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Alguns leitores eventualmente questionam o blog sobre informações sobre os avanços em alguns projetos do Programa Espacial Brasileiro. Entramos em contato com a assessoria de imprensa do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), para ter respostas a algumas destas questões, específicas sobre o financiamento do MAPSAR, a câmera inglesa RALCam-3, e o desenvolvimento do sensor MUX, do CBERS 3/4.
Sobre os recursos para financiamento do satélite-radar MAPSAR, no final de 2009, o INPE propôs ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), um projeto de um satélite SAR (Synthetic Aperture Radar) nacional, com tecnologia de antena em rede planar. A proposta foi, inicialmente, dirigida aos Fundos Amazônia e FUNTEC, ambos do BNDES, e ainda está sob análise. Há, no entanto, dificuldades técnicas e administrativas para sua aprovação, em função do montante necessário, aproximadamente US$ 200 milhões, excluindo-se o lançamento, e das alternativas institucionais para viabilizá-lo.
A câmera inglesa RALCam-3, que embarcaria como carga útil secundária no satélite de observação Amazônia 1, não irá mais integrar a missão, em razão de dificuldades com o fornecimento da eletrônica de bordo (DHU - Data Handling Unit) da câmera inglesa. Em janeiro de 2010, o blog já havia noticiado que a câmera estava em risco ("Amazônia-1: RALCam 3 em risco").
Quanto ao desenvolvimento da câmera MUX, novo sensor ótico que integrará os satélites CBERS 3 e 4, o INPE informa que as atividades seguem em andamento normal, sendo que, atualmente, a câmera está em fase de qualificação.
O blog agradece a Marjorie Xavier, da assessoria de imprensa do INPE, pela atenção dada no levantamento dessas informações.
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sexta-feira, 21 de maio de 2010
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Amazônia-1: RALCam 3 em risco
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Há algumas semanas, circula nos bastidores "espaciais" a informação de que a câmera inglesa RALCam 3, a ser fornecida pelo Rutherford Appleton Laboratory - Science & Technology Facilities Council (RAL-STFC) para o satélite de observação terrestre Amazônia-1, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), poderia não voar mais com o satélite brasileiro. A razão seria a necessidade de alteração na órbita do Amazônia-1, em cerca de 80 km, para a operação do imageador europeu, de alta resolução.
Em princípio, o satélite do INPE, que deve subir ao espaço a partir de 2012, deveria contar com dois sensores óticos: a RALCam 3, e a AWFI, carga útil principal atualmente em desenvolvimento pela indústria Opto Eletrônica, de São Carlos (SP).
O blog entrou em contato com o diretor do INPE, Gilberto Câmara, a fim de esclarecer oficialmente o assunto. Câmara respondeu: "Quanto ao Amazônia-1, temos dificuldades para incluir a RALCAM, devido aos custos adicionais necessários para compor a carga útil. Estamos em negociação com o governo do Reino Unido para compartilhar os custos adicionais."
Em breve, voltaremos a abordar este tema, dando mais informações.
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terça-feira, 3 de novembro de 2009
AEB repassa recursos para o Amazônia-1
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AEB repassa R$ 14 milhões para INPE concluir satélite Amazônia-1
Luiz Queiroz
Convergência Digital - 03/11/2009
A Agência Espacial Brasileira (AEB) anunciou hoje (03) uma "complementação de descentralização orçamentária de R$ 14 milhões, para o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) continuar com o projeto de desenvolvimento do satélite "Amazônia-1", previsto para ser lançado no próximo ano. A descentralização foi publicada na edição de hoje (03) do Diário Oficial da União.
Segundo informações do site Inovação Tecnológica , o novo satélite será o primeiro desenvolvido com tecnologia nacional e deverá levar a bordo duas câmeras, sendo a primeira também desenvolvida no Brasil, com resolução espacial de 40 m e capacidade de imageamento de uma faixa de 780 km.
"Já a câmera RALCam-3, fabricada na Inglaterra, produzirá imagens com resolução da superfície terrestre de cerca de 12 metros e com 110km de campo de visada. A tecnologia empregada nesta câmera é inédita em satélites brasileiros e permitirá a geração de imagens com maior definição, aptas, por exemplo, a monitorar o meio ambiente e prover a gestão de recursos naturais", informa o site especializado.
Fonte: web-site Convergência Digital
Comentário: o repasse de recursos da AEB para o INPE se deu por meio da Portaria nº 191, de 30 de outubro de 2009. Para lê-la, cliquem aqui.
