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Em 30 de junho, por ocasião da visita oficial à Argentina de uma comitiva do governo norueguês liderada pelo chancelar Borge Brende, foi firmado um Acordo de Implementação entre a estatal argentina VENG (controlada majoritariamente pela Comisión Nacional de Actividades Espaciales - CONAE) e a empresa norueguesa KSAT AS, provedora de serviços de segmento terrestres para satélites, do grupo Kongsberg e Space Norway.
O instrumento assinado possibilitará a instalação de uma antena norueguesa nas instalações da futura estação terrena da CONAE a ser construída na região da Terra do Fogo, e o uso pelos argentinos dos serviços da estação situada em Svalvard, na Noruega, para o apoio às missões dos satélites SAOCOM 1A e 1B, previstos para serem lançados em 2017 e 2018, respectivamente.
De acordo com informações divulgadas pela CONAE, o acordo se insere no contexto da cooperação entre a agência espacial norueguesa NSC (Norwegian Space Centre) e a CONAE nas áreas de operação de estações terrenas, uso de dados da missão satelital SAOCOM, e no estabelecimento de capacidades e sistemas de estações terrestres, dentre outras.
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quinta-feira, 7 de julho de 2016
segunda-feira, 6 de junho de 2016
Cooperação Argentina - Itália: SIASGE II
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Em 17 de maio, dirigentes da Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE) e da Agência Espacial Italiana (ASI) firmaram uma carta de intenções indicando o interesse em intensificar e fortalecer a cooperação bilateral em ciência, pesquisa e tecnologia espacial para fins pacíficos, em particular na prevenção e gestão de emergências. A carta prevê também a criação de uma nova edição do Sistema Ítalo-Argentino de Satélites para Gestão de Emergências, a ser denominada SIASGE II.
O SIASGE II dará continuidade ao SIASGE, criado pelos dois países em 2005 e que, quando completamente em operação, contará com uma constelação integrada por seis satélites - os quatro da família italiana COSMO-SkyMed, operados pela Telespazio e que geram imagens radar em banda X, já em órbita, e os argentinos SAOCOM 1A e SAOCOM 1B, dotados de sistemas radar que operam em banda L, que serão lançados ao espaço em 2017 e 2018, respectivamente. O racional do SIASGE é que os seis satélites, de diferentes bandas, se complementam e potencializam suas aplicações, gerando dados úteis para o monitoramento de inundações e umidade do solo, bem como preservação do meio ambiente.
De acordo com informações divulgadas pela CONAE, a experiência nos trabalhos de desenvolvimento dos satélites do SIASGE tem “demonstrado um nível técnico e cooperativo de excelência”, ambiente que possibilita as discussões para a continuidade do programa por meio do SIASGE II. A nova rede será integrada pelos satélites de segunda geração da serie COSMO-SkyMed, já em desenvolvimento, e pelo lado argentino, por modelos da família SAOCOM 2.
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Em 17 de maio, dirigentes da Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE) e da Agência Espacial Italiana (ASI) firmaram uma carta de intenções indicando o interesse em intensificar e fortalecer a cooperação bilateral em ciência, pesquisa e tecnologia espacial para fins pacíficos, em particular na prevenção e gestão de emergências. A carta prevê também a criação de uma nova edição do Sistema Ítalo-Argentino de Satélites para Gestão de Emergências, a ser denominada SIASGE II.
O SIASGE II dará continuidade ao SIASGE, criado pelos dois países em 2005 e que, quando completamente em operação, contará com uma constelação integrada por seis satélites - os quatro da família italiana COSMO-SkyMed, operados pela Telespazio e que geram imagens radar em banda X, já em órbita, e os argentinos SAOCOM 1A e SAOCOM 1B, dotados de sistemas radar que operam em banda L, que serão lançados ao espaço em 2017 e 2018, respectivamente. O racional do SIASGE é que os seis satélites, de diferentes bandas, se complementam e potencializam suas aplicações, gerando dados úteis para o monitoramento de inundações e umidade do solo, bem como preservação do meio ambiente.
De acordo com informações divulgadas pela CONAE, a experiência nos trabalhos de desenvolvimento dos satélites do SIASGE tem “demonstrado um nível técnico e cooperativo de excelência”, ambiente que possibilita as discussões para a continuidade do programa por meio do SIASGE II. A nova rede será integrada pelos satélites de segunda geração da serie COSMO-SkyMed, já em desenvolvimento, e pelo lado argentino, por modelos da família SAOCOM 2.
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segunda-feira, 8 de junho de 2015
Novo presidente da Thales Alenia Space Itália
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.A companhia franco-italiana Thales Alenia Space (TAS) anunciou hoje (8) a nomeação de Donato Amoroso (foto acima) como diretor-presidente de sua unidade italiana, em substituição a Elisio Giacomo Prette. Amoroso assumirá ainda a posição de vice-presidente de todo o grupo, com responsabilidade direta pelas linhas de negócios de Observação, Exploração e Navegação.
Criada em 2005, a Thales Alenia Space é uma joint-venture entre os grupos Thales (67%) e Finmeccanica (33%), que no âmbito da chamada "Space Alliance", também deu origem a Telespazio, focada em serviços.
A unidade italiana, denominada Alenia Spazio antes da criação da joint-venture, tem forte atuação em tecnologia de sensoriamento remoto por radar, respondendo pelo desenvolvimento da constelação COSMO-SkyMed. Na América Latina, a empresa é importante parceira tecnológica da agência espacial argentina no projeto dos satélites de observação SAOCOM.
A TAS, uma das líderes europeias no setor espacial, foi contratada no final de 2013 para a construção do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), do governo brasileiro.
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domingo, 31 de maio de 2015
Cooperação Argentina – Itália: SIASGE
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Entre os dias 20 e 22 de maio, a Comisión Nacional de Actividades Espaciales(CONAE), da Argentina, recebeu a visita de uma delegação da Agência Espacial
Italiana (ASI), liderada por seu presidente, Roberto Battiston.
A visita incluiu uma reunião com o ministro Julio de Vido, da pasta de Planejamento Federal e Investimentos Públicos, oportunidade em que foi discutido o aprofundamento da cooperação bilateral para dar continuidade ao Sistema Ítalo-Argentino de Gestão de Emergências (SIASGE), que será no futuro formado por satélites de tecnologia radar dos dois países – da série COSMO-SkyMed, da Itália, e SAOCOM, da Argentina. O SIASGE oferecerá dados sobre desastres naturais e antropogênicos, nas fases de prevenção, monitoramento, mitigação e avaliação de incêndios, inundações, derramamentos de petróleo e efeitos de pragas na agricultura, entre outras finalidades.
Segundo informações divulgadas pela CONAE, a comitiva italiana visitou a sede da entidade em Buenos Aires, além de instalações em Córdoba, onde estão sendo integrados os satélites SAOCOM, e da empresa estatal INVAP, responsável pelo projeto e construção dos satélites argentinos.
A visita incluiu uma reunião com o ministro Julio de Vido, da pasta de Planejamento Federal e Investimentos Públicos, oportunidade em que foi discutido o aprofundamento da cooperação bilateral para dar continuidade ao Sistema Ítalo-Argentino de Gestão de Emergências (SIASGE), que será no futuro formado por satélites de tecnologia radar dos dois países – da série COSMO-SkyMed, da Itália, e SAOCOM, da Argentina. O SIASGE oferecerá dados sobre desastres naturais e antropogênicos, nas fases de prevenção, monitoramento, mitigação e avaliação de incêndios, inundações, derramamentos de petróleo e efeitos de pragas na agricultura, entre outras finalidades.
Segundo informações divulgadas pela CONAE, a comitiva italiana visitou a sede da entidade em Buenos Aires, além de instalações em Córdoba, onde estão sendo integrados os satélites SAOCOM, e da empresa estatal INVAP, responsável pelo projeto e construção dos satélites argentinos.
A Argentina hoje representa a principal parceria espacial da
Itália na América Latina. Uma colaboração técnica foi iniciada no início da
década de noventa, evoluindo para a participação em missões satelitais (SAC-B,
SAC-A, SAC-C e SAC-D), com a inclusão de instrumentos científicos italianos.
Os satélites da série SAOCOM – únicos de tecnologia radar em
construção na região, contam com tecnologia italiana na carga útil (sensor SAR
em banda L), fornecida pela unidade italiana da empresa Thales Alenia Space.
Serão duas unidades, o SAOCOM 1A, previsto para ser lançado no final de 2016, e
o SAOCOM 1B, que deve entrar em órbita no final de 2017.
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domingo, 31 de agosto de 2014
Argentina: apesar da crise, programa espacial avança
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A Argentina poder ter perdido a Copa do Mundo e estar enfrentando há vários anos uma grave crise financeira, mas no campo espacial, o cenário é outro.
Para meados de outubro, está previsto o lançamento do ARSAT-1, primeiro satélite geoestacionário de comunicações construído na América Latina, a bordo de um Ariane 5 voando a partir de Kourou, na Guiana Francesa. Um segundo satélite também está em construção nas instalações da INVAP, em Bariloche, principal indústria espacial do país, e já existem planos para a contratação de ao menos mais um artefato.
