SAR) que operam em banda L para aplicações civis, como o monitoramento de recursos naturais, gerenciamento de desastres e emergências. Os SAOCOM integrarão o Sistema Ítalo-Argentino para Gestão de Emergências (SIASGE), já formado pelos satélites radares italianos da série COSMO-SkyMed, que operam em banda X.
"A SpaceX está contente em ser a provedora da CONAE de serviços de lançamento das missões SAOCOM 1A e 1B", disse Elon Musk, diretor-presidente da SpaceX. "O foguete Falcon 9 está sendo desenvolvimento para os mais altos requisitos de confiabilidade e performance; nós buscamos ajudar a garantir o sucesso dos satélites SAOCOM."
O voo inicial do Falcon 9, foguete ainda não testado, deve ocorrer ainda esse ano.
A binacional ucraniano-brasileira Alcântara Cyclone Space era uma das provedoras de lançamentos espaciais que disputavam o contrato.
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quinta-feira, 16 de abril de 2009
Brasil é uma das prioridades da EADS Astrium em 2009
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Em café-da-manhã realizado com a imprensa ontem (15), durante a LAAD 2009, que acontece no centro de exposições do Riocentro, no Rio de Janeiro (RJ), o diretor-geral da EADS no Brasil, Eduardo Marson informou que a divisão espacial do grupo europeu, a Astrium, definiu o Brasil como uma das três regiões prioritárias para esse ano. As outras duas, segundo o blog pode apurar, são EUA e Oriente Médio. Não foram divulgadas maiores informações sobre quais seriam os efeitos práticos da definição de prioridade, isto é, quais seriam as áreas de interesse e potencial de negócios. Existem especulações quanto ao projeto do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB), subsistemas para a Plataforma Multimissão (PMM), e mesmo um satélite de observação terrestre com sensor radar (SAR) baseado na PMM.
A EADS Astrium possui presença industrial no Brasil por meio da Equatorial Sistemas, companhia com sede em São José dos Campos (SP) na qual detém relevante participação acionária. O ano passado em si não foi bom para a Equatorial em termos de negócios. A companhia, que no momento trabalha nos projetos da PMM e sensor de imageamento WFI (Wide Field Imaging) dos satélites CBERS 3 e 4, participou de três processos - desenvolvimento do subsistema de controle de atitude e órbita (ACDH, sigla em inglês) para o Amazônia-1, de carga-útil para o satélite científico Lattes-1, e construção da câmera AWFI (Advanced Wide Field Imaging) também para o Amazônia-1, não logrando êxito em nenhum deles.
No estande do grupo EADS, que no Brasil tem considerável presença nas áreas de helicópteros civis e militares (Helibras), mísseis (MBDA) e aeronaves comerciais (Airbus), estão expostas algumas maquetes de satélites, como o do geoestacionário de comunicações Amazonas, adquirido pela companhia brasileira Hispamar (joint-venture entre a espanhola Hispasat e a brasileira Oi, ex-Telemar), o de imageamento radar TerraSAR-X, e de imageamento ótico Alsat-2, desenvolvido para a Argélia.
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Em café-da-manhã realizado com a imprensa ontem (15), durante a LAAD 2009, que acontece no centro de exposições do Riocentro, no Rio de Janeiro (RJ), o diretor-geral da EADS no Brasil, Eduardo Marson informou que a divisão espacial do grupo europeu, a Astrium, definiu o Brasil como uma das três regiões prioritárias para esse ano. As outras duas, segundo o blog pode apurar, são EUA e Oriente Médio. Não foram divulgadas maiores informações sobre quais seriam os efeitos práticos da definição de prioridade, isto é, quais seriam as áreas de interesse e potencial de negócios. Existem especulações quanto ao projeto do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB), subsistemas para a Plataforma Multimissão (PMM), e mesmo um satélite de observação terrestre com sensor radar (SAR) baseado na PMM.
A EADS Astrium possui presença industrial no Brasil por meio da Equatorial Sistemas, companhia com sede em São José dos Campos (SP) na qual detém relevante participação acionária. O ano passado em si não foi bom para a Equatorial em termos de negócios. A companhia, que no momento trabalha nos projetos da PMM e sensor de imageamento WFI (Wide Field Imaging) dos satélites CBERS 3 e 4, participou de três processos - desenvolvimento do subsistema de controle de atitude e órbita (ACDH, sigla em inglês) para o Amazônia-1, de carga-útil para o satélite científico Lattes-1, e construção da câmera AWFI (Advanced Wide Field Imaging) também para o Amazônia-1, não logrando êxito em nenhum deles.
No estande do grupo EADS, que no Brasil tem considerável presença nas áreas de helicópteros civis e militares (Helibras), mísseis (MBDA) e aeronaves comerciais (Airbus), estão expostas algumas maquetes de satélites, como o do geoestacionário de comunicações Amazonas, adquirido pela companhia brasileira Hispamar (joint-venture entre a espanhola Hispasat e a brasileira Oi, ex-Telemar), o de imageamento radar TerraSAR-X, e de imageamento ótico Alsat-2, desenvolvido para a Argélia.
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domingo, 12 de abril de 2009
Um ano de Panorama Espacial
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Há exatamente um ano, em 12 de abril de 2008, eu postava aqui a primeira nota do blog Panorama Espacial (veja aqui a primeira postagem). Desde então, foram 209 postagens, mais de 24 mil acessos de cerca de sessenta países, e dezenas de comentários. Números modestos, mas que superaram em muito as minhas expectativas iniciais.
A ideia de criar o blog surgiu em meados de março do ano passado e foi consolidada numa viagem que fiz ao Chile para a cobertura pela revista Tecnologia & Defesa da FIDAE 2008. Graças a duas desagradáveis experiências daquela viagem, o blog acabou por ter o modelo atual, que, assim entendo, lhe garante mais independência, dinamismo, ética e qualidade. Ética, aliás, é o princípio-chave pelo qual buscamos nos guiar. Buscamos sempre preservar nomes, apurar as informações e ouvir as outras partes, estando o blog sempre aberto à divulgação de opiniões divergentes.
