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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Indústria espacial: 2016 melhor que 2015

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Ainda que muito aquém do ideal, para a indústria espacial brasileira, o ano de 2016 começou melhor do que 2015, um contraste em relação às perspectivas para a economia brasileira ao longo deste ano. Duas iniciativas conduzidas pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destinarão recursos para a indústria superiores a R$56 milhões - montante relativamente irrisório para o setor, mas suficiente para manter certa carga de trabalho junto à base industrial espacial local.

No último dia de 2015, a AEB assinou com a Thales Alenia Space France cinco contratos para transferência tecnológica no âmbito do processo de absorção tecnológica do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), num valor aproximado de R$31,5 milhões. Serão beneficiadas a Fibraforte, Orbital Engenharia, Equatorial Sistemas e CENIC, de São José dos Campos (SP), e a AEL Sistemas, de Porto Alegre (RS), conforme os contratos abaixo:

- Contrato Tripartite para Transferência de Tecnologia Espacial em Subsistemas de Controle Térmico, no valor de R$3.257.206,63 - Equatorial Sistemas;
- Contrato Tripartite para Transferência de Tecnologia Espacial em Subsistemas de Propulsão, no valor de R$4.928.667,93 - Fibraforte;
- Contrato Tripartite para Transferência de Tecnologia Espacial em Estruturas Mecânicas à Base de Fibra de Carbono para Carga Úteis de Observação da Terra, no valor de R$5.785.827,57 - CENIC;
- Contrato Tripartite para Transferência de Tecnologia Espacial em Subsistemas de Potência e Painéis Solares, no valor de R$15.863.233,80 - Orbital Engenharia;
- Contrato Tripartite para Transferência de Tecnologia Espacial em Tecnologia e Componentes FPGA e ASIC para Aplicações Espaciais Embarcadas, no valor de R$1.671.461,30 - AEL Sistemas.

A seleção pública do Programa PIPE/PAPPE, com recursos estaduais (FAPESP) e federais (FINEP), coordenado pelo INPE e com prazo limite para entregas de propostas em 4 de abril, é outro programa que trará investimentos à indústria. Serão disponibilizados inicialmente recursos da ordem de R$25 milhões para a indústria espacial paulista, valor que poderá até mesmo dobrar.

Também há expectativa de alguns contratos relativos ao programa CBERS e Amazônia-1 ao longo de 2016, conforme indicado por Leonel Perondi, diretor do INPE, em recente entrevista concedida ao blog Panorama Espacial e que em breve será publicada.
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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

SGDC: resultado final do edital de transferência de tecnologia

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Finep divulga resultado final do edital Transferência de Tecnologia do SGDC

30 de Novembro de 2015

A Finep acaba de divulgar o resultado final da chamada pública Transferência de Tecnologia do SGDC – 01/2015, com recursos de subvenção econômica à inovação. Foram recebidas 20 propostas, sendo sete classificadas e cinco selecionadas na etapa final. A Finep encaminhará, em seguida, a minuta dos contratos para as empresas com proposta selecionada. As companhias têm o até 15/12/15 para devolução das minutas assinadas por seus representantes legais, bem como o atendimento de eventuais condicionantes para contratação.

Das 5 empresas, uma é do Rio Grande do Sul e quatro de São Paulo. O valor total de subvenção econômica é de R$ 22,5 milhões, e o de contrapartida das empresas, R$ 2,9 milhões. O objetivo do edital é conceder recursos de subvenção econômica para apoiar projetos de empresas brasileiras referentes à transferência das tecnologias previstas no Acordo de Transferência de Tecnologia Espacial firmado entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a empresa Thales Alenia Space, no âmbito do Decreto nº 7.769, de 28/06/2012.

Fonte: FINEP

Nota do blog: foram selecionadas as seguintes propostas: (i) Fibraforte, que receberá R$10,966 milhões para o desenvolvimento de subsistema de propulsão monopropelente para pequenos satélites; (ii) Orbital Engenharia, que terá R$5 milhões para o desenvolvimento de subsistema de potência e geradores solares para satélites; (iii) Equatorial Sistemas, que receberá R$1,733 milhão para a transferência de tecnologia em controle térmico de satélites; (iv) CENIC Engenharia, que terá R$4 milhões para o desenvolvimento de estruturas mecânicas para cargas úteis de observação da Terra a base de fibra de carbono; e (v) AEL Sistemas, que terá R$798 mil para transferência de Tecnologias Espaciais em FPGA e ASIC.
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quarta-feira, 22 de abril de 2015

Brasil e China concluem proposta do CBERS-4A

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Brasil e China concluem proposta do CBERS-4A

Quarta-feira, 22 de Abril de 2015 

A proposta técnica do satélite CBERS-4A, para lançamento em 2018, foi apresentada a dirigentes da Administração Nacional do Espaço da China (CNSA) e da Agência Espacial Brasileira (AEB) nesta segunda-feira (20/4) durante reunião no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP).

No Brasil, o desenvolvimento do programa CBERS cabe ao INPE. “Finalizamos os estudos do satélite em conjunto com a CAST (Academia Chinesa de Tecnologia Espacial, responsável pelo programa na China) e iniciaremos as discussões do projeto detalhado. Após a análise dos governos de ambos os países, será apresentado um protocolo complementar para incluir a missão CBERS-4A no acordo bilateral entre Brasil e China”, informa Leonel Perondi, diretor do INPE.

O programa CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite) fornece imagens de satélites para monitorar o meio ambiente, verificar desmatamentos, desastres naturais, a expansão da agricultura e das cidades, entre outras aplicações.

O acordo entre Brasil e China permite a distribuição global dos dados CBERS, com o objetivo de proporcionar a países em desenvolvimento os benefícios do uso de imagens de satélites. “Queremos o CBERS para o mundo. Este é o sentido desta parceria”, disse José Raimundo Braga Coelho, presidente da AEB.

Wu Yanhua, vice-administrador da CNSA, destacou o CBERS como um exemplo bem-sucedido de cooperação Sul-Sul em matéria de alta tecnologia. “O programa é muito importante para a parceria estratégica entre o Brasil e a China”, afirmou o dirigente chinês.

O CBERS-4, lançado com sucesso em dezembro de 2014, tem vida útil estimada em três anos. O novo satélite deve garantir a continuidade do fornecimento de imagens aos usuários dos dados CBERS, cada vez mais numerosos.

Segundo Perondi, o INPE e a CAST também devem apresentar no final do ano o projeto técnico para uma nova família de satélites de observação da Terra (CBERS-5 e 6, mais avançados do que os anteriores), visando a continuidade do programa.

CBERS-4A

O CBERS-4A será equipado com cargas úteis fornecidas pelo Brasil e pela China - a divisão de responsabilidade no desenvolvimento do satélite será de 50% para cada país. De acordo com a proposta, o Brasil deve fornecer as câmeras MUX e WFI – que já equiparam os CBERS-3 e 4 - e o Sistema de Coleta de Dados. A China deve incluir uma câmera de alta resolução (HRC).

O INPE realiza o programa CBERS em parceria com empresas brasileiras, conforme sua política voltada à capacitação da indústria nacional. Construída pela Opto Eletrônica, a MUX é a primeira câmera para satélite inteiramente desenvolvida e produzida no Brasil. Trata-se de uma câmera multiespectral com quatro bandas para cobrir a faixa de comprimento de onda do azul para o infravermelho próximo (a partir de 450 nm a 890 nm) com uma resolução de 20 m no solo e uma largura de faixa terreno de 120 km.

A WFI é uma versão avançada do instrumento desenvolvido para os CBERS-1 e 2, com quatro bandas espectrais e resolução no solo de 64 m no nadir e uma faixa de 866 km. A câmera fornece uma resolução espacial melhorada em comparação com os sensores a bordo do CBERS-1 e CBERS-2 (260 m em missões anteriores), mantendo, no entanto, sua alta resolução temporal de 5 dias. A WFI foi construída através de um consórcio formado pela Opto Eletrônica e Equatorial Sistemas.

Mais informações: www.cbers.inpe.br

Fonte: INPE
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sábado, 18 de abril de 2015

LAAD 2015: Airbus Group - Brasil é estratégico

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Airbus Group - Brasil é estratégico

O grupo europeu Airbus compareceu a mais uma edição da LAAD Defence & Security, realizada entre 14 e 17 de abril, apresentando a sua nova marca e organização, após a restruturação da então EADS em janeiro de 2014.

"Nós estamos comprometidos a ficar no Brasil", afirmou Alberto Robles, head para a América Latina, ao destacar a Helibras como o melhor exemplo de investimento direto no País. Robles também frisou a busca do grupo por novas parcerias e formas de cooperação com a indústria local, em especial, a Embraer. A unidade Airbus Defence and Space integra o consórcio liderado pela Embraer Defesa & Segurança na concorrência do Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz), da Marinha do Brasil.

Executivos do grupo também destacaram iniciativas da Airbus no setor espacial, com a estratégia de "construir satélites no Brasil." Com uma base industrial já instalada em São José dos Campos (SP) - a Equatorial Sistemas - a empresa está atenta a oportunidades em observação terrestre, como o projeto da constelação Carponis, do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), tocado pelo Ministério da Defesa. Embora não tenha sido selecionada para fornecer o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), adquirido pela Visiona Tecnologia Espacial, a Airbus pretende participar de futuras concorrências. No âmbito comercial, disputa uma concorrência para um satélite geoestacionário promovida pela Embratel Star One.