Em se tratando de sensoriamento remoto e aplicações científicas, o país vizinho também vai bem. Há pouco mais de três anos, numa missão conjunta com a agência espacial norte-americana (NASA), colocou em órbita o SAC-D/Aquarius. É o único da região a desenvolver uma família de satélites radar, o SAOCOM (SAtélite Argentino de Observación COn Microondas), em parceria com a Itália.
Embora com cronogramas atrasados (serão dois os satélites, o 1A e 1B, com previsões de lançamento em 2015 e 2016, respectivamente), fato é que o projeto SAOCOM posiciona a Argentina como uma das principais nações espaciais da América do Sul, senão a principal. Num paralelo com o Brasil, cuja missão radar (SAR) é bastante necessária para o acompanhamento do desmatamento da Amazônia, por sua capacidade de imagear mesmo com cobertura de nuvens, na previsão mais otimista, um satélite SAR estaria em órbita apenas em 2020.
SARE, missões de pequeno porte
Além das séries SAC e SAOCOM, o plano espacial argentino considera missões de menor porte, em torno de 250 kg, denominadas SARE. Estas compreenderão satélites operando de forma passiva, com cargas úteis óticas e de microondas, e ativa, tendo como cargas úteis instrumentos de microondas operando em conjunto com o SAOCOM, e um sistema laser LIDAR (Light Detection and Ranging).
A primeira missão do SARE, de demonstração, porém relativamente sofisticada, consistirá de quatro satélites de órbita baixa operando em conjunto com o SAOCOM 1B (ilustração acima). Serão testadas capacidades especiais, como comunicações entre os artefatos, distribuição de funções e apontamentos coordenados.
Tronador II
Buenos Aires também tem ambições de acesso autônomo ao espaço, e para tanto desenvolve o programa Tronador II, que tem recebido investimentos consideráveis nos últimos anos. O objetivo final é contar com um foguete capaz de inserir em órbitas baixas artefatos da classe do SARE, de até 250 kg.
Em 15 de agosto, foi realizado um novo teste, denominado VEX 1B, o segundo de uma série de 3 a 6 foguetes experimentais, planejados para dar forma ao pequeno veículo lançador (veja em "Argentina: novo ensaio relacionado ao Tronador II").
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segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Satélites de observação na América do Sul
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Satélites de Observação Terrestre na América do Sul - Um panorama
André M. Mileski
Nos últimos anos, o número de países que passaram a deter meios autônomos de observação terrestre a partir do espaço cresceu consideravelmente. Na América do Sul, não tem sido diferente, com aqueles que já têm tradição em atividades espaciais, como Brasil e Argentina, lançando novas missões, o Chile e a Venezuela se juntando ao clube, e outros como Colômbia, Peru e Bolívia prestes a integrá-lo.
Argentina
O programa argentino de satélites de observação é hoje um dos mais avançados da América do Sul, ao lado do brasileiro, abrangendo missões tanto óticas como radar, geralmente implementadas em parceria internacional. Seu primeiro sistema de sensoriamento remoto foi o SAC-C, lançado em 21 de novembro de 2000, e que contava com dois sensores óticos com resoluções nas faixas de 35 a 350 metros, destinados a produzir imagens multiespectrais para estudos da Terra, além de sensores científicos específicos. A missão foi realizada em cooperação com a agência espacial norte-americana (NASA), e institutos de pesquisas da Europa e o Brasil, que executou os testes finais do artefato no Laboratório de Integração e Testes (LIT), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP).
Passo seguinte foi dado com o SAC-D/Aquarius, desenvolvido em regime de cooperação internacional, com participação de institutos dos Estados Unidos, França, Itália, Canadá e Brasil, e colocado em órbita em 10 de junho de 2011. Muito embora tenha caráter mais científico (o sensor Aquarius, fornecido pela NASA, é um radiômetro em banda L para medição da salinidade dos oceanos), o satélite também foi equipado com uma câmera de alta sensibilidade (visualização de iluminação urbana, embarcações, tormentas elétricas, cobertura de neves), com 200/300 metros de resolução, e um sensor infravermelho (imageamento de incêndios e atividades vulcânicas), com resolução de 350 metros.
Atualmente, a Argentina é o único país sul-americano a desenvolver de fato uma constelação de satélites com tecnologia de radar de abertura sintética (SAR, sigla em inglês), capaz de imagear a superfície terrestre independente de luz e cobertura de nuvens, no âmbito do projeto SAOCOM. O projeto, que integra o Plano Espacial Nacional e é tocado pela Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), prevê a construção de duas constelações, a SAOCOM 1 e SAOCOM 2, cada uma sendo composta por dois satélites. Os artefatos da primeira constelação estão em desenvolvimento e devem ser lançados a partir do ano que vem, tendo vida útil estimada em cinco anos. Contarão com um sensor radar operando em banda L, com resolução espacial entre 10 e 100 metros e cobertura de 35 a 350 km, com diferentes ângulos de observação. Quando em operação, o SAOCOM integrará o Sistema Ítalo-Argentino de Satélites para a Gestão de Emergências (SIASGE), considerado único no mundo, que envolverá a integração dos engenhos argentinos com a constelação italiana COSMO-SkyMed.
Outro plano é o do Satélite Argentino-Brasileiro de Informações Ambientais Marítimas - SABIA-Mar (designado localmente como SAC-E), discutido desde o final de 1998 com o vizinho, mas que apenas recentemente recebeu um novo impulso para a sua viabilização.
Brasil
O Brasil foi o sul-americano pioneiro na exploração espacial, inclusive em sensoriamento remoto a partir do espaço. Em abril de 1973, o País se tornou o terceiro no mundo – depois dos Estados Unidos e do Canadá – a dispor de uma estação terrena de imagens de satélite, no caso, o norte-americano ERTS-1 (que originou a família Landsat), instalada em Cuiabá (MT) e operada pelo INPE.
A busca pelo desenvolvimento de alguma autonomia em imageamento a partir do espaço veio com a Missão Espacial Completa Brasileira (MECB), lançada no final da década de 1970, objetivando capacitações nos segmentos de lançadores (programa VLS), satélites e infraestrutura terrestre (laboratórios e centros de lançamentos). A MECB previu o desenvolvimento e construção de dois satélites de sensoriamento, começando-se pelo SSR-1, que mais tarde veio a ser conhecido pelo nome Amazônia-1.
O Amazônia-1 ainda não teve seu projeto concluído, o que é aguardado para os próximos anos, em 2015. Baseado na Plataforma Multimissão (PMM), desenvolvida pelo INPE em conjunto com a indústria nacional, será equipado com uma câmera de 40 metros de resolução e faixa de cobertura de 750 quilômetros, que produzirá imagens da Terra para aplicações no agronegócio, meio-ambiente, monitoramento de recursos naturais e em outros fins. Após o lançamento do Amazônia-1, espera-se que outros dois modelos sejam colocados em órbita, o Amazônia-1B, em 2017, e o Amazônia-2, em 2019.
Quase dez anos após a MECB, os governos do Brasil e da China assinaram um acordo de cooperação tecnológica visando ao desenvolvimento de dois avançados satélites de sensoriamento remoto, dentro do programa CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite), que desde então tem contribuído significativamente para a capacidade nacional em obter, processar e interpretar imagens geradas a partir do espaço.
O acordo, assinado em 1988, contemplava o desenvolvimento e construção de dois satélites idênticos de sensoriamento remoto equipados com sensores óticos. Nos dois primeiros satélites, as responsabilidades não foram divididas igualitariamente: à China, caberia o desenvolvimento, fabricação e custeio do equivalente a 70% do total, enquanto que à parte brasileira, os 30% restantes. O CBERS 1 foi colocado em órbita heliossíncrona, a 778 km de altitude, em 14 de outubro de 1999, e operou até 2003, superando em quase 100% o tempo de sua vida útil estimada, de dois anos. O segundo, por sua vez, subiu ao espaço em 21 de outubro de 2003. Em novembro de 2002, os dois governos firmaram um novo acordo prevendo a continuidade do CBERS com a construção de outras duas unidades - CBERS 3 e 4, maiores e mais sofisticados, com sensores óticos com resoluções na faixa de 5 a 70 metros. Foi definida, também, uma nova divisão dos investimentos, agora igualitária, cada um respondendo por 50%.
Depois da entrada em órbita do CBERS 2, e considerando-se na época que o CBERS 3 o seria apenas em 2009 (este satélite ainda não foi lançado, com previsão para o final de 2013), o INPE e sua contraparte chinesa decidiram construir um novo, idêntico aos de primeira geração, chamado CBERS 2B, de modo a cobrir o hiato da retirada de operação do último exemplar da série inicial, e a entrada de seu sucessor da segunda série. O CBERS 2B foi lançado em setembro de 2007.