Obrigado a todos os colaboradores, leitores, entrevistados e apoiadores! Foi um grande prazer estar de algum modo com todos vocês ao longo desse um ano.
Talvez, por causa de alguns projetos pessoais e profissionais, o blog sofra esse ano uma “desaceleração” no número de postagens, especialmente aquelas “exclusivas”, que exigem mais tempo para a sua produção. De qualquer jeito, continuarei buscando atualizá-lo na medida dos “melhores esforços”.
Seguindo a linha do “talvez”, talvez eu também amplie um pouco o foco do blog, desde o início voltado às atividades espaciais desenvolvidas na América Latina. Numa visão reconhecidamente “egoísta”, a ideia é eventualmente abordar alguns temas de interesse pessoal, como o mercado de lançamentos espaciais, negócios globais do setor, entre outros, logicamente que sem perder o foco. Enfim, são apenas algumas idéias... Opiniões serão muito bem-vindas.
André M. Mileski
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Há exatamente um ano, em 12 de abril de 2008, eu postava aqui a primeira nota do blog Panorama Espacial (veja aqui a primeira postagem). Desde então, foram 209 postagens, mais de 24 mil acessos de cerca de sessenta países, e dezenas de comentários. Números modestos, mas que superaram em muito as minhas expectativas iniciais.
A ideia de criar o blog surgiu em meados de março do ano passado e foi consolidada numa viagem que fiz ao Chile para a cobertura pela revista Tecnologia & Defesa da FIDAE 2008. Graças a duas desagradáveis experiências daquela viagem, o blog acabou por ter o modelo atual, que, assim entendo, lhe garante mais independência, dinamismo, ética e qualidade. Ética, aliás, é o princípio-chave pelo qual buscamos nos guiar. Buscamos sempre preservar nomes, apurar as informações e ouvir as outras partes, estando o blog sempre aberto à divulgação de opiniões divergentes.
Obrigado a todos os colaboradores, leitores, entrevistados e apoiadores! Foi um grande prazer estar de algum modo com todos vocês ao longo desse um ano.
Talvez, por causa de alguns projetos pessoais e profissionais, o blog sofra esse ano uma “desaceleração” no número de postagens, especialmente aquelas “exclusivas”, que exigem mais tempo para a sua produção. De qualquer jeito, continuarei buscando atualizá-lo na medida dos “melhores esforços”.
Seguindo a linha do “talvez”, talvez eu também amplie um pouco o foco do blog, desde o início voltado às atividades espaciais desenvolvidas na América Latina. Numa visão reconhecidamente “egoísta”, a ideia é eventualmente abordar alguns temas de interesse pessoal, como o mercado de lançamentos espaciais, negócios globais do setor, entre outros, logicamente que sem perder o foco. Enfim, são apenas algumas idéias... Opiniões serão muito bem-vindas.
André M. Mileski
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sábado, 11 de abril de 2009
"Espionagem" em Alcântara
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Arapongagem na base de foguetes
Agentes da Abin sugerem que o Centro de Lançamentos de Alcântara foi espionado por franceses
TIAGO PARIZ, RICARDO BRITO E MIRELLA D´ELIA
Da equipe do Correio
Boias de captação de dados sigilosos instaladas em locais suspeitos e comunidades de quilombolas com conhecimento técnico e específico sobre lançamento de foguetes espaciais. Num mercado que gira US$ 1 bilhão por ano e já foi expressão da corrida tecnológica na Guerra Fria entre Estados Unidos e Rússia, a sombra de espionagem é cada vez maior. Com esse roteiro na cabeça, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) garante ter coletado indícios de que a Base de Alcântara, no Maranhão, foi espionada por franceses.
No Centro de Lançamentos de Alcântara (CLA), há uma base militar e uma área reservada à Alcântara Cyclone Space, uma empresa binacional Brasil-Ucrânia, comandada pelo ex-ministro da Ciência e Tecnologia Roberto Amaral, filiado ao PSB. Próximo da costa, foram encontradas, em outubro do ano passado, as boias que carregavam equipamentos de telemetria capazes de captar e enviar dados à distância. Foi a terceira vez. Como a disputa entre os países é a cada centímetro pela capacidade de possuir tecnologia própria para colocar satélites em órbita, os arapongas concluíram, preliminarmente, que esses equipamentos estavam sendo monitorados “possivelmente por um grupo de franceses”, segundo fontes do setor que leram o documento da Abin.
As boias são de fabricação japonesa e espanhola. Elas transmitem dados via satélite e por ondas VHF e UHF. Uma das pessoas que teve acesso ao informe da Abin foi Roberto Amaral. Ele teve conhecimento dos dados da espionagem durante uma reunião no começo de março. Procurado pelo Correio, Amaral negou o encontro e a informação recebida. Como há toda uma trama internacional, o governo brasileiro trata o assunto com a máxima delicadeza. O documento da Abin não faz qualquer menção a governos, mas a grupos.
Os militares brasileiros vendem a Base de Alcântara como o local mais adequado para se lançar um foguete, por estar mais próxima da Linha do Equador, mais ainda do que a Guiana Francesa, onde está instalada a Agência Especial Europeia. Quanto mais próximo da linha que divide a Terra em duas metades, menos combustível o veículo gasta para chegar ao espaço por percorrer uma distância menor. O governo brasileiro estima que se possa economizar até 30% do valor de colocar um satélite em órbita quando a base estiver funcionando. No papel, então, há uma clara competição entre Alcântara e a Agência Espacial Europeia. Por isso, o cuidado extra do setor de inteligência e dos militares.
A sombra da espionagem ronda o CLA desde a explosão, em agosto de 2003, do terceiro protótipo do Veículo Lançador de Satélites (VLS), que matou 21 pessoas. Jamais se provou nada e o episódio ficou creditado a uma fatalidade. O fracasso com o VLS foi um baque para o governo, que patina nas tentativas de retomar o programa espacial. A Cyclone espera lançar seu primeiro foguete em julho do ano que vem. O problema é que esse cronograma já foi atrasado diversas vezes por uma disputa de terras com os quilombolas.