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terça-feira, 7 de outubro de 2008
A vez da AWFI
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Em paralelo à concorrência para a aquisição do subsistema ACDH para o satélite de observação Amazônia 1, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) deu o primeiro passo para a licitação da carga útil principal do satélite, a câmera Advanced Wide Field Imaging (AWFI). O edital da licitação, de nº 815/2008, foi publicado hoje e tem como objeto o "desenvolvimento, projeto, fabricação e testes do Subsistema Advanced Wide Field Imaging Camera - AWFI, parte integrante da carga útil da Plataforma Multi-Missão Brasileira - PMM, a ser utilizada no satélite Amazônia 1". Em tese, a AWFI é o último subsistema mais importante do satélite ainda não licitado.
As propostas devem ser entregues às 09h00 do dia 21 de novembro, na sede do INPE, em São José dos Campos (SP). No Brasil, existem ao menos duas indústrias com larga experiência em sistemas espaciais de imageamento, inclusive do modelo objeto da licitação: a Opto Eletrônica, de São Carlos (SP), e a Equatorial Sistemas, de São José dos Campos. Ambas as empresas, em consórcio, são responsáveis pelo desenvolvimento e construção das câmeras WFI dos satélites sino-brasileiros CBERS 3 e 4.
O satélite Amazônia-1 é baseado na PMM, desenvolvida pelo INPE em conjunto com indústrias aeroespaciais nacionais. A PMM é plataforma genérica para satélites na classe de 500 kg. Com massa de 250 kg, ela provê os recursos necessários, em termos de potência, controle, comunicação e outros, para operar, em órbita, uma carga útil de até 280 kg. Além da AWFI, o Amazônia 1 também deverá contar com um câmera de origem inglesa, a RALCam-3, que produzirá imagens com resolução da superfície terrestre de cerca de 12 m e com 110 km de campo de visada.
Uma vez licitados os últimos subsistemas do Amazônia 1, restará a contratação do lançamento, previsto para 2010.
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Em paralelo à concorrência para a aquisição do subsistema ACDH para o satélite de observação Amazônia 1, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) deu o primeiro passo para a licitação da carga útil principal do satélite, a câmera Advanced Wide Field Imaging (AWFI). O edital da licitação, de nº 815/2008, foi publicado hoje e tem como objeto o "desenvolvimento, projeto, fabricação e testes do Subsistema Advanced Wide Field Imaging Camera - AWFI, parte integrante da carga útil da Plataforma Multi-Missão Brasileira - PMM, a ser utilizada no satélite Amazônia 1". Em tese, a AWFI é o último subsistema mais importante do satélite ainda não licitado.
As propostas devem ser entregues às 09h00 do dia 21 de novembro, na sede do INPE, em São José dos Campos (SP). No Brasil, existem ao menos duas indústrias com larga experiência em sistemas espaciais de imageamento, inclusive do modelo objeto da licitação: a Opto Eletrônica, de São Carlos (SP), e a Equatorial Sistemas, de São José dos Campos. Ambas as empresas, em consórcio, são responsáveis pelo desenvolvimento e construção das câmeras WFI dos satélites sino-brasileiros CBERS 3 e 4.
O satélite Amazônia-1 é baseado na PMM, desenvolvida pelo INPE em conjunto com indústrias aeroespaciais nacionais. A PMM é plataforma genérica para satélites na classe de 500 kg. Com massa de 250 kg, ela provê os recursos necessários, em termos de potência, controle, comunicação e outros, para operar, em órbita, uma carga útil de até 280 kg. Além da AWFI, o Amazônia 1 também deverá contar com um câmera de origem inglesa, a RALCam-3, que produzirá imagens com resolução da superfície terrestre de cerca de 12 m e com 110 km de campo de visada.
Uma vez licitados os últimos subsistemas do Amazônia 1, restará a contratação do lançamento, previsto para 2010.
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domingo, 31 de agosto de 2008
RALCam-3 e Amazônia-1
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Na edição de setembro da revista inglesa Spaceflight, editada pela British Interplanetary Society (BIS), foi publicada uma pequena nota de minha autoria sobre o acordo entre o Brasil e o Reino Unido para a instalação de uma câmera a bordo do satélite Amazônia-1. Leia abaixo uma versão traduzida da referida nota:
Câmera britânica para satélite de observação terrestre brasileiro
O pequeno satélite brasileiro de sensoriamento remoto Amazônia-1 - em desenvolvimento pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) - será equipado com uma câmera britânica de alta-resolução, escreve André Mileski.
O anúncio foi feito no meio de julho durante a reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, em Campinas, próxima a São Paulo, Brasil.
O imageador RALCam-3, câmera com resolução de 12 metros será fornecido pelo Rutherford Appleton Laboratory - Science & Technology Facilities Council (RAL-STFC), do Reino Unido.