O INPE vem trabalhando há vários anos no conceito de um satélite radar (SAR) que, inicialmente, seria desenvolvido em conjunto com instituições da Alemanha, baseado na PMM [Nota do blog: na ilustração acima, no início da reportagem, o MAPSAR]. O sistema é tido como essencial para as necessidades brasileiras, em particular no monitoramento do desmatamento na Amazônia, tendo em vista a sua capacidade de imageamento em quaisquer condições de tempo. No projeto atual, conforme previsto no Programa Nacional de Atividades Espaciais - PNAE 2012 - 2021, o SAR deverá ser dotado de um imageador radar de abertura sintética, operando em vários modos, com múltiplas resoluções na faixa de 5 a 30 metros, destinado à aplicações voltadas ao meio-ambiente, agricultura, defesa, etc. Seu lançamento é previsto para 2020.
Das missões espaciais de observação terrestre, a mais recente é a SABIA-Mar, desenvolvida pelo Brasil e pela Argentina. Trata-se de um sistema completo de observação da Terra dedicado ao sensoriamento remoto de sistemas aquáticos oceânicos e costeiros, baseado em uma constelação de dois satélites. Além da missão primária, os artefatos poderão, também, observar águas interiores, e obter dados em escala global da cor dos oceanos. Suas imagens poderão ser usadas em aplicações relacionadas à pesca e na aquicultura, no gerenciamento costeiro, no monitoramento de recifes de coral, de florações de algas nocivas e de derrames de óleo, na previsão do tempo, na análise da qualidade das águas, entre outras.
Os artefatos terão cerca de 500 kg, baseados na PMM, e cada um levará uma câmera multiespectral, com possibilidade de cargas úteis secundárias. A partilha das tarefas será de 50% para cada país. Estão em desenvolvimento as Fases 0 (análise da missão e identificação das necessidades) e A (análise de viabilidade técnica e industrial) da missão, tocadas pelo INPE, do lado brasileiro, e pela CONAE, do argentino. O primeiro modelo deve estar em órbita em 2019.
Chile
Em julho de 2008, após um processo de seleção que envolveu os principais fabricantes mundiais, o Chile se tornou o terceiro país do subcontinente a contratar um sistema espacial de observação, encomendando um microssatélite junto à europeia Astrium, do grupo EADS, num negócio avaliado em US$ 72 milhões.
Lançado no final de 2011, o SSOT (Sistema Satelital de Observación de la Tierra) é dual, com aplicações civis e militares. O satélite tem 117 kg de massa e conta com um sensor ótico capaz de produzir imagens com 1,45 metros de resolução, para aplicações como mapeamento, agricultura e gerenciamento de recursos e desastres naturais. Sua vida útil é estimada em cinco anos. A partir de uma estação terrestre em Santiago, o satélite é operado por uma equipe de engenheiros chilenos, treinados nas instalações da Astrium, em Toulouse, no sul da França, onde o sistema e o satélite foram desenvolvidos e construídos. Segundo informações de bastidores, o governo chileno já considera alternativas para a manutenção e mesmo ampliação de sua capacidade de observação a partir do espaço.
Venezuela
Em seu governo, o falecido presidente Hugo Chávez buscou colocar a Venezuela em situação de independência em alguns setores considerados estratégicos, como comunicações e observação terrestre. Isso começou com a aquisição de um satélite de comunicações, o Venesat-1, comprado da fabricante chinesa China Great Wall Industry Corporation (CGWIC) e inserido em órbita no final de 2008. A seguir, conforme a tendência mundial, obteve um satélite de observação terrestre, gozando da parceria espacial mantida com os chineses desde o Venesat-1, num investimento de US$ 140 milhões.
A contratação para a construção do satélite, chamado de Francisco Miranda, mas também designado como VRSS-1 (Venezuelan Remote Sensing Satellite) ocorreu em maio de 2011, e foi o segundo feito pela estatal CGWIC para o governo venezuelano. O VRSS-1 também representou o primeiro satélite de observação exportado pela China, que busca firmar-se como player nesse segmento, a exemplo do que já acontece nas comunicações.
O Francisco Miranda foi ao espaço em outubro de 2011, através de um foguete Longa Marcha 2D, a partir do centro espacial de Jiquan, no noroeste da China. De acordo com informações creditadas pela imprensa internacional a Jorge Arreaza, ministro venezuelano da Ciência, Tecnologia e Inovação, por ocasião do lançamento, o VRSS-1 é capaz de produzir imagens com 2,5 metros de resolução, gerando em torno de 350 imagens por dia ao longo de cinco anos. Seus dados têm sido utilizados para operações de planejamento urbano, monitoramento ambiental, de combate à mineração ilegal e ao tráfico de drogas, junto a aplicações em defesa.
Colômbia
Um dos países da América Latina que mais tem crescido nos últimos anos - a previsão é de que nos próximos anos supere a Argentina, tornando-se a terceira maior economia da região, atrás apenas do Brasil e México - a Colômbia também considera em seus planos estratégicos a obtenção de capacidade autônoma de observação terrestre a partir do espaço. Há gestões da Comisión Colombiana del Espacio (CCE) para o desenvolvimento de um programa satelital, iniciativa que deverá envolver parcerias com governos e indústrias estrangeiras. Diversas notícias sobre possíveis parceiros chegaram a ser publicadas, com destaque para Israel - importante parceiro no setor de defesa, e França, e a expectativa é de que a definição sobre o caminho a ser trilhado para a concretização do projeto colombiano ocorra muito em breve.
Recentemente, em fevereiro de 2013, numa entrevista dada à imprensa local, o vice-presidente colombiano, Angelino Garzón, deu enfáticas declarações sobre a necessidade do país em dispor de capacidade própria de observação: “Não é justo que a Colômbia, hoje dispondo de uma Força Aérea como a que tem, um instituto geográfico como o Geográfico Agustín Codazzi, tenha que pedir a utilização de parte de satélites para observar nosso próprio território”.
Peru
O Peru também está próximo de concretizar seu programa satelital, segundo indicações dadas por notícias e declarações de autoridades. As intenções peruanas datam de 2006, mas foram aceleradas a partir do momento em que o Chile, um rival histórico, passou a contar com seu sistema próprio, em julho de 2008.
Reportagens e declarações dadas por membros do governo sinalizam que a pretensão é contar com um pequeno satélite de observação com sensores óticos de mesma resolução ou superiores (em torno de 1 metro) ao do SSOT chileno, a ser adquirido junto a fabricantes estrangeiros. Lima, por meio do Ministério da Defesa e da Agencia Espacial del Peru (CONIDA), tem mantido contato com governos e fabricantes interessados em fornecer o sistema satelital, como a França, Israel e Coréia do Sul, entre outros.
Na SITDEF 2013, feira sobre sistemas de defesa, segurança e desastres naturais realizada no último mês de maio em Lima, o projeto peruano foi um dos destaques, abordado em apresentações de entidades envolvidas e também de empresas interessadas em fornecê-lo.
Bolívia
Apesar de ser um dos países mais pobres da América do Sul, durante o governo de Evo Morales, a Bolívia buscou estruturar um programa espacial, e seu primeiro projeto concretizado foi o de um satélite geoestacionário de comunicações, o Tupac Katari, adquirido na China em dezembro de 2010, e previsto para ser colocado em órbita no final de 2013. Um sistema de observação também está nos planos de La Paz para aplicações como o monitoramento de recursos minerais, muito embora não existam indicativos claros sobre a negociação e mesmo disponibilização de recursos para a aquisição.
Fonte: Revista Tecnologia & Defesa n.º 133, julho de 2013.
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Satélites de Observação Terrestre na América do Sul - Um panorama
André M. Mileski
Nos últimos anos, o número de países que passaram a deter meios autônomos de observação terrestre a partir do espaço cresceu consideravelmente. Na América do Sul, não tem sido diferente, com aqueles que já têm tradição em atividades espaciais, como Brasil e Argentina, lançando novas missões, o Chile e a Venezuela se juntando ao clube, e outros como Colômbia, Peru e Bolívia prestes a integrá-lo.
Argentina
O programa argentino de satélites de observação é hoje um dos mais avançados da América do Sul, ao lado do brasileiro, abrangendo missões tanto óticas como radar, geralmente implementadas em parceria internacional. Seu primeiro sistema de sensoriamento remoto foi o SAC-C, lançado em 21 de novembro de 2000, e que contava com dois sensores óticos com resoluções nas faixas de 35 a 350 metros, destinados a produzir imagens multiespectrais para estudos da Terra, além de sensores científicos específicos. A missão foi realizada em cooperação com a agência espacial norte-americana (NASA), e institutos de pesquisas da Europa e o Brasil, que executou os testes finais do artefato no Laboratório de Integração e Testes (LIT), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP).
Passo seguinte foi dado com o SAC-D/Aquarius, desenvolvido em regime de cooperação internacional, com participação de institutos dos Estados Unidos, França, Itália, Canadá e Brasil, e colocado em órbita em 10 de junho de 2011. Muito embora tenha caráter mais científico (o sensor Aquarius, fornecido pela NASA, é um radiômetro em banda L para medição da salinidade dos oceanos), o satélite também foi equipado com uma câmera de alta sensibilidade (visualização de iluminação urbana, embarcações, tormentas elétricas, cobertura de neves), com 200/300 metros de resolução, e um sensor infravermelho (imageamento de incêndios e atividades vulcânicas), com resolução de 350 metros.