No fim do ano passado, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) reconheceu o direito dos quilombolas a 65% do território do município de Alcântara, de 115 mil hectares. A suspeita apurada pelos arapongas é a de que organizações não-governamentais (ONGs) que atuam na defesa dos direitos das comunidades negras venham recebendo nos últimos anos contribuições de entidades estrangeiras para emperrar propositadamente o programa espacial. Os serviços de inteligência do Exército e da aeronáutica também investigam essa suposta sabotagem financeira.
“Sabotagem”
Funcionários do serviço espacial brasileiro relatam que alguns líderes das comunidades demonstram conhecimento sobre técnicas de lançamento de foguetes além do esperado para pessoas humildes. Servidores da Abin infiltrados na região estranharam o incomum conhecimento de algumas lideranças quilombolas sobre detalhes técnicos do programa espacial brasileiro. Os arapongas descobriram ainda que o líder de uma das comunidades da região vive na Praia do Calhau, o famoso ponto turístico de São Luís, distante 50km de Alcântara.
Em fevereiro de 2008, os quilombolas bloquearam as estradas de acesso à Base de Alcântara, expulsaram técnicos e apreenderam as máquinas e isso causou um prejuízo ao cronograma de lançamento do foguete brasileiro ucraniano, segundo o diretor-geral da Cyclone. Houve uma negociação com os quilombolas e Amaral. “Hoje, temos uma excelente relação com os quilombolas. Antes não considerávamos a importância deles. Eu tinha que ter tido competência para saber que o bom relacionamento com a comunidade ia pesar”, afirmou Amaral. A Cyclone espera lançar o primeiro foguete em julho de 2010.
O ministro da bomba
Vice-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral foi ministro da Ciência e Tecnologia entre 2003 e 2004, no primeiro governo do presidente Lula. Ficou mais conhecido pelas declarações sobre a bomba atômica do que por sua atuação à frente da pasta, apesar de ter permanecido um ano na função. Em entrevista à BBC, em janeiro de 2003, ele causou polêmica ao dizer que concordava com a ideia de que o Brasil deveria buscar o conhecimento necessário para a fabricação da bomba atômica. “Nós somos contra a proliferação nuclear, nós somos signatários do tratado de não-proliferação (de armas nucleares), mas não podemos renunciar ao conhecimento científico”, afirmou o então ministro.
Também foi na gestão dele que aconteceu a maior tragédia do setor espacial brasileiro: em agosto de 2003, o Veículo Lançador de Satélites (VLS) explodiu na Base de Alcântara (MA), matando 21 pessoas. Amaral pediu demissão em janeiro de 2004, antecipando-se à reforma ministerial. Na época, segundo auxiliares diretos, ele disse estar em busca de uma “saída honrosa”. Estaria se sentindo desrespeitado com as reiteradas notícias de que seria demitido.
R$ 1,2 milhão com viagens
Alcântara Cyclone Space, criada pelo Brasil e Ucrânia, banca até deslocamento de deputado e aumenta despesa em 10 vezes entre 2007 e 2008
Mirella D’Elia
Da equipe do Correio
Segunda empresa binacional do país, a Alcântara Cyclone Space (ACS) nasceu há menos de dois anos, mas já tem contas de gente grande — especialmente no que diz respeito a diárias e viagens nacionais e internacionais. Criada pelos governos do Brasil e da Ucrânia para inserir os dois países no mercado mundial de lançamento de satélites, que movimenta mais de US$ 1 bilhão por ano, ela já gastou R$ 1,2 milhão com deslocamentos de técnicos, diretores e conselheiros, entre 2007 e 2009. No tratado firmado entre os dois países, cabe ao Brasil cuidar da infraestrutura do Centro de Lançamento de Alcântara (MA) e à Ucrânia tratar do desenvolvimento do foguete Cyclone-4.
Os gastos com viagens e diárias da ACS, sediada em Brasília, cresceram 10 vezes somente entre 2007 e 2008, saltando de R$ 87 mil para R$ 800 mil. Só este ano, já foram utilizados R$ 325 mil. Isso inclui uma viagem no fim de março à Ucrânia. Mesmo sem ter qualquer laço formal com a empresa, o deputado Ribamar Alves (PSB-MA) integrou o grupo que foi até a ex-república soviética para participar de reunião do conselho administrativo.
Presidente da Frente Parlamentar em defesa de Alcântara, o parlamentar do PSB viajou a convite da agência aeroespacial ucraniana, com tudo pago pela binacional — que recebe dinheiro dos governos brasileiro e ucraniano. A binacional já recebeu US$ 72 milhões dos US$ 105 milhões previstos para serem repassados pelos dois países. O governo brasileiro repassou US$ 50 milhões e o ucraniano, US$ 22 milhões. O valor gasto com o deputado não foi revelado pelo diretor-geral da ACS no Brasil, o ex-ministro da Ciência e Tecnologia Roberto Amaral, vice-presidente do PSB. “A passagem foi econômica. Não sei quanto foi. E se soubesse, não diria a você”, declarou Amaral, na última terça-feira. O ex-ministro disse que está preocupado com as despesas. Por causa disso, o estatuto da ACS será modificado para que as reuniões sejam feitas por videoconferência.
Atraso
Segundo Amaral, o deputado Ribamar Alves participou da reunião como “observador” e também foi a encontros com integrantes da agência aeroespacial ucraniana para tratar de questões políticas. “É natural que haja essa parceria. Estamos todos preocupados com o atraso no cronograma (para o lançamento do foguete). O programa espacial está ameaçadíssimo”, disse Amaral. Procurado pelo Correio, o deputado afirmou que a presença dele no país era fundamental para defender o programa espacial brasileiro. “Tínhamos que levar segurança para o governo ucraniano”, afirmou.
