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Charles Bolden, administrador da National Aeronautics and Space Administration (NASA), a agência espacial norte-americana, fará uma visita ao Brasil a partir da próxima semana. Bolden deve chegar à São Paulo na quarta-feira, 26 de outubro, vindo da Argentina, maior parceiro espacial dos EUA na América do Sul. Segundo informações não confirmadas, o dirigente será recebido no aeroporto pelo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antonio Raupp, e deve visitar o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP).
A visita é considerada de cortesia, sem maiores significados ou assinatura de acordos. Mas, espera-se que sejam discutidos alguns possíveis projetos conjuntos, como as missões satelitais FLORA-1, para estudo do espectro do solo e da vegetação (Flora Hiperespectral), e GPM (Global Precipitation Measurement).
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Operação Barreira V: FTB lançado com sucesso
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Foguete de treinamento é lançado com sucesso no Centro da Barreira do Inferno
20/10/2011 - 18h54
O Foguete de Treinamento Básico (FTB) da Operação Barreira V foi lançado com sucesso no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), no Rio Grande do Norte.
"O foguete atingiu uma altura máxima de cerca de 32 km e caiu a 15 km da linha do litoral, que era a área esperada de dispersão da queda do foguete. O objetivo desta operação é deixar os servidores do centro capacitados para as operações de lançamento e rastreio para a próxima operação, em que serão comemorados os 40 anos de cooperação tecnológica entre a Alemanha e o Brasil", explicou o diretor do CLBI, Coronel Luis Guilherme Silveira de Medeiros. Ouça a entrevista
Além do lançamento, houve o rastreamento do foguete, com carga útil tecnológica, mas sem carga útil científica.
A Operação Barreira V envolve direta ou indiretamente 200 servidores entre civis e militares do CLBI. Participam da Operação a Agência Espacial Brasileira (AEB), Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Terceiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA III), Instituto de Fomento Industrial (IFI), 3º Distrito Naval, Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) e AVIBRAS.
Fonte: Força Aérea Brasileira
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Foguete de treinamento é lançado com sucesso no Centro da Barreira do Inferno
20/10/2011 - 18h54
O Foguete de Treinamento Básico (FTB) da Operação Barreira V foi lançado com sucesso no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), no Rio Grande do Norte.
"O foguete atingiu uma altura máxima de cerca de 32 km e caiu a 15 km da linha do litoral, que era a área esperada de dispersão da queda do foguete. O objetivo desta operação é deixar os servidores do centro capacitados para as operações de lançamento e rastreio para a próxima operação, em que serão comemorados os 40 anos de cooperação tecnológica entre a Alemanha e o Brasil", explicou o diretor do CLBI, Coronel Luis Guilherme Silveira de Medeiros. Ouça a entrevista
Além do lançamento, houve o rastreamento do foguete, com carga útil tecnológica, mas sem carga útil científica.
A Operação Barreira V envolve direta ou indiretamente 200 servidores entre civis e militares do CLBI. Participam da Operação a Agência Espacial Brasileira (AEB), Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Terceiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA III), Instituto de Fomento Industrial (IFI), 3º Distrito Naval, Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) e AVIBRAS.
Fonte: Força Aérea Brasileira
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quarta-feira, 19 de outubro de 2011
7ª edição da AAB Revista
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A sétima edição (janeiro a março) da AAB Revista, editada pela Associação Aeroespacial Brasileira (AAB), já está disponível no website da entidade. O tema desta edição é Astronomia, com destaques para um artigo sobre a proposta da Missão ASTER, considerada a primeira missão brasileira de espaço profundo, e o Observatório Astronômico do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), em São José dos Campos (SP).
Para acessar a nova edição (em arquivo PDF), clique aqui.
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Seleção do novo diretor do INPE
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Candidatos a diretor do INPE devem se inscrever até 14/11
Quarta-feira, 19 de Outubro de 2011
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) inicia o processo para seleção de candidatos ao cargo de diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a ser realizado por um comitê de especialistas, nomeado recentemente pelo ministro Aloizio Mercadante. Os interessados devem enviar os documentos necessários até 14 de novembro.