Atualmente, a Argentina é o único país sul-americano a desenvolver de fato uma constelação de satélites com tecnologia de radar de abertura sintética (SAR, sigla em inglês), capaz de imagear a superfície terrestre independente de luz e cobertura de nuvens, no âmbito do projeto SAOCOM. O projeto, que integra o Plano Espacial Nacional e é tocado pela Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), prevê a construção de duas constelações, a SAOCOM 1 e SAOCOM 2, cada uma sendo composta por dois satélites. Os artefatos da primeira constelação estão em desenvolvimento e devem ser lançados a partir do ano que vem, tendo vida útil estimada em cinco anos. Contarão com um sensor radar operando em banda L, com resolução espacial entre 10 e 100 metros e cobertura de 35 a 350 km, com diferentes ângulos de observação. Quando em operação, o SAOCOM integrará o Sistema Ítalo-Argentino de Satélites para a Gestão de Emergências (SIASGE), considerado único no mundo, que envolverá a integração dos engenhos argentinos com a constelação italiana COSMO-SkyMed.
Outro plano é o do Satélite Argentino-Brasileiro de Informações Ambientais Marítimas - SABIA-Mar (designado localmente como SAC-E), discutido desde o final de 1998 com o vizinho, mas que apenas recentemente recebeu um novo impulso para a sua viabilização.
Brasil
O Brasil foi o sul-americano pioneiro na exploração espacial, inclusive em sensoriamento remoto a partir do espaço. Em abril de 1973, o País se tornou o terceiro no mundo – depois dos Estados Unidos e do Canadá – a dispor de uma estação terrena de imagens de satélite, no caso, o norte-americano ERTS-1 (que originou a família Landsat), instalada em Cuiabá (MT) e operada pelo INPE.
A busca pelo desenvolvimento de alguma autonomia em imageamento a partir do espaço veio com a Missão Espacial Completa Brasileira (MECB), lançada no final da década de 1970, objetivando capacitações nos segmentos de lançadores (programa VLS), satélites e infraestrutura terrestre (laboratórios e centros de lançamentos). A MECB previu o desenvolvimento e construção de dois satélites de sensoriamento, começando-se pelo SSR-1, que mais tarde veio a ser conhecido pelo nome Amazônia-1.
O Amazônia-1 ainda não teve seu projeto concluído, o que é aguardado para os próximos anos, em 2015. Baseado na Plataforma Multimissão (PMM), desenvolvida pelo INPE em conjunto com a indústria nacional, será equipado com uma câmera de 40 metros de resolução e faixa de cobertura de 750 quilômetros, que produzirá imagens da Terra para aplicações no agronegócio, meio-ambiente, monitoramento de recursos naturais e em outros fins. Após o lançamento do Amazônia-1, espera-se que outros dois modelos sejam colocados em órbita, o Amazônia-1B, em 2017, e o Amazônia-2, em 2019.
Quase dez anos após a MECB, os governos do Brasil e da China assinaram um acordo de cooperação tecnológica visando ao desenvolvimento de dois avançados satélites de sensoriamento remoto, dentro do programa CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite), que desde então tem contribuído significativamente para a capacidade nacional em obter, processar e interpretar imagens geradas a partir do espaço.
O acordo, assinado em 1988, contemplava o desenvolvimento e construção de dois satélites idênticos de sensoriamento remoto equipados com sensores óticos. Nos dois primeiros satélites, as responsabilidades não foram divididas igualitariamente: à China, caberia o desenvolvimento, fabricação e custeio do equivalente a 70% do total, enquanto que à parte brasileira, os 30% restantes. O CBERS 1 foi colocado em órbita heliossíncrona, a 778 km de altitude, em 14 de outubro de 1999, e operou até 2003, superando em quase 100% o tempo de sua vida útil estimada, de dois anos. O segundo, por sua vez, subiu ao espaço em 21 de outubro de 2003. Em novembro de 2002, os dois governos firmaram um novo acordo prevendo a continuidade do CBERS com a construção de outras duas unidades - CBERS 3 e 4, maiores e mais sofisticados, com sensores óticos com resoluções na faixa de 5 a 70 metros. Foi definida, também, uma nova divisão dos investimentos, agora igualitária, cada um respondendo por 50%.
Depois da entrada em órbita do CBERS 2, e considerando-se na época que o CBERS 3 o seria apenas em 2009 (este satélite ainda não foi lançado, com previsão para o final de 2013), o INPE e sua contraparte chinesa decidiram construir um novo, idêntico aos de primeira geração, chamado CBERS 2B, de modo a cobrir o hiato da retirada de operação do último exemplar da série inicial, e a entrada de seu sucessor da segunda série. O CBERS 2B foi lançado em setembro de 2007.
O INPE vem trabalhando há vários anos no conceito de um satélite radar (SAR) que, inicialmente, seria desenvolvido em conjunto com instituições da Alemanha, baseado na PMM [Nota do blog: na ilustração acima, no início da reportagem, o MAPSAR]. O sistema é tido como essencial para as necessidades brasileiras, em particular no monitoramento do desmatamento na Amazônia, tendo em vista a sua capacidade de imageamento em quaisquer condições de tempo. No projeto atual, conforme previsto no Programa Nacional de Atividades Espaciais - PNAE 2012 - 2021, o SAR deverá ser dotado de um imageador radar de abertura sintética, operando em vários modos, com múltiplas resoluções na faixa de 5 a 30 metros, destinado à aplicações voltadas ao meio-ambiente, agricultura, defesa, etc. Seu lançamento é previsto para 2020.
Das missões espaciais de observação terrestre, a mais recente é a SABIA-Mar, desenvolvida pelo Brasil e pela Argentina. Trata-se de um sistema completo de observação da Terra dedicado ao sensoriamento remoto de sistemas aquáticos oceânicos e costeiros, baseado em uma constelação de dois satélites. Além da missão primária, os artefatos poderão, também, observar águas interiores, e obter dados em escala global da cor dos oceanos. Suas imagens poderão ser usadas em aplicações relacionadas à pesca e na aquicultura, no gerenciamento costeiro, no monitoramento de recifes de coral, de florações de algas nocivas e de derrames de óleo, na previsão do tempo, na análise da qualidade das águas, entre outras.
Os artefatos terão cerca de 500 kg, baseados na PMM, e cada um levará uma câmera multiespectral, com possibilidade de cargas úteis secundárias. A partilha das tarefas será de 50% para cada país. Estão em desenvolvimento as Fases 0 (análise da missão e identificação das necessidades) e A (análise de viabilidade técnica e industrial) da missão, tocadas pelo INPE, do lado brasileiro, e pela CONAE, do argentino. O primeiro modelo deve estar em órbita em 2019.
Chile
Em julho de 2008, após um processo de seleção que envolveu os principais fabricantes mundiais, o Chile se tornou o terceiro país do subcontinente a contratar um sistema espacial de observação, encomendando um microssatélite junto à europeia Astrium, do grupo EADS, num negócio avaliado em US$ 72 milhões.
Lançado no final de 2011, o SSOT (Sistema Satelital de Observación de la Tierra) é dual, com aplicações civis e militares. O satélite tem 117 kg de massa e conta com um sensor ótico capaz de produzir imagens com 1,45 metros de resolução, para aplicações como mapeamento, agricultura e gerenciamento de recursos e desastres naturais. Sua vida útil é estimada em cinco anos. A partir de uma estação terrestre em Santiago, o satélite é operado por uma equipe de engenheiros chilenos, treinados nas instalações da Astrium, em Toulouse, no sul da França, onde o sistema e o satélite foram desenvolvidos e construídos. Segundo informações de bastidores, o governo chileno já considera alternativas para a manutenção e mesmo ampliação de sua capacidade de observação a partir do espaço.
Venezuela
Em seu governo, o falecido presidente Hugo Chávez buscou colocar a Venezuela em situação de independência em alguns setores considerados estratégicos, como comunicações e observação terrestre. Isso começou com a aquisição de um satélite de comunicações, o Venesat-1, comprado da fabricante chinesa China Great Wall Industry Corporation (CGWIC) e inserido em órbita no final de 2008. A seguir, conforme a tendência mundial, obteve um satélite de observação terrestre, gozando da parceria espacial mantida com os chineses desde o Venesat-1, num investimento de US$ 140 milhões.
A contratação para a construção do satélite, chamado de Francisco Miranda, mas também designado como VRSS-1 (Venezuelan Remote Sensing Satellite) ocorreu em maio de 2011, e foi o segundo feito pela estatal CGWIC para o governo venezuelano. O VRSS-1 também representou o primeiro satélite de observação exportado pela China, que busca firmar-se como player nesse segmento, a exemplo do que já acontece nas comunicações.
O Francisco Miranda foi ao espaço em outubro de 2011, através de um foguete Longa Marcha 2D, a partir do centro espacial de Jiquan, no noroeste da China. De acordo com informações creditadas pela imprensa internacional a Jorge Arreaza, ministro venezuelano da Ciência, Tecnologia e Inovação, por ocasião do lançamento, o VRSS-1 é capaz de produzir imagens com 2,5 metros de resolução, gerando em torno de 350 imagens por dia ao longo de cinco anos. Seus dados têm sido utilizados para operações de planejamento urbano, monitoramento ambiental, de combate à mineração ilegal e ao tráfico de drogas, junto a aplicações em defesa.
