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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

INPE: curso sobre imagens de radar

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Centro do INPE em Belém sedia curso sobre imagens de radar

Quinta-feira, 18 de Agosto de 2016

Um grupo de especialistas participou no Centro Regional da Amazônia (CRA) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em Belém (PA), da primeira edição do Curso de Capacitação em Imagens de Radar, que aconteceu entre os dias 8 e 12 de agosto.

Participaram colaboradores dos projetos TerraClass e DETER-B e consultores do Projeto de Capacitação em Monitoramento de Florestas por Satélite – Capacitree, além de pesquisadores do Instituto Evandro Chagas e consultorias independentes.

O curso abordou os princípios do imageamento por radar, como geometria das imagens e resolução espacial, conceitos de interferometria e polarimetria, além de aplicações em floresta. Os participantes realizaram exercícios práticos, em aplicativos gratuitos, sobre processamentos digitais de imagens SAR (radar de abertura sintética).

Este curso foi solicitado pelos países membros da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) que, no contexto do projeto BNDES e com recursos do Fundo Amazônia, pode contratar, por solicitação do executor técnico do projeto, CRA/INPE, a compra de imagens e a realização de capacitação para difundir as tecnologias para análise de imagens de radar, que é uma das propostas do Projeto Capacitree. O curso em Belém foi pensado como um nivelamento dos instrutores, bem como para avaliação do conteúdo a ser ministrado futuramente.

De acordo com Alessandra Gomes, chefe do CRA/INPE e também coordenadora do Capacitree, a programação consta de dois cursos, um voltado para o público interno e convidados brasileiros – realizado agora - e outro para profissionais dos países membros da OTCA. "A iniciativa é extremamente interessante e dispõe de recursos do Fundo Amazônia para sua realização. Estamos verificando a data e local do segundo curso, após avaliar como foi o desempenho dos alunos nesta primeira edição", declarou Alessandra Gomes.

Fonte: INPE
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quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Cooperação Brasil - Noruega: visita ao CRA/INPE

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Príncipe da Noruega visita centro do INPE na Amazônia

Terça-feira, 17 de Novembro de 2015

No dia 19 de novembro, o príncipe herdeiro da Noruega, Haakon Magnus, conhecerá os projetos desenvolvidos no Centro Regional da Amazônia (CRA) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), instalado em Belém (PA) para atuar no monitoramento de florestas tropicais.

A passagem do príncipe pelo Brasil, que inclui ainda compromissos em Brasília e no Rio de Janeiro, tem como foco o intercâmbio tecnológico e a preservação do meio ambiente.

O diretor do INPE, Leonel Perondi, apresentará à delegação da Noruega os métodos e tecnologias que fazem do CRA uma referência no monitoramento por satélites da Amazônia. Parceiro do Centro Regional, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) também participará das ações que compõem a programação.

Além da embaixadora da Noruega no Brasil, Aud Marit Wiig, a delegação norueguesa que acompanha Haakon Magnus é composta pela ministra do Comércio e Indústria Monica Maeland e cinco vice-ministros: Morten Hoglund, das Relações Exteriores; Amund Drønen Ringdal, das Pescas; Kåre Fostervold, Petróleo e Energia; Lars Andreas Lunde, Clima e Meio Ambiente, e Bjørn Haugstad, Educação e Investigação.

Nas instalações do INPE no Pará, Haakon Magnus será apresentado aos instrumentos utilizados no combate ao desmatamento na região amazônica: dados de monitoramento e planos de fiscalização.

A Noruega foi o primeiro país contribuinte do Fundo Amazônia, iniciativa lançada pelo governo brasileiro em 2008 que, através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), capta doações para investimentos não-reembolsáveis em ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, bem como à promoção da conservação e do uso sustentável das florestas no bioma Amazônia.

O país escandinavo assumiu o compromisso de doar até US$ 1 bilhão à iniciativa no período de 2008-2015, dependendo do sucesso brasileiro em reduzir o desmatamento da Amazônia, ao que a ministra norueguesado Clima e do Meio Ambiente, Tine Sundtoft, anunciou em setembro, no Rio de Janeiro, que a Noruega terá até dezembro cumprido seu compromisso.

O Fundo Amazônia financia, dentre muitos projetos, dois que estão relacionados diretamente ao CRA/INPE, o Monitoramento Ambiental por Satélites no Bioma Amazônia, e outro relacionado diretamente ao Projeto Capacitree, desenvolvido no Centro Regional da Amazônia, Monitoreo da la Amazonía Regional, em parceria com a Organização do  Tratado Amazônico (OTCA). Ambos incluem ações do INPE no monitoramento e capacitação, para a Amazônia Brasileira e para todos os países que integram a Bacia Amazônica, respectivamente.

A visita do príncipe herdeiro da Noruega, Haakon Magnus, ao Centro Regional da Amazônia/INPE será no dia 19 de novembro, às 9h15. O CRA/INPE está situado à avenida Perimetral, nº 2651, no Parque de Ciência e Tecnologia do Guamá, em Belém (PA).

Fonte: INPE
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segunda-feira, 20 de julho de 2015

Projeto Amazônia SAR avança

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Ministério da Defesa anuncia radar orbital para o combate ao desmatamento na Amazônia

Brasília, 20/07/2015 - O Ministério da Defesa (MD) anunciou nesta segunda-feira (20) o investimento de R$ 80,5 milhões para o Projeto Amazônia SAR, com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da União. O projeto significa uma nova realidade no combate ao desmatamento ilegal e outros crimes ocorridos contra a Amazônia Legal.

Coordenado pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), órgão vinculado a Defesa, em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o radar orbital vai monitorar o desmatamento na Amazônia de outubro a abril, gerando alertas, dando suporte às ações de fiscalização, além de enviar as informações ao Inpe para compor os dados do sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter).

O sistema vai monitorar cerca de 950 mil quilômetros quadrados (17% da Região Amazônica ou o equivalente aos estados de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e um pouco mais do que Santa Catarina) mensalmente por um radar orbital - tecnologia que permite a observação da terra mesmo em condições climáticas adversas. Será a primeira vez que a Amazônia será monitorada sistematicamente com radar orbital.

Do total investido no Amazônia SAR, R$ 63,9 milhões de recursos não-reembolsáveis serão provenientes do Fundo Amazônia via contrato assinado com BNDES. Os outros R$ 16,6 milhões a serem investidos são oriundos do Orçamento da União.

Para o ministro da Defesa, Jaques Wagner, essa medida reafirma o compromisso do Brasil em preservar a região amazônica e confirma a decisão do ministério, de priorizar nossos recursos naturais, de acordo com as diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa. “A Amazônia representa um dos focos de maior interesse para a Defesa e o Amazônia SAR significa um grande avanço na proteção da Amazônia Legal, visto que possibilita gerar informações mais precisas, rápidas e o principal, em condições climáticas adversas, que dificultam a visualização por sensores ópticos”, afirma Wagner.

Segundo o diretor-geral do Censipam, Rogério Guedes, a tecnologia de radar é a mais apropriada, já que permite observar através das nuvens. “A área que será monitorada mensalmente compreende o Arco do Desmatamento e corresponde a sete vezes o tamanho do estado do Amapá”, exemplifica.

Participaram da cerimônia de assinatura do acordo o ministro da Defesa, Jaques Wagner, o secretário executivo do ministério do Meio Ambiente, Francisco Gaetani, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), general José Carlos De Nardi, a secretária-geral do ministério da Defesa, Eva Maria Chiavon, o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, entre outras autoridades militares e civis.

Sobre o Amazônia SAR

O Amazônia SAR começou a ser implantado em outubro de 2013 utilizando imagens de radar aerotransportado na aeronave R-99 da Força Aérea Brasileira (FAB). Contudo, o alto custo financeiro para um monitoramento sistemático, além da resposta temporal, dificultou a continuidade do projeto.