O Amazônia-1 está previsto para ser lançado em 2011, e além do RALCam-3, será equipado com o Imageador Avançado de Amplo Campo de Visada (AWFI, sigla em inglês), sensor com resolução de 40 metros que será construído por indústrias espaciais brasileiras.
O satélite Amazônia-1 é parte do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), e será destinado ao monitoramento do desmatamento ao redor do mundo, especialmente da região amazônica.
"O Amazônia-1 representa um importante passo na construção de uma rede integrada global de observação terrestre para o bem público", disse Gilberto Câmara, diretor do INPE.
"Com este projeto, o Brasil e o Reino Unido estarão à frente do fornecimento gratuito de dados, tendo funções cruciais em apoiar outros países, especialmente na África, a monitorarem seus próprios territórios e florestas."
Este iniciativa conjunta é resultado de discussões iniciadas em 2007 durante o Ano Brasil-Reino Unido de Cooperação em Ciência e Tecnologia.
(Revista Spaceflight, Vol. 50, No. 9, setembro de 2008, página 329)
Sobre esse acordo Brasil - Reino Unido, vale levantar um ponto para reflexão: se o espaço e a Amazônia são estratégicos para o Brasil, porque quando os dois são unidos em um programa espacial (satélite Amazônia-1), utiliza-se uma câmara inglesa, entregando assim visibilidade da região amazônica aos ingleses? Haveria aí uma contradição?
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Na edição de setembro da revista inglesa Spaceflight, editada pela British Interplanetary Society (BIS), foi publicada uma pequena nota de minha autoria sobre o acordo entre o Brasil e o Reino Unido para a instalação de uma câmera a bordo do satélite Amazônia-1. Leia abaixo uma versão traduzida da referida nota:
Câmera britânica para satélite de observação terrestre brasileiro
O pequeno satélite brasileiro de sensoriamento remoto Amazônia-1 - em desenvolvimento pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) - será equipado com uma câmera britânica de alta-resolução, escreve André Mileski.
O anúncio foi feito no meio de julho durante a reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, em Campinas, próxima a São Paulo, Brasil.
O imageador RALCam-3, câmera com resolução de 12 metros será fornecido pelo Rutherford Appleton Laboratory - Science & Technology Facilities Council (RAL-STFC), do Reino Unido.
O Amazônia-1 está previsto para ser lançado em 2011, e além do RALCam-3, será equipado com o Imageador Avançado de Amplo Campo de Visada (AWFI, sigla em inglês), sensor com resolução de 40 metros que será construído por indústrias espaciais brasileiras.
O satélite Amazônia-1 é parte do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), e será destinado ao monitoramento do desmatamento ao redor do mundo, especialmente da região amazônica.
"O Amazônia-1 representa um importante passo na construção de uma rede integrada global de observação terrestre para o bem público", disse Gilberto Câmara, diretor do INPE.
"Com este projeto, o Brasil e o Reino Unido estarão à frente do fornecimento gratuito de dados, tendo funções cruciais em apoiar outros países, especialmente na África, a monitorarem seus próprios territórios e florestas."
Este iniciativa conjunta é resultado de discussões iniciadas em 2007 durante o Ano Brasil-Reino Unido de Cooperação em Ciência e Tecnologia.
(Revista Spaceflight, Vol. 50, No. 9, setembro de 2008, página 329)
Sobre esse acordo Brasil - Reino Unido, vale levantar um ponto para reflexão: se o espaço e a Amazônia são estratégicos para o Brasil, porque quando os dois são unidos em um programa espacial (satélite Amazônia-1), utiliza-se uma câmara inglesa, entregando assim visibilidade da região amazônica aos ingleses? Haveria aí uma contradição?
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segunda-feira, 14 de julho de 2008
Cooperação Brasil - Reino Unido
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Brasil e Reino Unido anunciam projeto de cooperação espacial
14/07/2008 - 14:18
Brasil e Reino Unido vão trabalhar juntos no espaço: o satélite brasileiro de observação da Terra Amazônia-1 incluirá a câmera britânica RALCam-3. A cooperação será concretizada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), e pelo Rutherford Appleton Laboratory – Science & Technology Facilities Council (RAL-STFC).
O fato foi anunciado em conjunto pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, e pelo embaixador do Reino Unido no Brasil, Peter Collecott, em entrevista coletiva durante a 60ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na Universidade de Campinas (Unicamp), em Campinas (SP).
