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Notícias sobre o projeto do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB) têm surgido com frequência na imprensa, especialmente a financeira. Já foram divulgadas informações sobre o estudo do modelo de Parceria Público Privada (PPP) para a empreitada (leiam mais aqui), e, também sobre a possível criação de uma nova empresa estatal para a exploração de serviços de telecomunicações no País (o SGB seria contratado e operado por essa estatal).
Na coluna "Poder", publicada na revista "IstoÉ Dinheiro" dessa semana (ed. 593, de 18 de fevereiro de 2009), saiu uma pequena nota sobre o projeto, citando Carlos Ganem, presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB):
"META ESPACIAL
Satélite mais perto
O presidente da Agência Espacial Brasileira, Carlos Ganem, está irascível. Ele reclama que o Brasil tem pessoal qualificado, mas não tem "persistência, foco e prioridade" para construir o seu satélite geoestacionário. Por isso, ele colocou como meta a construção do satélite em dois anos, com a participação de empresas brasileiras. A maioria de São Paulo."
É evidente, há várias conversas nos bastidores. São muitas as partes envolvidas, como os Ministérios da Defesa, Comunicações, Ciência e Tecnologia, AEB, Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), entre outros, sem contar as indústrias aeroespaciais interessadas em construir o satélite, que já se movimentam.
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Avanços da ACS
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Apesar dos problemas da binacional ucraniano-brasileira Alcântara Cyclone Space (ACS) com os quilombolas vizinhos do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, o projeto continuar a andar.
Ainda não existem obras em andamento no centro espacial, mas a expectativa é que sejam iniciadas até o final do ano, após a realização de licitação. No momento, além do estudo da Atech, que deve ser concluído até julho ou agosto próximos, também está sendo preparada toda a documentação para o licenciamento ambiental.
Se tudo acontecer conforme o planejado, na próxima quarta-feira (18), será dado um importante passo para o projeto da binacional. A informação dada ao blog veio de uma fonte altamente confiável, e teria surgido no final da semana passada, pegando algumas pessoas de surpresa. Surpresa, ressalte-se, positiva. É aguardar para ver.
Apesar dos problemas da binacional ucraniano-brasileira Alcântara Cyclone Space (ACS) com os quilombolas vizinhos do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, o projeto continuar a andar.A Atech, fundação com sede em São Paulo (SP), contratada pela ACS no ano passado para a execução de serviços de levantamento de campo, e estudos de engenharia civil, mecânica, elétrica e hidráulica necessários à construção da plataforma de lançamento e infraestrutura relacionada continua trabalhando.
Ainda não existem obras em andamento no centro espacial, mas a expectativa é que sejam iniciadas até o final do ano, após a realização de licitação. No momento, além do estudo da Atech, que deve ser concluído até julho ou agosto próximos, também está sendo preparada toda a documentação para o licenciamento ambiental.
O objetivo, bastante arrojado, diga-se de passagem, é lançar o primeiro Cyclone 4 em julho de 2010.
Novidade
Se tudo acontecer conforme o planejado, na próxima quarta-feira (18), será dado um importante passo para o projeto da binacional. A informação dada ao blog veio de uma fonte altamente confiável, e teria surgido no final da semana passada, pegando algumas pessoas de surpresa. Surpresa, ressalte-se, positiva. É aguardar para ver.
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Projetos espaciais do IAE/CTA
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Comandantes da FAB e da Força Aérea Francesa visitam exposição do IAE
12/02/2009
A abertura da exposição dos principais projetos desenvolvidos pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) ocorreu no dia 6 de fevereiro e foi marcada pela visita de autoridades das forças aéreas do Brasil, da França e do Paquistão.
Os visitantes foram recebidos pelo diretor do IAE, Coronel Francisco Pantoja, e a alta direção do Instituto, no prédio da Coordenadoria de Confiabilidade e Qualidade (IAE/AVE-Q), onde estiveram reunidos os projetos das áreas de espaço, de aeronáutica e de defesa.
O comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito, visitou o instituto e esteve acompanhado pelo então comandante do Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), Tenente-Brigadeiro Carlos Alberto Pires Rolla e pelo atual comandante da organização, Major-Brigadeiro-do-Ar Ronaldo Salamone Nunes. Também estiveram presentes o Subdiretor de empreendimentos, Brigadeiro-Engenheiro Venâncio Alvarenga Gomes, e o Subdiretor de Funções, Bragadeiro-Engenheiro Maurício Pazini Brandão.
O comandante da Força Aérea Francesa, general Stephane Abrial, o adido Aeronáutico da França no Brasil, coronel Jean-Marie Charpentier, o Adido Aeronáutico do Brasil na França, coronel Marcelo Damasceno, e comitiva, foram apresentados aos projetos do IAE que o tornam representativos no Brasil e no exterior.
