domingo, 26 de fevereiro de 2012

Direito Espacial: morre Carl Q. Christol

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Direito Espacial perde um de seus pioneiros: Carl Q. Christol

José Monserrat Filho, Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Carl Quimby Christol, um dos primeiros grandes especialistas dos Estados Unidos (EUA) em Direito Espacial, faleceu, aos 98 anos, em sua casa em Santa Bárbara, na Califórnia.

Nascido em 1913, concluiu seu curso Direito na Universidade de Dakota do Sul, em 1934, e doutorou-se na Universidade de Chicago, estudou na Escola Fletcher de Direito e Diplomacia, em Massachusetts, e no Instituto de Altos Estudos Internacionais na Universidade de Genebra, na Suíça.

Aluno da Escola de Direito de Yale, em 1940-1941 e depois em 1946-1947, seus estudos ali foram interrompidos pela 2ª Guerra Mundial. Ele lutou, de 1941 a 1946, na Europa e participou da famosa Batalha de Bulge, na Alemanha, quando fez os primeiros contatos com as tropas da então União Soviética no Rio Elba, em 1945. Retornou condecorado e Coronel do Exército reformado. A experiência na Alemanha o levou a preocupar-se com a questão dos direitos humanos e a promover conferências na Universidade da Califórnia do Sul sobre o assunto.

Seu primeiro livro sobre Direito Espacial resultou o curso ministrado no Colégio de Guerra Naval dos EUA, em 1962-1963. Membro do Instituto Internacional de Direito Espacial (IISL, na sigla em inglês), presidiu o capítulo norte-americano da entidade, em 1973-1975. Em 1984, foi eleito membro da Academia Internacional de Astronáutica, que premiou quatro de seus livros sobre temas jurídicos das atividades espaciais. Lecionou Direito Espacial na Universidade de Tecnologia de Sidney, Austrália; na Universidade McGill, em Montreal, Canadá; em três universidades de Pequim, na China; em universidades e institutos de pesquisa em Tóquio, no Japão; na Universidade da Coreia, em Seul; em instituição militar e diplomática de Bangkok, na Tailândia; e na Universidade do Uruguai e na Universidade Católica de Montevidéu.

Christol foi membro ativo do Comitê de Direito Espacial da International Law Association (ILA), tanto nos EUA como no Reino Unido. Em 1998, recebeu o Prêmio “Life Time Achievement”, do Instituto Internacional de Direito Espacial (IISL). Em 2010, foi eleito membro da direção do Instituto de Política e Direito Espacial, de Londres.

No início dos anos 70, conheceu o Embaixador Arvid Pardo, de Malta, que se notabilizara pela aplicação do conceito de “Patrimônio Comum da Humanidade” no Direito Marítimo. E organizou, junto com o ilustre diplomata, um seminário da Universidade da Califórnia do Sul sobre o polêmico conceito: Pardo abordando suas implicações no Direito Marítimo e ele, as implicações no Direito Espacial. A criação do termo “Patrimônio Comum da Humanidade”, diga-se de passagem, é atribuída ao Embaixador Aldo Armando Cocca, renomado jurista argentino.

Christol publicou uma dezena de livros, além de capítulos de obras de outros autores e mais de 100 artigos em revistas especializadas dos EUA e de outros países.

Eis a relação de suas obras, com os respectivos anos de lançamento, cujos títulos já revelam a variedade de temas que mobilizaram sua atenção e seus estudos:

1) “Introduction fo polical science”, 1957;
2) “The international law of outer space”, 1966;
3) “Law and humn rights”, 1968;
4) “Oil pollution of the marine environment – a legal bibliography”, 1971;
5) “The international legal and institutional aspects of the stratosphere ozone problem: staff report prepared for the use of the Committee on Aeronautical and Space Sciences, United States Senate”, 1975;
6) “Satellite power system (SPS): international agreements”, 1978
7) “The modern internacional law of outer space”, 1982;
8) “Space law: past, present and future”, 1991;
9) “International law and U.S. Foreign policy”, 2004; e
10) “The American challenge: terrorists, detainees, treaies, and torture-responses to the rule of law”, 2001-2008, lançado em 2009.