O satélite Amazônia-1, com lançamento previsto para 2010, será o primeiro satélite de recursos terrestres totalmente desenvolvido pelo Brasil e utilizará a Plataforma Multimissão-PMM de médio porte, também desenvolvida pelo INPE e por indústrias brasileiras, no contexto do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), coordenado pela Agência Espacial Brasileira (AEB). O Amazônia-1 carregará, igualmente, um instrumento óptico com resolução espacial de 40 m e capacidade de imageamento de uma faixa de 780 km.
A câmara RALCam-3 produzirá imagens com resolução da superfície terrestre de cerca de 12m e com 110 km de campo de visada. A tecnologia que será utilizada é inédita em satélites brasileiros e permitirá a geração de imagens com maior definição, aptas, por exemplo, a monitorar o meio ambiente e prover a gestão de recursos naturais.
Origens da parceria
Essa cooperação espacial, pioneira nas relações entre os dois países, resultou do documento assinado pelo INPE e o RAL-STFC em abril de 2007, para estimular a colaboração entre as duas instituições, como parte das atividades da parceria Brasil-Reino Unido no âmbito mais geral da ciência, tecnologia e inovação.
Durante a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Reino Unido, em 2006, foi criado o Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação, que identifica metas e prioridades para ambos os países. Esse plano foi consolidado no Ano Brasileiro-Britânico da Ciência e Inovação (março de 2007 a 2008), que, organizado pela representação diplomática britânica no Brasil e pelo governo brasileiro, por meio do MCT e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), identificou áreas de cooperação entre instituições brasileiras e britânicas. Devido ao sucesso do Ano da Ciência, os governos dos dois países firmaram acordo e iniciaram nova etapa de cooperação bilateral. Essa cooperação, que inclui a organização de eventos, missões e outras atividades, vem promovendo a aproximação e o entendimento entre universidades, institutos de pesquisa e empresas dos dois países em diversas áreas da ciência.
Distribuição gratuita dos dados
Associado aos satélites da série CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite / Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres), o Amazônia-1 produzirá imagens com maior freqüência e maior definição, adequadas para monitorar o ambiente e gerenciar recursos naturais. Tais imagens poderão ser utilizadas em todo o mundo, pois o Brasil, por intermédio do INPE, adota a política de dados livres, considerados bens públicos e disponibilizados gratuitamente pela internet.
O Amazonas-1 e a Plataforma Multimissão
O satélite Amazônia-1 é baseado na Plataforma Multimissão (PMM), desenvolvida pelo INPE. A PMM é plataforma genérica para satélites na classe de 500 kg. Com massa de 250 kg, ela provê os recursos necessários, em termos de potência, controle, comunicação e outros, para operar, em órbita, uma carga útil de até 280 kg.
A configuração atual do Amazônia-1 prevê a câmera Advanced Wide Field Imager (AWFI), a ser
desenvolvida pela indústria brasileira. Considerando a capacidade da PMM, há margem técnica para incluir outro instrumento que complemente a missão e represente um avanço em termos tecnológicos e de aplicações. A câmera britânica RALCam-3 tem as características ideais para isso.
Sobre o STFC/RAL
O Rutherford Appleton Laboratory (RAL) está diretamente ligado ao Science & Technology Facilities Council (STFC), o conselho de pesquisa britânico responsável pela gestão de tecnologia e infra-estrutura para pesquisas científicas no Reino Unido. Foi criado em abril de 2007, pela fusão do CCLRC – Council for the Central Laboratory of the Research Councils (Conselho Gestor do Laboratório Central dos Conselhos de Pesquisa) e do PPARC – Particle Physics and Astronomy Research Council (Conselho de Pesquisa sobre Física de Partículas e Astronomia). O RAL também é responsável pelas Instalações de Neutron & Síncroton e pela Instalação de Laser Central, e seu programa espacial está associado ao Centro Espacial Nacional Britânico.
Fonte: MCT
Comentários: existem no Brasil hoje ao menos duas indústrias capazes de projetarem e construírem câmeras espaciais, inclusive de alta-resolução. Cabem, então, algumas perguntas: adotar esta câmera britânica como um dos sensores do satélite Amazônia-1 não seria uma atitude predatória ao pequeno setor industrial espacial brasileiro? Esta cooperação envolverá algum tipo de transferência de tecnologia? Esperamos ter em breve respostas para estas questões...
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Brasil e Reino Unido anunciam projeto de cooperação espacial
14/07/2008 - 14:18
Brasil e Reino Unido vão trabalhar juntos no espaço: o satélite brasileiro de observação da Terra Amazônia-1 incluirá a câmera britânica RALCam-3. A cooperação será concretizada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), e pelo Rutherford Appleton Laboratory – Science & Technology Facilities Council (RAL-STFC).