Na área espacial, filmes sobre montagem, integração, ensaios e lançamento do VLS foram apresentados aos visitantes, que puderam conhecer mock-up (maquete) do VLS, a estação meteorológica e os estudos referentes ao regime pluviométrico de Alcântara (Divisão de Ciências Atmosféricas - IAE/ACA); o dispositivo de análise de vibrações por laser, os estudos sobre a investigação de instabilidade em câmara de combustão de propelente líquido por meio de análise acústica, a qualificação de material para isolamento acústico da coifa do VLS (Divisão de Integração e Ensaios -IAE/AIE); o projeto dos Motores a propelente líquido L5, L15 e L75 (Divisão de Propulsão Espacial – IAE/APE); o projeto do veículo de reentrada atmosférica SARA Suborbital (Divisão de Sistemas Espaciais – IAE/ASE); a qualificação de borracha para uso aeroespacial (Divisão de Química – IAE/AQI); e a Análise Metrológica integrada em projeto e fabricação (Coordenadoria de Confiabilidade e Qualidade – IAE/AVE-Q).
No setor aeronáutico, projetos da turbina de pequena potência, do veículo controlado VANT (Divisão de Sistemas Aeronáuticos – IAE/ASA), do Motor Aeronáutico Flex (Divisão de Propulsão Aeronáutica – IAE/APA), de desenvolvimento de materiais especiais como ligas de titânio, compostos de carbono/carbono, materiais absorvedores de radiação eletromagnética e de blindagem (Divisão de Materiais – IAE/AMR). Na área de defesa, projetos de bombas de penetração, alvos aéreos, mísseis ar-ar e anti-radiação (Divisão de Sistemas de Defesa – IAE/ASD).
Os sistemas de rastreamento de cargas úteis e os veículos e Equipes de salvamento e resgate (IAE/SAR) também foram destaques no evento, que também recebeu a visita do Brigadeiro Mazhar Hussain, Adido de Defesa do Paquistão nesta terça-feira.
Fonte: IAE
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Comandantes da FAB e da Força Aérea Francesa visitam exposição do IAE
12/02/2009
A abertura da exposição dos principais projetos desenvolvidos pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) ocorreu no dia 6 de fevereiro e foi marcada pela visita de autoridades das forças aéreas do Brasil, da França e do Paquistão.
Os visitantes foram recebidos pelo diretor do IAE, Coronel Francisco Pantoja, e a alta direção do Instituto, no prédio da Coordenadoria de Confiabilidade e Qualidade (IAE/AVE-Q), onde estiveram reunidos os projetos das áreas de espaço, de aeronáutica e de defesa.
O comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito, visitou o instituto e esteve acompanhado pelo então comandante do Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), Tenente-Brigadeiro Carlos Alberto Pires Rolla e pelo atual comandante da organização, Major-Brigadeiro-do-Ar Ronaldo Salamone Nunes. Também estiveram presentes o Subdiretor de empreendimentos, Brigadeiro-Engenheiro Venâncio Alvarenga Gomes, e o Subdiretor de Funções, Bragadeiro-Engenheiro Maurício Pazini Brandão.
O comandante da Força Aérea Francesa, general Stephane Abrial, o adido Aeronáutico da França no Brasil, coronel Jean-Marie Charpentier, o Adido Aeronáutico do Brasil na França, coronel Marcelo Damasceno, e comitiva, foram apresentados aos projetos do IAE que o tornam representativos no Brasil e no exterior.
Na área espacial, filmes sobre montagem, integração, ensaios e lançamento do VLS foram apresentados aos visitantes, que puderam conhecer mock-up (maquete) do VLS, a estação meteorológica e os estudos referentes ao regime pluviométrico de Alcântara (Divisão de Ciências Atmosféricas - IAE/ACA); o dispositivo de análise de vibrações por laser, os estudos sobre a investigação de instabilidade em câmara de combustão de propelente líquido por meio de análise acústica, a qualificação de material para isolamento acústico da coifa do VLS (Divisão de Integração e Ensaios -IAE/AIE); o projeto dos Motores a propelente líquido L5, L15 e L75 (Divisão de Propulsão Espacial – IAE/APE); o projeto do veículo de reentrada atmosférica SARA Suborbital (Divisão de Sistemas Espaciais – IAE/ASE); a qualificação de borracha para uso aeroespacial (Divisão de Química – IAE/AQI); e a Análise Metrológica integrada em projeto e fabricação (Coordenadoria de Confiabilidade e Qualidade – IAE/AVE-Q).
No setor aeronáutico, projetos da turbina de pequena potência, do veículo controlado VANT (Divisão de Sistemas Aeronáuticos – IAE/ASA), do Motor Aeronáutico Flex (Divisão de Propulsão Aeronáutica – IAE/APA), de desenvolvimento de materiais especiais como ligas de titânio, compostos de carbono/carbono, materiais absorvedores de radiação eletromagnética e de blindagem (Divisão de Materiais – IAE/AMR). Na área de defesa, projetos de bombas de penetração, alvos aéreos, mísseis ar-ar e anti-radiação (Divisão de Sistemas de Defesa – IAE/ASD).
