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segunda-feira, 22 de junho de 2015

Missão SAC-D/Aquarius chega ao fim

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A missão do satélite argentino SAC-D/Aquarius, lançada em junho de 2011, foi encerrada, informou a agência espacial norte-americana (NASA) na última semana. A previsão era que o satélite, construído pela estatal INVAP, operasse por mais um ano, mas falhas nos sistemas de energia e controle de atitude em 8 de junho abreviaram a sua vida útil.

Avaliada em cerca de 400 milhões de dólares, a missão envolveu uma significativa cooperação com os Estados Unidos, que forneceram sua principal carga útil (um sensor em banda L para a medição de salinidade de oceanos), além do lançamento a bordo de um foguete Delta II.

Segundo informações da NASA, os dados obtidos pelo Aquarius estão ajudando cientistas a aprimorar suas previsões para o fenômeno "El Nino" e no monitoramento do impacto da salinidade oceânica decorrente da evaporação de água na foz de grandes rios.

Além dos EUA, outros países também colaboraram com o programa, como o Canadá, França e Itália, que também tiveram sensores a bordo. O Brasil, por meio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), participou dos ensaios finais do satélite, realizados no Laboratório de Integração e Testes (LIT), em São José dos Campos (SP).
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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Satélites de observação na América do Sul

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Satélites de Observação Terrestre na América do Sul - Um panorama

André M. Mileski

Nos últimos anos, o número de países que passaram a deter meios autônomos de observação terrestre a partir do espaço cresceu consideravelmente. Na América do Sul, não tem sido diferente, com aqueles que já têm tradição em atividades espaciais, como Brasil e Argentina, lançando novas missões, o Chile e a Venezuela se juntando ao clube, e outros como Colômbia, Peru e Bolívia prestes a integrá-lo.

Argentina

O programa argentino de satélites de observação é hoje um dos mais avançados da América do Sul, ao lado do brasileiro, abrangendo missões tanto óticas como radar, geralmente implementadas em parceria internacional. Seu primeiro sistema de sensoriamento remoto foi o SAC-C, lançado em 21 de novembro de 2000, e que contava com dois sensores óticos com resoluções nas faixas de 35 a 350 metros, destinados a produzir imagens multiespectrais para estudos da Terra, além de sensores científicos específicos. A missão foi realizada em cooperação com a agência espacial norte-americana (NASA), e institutos de pesquisas da Europa e o Brasil, que executou os testes finais do artefato no Laboratório de Integração e Testes (LIT), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP).

Passo seguinte foi dado com o SAC-D/Aquarius, desenvolvido em regime de cooperação internacional, com participação de institutos dos Estados Unidos, França, Itália, Canadá e Brasil, e colocado em órbita em 10 de junho de 2011. Muito embora tenha caráter mais científico (o sensor Aquarius, fornecido pela NASA, é um radiômetro em banda L para medição da salinidade dos oceanos), o satélite também foi equipado com uma câmera de alta sensibilidade (visualização de iluminação urbana, embarcações, tormentas elétricas, cobertura de neves), com 200/300 metros de resolução, e um sensor infravermelho (imageamento de incêndios e atividades vulcânicas), com resolução de 350 metros.

Atualmente, a Argentina é o único país sul-americano a desenvolver de fato uma constelação de satélites com tecnologia de radar de abertura sintética (SAR, sigla em inglês), capaz de imagear a superfície terrestre independente de luz e cobertura de nuvens, no âmbito do projeto SAOCOM. O projeto, que integra o Plano Espacial Nacional e é tocado pela Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), prevê a construção de duas constelações, a SAOCOM 1 e SAOCOM 2, cada uma sendo composta por dois satélites. Os artefatos da primeira constelação estão em desenvolvimento e devem ser lançados a partir do ano que vem, tendo vida útil estimada em cinco anos. Contarão com um sensor radar operando em banda L, com resolução espacial entre 10 e 100 metros e cobertura de 35 a 350 km, com diferentes ângulos de observação. Quando em operação, o SAOCOM integrará o Sistema Ítalo-Argentino de Satélites para a Gestão de Emergências (SIASGE), considerado único no mundo, que envolverá a integração dos engenhos argentinos com a constelação italiana COSMO-SkyMed.

Outro plano é o do Satélite Argentino-Brasileiro de Informações Ambientais Marítimas - SABIA-Mar (designado localmente como SAC-E), discutido desde o final de 1998 com o vizinho, mas que apenas recentemente recebeu um novo impulso para a sua viabilização.

Brasil

O Brasil foi o sul-americano pioneiro na exploração espacial, inclusive em sensoriamento remoto a partir do espaço. Em abril de 1973, o País se tornou o terceiro no mundo – depois dos Estados Unidos e do Canadá – a dispor de uma estação terrena de imagens de satélite, no caso, o norte-americano ERTS-1 (que originou a família Landsat), instalada em Cuiabá (MT) e operada pelo INPE.

A busca pelo desenvolvimento de alguma autonomia em imageamento a partir do espaço veio com a Missão Espacial Completa Brasileira (MECB), lançada no final da década de 1970, objetivando capacitações nos segmentos de lançadores (programa VLS), satélites e infraestrutura terrestre (laboratórios e centros de lançamentos). A MECB previu o desenvolvimento e construção de dois satélites de sensoriamento, começando-se pelo SSR-1, que mais tarde veio a ser conhecido pelo nome Amazônia-1.

O Amazônia-1 ainda não teve seu projeto concluído, o que é aguardado para os próximos anos, em 2015. Baseado na Plataforma Multimissão (PMM), desenvolvida pelo INPE em conjunto com a indústria nacional, será equipado com uma câmera de 40 metros de resolução e faixa de cobertura de 750 quilômetros, que produzirá imagens da Terra para aplicações no agronegócio, meio-ambiente, monitoramento de recursos naturais e em outros fins. Após o lançamento do Amazônia-1, espera-se que outros dois modelos sejam colocados em órbita, o Amazônia-1B, em 2017, e o Amazônia-2, em 2019.

Quase dez anos após a MECB, os governos do Brasil e da China assinaram um acordo de cooperação tecnológica visando ao desenvolvimento de dois avançados satélites de sensoriamento remoto, dentro do programa CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite), que desde então tem contribuído significativamente para a capacidade nacional em obter, processar e interpretar imagens geradas a partir do espaço.

O acordo, assinado em 1988, contemplava o desenvolvimento e construção de dois satélites idênticos de sensoriamento remoto equipados com sensores óticos. Nos dois primeiros satélites, as responsabilidades não foram divididas igualitariamente: à China, caberia o desenvolvimento, fabricação e custeio do equivalente a 70% do total, enquanto que à parte brasileira, os 30% restantes. O CBERS 1 foi colocado em órbita heliossíncrona, a 778 km de altitude, em 14 de outubro de 1999, e operou até 2003, superando em quase 100% o tempo de sua vida útil estimada, de dois anos. O segundo, por sua vez, subiu ao espaço em 21 de outubro de 2003. Em novembro de 2002, os dois governos firmaram um novo acordo prevendo a continuidade do CBERS com a construção de outras duas unidades - CBERS 3 e 4, maiores e mais sofisticados, com sensores óticos com resoluções na faixa de 5 a 70 metros. Foi definida, também, uma nova divisão dos investimentos, agora igualitária, cada um respondendo por 50%.