Atualmente, a Airbus possui cerca de 1.400 colaboradores em sete países da América Latina, sendo 900 apenas no Brasil.

Crédito: Tecnologia & Defesa / Official Show Daily.
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domingo, 28 de setembro de 2014

"SCD-Hidro: Um alento à indústria espacial brasileira"

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SCD-Hidro: Um alento à indústria espacial brasileira

André M. Mileski

Apesar de alguns importantes acontecimentos nos últimos anos, como a edição de um novo Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE 2012-2021), o surgimento da figura de uma prime contractor e a contratação do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), não se pode dizer que a indústria espacial brasileira vive um momento de exuberância. Pelo contrário. Formada por um pequeno número de pequenas e médias empresas, o setor industrial nacional está em crise, decorrente, principalmente, da falta de encomendas de seu principal (e único) cliente, o que tem gerado, inclusive, demissões.

A Agência Espacial Brasileira (AEB), a quem em tese compete exercer ações de política industrial previstas na PNAE, reconhece a situação. “Realmente, esse momento é o momento em que estamos concluindo vários projetos e precisamos retomar outras iniciativas”, afirmou José Raimundo Coelho, presidente da Agência, em entrevista dada à T&D no final de 2013.

É com base neste cenário, e enquanto outras missões do PNAE e do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE) não se materializam, que se busca viabilizar o projeto do Sistema de Coleta de Dados Hidrometeorológicos (SCD-Hidro), lançado pela AEB em conjunto com a Agência Nacional de Águas (ANA), vinculada ao Ministério do Meio Ambiente.

Histórico

Muito embora tenha um forte componente de política industrial, o SCD-Hidro não está sendo desenvolvido pura e simplesmente para gerar carga de trabalho para as indústrias brasileiras. A participação da ANA decorre do fato desta ser a principal usuária do Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais (SBCDA) (ver box), mantido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), do qual depende para seus monitoramentos do volume de água e do balanço hidrológico dos reservatórios. Desta forma, o projeto atende a uma demanda do governo, além de funcionar como uma ação de política industrial, num campo tecnológico já plenamente dominado pela indústria espacial nacional.

Oficialmente, o projeto teve início no final de maio de 2012, com a assinatura de um memorando de entendimentos que previa a criação de um grupo de trabalho para o estudo sobre a viabilidade de desenvolver um microssatélite para missão de coleta de dados hidrometeorológicos. Com isso, o projeto avançou relativamente rápido, com a contratação da iniciativa privada para um estudo comparativo de soluções. Em agosto de 2013, a AEB lançou o Edital da Concorrência n.º 01/2013, prevendo a “contratação de empresa especializada para realizar Estudo Comparativo de Soluções para o Sistema de Coleta de Dados Hidrometeorológicos (SCD-Hidro), mediante o regime de empreitada por preço global”.

Dando prosseguimento à licitação, no mês seguinte foram habilitadas três empresas interessadas na concorrência: a Mectron, pertencente ao grupo Odebrecht Defesa e Tecnologia, a Equatorial Sistemas, do grupo Airbus Defence and Space, e a Omnisys Engenharia, controlada pela francesa Thales. O resultado final saiu em outubro, tendo a Equatorial Sistemas sido selecionada com uma proposta de R$ 1,885 milhão. Do estudo comparativo, participam ainda, na qualidade de subcontratadas, a Visiona Tecnologia Espacial, uma joint-venture entre a Embraer e a Telebras, e a Orbital Engenharia, de São José dos Campos (SP).

Propósitos, finalidades e perspectivas

O projeto tem por propósito principal garantir a continuidade dos serviços do Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais, que teve início com os satélites SCD-1 e SCD-2 desenvolvidos pelo INPE e colocados em órbita durante a década de 1990.

Segundo informou a AEB, a proposta atualmente em estudo, direcionada aos interesses da ANA, não apenas atende aos requisitos originais do sistema, mas amplia sua capacidade e funcionalidade, possibilitando o aumento do número de plataformas instaladas, a ampliação dos serviços para além das fronteiras nacionais, além da redução do tempo de revisita, o que permitiria atender também à comunidade que lida com desastres naturais com origem hidrológica. As capacidades do SCD-Hidro também podem vir a servir outros projetos, como o futuro Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz), da Marinha do Brasil, considerando que na atualidade o SBCDA já recebe dados ambientais gerados a partir de plataformas marítimas localizadas em zonas marítimas do Brasil e da África. Ainda, a reportagem apurou que a Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE), responsável por ações do Ministério da Defesa no âmbito espacial, acompanha a iniciativa com atenção, interessada em sua capacidade de coleta e transmissão de dados gerados em solo.

As alternativas em análise consideram constelações que variam de dois satélites em órbita baixa e equatorial, a até seis satélites também em órbita baixa, mas dispostos em três planos orbitais distintos.

A proposta leva em conta um prazo de até três anos para o primeiro lançamento, contados da data da contratação. Tal prazo, no entanto, dependerá da definição quanto à configuração do sistema em órbita, que poderá ser de lançamento múltiplo, isto é, com todos os satélites sendo lançados ao mesmo tempo, ou por plano orbital, com lançamentos distintos.

A expectativa da AEB é de que o sistema seja contratado até o final de 2014 junto a uma empresa integradora nacional, potencialmente, a Visiona Tecnologia Espacial, que já exerce este papel no SGDC, estratégia em linha com os preceitos do PNAE. Representantes da Visiona, aliás, têm visitado empresas nacionais que poderiam participar do projeto, e também participado de reuniões com possíveis parceiros estrangeiros.

A propósito, uma das parcerias internacionais em consideração é com a Espanha. No final de maio, representantes da AEB, da ANA e da Visiona tiveram uma reunião de apresentação da proposta de cooperação do Centro Espacial da Galícia, ligado à Universidade de Vigo, com o Brasil, envolvendo a missão hidrometeorológica. Segundo divulgou a AEB na ocasião, a ação cooperativa envolveria financiamento de projetos com os recursos de ambas as instituições, com investimentos igualitários entre as partes.

O centro espanhol, que no momento conta com dois cubesats em órbita e prepara o lançamento de outro para breve, coordena uma rede mundial de satélites apoiada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e que possibilita aos países parceiros transmitir e compartilhar dados sobre emergências humanitárias ou outras informações úteis a estudos sobre o câmbio climático e o controle e detecção de incêndios, por meio de sensores orbitais considerados de baixo custo.

Caso a previsão de contratação do SCD-Hidro este ano se confirme, espera-se sua entrada em operação até o final de 2017. Os custos do projeto ainda estão em revisão e, de acordo com a AEB, ainda não há previsão orçamentária para o projeto completo. “Os recursos disponíveis no momento estendem-se por quatro anos, mas a um nível ainda insuficiente para arcar com todos os investimentos”, segundo informação a Agência.

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Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais

A origem do Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais (SBCDA) remonta à Missão Espacial Completa Brasileira (MECB), criada no final da década de 1970 e que buscava dotar o País de autonomia na construção, lançamento e operação de meios espaciais. Dentre as missões compreendidas na missão, estavam os satélites SCD-1 e SCD-2, inspirados no programa franco-americano ARGOS, para coleta de dados ambientais gerados em plataformas terrestres. De fato, 35 anos após a criação da MECB, os satélites de coletas de dados são umas de suas poucas ações bem sucedidas.

Apesar de terem superado em muitos anos suas vidas úteis planejadas, os dois SCD continuam em operação, e ao longo desse tempo foram complementados por transpônderes de coleta de dados instalados em satélites da série CBERS, desenvolvido pelo Brasil em conjunto com a China.

Grosso modo, o SBCDA funciona por meio da retransmissão de mensagens enviadas por centenas de plataformas de coletas de dados, gerados por sensores, distribuídas por todo o território nacional, áreas marítimas e mesmo em alguns países vizinhos. Uma vez recebidas, os satélites armazenam os dados e os retransmitem para estações de recepção localizadas em Cuiabá (MT) e Alcântara (MA), quando visíveis, isto é, com passagens na área de cobertura das estações de recepção. Grande parte das plataformas, conhecidas pela sigla PCD (Plataforma de Coleta de Dados) dispõem de sensores que geram dados meteorológicos, como velocidade e direção dos ventos, umidade e temperatura, e hidrológicos, como os níveis de reservatórios. As PCDs mais modernas contam com painéis solares e baterias que garantem seu funcionamento de forma autônoma.

Os dados são enviados para o Sistema Integrado de Dados Ambientais, (SINDA) situado no Centro Regional do Nordeste do INPE, em Natal (RN), onde são processados, armazenados e disseminados aos usuários, por meio da internet, no prazo máximo de 30 minutos após a recepção.