Dessa forma, a previsão é de que em outubro desse ano, o mapeamento já seja realizado com recursos do BNDES. O Censipam comprará as imagens de radar para fazer o trabalho. Enquanto isso, o Centro providencia a construção e a aquisição de uma antena para receber e gravar as imagens de radar orbital.

Com a antena, o órgão passa a adquirir o sinal de satélite, baixando as imagens em tempo real (a cena é captada na medida em que o radar está varrendo o local), propiciando mais rapidez.

A antena, que terá de 11 a 15 metros de diâmetro, será instalada no entorno de Brasília, no Distrito Federal (Gama, Colorado, Santa Maria ou Formosa), em área militar. A maior parte dos recursos do BNDES será revertida para a compra do equipamento, previsto para começar a funcionar em 2018, e de fundamental importância para realizar um monitoramento sistemático.

A necessidade de um projeto para a vigilância da Amazônia nesses meses de clima adverso (com muitas nuvens) com radar orbital surgiu durante as reuniões do Grupo de Gestão Integrada para a Proteção do Meio Ambiente (GGI-MA), que reúne diversos órgãos governamentais.

A partir daí, o projeto começou a ser construído em parceria com o Ibama e o Inpe. Após os quatro anos iniciais previstos para implantação, em 2019, o Censipam assumirá o custo de telemetria (sinal de satélite) e manutenção.

Como funciona
O radar de abertura sintética SAR (sigla em inglês para Synthetic Aperture Radar) funciona com pulsos de ondas eletromagnéticas, que independem da luz e são capazes de ultrapassar barreiras físicas como as nuvens. Por isso, é mais indicado para o período de excesso de nuvens na Amazônia.

Para criar uma imagem do SAR, pulsos sucessivos de ondas de rádio são transmitidos para “iluminar” a cena alvo e o eco de cada pulso é recebido e gravado.

Nos dois primeiros anos, no período de outubro a abril, as imagens de cerca de 950 mil quilômetros quadrados mensalmente serão baixadas por Protocolo de Transferência de Arquivos (FTP), numa resolução de 18 a 22 metros, possibilitando a identificação dos ilícitos. Depois de analisadas pelo Censipam, as imagens vão ser repassadas ao Ibama, que subsidiará e montará as ações de fiscalizações. Essas informações também serão enviadas ao Inpe para compor os dados do desmatamento da região amazônica.

Sobre o Censipam

Criado em 2002, o Censipam, órgão do Ministério da Defesa, é responsável pela produção de informações, dados e conhecimento atualizados sobre a Amazônia Legal, contribuindo para as políticas públicas de proteção e desenvolvimento sustentável da região.

Com larga experiência e tradição em análises de imagens de radar, trabalha desde a sua criação com imagens de sensor de radar, acoplado nos aviões R-99 da FAB.

Anualmente, fiscaliza o desmatamento em áreas de proteção por meio do Programa de Monitoramento de Áreas Especiais (ProaE), participa de ações de combate aos ilícitos e atua com os diversos órgãos parceiros produzindo informações sobre as atividades ilícitas na Amazônia.

Sobre o Fundo Amazônia


Instituído em 2008, por meio do Decreto 6.527, o Fundo Amazônia capta doações para investimentos não-reembolsáveis em ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, e de promoção da conservação e do uso sustentável das florestas no bioma Amazônia.

O Fundo pode utilizar até 20% dos seus recursos para apoiar o desenvolvimento de sistemas de monitoramento e controle do desmatamento em outros biomas brasileiros e em outros países tropicais. É gerido pelo BNDES e recebe recursos do governo da Noruega, da República Federal da Alemanha e da Petrobras.

Fonte: Ministério da Defesa.
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quinta-feira, 30 de abril de 2015

XVII SBSR: CBERS, Amazônia-1 e Fundo Amazônia

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O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgou dois press releases destacando sua atuação e projetos em sensoriamento remoto durante o XVII Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto (SBSR), que se encerrou ontem (29) em João Pessoa, Paraíba. Veja os principais trechos abaixo, com edição do blog.

Diretor ressalta sucesso do CBERS, aplicações de satélites e participação internacional no SBSR

Leonel Perondi, diretor do INPE, ressaltou a ampla participação de especialistas do mundo todo durante a solenidade de abertura do XVII Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto (SBSR), na noite de domingo (26/4).

Em seu discurso de abertura, o diretor destacou o sucesso brasileiro no desenvolvimento de satélites de sensoriamento remoto e de suas aplicações. “O satélite CBERS-4 (realizado em parceria com a China) foi lançado com pleno êxito em dezembro e opera conforme as especificações. Imagens dos quatro sensores são disponibilizadas em operação rotineira pelo lado chinês desde a segunda quinzena deste mês e pelo lado brasileiro a partir de junho”, disse Perondi.

O Programa CBERS representa um grande avanço na capacitação da indústria nacional. “Além dos subsistemas completos de suprimento de energia e estrutura, foram projetados e fabricados no país os sensores MUX, com quatro bandas espectrais e 20 m de resolução, e WFI, com quatro bandas espectrais e resolução de 64 m. Com a operação em órbita destes sensores, o Brasil passa a integrar um seleto grupo de países com a capacidade de projetar e fabricar sensores para imageamento do planeta”, disse Perondi.

O diretor citou ainda o primeiro satélite desenvolvido a partir do projeto totalmente brasileiro Plataforma Multi-Missão (PMM), o Amazônia-1, que se encontra na fase de integração e tem lançamento previsto para 2017.


Fundo Amazônia vai aprimorar estudos e projetos do INPE

O INPE está aperfeiçoando seus sistemas que monitoram desmatamentos, degradação florestal e queimadas com recursos do projeto Monitoramento Ambiental por Satélites no Bioma Amazônia, financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) por meio do Fundo Amazônia.

"Após os três anos e meio previstos para a vigência deste projeto, os programas do INPE relacionados ao bioma Amazônia terão sido amplamente incrementados, proporcionando ao país, particularmente ao Ministério do Meio Ambiente, ferramentas ainda mais eficientes e eficazes para o monitoramento ambiental da Amazônia”, declarou Leonel Perondi.

O contrato na ordem de R$ 70 milhões foi firmado com o BNDES no final de 2014 e permitirá melhorias na recepção e distribuição de imagens de sensoriamento remoto. O projeto prevê ainda o aperfeiçoamento de métodos de estimativa de biomassa e de emissões, entre outras ações para o mapeamento do uso e cobertura da terra na Amazônia e modelagem de mudanças ambientais.

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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Recursos do BNDES para monitoramento da Amazônia

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Contrato com o BNDES permitirá aprimorar o monitoramento por satélites da Amazônia

Quinta-feira, 30 de Outubro de 2014

O Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), financiará ações para ampliar e aprimorar o monitoramento ambiental por satélites realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

O contrato no valor de R$ 67 milhões foi firmado nesta terça-feira (29/10) pelo diretor da Área de Meio Ambiente do BNDES, Guilherme Lacerda, e pelos diretores do INPE, Leonel Perondi, e da Funcate, Luiz Carlos Miranda. Os  ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Clélio Campolina, e do Meio Ambiente (MMA), Izabella Teixeira, acompanharam a cerimônia de assinatura do contrato, em Brasília.

Os recursos estão relacionados ao projeto “Monitoramento Ambiental por Satélites no Bioma Amazônia” e permitirão avanços nos estudos sobre o mapeamento do uso e cobertura da terra na região e o aprimoramento do software utilizado nos sistemas para monitorar desmatamentos e degradação florestal, bem como melhorias na recepção e distribuição das imagens de sensoriamento remoto e dos métodos de estimativa de biomassa e de emissões, entre outras ações.

“Após os três anos e meio previstos para a vigência do presente projeto, os programas do INPE relacionados ao bioma Amazônia terão sido amplamente incrementados, proporcionando ao país, particularmente ao Ministério do Meio Ambiente, ferramentas ainda mais eficientes e eficazes para o monitoramento ambiental da Amazônia”, declarou o diretor do INPE, Leonel Perondi.