Depois da entrada em órbita do CBERS 2, e considerando-se na época que o CBERS 3 o seria apenas em 2009 (este satélite ainda não foi lançado, com previsão para o final de 2013), o INPE e sua contraparte chinesa decidiram construir um novo, idêntico aos de primeira geração, chamado CBERS 2B, de modo a cobrir o hiato da retirada de operação do último exemplar da série inicial, e a entrada de seu sucessor da segunda série. O CBERS 2B foi lançado em setembro de 2007.

O INPE vem trabalhando há vários anos no conceito de um satélite radar (SAR) que, inicialmente, seria desenvolvido em conjunto com instituições da Alemanha, baseado na PMM [Nota do blog: na ilustração acima, no início da reportagem, o MAPSAR]. O sistema é tido como essencial para as necessidades brasileiras, em particular no monitoramento do desmatamento na Amazônia, tendo em vista a sua capacidade de imageamento em quaisquer condições de tempo. No projeto atual, conforme previsto no Programa Nacional de Atividades Espaciais - PNAE 2012 - 2021, o SAR deverá ser dotado de um imageador radar de abertura sintética, operando em vários modos, com múltiplas resoluções na faixa de 5 a 30 metros, destinado à aplicações voltadas ao meio-ambiente, agricultura, defesa, etc. Seu lançamento é previsto para 2020.

Das missões espaciais de observação terrestre, a mais recente é a SABIA-Mar, desenvolvida pelo Brasil e pela Argentina. Trata-se de um sistema completo de observação da Terra dedicado ao sensoriamento remoto de sistemas aquáticos oceânicos e costeiros, baseado em uma constelação de dois satélites. Além da missão primária, os artefatos poderão, também, observar águas interiores, e obter dados em escala global da cor dos oceanos. Suas imagens poderão ser usadas em aplicações relacionadas à pesca e na aquicultura, no gerenciamento costeiro, no monitoramento de recifes de coral, de florações de algas nocivas e de derrames de óleo, na previsão do tempo, na análise da qualidade das águas, entre outras.

Os artefatos terão cerca de 500 kg, baseados na PMM, e cada um levará uma câmera multiespectral, com possibilidade de cargas úteis secundárias. A partilha das tarefas será de 50% para cada país. Estão em desenvolvimento as Fases 0 (análise da missão e identificação das necessidades) e A (análise de viabilidade técnica e industrial) da missão, tocadas pelo INPE, do lado brasileiro, e pela CONAE, do argentino. O primeiro modelo deve estar em órbita em 2019.

Chile

Em julho de 2008, após um processo de seleção que envolveu os principais fabricantes mundiais, o Chile se tornou o terceiro país do subcontinente a contratar um sistema espacial de observação, encomendando um microssatélite junto à europeia Astrium, do grupo EADS, num negócio avaliado em US$ 72 milhões.

Lançado no final de 2011, o SSOT (Sistema Satelital de Observación de la Tierra) é dual, com aplicações civis e militares. O satélite tem 117 kg de massa e conta com um sensor ótico capaz de produzir imagens com 1,45 metros de resolução, para aplicações como mapeamento, agricultura e gerenciamento de recursos e desastres naturais. Sua vida útil é estimada em cinco anos. A partir de uma estação terrestre em Santiago, o satélite é operado por uma equipe de engenheiros chilenos, treinados nas instalações da Astrium, em Toulouse, no sul da França, onde o sistema e o satélite foram desenvolvidos e construídos. Segundo informações de bastidores, o governo chileno já considera alternativas para a manutenção e mesmo ampliação de sua capacidade de observação a partir do espaço.

Venezuela

Em seu governo, o falecido presidente Hugo Chávez buscou colocar a Venezuela em situação de independência em alguns setores considerados estratégicos, como comunicações e observação terrestre. Isso começou com a aquisição de um satélite de comunicações, o Venesat-1, comprado da fabricante chinesa China Great Wall Industry Corporation (CGWIC) e inserido em órbita no final de 2008. A seguir, conforme a tendência mundial, obteve um satélite de observação terrestre, gozando da parceria espacial mantida com os chineses desde o Venesat-1, num investimento de US$ 140 milhões.

A contratação para a construção do satélite, chamado de Francisco Miranda, mas também designado como VRSS-1 (Venezuelan Remote Sensing Satellite) ocorreu em maio de 2011, e foi o segundo feito pela estatal CGWIC para o governo venezuelano. O VRSS-1 também representou o primeiro satélite de observação exportado pela China, que busca firmar-se como player nesse segmento, a exemplo do que já acontece nas comunicações.

O Francisco Miranda foi ao espaço em outubro de 2011, através de um foguete Longa Marcha 2D, a partir do centro espacial de Jiquan, no noroeste da China. De acordo com informações creditadas pela imprensa internacional a Jorge Arreaza, ministro venezuelano da Ciência, Tecnologia e Inovação, por ocasião do lançamento, o VRSS-1 é capaz de produzir imagens com 2,5 metros de resolução, gerando em torno de 350 imagens por dia ao longo de cinco anos. Seus dados têm sido utilizados para operações de planejamento urbano, monitoramento ambiental, de combate à mineração ilegal e ao tráfico de drogas, junto a aplicações em defesa.

Colômbia

Um dos países da América Latina que mais tem crescido nos últimos anos - a previsão é de que nos próximos anos supere a Argentina, tornando-se a terceira maior economia da região, atrás apenas do Brasil e México - a Colômbia também considera em seus planos estratégicos a obtenção de capacidade autônoma de observação terrestre a partir do espaço. Há gestões da Comisión Colombiana del Espacio (CCE) para o desenvolvimento de um programa satelital, iniciativa que deverá envolver parcerias com governos e indústrias estrangeiras. Diversas notícias sobre possíveis parceiros chegaram a ser publicadas, com destaque para Israel - importante parceiro no setor de defesa, e França, e a expectativa é de que a definição sobre o caminho a ser trilhado para a concretização do projeto colombiano ocorra muito em breve.

Recentemente, em fevereiro de 2013, numa entrevista dada à imprensa local, o vice-presidente colombiano, Angelino Garzón, deu enfáticas declarações sobre a necessidade do país em dispor de capacidade própria de observação: “Não é justo que a Colômbia, hoje dispondo de uma Força Aérea como a que tem, um instituto geográfico como o Geográfico Agustín Codazzi, tenha que pedir a utilização de parte de satélites para observar nosso próprio território”.