Christol, firme defensor da ideia do “Estado de Direito”, afirmou – em “Space law: past, present and future”, publicado em 1991, ano em que a União Soviética se dissolveu e deu-se como finda a Guerra Fria –, que “a necessidade agora, como nunca antes, é lograr o esclarecimento e o entendimento comum do significado de 'fins pacíficos'”. Como se sabe, essa expressão, ainda legalmente não definida, figura na introdução do Tratado do Espaço, de 1967, a lei maior das atividades espaciais, que começa “reconhecendo o interesse que apresenta para toda a humanidade o programa de exploração e uso do espaço cósmico para fins pacíficos”.

Christol foi também um dos primeiros juristas a pesquisar e escrever sobre os aspectos legais da exploração e uso da energia solar através do espaço, assunto que o cativava em especial.

Tanja L. Masson-Zwaan, Presidente do Instituto Internacional de Direito Espacial (IISL) e diretora do Instituto de Direito Aeronáutico e Espacial, da Universidade de Leiden, na Holanda, comentou que Christol foi “um pioneiro, um ícone do Direito Espacial, um autor prolífico e um excelente professor”. Incansável e determinado, ele apresentou trabalhos em um sem número de Colóquios do IISL, nos Congressos da Federação Internacional de Astronáutica, inclusive no de 2011, realizado na Cidade do Cabo, na África do Sul, ao qual não pôde comparecer mas seu trabalho foi relatado ao público presente. Sua última aparição num colóquio do IISL ocorreu em Valência, na Espanha, em 2006.

Tive a ventura de conhecê-lo pessoalmente em vários colóquios e reuniões do IISL. A impressão que me ficou é de uma pessoa extremamente cordial e gentil, e de um profundo conhecedor dos prolemas jurídicos da conquista do espaço. Christol prestava muita atenção às opiniões dos colegas e defendia suas ideias de forma serena e o mais argumentada possível, buscando convencer respeitosamente o interlocutor. Eu diria que ele nasceu para ser professor.

Ram Jakhu, membro da Diretoria do IISL e professor de Direito Espacial da Universidade McGill, em Montreal, no Canadá, costuma brincar, dizendo que o pessoal envolvido com o Direito Espacial tem vida longa. Christol por pouco não chegou aos 100 anos.
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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

SGB: governo dá mais um passo

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Governo dá mais um passo para a construção de satélite brasileiro

24/02/12

Em reunião nesta sexta-feira, ministros fecharam propostas dos decretos que serão enviados à Casa Civil

Brasília, 24/02/2012 – O Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, anunciou que serão encaminhadas para a Casa Civil, nas próximas semanas, as minutas dos decretos que vão permitir a criação do primeiro satélite geoestacionário construído no Brasil. O conteúdo dos decretos foi aprovado nesta sexta-feira em reunião entre Paulo Bernardo e os ministros da Defesa, Celso Amorim; e da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp.

O primeiro decreto prevê a dispensa de licitação para a Telebras contratar a empresa que construirá o satélite. A ideia é que a Telebras seja sócia, juntamente com a Embraer, de uma empresa integradora criada especialmente para fazer essa construção.

O segundo decreto trata justamente do acordo entre a Telebras e a Embraer, definindo o modelo de gestão da nova empresa, incluindo sua composição. De acordo com Paulo Bernardo, a Telebras terá 49% do capital e a Embraer, 51%. Depois da construção do satélite, a Telebras é quem vai operá-lo.

O satélite geoestacionário brasileiro é considerado um projeto estratégico para o governo, já que vai atender tanto a demandas de comunicações quanto de defesa nacional. Por cobrir extensas áreas geográficas, o satélite permitirá que os serviços de telecomunicações cheguem mesmo a regiões mais isoladas. Por isso, o Ministério das Comunicações vai utilizá-lo no atendimento das metas do Programa Nacional de Banda Larga e no atendimento à zona rural.