Além do SCD-Hidro, outra iniciativa que visa dar continuidade ao SBCDA é desenvolvida no CRN/INPE desde 2011. Trata-se do CONASAT, uma constelação de seis nanossatélites, projetados com base na tecnologia dos cubesats. (AMM)

Fonte: revista Tecnologia & Defesa n.º 138, setembro de 2014.
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quarta-feira, 16 de abril de 2014

Contratos industriais do CBERS 4

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AEB firma contratos industriais para montagem do Cbers-4

Brasília, 16 de abril de 2014 – A Agência Espacial Brasileira (AEB) firmou oito contratos com empresas nacionais do setor aeroespacial visando à integração e montagens de diversos equipamentos do Cbers-4, quinto exemplar da série do programa de satélites Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres.

Os contratos com as empresas Equatorial Sistemas, AEL Sistemas Mectron Engenharia, Orbital Engenharia, Omnisys Engenharia e Opto Eletrônica, englobam em sua maioria equipamentos das áreas de eletrônica, conversores de energia e câmeras para imageamento.

Todas estas empresas já foram fornecedoras de peças e equipamentos para a família de satélites Cbers, desenvolvida em parceria entre Brasil e China. Os contratos também estão em concordância com o preceituado no Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae) de “recorrer à indústria para reproduzir equipamentos já desenvolvidos e qualificados, capazes de atender a parte da demanda corrente a um custo menor, com prazos menores, além de manter a base industrial ativa”.

O lançamento do Cbers-4, inicialmente programado para 2015, foi antecipado para a segunda semana de dezembro próximo da China, conforme entendimento entre os dois países após a falha ocorrida com o veículo chinês lançador do Cbers-3, no final de 2013.

Fonte: AEB

Nota do blog: os contratos, somados, superam poucos milhões de reais.
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domingo, 4 de agosto de 2013

Entrevista com Jean Noel Hardy, diretor da Astrium no Brasil

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Crescer em todas as áreas

O diretor-geral da Astrium do Brasil fala à T&D

Com mais de trinta anos de experiência no Brasil nos setores aeroespacial, de defesa e tecnologia, Jean-Noel Hardy é graduado em engenharia aeronáutica e espacial pela Ecole Nationale Supérieure de l’Aéronautique et de l’Espace, em Toulouse, França, e em direito empresarial pela Universidade de Paris Panthéon-Sorbonne, tendo concluído seu MBA pela Essec Business School, em Paris em 1975. Também é diplomado em matemática e física pela Universidade de Limoges, França. Entre 2004 e 2009, foi diretor-presidente da Helibras, tendo sido figura-chave na negociação de venda de helicópteros EC725 para as Forças Armadas brasileiras, um dos maiores e mais importantes projetos de transferência tecnológica no setor de defesa já firmados pelo País. A partir de julho de 2009, assumiu um novo desafio como diretor para a América Latina da Astrium, divisão espacial do grupo europeu EADS, sendo, em paralelo, diretor-geral da Astrium do Brasil, com a missão de consolidar e ampliar os negócios do grupo na região. É atualmente conselheiro da Equatorial Sistemas, de São José dos Campos (SP), diretor do COMDEFESA, entidade da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), e conselheiro do Comércio Exterior da França.

Jean-Noel gentilmente concedeu esta entrevista exclusiva a André M. Mileski, editor-adjunto de Tecnologia & Defesa, na qual fala sobre a presença e perspectivas da Astrium no Brasil e na América do Sul.

Tecnologia & Defesa - Em 2012, a Astrium anunciou a criação de uma subsidiária no País, a Astrium Brasil. Qual é o seu significado e objetivo?

Jean-Noel Hardy - Se possível, gostaria em primeiro lugar, de lembrar alguns detalhes sobre a Astrium. Ela é de fato a maior empresa do setor espacial na Europa, e de longe. Ela se situa em terceiro lugar no ranking mundial.

Duas interessantes peculiaridades: a empresa não é ligada a um único país, mas é genuinamente europeia, com instalações significativas em cinco países: França, Alemanha, Reino Unido, Espanha e Países Baixos. Com cerca de 18 mil funcionários, tem um faturamento anual da ordem de 5 bilhões de euros. Além disso, é uma das poucas empresas do setor que dominan todo o leque de atividades espaciais, dos lançadores, como o Ariane, até os serviços ao usuário final, passando por todos os tipos de satélites, de comunicação, de observação ou mesmo científicos. 

Não há dúvida de que o Brasil tem todas as características para se tornar, para valer, uma potência espacial, e a ambição de nossa empresa é de ser um parceiro essencial deste destino. Para concretizar essa visão, se tornou evidente que tínhamos que ter uma base permanente e sólida no País para mostrar a seriedade de nosso propósito, e também para termos uma ferramenta prática para construir parcerias, alianças; em uma palavra, para contribuirmos da melhor maneira possível aos atuais e futuros programas espaciais brasileiros. A Astrium Brasil tem também a vocação de operar, a partir daqui, nos principais países da América Latina.

T&D - A Astrium não foi préselecionada para o projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), anunciado no início de maio. Isso muda algo nos planos da companhia para o Brasil?

Hardy - Seria desonesto de minha parte dizer que não foi uma grande decepção, ainda mais que objetivamente a Astrium é uma das pouquíssimas empresas que tem real experiência, comprovada nos fatos, de construir um satélite para cumprir a missão do SGDC. Mas, não nos cabe comentar o processo de seleção conduzido com seriedade pela Visiona. No entanto, acreditamos que o Brasil oferecerá muitas outras oportunidades de desenvolver as parcerias que desejamos, e sabemos de experiência que o espaço é uma atividade de longo prazo. O episódio do SGDC não altera de maneira alguma nosso compromisso com o Brasil e suas ambições espaciais.

T&D - Qual é a sua visão sobre o mercado brasileiro de comunicações por satélite, tanto governamental como privado?

Hardy - No que diz respeito ao mercado civil de comunicações por satélite, acreditamos que as tendências que se verificam no resto do mundo devam se repetir no Brasil, adaptadas às condições locais. Os drivers que estão atualmente levando o mercado para a frente são TVHD, TV3D e “High Speed Internet”. Tudo isso leva a satélites maiores e mais possantes. Do ponto de vista governamental, temos, no Brasil, que contar com um território imenso, uma infraestrutura no solo às vezes insuficiente para garantir, sem falhas ou riscos, o perfeito funcionamento das comunicações do poder público. Isso deve favorecer, em médio prazo, o surgimento de um satélite de telecomunicações administrativas governamentais.

Para as comunicações ligadas à defesa, o SGDC, que deve ser contratado em breve, irá trazer uma solução, pelo menos para um certo tempo. Todavia, as exigências de comunicações ligadas ao desdobramento dos sistemas integrados de vigilância, tais como o SISFRON ou o SisGAAz, sobre áreas gigantescas, poderão evidenciar a necessidade de mais capacidade, que poderá ser resolvida a prazo com um satélite adicional dedicado às comunicações estratégicas e, pontualmente, com a contratação de “airtime” nas bandas pertinentes, tais como a banda-X.

T&D - A Astrium é uma das poucas empresas internacionais do setor espacial com presença industrial no Brasil, por meio da Equatorial Sistemas. O senhor poderia falar um pouco sobre esta plataforma local e como ela pode contribuir para o desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro?

Hardy - A parceria com a Equatorial Sistemas é bastante antiga. Na verdade, começou em torno do ano 2000, quando as duas empresas cooperaram no projeto HSB (Humidity Sounder Brazil), um dos seis instrumentos embarcados a bordo do satélite de observação AQUA, lançado pela NASA, norte-americana, em 2002.

De lá para cá, as relações se estreitaram e a Astrium se tornou acionista da Equatorial Sistemas em 2006. Em seguida, participou de vários aumentos de capital com o objetivo de reforçar a empresa. Em paralelo, as duas cooperaram em vários programas brasileiros, entre os quais o mazônia-1, para o qual fornece o “Digital Data Recorder” (DDR), equipamento de última geração. A Equatorial Sistemas, em parceria com a Opto, também desenvolve e fornece o instrumento “Wide Field Instrument”(WFI) para o programa CBERS, do INPE. Interessante salientar que a Equatorial obteve ao apoio da FINEP para vários programas de pesquisa e desenvolvimento nas áreas de optrônica aplicada ao espaço e à defesa.

A Equatorial Sistemas, ao longo de seus anos de existência, construiu uma fama justificada de credibilidade e competência no setor espacial brasileiro. A aproximação com a Astrium e seu acervo tecnológico só faz reforçar a legitimidade técnica e industrial da empresa. Assim, ela tem todas as condições para ser um “player” de primeiro plano nos próximos programas nacionais de satélites, quer sejam civis, quer sejam mais voltados para o lado de defesa. Há uma grande probabilidade que os próximos programas sejam de observação, campo no qual a Equatorial tem ampla experiência...

Além de suas instalações próprias em São José dos Campos, com várias salas limpas e equipamentos altamente especializados, a empresa tem acordos de parceria com empresas brasileiras dos ramos que apresentam competências complementares. A visão da Astrium é que a Equatorial Sistemas se fortifique cada vez mais no País e se torne o nosso verdadeiro braço industrial brasileiro. Tudo indica que isso pode acontecer num futuro próximo.

T&D - A Astrium tem uma importante presença no País com a sua divisão de imagens de satélite, a Astrium GEO-Information Services. O senhor poderia nos dar um panorama sobre a divisão e seus negócios?