Durante a cerimônia, Perondi destacou o Programa Amazônia como um dos principais do INPE e apresentou seus resultados, como o PRODES, que produz as taxas anuais de desmatamento por corte raso na região, e o DETER, que serve de suporte para os órgãos fiscalizadores, o DEGRAD, entre outras atividades dedicadas à Amazônia realizadas pelo Instituto.

Confira aqui a íntegra do discurso do diretor.

Fonte: INPE
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terça-feira, 14 de outubro de 2014

Imagens SAR para monitoramento da Amazônia

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A partir de 2015, imagens de radar orbital reforçará combate ao desmatamento na região amazônica 

Brasília, 13/10/2014 - A partir do ano que vem, o trabalho de detecção de desmatamento na região Amazônica contará com um importante reforço: o uso de imagens feitas pelo radar de abertura sintética orbital. O sensor radar, acoplado a um satélite, é capaz de realizar um monitoramento mais rápido e preciso porque funciona com tecnologia ativa de micro-ondas, consegue enviar as informações de forma precisa durante o dia, a noite e também em condições climáticas adversas.

As imagens do radar orbital serão utilizadas principalmente no período de alta densidade de nuvens na Amazônia, entre os meses de outubro e março - quando a observação por imagens ópticas fica prejudicada.

“Essa tecnologia independe do estado do clima. Mesmo com fortes chuvas e alta densidade de nuvens, o radar orbital consegue enxergar qualquer fenômeno que ocorra no território”, explicou o diretor de produtos do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), Péricles Cardim, durante debate promovido pela Chefia de Operações Conjuntas (CHOC) do Ministério da Defesa na semana passada.

O projeto que viabilizará o uso de radar orbital é uma parceria entre o Censipam, o Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente) e o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), no âmbito do Gabinete Permanente de Gestão Integrada para Proteção do Meio Ambiente (GGI). Para isso, será contratada a telemetria de radar orbital a fornecedores internacionais, o que incluirá a instalação uma antena de recepção multisatelital para recebimento direto das imagens. O projeto terá um investimento inicial de aproximadamente R$ 71 milhões, que será feito no período de 2015 e 2018. Deste valor, 70% será financiado pelo BNDES, com recursos da conta do Fundo da Amazônia, gerenciada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Antes de o equipamento começar a ser utilizado, o Censipam complementará as informações geradas pelo Inpe realizando sobrevoos, feitos com a aeronave R-99 da FAB, em áreas criticas durante o período de chuvas e alta cobertura de nuvens deste ano.

“Em complementação ao trabalho já realizado pela Detecção do Desmatamento em Tempo Real (DETER) do Inpe, vamos produzir informações desse período de alta densidade de nuvens”, explica o diretor-geral do Censipam, Rogério Guedes.

As imagens geradas com o uso dessas aeronaves (plataforma embarcada) serão processadas e analisadas de forma integrada.  Depois, na segunda etapa do projeto, em 2015, começa o monitoramento por satélite comercial, com o radar de abertura sistemática.

“Isso é a evolução natural de uma discussão integrada de combate ao desmatamento. A gente faz um diagnostico conjunto, vai apontando aonde precisa melhorar, e essa é uma solução de melhoria a um trabalho que já vem sendo feito de forma muito bem sucedida que é o combate ao desmatamento no Brasil”, conclui o diretor do Censipam.

Fonte: Ministério da Defesa
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terça-feira, 26 de agosto de 2014

Política Industrial Espacial Brasileira: uma análise

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De uns tempos para cá, temos tratado no blog Panorama Espacial sobre a crise em que se encontra indústria espacial brasileira. Em reportagem  publicada no jornal Valor Econômico desta segunda (25), a jornalista Virgínia Silveira dá a tônica do momento, detalhando demissões e as reduções de pesquisas pela falta de carga de trabalho para o setor. Seu título, aliás, sintetiza muito bem: "Falta de projetos ameaça companhias".

Tratamos do assunto em alguns parágrafos a seguir.

Política industrial: da teoria à prática

A mais recente versão do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE 2012 - 2021), editada há dois anos, é farta nas citações e disposições sobre a importância do setor industrial para o Programa Espacial. Cita como prioridade maior "impulsionar o avanço industrial", e lista como uma de suas diretrizes estratégicas a consolidação da "indústria espacial brasileira, aumentando sua competitividade e elevando sua capacidade de inovação, inclusive por meio do uso do poder de compra do Estado, e de parcerias com outros países."

Mesmo em pouco tempo, algumas de suas diretrizes foram inseminadas de forma relativamente bem sucedida. Foi o caso, por exemplo, do surgimento de uma prime-contractor para o segmento de satélites, lacuna ocupada pela Visiona Tecnologia Espacial, joint-venture da Embraer com a Telebras, viabilizada com a concretização do projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). Seus interesses, ressalte-se, vão além do SGDC, passando pelos projetos do PNAE e do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), do Ministério da Defesa.

Se de início havia dentro do governo alguma expectativa de que a Visiona atuasse de alguma forma num processo de reorganização da indústria espacial local, esta acabou não se materializando, ao menos não por ora. Diferentemente da estratégia seguida pela Embraer para o setor de defesa, não houve aquisições ou formação de parcerias com indústrias e mesmo grupos internacionais. Talvez, como o blog chegou a ouvir de pessoas bem familiarizadas com o assunto, pelas especificidades do setor, por sua diminuta dimensão e, é claro, pela falta de perspectivas claras e investimentos duradouros.

No caso do segmento de lançadores, a situação é ainda mais crítica. Depois de um certo burburinho e uma sequência de movimentações nos bastidores, com a Odebrecht sendo desenhada como a principal player industrial, tudo parou. Muitas indefinições, sendo as duas principais, as mesmas que afetam os satélites: falta de perspectivas claras e de investimentos.

O SGDC, a maior iniciativa na área nos anos recentes, foi apresentado como uma oportunidade que beneficiaria à indústria nacional, algo que espera-se que aconteça, mas não neste primeiro momento. Quanto à transferência tecnológica prevista no memorando de entendimentos firmado no final de 2013, que beneficiaria a indústria local, há a dependência de recursos orçamentários. O pacote em si é avaliado em cerca de 80 milhões de dólares.

Indústria nacional: diagnóstico, mea culpa, consolidação?

A indústria espacial nacional é formada quase que inteiramente por pouco mais de uma dezena de empresas, quase todas de pequeno porte. Várias delas têm o setor como seu único negócio, estando, portanto, completamente dependentes do poder de compra do governo.

Pelo mercado em que atuam, é inegável a importância do papel do Estado, pondo encomendas com regularidade e, assim, propiciando condições para a manutenção de todo uma cadeia produtiva (com os benefícios a ela atrelados). Mas, cabe a algumas das empresas uma mea culpa pela crise atual, por falharem em questões básicas, desde má gestão à não busca pela diversificação e criação de novos mercados (dado o caráter dual de muitas das tecnologias com que lidam e os spin-offs derivados). Em entrevista concedida ao blog em novembro de 2013, José Raimundo Braga Coelho, presidente da Agência Espacial Brasileira, já alertava sobre a necessidade da indústria buscar se diversificar, mencionando o exemplo da China.

Não analisando situações específicas, mas basta uma análise não muito profunda destas indústrias para se concluir que existe espaço para se obter eficiências. Em alguns campos específicos, com três ou quatro empresas com atuações similares, as oportunidades de consolidação por meio de fusões e aquisições parecem latentes.

Apesar das oportunidades, diferentemente do que acontece em mercados maduros, como os Estados Unidos e a Europa, o governo brasileiro não demonstra muito interesse em estimular ações de consolidação no campo espacial, optando por exercer sua política industrial quase que exclusivamente pelo poder de compra do Estado. O mais próximo que chegou disso foi patrocinar a criação da Visiona, um prime-contractor ao estilo brasileiro, de procurement, mas não industrial, e o lançamento de um fundo de investimento em participações para as áreas aeroespacial e de defesa (FIP Aeroespacial).