Esse sistema de escolha de dirigentes vem sendo praticado há mais de dez anos pelo MCTI para os cargos de Direção de todas as suas Unidades de Pesquisa, com amplo sucesso. A seleção, que dá origem a uma lista tríplice encaminhada ao ministro do MCTI, é sempre realizada por comitês de especialistas que buscam, nas comunidades científica, tecnológica e empresarial, nomes que se identifiquem com as diretrizes técnicas e político-administrativas estabelecidas para cada instituição.
O Comitê para o INPE, presidido pelo Prof. Dr. Jacob Palis, presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), tem, ainda, entre seus membros, o Prof. Dr. Carlos Alberto Aragão de Carvalho Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e diretor da Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncrotron (ABTLuS), o Prof. Dr. Carlos Afonso Nobre, secretário de Política e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTI (Seped), o Prof. Dr. José Humberto Andrade Sobral, do INPE, e o Dr. Satoshi Yokota, do Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento, de São José dos Campos (SP).
Requisitos
Poderão se candidatar ao cargo quaisquer pesquisadores, tecnologistas ou gestores que atendam aos seguintes requisitos básicos:
• competência profissional reconhecida;
• visibilidade entre a comunidade científica tecnológica e empresarial;
• experiência administrativa e capacidade de promover a agregação entre funcionários, levando-se em consideração a diversidade de áreas de atuação do instituto;
• visão de futuro para a instituição e empenho no desenvolvimento integrado científico e tecnológico do país;
• capacidade para tratar problemas políticos relacionados com a instituição;
• capacidade demonstrada de gestão, envolvendo atividades internas e externas de relacionamento com órgãos de pesquisa e de financiamento e gerenciamento de projetos complexos;
• comprometimento com a execução do Plano Diretor e do Plano de Gestão do INPE, bem como com o Plano de Ações do MCTI;
• comprometimento com a elevação contínua da qualidade das atividades em Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação realizadas no INPE;
• motivação para enfrentar novos desafios.
Os documentos para candidatura ao cargo devem abranger carta solicitando inscrição da candidatura, curriculum vitae, incluindo produção científica, e texto de até cinco páginas, descrevendo sua visão de futuro para o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e a aderência do seu projeto de gestão com o Plano Diretor do INPE.
Devem ser enviados em papel e via eletrônica, para:
Prof. Dr. JACOB PALIS JÚNIOR
Academia Brasileira de Ciências
Rua Anfilófio de Carvalho nº 29, 3º andar - Centro
Rio de Janeiro, Brasil
CEP – 20030-060
Endereço eletrônico: jpalis@abc.org.br
O processo seletivo, além da avaliação dos documentos solicitados, incluirá apresentação pública de plano de gestão dos candidatos para o INPE e entrevista privativa dos candidatos com os membros do Comitê de Busca, em local, data e hora a serem previamente anunciados pelo comitê. Os candidatos externos ao INPE que quiserem conhecer o instituto deverão agendar visita com o Dr. José Humberto Andrade Sobral pelo telefone (12) 3208-7147 e disporão da documentação básica na página eletrônica do instituto (veja aqui).
Fonte: INPE
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Candidatos a diretor do INPE devem se inscrever até 14/11
Quarta-feira, 19 de Outubro de 2011
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) inicia o processo para seleção de candidatos ao cargo de diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a ser realizado por um comitê de especialistas, nomeado recentemente pelo ministro Aloizio Mercadante. Os interessados devem enviar os documentos necessários até 14 de novembro.
Esse sistema de escolha de dirigentes vem sendo praticado há mais de dez anos pelo MCTI para os cargos de Direção de todas as suas Unidades de Pesquisa, com amplo sucesso. A seleção, que dá origem a uma lista tríplice encaminhada ao ministro do MCTI, é sempre realizada por comitês de especialistas que buscam, nas comunidades científica, tecnológica e empresarial, nomes que se identifiquem com as diretrizes técnicas e político-administrativas estabelecidas para cada instituição.
O Comitê para o INPE, presidido pelo Prof. Dr. Jacob Palis, presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), tem, ainda, entre seus membros, o Prof. Dr. Carlos Alberto Aragão de Carvalho Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e diretor da Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncrotron (ABTLuS), o Prof. Dr. Carlos Afonso Nobre, secretário de Política e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTI (Seped), o Prof. Dr. José Humberto Andrade Sobral, do INPE, e o Dr. Satoshi Yokota, do Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento, de São José dos Campos (SP).