Além de ser dirigida, no Brasil, pelo vice-presidente do PSB, a Alcântara Cyclone Space tem em seus quadros pessoas ligadas ao partido. A chefe de gabinete de Amaral é Patrícia Patriota, filha do deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE). “Aqui, o critério é currículo. Ela é uma expert no setor”, disse o ex-ministro. “Quanto ao deputado, é natural que seja presidente da Frente Parlamentar. O PSB conduz o Ministério de Ciência e Tecnologia desde o primeiro dia do mandato do presidente Lula. Tornou-se uma marca nessa área”, completou.
Fonte: Jornal Correio Braziliense, via NOTIMP de 11/04/2009.
Comentário: a história da "espionagem" do Centro de Lançamento de Alcântara foi noticiada pela Folha de S. Paulo no início de fevereiro. Para ler a reportagem, clique aqui.
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Arapongagem na base de foguetes
Agentes da Abin sugerem que o Centro de Lançamentos de Alcântara foi espionado por franceses
TIAGO PARIZ, RICARDO BRITO E MIRELLA D´ELIA
Da equipe do Correio
Boias de captação de dados sigilosos instaladas em locais suspeitos e comunidades de quilombolas com conhecimento técnico e específico sobre lançamento de foguetes espaciais. Num mercado que gira US$ 1 bilhão por ano e já foi expressão da corrida tecnológica na Guerra Fria entre Estados Unidos e Rússia, a sombra de espionagem é cada vez maior. Com esse roteiro na cabeça, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) garante ter coletado indícios de que a Base de Alcântara, no Maranhão, foi espionada por franceses.
No Centro de Lançamentos de Alcântara (CLA), há uma base militar e uma área reservada à Alcântara Cyclone Space, uma empresa binacional Brasil-Ucrânia, comandada pelo ex-ministro da Ciência e Tecnologia Roberto Amaral, filiado ao PSB. Próximo da costa, foram encontradas, em outubro do ano passado, as boias que carregavam equipamentos de telemetria capazes de captar e enviar dados à distância. Foi a terceira vez. Como a disputa entre os países é a cada centímetro pela capacidade de possuir tecnologia própria para colocar satélites em órbita, os arapongas concluíram, preliminarmente, que esses equipamentos estavam sendo monitorados “possivelmente por um grupo de franceses”, segundo fontes do setor que leram o documento da Abin.
As boias são de fabricação japonesa e espanhola. Elas transmitem dados via satélite e por ondas VHF e UHF. Uma das pessoas que teve acesso ao informe da Abin foi Roberto Amaral. Ele teve conhecimento dos dados da espionagem durante uma reunião no começo de março. Procurado pelo Correio, Amaral negou o encontro e a informação recebida. Como há toda uma trama internacional, o governo brasileiro trata o assunto com a máxima delicadeza. O documento da Abin não faz qualquer menção a governos, mas a grupos.
Os militares brasileiros vendem a Base de Alcântara como o local mais adequado para se lançar um foguete, por estar mais próxima da Linha do Equador, mais ainda do que a Guiana Francesa, onde está instalada a Agência Especial Europeia. Quanto mais próximo da linha que divide a Terra em duas metades, menos combustível o veículo gasta para chegar ao espaço por percorrer uma distância menor. O governo brasileiro estima que se possa economizar até 30% do valor de colocar um satélite em órbita quando a base estiver funcionando. No papel, então, há uma clara competição entre Alcântara e a Agência Espacial Europeia. Por isso, o cuidado extra do setor de inteligência e dos militares.
A sombra da espionagem ronda o CLA desde a explosão, em agosto de 2003, do terceiro protótipo do Veículo Lançador de Satélites (VLS), que matou 21 pessoas. Jamais se provou nada e o episódio ficou creditado a uma fatalidade. O fracasso com o VLS foi um baque para o governo, que patina nas tentativas de retomar o programa espacial. A Cyclone espera lançar seu primeiro foguete em julho do ano que vem. O problema é que esse cronograma já foi atrasado diversas vezes por uma disputa de terras com os quilombolas.
No fim do ano passado, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) reconheceu o direito dos quilombolas a 65% do território do município de Alcântara, de 115 mil hectares. A suspeita apurada pelos arapongas é a de que organizações não-governamentais (ONGs) que atuam na defesa dos direitos das comunidades negras venham recebendo nos últimos anos contribuições de entidades estrangeiras para emperrar propositadamente o programa espacial. Os serviços de inteligência do Exército e da aeronáutica também investigam essa suposta sabotagem financeira.
“Sabotagem”
Funcionários do serviço espacial brasileiro relatam que alguns líderes das comunidades demonstram conhecimento sobre técnicas de lançamento de foguetes além do esperado para pessoas humildes. Servidores da Abin infiltrados na região estranharam o incomum conhecimento de algumas lideranças quilombolas sobre detalhes técnicos do programa espacial brasileiro. Os arapongas descobriram ainda que o líder de uma das comunidades da região vive na Praia do Calhau, o famoso ponto turístico de São Luís, distante 50km de Alcântara.
Em fevereiro de 2008, os quilombolas bloquearam as estradas de acesso à Base de Alcântara, expulsaram técnicos e apreenderam as máquinas e isso causou um prejuízo ao cronograma de lançamento do foguete brasileiro ucraniano, segundo o diretor-geral da Cyclone. Houve uma negociação com os quilombolas e Amaral. “Hoje, temos uma excelente relação com os quilombolas. Antes não considerávamos a importância deles. Eu tinha que ter tido competência para saber que o bom relacionamento com a comunidade ia pesar”, afirmou Amaral. A Cyclone espera lançar o primeiro foguete em julho de 2010.
O ministro da bomba
Vice-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral foi ministro da Ciência e Tecnologia entre 2003 e 2004, no primeiro governo do presidente Lula. Ficou mais conhecido pelas declarações sobre a bomba atômica do que por sua atuação à frente da pasta, apesar de ter permanecido um ano na função. Em entrevista à BBC, em janeiro de 2003, ele causou polêmica ao dizer que concordava com a ideia de que o Brasil deveria buscar o conhecimento necessário para a fabricação da bomba atômica. “Nós somos contra a proliferação nuclear, nós somos signatários do tratado de não-proliferação (de armas nucleares), mas não podemos renunciar ao conhecimento científico”, afirmou o então ministro.