Colômbia
Um dos países da América Latina que mais tem crescido nos últimos anos - a previsão é de que nos próximos anos supere a Argentina, tornando-se a terceira maior economia da região, atrás apenas do Brasil e México - a Colômbia também considera em seus planos estratégicos a obtenção de capacidade autônoma de observação terrestre a partir do espaço. Há gestões da Comisión Colombiana del Espacio (CCE) para o desenvolvimento de um programa satelital, iniciativa que deverá envolver parcerias com governos e indústrias estrangeiras. Diversas notícias sobre possíveis parceiros chegaram a ser publicadas, com destaque para Israel - importante parceiro no setor de defesa, e França, e a expectativa é de que a definição sobre o caminho a ser trilhado para a concretização do projeto colombiano ocorra muito em breve.
Recentemente, em fevereiro de 2013, numa entrevista dada à imprensa local, o vice-presidente colombiano, Angelino Garzón, deu enfáticas declarações sobre a necessidade do país em dispor de capacidade própria de observação: “Não é justo que a Colômbia, hoje dispondo de uma Força Aérea como a que tem, um instituto geográfico como o Geográfico Agustín Codazzi, tenha que pedir a utilização de parte de satélites para observar nosso próprio território”.
Peru
O Peru também está próximo de concretizar seu programa satelital, segundo indicações dadas por notícias e declarações de autoridades. As intenções peruanas datam de 2006, mas foram aceleradas a partir do momento em que o Chile, um rival histórico, passou a contar com seu sistema próprio, em julho de 2008.
Reportagens e declarações dadas por membros do governo sinalizam que a pretensão é contar com um pequeno satélite de observação com sensores óticos de mesma resolução ou superiores (em torno de 1 metro) ao do SSOT chileno, a ser adquirido junto a fabricantes estrangeiros. Lima, por meio do Ministério da Defesa e da Agencia Espacial del Peru (CONIDA), tem mantido contato com governos e fabricantes interessados em fornecer o sistema satelital, como a França, Israel e Coréia do Sul, entre outros.
Na SITDEF 2013, feira sobre sistemas de defesa, segurança e desastres naturais realizada no último mês de maio em Lima, o projeto peruano foi um dos destaques, abordado em apresentações de entidades envolvidas e também de empresas interessadas em fornecê-lo.
Bolívia
Apesar de ser um dos países mais pobres da América do Sul, durante o governo de Evo Morales, a Bolívia buscou estruturar um programa espacial, e seu primeiro projeto concretizado foi o de um satélite geoestacionário de comunicações, o Tupac Katari, adquirido na China em dezembro de 2010, e previsto para ser colocado em órbita no final de 2013. Um sistema de observação também está nos planos de La Paz para aplicações como o monitoramento de recursos minerais, muito embora não existam indicativos claros sobre a negociação e mesmo disponibilização de recursos para a aquisição.
Fonte: Revista Tecnologia & Defesa n.º 133, julho de 2013.
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terça-feira, 30 de outubro de 2012
SAOCOM: revisão crítica do segmento terrestre
Entre os dias 16 e 17 de outubro, foi realizado no Centro Espacial Teófilio Tabanera, da Comision Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), localizado na província argentina de Córdoba, a revisão técnica do projeto SAOCOM, dedicada à avaliação do desenho do segmento terrestre para comando, controle e aquisição de dados do futuro satélite radar argentino.
A revisão contou com a participação de mais de oitenta especialistas da CONAE e de instituições convidadas, como as agências espaciais da Itália (ASI), EUA (NASA), Canadá (CSA), e Japão (JAXA). A ASI participou da revisão com três especialistas do projeto COSMO-SkyMed, satélites-radar italianos que integram, como contraparte à série argentina SAOCOM, o Sistema Ítalo-Argentino de Satélites para a Gestão de Emergências (SIASGE).
A missão SAOCOM - único projeto de satélite de observação terrestre por meio de radar atualmente em desenvolvimento na América Latina - conta com várias etapas de revisão, como de praxe em complexos projetos espaciais. Até o momento, já ocorreram revisões da plataforma satelital, do instrumento radar (SAR, sigla em inglês de "Synthetic Aperture Radar", ou radar de abertura sintética), e do segmento terrestre. Restam as revisões do segmento de voo, prevista para o final de novembro desse ano, assim como a revisão da missão completa, planejada para maio de 2013. Nesta última etapa, o funcionamento de todo o conjunto será examinado.
De acordo com informações divulgadas pela CONAE, já estão em construção o modelo estrutural do primeiro satélite, que será testado para se validar do ponto de vista mecânico os modelos usados para o desenho do satélite, e também o modelo de engenharia, a ser usado para validação do funcionamento da eletrônica de voo e do software.
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domingo, 21 de outubro de 2012
CONAE em programa de gestão de desastres da ONU
Como parte de um acordo de cooperação assinado pela Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), a agência espacial da Argentina, e o Escritório das Nações Unidas para Assuntos de Espaço Ultraterrestre (United Nationals Office for Outer Space Affairs - UNOOSA), a CONAE estabelecerá um escritório de apoio regional da plataforma UN-SPIDER (Platform for Space-based Information for Disaster Management and Emergency Response, ou em português, Plataforma de Informação Espacial para a Gestão de Desastres e Resposta a Emergências) para a América Latina, com o intuito de oferecer capacitação e informação espacial para a gestão de desastres e resposta a emergências, promovendo o uso de tecnologias satelitais em todas as fases da gestão de desastres.
Na América Latina, a plataforma UN-SPIDER já conta com escritórios na Colômbia e no Panamá (CATHALAC).
Segundo que foi divulgado, a participação da Argentina no programa UN-SPIDER "contribuirá ao progresso das atividades que a CONAE está atualmente desenvolvendo, potencializará projetos e oportunidades de cooperação para alerta antecipado e o manejo de emergências na região."
A CONAE desenvolve vários projetos relacionados a alertas e monitoramento de desastres naturais por meio de satélites. Em julho 2005, a CONAE e a Agenzia Spaziale Italiana (ASI) estabeleceram um importante acordo para a realização do Sistema Ítalo-Argentino de Satélites para a Gestão de Emergências (SIASGE), considerado um sistema único no mundo, que envolverá a integração de duas constelações satelitais radares, a italiana COSMO-SkyMed (4 satélites, todos em órbita), em banda X, e a argentina SAOCOM (2 satélites, a serem lançados nos próximos anos), em banda L.
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sábado, 6 de novembro de 2010
COSMO-SkyMed: quarto satélite em órbita
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O quarto e último satélite de observação terrestre da série COSMO-SkyMed foi lançado com sucesso ontem (5), a partir do centro espacial de Vandenberg, nos EUA.
Formada por quatro satélites idênticos, dotados de um sensor radar de alta resolução que opera em banda X, a constelação Como-SkyMed, desenvolvida e construída pela Thales Alenia Space, é destinada ao imageamento da Terra de dia ou de noite, sob quaisquer condições atmosféricas. O primeiro satélite foi lançado em junho de 2007, o segundo em dezembro de 2007, e o terceiro em outubro de 2008.
A COSMO-SkyMed operará em conjunto com os satélites argentinos SAOCOM, em desenvolvimento, quando estes estiverem em órbita, originando o Sistema Ítalo-Argentino de Satélites para a Gestão de Emergências (SIASGE), previsto num acordo espacial firmado pelas autoridades da Itália e Argentina em julho de 2005. Segundo informações apuradas pelo blog, no vácuo da falta de uma decisão sobre o MAPSAR, teria havido conversas bem preliminares entre autoridades da Agência Espacial Italiana (ASI) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) prevendo um possível desenvolvimento conjunto de um satélite-radar com sensor que opera em banda P (capaz de penetrar sobre certas superfícies, como folhagens). Este satélite, se viabilizado, poderia vir a integrar uma rede comum, como o SIASGE.
Os produtos gerados pelo COSMO-SkyMed e suas aplicações têm sido intensamente promovidos no Brasil pela Telespazio, tanto no mercado privado, como governamental e militar.
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O quarto e último satélite de observação terrestre da série COSMO-SkyMed foi lançado com sucesso ontem (5), a partir do centro espacial de Vandenberg, nos EUA.Formada por quatro satélites idênticos, dotados de um sensor radar de alta resolução que opera em banda X, a constelação Como-SkyMed, desenvolvida e construída pela Thales Alenia Space, é destinada ao imageamento da Terra de dia ou de noite, sob quaisquer condições atmosféricas. O primeiro satélite foi lançado em junho de 2007, o segundo em dezembro de 2007, e o terceiro em outubro de 2008.