Requisitos
Poderão se candidatar ao cargo quaisquer pesquisadores, tecnologistas ou gestores que atendam aos seguintes requisitos básicos:
• competência profissional reconhecida;
• visibilidade entre a comunidade científica tecnológica e empresarial;
• experiência administrativa e capacidade de promover a agregação entre funcionários, levando-se em consideração a diversidade de áreas de atuação do instituto;
• visão de futuro para a instituição e empenho no desenvolvimento integrado científico e tecnológico do país;
• capacidade para tratar problemas políticos relacionados com a instituição;
• capacidade demonstrada de gestão, envolvendo atividades internas e externas de relacionamento com órgãos de pesquisa e de financiamento e gerenciamento de projetos complexos;
• comprometimento com a execução do Plano Diretor e do Plano de Gestão do INPE, bem como com o Plano de Ações do MCTI;
• comprometimento com a elevação contínua da qualidade das atividades em Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação realizadas no INPE;
• motivação para enfrentar novos desafios.
Os documentos para candidatura ao cargo devem abranger carta solicitando inscrição da candidatura, curriculum vitae, incluindo produção científica, e texto de até cinco páginas, descrevendo sua visão de futuro para o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e a aderência do seu projeto de gestão com o Plano Diretor do INPE.
Devem ser enviados em papel e via eletrônica, para:
Prof. Dr. JACOB PALIS JÚNIOR
Academia Brasileira de Ciências
Rua Anfilófio de Carvalho nº 29, 3º andar - Centro
Rio de Janeiro, Brasil
CEP – 20030-060
Endereço eletrônico: jpalis@abc.org.br
O processo seletivo, além da avaliação dos documentos solicitados, incluirá apresentação pública de plano de gestão dos candidatos para o INPE e entrevista privativa dos candidatos com os membros do Comitê de Busca, em local, data e hora a serem previamente anunciados pelo comitê. Os candidatos externos ao INPE que quiserem conhecer o instituto deverão agendar visita com o Dr. José Humberto Andrade Sobral pelo telefone (12) 3208-7147 e disporão da documentação básica na página eletrônica do instituto (veja aqui).
Fonte: INPE
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segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Workshop da AAB sobre "Recursos & Meios"
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"Recursos & Meios para o Programa Espacial Brasileiro"
Data: 20 outubro 2011
Horário: 14:00 - 18:00
Local: INPE/LIT, Sala Roger Honiat
Com o objetivo de aprofundar as propostas e discussões apresentadas no documento "A Visão da AAB para o Programa Espacial Brasileiro", a Associação Aeroespacial Brasileira (AAB) promove o terceiro dos workshops com este propósito. Trata-se agora de um workshop sobre "Recursos & Meios para o Programa Espacial".
Outros dois workshops serão organizados até o final do ano:
- "Indústria Espacial Brasileira": 24 de novembro de 2011, e
- "Organização Institucional & Empresarial": 15 de dezembro de 2011.
Os workshops considerarão em princípio o documento "A Visão da AAB para o Programa Espacial Brasileiro", como condutor, muito embora durante as apresentações e discussões possam surgir outros argumentos e conclusões.
Programação: Workshop "Recursos & Meios para o Programa Espacial Brasileiro"
- 14:00: Abertura - Otávio Durão (Presidente da Comissão de Política Espacial da AAB)
- 14:10: "Montagem, Integração e Testes de Satélites" - Petrônio Noronha de Souza (INPE/ Laboratório de Integração e Testes de Satélites)
- 14:30: "Controle, Rastreio e Recepção de Dados de Satélites" - Pawel Rozenfeld (INPE/ Centro de Rastreio e Controle de Satélites)
- 14:50: Discussões: Moderador - José Bezerra (Diretor-Secretário da AAB)
- 15:20: Intervalo
- 15:40: "Sistema Plataforma de Lançamento de Foguetes do CLA" - Adriano Gonçalves (IAE/ VLS-1)
- 16:00: "Recursos Humanos" - José Bezerra Pessoa Filho (IAE/ Divisão de Sistemas Espaciais)
- 16:20: "Recursos Orçamentários" - André Mileski (Tecnologia & Defesa / Panorama Espacial)
- 16:40: Discussões - Moderador: Petrônio Noronha Souza (ex-Presidente da AAB)
- 17:10: Conclusões & Finalização do Evento - Otávio Durão
Fonte: AAB, com edição do blog.