Também foi na gestão dele que aconteceu a maior tragédia do setor espacial brasileiro: em agosto de 2003, o Veículo Lançador de Satélites (VLS) explodiu na Base de Alcântara (MA), matando 21 pessoas. Amaral pediu demissão em janeiro de 2004, antecipando-se à reforma ministerial. Na época, segundo auxiliares diretos, ele disse estar em busca de uma “saída honrosa”. Estaria se sentindo desrespeitado com as reiteradas notícias de que seria demitido.
R$ 1,2 milhão com viagens
Alcântara Cyclone Space, criada pelo Brasil e Ucrânia, banca até deslocamento de deputado e aumenta despesa em 10 vezes entre 2007 e 2008
Mirella D’Elia
Da equipe do Correio
Segunda empresa binacional do país, a Alcântara Cyclone Space (ACS) nasceu há menos de dois anos, mas já tem contas de gente grande — especialmente no que diz respeito a diárias e viagens nacionais e internacionais. Criada pelos governos do Brasil e da Ucrânia para inserir os dois países no mercado mundial de lançamento de satélites, que movimenta mais de US$ 1 bilhão por ano, ela já gastou R$ 1,2 milhão com deslocamentos de técnicos, diretores e conselheiros, entre 2007 e 2009. No tratado firmado entre os dois países, cabe ao Brasil cuidar da infraestrutura do Centro de Lançamento de Alcântara (MA) e à Ucrânia tratar do desenvolvimento do foguete Cyclone-4.
Os gastos com viagens e diárias da ACS, sediada em Brasília, cresceram 10 vezes somente entre 2007 e 2008, saltando de R$ 87 mil para R$ 800 mil. Só este ano, já foram utilizados R$ 325 mil. Isso inclui uma viagem no fim de março à Ucrânia. Mesmo sem ter qualquer laço formal com a empresa, o deputado Ribamar Alves (PSB-MA) integrou o grupo que foi até a ex-república soviética para participar de reunião do conselho administrativo.
Presidente da Frente Parlamentar em defesa de Alcântara, o parlamentar do PSB viajou a convite da agência aeroespacial ucraniana, com tudo pago pela binacional — que recebe dinheiro dos governos brasileiro e ucraniano. A binacional já recebeu US$ 72 milhões dos US$ 105 milhões previstos para serem repassados pelos dois países. O governo brasileiro repassou US$ 50 milhões e o ucraniano, US$ 22 milhões. O valor gasto com o deputado não foi revelado pelo diretor-geral da ACS no Brasil, o ex-ministro da Ciência e Tecnologia Roberto Amaral, vice-presidente do PSB. “A passagem foi econômica. Não sei quanto foi. E se soubesse, não diria a você”, declarou Amaral, na última terça-feira. O ex-ministro disse que está preocupado com as despesas. Por causa disso, o estatuto da ACS será modificado para que as reuniões sejam feitas por videoconferência.
Atraso
Segundo Amaral, o deputado Ribamar Alves participou da reunião como “observador” e também foi a encontros com integrantes da agência aeroespacial ucraniana para tratar de questões políticas. “É natural que haja essa parceria. Estamos todos preocupados com o atraso no cronograma (para o lançamento do foguete). O programa espacial está ameaçadíssimo”, disse Amaral. Procurado pelo Correio, o deputado afirmou que a presença dele no país era fundamental para defender o programa espacial brasileiro. “Tínhamos que levar segurança para o governo ucraniano”, afirmou.
Além de ser dirigida, no Brasil, pelo vice-presidente do PSB, a Alcântara Cyclone Space tem em seus quadros pessoas ligadas ao partido. A chefe de gabinete de Amaral é Patrícia Patriota, filha do deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE). “Aqui, o critério é currículo. Ela é uma expert no setor”, disse o ex-ministro. “Quanto ao deputado, é natural que seja presidente da Frente Parlamentar. O PSB conduz o Ministério de Ciência e Tecnologia desde o primeiro dia do mandato do presidente Lula. Tornou-se uma marca nessa área”, completou.
Fonte: Jornal Correio Braziliense, via NOTIMP de 11/04/2009.
Comentário: a história da "espionagem" do Centro de Lançamento de Alcântara foi noticiada pela Folha de S. Paulo no início de fevereiro. Para ler a reportagem, clique aqui.
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terça-feira, 7 de abril de 2009
Espaço na LAAD 2009
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Entre os dias 14 e 17 de abril, acontece no Rio de Janeiro a Latin America Aero & Defence - LAAD 2009, considerada a mais importante feira dos setores de Defesa e Segurança da América Latina. O evento, que esse ano deve contar com mais de 300 expositores provenientes de mais de 30 países é tradicionalmente focado no setor de Defesa, mas nem por isso deixa de apresentar algo relacionado à tecnologia espacial, seja em seu aspecto civil ou militar.
Vários expositores demonstrarão soluções que envolvem tecnologia espacial. O grupo europeu EADS, por exemplo, anunciou em nota enviada à imprensa que apresentará o satélite de telecomunicações geoestacionário Amazonas, fornecido por sua divisão Astrium à companhia brasileira Hispamar. Muito provavelmente a EADS Astrium também promoverá algumas de suas soluções em sensoriamento remoto, como o satélite de observação terrestre adquirido pelo governo do Chile no ano passado, e muitos outros.
Outra tradicional expositora da LAAD é a Thales Alenia Space, resultado da fusão das divisões espaciais da Thales (antiga Alcatel Space) e da Alenia Spazio e Telespazio, do grupo italiano Finmeccanica. A empresa possui um amplo leque de produtos espaciais, como satélites de comunicações, de observação terrestre (óticos e SAR), científicos, dentre outros.
Embora não exista uma concorrência oficialmente aberta para a construção do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB), várias vezes abordado no blog, tanto a EADS Astrium como a Thales Alenia Space (e outros interessados também) trabalham nos bastidores para garantir alguma participação no programa, o que até explica em parte a presença na feira de negócios.