Peru

O Peru também está próximo de concretizar seu programa satelital, segundo indicações dadas por notícias e declarações de autoridades. As intenções peruanas datam de 2006, mas foram aceleradas a partir do momento em que o Chile, um rival histórico, passou a contar com seu sistema próprio, em julho de 2008.

Reportagens e declarações dadas por membros do governo sinalizam que a pretensão é contar com um pequeno satélite de observação com sensores óticos de mesma resolução ou superiores (em torno de 1 metro) ao do SSOT chileno, a ser adquirido junto a fabricantes estrangeiros. Lima, por meio do Ministério da Defesa e da Agencia Espacial del Peru (CONIDA), tem mantido contato com governos e fabricantes interessados em fornecer o sistema satelital, como a França, Israel e Coréia do Sul, entre outros.

Na SITDEF 2013, feira sobre sistemas de defesa, segurança e desastres naturais realizada no último mês de maio em Lima, o projeto peruano foi um dos destaques, abordado em apresentações de entidades envolvidas e também de empresas interessadas em fornecê-lo.

Bolívia

Apesar de ser um dos países mais pobres da América do Sul, durante o governo de Evo Morales, a Bolívia buscou estruturar um programa espacial, e seu primeiro projeto concretizado foi o de um satélite geoestacionário de comunicações, o Tupac Katari, adquirido na China em dezembro de 2010, e previsto para ser colocado em órbita no final de 2013. Um sistema de observação também está nos planos de La Paz para aplicações como o monitoramento de recursos minerais, muito embora não existam indicativos claros sobre a negociação e mesmo disponibilização de recursos para a aquisição.

Fonte: Revista Tecnologia & Defesa n.º 133, julho de 2013.
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domingo, 17 de junho de 2012

SAC-D/Aquarius: um ano em órbita


Em 10 de junho, o satélite SAC-D/Aquarius, uma iniciativa conjunta entre a Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE) e a agência espacial norte-americana (NASA) completou um ano em órbita, com muito o que se comemorar.

Em setembro de 2011, o satélite produziu o seu primeiro mapa global de salinidade dos oceanos, atendendo a um dos seus principais objetivos, que é colaborar para os estudos dos níveis de salinidade dos oceanos e sua influência nas mudanças climáticas. Além de seu principal sensor, o Aquarius, desenvolvido pela NASA, o SAC-D conta com outros sete instrumentos para estudos sobre riscos naturais, qualidade do ar, entre outras aplicações. A missão contou ainda com a participação de instituições do Canadá, Itália, França e Brasil (LIT/INPE).

No website da empresa INVAP, prime-contractor do satélite, foi disponibilizado um interessante vídeo sobre a missão. Clique aqui para assisti-lo.

Colaborou José Ildefonso.
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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

NASA: Visita de Charles Bolden ao INPE

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Diretor da NASA visita o INPE

Terça-feira, 25 de Outubro de 2011

O diretor da NASA, astronauta Charles Bolden, estará nesta quinta-feira (27) no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP). Na oportunidade, será assinado acordo de cooperação sobre o programa GPM (Medidas Globais de Precipitação), uma iniciativa da agência espacial americana para o estudo em escala global das chuvas a partir de dados obtidos por satélites.

O acordo abrirá várias possibilidades para a participação brasileira no programa GPM, que deverá produzir dados relevantes para a previsão e o monitoramento de mudanças climatológicas e meteorológicas. Entre elas, atividades que vão desde a realização conjunta de pesquisas e estudos, validação e calibração de dados do programa, até a realização de missão de satélite para compor a constelação GPM.

Além do acordo sobre o GPM, será assinado outro termo de cooperação, sobre Ozônio, visando o estudo da concentração de vários componentes da atmosfera e compreensão da camada de ozônio da Terra. Ambos os acordos serão ratificados pela NASA e Agência Espacial Brasileira (AEB).

Também será abordada a proposta do INPE para o desenvolvimento em cooperação com o JPL (Jet Propulsion Lab), da NASA, de um satélite inovador de alta resolução espectral para estudo das propriedades biogeoquímicas da cobertura do solo, algo essencial na avaliação do impacto nos ecossistemas da ação do homem, das queimadas e dos desmatamentos. A pauta da reunião inclui, ainda, possíveis parcerias nas áreas de clima espacial, rastreio de satélites e testes ambientais de equipamentos espaciais.

Após reunião com dirigentes do INPE, a comitiva da agência espacial americana conhecerá as instalações do Laboratório de Integração e Testes (LIT), onde recentemente foram realizados os ensaios do SAC-D/Aquarius, satélite argentino que leva a bordo equipamento desenvolvido pela NASA.

A visita de Charles Bolden ao INPE também será marcada pelo encontro com estudantes das redes pública e privada da região. A história da exploração do Espaço e a carreira do atual diretor da NASA como astronauta e piloto de ônibus espacial deve inspirar o grupo de crianças e adolescentes, como os alunos de uma escola municipal de Ubatuba que, com o apoio dos engenheiros do INPE, em breve irão lançar um pequeno satélite. A palestra, marcada para meio-dia, será transmitida ao vivo pela Internet.

Esta é a primeira vez de Charles Bolden no Brasil. Sua vinda é um desdobramento da visita do presidente Barack Obama, ocorrida em março, para identificar parcerias entre Estados Unidos e Brasil na área espacial.

Fonte: INPE
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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

SAC-D/Aquarius: ativação das cargas úteis

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O satélite SAC-D/Aquarius, construído pela Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), da Argentina, em conjunto com a agência espacial norte-americana (NASA) e em parceria com instituições de outros países, começou a ter as suas cargas úteis ativadas, segundo nota divulgada semana passada pela CONAE. O primeiro instrumento ativado foi o americano Aquarius, principal carga útil da missão, e se seguirão, nesta ordem, os experimentos argentinos (um radiômetro de microondas e câmeras óticas), e dois instrumentos europeus (da Itália e França). A expectativa é que o Aquarius comece a produzir os primeiros dados a partir da próxima sexta-feira, 26 de agosto.

Desde o seu lançamento, em 10 de junho, o SAC-D/Aquarius cumpriu com êxito a fase de revisão de seu desempenho em órbita, período em que se verificou o correto funcionamento da plataforma de serviços e de todos os sistemas e dispositivos que mantêm o satélite em funcionamento. O passo seguinte foi a ativação dos instrumentos e câmeras óticas que formam a sua carga útil.

Os comandos para a operação do satélite e recepção de dados estão sendo realizados pelo centro de controle da missão, localizado no Centro Espacial Teófilo Tabanera, da CONAE, em Falda del Carmen, Córdoba. Nesta estação, são recebidos dados como a temperatura, voltagem e corrente geradas pelos painéis solares, entre outros parâmetros que indicam o bom estado do SAC-D. O centro de controle também foi responsável por executar algumas manobras de ajuste de órbita, de modo a colocar o satélite em sua altitude final, a 657 km de distância da Terra.
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terça-feira, 14 de junho de 2011

Mais informações sobre o SAC-D/Aquarius

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Abaixo, em "bullet points", algumas informações adicionais sobre a missão argentina-americana SAC-D/Aquarius, colocada em órbita no último dia 10:

- Vídeos. A INVAP, principal empresa envolvida na construção do SAC-D/Aquarius, disponibilizou em seu website um vídeo sobre a missão. No Youtube, há também um vídeo produzido pelo LIT/INPE sobre a passagem do satélite por suas instalações (veja aqui).