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CLBI: Operação Barreira V
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Ocorrerá durante o período de 17 a 21 de outubro de 2011, no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), a Operação Barreira V. Essa operação, com lançamento previsto para o dia 20, às 15h00, objetiva lançar e rastrear um Foguete de Treinamento Básico - FTB, com carga útil tecnológica, sem carga útil científica, tendo como finalidade o treinamento operacional do CLBI e, ainda, a obtenção de dados para qualificação e certificação dos referidos foguetes, cumprindo as atividades previstas no Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE).
A Operação Barreira V envolve direta ou indiretamente 200 servidores, entre civis e militares do CLBI. Participam da operação a Agência Espacial Brasileira (AEB), p Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), o Terceiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA III), o Instituto de Fomento Industrial (IFI), o 3º Distrito Naval, o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), e a AVIBRAS.
A duração do voo, que compreende da decolagem até o impacto, está estimada em 2 minutos e 45 segundos, com apogeu aproximado de 32,656 km e alcance de 17,209 km.
Fonte: CLBI, com edição do blog.
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Satélites IBSA: reportagem da "Folha de S. Paulo"
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Brasil aposta em novo satélite trinacional
Parceria com África do Sul e Índia permitiria criação de sonda para monitorar tempestades solares, por exemplo.
O projeto do primeiro satélite conjunto de Brasil, Índia e África do Sul deve ser reabilitado na próxima semana, durante o encontro do Ibas (cúpula que reúne os três países), em Pretória.
Proposto há dois anos pelo Brasil, o projeto compreende dois microssatélites, um para o estudo do clima espacial, outro para observação da Terra. O de clima espacial, dedicado ao estudo de fenômenos como tempestades solares, deverá ser o primeiro da parceria. No Brasil, a coordenação do projeto será do Inpe.
De acordo com os negociadores brasileiros, o custo total deve ficar em torno de US$ 10 milhões, além de cerca de US$ 7 milhões gastos para o lançamento do satélite. O custo é considerado relativamente baixo. A África do Sul desenvolveria o chamado controle de atitude do satélite, o conjunto de instrumentos de posicionamento da máquina. O Brasil seria responsável pelos sensores de coleta de dados e caberia à Índia o lançamento da sonda.
Especialistas da área espacial ouvidos pela Folha afirmam, porém, que o gigante asiático está reticente em relação à parceria trilateral.
A Índia, afinal, é uma potência espacial emergente, que recentemente lançou uma sonda na superfície da Lua e não tem interesse em um projeto tecnologicamente mais elementar. O maior interesse indiano seria o de vender a tecnologia.
No encontro da próxima semana, que terá a presença da presidente brasileira, Dilma Rousseff, do presidente da África do Sul, Jacob Zuma, e do primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, brasileiros e sul-africanos irão pressionar politicamente os colegas asiáticos para embarcar no projeto.
O satélite era visto com entusiasmo no governo Lula, por dar "materialidade" ao grupo de países do hemisfério Sul. "Tem um aspecto positivo de cooperação tecnológica sul-sul", diz o diretor do Inpe, Gilberto Câmara. A Índia, entretanto, é essencial para o projeto, porque o custo de lançamento de um microssatélite por quilo é mais elevado do que o de um satélite de 5 toneladas.
Além disso, como a ideia é cobrir tanto o Brasil quanto a África do Sul, a nave teria de ser lançada numa órbita oblíqua. Ou seja, nem circulando os polos, como a maioria dos satélites de sensoriamento remoto, nem equatorial, como os satélites geoestacionários.
Para isso, seria necessário embarcar o microssatélite de "carona" com algum outro satélite num foguete indiano. "A Índia explora esse tipo de órbita", diz Câmara.
A África do Sul e o Brasil têm interesse em cooperação tecnológica, já que já são parceiros diplomáticos nos fóruns internacionais sobre uso pacífico do espaço. A África do Sul também abriga a primeira estação de recepção de imagens do satélite sino-brasileiro CBERS, que distribui imagens para a África.
O país africano tem, ainda, capacidade tecnológica "ociosa" nessa área, resquícios de um programa de cooperação nuclear com Israel durante o regime do apartheid (1948-1994).