A inglesa Inmarsat, provedora de serviços de telecomunicações via satélite também estará presente, e pela primeira vez. Comparece em parceria com a brasileira Arycom, que no ano passado conquistou um negócio com o Exército Brasileiro para o fornecimento de doze terminais e serviços BGAN (Broadband Global Area Network) para uso no projeto Cartografia da Amazônia.
Um grupo de expositores que impressiona pela dimensão de seus estandes é o da indústria espacial russa, reunida sob o guarda-chuva da International Association of Space Activities Participants (IASP). Ocupando um estande de mais de 180 metros quadrados, empresas como a Korolev Rocket and Space Corporation Energia, Samara Space Centre, Khrunichev State Research and Production Space Center e Lavochkin apresentarão suas "expertises" em tecnologias espaciais, notadamente na área de lançadores. Vale sempre lembrar que o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), do Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA) tem estreito programa de cooperação em propulsão líquida para foguetes com instituições e empresas russas. Algumas empresas da ex-república soviética inclusive têm obtido alguns contratos com o IAE/CTA para a prestação de serviços de consultoria, transferência de tecnologia e fornecimento de bancadas de testes. Curiosamente, a Roscosmos (agência espacial russa), que também comparece à LAAD, faria uma coletiva à imprensa no dia 14, aparentemente cancelada, sem razões conhecidas.
Empresas e instituições brasileiras também estarão presentes, como a Mectron, Aeroeletrônica e Atech, que atuam tanto nos setores Espacial como de Defesa. Uma novata na exposição será a Alcântara Cyclone Space, companhia binacional ucraniano-brasileira constituída com o propósito de comercializar e operar os serviços de lançamento do foguete Cyclone 4, a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão.
Lamentavelmente, os órgãos do Programa Espacial Brasileiro da esfera civil, nomeadamente a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) não participam do evento. Apesar de se tratar de uma feira de Defesa e Segurança, fato é que uma presença, ainda que institucional, seria muito interessante. Vale lembrar que o Ministério da Defesa e os três comandos militares possuem assento no Conselho Superior da AEB, além de várias iniciativas em conjunto com as forças armadas, como o programa de lançadores, desenvolvimento de satélites, sensoriamento remoto, pesquisas aplicadas, entre outras. Por sua vez, o INPE tem o Laboratório de Integração e Testes (LIT), tido como o mais capaz em sua área no hemisfério sul, usado por várias indústrias de defesa para a realização de testes de equipamentos com finalidades militares. O INPE ignora uma boa oportunidade de promover suas capacidades e serviços para um público altamente especializado, formado inclusive por dezenas de delegações estrangeiras.
Em paralelo à LAAD 2009, acontece o II Seminário de Defesa, que contará com painéis sobre os mais variados temas, inclusive um sobre espaço, que acontece na tarde do dia 16, e de temática bem genérica: "Tecnologia Satelital Aplicada". Esse painel contará com a mediação do editor-chefe de Tecnologia & Defesa, Francisco Ferro.
Para os interessados: a revista Tecnologia & Defesa, publicação oficial nacional da LAAD 2009, fará uma cobertura, com atualizações diárias, por meio de um hot-site especialmente criado para esse propósito. Para acompanhá-la, acessem http://www.tecnodefesa.com.br/laad
Na medida do possível, também serão postadas aqui no blog notícias, informações e análises sobre o que acontecer em Espaço no decorrer da feira.
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Entre os dias 14 e 17 de abril, acontece no Rio de Janeiro a Latin America Aero & Defence - LAAD 2009, considerada a mais importante feira dos setores de Defesa e Segurança da América Latina. O evento, que esse ano deve contar com mais de 300 expositores provenientes de mais de 30 países é tradicionalmente focado no setor de Defesa, mas nem por isso deixa de apresentar algo relacionado à tecnologia espacial, seja em seu aspecto civil ou militar.
Vários expositores demonstrarão soluções que envolvem tecnologia espacial. O grupo europeu EADS, por exemplo, anunciou em nota enviada à imprensa que apresentará o satélite de telecomunicações geoestacionário Amazonas, fornecido por sua divisão Astrium à companhia brasileira Hispamar. Muito provavelmente a EADS Astrium também promoverá algumas de suas soluções em sensoriamento remoto, como o satélite de observação terrestre adquirido pelo governo do Chile no ano passado, e muitos outros.
Outra tradicional expositora da LAAD é a Thales Alenia Space, resultado da fusão das divisões espaciais da Thales (antiga Alcatel Space) e da Alenia Spazio e Telespazio, do grupo italiano Finmeccanica. A empresa possui um amplo leque de produtos espaciais, como satélites de comunicações, de observação terrestre (óticos e SAR), científicos, dentre outros.
Embora não exista uma concorrência oficialmente aberta para a construção do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB), várias vezes abordado no blog, tanto a EADS Astrium como a Thales Alenia Space (e outros interessados também) trabalham nos bastidores para garantir alguma participação no programa, o que até explica em parte a presença na feira de negócios.
A inglesa Inmarsat, provedora de serviços de telecomunicações via satélite também estará presente, e pela primeira vez. Comparece em parceria com a brasileira Arycom, que no ano passado conquistou um negócio com o Exército Brasileiro para o fornecimento de doze terminais e serviços BGAN (Broadband Global Area Network) para uso no projeto Cartografia da Amazônia.
Um grupo de expositores que impressiona pela dimensão de seus estandes é o da indústria espacial russa, reunida sob o guarda-chuva da International Association of Space Activities Participants (IASP). Ocupando um estande de mais de 180 metros quadrados, empresas como a Korolev Rocket and Space Corporation Energia, Samara Space Centre, Khrunichev State Research and Production Space Center e Lavochkin apresentarão suas "expertises" em tecnologias espaciais, notadamente na área de lançadores. Vale sempre lembrar que o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), do Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA) tem estreito programa de cooperação em propulsão líquida para foguetes com instituições e empresas russas. Algumas empresas da ex-república soviética inclusive têm obtido alguns contratos com o IAE/CTA para a prestação de serviços de consultoria, transferência de tecnologia e fornecimento de bancadas de testes. Curiosamente, a Roscosmos (agência espacial russa), que também comparece à LAAD, faria uma coletiva à imprensa no dia 14, aparentemente cancelada, sem razões conhecidas.