É curioso observar que uma política um pouco diferente (mas, nem por isso não sujeita à críticas) foi adotada para o mercado de defesa, com consolidações promovidas pela Embraer (Atech, Orbisat, AEL Sistemas) e Odebrecht (Mectron), que tiveram certo reflexo em espaço em razão de algumas destas empresas terem atividades na área.

O FIP Aeroespacial foi lançado em maio deste ano com patrimônio de pouco mais de R$ 130 milhões, numa iniciativa conjunta do BNDES com a FINEP, a Agência de Desenvolvimento Paulista (DESENVOLVE SP) e a Embraer. Seu objetivo, conforme divulgado na época, é "fortalecer a cadeia produtiva aeroespacial, aeronáutica, de defesa e segurança e promover a integração de sistemas relacionados a esses setores por meio de apoio às pequenas e médias empresas". Não há detalhes sobre as teses e estratégias pretendidas (se crescimento, diversificação, consolidação), mas é razoável de se imaginar que a equipe de gestão avalie oportunidades de consolidação.

Em reportagem num veículo especializado (revista "Participações" n.º 56, maio de 2014), a Portbank, gestora do FIP Aeroespacial, revelou que pretende fazer de oito a dez investimentos em empresas consideradas inovadoras, atuantes em segmentos como o de painéis solares, biometria, sistemas ópticos e de simulação e treinamento.
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domingo, 17 de agosto de 2014

Atualizações sobre o Inova Aerodefesa

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Programa Inova Aerodefesa fomenta o desenvolvimento do setor aeroespacial

Brasília, 15/08/2014 – Empresas dos setores aeroespacial e de defesa vão receber, já neste ano, importante incentivo para o desenvolvimento de projetos e produtos. Serão R$ 291 milhões não reembolsáveis que beneficiarão estudos, absorção de tecnologias, sistemas de vigilância e supervisão de bordo.

Trata-se do plano Inova Aerodefesa, que tem o objetivo de impulsionar a produtividade e competitividade do setor. O projeto é parte de um programa maior do governo federal chamado Inova Empresa, que prevê a articulação de órgãos, entre eles o Ministério da Defesa (MD), para dar apoio financeiro a projetos por meio de instituições de fomento.

A maior parte do investimento para 2014 é de recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que disponibilizará R$ 191 milhões em subvenção econômica para cooperação entre instituições de ciência e tecnologia e empresas. Os R$ 100 milhões restantes são provenientes do Fundo Tecnológico (Funtec) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Entre as instituições apoiadas pelo Inova Aerodefesa estão a Embraer, Avibras, Odebrecht e Imbel. Algumas delas conseguiram as duas linhas de financiamento: pela Finep e BNDES. As empresas aguardam a aprovação desses órgãos de fomento para terem acesso aos recursos e darem continuidade a projetos que também beneficiarão as Forças Armadas.

Estão previstas propostas sobre comunicações submarinas e sonar nacional; visão multiespectral para veículos blindados; radares; desenvolvimento de fibra de carbono; e bateria de uso militar.

Para acompanhar o desenvolvimento dessas tecnologias, os departamentos de ciência e tecnologia das Forças Armadas vão trabalhar em conjunto com as empresas contratadas. Além disso, as instituições beneficiadas precisarão enviar relatórios de prestações de contas para a Finep e o BNDES.

Incentivo financeiro

Além dos R$ 291 milhões não reembolsáveis previstos para 2014, outros R$ 8,4 bilhões poderão ser liberados em crédito reembolsável – que devem ser restituídos - para 64 empresas selecionadas, responsáveis por 315 projetos.

De acordo com o diretor do Departamento de Produtos de Defesa do MD, brigadeiro José Euclides Gonçalves, o programa Inova “sinaliza avanços em consonância com a política industrial e tecnológica do governo federal”. As empresas do setor, “de pequeno e médio porte”, segundo o diretor, “demandam urgentemente investimentos para que possam se tornar viáveis e competitivas”.

A Finep está em fase de conclusão das análises dos projetos para posterior aprovação. Os próximos passos preveem assinatura dos contratos e início dos convênios. A financiadora estabeleceu como meta o foco em empresas mais estruturadas, aumento no volume de contratações, aquisição de novos clientes e integração de instrumentos e políticas de governo.

Para o pesquisador Ronaldo Carmona, da Universidade de São Paulo (USP), “o Brasil deverá buscar um novo ciclo de industrialização, ancorado em setores intensivos de tecnologia, conhecimento e inovação. A área de defesa poderá ser um dos pilares centrais de uma etapa de reindustrialização”.

Sobre o programa

O programa Inova Aerodefesa foi instituído em maio de 2013, com a assinatura de protocolo de intenções entre os ministérios da Defesa; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; e o da Ciência, Tecnologia e Inovação. O programa tem vigência de cinco anos, podendo ser prorrogado por igual período. Até 2017, serão liberados, ao todo, R$ 2,9 bilhões.

A iniciativa é dividida em quatro linhas temáticas: aeroespacial, defesa, segurança e materiais especiais. Nesse contexto, podem ser beneficiados projetos acerca de plataformas espaciais, foguetes, sensores, sistemas de identificação biométrica, armas não letais, ligas metálicas, resinas, tubos e propelentes sólidos.

Fonte: Ministério da Defesa
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quarta-feira, 7 de maio de 2014

Fundo Aeroespacial é lançado

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BNDES, Desenvolve SP, FINEP e Embraer lançam fundo de investimento para o setor aeroespacial

Rio de Janeiro, 7 de maio de 2014 – O Fundo de Investimento em Participações (FIP) Aeroespacial, primeiro na América Latina voltado para o setor, está sendo lançado nesta quarta-feira (7), na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro.

Resultado de uma iniciativa conjunta do BNDES com a FINEP, a Agência de Desenvolvimento Paulista (DESENVOLVE SP) e a Embraer, o fundo foi criado com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva aeroespacial, aeronáutica, de defesa e segurança e promover a integração de sistemas relacionados a esses setores por meio de apoio às pequenas e médias empresas.

O patrimônio inicial do fundo será de R$ 131,3 milhões, assim distribuído pelos quotistas: BNDESPAR, Embraer e FINEP, cada um com R$ 40 milhões; Desenvolve-SP, com R$ 10 milhões e R$ 1,3 milhão aportados pela PORTBANK, gestora do fundo.

O FIP foi estruturado com elementos de Corporate Venturing, isto é, a partir do esforço corporativo de uma empresa estratégica do setor, no caso a Embraer, cujo objetivo é contribuir com a estruturação e o fortalecimento da cadeia produtiva relacionada às suas atividades nos setores aeronáutico, aeroespacial, de defesa e segurança e integração de sistemas. Além disso, o fundo cria um canal permanente que permite o contato mais próximo entre a empresa estratégica do setor e as iniciativas empreendedoras mais inovadoras destes setores e promove o investimento em setores estratégicos para o Brasil por meio do conceito de Corporate Venturing no País.

“É com muita satisfação que vemos esta iniciativa tornar-se realidade. O apoio a micro e pequenas empresas de base tecnológica, com o suporte de grandes companhias de setores correlatos, tem grande sintonia com o papel do BNDES. Esperamos e estamos trabalhando para que outras empresas sigam o caminho trilhado pela EMBRAER”, disse o presidente do BNDES, Luciano Coutinho.

“O capital de risco é uma ferramenta eficiente para financiar projetos. Principalmente porque cria um ambiente de investimento constante. O envolvimento de ícones setoriais é importante para reduzir riscos e motivar empresas e investidores individuais a destinar seus recursos a empresas de base tecnológica”, afirmou Glauco Arbix, Presidente da Finep, que tem como meta reproduzir a iniciativa para cadeias como a de óleo e gás, com a Petrobras, e tecnologia da informação, com alguma empresa importante do setor.

“Investir em pesquisa e em empresas inovadoras é a solução para garantirmos um crescimento sustentável da economia. Apostar na inovação está no DNA da Desenvolve SP”, diz Milton Luiz de Melo Santos, Diretor-Presidente da Desenvolve SP. Além do Fundo Inovação Paulista, lançado pela Desenvolve SP, e do Aeroespacial, a instituição mantém investimentos em outros três fundos de venture capital.