Fonte: "Folha de São Paulo", via JC E-Mail, 17/10/2011.
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Brasil aposta em novo satélite trinacional
Parceria com África do Sul e Índia permitiria criação de sonda para monitorar tempestades solares, por exemplo.
O projeto do primeiro satélite conjunto de Brasil, Índia e África do Sul deve ser reabilitado na próxima semana, durante o encontro do Ibas (cúpula que reúne os três países), em Pretória.
Proposto há dois anos pelo Brasil, o projeto compreende dois microssatélites, um para o estudo do clima espacial, outro para observação da Terra. O de clima espacial, dedicado ao estudo de fenômenos como tempestades solares, deverá ser o primeiro da parceria. No Brasil, a coordenação do projeto será do Inpe.
De acordo com os negociadores brasileiros, o custo total deve ficar em torno de US$ 10 milhões, além de cerca de US$ 7 milhões gastos para o lançamento do satélite. O custo é considerado relativamente baixo. A África do Sul desenvolveria o chamado controle de atitude do satélite, o conjunto de instrumentos de posicionamento da máquina. O Brasil seria responsável pelos sensores de coleta de dados e caberia à Índia o lançamento da sonda.
Especialistas da área espacial ouvidos pela Folha afirmam, porém, que o gigante asiático está reticente em relação à parceria trilateral.
A Índia, afinal, é uma potência espacial emergente, que recentemente lançou uma sonda na superfície da Lua e não tem interesse em um projeto tecnologicamente mais elementar. O maior interesse indiano seria o de vender a tecnologia.
No encontro da próxima semana, que terá a presença da presidente brasileira, Dilma Rousseff, do presidente da África do Sul, Jacob Zuma, e do primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, brasileiros e sul-africanos irão pressionar politicamente os colegas asiáticos para embarcar no projeto.
O satélite era visto com entusiasmo no governo Lula, por dar "materialidade" ao grupo de países do hemisfério Sul. "Tem um aspecto positivo de cooperação tecnológica sul-sul", diz o diretor do Inpe, Gilberto Câmara. A Índia, entretanto, é essencial para o projeto, porque o custo de lançamento de um microssatélite por quilo é mais elevado do que o de um satélite de 5 toneladas.
Além disso, como a ideia é cobrir tanto o Brasil quanto a África do Sul, a nave teria de ser lançada numa órbita oblíqua. Ou seja, nem circulando os polos, como a maioria dos satélites de sensoriamento remoto, nem equatorial, como os satélites geoestacionários.
Para isso, seria necessário embarcar o microssatélite de "carona" com algum outro satélite num foguete indiano. "A Índia explora esse tipo de órbita", diz Câmara.
A África do Sul e o Brasil têm interesse em cooperação tecnológica, já que já são parceiros diplomáticos nos fóruns internacionais sobre uso pacífico do espaço. A África do Sul também abriga a primeira estação de recepção de imagens do satélite sino-brasileiro CBERS, que distribui imagens para a África.
O país africano tem, ainda, capacidade tecnológica "ociosa" nessa área, resquícios de um programa de cooperação nuclear com Israel durante o regime do apartheid (1948-1994).
Fonte: "Folha de São Paulo", via JC E-Mail, 17/10/2011.
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domingo, 16 de outubro de 2011
O que esperar do novo PNAE
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Durante o Congresso Latino-Americano de Satélites, realizado no Rio de Janeiro no início deste mês, Himilcon Carvalho, Diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da Agência Espacial Brasileira (AEB) apresentou em sua palestra alguns elementos que devem constar na nova versão do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), ora em discussão.
Carvalho listou as demandas concretas, já identificadas, do Programa Espacial Brasileiro, a saber: Sistema Nacional de Prevenção e Alerta de Desastres; Estratégia Nacional de Defesa; Monitoramento Ambiental; e Segurança alimentar e hídrica. Tais demandas justificariam o desenvolvimento de missões de observação terrestre, meteorologia e comunicações, além, é claro, de meios de acesso ao espaço (um requisito da Estratégia Nacional de Defesa).