A COSMO-SkyMed operará em conjunto com os satélites argentinos SAOCOM, em desenvolvimento, quando estes estiverem em órbita, originando o Sistema Ítalo-Argentino de Satélites para a Gestão de Emergências (SIASGE), previsto num acordo espacial firmado pelas autoridades da Itália e Argentina em julho de 2005. Segundo informações apuradas pelo blog, no vácuo da falta de uma decisão sobre o MAPSAR, teria havido conversas bem preliminares entre autoridades da Agência Espacial Italiana (ASI) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) prevendo um possível desenvolvimento conjunto de um satélite-radar com sensor que opera em banda P (capaz de penetrar sobre certas superfícies, como folhagens). Este satélite, se viabilizado, poderia vir a integrar uma rede comum, como o SIASGE.
Os produtos gerados pelo COSMO-SkyMed e suas aplicações têm sido intensamente promovidos no Brasil pela Telespazio, tanto no mercado privado, como governamental e militar.
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segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Recursos da CAF para o Arsat
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No último dia 29, o governo argentino assinou vários acordos de financiamento com a Corporação Andina de Fomento (CAF), inclusive um relacionado ao projeto de desenvolvimento dos satélites geoestacionários Arsat, no valor de 36 milhões de dólares. A CAF é uma instituição financeira multilateral focada no desenvolvimento e integração regional dos países da Comunidade Andina e América do Sul, tendo como seus sócios os países da região, inclusive a Argentina e o Brasil.
O projeto dos satélites Arsat, de telecomunicações, está sendo conduzido pela indústria INVAP, da Argentina, com a participação de fornecedores estrangeiros, como a EADS Astrium e a Thales Alenia Space. O objetivo é desenhar e construir três satélites para a prestação de serviços de comunicações na região do Cone-Sul, projeto avaliado em 723 milhões de dólares. O primeiro satélite da série, Arsat-1, deve ser lançado ao espaço em meados de 2012, missão para a qual a Arianespace foi recentemente contratada.
Não é a primeira vez que o governo argentino toma recursos junto a um organismo multilateral para o financiamento de projetos espaciais. O programa SAOCOM, que prevê o desenvolvimento e construção de satélites de observação terrestre dotados de radares, recebeu em novembro de 2006 recursos da ordem de 50 milhões de dólares, oriundos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
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sexta-feira, 4 de junho de 2010
Falcon 9: dia "histórico"
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Hoje, 4 de junho de 2010 foi um dia extremamente significativo para a SpaceX, empresa privada norte-americana do empreendedor Elon Musk. O primeiro voo de seu novo foguete, Falcon 9, foi realizado com sucesso a partir do centro espacial de Cabo Canaveral, da U.S. Air Force, localizado no estado da Flórida (veja o vídeo aqui - é sempre emocionante ouvir a palavra "lifoff"!).
Algumas autoridades americanas, aliás, chegaram a classificar o dia como "histórico", dada a relevância do projeto para a nova política da NASA envolvendo uma maior participação de esforços privados na exploração e meios de acesso ao espaço. Fundada em 2002, a SpaceX tem por objetivo desenvolver veículos espaciais com menores custos de operação e alta confiabilidade, sendo o Falcon 9 o seu mais recente desenvolvimento. A SpaceX e o Falcon 9 têm grande potencial para uma verdadeira revolução no acesso ao espaço, inclusive no cobiçado mercado de lançamentos comerciais.
Sua capacidade em órbita baixa varia de 8,5 a 10,4 toneladas, dependendo do sítio de lançamento (Cabo Canaveral ou Kwajalein), e em órbita de transferência geoestacionária, de 4,6 a 4,5 toneladas. Curiosamente, a SpaceX disponibiliza em seu website uma tabela de preços para missões do Falcon 9 (de US$ 45,8 a 51,5 milhões), inclusive com informações sobre financiamentos. O preço de tabela do lançador da SpaceX é bastante competitivo quando comparado a vetores similares. O Cyclone 4, por exemplo, que tem desempenho pouco superior a 1/3 do Falcon 9, tem frete estimado em US$ 40 milhões.
O Falcon 9, aliás, foi o lançador selecionado pela Argentina para pôr em órbita os satélites da série SAOCOM, de observação terrestre baseada em radar, missão prevista para 2013. O manifesto de lançamento conta com cerca de 20 missões, a maioria para a NASA (missões de reabastecimento da Estação Espacial Internacional, com a cápsula Dragon, também desenvolvida pela SpaceX). Há também clientes privados para o foguete, como a Space Systems/Loral, Bigelow Aerospace, MDA, e Spacecom. O menor integrante da família, o Falcon 1e (1.000 kg para órbita baixa circular de cerca de 185 km de altitude), foi selecionado pela EADS Astrium e sua controlada SSTL para a colocação em órbita, em 2014, de um pequeno satélite de observação.
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Hoje, 4 de junho de 2010 foi um dia extremamente significativo para a SpaceX, empresa privada norte-americana do empreendedor Elon Musk. O primeiro voo de seu novo foguete, Falcon 9, foi realizado com sucesso a partir do centro espacial de Cabo Canaveral, da U.S. Air Force, localizado no estado da Flórida (veja o vídeo aqui - é sempre emocionante ouvir a palavra "lifoff"!).
Algumas autoridades americanas, aliás, chegaram a classificar o dia como "histórico", dada a relevância do projeto para a nova política da NASA envolvendo uma maior participação de esforços privados na exploração e meios de acesso ao espaço. Fundada em 2002, a SpaceX tem por objetivo desenvolver veículos espaciais com menores custos de operação e alta confiabilidade, sendo o Falcon 9 o seu mais recente desenvolvimento. A SpaceX e o Falcon 9 têm grande potencial para uma verdadeira revolução no acesso ao espaço, inclusive no cobiçado mercado de lançamentos comerciais.
Sua capacidade em órbita baixa varia de 8,5 a 10,4 toneladas, dependendo do sítio de lançamento (Cabo Canaveral ou Kwajalein), e em órbita de transferência geoestacionária, de 4,6 a 4,5 toneladas. Curiosamente, a SpaceX disponibiliza em seu website uma tabela de preços para missões do Falcon 9 (de US$ 45,8 a 51,5 milhões), inclusive com informações sobre financiamentos. O preço de tabela do lançador da SpaceX é bastante competitivo quando comparado a vetores similares. O Cyclone 4, por exemplo, que tem desempenho pouco superior a 1/3 do Falcon 9, tem frete estimado em US$ 40 milhões.
O Falcon 9, aliás, foi o lançador selecionado pela Argentina para pôr em órbita os satélites da série SAOCOM, de observação terrestre baseada em radar, missão prevista para 2013. O manifesto de lançamento conta com cerca de 20 missões, a maioria para a NASA (missões de reabastecimento da Estação Espacial Internacional, com a cápsula Dragon, também desenvolvida pela SpaceX). Há também clientes privados para o foguete, como a Space Systems/Loral, Bigelow Aerospace, MDA, e Spacecom. O menor integrante da família, o Falcon 1e (1.000 kg para órbita baixa circular de cerca de 185 km de altitude), foi selecionado pela EADS Astrium e sua controlada SSTL para a colocação em órbita, em 2014, de um pequeno satélite de observação.
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domingo, 3 de maio de 2009
Cooperação espacial Argentina - Itália
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A maior parceira da Itália na América do Sul é a Argentina. A produtiva relação está baseada num acordo intergovernamental firmado em 1992 para a pesquisa e utilização do espaço para fins pacíficos. Em julho 2005, os dois países, por meio de seus organismos espaciais, a Agenzia Spaziale Italiana (ASI), e a Comision Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), estabeleceram um importante acordo para a realização do Sistema Ítalo-Argentino de Satélites para a Gestão de Emergências (SIASGE), considerado um sistema único no mundo, que envolverá a integração de duas constelações satelitais radares, a italiana COSMO-SkyMed (4 satélites), em banda X, e a argentina SAOCOM (2 satélites), em banda L (ilustração acima).
Quando plenamente operacional, o SIASGE gerará informações sobre emergências naturais como incêndios, inundações, erupções vulcânicas ou terremotos. No momento, três satélites COSMO-SkyMed, construídos pela Thales Alenia Space, já estão em órbita, enquanto que os dois SAOCOM estão em construção nas instalações da INVAP.
"O SIASGE é um projeto que envolve altíssima complexidade tecnológica e no qual a Itália investiu um bilhão de euros e a Argentina 500 milhões", declarou Enrico Saggese, comissário extraordinário da ASI, durante visita à Argentina em abril passado. Na mesma ocasião, o ministro do Exterior da Argentina, Jorge Taiana, expressou a satisfação do governo argentino com o status da cooperação bilateral relativa ao SIASGE, destcando que sendo a área espacial um setor estratégico para a comunidade internacional, o programa SIASGE é um estímulo para um país em desenvolvimento como a Argentina.
Em maio de 2006, as duas agências assinaram uma declaração de intenções para a expansão do Instituto de Altos Estudos Espaciais "Mario Gulich", localizada na cidade de Córdoba, na Argentina, iniciativa de certo modo relacionada com o SIASGE, tendo em vista a necessidade de se formar especialistas capazes de interpretar e estudar os dados produzidos pelos sensores radares. A expansão tem como objetivo tornar o instituto um centro regional de excelência dedicado à pesquisa e formação de especialistas em aplicações espaciais, e promoção de intercâmbio tecnológico. O Instituto "Mario Gulich" recentemente lançou um curso de pós-graduação em engenharia aeroespacial, com financiamento da ASI.