“A Embraer sempre incentivou o desenvolvimento de uma cadeia nacional para indústria aeronáutica e de defesa no Brasil, e tem especial interesse no segmento de alta tecnologia”, afirma Frederico Fleury Curado, Diretor-Presidente da Embraer.

O Fundo, tipicamente de capital empreendedor (venture capital), será destinado a empresas inovadoras de pequeno e médio porte (com faturamento bruto de até R$ 200 milhões/ano) em todo o território nacional.

A gestão do fundo fica a cargo da PORTBANK, que foi selecionada a partir de um edital de chamada pública conjunta realizada em setembro do ano passado. Com sede em São Paulo, a empresa possui profissionais experientes nos setores-alvo e acumula mais de 25 anos de experiência em operações de fusões e aquisições, totalizando mais de 40 operações em montante superior a R$ 20 bilhões. As empresas interessadas devem contatar os gestores do Fundo pelo site www.portbank.com.br

Sobre o BNDES

O BNDES é o principal instrumento para a realização de investimentos de longo prazo na economia brasileira, atuando tanto na concessão de crédito quanto no apoio a empresas por meio de participação acionária.

Sobre a FINEP

A Finep - Inovação e Pesquisa - é uma empresa pública vinculada ao MCTI, considerada a principal agência de fomento à inovação do País. O apoio da Finep abrange todas as etapas e dimensões do ciclo de desenvolvimento científico e tecnológico: pesquisa básica, pesquisa aplicada, melhoria e desenvolvimento de produtos, serviços e processos. A Finep apoia, ainda, a incubação de empresas de base tecnológica, a implantação de parques tecnológicos, a estruturação e consolidação dos processos de pesquisa e o desenvolvimento de mercados. A Finep opera seus programas por meio de apoio financeiro reembolsável e não reembolsável (que não precisa ser devolvido) e de investimento.

Sobre a Desenvolve SP

A Desenvolve SP – Agência de Desenvolvimento Paulista é a instituição financeira do Governo do Estado de São Paulo que tem como objetivo incentivar o crescimento das pequenas e médias empresas paulistas. Por meio do Programa São Paulo Inova, a Desenvolve SP financia empresas de base tecnológica com linhas de crédito com juros a partir de zero, fomentando o desenvolvimento de empresas inovadoras e promovendo o aumento da competitividade do setor produtivo paulista.

Fonte: Embraer
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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

FINEP: Plano Inova Telecom

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Em dezembro do ano passado, seguindo o exemplo do Inova Aerodefesa,  a FINEP, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e os Ministérios das Comunicações e da Saúde lançaram uma chamada pública do Plano Inova Telecom, que destinará nos próximos dois anos até R$1,5 bilhão para projetos na área de telecomunicações, inclusive iniciativas envolvendo comunicações via satélite.

O objetivo do programa, que faz parte do plano multiministerial Inova Empresa, lançado em março de 2013, "é apoiar Planos de Negócio que contemplem inovação nas empresas brasileiras do setor, incentivando seu adensamento e ampliando a competitividade". O edital inclui recursos da FINEP (R$ 920 milhões), do BNDES (R$ 500 milhões) e do Ministério da Saúde (R$ 80 milhões).

Uma das áreas temáticas a serem apoiadas pelo Inova Telecom é a de comunicações estratégicas, que compreende o desenvolvimento de soluções tecnológicas nos seguintes campos:

- Infraestrutura para processamento e armazenamento de dados no território nacional, visando garantir a segurança cibernética e a soberania do País;
- Desenvolvimento de appliances para segurança e controle do tráfego de dados em redes de computadores;
- Comunicações via satélite com foco em áreas remotas e aplicações críticas;
- Design e produção de componentes e semicondutores;
- Rádio definido por software;
- Redes de controle de missão crítica.

A depender dos planos de negócios submetidos para análise, o Inova Telecom pode funcionar como uma das fontes de recursos para iniciativas associadas ao projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).
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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Monitoramento por satélite da floresta amazônica

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BNDES e OTCA assinam contrato para monitoramento da floresta amazônica na América do Sul
   
03/10/2013

O diretor da Área de Meio Ambiente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Guilherme Lacerda, e o embaixador e secretário-geral da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), Robby Ramlakhama, assinaram nesta quinta-feira, 3, contrato de R$ 23 milhões para apoio ao projeto Monitoramento da Cobertura Florestal na Amazônia Regional. A operação inaugura o apoio do Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES, a projetos em outros países de floresta tropical.

A cerimônia contou com a participação da Ministra de Meio Ambiente, Izabella Teixeira, do Ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, e de embaixadores de Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela, países que compõem a OTCA (instituição responsável pela implementação do Tratado de Cooperação Amazônica).

O objetivo é contribuir para o desenvolvimento da capacidade de controle do desmatamento, das mudanças de uso da terra e do aproveitamento florestal nos países membros da OTCA, cujos territórios compreendem cerca de 99% do bioma Amazônia.

A OTCA opera como instrumento de cooperação, apoiando a execução de programas e projetos que promovam o desenvolvimento sustentável e a cooperação regional para a melhoria da qualidade de vida dos habitantes da Amazônia.

O projeto conta com apoio do Ministério de Relações Exteriores brasileiro (MRE), e o Ministério do Meio Ambiente (MMA) integra a estrutura de execução como Instituição Nacional Coordenadora, por meio do Departamento de Políticas para o Controle do Desmatamento. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) também participará do projeto, com treinamentos e suporte de tecnologia para o monitoramento da cobertura florestal.

Monitoramento em rede – Com prazo de 60 meses, o projeto apoiado pelo Fundo Amazônia busca promover o intercâmbio de conhecimento, a cooperação e a interconexão em rede dos países da OTCA. Atualmente, com exceção do Brasil, que conta com um dos sistemas de monitoramento ambiental por satélites mais desenvolvidos do mundo, há poucos dados oficiais disponíveis sobre a situação da cobertura florestal e o desmatamento nos demais países da OTCA.

O Fundo Amazônia apoiará iniciativas como a instalação e fortalecimento das salas de observação, infraestruturas operacionais montadas em cada um dos países membros para monitoramento da cobertura florestal amazônica, além da estruturação de salas de pesquisa e do acesso a tecnologias de monitoramento da cobertura florestal.

Também serão apoiados com recursos do Fundo a cooperação regional para o combate ao desmatamento ilegal e o intercâmbio de experiências relacionadas a instrumentos de políticas públicas para redução dos índices de desmatamento.

Histórico – Criado em agosto de 2008, o Fundo Amazônia é uma iniciativa do governo brasileiro cuja finalidade é captar doações para investimentos não reembolsáveis em ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, além de atividades de promoção da conservação e do uso sustentável das florestas do bioma amazônico. Desde então, o Fundo Amazônia já aprovou 42 projetos, que somam desembolsos de R$ 555 milhões.

Fonte: BNDES

Comentário do blog: no passado, chegou-se a discutir a possibilidade de utilizar recursos do Fundo Amazônia para financiar o projeto do satélite radar do INPE.
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domingo, 8 de setembro de 2013

Fundo de investimento para os setores aeroespacial e de defesa

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Na última sexta-feira (06), a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), anunciaram o lançamento de uma chamada pública convidando gestoras de investimentos para a gestão de um fundo de investimento em participações (FIP) focado nos setores aeronáutico, aeroespacial, defesa, segurança e integração de sistemas.

O FIP terá um capital comprometido mínimo de R$130 milhões, sendo que o BNDES, a FINEP e a Embraer investirão cada uma o valor de R$40 milhões, com os R$10 milhões restantes sendo aportados pela agência de fomento Desenvolve SP, ligada ao Governo do Estado de São Paulo. O patrimônio poderá ser maior, uma vez que a gestora selecionada será responsável por captar novos investidores (possivelmente, investidores institucionais como fundos de pensão e empresas atuantes nestas áreas).