Satélites
O novo PNAE propõe dezesseis missões satelitais no período de 2012 a 2020 (ver gráfico abaixo). Cumprindo-se o cronograma proposto, a partir de 2012, o Programa Espacial Brasileiro teria ao menos um lançamento anual, com um pico de quatro missões em 2018.

Seguindo o exemplo do CBERS 2B, construído principalmente com subsistemas usados como modelos de engenharia para os dois primeiros satélites da série, a AEB adotará a mesma estratégia para o CBERS de segunda geração (além do CBERS 3 e 4, será feito o CBERS 4B, com previsão de lançamento em 2016), e o Amazônia-1, que deverá contar também com o Amazônia-1B, com expectativa de lançamento em 2015.
A AEB planeja também uma missão científica, baseada na Plataforma Multimissão (PMM), para o estudo do espectro do solo e da vegetação (Flora Hiperespectral), chamada FLORA-1, com lançamento planejado para 2016. Segundo informações recebidas pelo blog, tal missão poderia ser desenvolvida em conjunto com os Estados Unidos. Chama atenção a não inclusão da missão GPM (Global Precipitation Measurement), muito importante para o Sistema Nacional de Prevenção e Alerta de Desastres, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Inicialmente, a proposta era que o projeto fosse feito em parceria com a França ou Estados Unidos.
A missão radar, essencial para o monitoramento da região amazônica, está prevista para 2018. Ao invés de ser baseado na PMM, como inicialmente considerado (MAPSAR, em colaboração com a Alemanha), a AEB agora apresenta o satélite como sendo da classe de 2500 kg, possivelmente utilizando-se da plataforma desenvolvida para o CBERS, o que indicaria a possibilidade de se desenvolvê-la em parceria com a China, como tem sido buscado pela AEB.
O novo PNAE terá ainda uma orientação para missões de microssatélites científicos. Seriam três, uma voltada para clima espacial (CLE-1, em 2018), e duas de astrofísica (AST-1 e AST-2, em 2019 e 2020, respectivamente), a serem lançadas pelo futuro Veículo Lançador de Microssatélites (VLM).
Foguetes de sondagem e lançadores
As iniciativas em foguetes de sondagem e lançadores, lideradas pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), de São José dos Campos (SP), devem continuar apostando fortemente na cooperação com a Alemanha, que este ano completa quarenta anos (mais sobre essa cooperação, em breve no blog Panorama Espacial). Muito embora não haja definição dentro do IAE sobre o caminho a ser seguido para o desenvolvimento do VLM, dentre as várias possibilidades (cooperação com França, Rússia, Ucrânia, Alemanha ou Itália), a AEB parece apostar na cooperação com os alemães, numa extensão do projeto SHEFEX (SHarp Edge Flight EXperiment).

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sábado, 15 de outubro de 2011
Direito Espacial na Época Negócios
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Para os leitores do blog Panorama Espacial que se interessam por Direito Espacial: a edição desse mês da revista Época Negócios conta com uma pequena reportagem sobre o primeiro doutor em Direito Espacial no Brasil, Olavo Bittencourt Neto, que teve sua tese aprovada pela Universidade de São Paulo (USP), no último mês de agosto. O destaque do texto é a proposta de Bittencourt para o limite de 100 km de altitude nas fronteiras verticais dos países, tema que deverá ser discutido no Comitê das Nações Unidades para o Uso Pacífico do Espaço (COPUOS, sigla em inglês).Olavo Bittencourt Neto, que atualmente está realizando pesquisas em Direito Espacial na Universidade de Leiden, na Holanda, lançou recentemente um livro sobre o tema, intitulado "Direito Espacial Contemporâneo - Responsabilidade Internacional".
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sexta-feira, 14 de outubro de 2011
INPE na missão franco-indiana Megha-Tropiques
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INPE apoia fase crítica de inserção em órbita de satélite franco-indiano
Sexta-feira, 14 de Outubro de 2011
A missão do satélite franco-indiano Megha-Tropiques, destinado a estudos climáticos na zona tropical, conta com o apoio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A ISRO, agência espacial indiana, solicitou ao Centro de Rastreio e Controle de Satélites (CRC) do INPE o suporte à fase crítica de inserção em órbita do Megha-Tropiques.