Hardy - A Astrium GEO-Information Services é uma líder mundialmente reconhecida no setor e se beneficia de mais de 25 anos de experiência das empresas Spot Image e Infoterra. Tem acesso exclusivo aos dados dos satélites TerraSARX, Pléiades, SPOT e distribui dados de outros sensores de diversas características, podendo assim atender uma grande variedade de necessidades dos usuários finais. A empresa se estabeleceu no Brasil, em São Paulo, no início de 2009, para se aproximar do mercado brasileiro e assim atendê-lo melhor. No País, ela dispõe de uma rede de parceiros, todos especialistas em imagens de satélites e suas mais diversas aplicações. Com esses parceiros, já produzimos mosaicos de imagens de satélite de alta resolução de mais de oito estados da Federação.

Além de grandes empresas como a Petrobras ou a Vale, atendemos também o agronegócio e vários ministérios, tais como Defesa, Meio Ambiente e Agricultura, além de várias ONGs. Vale a pena destacar que nossos produtos foram usados e testados em projetos de produção do Cadastro Ambiental Rural, também conhecido como CAR. Com o novo Código Florestal, outros grandes projetos dessa natureza deverão sustentar a demanda por imagens no futuro.

T&D - No ano passado, o grupo anunciou sua participação no programa Ciência sem Fronteiras, do Governo Federal, ao oferecer vagas de estágios para profissionais brasileiros. O senhor poderia comentar sobre o envolvimento da Astrium com esta iniciativa?

Hardy - Ciente do interesse do Governo Federal em incentivar a ida ao exterior de estudantes brasileiros, notadamente no âmbito do programa Ciência sem Fronteiras, a Astrium, concomitantement com uma visita da presidente Dilma Rousseff à França, em final de 2012, ofereceu 20 vagas de estágios nas suas instalações europeias para serem ocupadas por brasileiros. A implementação deste compromisso assumido pelo CEO mundial da Astrium, François Auque, está atualmente acontecendo de acordo com as modalidades técnicas do programa.

A Astrium acredita muito nas virtudes da pesquisa tecnológica, da inovação e da formação superior e, nesse sentido, tem tomado algumas iniciativas interessantes. Por exemplo, o melhor aluno de engenharia aeroespacial do ITA recebeu um convite para passar alguns meses nas instalações da Astrium na Europa para acompanhar pesquisas do interesse dele, na área da propulsão, se não me engano. Existem outras iniciativas, cujos resultados não foram ainda publicados. Posso, todavia, adiantar que, após um processo de seleção, a Astrium e a Equatorial irão apoiar, inclusive financeiramente, um ou dois projetos de pesquisas conduzidos por laboratórios ou universidades
brasileiras.

T&D - Recentemente, a Astrium inaugurou no Rio de Janeiro um escritório para sua divisão de serviços em comunicações. Qual é a atuação da empresa nesse campo no País?

Hardy - Na realidade, é a consequência direta da aquisição da empresa Vizada por nosso grupo em 2012. Estamos reorganizando a operação da Vizada no Brasil numa nova empresa que acabamos de criar efetivamente, a Astrium Serviços de Comunicação. A atuação dessa empresa será orientada essencialmente para dois segmentos: primeiro, o de comunicação marítima (“Maritime”) provendo soluções de comunicação de voz, dados e internet via satélite para embarcações que naveguem na costa brasileira; segundo, é o de soluções móveis via satélite (MSS), que abrange o portfólio de serviços INMARSAT, como BGAN para comunicação terrestre; FLEET BROADBAND, para comunicação embarcada; SWIFT BROADBAND, para comunicação aeronáutica; e ISATPHONE, para telefonia. Dentro deste segmento a Astrium também dispõe de soluções de telefonia via satélite IRIDIUM e soluções de comunicação M2M SKYWAVE.

T&D - E as expectativas?

Hardy – São de crescimento em todas as áreas. A Astrium atuará como provedora desses serviços através de canais e também diretamente. Nossa ambição é nos tornarmos um “player” importante no segmento “Maritime”, onde a Astrium tem grande participação e experiência internacional, junto a empresas transportadoras e ligadas a atividades do pré-sal. No segmento MSS, nosso objetivo é atuar em parceria com nossos canais para que estes aumentem sua participação de mercado. No nosso negócio, o “céu” não tem limites, apenas oportunidades!

T&D - A empresa é também um importante player mundial no campo de lançadores espaciais, e o Brasil está em busca de acesso autônomo ao espaço. A empresa tem olhado oportunidades neste segmento?

Hardy - Efetivamente, a Astrium é um “player” de primeira linha em nível mundial na área de lançadores de satélite e, certamente, o líder europeu neste setor. Basta lembrar que a Astrium é o “prime contractor” do foguete europeu Ariane, lançado de Kourou, na Guiana Francesa, e que, no dia 5 de junho, alcançou a marca incrível de 55 tiros seguidos bem sucedidos; desta vez, ele levou com sucesso o veículo de reabastecimento automático (ATV 4 - “Albert Einstein”), também construído pela Astrium, até a ISS (International Space Station). O ATV4 é a maior carga já transportada pelo Ariane: 20,2 toneladas. Além do Ariane, Astrium contribui para outro programa europeu de lançador, o Vega, com elementos essenciais, tais como os algoritmos de guiagem e controle, o software embarcado, o sistema de controle de atitude e equipamentos aviônicos e componentes estruturais.

Com tal experiência, é óbvio que acompanhamos com interesse os esforços brasileiros para alcançar o acesso autônomo ao espaço que o País legitimamente vem buscando. Neste contexto, a abertura para o diálogo tem sido evidente e sempre mantemos contatos regulares com o DCTA e o IAE há já vários anos.

T&D - Além do Brasil, há na América do Sul outros importantes mercados no campo espacial. A Astrium, por exemplo, já tem negócios na Argentina e no Chile, para citar dois países. Quais são as perspectivas de outros na região?

Hardy - A América do Sul é, de maneira geral, uma região que está com perspectivas promissoras no campo espacial. E é verdade que, além das fronteiras do Brasil, existem perspectivas na área.

A Argentina tem sido para a Astrium um importante cliente. Vem construindo seu primeiro satélite de telecomunicações, o Arsat-1, para o qual fornecemos importantes componentes da plataforma. Esperam-se as gerações seguintes Arsat-2 e Arsat-3 cuja cobertura deverá ser maior do que o primeiro.

O Chile é também um cliente significativo, sendo o primeiro país da região a adquirir seu próprio satélite de observação de alta resolução, o SSOT (ou FASat- Charlie), colocado em órbita em dezembro de 2011. Com uma resolução de 1,5 metros, o satélite de pouco mais de 100 kg de massa ao lançamento, foi desenvolvido e construído pela Astrium em Toulouse, com um time de engenheiros chilenos acompanhando as operações fabris “in situ”. Existem no Chile ideias para a próxima geração de satélites de observação, e também se comenta a respeito de um possível programa de satélite de telecomunicações, já que o último terremoto mostrou a vulnerabilidade das infraestruturas de “telecom” no solo, cujo disfuncionamento na ocasião foi crítico.

Outros países, como o Peru e a Colômbia, apresentam perspectivas comerciais interessantes, a médio prazo. Constata-se um interesse importante para os sistemas de observação da Terra por satélite cujas aplicações vão desde a segurança das fronteiras até o monitoramento ambiental, passando pela agricultura, a prevenção dos riscos naturais ou o monitoramento do crescimento urbano.

Em todos os casos, a América do Sul é um vasto mercado para o fornecimento de imagens ópticas ou radar de observação da Terra, bem como para serviços de comunicações comerciais ou públicas. A região toda oferece espaço para crescer, sem trocadilho!

Fonte: Tecnologia & Defesa n.º 133, julho de 2013.

Nota do blog: na última quarta-feira (31), A EADS anunciou uma ampla restruturação de suas unidades, a ser implementada em 2014, e que resultará na alteração de seu nome para Airbus Group. A companhia passará a ser formada por três divisões: a já existente Airbus, responsável por aeronaves comerciais; Airbus Defence & Space, que resultará da fusão da unidade Cassidian, de defesa e segurança, da Astrium, de espaço, e da Airbus Military, de aeronaves militares; e a Airbus Helicopters (novo nome da Eurocopter). A restruturação deverá ter reflexos em todo o mundo, inclusive no Brasil, onde a Astrium, Cassidian e Airbus Military já estão presentes.
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Estudante do ITA é premiado pela Astrium


Astrium premia o melhor estudante de engenharia aeroespacial do ITA

26/02/2013

A Astrium, em parceria com a Equatorial Sistemas, uma empresa do grupo da Astrium, premiou ontem o aluno com o melhor desempenho acadêmico em 2012 da primeira turma de Engenharia Aeroespacial do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). O 1° Tenente Engenheiro Levi Maia Araújo recebeu o Prêmio Equatorial-Astrium durante a cerimônia da Aula Magna de 2013 do ITA, que ocorreu nesta segunda-feira (25), e fará uma viagem de trabalho à Europa para conhecer a Astrium, a empresa líder em tecnologias espaciais na Europa.