Paulo Bernardo ressaltou que o critério utilizado para a dispensa de licitação foi o de segurança nacional, já que o satélite também será usado pelas Forças Armadas.

O custo estimado para a construção do satélite geoestacionário é de R$ 716 milhões e a previsão é que ele seja colocado em órbita em 2014.

Fonte: Ministério das Comunicações
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

SGB em pauta

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Está na agenda do ministro da Defesa, Celso Amorim. Nesta sexta-feira, 24 de fevereiro, às 14h30, haverá uma reunião no Ministério das Comunicações, em Brasília (DF), entre os ministros Amorim, Paulo Bernardo, das Comunicações, Marco Antônio Raupp, da Ciência, Tecnologia e Inovação, e Luiz Inácio Adams, da Advocacia-Geral da União. A pauta parece óbvia: o programa do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB).

Indício, empírico, do que está por vir: foi após uma reunião entre ministros (das Comunicações, Defesa, e Ciência e Tecnologia) e outras autoridades envolvidas (da Telebras e Agência Espacial Brasileira), em 16 de setembro de 2011, que o SGB ganhou o impulso do qual hoje goza (ver a postagem "SGB: o retorno da Telebras"). Há grande expectativa.
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Espaço na FIDAE 2012

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Entre os dias 27 de maço e 1º de abril, acontece em Santiago do Chile a Feira Internacional do Ar e do Espaço - FIDAE 2012, que contará nesta edição com cerca de 480 expositores de 40 países. Ao contrário das últimas edições, a FIDAE deste ano promete dar especial atenção às atividades espaciais.

O diretor executivo da feira, coronel Jean Pierre Desgroux Ycaza, deu uma entrevista ao website especializado Infoespacial (clique aqui para acessá-la), na qual detalha as perspectivas para a feira nesse campo, expositores e o que esperar do evento.

Do setor espacial, estarão presentes a Agência Espacial Italiana, EADS Astrium, Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), Centre Spatial de Liege, Grupo de Operaciones Satelitales (GOS), Imagesat International, Instituto Nacional de Técnica Aeroespacial (INTA), INVAP, PromoMadrid Desarrollo Internacional, Swedish Space Corporation, VIASAT, e a ucraniano-brasileira Alcântara Cyclone Space (ACS).

Questionado sobre o anúncio de contratos no setor espacial durante a feira, o diretor respondeu: "as empresas que comparecem à FIDAE usualmente não revelam os negócios que efeturarão na feira, uma vez que se trata de tema estratégico. Na FIDAE, as agências espaciais (sobretudo as da América Latina) firmarão acordos e memorandos de entendimentos para desenvolver projetos de forma conjunta. Igualmente, espera-se que organismos ligados ao espaço, oriundos da Itália e Espanha, firmem alianças com seus pares sul-americanos."

Tecnologia & Defesa, publicação à qual o blog Panorama Espacial é ligado estará presente ao evento e trará em seus canais as principais notícias e novidades apresentadas.

Satellite 2012

E falando em feiras, também em março acontece outro evento, específico sobre satélites de comunicações, a Satellite 2012, em Washington DC, EUA, entre os dias 12 e 15 de março. A exemplo da FIDAE 2012, a binacional ACS estará presente em Washington.

É possível que durante o evento, ocorra algum tipo de divulgação sobre a seleção pela Star One, subsidiária da Embratel, da fabricante norte-americana Space Systems/Loral para a construção do satélite Star One C4.
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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Tupac Katari: seguro de 40 milhões de dólares

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O governo boliviano contratou junto à empresa China Great Wall Industry Corporation (CGWIC), responsável pela construção do primeiro satélite do país, um seguro pelo valor de 40 milhões de dólares que garante o seu funcionamento. As informações são do jornal local "La Opinión", reproduzidas pelo website especializado Infoespacial.

A CGWIC é também responsável pela construção do satélite, de comunicações, chamado Tupac Katari, e encomendado em 2010, ao custo aproximado de 295 milhões de dólares. A previsão é que seja colocado em órbita em dezembro de 2013 ou início de 2014.