Segundo a nota do BNDES, o FIP "será um fundo de venture capital, ou seja, que investirá em pequenas e médias empresas inovadoras, com faturamento bruto de até R$ 200 milhões anuais. O gestor que vier a ser contratado deverá concentrar esforços para que cerca de 15% do capital efetivamente investido seja destinado a empresas inovadoras com faturamento bruto de até R$ 3,6 milhões por ano." O fundo será "estruturado com elementos de corporate venturing, no qual a presença de uma empresa líder, no caso a Embraer, permite estruturar e fortalecer a cadeia produtiva relacionada às suas atividades."

Basicamente, a função do FIP é investir em empresas por meio da aquisição de parte de suas ações ou outros valores mobiliários, tornando-se um sócio. Além de contribuir com o capital, o FIP também pode ter participação efetiva na gestão da empresa, rentabilizando o seu investimento. O investimento feito pelo fundo tem prazo definido e, normalmente, é realizado por meio da venda das participações a investidores estratégicos ou mediante abertura de capital em bolsas de valores. Ao término do prazo de duração do fundo, a expectativa de seus investidores (no caso, FINEP, BNDES, Embraer e etc.) é que os recursos inicialmente investidos tenham se valorizado (em fundos de venture capital, não é raro os retornos superarem três ou quatro vezes o montante inicialmente investido).

Nos Estados Unidos e na Europa, o conceito de corporate venturing para os setores aeroespacial e de defesa não é novo. Grandes conglomerados industriais, como a europeia EADS (Airbus) e a Boeing têm iniciativas nesta área. De fato, nos últimos anos algumas iniciativas similares foram idealizadas no Brasil, mas não chegaram a ser materializadas.

A iniciativa do FIP se soma ao programa Inova Aerodefesa, anunciado em maio, e é mais uma forma de financiamento de projetos das áreas aeroespacial, de defesa e segurança desenvolvidos pela iniciativa privada. No caso do Inova Aerodefesa, os investimentos serão não reembolsáveis, por meio de mecanismos de subvenção econômica.

(Blog Panorama Espacial, com informações do BNDES e FINEP)
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quinta-feira, 18 de julho de 2013

Exclusivo: Projeto MMM, a proposta gaúcha no Inova Aerodefesa

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Na última semana, Tecnologia & Defesa / Blog Panorama Espacial esteve em Porto Alegre (RS), na sede da AEL Sistemas e se encontrou com Marcos Arend, Diretor de Tecnologia, para conhecer um pouco mais sobre a proposta de desenvolvimento do Microssatélite Militar Multimissão (MMM), apresentada pela companhia gaúcha em conjunto com outras empresas e universidades do Rio Grande do Sul, no âmbito do Programa Inova Aerodefesa, da Finep, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Ministério da Defesa e Agência Espacial Brasileira. Esta é também uma das primeiras iniciativas do Polo Tecnológico de Sistemas Espaciais do Rio Grande do Sul, criado no final de abril, e que conta com importante apoio do governo estadual local.

A proposta foi elaborada tendo em vista a chamada do Inova Aerodefesa para plataformas de pequeno porte, levando-se ainda em consideração o crescimento do uso de pequenos satélites para aplicações no setor de defesa, e a possibilidade do desenvolvimento de uma solução que não seja classificada como COTS (commercial off-the-shelf) para atender o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), do Ministério da Defesa, e a integração de capacitações espaciais disponíveis no Rio Grande do Sul, tanto de empresas como universidades. Além dos recursos do programa da Finep, o projeto deve demandar ainda investimentos adicionais das próprias empresas e de linhas de fomento do governo estadual. A proposta está em análise e a divulgação da primeira seleção deve acontecer no próximo dia 22.

Caso aprovado, o primeiro passo do MMM envolveria o desenvolvimento de uma pequena plataforma para colocação em órbita em 2015, muito provavelmente no primeiro voo do lançador Cyclone 4, decolando do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. Esta primeira missão, denominada MMM-1, teria cerca de 20 kg de massa e contaria com desenvolvimentos da AEL Sistemas em matéria de sistemas de suprimento de energia - hoje uma de suas especialidades no campo espacial, plataforma e sistemas de controle. À Digicon, com sede em Gravataí (RS), caberia o fornecimento da parte estrutural e integração dos painéis solares, além de todo o mecanismo de deployment das antenas, representando o seu retorno ao setor espacial, uma vez que nas décadas de oitenta e noventa participou dos projetos dos satélites SCD e da primeira geração do CBERS. A companhia ucraniana Yuzhnoye, com planos de em breve se instalar no Brasil, contribuiria com consultoria e suporte educacional. Note-se que, muito embora a AEL Sistemas seja controlada pelo grupo israelense Elbit Systems, sua capacitação em tecnologia espacial é local, independente da controladora.

Três universidades também integram o projeto: a UFRGS, que deve contribuir com sua capacitação em análise de radiação para componentes eletrônicos; a PUCRS, que tem grande expertise em radiofrequência, comunicações e transpônderes digitais; e a UNISINOS, participando com suas habilidades em microeletrônica, em particular, conhecimentos da tecnologia MEMS (Micro-Electro-Mechanical Systems), que seriam aplicados no desenvolvimento de um propulsor elétrico. A UNISINOS, aliás, tem colaborado com institutos da Coréia do Sul e da Suíça em pesquisas e projetos desta tecnologia.

O MMM-1 disporia de uma plataforma básica, com controle de atitude passivo, sem controle de órbita, destinado a operar a uma altitude de 700 km. Ainda não há definição sobre qual seria a sua carga útil, e a decisão ficaria sob a responsabilidade do Ministério da Defesa. Mas, dentre as alternativas possíveis, estaria um dispositivo SIGINT (sigla em inglês para inteligência de sinais), o que permitiria, inclusive, a criação de uma doutrina no emprego desta capacidade pelas Forças Armadas brasileiras.

Passo seguinte do projeto MMM seria dado com um segundo modelo, o MMM-2, com massa total próxima de 30 kg, não classificado como COTS. Este modelo já contaria com controle de atitude, sendo que o próximo modelo, o MMM-3 com propulsão elétrica baseada na tecnologia MEMS.

A AEL Sistemas no setor espacial

A AEL Sistemas possui 20 anos de experiência no campo espacial, tendo desenvolvido e produzido diversos equipamentos eletrônicos para satélites brasileiros, em particular, sistemas de suprimento de energia. A empresa também participa do Projeto SIA - Sistemas Inerciais para Aplicação Aeroespacial, no desenvolvimento, produção e testes do computador de bordo (OBC).

Mais informações e detalhes sobre o MMM, o Polo Espacial do RS e a indústria espacial no sul do país estarão em reportagem espacial na edição de setembro de Tecnologia & Defesa.
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sábado, 4 de junho de 2011

Sisfron: "A Andrade Gutierrez está atenta aos satélites"

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Uma reportagem do jornal "O Globo" de 4 de junho tem uma reportagem, intitulada "Forças Armadas: modernização custa R$38 bi", sobre os planos do Exército Brasileiro e o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), projeto que o blog Panorama Espacial frequentemente tem destacado e analisado.


A reportagem foi elaborada com base em entrevista com o comandante do Exército, general Enzo Martins Peri. Em dado trecho, o general fala sobre o interesse das indústrias nacionais na iniciativa, com destaque para a menção do grupo Andrade Gutierrez, interessada em satélites: "Já há grandes empresas trabalhando para o que será o Sisfron. A Embraer, por exemplo, criou uma nova unidade, a Embraer Defesa. A Odebrecht também já tem uma unidade voltada para defesa. A Andrade Gutierrez está atenta aos satélites. A Camargo Correa também se movimenta, enfim, há muitas empresas, grandes e pequenas, interessadas no Sisfron."


Nos bastidores, já há algum tempo circulam informações sobre o interesse do grupo Andrade Gutierrez em tecnologia de satélites, destacadamente sistemas de comunicações. Dois pontos merecem ser enfatizados.