O Tenente Araújo, de 21 anos, é um dos dez alunos do curso de Engenharia Aeroespacial, lançado em 2008 pelo ITA. Ele ficará por três meses na Europa, a convite da Astrium, e terá a oportunidade de conhecer as instalações da empresa, interagir com pesquisadores e engenheiros, e participar de pesquisas e projetos espaciais desenvolvidos na empresa com tecnologia de ponta.

No evento, o Tenente Araújo recebeu o prêmio das mãos de Jean Noël Hardy, diretor-geral da Astrium do Brasil, e do presidente da Equatorial Sistemas, Dr. César Celeste Ghizoni. Ao oferecer novas oportunidades de trocas de conhecimentos na área da indústria espacial, a Astrium e a Equatorial Sistemas pretendem incentivar o interesse dos brasileiros no setor.

"A Astrium tem uma grande vontade de contribuir no desenvolvimento das atividades espaciais no Brasil. Estamos orgulhosos de premiar o melhor aluno de Engenharia Aeroespacial do ITA com o intuito de incentivar os profissionais brasileiros da indústria a colocar em prática seus excelentes projetos e idéias que podem desenvolver a indústria espacial no Brasil, bem como em outras partes do mundo ", explicou Jean Noël Hardy.

O evento marcou o início do ano letivo do Instituto Tecnológico da Aeronáutica, ligado ao Comando da Aeronáutica, e que oferece também os cursos de Engenharia Aeronáutica, Eletrônica, Mecânica Aeronáutica, Infraestrutura Aeronáutica e Computação.

O ministro da Defesa, embaixador Celso Amorim, proferiu a Aula Magna de 2013, no Auditório Professor Francisco Antonio Lacaz Netto. A solenidade contou ainda com a presença do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Juniti Saito, do Diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), o Tenente-Brigadeiro do Ar Ailton dos Santos Pohlmann, do Reitor do ITA, engenheiro e economista Carlos Américo Pacheco, além de outras autoridades civis e militares.

Fonte: Astrium, com edição do Blog Panorama Espacial.

Atualização, 27/02/2013, às 20h45: o 1° Tenente Engenheiro Levi Maia Araújo entrou em contato com o blog para informar que sua idade correta é 21 anos, e que são 10 os formandos em Engenharia Aeroespacial no ITA, e não 9 como informado no texto, já corrigido.
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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

SGDC no "Valor Econômico"


Satélite brasileiro atrai sete grupos mundiais

Por Virgínia Silveira
Para o Valor, de São José dos Campos

Sete grandes grupos de fabricantes internacionais estão participando do processo de seleção do fornecedor do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas. Realizada pelo governo brasileiro, essa concorrência é considerada hoje a principal na área espacial da América do Sul, com investimento já aprovado de R$ 720 milhões. O valor inclui o lançamento do satélite, previsto para o fim de 2014.

A Agência Espacial contratou a Visiona Tecnologia Espacial, joint venture entre a Embraer e a Telebras, para fazer o gerenciamento dos contratos com os futuros fornecedores do equipamento. A Visiona encerrou a fase de recebimento das informações solicitadas aos fabricantes no fim do ano passado, e nas próximas duas semanas poderá liberar as linhas gerais de sua solicitação de propostas (RFP, na sigla em inglês) para os interessados.

A lista de empresas participantes da licitação, segundo fontes que acompanham o processo, inclui as europeias Astrium e Thales Alenia Space, as americanas Boeing, Lockheed Martin e Space Systems Loral (essa última adquirida pelo grupo canadense MDA, em 2012), a japonesa Mitsubishi e a russa Reshetnev.

Procurada pelo Valor, a Boeing disse que seria prematuro comentar a concorrência, pois o pedido de proposta ainda não foi divulgado. "A Boeing está a par do processo da Visiona, mas seguimos nossa política de não comentar os requisitos relativos aos nossos clientes", disse em nota.

Haverá uma única licitação para a compra do satélite, do sistema de controle de solo e do lançamento, disse o diretor de planejamento e investimentos estratégicos da Agência Espacial, Petrônio Noronha de Souza. Apenas a parte de instalação de antenas de recepção e emissão de sinais de internet ficará sob a responsabilidade da Telebras, segundo o diretor.

Os requisitos do satélite foram elaborados pelo Ministério das Comunicações, Telebras e Ministério da Defesa, consolidados depois pelos grupos de trabalho criados pelo decreto presidencial que estabeleceu a governança para o desenvolvimento do equipamento geoestacionário. A canadense Telesat, segundo o diretor da agência, deu apoio ao projeto na fase que antecedeu a RFP.

O prazo para o lançamento, no entanto, segundo o Valor apurou, poderá atrasar e se estender até 2015, pois o período para a contratação dos fornecedores e a fabricação do satélite é considerado curto. A agência também já programou a aquisição do segundo satélite, com previsão de lançamento para 2019.
O satélite geoestacionário vai atender à demanda de comunicações militares e de defesa do governo federal, assim como o Programa Nacional de Banda Larga, levando internet às populações de cerca de 1,2 mil municípios localizados em regiões remotas do país. Atualmente, o governo contrata tecnologia de satélites estrangeiros.

O satélite brasileiro vai operar em banda X (faixa de frequência de transmissão dos dados), para as comunicações estratégicas do governo, com cobertura regional (Brasil), América Latina e Oceano Atlântico, usando cinco transponders (sistema que converte o sinal recebido do satélite para outra frequência determinada). Para as comunicações em banda larga usará a banda Ka.

O contrato de construção do satélite vai envolver transferência de tecnologia nas áreas de sistemas de comunicação, controle de atitude e órbita, controle de solo, software de controle e propulsão, afirmou o diretor da Agência Espacial.

O satélite geoestacionário foi incluído na lista de projetos que o Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae) considera como estruturantes e mobilizadores. "São projetos que colocam desafios tecnológicos à pesquisa e à indústria e que organizam a cadeia produtiva nacional, e ampliam o mercado de bens e serviços espaciais", descreve o documento.

Entre os resultados esperados, descritos no relatório do Pnae, está o incremento da capacitação tecnológica da indústria nacional no segmento de satélites de telecomunicação e elevação do índice de participação das empresas no desenvolvimento e fabricação do segundo satélite.

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Para se fortalecer, Astrium cria subsidiária

o Valor
de São José dos Campos

A Astrium, divisão espacial da gigante europeia EADS, está fortalecendo a sua presença no Brasil para tentar participar de forma mais efetiva do programa espacial brasileiro. O Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae) indica a necessidade de um investimento de R$ 9,1 bilhões nos próximos dez anos no setor.

"O Brasil, embora ocupe um lugar importante no cenário econômico mundial, ainda não integra o grupo de países que dominam a tecnologia espacial", disse o vice-presidente de desenvolvimento de negócios da Astrium na América Latina, Jean Noel Hardy.

Segundo o executivo, mesmo assim a Astrium acredita no potencial espacial do Brasil e, por isso, acaba de criar a subsidiária Astrium Brasil. A companhia está presente no país desde 2006 com a Equatorial Sistemas, de São José dos Campos, e a Astrium Services, antiga Spot Image. Em 2012, a Astrium registrou uma receita de € 5,8 bilhões, 7% maior que em 2011.

Fornecedora do programa espacial brasileiro desde 1996, a Equatorial atuou no programa do satélite CBERS-3, feito em parceria com a China e para o qual desenvolveu uma câmera WFI (sigla em inglês para câmera de grande campo de visada) e um gravador digital de dados para o satélite brasileiro Amazônia-1, em fase de desenvolvimento. O CBERS-3 tem lançamento previsto para maio.

A Equatorial foi contratada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) para o fornecimento dos sistemas aos satélites CBERS-3 e Amazônia. Segundo o presidente da Equatorial, César Ghizoni, os dois contratos estão avaliados em cerca de R$ 60 milhões.

Em 2012, de acordo com o executivo, a Equatorial gerou receitas de R$ 9,5 milhões, ante os R$ 6,8 milhões do ano anterior. Entre os novos contratos previstos para este ano, Ghizoni cita o fornecimento de cabos do sistema elétrico do satélite Amazônia-1 e um contrato com a GMV, empresa europeia que fornece sistemas de navegação de satélites.

A GMV está desenvolvendo seu sistema em parceria com o Instituto Tecnológico de aeronáutica (ITA) e o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), disse o presidente da Equatorial. (VS)

Fonte: Valor Econômico, 04/02/2013, via NOTIMP.
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Astrium em 2012: um ano de sucesso e transformações


A Astrium, unidade espacial do grupo europeu EADS, divulgou hoje (28) os seus resultados referentes ao ano de 2012. A companhia obteve receitas estimadas em 5,8 bilhões de euros, aumento de 7% em relação a 2011, com novas encomendas totalizando 3,8 bilhões de euros.

A empresa destacou em nota a realização de sete lançamentos bem sucedidos do Ariane 5, lançador cujo projeto é a contratante principal, e a colocação em órbita de nove satélites por ela construídos, sendo quatro de comunicações, dois de posicionamento (Galileo) e três de observação terrestre (Metop B, SPOT 6 e a segunda unidade da constelação Pléiades). Em termos de contratos, destaques para a construção de dois satélites de comunicações para a companhia russa RSCC, duas missões científicas para a NASA, além de estudos para a próxima geração de satélites de comunicações militares das forças armadas francesas (projeto Comsat NG).