De acordo com o noticiado, o seguro contratado com a fabricante garantirá o funcionamento do satélite e responsabilização por qualquer problema que surgir, inclusive destruição do satélite durante o lançamento.

O Tupac Katari será baseado na plataforma DHF-4, desenvolvida pela Academia Chinesa de Tecnologia Espacial e exportada pela CGWIC para vários países, inclusive a vizinha Venezuela (Venesat-1, lançado em outubro de 2008). Nos últimos anos, vários modelos DHF-4 apresentaram falhas em órbita, associadas principalmente a abertura dos painéis solares e problemas nos tanques de combustível.

Segundo satélite

Paralelamente à construção do Tupac Katari, o governo boliviano já considera a construção de um segundo satélite, para fins de observação terrestre. "O novo satélite é somente uma ideia no papel e não se tem um valor aproximado de quanto pode custar um satélite dessa natureza", afirmou à imprensa uma autoridade da agência espacial boliviana, ressaltando que seu custo, no entanto, seria inferior ao do Tupac Katari.
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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Cooperação Brasil - China

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Brasil e China estudarão plano espacial de 10 anos

José Monserrat Filho, Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da Agência Espacial Brasileira (AEB)

A mais alta instância da cooperação Brasil-China referendou, em 13 de fevereiro passado, a decisão tomada ainda em agosto de 2011 pela Subcomissão Espacial brasileiro-chinesa de criação de um grupo de trabalho especialmente encarregado de discutir e elaborar um plano decenal de colaboração em atividades espaciais.

Não poderia haver maior e mais ambiciosa novidade na já longa – e nem sempre retilínea – trajetória da cooperação espacial entre os dois países, iniciada em junho de 1988, quando o então Presidente José Sarney assinou, em Pequim, o primeiro acordo envolvendo tecnologia de ponta entre países em desenvolvimento, para a construção conjunta do primeiro satélite Brasil-China de recursos naturais da Terra, ou seja, de sensoriamento remoto dos recursos e riquezas terrestres, conhecido pela sigla CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite).

A notícia é extremamente alvissareira. Significa que o Brasil aprovou a possibilidade de assumir um plano de planejamento espacial de nada menos de 10 anos, junto com um país altamente planejado, que graças a isso deu uma virada histórica – com um ritmo vertiginoso de crescimento – e, hoje, está bem próximo de se tornar uma potência econômica e política como poucas. Quando fizemos algo semelhante? Nunca.

A tarefa nos impõe não apenas uma política de governo, mas, em especial, uma política de Estado, de longo prazo, de pensar grande, à prova de mandatos e gestões de alguns poucos anos, apequenados pelo imediatismo. Eis aí ao alcance de nossas mãos a efetivação do antigo sonho de nossa comunidade científica e tecnológica, além de muitos gestores, ministros e parlamentares, todos conscientemente de olho nos campos estratégicos do conhecimento, indispensáveis ao desenvolvimento sustentável, sensato, responsável e promissor, que pedem muito mais do que três ou quatro anos.

Isso implica outras tarefas desafiantes. Teremos que mudar de hábitos, olhar mais longe, pesquisar a fundo com dados mais prospectivos, alargar nossas reflexões e hipóteses, e nos organizar como jamais antes para compor um novíssimo grupo de trabalho, com gente capaz e disposta a se empenhar sistematicamente na montagem de um plano de ações definidas e priorizadas com o máximo cuidado, segurança e determinação para toda uma década, no mínimo.

O plano decenal, se de fato vingar e ganhar corpo, incluirá com certeza o CBERS-5 e -6, e os seguintes, um satélite de meteorologia e, quem sabe, um satélite radar (capaz de superar as intempéries que dificultam a observação da Terra), que tanto necessitamos para melhor monitorar a imensa Amazônia, patrimônio inestimável a zelar, conhecer e explorar de forma sustentável com a mais avançada tecnologia.