“Desde o lançamento, ocorrido no último dia 12, nossa Estação de Rastreio e Controle de Cuiabá recebe as primeiras telemetrias e transmite os telecomandos fundamentais para o sucesso da missão. Esta atividade continua por mais uma semana, quando será desfeita a rede de apoio”, diz Pawel Rozenfeld, chefe do CRC/INPE.
Testes e simulações que antecederam o lançamento do Megha-Tropiques comprovaram que a estação brasileira estava apta a fazer parte da rede mundial de rastreio e controle formada para apoiar a missão durante a fase crítica de inserção em órbita.
O satélite Megha-Tropiques é dedicado ao estudo do ciclo de água e energia na atmosfera tropical, às observações de sistemas convectivos tropicais e ao melhoramento da estimativa de precipitação a partir do espaço.
CRC/INPE
O Centro de Rastreio e Controle de Satélites (CRC) é um conjunto integrado de instalações, sistemas e pessoas dedicado à operação em órbita dos satélites desenvolvidos pelo INPE ou em cooperação com instituições estrangeiras. O Centro está capacitado, ainda, a dar suporte às missões espaciais de terceiros. É composto pelo Centro de Controle de Satélites (CCS) em São José dos Campos (SP), pela Estação Terrena de Cuiabá (MT), pela Estação Terrena de Alcântara (MA), bem como pela rede de comunicação de dados e voz que conecta os três locais.
O CRC/INPE mantém parcerias internacionais e atua na continuidade da operação do satélite científico francês Corot na estação de Alcântara, ao mesmo tempo em que realiza o controle e a recepção de dados dos satélites brasileiros SCD-1 e 2 e se prepara para a operação do sino-brasileiro CBERS-3 e do brasileiro Amazônia-1.
Em 2008, o CRC também deu suporte à Missão Lunar Indiana Chandrayaan-1. A participação do CRC foi encerrada quando a espaçonave saiu da gravidade terrestre e entrou na gravidade lunar.
Fonte: INPE
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INPE apoia fase crítica de inserção em órbita de satélite franco-indiano
Sexta-feira, 14 de Outubro de 2011
A missão do satélite franco-indiano Megha-Tropiques, destinado a estudos climáticos na zona tropical, conta com o apoio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A ISRO, agência espacial indiana, solicitou ao Centro de Rastreio e Controle de Satélites (CRC) do INPE o suporte à fase crítica de inserção em órbita do Megha-Tropiques.
“Desde o lançamento, ocorrido no último dia 12, nossa Estação de Rastreio e Controle de Cuiabá recebe as primeiras telemetrias e transmite os telecomandos fundamentais para o sucesso da missão. Esta atividade continua por mais uma semana, quando será desfeita a rede de apoio”, diz Pawel Rozenfeld, chefe do CRC/INPE.
Testes e simulações que antecederam o lançamento do Megha-Tropiques comprovaram que a estação brasileira estava apta a fazer parte da rede mundial de rastreio e controle formada para apoiar a missão durante a fase crítica de inserção em órbita.
O satélite Megha-Tropiques é dedicado ao estudo do ciclo de água e energia na atmosfera tropical, às observações de sistemas convectivos tropicais e ao melhoramento da estimativa de precipitação a partir do espaço.
CRC/INPE
O Centro de Rastreio e Controle de Satélites (CRC) é um conjunto integrado de instalações, sistemas e pessoas dedicado à operação em órbita dos satélites desenvolvidos pelo INPE ou em cooperação com instituições estrangeiras. O Centro está capacitado, ainda, a dar suporte às missões espaciais de terceiros. É composto pelo Centro de Controle de Satélites (CCS) em São José dos Campos (SP), pela Estação Terrena de Cuiabá (MT), pela Estação Terrena de Alcântara (MA), bem como pela rede de comunicação de dados e voz que conecta os três locais.
O CRC/INPE mantém parcerias internacionais e atua na continuidade da operação do satélite científico francês Corot na estação de Alcântara, ao mesmo tempo em que realiza o controle e a recepção de dados dos satélites brasileiros SCD-1 e 2 e se prepara para a operação do sino-brasileiro CBERS-3 e do brasileiro Amazônia-1.
Em 2008, o CRC também deu suporte à Missão Lunar Indiana Chandrayaan-1. A participação do CRC foi encerrada quando a espaçonave saiu da gravidade terrestre e entrou na gravidade lunar.
Fonte: INPE
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