Empresas e instituições brasileiras também estarão presentes, como a Mectron, Aeroeletrônica e Atech, que atuam tanto nos setores Espacial como de Defesa. Uma novata na exposição será a Alcântara Cyclone Space, companhia binacional ucraniano-brasileira constituída com o propósito de comercializar e operar os serviços de lançamento do foguete Cyclone 4, a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão.
Lamentavelmente, os órgãos do Programa Espacial Brasileiro da esfera civil, nomeadamente a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) não participam do evento. Apesar de se tratar de uma feira de Defesa e Segurança, fato é que uma presença, ainda que institucional, seria muito interessante. Vale lembrar que o Ministério da Defesa e os três comandos militares possuem assento no Conselho Superior da AEB, além de várias iniciativas em conjunto com as forças armadas, como o programa de lançadores, desenvolvimento de satélites, sensoriamento remoto, pesquisas aplicadas, entre outras. Por sua vez, o INPE tem o Laboratório de Integração e Testes (LIT), tido como o mais capaz em sua área no hemisfério sul, usado por várias indústrias de defesa para a realização de testes de equipamentos com finalidades militares. O INPE ignora uma boa oportunidade de promover suas capacidades e serviços para um público altamente especializado, formado inclusive por dezenas de delegações estrangeiras.
Em paralelo à LAAD 2009, acontece o II Seminário de Defesa, que contará com painéis sobre os mais variados temas, inclusive um sobre espaço, que acontece na tarde do dia 16, e de temática bem genérica: "Tecnologia Satelital Aplicada". Esse painel contará com a mediação do editor-chefe de Tecnologia & Defesa, Francisco Ferro.
Para os interessados: a revista Tecnologia & Defesa, publicação oficial nacional da LAAD 2009, fará uma cobertura, com atualizações diárias, por meio de um hot-site especialmente criado para esse propósito. Para acompanhá-la, acessem http://www.tecnodefesa.com.br/laad
Na medida do possível, também serão postadas aqui no blog notícias, informações e análises sobre o que acontecer em Espaço no decorrer da feira.
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AEB Escola: capacitação de professores
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Curso promovido pelo AEB Escola capacita 65 professores em São José dos Campos (SP)
07/04/2009
Hoje, 7 de abril, os professores da rede municipal de educação de São José dos Campos (SP) receberão o certificado do curso “Astronáutica e Ciências do Espaço”. A cerimônia de entrega será realizada no Centro de Educação Empreendedora (Cedemp), na cidade paulista, e 65 professores receberão os diplomas referentes ao curso ministrado durante o ano 2008.
O curso realizado pelo programa AEB Escola da Agência Espacial Brasileira (AEB) tem como objetivo formar e capacitar professores que, por meio de palestras e oficinas, disseminam a ciência espacial entre os alunos do ensino fundamental. Em parceria com a Secretaria Municipal de educação o programa AEB Escola conseguiu, nos últimos três anos, capacitar 240 professores de ciências e geografia da rede pública.
Segundo a orientadora de Ciências da Secretaria de Educação, Elisa Saeta Farinha, a Formação Continuada de Professores oferecida pelo Programa AEB Escola tem a cara da cidade. “Muitos institutos de tecnologia estão localizados por lá. Os professores que frequentam as aulas e concluem o curso são verdadeiros disseminadores da ciência espacial”, diz.
A professora de ciências Delaine Wollmann Stefanescu, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Otacília Madureira de Moura, participou do curso de formação e agora é uma das responsáveis pela realização da 1ª Semana de Astronomia e Astronáutica que será realizada na quela instituição de ensino. “Vamos trazer algumas pessoas do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) para ministrar palestras e oficinas sobre lançamentos de foguetes, maquetes do VLS e sobre o Ano Internacional da Astronomia.”, explicou.
Fascinado pela área de sensoriamento remoto, o professor de geografia da Escola Dom Pedro de Alcântara, Leandro Pereira de Macedo, é categórico ao afirmar que o curso é uma excelente experiência para o profissional da educação. “Amplia o horizonte e nos motiva a lidar com um tema instigante que desperta o interesse de pessoas em todas as faixas etárias”, concluiu.
O impacto da formação dos professores é visível nas escolas. O professor Leandro usa o material recebido no curso em sala de aula. “O livro e o CD são muito bons, os alunos ficam empolgados com o material de áudio visual. Eles saem daqui dizendo que querem ser astronautas e pesquisadores. Se eu tivesse que fazer o curso de novo, eu faria, o conteúdo faz a diferença”, afirma.
Fonte: AEB
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Curso promovido pelo AEB Escola capacita 65 professores em São José dos Campos (SP)
07/04/2009
Hoje, 7 de abril, os professores da rede municipal de educação de São José dos Campos (SP) receberão o certificado do curso “Astronáutica e Ciências do Espaço”. A cerimônia de entrega será realizada no Centro de Educação Empreendedora (Cedemp), na cidade paulista, e 65 professores receberão os diplomas referentes ao curso ministrado durante o ano 2008.
O curso realizado pelo programa AEB Escola da Agência Espacial Brasileira (AEB) tem como objetivo formar e capacitar professores que, por meio de palestras e oficinas, disseminam a ciência espacial entre os alunos do ensino fundamental. Em parceria com a Secretaria Municipal de educação o programa AEB Escola conseguiu, nos últimos três anos, capacitar 240 professores de ciências e geografia da rede pública.
Segundo a orientadora de Ciências da Secretaria de Educação, Elisa Saeta Farinha, a Formação Continuada de Professores oferecida pelo Programa AEB Escola tem a cara da cidade. “Muitos institutos de tecnologia estão localizados por lá. Os professores que frequentam as aulas e concluem o curso são verdadeiros disseminadores da ciência espacial”, diz.