- Custos. A NASA dedicou ao programa 287 milhões de dólares, que foram usados para a construção do principal experimento, o Aquarius, e na contratação do lançamento. Segundo a Space News, o SAC-D/Aquarius teve custo total de 400 milhões de dólares. Nunca antes a agência americana confiou um experimento científico da relevância do Aquarius para voar a bordo de um satélite argentino.

- Cooperação EUA - Argentina. A cooperação espacial entre os governos da Argentina e EUA não é recente. Pode-se dizer, aliás, que neste campo a Argentina é a principal parceira dos Estados Unidos na América do Sul. Em 1998, o SAC-A (missão tecnológica), foi colocado em órbita pelo ônibus espacial Endeavour. Dois anos antes, em novembro de 1996, o foguete americano Pegasus falhou ao lançar o SAC-B, um satélite com experimentos de astrofísica argentinos, americanos e um italiano. Em novembro de 2000, foi lançado também dos EUA o satélite de observação SAC-C, missão que contou com a participação dos EUA, França, Itália, Dinamarca e Brasil. O programa espacial argentino tem como uma de suas principais características a realização de projetos em cooperação internacional.

- Delta II. O Delta II, lançador usado na operação, fabricado pela Boeing, tem uma taxa de 100% de sucesso em missões da NASA ao longo das últimas duas décadas. O sucesso na colocação em órbita do SAC-D/Aquarius, aliás, trouxe um certo alívio para a divisão de missões de observação da NASA, já que em 2009 e em março deste ano, dois satélites foram perdidos em razão de falhas no lançamento (ambos do foguete Taurus).

- O papel do LIT/INPE. Entre junho de 2010 e março de 2011, o SAC-D/Aquarius foi submetido a testes ambientais no Laboratório de Integração e Testes (LIT), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). "Foram realizados testes de interferência e compatibilidade eletromagnéticas, vibração, vibro-acústico, choque de separação, vácuo-térmico, além das medidas de propriedades de massa do satélite", divulgou o Instituto em nota. O LIT é considerado o único laboratório do gênero no Hemisfério Sul capacitado para a realização de atividades de montagem, integração e testes de satélites e seus subsistemas. Estima-se que os ensaios executados no Laboratório, os mais complexos desde a sua criação, teriam custo de alguns milhões de dólares caso fossem contratados no mercado.
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sexta-feira, 10 de junho de 2011

SAC-D/Aquarius em órbita

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O satélite SAC-D/Aquarius, construído numa iniciativa conjunta da Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), da Argentina, e a norte-americana NASA, foi lançado com sucesso hoje (10), a partir do centro espacial de Vandenberg, na Califórnia, EUA, por um foguete Delta II (foto).

Segundo as primeiras informações divulgadas, os dados iniciais de telemetria indicam que o satélite se encontra em excelente estado.

"Esta missão é o mais marcante na história da cooperação científica e tecnológica entre a Argentina e os Estados Unidos", afirmou Conrado Varotto, diretor da CONAE. "As informações da missão trarão benefícios significativos para a humanidade", complementou.

O principal instrumento do SAC-D é o Aquarius, construído pelo prestigiado Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, sigla em inglês), da NASA. O equipamento mapeará os oceanos a cada sete dias por ao menos três anos numa resolução de 150 km. Os dados produzidos mostrarão mudanças na salinidade dos oceanos a cada mês, estação ou ano.

Além do Aquarius, o satélite conta com sete instrumentos para o monitoramento de fenômenos naturais e coleta de dados ambientais. Brasil, Canadá, França e Itália, ao lado dos EUA, foram parceiros da missão, colaborando nos instrumentos científicos ou testes. A empresa argentina INVAP, de Bariloche, foi a contratante principal da missão.

Em mais um exemplo da cooperação espacial entre o Brasil e a Argentina, o Laboratório de Integração e Testes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (LIT/INPE), de São José dos Campos, foi responsável pelos testes e verificações finais do satélite. O Instituto divulgou uma nota sobre o lançamento (veja aqui). No passado, o LIT também atuou nas missões argentinas SAC-B e SAC-C.

Durante os próximos 25 dias, a plataforma do satélite será testada e manobrada para a colocação em sua órbita operacional, a 657 km de altitude. As operações científicas dos instrumentos a bordo devem ser iniciadas apos todas as verificações, sendo que o comissionamento da missão deve durar até 65 dias.
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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Nova data para o lançamento do SAC-D/Aquarius

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A missão espacial SAC-D/Aquarius, desenvolvida pela Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), da Argentina, em parceria com os EUA e alguns países europeus, teve seu lançamento adiado para a próxima sexta-feira, 10 de junho. A previsão inicial era de que o foguete Delta II decolasse do centro espacial de Vandenberg, na Califórnia, EUA, na quinta-feira, 9 de junho. A NASA divulgou a seguinte nota, vertida livremente do inglês para o português pelo blog Panorama Espacial:

"A nova data de lançamento permitirá ao time da missão concluir uma revisão adicional completa de uma inconsistência encontrada no perfil de voo do veículo Delta II para as condições de vento no dia do lançamento. Estes dados são usados para conduzir o Delta II através dos ventos de alta altitude. A previsão de tempo para 10 de junho mostra uma chance de 100% de condições de tempo favoráveis para o lançamento."

O Jet Propulsion Laboratory (JPL), da NASA, responsável pela participação norte-americana na missão, mantém um hotsite, atualizado diariamente com notícias e imagens, sobre o SAC-D/Aquarius, além de várias informações sobre o satélite, seus instrumentos, dentre outras informações.
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sexta-feira, 13 de maio de 2011

Argentina: 'ameaça' ao lançamento do SAC-D/Aquarius

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Um caso insólito ameaça atrasar a colocação em órbita do satélite científico SAC-D/Aquarius, projeto conjunto da Argentina (CONAE), Estados Unidos (NASA) e alguns países europeus, como Itália e França.

Em ação apresentada numa corte federal norte-americana em 25 de abril, a empresa NML Capital, do Chipre, pede que o lançamento do satélite SAC-D/Aquarius seja impedido até que a empresa obtenha uma compensação financeira do governo argentino, que, alega-se, deveria cerca de 1,5 bilhão de dólares para a empresa cipriota. A suposta dívida tem origem no início da década, quando o país vizinho passou por uma grave crise financeira que o levou a declarar uma moratória no pagamento de suas obrigações externas.

O Departamento de Justiça dos EUA já está tomando providências para contornar o caso.