Outro ponto destacado foi a criação de subsidiárias no exterior, como na América do Norte, em Cingapura e também no Brasil. No País, aliás, a Astrium está presente com a Equatorial Sistemas, de São José dos Campos (SP), e com a Astrium GEO-Information Services (antiga Spot Image).
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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Os problemas do CBERS 3 - Parte II


O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), até o momento, não se manisfestou oficialmente sobre a extensão do atraso do lançamento do satélite CBERS 3 por conta de falha em componentes em testes finais já na China, assunto abordado pelo blog no início de setembro (ver as postagens "CBERS 3: lançamento ameaçado" e "Os problemas do CBERS 3"), mas uma consulta ao Diário Oficial da União (DOU) revela providências que estão sendo tomadas.

Na edição do DOU de 6 de dezembro, foram publicados dois extratos de dispensa de licitação da Agência Espacial Brasileira (AEB) para a contratação de empresas para o retrabalho em subsistemas dos satélites CBERS 3 e 4, no caso o TTCS (subsistema de Telemetria, Rastreamento e Controle) e o imageador WFI (Wide Field Imager).

A Mectron, de São José dos Campos (SP), foi contratada para prestação de "serviços de re-projeto e substituição do Circuito de IN-RUSH e troca dos conversores DC/DC dos equipamentos transponder MV1,MV2 e MV3 do subsistema TTCS dos Satélites CBERS 3 & 4", pelo valor de pouco mais de R$1,45 milhão.

A Equatorial Sistemas, por sua vez, prestará "serviços de retrabalho do Circuito de IN-RUSH dos modelos FM1, FM2, FM3 e troca dos conversores DC/DC dos modelos FM1 e FM2 dos SPE do subsistema WFI dos Satélites CBERS 3&4", num contrato de cerca de R$720 mil.

O blog continua em busca de informações oficiais sobre a o atraso na missão do CBERS 3, e tão logo tenha mais detalhes, divulgará a seus leitores.
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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Astrium no Brasil: chamada para pesquisa e inovação


Astrium e Equatorial Sistemas lançam a chamada Astrium-Innova para projetos de pesquisa e inovação da área espacial no Brasil

O que é a chamada

A empresa Astrium, líder global em veículos espaciais, voos espaciais tripulados, sistemas de satélites e serviços associados, em conjunto com a Equatorial Sistemas, de São José dos Campos (SP), empresa subsidiária da Astrium no Brasil, anunciam a chamada Astrium-Innova para a inscrição de projetos de pesquisa e inovação de instituições acadêmicas no Brasil. A chamada tem a finalidade de promover a ciência, tecnologia e serviços espaciais entre professores e pesquisadores das universidades e instituições de pesquisa brasileiras. A expectativa é destacar a capacidade de inovação e pensamento criativo de acadêmicos no País, e consequentemente fazer com que pesquisadores com essas capacidades tornem-se mais conhecidos por suas realizações. Outro objetivo é avaliar a possibilidade de estabelecer cooperação em pesquisas entre instituições acadêmicas no Brasil e a Astrium em temas de inovação relacionados à tecnologia espacial e serviços associados.

Quem pode participar

As propostas podem ser submetidas por professores universitários, estudantes de doutorado ou pós-doutorado, e outros pesquisadores e membros de instituições acadêmicas no Brasil interessados em conduzir pesquisa relacionada a um ou mais tópicos de pesquisa, relacionados abaixo. Antes de enviar propostas para esta chamada, os participantes devem obter toda e qualquer autorização relevante de suas respectivas instituições acadêmicas.

As propostas podem contemplar qualquer área relacionada às tecnologias e serviços espaciais ou aplicações de satélites. Uma maior ênfase será dada às propostas sobre as seguintes categorias: ótica/fotônica, inclusive laser; propulsão; eletrônica avançada; robótica; aplicações espaciais (posicionamento e navegação, processamento de imagens 3D, comunicações e sua integração); telecomunicações; SAR e radares passivos; mitigação e remoção de lixo espacial; outras aplicações relacionadas à ciência e à tecnologia espaciais.

Prazos e contato

O período para o recebimento de propostas é entre 1º. de agosto a 30 de setembro de 2012. Outras informações e os “Termos e Condições da Chamada de Propostas Astrium-Innova” encontram-se em: http://www.equatorialsistemas.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=24&Itemid=47&lang=pt

Para maiores detalhes entrar em contato com:

Dr. César Ghizoni – Equatorial Sistemas – innova@equatorialsistemas.com.br, tel: (12) 3949-9390

Fonte: Astrium, com edição do blog Panorama Espacial.
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

AEL Sistemas no Projeto SIA

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Conforme publicado na edição de hoje (23) do Diário Oficial da União, A AEL Sistemas, indústria com atuação nos setores de defesa e espaço com sede em Porto Alegre (RS), foi declarada vencedora de uma concorrência promovida pela Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (FUNDEP), tendo por objeto a "contratação de serviços técnicos especializados para a elaboração do projeto, fabricação e testes para o hardware do Computador de Bordo (on-board computer, OBC) da Plataforma Orbital do projeto SIA (Sistemas Inerciais para Aplicação Aeroespacial)", iniciativa que envolve o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA), outros órgãos governamentais e diversas indústrias nacionais.

A FUNDEP, ligada à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), é gestora do projeto, contando com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), empresa pública ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Além da AEL Sistemas, controlada pelo grupo israelense Elbit Systems e também com uma participação minoritária da Embraer, apresentaram propostas a Equatorial Sistemas e a Omnisys Engenharia (Thales).
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terça-feira, 30 de agosto de 2011

ELT no Chile: oportunidades para a indústria brasileira

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Abaixo, reproduzimos artigo enviado ao blog por José Monserrat Filho, da Agência Espacial Brasileira, sobre oportunidades para empresas brasileiras relacionadas à construção de um grande telescópio (ELT) no norte do Chile:

Oportunidades para empresas brasileiras nas obras do maior telescópio do planeta

Albert Bruch* e José Monserrat Filho**

Importantes empresas brasileiras de média e alta tecnologia participaram do “Dia da Indústria”, promovido por iniciativa da Organização Europeia de Pesquisa Astronômica no Hemisfério Austral (ESO), com a qual o Brasil firmou acordo para tornar-se seu membro pleno, em 29 de dezembro de 2010.

A ideia era mostrar aos empresários brasileiros o que eles podem faturar nas obras que a ESO realizará nos Andes do Chile, o melhor lugar do planeta para se observar o Universo.

A ESO, na realidade, promoveu dois “Dia da Indústria”: um na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), na capital paulista, e outro no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos, SP, em 23 e 24 de agosto, respectivamente.

Eis as empresas e entidades brasileiras presentes nos encontros industriais com a ESO: Acrux Solutions, Avionics Services, Construtora OAS, Construtora Queiroz Galvão, Critical Software, Equatorial Sistemas, Equitron Automação, Fibraforte, Flight Technologies, Gerdau, Incubaero, Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Konatus Soluções Inteligentes, Mectron, Opto Eletrônica, Orbital Engenharia e Rede Paulista de Inovação (TPI).

Foram ocasiões especiais para os empresários brasileiros conhecerem em detalhes as oportunidades e vantagens abertas a eles pela ESO na construção do maior equipamento astronômico do mundo, o Telescópio Extremamente Grande (Extremely Large Telescope – ELT), bem como em outros empreendimentos tecnológicos e industriais da organização.

Cinco membros da alta administração da ESO vieram ao Brasil especialmente para os dois encontros. Eles explicaram de forma minuciosa os procedimentos pelos quais as empresas brasileiras de base tecnológica poderão participar das licitações e aproveitar as múltiplas oportunidades oferecidas pela ESO na construção do ELT, na produção de instrumentação periférica para os telescópios, e em outras atividades tecnológicas.

A equipe do ESO também buscou se informar, o mais amplamente possível, inclusive por meio de visitas a empresas, sobre a capacidade disponível no Brasil para o fornecimento de bens e serviços de alto valor tecnológico às instalações no Chile.

Criada por 14 países europeus, a ESO é a maior organização mundial de pesquisa astronômica terrestre. O Brasil será seu 15º membro e o primeiro membro não-europeu, se o Congresso Nacional ratificar o acordo assinado pelo Governo brasileiro em dezembro passado.

A ESO ergueu e opera grandes observatórios na região andina chilena e está prestes a iniciar a construção de novo e gigantesco telescópio, o ELT, com espelho de cerca de 40 metros de diâmetro. O ELT será de longe o maior instrumento do gênero jamais concebido. Mobilizará investimentos da ordem de um bilhão de Euros.

Confirmado o ingresso do Brasil na ESO, as empresas brasileiras poderão tomar parte ativa na construção do telescópio ELT e prestar outros serviços à organização, em pé de igualdade com as empresas dos demais países membros.

O evento e a visita de gerentes da ESO são parte das ações articuladas pela organização para integrar o Brasil, cientifica e tecnologicamente, na comunidade dos seus países membros.