O fato foi anunciado em conjunto pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, e pelo embaixador do Reino Unido no Brasil, Peter Collecott, em entrevista coletiva durante a 60ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na Universidade de Campinas (Unicamp), em Campinas (SP).
O satélite Amazônia-1, com lançamento previsto para 2010, será o primeiro satélite de recursos terrestres totalmente desenvolvido pelo Brasil e utilizará a Plataforma Multimissão-PMM de médio porte, também desenvolvida pelo INPE e por indústrias brasileiras, no contexto do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), coordenado pela Agência Espacial Brasileira (AEB). O Amazônia-1 carregará, igualmente, um instrumento óptico com resolução espacial de 40 m e capacidade de imageamento de uma faixa de 780 km.
A câmara RALCam-3 produzirá imagens com resolução da superfície terrestre de cerca de 12m e com 110 km de campo de visada. A tecnologia que será utilizada é inédita em satélites brasileiros e permitirá a geração de imagens com maior definição, aptas, por exemplo, a monitorar o meio ambiente e prover a gestão de recursos naturais.
Origens da parceria
Essa cooperação espacial, pioneira nas relações entre os dois países, resultou do documento assinado pelo INPE e o RAL-STFC em abril de 2007, para estimular a colaboração entre as duas instituições, como parte das atividades da parceria Brasil-Reino Unido no âmbito mais geral da ciência, tecnologia e inovação.
Durante a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Reino Unido, em 2006, foi criado o Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação, que identifica metas e prioridades para ambos os países. Esse plano foi consolidado no Ano Brasileiro-Britânico da Ciência e Inovação (março de 2007 a 2008), que, organizado pela representação diplomática britânica no Brasil e pelo governo brasileiro, por meio do MCT e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), identificou áreas de cooperação entre instituições brasileiras e britânicas. Devido ao sucesso do Ano da Ciência, os governos dos dois países firmaram acordo e iniciaram nova etapa de cooperação bilateral. Essa cooperação, que inclui a organização de eventos, missões e outras atividades, vem promovendo a aproximação e o entendimento entre universidades, institutos de pesquisa e empresas dos dois países em diversas áreas da ciência.
Distribuição gratuita dos dados
Associado aos satélites da série CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite / Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres), o Amazônia-1 produzirá imagens com maior freqüência e maior definição, adequadas para monitorar o ambiente e gerenciar recursos naturais. Tais imagens poderão ser utilizadas em todo o mundo, pois o Brasil, por intermédio do INPE, adota a política de dados livres, considerados bens públicos e disponibilizados gratuitamente pela internet.
O Amazonas-1 e a Plataforma Multimissão
O satélite Amazônia-1 é baseado na Plataforma Multimissão (PMM), desenvolvida pelo INPE. A PMM é plataforma genérica para satélites na classe de 500 kg. Com massa de 250 kg, ela provê os recursos necessários, em termos de potência, controle, comunicação e outros, para operar, em órbita, uma carga útil de até 280 kg.
A configuração atual do Amazônia-1 prevê a câmera Advanced Wide Field Imager (AWFI), a ser
desenvolvida pela indústria brasileira. Considerando a capacidade da PMM, há margem técnica para incluir outro instrumento que complemente a missão e represente um avanço em termos tecnológicos e de aplicações. A câmera britânica RALCam-3 tem as características ideais para isso.
Sobre o STFC/RAL
O Rutherford Appleton Laboratory (RAL) está diretamente ligado ao Science & Technology Facilities Council (STFC), o conselho de pesquisa britânico responsável pela gestão de tecnologia e infra-estrutura para pesquisas científicas no Reino Unido. Foi criado em abril de 2007, pela fusão do CCLRC – Council for the Central Laboratory of the Research Councils (Conselho Gestor do Laboratório Central dos Conselhos de Pesquisa) e do PPARC – Particle Physics and Astronomy Research Council (Conselho de Pesquisa sobre Física de Partículas e Astronomia). O RAL também é responsável pelas Instalações de Neutron & Síncroton e pela Instalação de Laser Central, e seu programa espacial está associado ao Centro Espacial Nacional Britânico.
Fonte: MCT
Comentários: existem no Brasil hoje ao menos duas indústrias capazes de projetarem e construírem câmeras espaciais, inclusive de alta-resolução. Cabem, então, algumas perguntas: adotar esta câmera britânica como um dos sensores do satélite Amazônia-1 não seria uma atitude predatória ao pequeno setor industrial espacial brasileiro? Esta cooperação envolverá algum tipo de transferência de tecnologia? Esperamos ter em breve respostas para estas questões...
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