A professora de ciências Delaine Wollmann Stefanescu, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Otacília Madureira de Moura, participou do curso de formação e agora é uma das responsáveis pela realização da 1ª Semana de Astronomia e Astronáutica que será realizada na quela instituição de ensino. “Vamos trazer algumas pessoas do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) para ministrar palestras e oficinas sobre lançamentos de foguetes, maquetes do VLS e sobre o Ano Internacional da Astronomia.”, explicou.
Fascinado pela área de sensoriamento remoto, o professor de geografia da Escola Dom Pedro de Alcântara, Leandro Pereira de Macedo, é categórico ao afirmar que o curso é uma excelente experiência para o profissional da educação. “Amplia o horizonte e nos motiva a lidar com um tema instigante que desperta o interesse de pessoas em todas as faixas etárias”, concluiu.
O impacto da formação dos professores é visível nas escolas. O professor Leandro usa o material recebido no curso em sala de aula. “O livro e o CD são muito bons, os alunos ficam empolgados com o material de áudio visual. Eles saem daqui dizendo que querem ser astronautas e pesquisadores. Se eu tivesse que fazer o curso de novo, eu faria, o conteúdo faz a diferença”, afirma.
Fonte: AEB
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sexta-feira, 3 de abril de 2009
BNDES e satélites de monitoramento da Amazônia
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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai investir cerca de US$ 100 milhões contra o desmatamento amazônico, segundo reportagem de autoria de Eduardo Nonomura, publicada na edição do último dia 2 do jornal "O Estado de S. Paulo". Os recursos são na realidade provenientes do Fundo da Amazônia, gerido pelo BNDES e que até 2015 pode ter o seu valor aumentado para US$ 1 bilhão, com recursos provenientes de doação da Noruega.
De acordo com a reportagem (ver trecho abaixo), parte dos US$ 100 milhões deverá ser aplicada em projetos de satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) voltados para o monitoramento ambiental.
"O BNDES recebeu até agora 25 consultas para projetos de REDD, entendidos no sentido mais amplo. Inclui não só ações para redução de desmatamento, mas também programas que ajudem a conservar a floresta. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, por exemplo, deve ser contemplado com verba do Fundo da Amazônia para antecipar o lançamento de dois satélites de monitoramento ambiental."
Embora não seja mencionado no texto, é bastante provável que os dois satélites sejam o Amazônia 1 (sensor ótico) e o MAPSAR (sensor SAR), ambos baseados na Plataforma Multimissão (PMM). Em entrevista concedida ao blog no final de fevereiro (clique aqui), o diretor do INPE, Gilberto Câmara já havia mencionado a possibilidade de adiantamento no cronograma do Amazônia 1 (especialmente em relação ao seu subsistema de controle de atitude e de órbita), a depender de recursos orçamentários.
A possível destinação de recursos financeiros para os satélites de observação é um dos vários projetos que o BNDES analisa na área espacial. De acordo com fontes ouvidas pelo blog, o banco de desenvolvimento pode também ter algum envolvimento com os projetos da binacional Alcântara Cyclone Space, e do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB).
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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai investir cerca de US$ 100 milhões contra o desmatamento amazônico, segundo reportagem de autoria de Eduardo Nonomura, publicada na edição do último dia 2 do jornal "O Estado de S. Paulo". Os recursos são na realidade provenientes do Fundo da Amazônia, gerido pelo BNDES e que até 2015 pode ter o seu valor aumentado para US$ 1 bilhão, com recursos provenientes de doação da Noruega.
De acordo com a reportagem (ver trecho abaixo), parte dos US$ 100 milhões deverá ser aplicada em projetos de satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) voltados para o monitoramento ambiental.
"O BNDES recebeu até agora 25 consultas para projetos de REDD, entendidos no sentido mais amplo. Inclui não só ações para redução de desmatamento, mas também programas que ajudem a conservar a floresta. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, por exemplo, deve ser contemplado com verba do Fundo da Amazônia para antecipar o lançamento de dois satélites de monitoramento ambiental."
Embora não seja mencionado no texto, é bastante provável que os dois satélites sejam o Amazônia 1 (sensor ótico) e o MAPSAR (sensor SAR), ambos baseados na Plataforma Multimissão (PMM). Em entrevista concedida ao blog no final de fevereiro (clique aqui), o diretor do INPE, Gilberto Câmara já havia mencionado a possibilidade de adiantamento no cronograma do Amazônia 1 (especialmente em relação ao seu subsistema de controle de atitude e de órbita), a depender de recursos orçamentários.
A possível destinação de recursos financeiros para os satélites de observação é um dos vários projetos que o BNDES analisa na área espacial. De acordo com fontes ouvidas pelo blog, o banco de desenvolvimento pode também ter algum envolvimento com os projetos da binacional Alcântara Cyclone Space, e do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB).
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quinta-feira, 2 de abril de 2009
Tratamento de ar no VLS-1
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Para quem se interessa por temas técnicos ligados a foguetes, há um interessante artigo sobre o sistema de tratamento de ar para refrigeração do Veículo Lançador de Satélites 1 (VLS-1), lançador brasileiro desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), subordinado ao Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), da Aeronáutica. O texto foi publicado na revista da Sociedade Brasileira de Controle de Contaminação (SBCC) e encontra-se disponível no web-site do IAE, em três partes. Para acessá-lo, cliquem nos seguintes links: parte 1, parte 2 e parte 3.
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Para quem se interessa por temas técnicos ligados a foguetes, há um interessante artigo sobre o sistema de tratamento de ar para refrigeração do Veículo Lançador de Satélites 1 (VLS-1), lançador brasileiro desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), subordinado ao Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), da Aeronáutica. O texto foi publicado na revista da Sociedade Brasileira de Controle de Contaminação (SBCC) e encontra-se disponível no web-site do IAE, em três partes. Para acessá-lo, cliquem nos seguintes links: parte 1, parte 2 e parte 3.
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