O primeiro: a Andrade Gutierrez é uma das acionistas controladoras da Oi, uma das maiores empresas provedoras de serviços de comunicações do Brasil. A aquisição (pela Oi) da Brasil Telecom contou com expressiva participação do governo federal, por meio de capitalização do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e de acordo com o que foi largamente noticiado à época, inclusive costura política feita pelo Palácio do Planalto. Para a conclusão da compra, o governo federal impôs algumas obrigações e condicionantes, e um deles "foi olhar de uma maneira mais ampla um sistema de satélites brasileiro" (declaração dada por Luiz Perrone, diretor de assuntos internacionais da Oi, em setembro de 2009, e anotada pelo blog). O pedido foi cumprido e as conclusões da empresa foram enviados ao governo (sobre esse assunto, recomendamos a leitura da postagem "Panorama sobre o SGB", de outubro de 2009. Embora não esteja completamente atualizada, a postagem tem elementos importantes para se entender o SGB). Em serviços de comunicações via satélite, a Oi atua por meio da Hispamar, sociedade com a empresa espanhola Hispasat.


O segundo ponto: a Andrade Gutierrez, segundo confirmado com várias fontes, já teria conversado com vários fabricantes estrangeiros de satélites visando a oportunidades locais, e já teria escolhido o seu parceiro.


O blog continuará acompanhando os movimentos empresariais relacionados, direta ou indiretamente, ao setor espacial brasileiro.
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sexta-feira, 21 de maio de 2010

MAPSAR, RALCam-3 e câmera MUX

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Alguns leitores eventualmente questionam o blog sobre informações sobre os avanços em alguns projetos do Programa Espacial Brasileiro. Entramos em contato com a assessoria de imprensa do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), para ter respostas a algumas destas questões, específicas sobre o financiamento do MAPSAR, a câmera inglesa RALCam-3, e o desenvolvimento do sensor MUX, do CBERS 3/4.

Sobre os recursos para financiamento do satélite-radar MAPSAR, no final de 2009, o INPE propôs ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), um projeto de um satélite SAR (Synthetic Aperture Radar) nacional, com tecnologia de antena em rede planar. A proposta foi, inicialmente, dirigida aos Fundos Amazônia e FUNTEC, ambos do BNDES, e ainda está sob análise. Há, no entanto, dificuldades técnicas e administrativas para sua aprovação, em função do montante necessário, aproximadamente US$ 200 milhões, excluindo-se o lançamento, e das alternativas institucionais para viabilizá-lo.

A câmera inglesa RALCam-3, que embarcaria como carga útil secundária no satélite de observação Amazônia 1, não irá mais integrar a missão, em razão de dificuldades com o fornecimento da eletrônica de bordo (DHU - Data Handling Unit) da câmera inglesa. Em janeiro de 2010, o blog já havia noticiado que a câmera estava em risco ("Amazônia-1: RALCam 3 em risco").

Quanto ao desenvolvimento da câmera MUX, novo sensor ótico que integrará os satélites CBERS 3 e 4, o INPE informa que as atividades seguem em andamento normal, sendo que, atualmente, a câmera está em fase de qualificação.

O blog agradece a Marjorie Xavier, da assessoria de imprensa do INPE, pela atenção dada no levantamento dessas informações.
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segunda-feira, 22 de março de 2010

Chat da Câmara sobre o Programa Espacial

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Relator critica falta de recursos para ampliar o programa espacial

22/03/2010 18:20

O relator do Conselho de Altos Estudos para o Programa Espacial Brasileiro, deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), e os participantes do chat realizado pelo e-democracia, rede social da Câmara dos Deputados, concluíram nesta segunda-feira que, para a reestruturação e efetividade do programa, é preciso que a sociedade brasileira tenha consciência de sua importância.

Durante os debates, foram apontadas as deficiências de orçamento, material humano e importância política e também a lentidão com que avançam os projetos na área aeroespecial. Todas as sugestões e questões levantadas servirão para subsidiar o estudo que está sendo realizado pelo conselho sobre o tema.

De acordo com o parlamentar, o relatório será propositivo no sentido de construir mecanismos inovadores e eficientes para dar uma injeção de recursos no programa espacial. “Os fundos setoriais destinaram pouquíssimos recursos para a política espacial, e o maior banco de desenvolvimento do País, o BNDES, tem programas para financiar da TV Digital à produção cinematográfica, porém, passa ao largo das demandas do setor espacial”, disse.

Modelo 'esquizofrênico'

Rollemberg explicou que o estudo analisa os aspectos institucionais, orçamentários, econômicos, ambientais, de formação de recursos humanos, de segurança nacional, além de contar com artigos de autoridades sobre o tema. Ele afirmou que o processo de debates para sua elaboração já conseguiu recolocar o tema na agenda política do País, e se pensa, inclusive, em levar a Agência Espacial Brasileira (AEB) para o núcleo estratégico do governo.

O deputado afirmou que a pesquisa espacial no Brasil está esvaziada de sua alma, relegada a uma política de segunda grandeza, feita nos gabinetes burocráticos e com base em ritos e normas limitantes. Rollemberg disse que há problemas de coordenação política, que é pulverizada; no planejamento e gestão dos projetos, que não recebem recursos nem os instrumentos necessários à sua execução; na gestão de pessoas, que não são valorizadas à altura de seu conhecimento; no modelo organizacional, que é um tanto "esquizofrênico".

Política espacial

Ele deu como exemplo a Agência Espacial Brasileira, vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, praticamente no mesmo nível dos órgãos que deve coordenar, como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e bem distante do Centro Técnico Aeroespacial (CTA), que está subordinado à área militar.

Ele destacou que a AEB deve ter uma visão geral do programa, fazer o controle e o planejamento, ter projetos de longo prazo e coordenar os vários órgãos executores da política espacial. No entanto, afirmou, parece que hoje a AEB apenas repassa recursos com destinação já definida. Rollemberg lembrou, porém, que, com apenas 80 técnicos, todos requisitados, não se pode ir muito longe.

Desconhecido da população

O parlamentar concordou com participantes que vêem a política espacial descolada da vida nacional. Ele afirmou que a população precisa conhecer todas as aplicações do Política Espacial, como controle do desmatamento, mudanças climáticas, a previsão de safras, telecomunicações, telemedicina, GPS etc. O deputado destacou que é preciso fazer com que o Congresso e o Executivo percebam que o Programa Espacial deve ser tratado como política de Estado, e não como política de governo.

Em resposta a um profissional do Jornal da Ciência, o deputado afirmou que projetos como o Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS) ou o Veículo Lançador de Satélites (VLSI) que, apesar de terem mais de 20 anos, ainda não foram concluídos, são projetos estruturantes do Programa Espacial Brasileiro.

Ele citou que o CBERS permite que o Brasil tenha se projetado no mundo como um dos maiores distribuidores de imagens de sensoriamento remoto. O deputado afirmou que o projeto é um bom exemplo de uma parceria bem sucedida, com a China, mas que ainda não logrou resultados.

“Não conseguimos adquirir tecnologia, em anos de parceria, para desenvolver um satélite desse porte sozinho”, lamentou. O deputado se mostrou contrário ao abandono do projeto do VLSI. “No estudo, vamos apontar sua importância porque os lançadores são a parte mais delicada de qualquer programa espacial, por se tratar de uma tecnologia dual”, disse.

Fonte: Agência Câmara (Reportagem - Vania Alves / Edição - Newton Araújo)

Comentário: o blog disponibilizará em breve o conteúdo, na íntegra, do bate-papo.
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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Novos problemas para a ACS

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A empresa binacional Alcântara Cyclone Space (ACS), já experiente na resolução de vários imbróglios (questões orçamentárias, quilombolas, dentre outros) começa a enfrentar novos problemas para a implementação do complexo espacial do foguete ucraniano Cyclone 4 no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão.