Outra cooperação em curso entre a ASI e a CONAE está relacionada a missão espacial ambiental argentina SAC-D/Aquarius, na qual a Itália participa com um dos instrumentos a bordo, o sensor de rádio-ocultação ROSA. A missão SAC-D/Aquarius, que conta ainda com outros parceiros internacionais, como a NASA, dos EUA, a CNES, da França, e o próprio Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), do Brasil, deverá ser lançada ao espaço daqui a um ano, em maio de 2010.
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sexta-feira, 17 de abril de 2009
SpaceX lançará satélites argentinos
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A companhia norte-americana Space Exploration Technologies (SpaceX) anunciou ontem (16) a assinatura de contrato com a Comissão Nacional de Atividades Espaciais (CONAE), órgão executor do programa espacial argentino, para o lançamento dos satélites de sensoriamento remoto SAOCOM 1A e 1B a bordo do foguete Falcon 9, em órbitas heliosíncrona. Não foram divulgadas informações quanto às datas dos lançamentos.
Os satélites da série SAOCOM serão equipados com sensores radares (SAR) que operam em banda L para aplicações civis, como o monitoramento de recursos naturais, gerenciamento de desastres e emergências. Os SAOCOM integrarão o Sistema Ítalo-Argentino para Gestão de Emergências (SIASGE), já formado pelos satélites radares italianos da série COSMO-SkyMed, que operam em banda X.
"A SpaceX está contente em ser a provedora da CONAE de serviços de lançamento das missões SAOCOM 1A e 1B", disse Elon Musk, diretor-presidente da SpaceX. "O foguete Falcon 9 está sendo desenvolvimento para os mais altos requisitos de confiabilidade e performance; nós buscamos ajudar a garantir o sucesso dos satélites SAOCOM."
O voo inicial do Falcon 9, foguete ainda não testado, deve ocorrer ainda esse ano.
A binacional ucraniano-brasileira Alcântara Cyclone Space era uma das provedoras de lançamentos espaciais que disputavam o contrato.
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A companhia norte-americana Space Exploration Technologies (SpaceX) anunciou ontem (16) a assinatura de contrato com a Comissão Nacional de Atividades Espaciais (CONAE), órgão executor do programa espacial argentino, para o lançamento dos satélites de sensoriamento remoto SAOCOM 1A e 1B a bordo do foguete Falcon 9, em órbitas heliosíncrona. Não foram divulgadas informações quanto às datas dos lançamentos.
Os satélites da série SAOCOM serão equipados com sensores radares (SAR) que operam em banda L para aplicações civis, como o monitoramento de recursos naturais, gerenciamento de desastres e emergências. Os SAOCOM integrarão o Sistema Ítalo-Argentino para Gestão de Emergências (SIASGE), já formado pelos satélites radares italianos da série COSMO-SkyMed, que operam em banda X.
"A SpaceX está contente em ser a provedora da CONAE de serviços de lançamento das missões SAOCOM 1A e 1B", disse Elon Musk, diretor-presidente da SpaceX. "O foguete Falcon 9 está sendo desenvolvimento para os mais altos requisitos de confiabilidade e performance; nós buscamos ajudar a garantir o sucesso dos satélites SAOCOM."
O voo inicial do Falcon 9, foguete ainda não testado, deve ocorrer ainda esse ano.
A binacional ucraniano-brasileira Alcântara Cyclone Space era uma das provedoras de lançamentos espaciais que disputavam o contrato.
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terça-feira, 4 de novembro de 2008
Projeto argentino SAOCOM cumpre mais uma etapa
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Entre os dias 27 e 30 de outubro, foi realizada em Buenos Aires a revisão do desenho preliminar (PDR, sigla em inglês de Preliminary Design Review) do satélite argentino de observação terrestre SAOCOM. Uma vez aprovado no PDR, o projeto segue para a fase de engenharia para seu detalhamento.
O SAOCOM será um satélite radar, equipado com um sensor radar de abertura sintética (SAR), e integrará o chamado sistema Ítalo-Argentino de Satélites para a Gestão de Emergências (SIASGE), uma parceria entre a Comissão Nacional de Atividades Espaciais (CONAE) e a Agência Espacial Italiana (ASI). A contribuição da Itália ocorrerá através de uma constelação de quatro satélites Cosmo-Skymed, sendo que três já estão em órbita.
A previsão é de que o SAOCOM 1A, primeiro satélite da série (ao menos outros dois já são planejados) seja lançado em maio de 2012. Além da CONAE, trabalham no projeto algumas universidades, a Comissão Nacional de Energia Atômica e empresas da base tecnológica argentina, como a INVAP e a Consulfem. Participam também entidades estrangeiras, como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que deve dar apoio na realização de ensaios ambientais, um centro espacial da Bélgica e a Agência Espacial do Canadá. A missão SAOCOM tem ainda financiamento parcial do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
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Entre os dias 27 e 30 de outubro, foi realizada em Buenos Aires a revisão do desenho preliminar (PDR, sigla em inglês de Preliminary Design Review) do satélite argentino de observação terrestre SAOCOM. Uma vez aprovado no PDR, o projeto segue para a fase de engenharia para seu detalhamento.
O SAOCOM será um satélite radar, equipado com um sensor radar de abertura sintética (SAR), e integrará o chamado sistema Ítalo-Argentino de Satélites para a Gestão de Emergências (SIASGE), uma parceria entre a Comissão Nacional de Atividades Espaciais (CONAE) e a Agência Espacial Italiana (ASI). A contribuição da Itália ocorrerá através de uma constelação de quatro satélites Cosmo-Skymed, sendo que três já estão em órbita.
A previsão é de que o SAOCOM 1A, primeiro satélite da série (ao menos outros dois já são planejados) seja lançado em maio de 2012. Além da CONAE, trabalham no projeto algumas universidades, a Comissão Nacional de Energia Atômica e empresas da base tecnológica argentina, como a INVAP e a Consulfem. Participam também entidades estrangeiras, como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que deve dar apoio na realização de ensaios ambientais, um centro espacial da Bélgica e a Agência Espacial do Canadá. A missão SAOCOM tem ainda financiamento parcial do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
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terça-feira, 9 de setembro de 2008
SABIA-Mar e Cyclone 4
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Nos últimos dias 6 e 7, durante a visita da Presidenta da Argentina, Cristina Kirchner ao Brasil, foi assinada uma declaração conjunta com o governo brasileiro reafirmando compromissos e relevantes pontos da cooperação bilateral entre os países. Um dos itens da declaração trata de Cooperação Espacial, particularmente sobre o Satélite Argentino-Brasileiro de Observação dos Oceanos (SABIA-Mar), e a possibilidade de seu lançamento pelo foguete Cyclone 4, a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. Veja abaixo:
"4. Cooperação Espacial: Satélite Argentino-Brasileiro de Observação dos Oceanos - Reafirmaram o caráter estratégico da cooperação espacial entre o Brasil e a Argentina e a necessidade de avançar rapidamente no desenvolvimento, construção e lançamento de um satélite conjunto para a observação costeira e oceânica.
Registraram a realização de reuniões técnicas em Buenos Aires e em São José dos Campos, que permitiram progressos significativos da definição da missão SABIA-Mar para a observação costeira e oceânica, que terá impacto positivo em áreas como a proteção do meio ambiente, prevenção de desastres ambientais, manejo costeiro, recursos hídricos, oceanografia, uso sustentável dos recursos marinhos, meteorologia e mudança do clima.
Determinaram que seja finalizada a definição técnica da missão SABIA-Mar e a elaboração de estimativa de custos e do cronograma de desembolso até o final de setembro de 2008. Por ocasião da escolha do lançador, as partes examinarão as opções mais apropriadas, levando em especial consideração a possibilidade de utilização do Cyclone-4, a partir de Alcântara.
Instruíram as Chancelarias a convocarem, após a apresentação da estimativa de custos e do cronograma de desembolso, uma reunião para que as autoridades competentes da área espacial e dos Ministérios da Fazenda e do Planejamento do Brasil e de Economia da Argentina possam identificar as fontes de financiamento necessárias para a consecução do projeto."
É interessante observar que até o momento apenas satélites de pequeno porte e de órbita baixa têm sido elencados como possíveis cargas dos primeiros lançamentos do Cyclone 4. O primeiro vôo, arrojadamente previsto para 2010 deve lançar um satélite científico japonês, o Jasmine. Outras cargas em potencial são o satélite argentino SAOCOM, o sino-brasileiro CBERS 4, e agora o argentino-brasileiro SABIA-Mar.
O Cyclone 4 é um lançador de médio porte, com capacidade de inserção de cargas úteis de 5500 kg em órbita baixa equatorial a 500 km de altitude, ou de até 1700 kg em órbitas de transferência geoestacionária. É capaz, portanto, de lançar satélites maiores do que os já mencionados nas órbitas baixas, embora, dada a sua pequena capacidade para órbitas geoestacionárias, não tenha condições de competir em igualdade de condições com os grandes players do setor em lançamentos geoestacionários.