O lançamento do SAC-D/Aquarius está previsto para 9 de junho, a partir do centro espacial de Vandenberg, na Califórnia, EUA, a bordo de um lançador Delta II. As informações são da Space News, em reportagem divulgada ontem (12) a noite.
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quinta-feira, 31 de março de 2011

Satélite SAC-D deixa o INPE

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Satélite testado no INPE segue para base de lançamento nos Estados Unidos

31/03/2011

Rumo à base de lançamento nos Estados Unidos, o satélite SAC-D/Aquarius deixou as instalações do Laboratório de Integração e Testes (LIT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP). Dado o tamanho do satélite e de seus equipamentos de apoio, a operação de transporte do LIT/INPE até o aeroporto da cidade aconteceu em duas fases, entre os dias 25 e 29 de março.

Com o embarque do satélite, fruto de cooperação técnico-científica entre a Argentina e os Estados Unidos, o LIT/INPE encerrou com sucesso uma campanha de testes ambientais e medidas físicas que levou nove meses.

“A experiência e o reconhecimento internacional trazidos por esta campanha beneficiarão os futuros programas de satélites atendidos pelo Laboratório, assim como a todos os que recorrem ao LIT para testar, qualificar e aperfeiçoar seus equipamentos e produtos”, comenta Petrônio Noronha de Souza, chefe do LIT/INPE.

Para atender à campanha de testes do satélite SAC-D/Aquarius, o LIT/INPE ampliou sua capacidade técnica e de gerenciamento. O resultado demonstrou que o Laboratório está apto a receber e testar sistemas de grande porte e complexidade e simultaneamente acomodar e trabalhar em conjunto com um grande número de técnicos e engenheiros provenientes de vários países.

Ao longo da campanha, mais de trezentos profissionais estrangeiros trabalharam nas instalações do LIT/INPE, o único laboratório do gênero no Hemisfério Sul capacitado para a realização de atividades de montagem, integração e testes de satélites e seus subsistemas.

Transporte

Após o acondicionamento do satélite em seu contêiner, preparação de todos os equipamentos de apoio aos testes, e o carregamento das carretas de transporte, o primeiro comboio deixou o LIT às 05h00 do sábado, 26 de março. A primeira aeronave foi então carregada e a decolagem ocorreu ainda naquela manhã, às 11h00, rumo à Vandenberg Air Force Base, base de lançamentos americana localizada no estado da Califórnia.

O segundo comboio partiu do INPE às 05h00 da segunda-feira, 28 de março, sendo que os trabalhos de carregamento da aeronave se prolongaram até às 21h00 daquele dia. Esta aeronave decolou na terça-feira, 29 de março, também em direção aos Estados Unidos. As duas aeronaves fizeram escalas técnicas em Porto Rico.

Para a operação completa de transporte do satélite e seus equipamentos foram necessárias nove carretas, num total de 54 toneladas em equipamentos utilizados no LIT/INPE durante esta campanha. Destas nove carretas, duas seguiram para a Argentina para retornar equipamentos para instalações localizadas em Bariloche e Córdoba. As sete restantes levaram ao aeroporto uma quantidade de contêineres e caixas suficientes para preencher os compartimentos de carga de duas aeronaves modelo C-17 da força aérea americana.

Este volume significativo de equipamentos utilizados na campanha ilustra a dimensão dos trabalhos executados no LIT/INPE durante estes nove meses de intenso esforço.

Fonte: INPE
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sexta-feira, 11 de março de 2011

SAC-D Aquarius prestes a deixar o LIT/INPE

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Realizada no LIT/INPE revisão de encerramento da campanha de testes ambientais do satélite SAC-D/Aquarius

10/03/2011

No Laboratório de Integração e Testes (LIT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), foi realizada a revisão de engenharia denominada Pre-Shipment Review (PSR, ou Revisão Pré-Embarque) do satélite argentino SAC-D, que leva a bordo o instrumento norte-americano Aquarius, desenvolvido para o monitoramento da salinidade oceânica.

Durante os dias 2 e 3 de março, foram revistas todas as atividades do projeto SAC-D/Aquarius, principalmente os resultados da campanha de medidas físicas e testes ambientais realizada no LIT/INPE, bem como os planos para as fases seguintes.

A Revisão Pré-Embarque é um evento formal do projeto, que inclui a formação de uma banca de revisores constituída por profissionais com longa experiência na área, que foram especialmente convidados para avaliar a situação atual dos trabalhos e decidir quanto aos seus próximos passos. O grupo de revisores foi formado por dez profissionais representando as agências espaciais argentina (CONAE) e a norte-americana (NASA). Dentre os revisores também havia um profissional do Conselho Argentino de Investigações Científicas e Técnicas.

O SAC-D chegou no final de junho de 2010 ao LIT/INPE, o único laboratório do gênero no Hemisfério Sul capacitado para a realização de atividades de montagem, integração e testes de satélites e seus subsistemas.

A campanha de medidas físicas e ensaios ambientais no INPE já completou oito meses de intensas atividades, sendo que as três maiores etapas sob a responsabilidade do LIT (ensaios de interferência e compatibilidade eletromagnéticas, ensaios dinâmicos e acústico, e ensaios vácuo-térmicos) foram concluídas em dezembro de 2010.

“Dentre as conclusões deste processo de revisão destaca-se a declaração formal da banca revisora de que o satélite SAC-D/Aquarius foi testado e qualificado de forma apropriada, atendendo aos requisitos do programa, podendo ser considerado apto para iniciar sua campanha de lançamento”, informa Petrônio Noronha de Souza, chefe do LIT/INPE.

No momento o satélite recebe os ajustes finais que antecedem a preparação ao transporte para a base de lançamentos de Vandenberg, nos Estados Unidos. O satélite e seus equipamentos de apoio seguirão por via aérea ao final do mês demarço. “Assim estará completada a participação brasileira no projeto, considerada como bastante crítica uma vez que significa a qualificação para vôo do satélite integrado”.

O projeto SAC-D/Aquarius é uma iniciativa bilateral envolvendo a Argentina e os Estados Unidos, representados pelas suas respectivas agências espaciais - CONAE e NASA. O objetivo primário do satélite é medir a salinidade dos oceanos, parâmetro importante para entendimento das circulações oceânicas e do clima terrestre. Seus dados contribuirão para o aperfeiçoamento dos modelos climáticos de longo prazo.

A escolha do Brasil por parte das duas agências, mais especificamente do Laboratório de Integração e Testes (LIT) do INPE, vem demonstrar o reconhecimento e a confiança em sua capacitação na qualificação para lançamento e voo de veículos espaciais de maior porte e de grande visibilidade internacional.

Fonte: INPE
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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

SAC-D: testes concluídos no LIT/INPE

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Concluídos testes do satélite SAC-D. Atividades no INPE seguiram protocolos da NASA

14/12/2010

O Laboratório de Integração e Testes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (LIT/INPE), em São José dos Campos (SP), concluiu no dia 10 de dezembro os ensaios de simulação das condições em órbita que enfrentará, quando lançado, o satélite argentino SAC-D.