Será uma escola de futuro. Provavelmente das primeiras e das mais eficientes em suas múltiplas experiências e lições. Nela,poderemos formar toda uma geração de graduados, pós-graduados, técnicos, especialistas, empresários, usuários e cidadãos preparados para viver num tempo que ainda nem sabemos se realmente virá, tamanha é a crise global que hoje enfrentamos, querendo ou não.
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Telebras e Odebrecht Defesa

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Embora não tenha relação direta com a área espacial, a notícia abaixo - que teve pouca repercussão na imprensa - dá alguns elementos, pela exclusão, sobre o cenário empresarial que pode estar se desenhando para o projeto do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB). Aliás, há rumores de que a Oi (leia-se Andrade Gutierrez) não teria desistido de buscar algum envolvimento no SGB.

Conselho da Telebras aprova memorando de entendimento com Odebrecht Defesa

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012, 18h22

A Telebras apresentou ao conselho de administração a minuta de um memorando de entendimento com a Odebrecht Defesa para o projeto de cabos submarinos que pretende lançar em direção aos EUA, Europa e África. O modelo que está sendo estudado é semelhante àquele adotado com a Embraer para o Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB). Será criada uma empresa conjunta entre as duas sociedades com o objetivo de explorar serviços de voz e dados através dos cabos submarinos.

Segundo fonte do governo, essa nova empresa teria sinergia com outros negócios da Odebrecht, que tem presença mundial. É provável que essa joint-venture tenha uma filial nos EUA para superar limitações legais e garantir a conexão do cabo brasileiro com as redes norte-americanas.

O presidente da Telebras, Caio Bonilha, disse em novembro, quando se reuniu com o ministro Paulo Bernardo e o presidente da Odebrecht Defesa, Roberto Simões, que o objetivo da parceria é baratear o preço da conectividade IP. Segundo Bonilha, a ideia é que o projeto esteja concluído até a Copa de 2014 e que possa servir de alternativa aos cabos operados por empresas privadas com preços mais baixos na conexão IP internacional. A própria Telebras seria um dos principais clientes desses cabos.

Fonte: Teletime
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Vega: "Bravo Europa!"

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Ontem (13), ocorreu com sucesso o primeiro voo do lançador europeu Vega, colocando dois satélites científicos e sete picossatélites em órbita, a partir de Kourou, na Guiana Francesa. Com este sucesso, a Arianespace, operadora do foguete, passou a contar com uma família completa de lançadores, capaz de pôr no espaço cargas úteis de pequeno a grande porte em órbitas baixa, geoestacionária e missões de espaço profundo.

Em nota, Jean-Yves Le Gall, presidente da Arianespace, afirmou: "Bravo Europa! Parabéns à Agência Espacial Europeia, à Agência Espacial Italiana, ao Centro Nacional de Estudos Espaciais e a todos os nossos parceiros industriais. Este sucesso vem depois de 9 anos de desenvolvimento cooperativo. Bem feito, Europa!"

Um pouco sobre o Vega

O desenvolvimento do Vega (Vettore Europeo di Generazione Avanzata) durou cerca de nove anos e exigiu investimentos de cerca de 710 milhões de euros, com a Itália se responsabilizando por aproximadamente 60% desse valor. A italiana Avio, que ofereceu o desenvolvimento conjunto de um novo lançador com o Brasil (ver a postagem "Lançadores: a proposta da Avio"), atuou como "prime contractor" do programa.

Embora seja um novo projeto, o quarto estágio do Vega, de propulsão líquida, é de origem ucraniana, desenvolvido pela Yuzhnoye. Há a expectativa de que a Alemanha, antes reticente ao projeto e agora animada com as razoáveis perspectivas comerciais, passe a participar com o desenvolvimento de um substituto ao estágio ucraniano. Estima-se que exista um mercado potencial na próxima década para até cinco satélites anuais dentro da capacidade do Vega (até 1.500 kg em órbitas de 700 km de altitude).

É dentro desta categoria que se encaixa o satélite de observação terrestre Amazônia-1, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), previsto para ser lançado em 2013 ou início de 2014, e que deverá ter seu lançador definido em breve.