Considerando a situação do mercado e as peculiaridades do sistema ucraniano-brasileiro, a opção de lançar satélites menores em órbitas baixas tem a sua lógica. No entanto, se levarmos em conta que cada lançamento de foguetes similares ao Cyclone 4 custam entre 40 a 50 milhões de dólares, a Alcântara Cyclone Space deverá considerar a realização de lançamentos com múltiplas cargas úteis (dois ou três satélites em cada missão), de modo a melhor aproveitar a capacidade do lançador e diminuir o valor dos fretes das cargas de menor porte.
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Nos últimos dias 6 e 7, durante a visita da Presidenta da Argentina, Cristina Kirchner ao Brasil, foi assinada uma declaração conjunta com o governo brasileiro reafirmando compromissos e relevantes pontos da cooperação bilateral entre os países. Um dos itens da declaração trata de Cooperação Espacial, particularmente sobre o Satélite Argentino-Brasileiro de Observação dos Oceanos (SABIA-Mar), e a possibilidade de seu lançamento pelo foguete Cyclone 4, a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. Veja abaixo:
"4. Cooperação Espacial: Satélite Argentino-Brasileiro de Observação dos Oceanos - Reafirmaram o caráter estratégico da cooperação espacial entre o Brasil e a Argentina e a necessidade de avançar rapidamente no desenvolvimento, construção e lançamento de um satélite conjunto para a observação costeira e oceânica.
Registraram a realização de reuniões técnicas em Buenos Aires e em São José dos Campos, que permitiram progressos significativos da definição da missão SABIA-Mar para a observação costeira e oceânica, que terá impacto positivo em áreas como a proteção do meio ambiente, prevenção de desastres ambientais, manejo costeiro, recursos hídricos, oceanografia, uso sustentável dos recursos marinhos, meteorologia e mudança do clima.
Determinaram que seja finalizada a definição técnica da missão SABIA-Mar e a elaboração de estimativa de custos e do cronograma de desembolso até o final de setembro de 2008. Por ocasião da escolha do lançador, as partes examinarão as opções mais apropriadas, levando em especial consideração a possibilidade de utilização do Cyclone-4, a partir de Alcântara.
Instruíram as Chancelarias a convocarem, após a apresentação da estimativa de custos e do cronograma de desembolso, uma reunião para que as autoridades competentes da área espacial e dos Ministérios da Fazenda e do Planejamento do Brasil e de Economia da Argentina possam identificar as fontes de financiamento necessárias para a consecução do projeto."
É interessante observar que até o momento apenas satélites de pequeno porte e de órbita baixa têm sido elencados como possíveis cargas dos primeiros lançamentos do Cyclone 4. O primeiro vôo, arrojadamente previsto para 2010 deve lançar um satélite científico japonês, o Jasmine. Outras cargas em potencial são o satélite argentino SAOCOM, o sino-brasileiro CBERS 4, e agora o argentino-brasileiro SABIA-Mar.
O Cyclone 4 é um lançador de médio porte, com capacidade de inserção de cargas úteis de 5500 kg em órbita baixa equatorial a 500 km de altitude, ou de até 1700 kg em órbitas de transferência geoestacionária. É capaz, portanto, de lançar satélites maiores do que os já mencionados nas órbitas baixas, embora, dada a sua pequena capacidade para órbitas geoestacionárias, não tenha condições de competir em igualdade de condições com os grandes players do setor em lançamentos geoestacionários.
Considerando a situação do mercado e as peculiaridades do sistema ucraniano-brasileiro, a opção de lançar satélites menores em órbitas baixas tem a sua lógica. No entanto, se levarmos em conta que cada lançamento de foguetes similares ao Cyclone 4 custam entre 40 a 50 milhões de dólares, a Alcântara Cyclone Space deverá considerar a realização de lançamentos com múltiplas cargas úteis (dois ou três satélites em cada missão), de modo a melhor aproveitar a capacidade do lançador e diminuir o valor dos fretes das cargas de menor porte.
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quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Argentina
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Comissão Espacial da Argentina anuncia no Brasil abertura de concorrência internacional para lançamento de satélite
12/08/2008 19:18:00
O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem, recebeu nessa terça-feira (12/08), em Brasília, o diretor executivo da Comissão Nacional de Atividades Espaciais (Conae), da Argentina, Conrado Varotto, para tratar da cooperação entre os dois países. Estiveram presentes também diretores da Alcântara Cyclone Space (ACS).
Ganem agradeceu a visita e falou sobre os projetos do Brasil para o setor espacial, entre eles, a
operacionalização da ACS, com o primeiro lançamento de qualificação previsto para 2010. “Temos aqui uma excelente oportunidade para uma cooperação. Apresentamos um centro de lançamento com tecnologia, proximidade e localização adequada aos interesses da Argentina”, disse.
Varotto tomou conhecimento dos recentes desdobramentos do projeto de lançamento do Cyclone- 4 (foguete ucraniano que será lançado pela ACS). Ele aproveitou a oportunidade para anunciar a concorrência internacional do serviço de lançamento para o satélite SAOCOM (Radar), em futuro próximo.
Outros dois assuntos de debate foram propostos na reunião pela AEB. Um deles é a parceria em relação à produção de microsatélites e o intercâmbio de profissionais do setor espacial. Um seminário para discutir as questões entre técnicos dos dois países será realizado ainda este ano.
Satélite Argentino Brasileiro – Amanhã (13/08) será realizada uma reunião técnica para discutir o projeto do satélite de observação SABIA-Mar. O encontro será na sede do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP), com a participação da AEB, Conae e do instituto.
Fonte: AEB
Comentários: o projeto SAOCOM (Satélite Argentino de Observación Con Microondas), da Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE) prevê o desenvolvimento e construção de dois satélites de sensoriamento remoto (SAOCOM 1A e SAOCOM 1B) equipados com um sensor radar de abertura sintética (SAR, sigla em inglês) de banda L, com lançamentos previstos para 2010 e 2011, respectivamente. Ao lado dos satélites italianos Cosmo-Skymed, os SAOCOM integrarão o Sistema Ítalo-Argentino de Satélites para Gestão de Emergências (SIASGE). Convém observar que o projeto argentino de satélite-radar está em fase bem mais avançada do que o brasileiro MAPSAR, a ser desenvolvido em cooperação com a Alemanha. Uma das possíveis razões para este avanço é de natureza financeira, uma vez que novembro de 2006, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) fechou um financiamento de 50 milhões de dólares para o projeto da CONAE.
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Comissão Espacial da Argentina anuncia no Brasil abertura de concorrência internacional para lançamento de satélite
12/08/2008 19:18:00
O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem, recebeu nessa terça-feira (12/08), em Brasília, o diretor executivo da Comissão Nacional de Atividades Espaciais (Conae), da Argentina, Conrado Varotto, para tratar da cooperação entre os dois países. Estiveram presentes também diretores da Alcântara Cyclone Space (ACS).
Ganem agradeceu a visita e falou sobre os projetos do Brasil para o setor espacial, entre eles, a
operacionalização da ACS, com o primeiro lançamento de qualificação previsto para 2010. “Temos aqui uma excelente oportunidade para uma cooperação. Apresentamos um centro de lançamento com tecnologia, proximidade e localização adequada aos interesses da Argentina”, disse.
Varotto tomou conhecimento dos recentes desdobramentos do projeto de lançamento do Cyclone- 4 (foguete ucraniano que será lançado pela ACS). Ele aproveitou a oportunidade para anunciar a concorrência internacional do serviço de lançamento para o satélite SAOCOM (Radar), em futuro próximo.
Outros dois assuntos de debate foram propostos na reunião pela AEB. Um deles é a parceria em relação à produção de microsatélites e o intercâmbio de profissionais do setor espacial. Um seminário para discutir as questões entre técnicos dos dois países será realizado ainda este ano.
Satélite Argentino Brasileiro – Amanhã (13/08) será realizada uma reunião técnica para discutir o projeto do satélite de observação SABIA-Mar. O encontro será na sede do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP), com a participação da AEB, Conae e do instituto.
Fonte: AEB
Comentários: o projeto SAOCOM (Satélite Argentino de Observación Con Microondas), da Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE) prevê o desenvolvimento e construção de dois satélites de sensoriamento remoto (SAOCOM 1A e SAOCOM 1B) equipados com um sensor radar de abertura sintética (SAR, sigla em inglês) de banda L, com lançamentos previstos para 2010 e 2011, respectivamente. Ao lado dos satélites italianos Cosmo-Skymed, os SAOCOM integrarão o Sistema Ítalo-Argentino de Satélites para Gestão de Emergências (SIASGE). Convém observar que o projeto argentino de satélite-radar está em fase bem mais avançada do que o brasileiro MAPSAR, a ser desenvolvido em cooperação com a Alemanha. Uma das possíveis razões para este avanço é de natureza financeira, uma vez que novembro de 2006, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) fechou um financiamento de 50 milhões de dólares para o projeto da CONAE.
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