O último teste foi realizado na câmara vácuo-térmica de grandes dimensões do LIT e teve a duração de 18 dias ininterruptos. Ele consumiu meses de preparação e envolveu aproximadamente uma centena de profissionais. Antes dele foram realizados diversos outros ensaios ambientais e de medidas do satélite.

Além de experimentos científicos argentinos, franceses e italianos, o SAC-D, Satélite de Aplicações Científicas, leva a bordo o instrumento Aquarius, equipamento inovador para monitorar a salinidade oceânica desenvolvido pelo Jet Propulsion Laboratory (JPL) da NASA. Para a realização dos testes no Brasil, o LIT/INPE aperfeiçoou procedimentos para adequação aos exigentes protocolos da agência espacial americana.

Segundo Petrônio Noronha de Souza, chefe do LIT/INPE, tais procedimentos, que incluíram regras de segurança, foram auditados e aprovados por representantes da própria NASA. “É valiosa a oportunidade de nossos técnicos atuarem ao lado de equipes do mais alto nível. Aumentamos nossa capacitação e reconhecimento internacional”.

O LIT/INPE é o único laboratório do gênero no Hemisfério Sul capacitado para a realização de atividades de montagem, integração e testes de satélites e seus subsistemas. Ter condições de oferecer a “matriz completa de testes espaciais” foi decisivo para o Brasil ser escolhido para testar o satélite que a Argentina desenvolveu com a cooperação dos Estados Unidos.

O satélite chegou ao LIT/INPE no final de junho e deve deixar o laboratório, para o lançamento nos Estados Unidos, em março de 2011. Das atividades participam mais de duas centenas de técnicos e cientistas dos países envolvidos no desenvolvimento e na qualificação do satélite.

No total, foram realizados testes de interferência e compatibilidade eletromagnéticas, vibração, vibro-acústico, choque de separação, vácuo-térmico, além das medidas de propriedades de massa do satélite. A impossibilidade de reparo em órbita torna imprescindível a simulação em Terra de todas as condições que o satélite irá enfrentar desde o seu lançamento até o final de sua vida útil no espaço.

A realização dos testes no Brasil é resultado de acordo entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), da Argentina. Trata-se da terceira operação com um satélite argentino no LIT/INPE, por onde já passaram os satélites SAC-B e C.

Fonte: INPE
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domingo, 24 de outubro de 2010

Avanços na Missão SAC-D/Aquarius

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O satélite argentino-americano SAC-D/Aquarius continua a ser submetido a ensaios no Laboratório de Integração e Testes (LIT), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP).

No último dia 20, a Comision Nacional de Actividades Espaciales (CONAE) divulgou mais um relatório, datado 11 de outubro, atualizando sobre os avanços dos testes no satélite, que se encontra no LIT/INPE desde junho deste ano. Diversos ensaios já foram concluídos, como o de vibrações aleatórias, provas de separação do lançador, verificação da abertura dos painéis solares, entre outros. A próxima etapa será a de provas térmicas dentro de uma câmara de variação de temperaturas.

A previsão é de que todos os ensaios no LIT sejam concluídos até dezembro. Em janeiro de 2011, o satélite deverá ser transportado para o centro espacial de Vandenberg, na costa oeste dos EUA, de onde deve ser lançado ao espaço por um foguete Delta II ainda em 2011.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

SAC-D movimenta o LIT/INPE

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O Laboratório de Integração e Testes (LIT), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP) está bem movimentado desde o final de junho. Toda esta movimentação se deve a chegada do SAC-D, satélite argentino de observação dos oceanos, desenvolvido pela Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE) em parceria com outros países, inclusive o Brasil.

A participação brasileira se dá justamente com a parte dos ensaios finais, a exemplo do que foi feito com a missão do SAC-C, lançado em novembro de 2000.

O SAC-D chegou às instalações do LIT/INPE no final de junho, e desde então está sendo submetido a intensos testes, realizados de segunda a sábado, e às vezes, até no domingo. Em média, são cerca de 50 profissionais trabalhando em dois turnos todos os dias (das 08h00 às 24h00). Além de técnicos brasileiros e argentinos, há uma equipe do Jet Propulsion Laboratory (JPL), da NASA, a agência espacial americana, acompanhando todos os trabalhos. Ocasionalmente, ocorrem também visitas dos responsáveis pelas cargas úteis francesa e italiana.

A previsão é de que os testes do satélite sejam concluídos em meados de dezembro, com o seu transporte para o centro espacial de Vandenberg, nos EUA, em janeiro de 2011.

Abaixo, reproduzimos uma foto do SAC-D no hall de testes do LIT, gentilmente disponibilizada por Petrônio Noronha de Souza, chefe do laboratório.

No website da CONAE, há também uma foto do satélite argentino na câmera anecóica (clique aqui para vê-la).
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terça-feira, 29 de junho de 2010

Mais informações sobre a chegada do SAC-D

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Satélite argentino chega ao INPE

29/06/2010

Os ensaios ambientais e as medidas de propriedades de massa necessários para o lançamento do satélite argentino SAC-D serão realizados no Laboratório de Integração e Testes (LIT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O satélite leva a bordo o instrumento Aquarius, equipamento inovador para monitorar a salinidade oceânica desenvolvido pelo Jet Propulsion Laboratory (JPL) da Nasa, a agência espacial americana, além de outros experimentos científicos argentinos, franceses e italianos.

Dadas as dimensões e peso dos equipamentos, o transporte da Argentina para o Brasil ficou a cargo de dois voos de aeronave Globemaster C-17, da Força Aérea Americana, que foi contratada pela Nasa para esta operação.

O SAC-D levou três dias – do último sábado até segunda-feira (28/6) – para que todos seus equipamentos e carga útil pudessem ser transportados do aeroporto de São José dos Campos ao INPE. Foram necessárias sete carretas – quatro no primeiro dia e outras três no último da operação, realizada em sua maior parte durante a madrugada para não prejudicar o trânsito. Foi utilizado ainda um guindaste de 70 toneladas e outras carretas de material de apoio, além da escolta de quatro viaturas.

A operação de entrada dos equipamentos no país e o seu transporte até o INPE teve o apoio da Infraero, Receita Federal, Polícia Federal, Prefeitura Municipal de São José dos Campos, Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Itamaraty, Consulado e Embaixada dos Estados Unidos, Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), Agência Espacial Brasileira (AEB), Nasa, Air Mobility Command da Força Aérea Americana, e Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologias Espaciais (Funcate).

As atividades no LIT/INPE devem levar em torno de oito meses e envolver, no decorrer deste tempo, aproximadamente uma centena de técnicos e cientistas de todos os países envolvidos no desenvolvimento e na qualificação do satélite.

O LIT/INPE é o único laboratório do gênero no Hemisfério Sul capacitado para a realização de atividades de montagem, integração e testes de satélites e seus subsistemas. Ter condições de oferecer a “matriz completa de testes espaciais” foi decisivo para o Brasil ser escolhido para testar o satélite que a Argentina desenvolveu com a cooperação dos Estados Unidos.