O Gerente do Projeto ETL, Alistair McPerson, assim resumiu suas observações sobre as movimentadas reuniões em São Paulo e São José dos Campos: “Fiquei profundamente impressionado com o alcance da perícia e da experiência que encontrei nas empresas brasileiras que tive ocasião de visitar. Vejo ampla gama de oportunidades para a ESO colaborar com os contratados brasileiros e possibilidades estimulantes em áreas de alta tecnologia. Creio que as empresas que conheci estão bem preparadas para os desafios do futuro.”

Além de promover o avanço da ciência em geral, a entrada do Brasil na ESO tem enorme potencial para impulsionar o desenvolvimento tecnológico brasileiro, porque nos abre a oportunidade única de participar de grandes desafios tecnológicos inerentes ao desenvolvimento, à construção e à operação de complexos instrumentos, como o ELT. Isso é parte da motivação e da justificativa para o Brasil investir no ESO, certo de estar construindo um presente e um futuro em sintonia com as conquistas incomparáveis do século XXI.

Os contatos com dirigentes da ESO deixaram evidentes a vontade e a capacidade de muitas empresas brasileiras, determinadas a tirar o máximo proveito das novas oportunidades.

* Albert Bruch, ex-diretor do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), co-organizador dos dois “Dia da Indústria” da ESO no Brasil; ** José Monserrat Filho é chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da Agência Espacial Brasileira (AEB).
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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Workshop da AAB sobre Missões Espaciais: principais conclusões

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Em 30 de junho, a Associação Aeroespacial Brasileira (AAB) promoveu um workshop com objetivo de aprofundar as discussões sobre o tema "Missões Espaciais", apresentadas no documento “A Visão da AAB para o Programa Espacial Brasileiro”, divulgada em dezembro de 2010.

Participaram do evento vários especialistas do setor, dentre os quais representantes de empresas (Star One e Equatorial Sistemas), e pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) (para acessar as apresentações, clique aqui).

Ontem (11), a AAB divulgou uma súmula do workshop, cujas principais conclusões foram:

- adquirir satélites para atender à demanda de curto prazo e desenvolvê-los no médio e longo prazo;
- investir em satélites meteorológicos de baixa órbita e baixa inclinação do plano orbital;
- incluir em uma missão de telecomunicações um hosted payload para uma missão meteorológica;
- resolver o dilema atendimento à demanda versus desenvolvimento sem atropelamentos e sem contingenciamentos;
- incluir análise de risco na análise das missões; e
- o programa espacial deve responder às demandas da sociedade.

Para ter acesso a súmula em sua íntegra (em PDF), clique aqui.
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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Astrium se fortalece no Brasil

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A Astrium, divisão espacial do grupo europeu EADS, está se fortalecendo no País. Em dezembro de 2010, a empresa fez um novo aporte de capital na indústria Equatorial Sistemas, de São José dos Campos (SP), da qual é acionista, em linha com sua estratégia de usá-la como plataforma industrial para novos projetos no Brasil e na América do Sul. Numa restruturação organizacional do grupo, o experiente executivo Jean-Noel Hardy, ex-presidente da Helibras, e que desde junho de 2009 respondia pelas atividades da Astrium no Brasil, teve seu escopo de atuação ampliado, passando a também responder por todo o mercado latino-americano.

No final de 2010, o grupo conquistou alguns sucessos junto ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Sua subsidiária SODERN fornecerá sensores de estrelas para o satélite de observação terrestre Amazônia-1, baseado na Plataforma Multimissão (PMM), e a Equatorial Sistemas foi selecionada para desenvolver e fabricar o gravador digital de dados do mesmo satélite.

Durante a LAAD 2011, a Astrium e a Equatorial Sistemas apresentaram a câmera HIRIS (Hyperspectral Imager for Remote Intelligence & Surveillance) (foto acima), desenvolvida no Brasil com recursos da FINEP, ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia. O sensor pode ser usado numa variedade de plataformas, tais como aviões, helicópteros e veículos aéreos não tripulados (VANTs), em aplicações militares, como a detecção de alvos, camuflagens e minas terrestres, e civis, na identificação de materiais, monitoramento de meio ambiente, agricultura, mitigação de desastres e planejamento urbano.

Fonte: Coluna Defesa & Negócios, de André M. Mileski, publicada na edição nº 125 da revista Tecnologia & Defesa.

Comentário: em complemento a nota acima, importante mencionar a compra da Vizada, no início desta semana, pela Astrium (ver a postagem "EADS Astrium compra a Vizada"), que acabará por ampliar o escopo de atuação da empresa na região.
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domingo, 17 de abril de 2011

LAAD 2011: notícias sobre espaço

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A seguir, apresentamos algumas notas sobre os principais destaques e notícias na área espacial durante a LAAD 2011, que aconteceu no Rio de Janeiro entre os dias 12 e 15 de abril.

Balanço da feira

A LAAD 2011, maior evento de defesa e segurança da América do Sul, foi encerrada na última sexta-feira, 15 de abril, com um número recorde de expositores e visitantes. Foram ao todo 663 expositores de 40 países, e 25 mil visitantes.

A edição de 2011 da LAAD certamente ficará conhecida pelos anúncios de aquisições e parcerias, em linha com o movimento de consolidação dos setores aeroespacial e de defesa ora em curso no País. Tecnologia & Defesa foi a responsável pela produção do Show News, inédito, durante os quatro dias da feira. Para acessá-los e saber mais sobre as principais notícias e acontecimentos na feira, clique aqui.

Raupp: "prime-contractor" e VLS

O novo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antonio Raupp, abordou em sua palestra no III Seminário de Defesa o processo de avaliação crítica pelo qual o Programa Espacial Brasileiro será submetido. Raupp também destacou a necessidade do programa nacional contar com um "prime-contractor" que exerça a função de integradora dos projetos de satélites e lançadores. O dirigente fez questão de frisar que esta é sua opinião pessoal e que qualquer definição neste sentido terá que ser discutida e aprovada como uma política espacial.

Marco Antonio Raupp também falou sobre a evolução do programa VLS, com possibilidades de cooperação com a Rússia e Alemanha (DLR). A cooperação espacial com a Alemanha, aliás, completará 40 anos em 2011.

José Monserrat Filho na AEB

Durante a LAAD 2011, o blog Panorama Espacial recebeu a notícia de que José Monserrat Filho substituirá o Embaixador Carlos Campelo na chefia da Assessoria de Cooperação Internacional da AEB. Monserrat, renomado especialista em Direito Espacial, ocupou a chefia de cooperação internacional do Ministério da Ciência e Tecnologia durante a gestão do ministro Sérgio Resende.

Problemas com polibutadieno

Em sua apresentação no seminário, o Brig. Kasemodel informou que de dois anos para cá o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA) tem encontrado dificuldades para adquirir a resina polibutadieno, um dos componentes do combustível sólido usado pelos foguetes brasileiros (os outros dois são o perclorato de amônio e alumínio em pó). A Petroflex fabricava a resina, mas depois de ter sido adquirida por um grupo alemão (Lanxess), a fabricação foi descontinuada. O IAE está em busca de recursos financeiros para viabilizar a fabricação por uma indústria nacional, e a Avibras é uma das candidatas.

Sensor ótico da Equatorial Sistemas

Discretamente, no estande do grupo EADS na feira, estava em exposição o sensor HIRIS (Hyperspectral Imager for Remote Intelligence & Surveillance), desenvolvido pela brasileira Equatorial Sistemas, da Astrium, com recursos da FINEP. Além de satélites, o sensor, adaptado, pode ser usado numa variedade de plataformas, tais como aviões, helicópteros e veículos aéreos não tripulados. A Equatorial, aliás, venceu a licitação para a fabricação do gravador digital de dados do satélite Amazônia-1, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Presença italiana

Além da AEB, outra entidade espacial governamental esteve presente na LAAD, a Agência Espacial Italiana (ASI). O foco da presença europeia foi observação terrestre, particularmente por meio de radares, campo em que a Itália é líder na Europa com a constelação COSMO-SkyMed. Os italianos, a propósito, não escondem o grande interesse em cooperar com o Brasil nesse campo, colocando-se, inclusive, como alternativa para o desenvolvimento conjunto da missão radar pretendida pelo INPE.

14-X: veículo hipersônico do IEAv

Um dos destaques na LAAD 2011 da área de ciência e tecnologia do Comando da Aeronáutica foi a apresentação de um mock-up do veículo hipersônico 14-X, em desenvolvimento pelo Instituto de Estudos Avançados (IEAv/DCTA). Dois jornalistas estrangeiros presentes no evento procuraram o blog para ter mais informações sobre o projeto, que foi, aliás, notícia no portal da revista especializada Flight International (veja aqui). O voo do primeiro protótipo, previsto para 2012 ou 2013, será realizado acoplado no foguete VSB-30. A iniciativa do IEAv conta com a participação de indústrias nacionais, como a Britanite e a Flight Technologies.