No início de dezembro, durante visita oficial do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Ucrânia, chegou a ser anunciado que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiaria parte dos investimentos dos parceiros ucranianos (as empresas estatais Yuzhnoye e Yuzhmash) na ACS (leiam a postagem “Visita de Lula à Ucrânia: ACS”). Politicamente, essa é a intenção, mas o blog apurou que existem limitações legais para a materialização do financiamento. Inclusive, pessoas que acompanham o tema afirmam ser pouco provável que se encontre uma solução para a liberação dos recursos do BNDES. Existem alternativas sendo consideradas, mas a maioria delas alteraria significativamente os termos do tratado binacional sobre o binômio Alcântara/Cyclone 4 assinado em outubro de 2003. Acredita-se que a busca de uma solução para este problema será uma das prioridades dos dirigentes da ACS e do Programa Espacial Brasileiro ao menos nos primeiros meses de 2010.

Outra notícia negativa para a ACS veio na semana passada, quando deveria ter sido realizada uma audiência pública no município de Alcântara para a discussão do Estudo de Impactos Ambientais (EIA/RIMA) relacionado à implantação do complexo de lançamento. A audiência foi cancelada pela Justiça Federal, atendendo a um pedido do Ministério Público Federal (leiam a notícia aqui), em razão do horário da reunião (18h30), “tido como inviável e perigoso para o deslocamento das pessoas interessadas”.

Com os problemas de capitalização da binacional e o atraso nas licenças ambientais, o objetivo de se lançar o primeiro Cyclone 4 até o final de 2010 torna-se ainda mais remoto. Tanto que, privadamente, já se reconhece que o primeiro voo não ocorrerá durante o governo Lula.

Foguete ainda não existe fisicamente

De acordo com uma fonte familiar ao projeto ucraniano-brasileiro consultada pelo blog, o foguete Cyclone 4 já está com quase todo o seu desenvolvimento concluído, restando ainda apenas algumas partes. O lançador, porém, ainda não existe fisicamente, o que só corrobora as remotas chances de vir a voar em 2010.
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

COP-15 e o setor espacial

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O setor espacial (além do meio-ambiente e do planeta como um todo, evidentemente!) deve ser uma dos grandes beneficiados com a decisões e objetivos buscados na Cúpula das Nações Unidas sobre Mudança Climáticas (COP-15), realizada este mês em Copenhague, na Dinamarca.

A edição de dezembro da revista Space Intelligence News, editada pela Ascend Worldwide, traz uma pequena nota ("Despite 'Climategate' scandal space industry is set to be a winner in global warming research") sustentando, num enfoque mais industrial, esta afirmação que, aliás, é também embasada por algumas notícias vindas de Copenhague.

Dada a crescente preocupação mundial com o aquecimento do Globo, projetos de satélites científicos e meteorológicos para estudos e medições sobre os impactos e consequências do aquecimento global tendem a ganhar ainda mais importância. Satélites de observação terrestre para a medição do desmatamento, desertificação e derretimento de geleiras também são citados por especialistas e autoridades como instrumentos essenciais para o combate ao aquecimento.

As preocupações com o meio-ambiente já há algum tempo têm se mostrado um forte apelo para justificar (e angariar recursos) para projetos de satélites de sensoriamento remoto, inclusive no Brasil. Na visão de muitos analistas, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) acertou ao optar por orientar suas principais ações a temas ambientais, embora definições e recursos para alguns projetos essenciais, como o de um satélite-radar, ainda não tenham sido alcançados.

Já há algum tempo, existe a expectativa de que o satélite Amazônia-1, baseado na Plataforma Multimissão (PMM) tenha o seu cronograma acelerado com o recebimento de recursos oriundos do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), questão que parece ter saído da mídia. Talvez, com tudo o que se discutiu no COP-15, alguns projetos e necessidades nacionais recebam mais um importante impulso, não apenas político, mas principalmente financeiro.

Paralelamente às questões internas, o governo brasileiro busca ampliar junto à comunidade internacional o seu papel de colaborador nos esforços de redução do desmatamento. Há pouco mais de uma semana, o INPE assinou com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) um acordo para repasse de tecnologia e experiência brasileiras no monitoramento por satélite do desmatamento (saibam mais na matéria "Inpe vai repassar tecnologia brasileira de monitoramento por satélite do desmatamento", da Agência Brasil), iniciativa certamente louvável. Ao mesmo tempo em que realiza estes atos de política externa, é fundamental que o governo não se esqueça de que existem deficiências internas nos sistemas de monitoramento disponíveis que de algum modo precisam ser supridas.
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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Visita de Lula à Ucrânia: ACS

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Como já era esperado, um dos destaques da visita do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Ucrânia esta semana foi o anúncio de que o governo brasileiro, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) irá financiar parte do investimento ucraniano na Alcântara Cyclone Space. No início deste ano, o blog já havia informado sobre estas negociações ("ACS: aumento do capital social"), à medida em que as visitas de dirigentes da ACS à sede do BNDES, no Rio de Janeiro, ocorriam.

O financiamento brasileiro foi a solução encontrada para dar continuidade ao projeto, dada à dificuldade dos parceiros ucranianos em integralizar o capital subscrito na joint-venture binacional, o que gerou, aliás, muitos momentos de tensão em Brasília. O programa espacial ucraniano não tem recebido muitos investimentos, e alguns projetos que contam com envolvimento de empresas do país europeu enfrentam problemas. É o caso, por exemplo, do consórcio de lançamentos espaciais Sea Launch, que pediu proteção judicial nos EUA (Chapter 11, uma espécie de recuperação judicial), e que tem como sócias as duas empresas ucranianas, estatais que também participam da ACS - Yuzhnoye e Yuzhmash. A norte-americana Boeing, uma das outras sócias, ameaçou inclusive abrir processo arbitral contra os parceiros ucranianos por não se responsabilizarem por parte da dívida do Sea Launch.

Abaixo, links para duas notícias de hoje sobre a visita de Lula à Ucrânia:



Na Declaração Conjunta do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e do Presidente da Ucrânia, Victor Yushchenko, emitida em razão da viagem, a parceria espacial é mencionada em vários parágrafos. Destacamos abaixo os dois principais:

"13. O Presidente da República Federativa do Brasil e o Presidente da Ucrânia congratularam-se pela intensificação das relações bilaterais em diferentes áreas. No que diz respeito à área espacial, reafirmaram o compromisso com a parceria em curso para o lançamento do veículo Cyclone-4, pela empresa binacional "Alcântara Cyclone Space", a partir do Centro de Lançamento de Alcântara, no Estado do Maranhão, empreendimento considerado de importância estratégica para os dois países.

14. Os dois mandatários manifestaram seu apoio ao desenvolvimento conjunto de novas tecnologias e projetos na área espacial e tomaram nota, com interesse, da proposta brasileira de Protocolo sobre cooperação espacial de longo prazo e da proposta ucraniana de Memorando de Entendimento sobre Cooperação no Desenvolvimento do Sistema de Lançamento Espacial Cyclone-4 no Centro de Lançamento de Alcântara."
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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Relatório sobre setores Aeroespacial & Defesa

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No web-site do Projeto PIB - Perspectivas do Investimento no Brasil, foi recentemente disponibilizado um documento setorial sobre os setores Aeroespacial & Defesa, elaborado pelo pesquisador Marcos José Barbieri Ferreira, da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

O documento, que cita em sua bibliografia matérias da revista Tecnologia & Defesa e conteúdo deste blog, apresenta em quatro capítulos e 74 páginas a dinâmica global dos investimentos na indústria aeroespacial, um perfil da indústria setorial brasileira, perspectivas e proposições. Para acessá-lo na íntegra, cliquem aqui.

O Projeto PIB é realizado em consórcio por duas das maiores universidades do País, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a UNICAMP, com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os objetivos desse projeto, segundo o seu web-site, são analisar as perspectivas de investimento na economia brasileira em médio e longo prazo, avaliar as oportunidades e ameaças à expansão das atividades produtivas no País, e sugerir estratégias, diretrizes e instrumentos de política industrial que possam auxiliar o desenvolvimento produtivo nacional.
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