Procedimentos internos do LIT/INPE, inclusive de segurança, foram aperfeiçoados para adequação aos mesmos protocolos da Nasa adotados no JPL, tendo sido auditados e aprovados por representantes da própria agência espacial americana.

Serão realizados testes de interferência e compatibilidade eletromagnética, vibração, vibro-acústico, choque de separação, vácuo-térmico, além das medidas de propriedades de massa do satélite. A impossibilidade de reparo em órbita torna imprescindível a simulação em Terra de todas as condições que o satélite irá enfrentar desde o seu lançamento até o fim de sua vida útil no espaço.

Os painéis solares para provimento de energia do satélite chegaram ao INPE antes, em maio, e seus testes estão quase concluídos.

A realização dos testes no Brasil é resultado de acordo entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), da Argentina.

Fonte: INPE
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segunda-feira, 28 de junho de 2010

SAC-D no Brasil para testes no LIT/INPE

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Fato noticiado apenas na imprensa local (vejam pequena notícia do jornal "Vale Paraibano"), mas sábado passado (26), um avião C-17 Globemaster da Força Aérea dos EUA esteve no aeroporto de São José dos Campos (SP) para a entrega do satélite SAC-D, da Comision Nacional de Actividades Espaciales (CONAE). O satélite será testado e ensaiado no Laboratório de Integração e Testes (LIT), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), como parte de um acordo de cooperação firmado pelos governos dos dois países.

O transporte do satélite, da Argentina para o Brasil ocorreu no final de semana por razões de segurança e por toda a logística e cuidados necessários para o transporte da carga, em torno de 1.600 kg, até o laboratório.

Do LIT/INPE, o SAC-D deverá ser enviado para o centro de lançamento de Vandenberg, nos EUA, de onde deve ser lançado ao espaço por um foguete Delta II, a partir de 2011.
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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Valor Econômico: SAC-D no LIT/INPE

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Inpe testará equipamentos para país vizinho

De São Paulo

O Laboratório de Integração e Testes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), único no gênero no Hemisfério Sul, acaba de receber os primeiros sistemas do satélite argentino SAC-D, que foi desenvolvido em cooperação com a Agência Espacial Americana (Nasa). O satélite completo e integrado chegará ao Brasil em julho e permanecerá no Inpe por quatro meses. O equipamento passará por uma bateria de testes, envolvendo ensaios de vibração e aceleração, acústico, vácuo-térmico e de compatibilidade eletromagnética.

A realização dos testes foi acertada por meio de um acordo de cooperação tecnológica entre a Agência Espacial Brasileira e a Comisión Nacional de Actividades Espaciales, da Argentina. O SAC-D é um satélite de observação ambiental, com foco no monitoramento do nível de salinidade dos oceanos. A Nasa, por meio do seu laboratório Jet Propulsion Laboratory, desenvolveu a carga útil do satélite argentino, responsável pelas medições de salinidade nos oceanos. O equipamento, segundo o chefe do laboratório do Inpe, Petrônio Noronha de Souza, também será testado no Brasil.

"A influência dos oceanos na meteorologia é muito grande e o nível de salinidade da água é um dos itens relacionados com a circulação da atmosfera", disse Noronha. "Essas informações serão integradas aos modelos de previsão do tempo e o satélite também ajudará a estudar o impacto da circulação atmosférica dos oceanos sobre o clima."

A empresa argentina Invap, principal contratada do governo daquele país para o projeto de desenvolvimento do satélite, enviou uma equipe técnica ao Brasil para acompanhar a realização dos testes no SAC-D. A empresa também é contratada do Inpe no desenvolvimento do sistema de controle de atitude (sua orientação no espaço em relação a algum sistema de referência) do Amazônia-1. Esse satélite fará a cobertura completa da Terra em menos de cinco dias, mas estará focado na região Amazônica.

O setor espacial no laboratório do Inpe, que envolve os satélites do programa espacial, segundo Noronha, responde por um terço da demanda de serviços no local. O laboratório também atende às indústrias e presta serviços internos para o próprio Inpe e para o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial.

Em 2009, os serviços prestados pelo laboratório às indústrias, especialmente as do setor automobilístico e de telecomunicações, geraram receita adicional de US$ 5 milhões, de acordo com Noronha. Os recursos, segundo ele, ajudam a manter a operacionalidade do laboratório e os investimentos em novos equipamentos.

A indústria contribuiu, por exemplo, com o projeto de expansão que capacitou o laboratório do Inpe, a partir de 2006, a realizar testes de interferência eletromagnética (câmara anecoica) e de vibração acústica (câmara acústica) em sistemas espaciais de grande porte, não só do programa espacial brasileiro, mas também de outros países.

Quando não existiam as atuais instalações, o satélite argentino SAC-C, anterior ao atual, não pôde ser totalmente testado no Inpe, porque a câmera para testes de interferência eletromagnética que existia na época não comportava um satélite de grande porte. O mesmo aconteceu com o segundo satélite, o CBERS, que precisou ser testado na China.

Outro ganho recente do laboratório do Inpe foi a aquisição de uma câmara de vácuo de grande porte em 2008, da empresa espanhola Telstar, por R$ 10 milhões. O equipamento simula as condições de temperatura e de ausência do ar que o satélite enfrenta quando está em órbita.

Montadoras de veículos e fabricantes do setor de telecomunicações usam regularmente as instalações do laboratório brasileiro para realizar testes de compatibilidade eletromagnética na eletrônica embarcada de veículos, telefones celulares, antenas e outros componentes eletrônicos. Um terço do tempo do laboratório está dedicado às indústria e um terço para a prestação de serviços internos para o próprio Inpe e também para o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial.

O laboratório opera em três turnos para atender às atividades das indústrias e do programa espacial. O terceiro satélite da cooperação Brasil-China, o CBERS-3, também iniciou a fase de testes dos seus equipamentos no laboratório. A Embraer é outra usuária do laboratório, para a realização de testes de qualificação em equipamentos de comunicação instalados em suas aeronaves. (VS)

Fonte: jornal Valor Econômico, 04/06/2010

Comentário: para saber mais sobre o LIT/INPE, recomendamos a leitura de artigo de Petrônio Noronha de Souza, chefe do laboratório, publciado na 3ª edição da AAB Revista. Para acessá-la, clique aqui.
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sábado, 27 de março de 2010

Avanços na Missão SAC-D/Aquarius

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No último dia 19, foi realizado em Bariloche, na Argentina, um seminário de apresentação da missão do satélite ambiental SAC-D/Aquarius, desenvolvido pela Comision Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), em parceria com universidades e centros de pesquisa de vários países, inclusive do Brasil.

O modelo de voo completo do satélite foi apresentado (veja fotos clicando aqui), e em breve deve ser enviado para as instalações do Laboratório de Integração e Testes (LIT), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), para a execução de ensaios ambientais. Uma vez concluídos, o SAC-D será encaminhado para o centro espacial de Vandenberg, nos EUA, de onde em 2011 será lançado por um foguete Delta II.