Star One e "hosted payloads"

Lincoln Oliveira, vice-presidente da Star One, da Embratel, fez interessante apresentação no seminário sobre "hosted payloads" para o mercado de defesa. O Ministério da Defesa já é usuário deste conceito com a própria Star One, dispondo de transponders de banda X (para comunicações militares - SISCOMIS) a bordo de satélites da operadora brasileira. Existe a expectativa de que o satélite geoestacionário Star One C5, que poderá ser contratado pela operadora em 2012, disponha de um novo transponder banda X para o SISCOMIS, uma vez que substituirá o Brasilsat B4, colocado em órbita em 2000 e que conta com um transponder de mesma banda.

Star One C4

E por falar em Star One, está em andamento uma concorrência promovida pela empresa para a contratação do Star One C4, de grande porte. De acordo com o apurado pelo blog, a concorrência deve ser concluída até meados deste ano, e estão participando dois fabricantes dos EUA (Boeing e Loral) e dois do continente europeu (Thales Alenia Space e Astrium). Seguindo o exemplo do que ocorreu na contratação do Star One C3, o valor do dólar frente ao euro deve ser determinante na escolha.
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sexta-feira, 25 de março de 2011

A primeira viagem oficial de Raupp

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Presidente da AEB fará sua primeira viagem oficial

24-03-2011

O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antonio Raupp, fará nesta quinta-feira sua primeira viagem à frente da instituição. O presidente irá primeiro a São José dos Campos (SP), depois segue para Munique, na Alemanha.

Na cidade paulista, Raupp se reunirá com representantes da Equatorial Sistemas e Orbital Engenharia a fim de estreitar a relação da AEB com as indústrias da área aeroespacial do País.

No dia 28 de março desembarca em Munique onde se juntará à comitiva do Departamento de Ciência e Tecnologia Aerospacial (DCTA) chefiada pelo Brigadeiro Ailton Pohlmann. Entre os dias 28 e 31 está programada visita da delegação a Agência Espacial Alemã (DLR), onde serão debatidos todos os aspectos da cooperação entre DLR e o DCTA/MD em relação ao programa de foguetes de sondagens como o VSB-30.

Raupp retornará ao Brasil no dia primeiro de abril.

VSB- 30

O VSB-30 é resultado de uma parceria entre o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e a Agência Espacial Alemã (DLR), que financiou parte do seu desenvolvimento. O foguete foi desenvolvido pelo IAE para atender ao Programa Brasileiro de Microgravidade, coordenado pela AEB, e ao Programa Europeu de Microgravidade da Agência Espacial Européia (ESA), com o objetivo de substituir os foguetes britânicos Skylark, cuja produção está descontinuada.

O VSB-30 é um foguete de sondagem, de dois estágios, não-guiado, sendo estabilizado por empenas e lançado através de trilhos. No seu primeiro estágio, há um propulsor booster, chamado S31 e o segundo com um propulsor S30, de emprego também nos VS-30, VS-30/ORION e Sonda III. Ambos propulsores são alimentado com propelente sólido composite a base de polibutadieno hidroxilado e possuem envelopes-motores feitos em aço SAE 4140.

A massa da carga útil influencia no apogeu e no período de microgravidade, podendo o valor nominal de 400kg variar.

VSB-30 mostra força

Em fevereiro de 2004, a empresa canadense Bristol Aerospace havia oferecido ao consórcio europeu um voo gratuito do veículo Black Brant, visando o fornecimento dos veículos seguintes, de modo a substituir o VSB-30 e o VS-30. Uma parte dos integrantes do consórcio passou a desejar essa solução, mas o DLR se manteve firme na defesa do VSB-30.

O Sucesso do VSB-30 foi ratificado em 2009 quando recebeu certificação do Instituto de Fomento Industrial (IFI) se tornando o primeiro foguete certificado pelo país.

Os voos

O VBS-30 é lançado do Centro de Lançamento de Alcântara (MA) e no Centro de Lançamento de Kiruna no campo de Esrange, Suécia. Até o momento já ocorreram dez lançamentos do foguete. Todos obtiveram sucesso em suas operações. O primeiro VSB-30 lançado foi no dia 23 de outubro de 2004 na base de Alcântara. Nos próximos dias estão previstos mais dois lançamentos do foguete no Centro de Lançamento de Kiruna.

Fonte: AEB
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sábado, 26 de junho de 2010

Mudanças no GT do SGB

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Pouco mais de um mês depois de publicada uma portaria da Agência Espacial Brasileira (AEB) nomeando membros para o grupo de trabalho sobre o Satélite Geoestacionário Brasileiro (GT/SGB) (vejam a postagem "Grupo de trabalho sobre o SGB"), foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) um novo normativo (Portaria nª 81), em 24 de junho, retificada no dia seguinte (25), re-indicando e fazendo algumas alterações na relação de membros.

Comparando-se as duas portarias, nota-se que vários suplentes acabaram se tornando membros titulares, além de ter havido a inclusão de novos nomes. No caso da Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (AIAB), por exemplo, Marcos José Mahler de Araújo, da Atech, se tornou membro titular, enquanto que César Celeste Ghizoni, presidente da Equatorial Sistemas, de São José dos Campos (SP), foi incluído como um dos representantes da AIAB. Nove entidades governamentais (ministérios, autarquias e centros de pesquisas), e uma associação (AIAB) estão representadas no GT/SGB, reunindo muitos nomes conhecidos desde as discussões iniciais sobre o satélite geoestacionário, no início da atual década.

Reproduzimos abaixo a íntegra da nova portaria, extraída do DOU:

"AGÊNCIA ESPACIAL BRASILEIRA

PORTARIA Nº 81, DE 23 DE JUNHO DE 2010 O PRESIDENTE DA AGÊNCIA ESPACIAL BRASILEIRA, no uso das atribuições que foram conferidas pela Lei nº 8.854, de 10 de fevereiro de 1994, resolve:

Art. 1º. Nomear Grupo de Trabalho (GT/SGB) com a finalidade de dar continuidade ao processo de implementação do Projeto do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB), constante do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE 2008-2011), com a seguinte composição:

AGÊNCIA ESPACIAL BRASILEIRA (AEB)
Benjamin da Silva Medeiros Correia Galvão
Carlos Eduardo Quintanilha Vaz de Oliveira
Celso Deusdeti Costa
Francisco Cleodato Porto Coelho
Gisele Imbuzeiro Camargo
Himilcon de Castro Carvalho (Coordenador Substituto)
Leonardo de Figueiredo Naves
Thyrso Villela Neto (Coordenador)

MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E GESTÃO (MPOG)
Claudete Hideko Fukunishi
Marcelo de Lima e Souza
Ricardo Dislich
Vânialúcia Lins Souto

MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES (MC)
Jovino Francisco Filho
Mônica Guedes de Magela Moura
Otávio Viegas Caixeta
Ludmila Deute Ribeiro

MINISTÉRIO DA DEFESA (MD)
Anderson Alvarenga Hoskin
Edwin Pinheiro da Costa
Paulo Mourão Pietroluongo

AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES (ANATEL)
João Carlos Fagundes Albernaz
Vânia Maria da Silva

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA AEROESPACIAL (DCTA)
Gilberto Fisch
Osvaldo Catsumi Imamura

MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES (MRE)
André Tenório Mourão
Luiz Maria Pio Corrêa

ASSOCIAÇÃO DAS INDÚSTRIAS AEROESPACIAIS DO BRASIL (AIAB)
César Celeste Ghizoni
Marcos José Mahler de Araújo
Walter Bartels

INSTITUTO NACIONAL DE METEOROLOGIA (INMET)
Alaor Moacyr Dall' Antonia Júnior
Luiz Cavalcanti

INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS (INPE)
Marco Antonio Chamon
Mário Marcos Quintino da Silva

Art. 2º. Nomear Subgrupo para acompanhar os estudos de viabilidade da Parceria Público-Privada (PPP) em desenvolvimento pelo Consórcio AAA/AGR/TlecomBiz/UnionEngenharia, que terá a seguinte composição:

Benjamim da Silva Medeiros Correia Galvão
Carlos Eduardo Quintanilha Vaz de Oliveira
Celso Deusdeti Costa
Francisco Cleodato Porto Coelho
Gisele Imbuzeiro Camargo
Himilcon de Castro Carvalho
Leonardo de Figueiredo Naves
Ludmila Deute Ribeiro
Marcelo de Lima e Souza
Thyrso Villela Neto
Vânialúcia Lins Souto (Coordenadora)

Art. 3º. O Coordenador do GT/SGB poderá convidar especialistas para colaborar com a equipe em temas específicos.

Art. 4º. Revogam-se a portaria nº 56, publicada no D.O.U nº 92, de 17 de maio de 2010, e demais disposições em contrário.

Art. 5º. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação."

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terça-feira, 24 de novembro de 2009

2ª Edição da AAB Revista

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A segunda edição da AAB Revista, editada pela Associação Aeroespacial Brasileira (AAB) já está disponível em seu portal. A edição nº 2 aborda temas como a revisão do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), aplicações do Satélite Sino Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS), e os 40 Anos da Embraer. Na seção "Associado em Destaque", há um perfil histórico de Cesar Celeste Ghizoni, personalidade do Programa Espacial Brasileiro, e atualmente presidente da Equatorial Sistemas, indústria espacial localizada em São José dos Campos (SP).

Para acessar a revista, cliquem aqui.
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