Avio e Cyclone 4

O quarto estágio da Yuzhnoye no Vega não é a única conexão entre italianos e ucranianos em matéria de lançadores. Poucos se recordam, mas em dezembro de 1997, a Avio foi quem liderou o início dos entendimentos com o governo brasileiro para a realização de voos do Cyclone 4 a partir de Alcântara, no Maranhão. Na época, a empresa italiana mantinha uma parceria com a Yuznhoye para o desenvolvimento e operação do lançador ucraniano. Em 7 de abril de 1998, a Infraero, designada para as negociações, assinou com a Avio e empresas ucranianas um memorando de entendimentos alinhando as bases para a constituição de uma joint-venture para a exploração comercial de Alcântara. Haveria, inclusive, um cliente em potencial: a Motorola (constelação de satélites Iridium).

Em artigo sobre a criação da empresa binacional Alcântara Cyclone Space, José Monserrat Filho narra o descontentamento do governo dos Estados Unidos com a assinatura do memorando: "Consultado pela própria Motorola, o Departamento de Estado norte-americano, porém, não só vetou o projeto como aconselhou o Governo da Itália, através de um "non paper", a fazer o mesmo. Para os EUA, o Brasil, ao insistir na construção de seu Veículo Lançador de Satélites (VLS-1), é um potencial proliferador de tecnologia de mísseis; logo, não merece confiança, embora já dispusesse da legislação de controle de exportação de equipamento sensível e fosse membro do MTCR (Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis) desde 1996. A pressão logrou o que queria. A Fiat Avio desistiu da idéia do consórcio com o Brasil. As negociações sobre o projeto foram suspensas."

O impasse foi superado após intensas negociações e a assinatura de um acordo de salvaguardas tecnológicas com os EUA, jamais ratificado. No entanto, antes disso, os italianos optaram por seguir outro caminho e, em parceria com outros países europeus, lançaram o projeto do Vega.
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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

MASER 12: VSB-30 lançado com sucesso

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IAE lança com sucesso mais um foguete VSB-30

13-02-2012

Foi realizado com sucesso o 13º vôo do foguete de sondagem brasileiro VSB-30, sendo o 10º lançado a partir do Centro de Lançamento de Esrange, acrônimo de European Spaceresearch RANGE, localizado a 200 km do Círculo Polar Ártico, próximo à cidade de cidade Kiruna na Suécia. O lançamento ocorreu hoje (13/02/2012) às 10h15min horário local, 7h15min pelo horário de Brasília.

O veículo VSB-30 V16 atingiu o apogeu nominal previsto de 259 km, transportando a carga útil MASER 12, com cinco experimentos da Agência Espacial Européia (ESA), durante mais de 6 minutos em ambiente de microgravidade.

A Campanha MASER 12, mesmo nome da carga útil, envolveu equipes do Swedish Space Corporation - SSC (Suécia), German Aerospace Center - DLR (Alemanha) e Instituto de Aeronáutica e Espaço - IAE (Brasil), dentro do Programa de Cooperação Brasil (IAE) e Alemanha (DLR).

A carga útil foi recuperada a 99 km de distância do sítio de lançamento e dentro da área de resgate prevista.

Além de Esrange, outros três lançamentos já ocorreram a partir no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), em 2004, 2006 e 2010, respectivamente.

Fonte: IAE/DCTA
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Chávez: Venezuela em Marte a partir de 2030

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É isso mesmo que você leu no título desta postagem. O presidente venezuelano Hugo Chávez fez declarações a um canal de TV da Venezuela afirmando que o país será capaz de enviar uma missão à Marte a partir de 2030.

"Ninguém jamais chegou à Marte, mas a Venezuela irá. É nosso objetivo para 2030-2040", afirmou o líder venezuelano, dando a entender que a pretensões de seus país são para uma missão tripulada.

Na última sexta-feira, Chávez anunciou que o nome do primeiro satélite de observação terrestre da Venezuela, em construção na China, se chamará Miranda, uma homenagem ao revolucionário Francisco de Miranda, que lutou pela independência de colônias espanholas na América. A expectativa é que o satélite seja colocado em órbita em outubro desse ano.
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