O seminário foi presidido pelo ministro argentino de Relações Exteriores, Jorge Taiana, tendo contado ainda com a presença de outros ministros, dirigentes de órgãos de pesquisa, e os embaixadores do Brasil, Estados Unidos, Canadá, Itália e França.

O SAC-D, certamente um dos mais avançados satélites já construídos na América do Sul, contará com oito instrumentos para a realização de medições e pesquisas relacionadas ao oceano, clima e meio-ambiente. A missão é desenvolvida em relevante cooperação associativa entre a CONAE, NASA (EUA), e centros de pesquisas do Brasil, Canadá, França e Itália.
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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Atraso na missão SAC-D/Aquarius

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Segundo reportagem publicada no final de dezembro no web-site norte-americano Spaceflightnow.com ("Ocean-watching satellite facing delays in Argentina"), o lançamento do satélite argentino SAC-D/Aquarius pode ser adiado por aproximadamente um ano, até o início de 2011, devido a problemas em sua fabricação. A reportagem não dá detalhes sobre quais seriam estes problemas, mas cita fontes industriais não identificadas e um porta-voz do Jet Propulsion Laboratory (JPL), da National Aeronautics and Space Administration (NASA).

"Tem havido atrasos no desenvolvimento do satélite, que está sendo construído pelo parceiro da NASA na missão, a Comissão Nacional de Atividades Espaciais (CONAE), da Argentina. A NASA e a CONAE estão revisando o restante da integração e cronograma de testes do satélite, assim como o manifesto de lançamentos do centro espacial de Vandenberg para determinar uma nova data de lançamento", afirmou Alan Buis, porta-voz do JPL/NASA.

Antes de ser enviado para o centro espacial de Vandenberg, da U.S. Air Force, na Califórnia (EUA), de onde o SAC-D/Aquarius deve ser lançado por um foguete Delta II, o satélite de meio-ambiente argentino deve passar pelo Laboratório de Integração e Testes (LIT), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), para a realização de testes finais. A expectativa era de que o satélite fosse enviado ao Brasil em março de 2010, o que não deve mais ocorrer.

Para saber mais sobre a missão SAC-D/Aquarius, acessem a postagem "SAC-D: o novo satélite argentino".
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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Atualizações sobre o Programa Espacial Brasileiro

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Reproduzimos abaixo algumas informações colhidas no 9º Congresso Latino-Americano de Satélites, realizado no Rio de Janeiro na semana passada, sobre projetos do Programa Espacial Brasileiro. As informações foram colhidas na apresentação do Diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos, Himilcon Carvalho, e do Diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento, Thyrso Villela, ambos da Agência Espacial Brasileira (AEB), e também em conversas com outras pessoas presentes envolvidas com o programa governamental.

LIT/INPE: a infraestrutura atual do Laboratório de Integração e Testes (LIT), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), é, em geral, com exceção de algumas poucas áreas, capaz de atender satélites com massa na faixa de 2 a 3 toneladas. Um tipo de teste cuja estrutura deve ser ampliada em futuro próximo é o de vibração, executado por meio dos chamados "shakers". O "shaker" atual do LIT é de 160 kN, e o ideal seria ter um da ordem de 300 kN.

Participação do LIT/INPE na missão SAC-D: o satélite argentino SAC-D, da Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), deve chegar ao LIT/INPE em março de 2010, onde será submetido a alguns testes. Em julho do mesmo ano, será enviado para os EUA, para lançamento a partir do final de setembro. Em apresentação feita por representante da INVAP, foi reconhecida a importância do LIT para o Programa Espacial Argentino. Existem também conversas entre o LIT/INPE e a Argentina para a realização de testes e/ou integração dos satélites geoestacionários da família ARSAT nas instalações do LIT.

MAPSAR: o projeto de construção de satélite com sensor-radar (Synthetic Aperture Radar - SAR) em conjunto com a Alemanha está na fase B (projeto detalhado da missão). A agência espacial alemã deve dar uma posição sobre a continuidade ou não da missão até dezembro deste ano. Já existem alguns países e empresas se posicionando para o caso da Alemanha não prosseguir com o projeto.

GPM: o GPM (Global Precipitation Measurement) será uma missão de meteorologia baseada na Plataforma Multimissão (PMM). O pequeno satélite deverá ter a bordo sensores para medição de precipitação. A missão está em fase de concepção, com término previsto para janeiro de 2010. A ideia é fazê-la em parceria com a França, que também alocaria recursos para o projeto.

Amazônia-1: o satélite de sensoriamento remoto baseado na PMM está em construção. A AEB espera que o seu lançamento ocorra em 2011. Ainda não existe qualquer definição sobre qual será o lançador utilizado (o Cyclone 4, embora muito mais capaz, é uma possibilidade).

SABIA-MAR: embora parceiros na área espacial há vários anos, o Brasil e a Argentina não chegaram a desenvolver um satélite conjunto. O projeto SABIA-MAR, para observação marítima, existe desde 1998, mas apenas recentemente passou a ser considerado com mais atenção. Em parte, o seu “atraso” também se deve a possibilidade, hoje descartada, da participação espanhola na missão, o que chegou a ser considerado há muitos anos. Inicialmente, desde que as discussões entre o INPE e a CONAE foram retomadas, o Brasil seria responsável pelo fornecimento da plataforma (possivelmente a PMM), enquanto que a responsabilidade pelas cargas-úteis seria argentina. Aparentemente, houve uma inversão, devendo o Brasil agora se responsabilizar pelas cargas-úteis. De todo modo, isto ainda está sujeito a mudanças, tendo em vista que o projeto ainda está em fase preliminar. A expectativa é que haja novidades no primeiro trimestre de 2010.

VLS-1: na apresentação feita pelo Diretor da AEB, um quarto voo do VLS-1 (VO4) está previsto para 2014. A plataforma do lançador brasileiro, chamada Torre Móvel de Integração (TMI) deve estar concluída já no ano que vem. “É um projeto antigo..., mas é imprescindível que o Brasil tenha uma capacidade autônoma de lançamento”, disse Carvalho.

Glonass: possibilidade de produção no Brasil de receptores do sistema russo de posicionamento por satélites Glonass. Discute-se também com a contraparte russa a instalação de uma estação de referência do sistema no País.

Cooperação internacional: num dos últimos slides da apresentação de Carvalho, foram destacados num mapa os países com os quais a AEB discute acordos de cooperação. São eles: EUA, Canadá, Uruguai, África do Sul, Espanha, Suécia, Itália, Egito, Israel e Índia. O escopo dos projetos conjuntos é bastante amplo e varia conforme o país. Destaque para aplicações relacionadas aos satélites CBERS e de outros satélites de observação terrestre. A Itália, por exemplo, se interessa em fazer uma missão SAR com o Brasil.
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