Os sistemas de rastreamento de cargas úteis e os veículos e Equipes de salvamento e resgate (IAE/SAR) também foram destaques no evento, que também recebeu a visita do Brigadeiro Mazhar Hussain, Adido de Defesa do Paquistão nesta terça-feira.
Fonte: IAE
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Tempestades geomagnéticas
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INPE estuda tempestades geomagnéticas severas
12/02/2009
Tempestades geomagnéticas acontecem quando partículas muito energéticas e campos magnéticos muito intensos emitidos pelo Sol atravessam o meio interplanetário e interagem com o campo geomagnético da Terra, podendo causar danos no espaço e na superfície terrestre. Dependendo da intensidade, o fenômeno pode causar graves prejuízos nas telecomunicações e na estabilidade de grandes sistemas, como usinas nucleares.
Há quatro anos, as tempestades geomagnéticas severas são objeto de estudo no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Resultados importantes destas investigações serão apresentados de 4 a 10 de outubro, em Ubatuba (SP), durante um congresso que trará ao Brasil os mais importantes cientistas da área. O evento é coordenado em conjunto pelo INPE e pela NASA. A programação está na página http://www.dge.inpe.br/maghel/ilws
Walter Gonzalez, da Divisão de Geofísica Espacial do INPE, que estuda as tempestades geomagnéticas há mais de duas décadas, conta que atualmente os pesquisadores estão mais atentos às perturbações consideradas como “severas” devido a repercussões tecnológicas, como os danos nas telecomunicações.
“Durante as tempestades geomagnéticas ocorrem auroras nas regiões polares e a aceleração de partículas carregadas. A intensificação de correntes elétricas na magnetosfera e na superfície terrestre causa prejuízos em satélites e danos ao Sistema de Posicionamento Global (GPS), nas telecomunicações e até mesmo perigo para astronautas”, explica o pesquisador do INPE.
Atualmente é possível prever esse tipo de acontecimento com apenas uma hora de antecedência, o que tem ajudado um pouco a evitar acidentes e interrupções nas telecomunicações e no sistema nuclear. Para melhorar esta previsão, já foram lançadas missões com instrumentos capazes de medir campos bem próximos ao Sol e assim antecipar, de um a três dias, a ocorrência de tempestades geomagnéticas intensas.
Efeitos das erupções intensas observadas no Sol são percebidos pelos magnetômetros na superfície terrestre pelo menos 30 horas depois. Mas nem toda erupção solar significa ocorrência de tempestade geomagnética. Isto depende da direção do campo magnético solar/interplanetário, parâmetro de difícil medição.
Muito rara, uma tempestade geomagnética considerada severa fica entre 600 e 700 nT. Em 2003, por exemplo, aconteceram duas tempestades de 400 nT. Já o fenômeno de maior intensidade registrado ocorreu há 150 anos e atingiu 1.600 nanoteslas (nT). “Naquele ano de 1859 não havia nada de especial no Sol. Então acreditamos que um fenômeno muito intenso possa acontecer a qualquer momento”, diz o Dr. Walter Gonzalez.
Recentemente, a NASA divulgou que uma tempestade geomagnética como a de 1859, considerando a tecnologia moderna, causaria nos Estados Unidos um prejuízo dez vezes maior que o relacionado ao furacão Katrina, principalmente pela extensão do colapso na energia elétrica.
MAGHEL
No INPE, a Linha de Pesquisa Magnetosfera e Heliosfera (MAGHEL) pertence à Divisão de Geofísica Espacial (DGE). Seu objetivo é o estudo dos processos básicos da interação Sol-Terra através de observações e abordagem teórica e simulação computacional. A obtenção de dados envolve observatórios geomagnéticos e satélites, mediante colaborações com instituições do exterior, como o JPL de Pasadena, Califórnia, o SEL/NOAA de Boulder, Colorado, a Universidade da Califórnia e outras. Mais informações em http://www.dge.inpe.br/maghel
Clima Espacial
O Programa de Clima Espacial do INPE tem um site para monitorar a atividade solar, o meio interplanetário, o campo magnético terrestre e as condições ionosféricas. É possível ver imagens da atividade solar atualizadas quase em tempo real e observar a intensidade do campo magnético terrestre minuto a minuto, verificando a densidade da ionosfera sobre o Brasil e o nível de cintilação do sinal do sistema de navegação GPS. Confira em http://www.inpe.br/climaespacial
Fonte: INPE
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INPE estuda tempestades geomagnéticas severas
12/02/2009
Tempestades geomagnéticas acontecem quando partículas muito energéticas e campos magnéticos muito intensos emitidos pelo Sol atravessam o meio interplanetário e interagem com o campo geomagnético da Terra, podendo causar danos no espaço e na superfície terrestre. Dependendo da intensidade, o fenômeno pode causar graves prejuízos nas telecomunicações e na estabilidade de grandes sistemas, como usinas nucleares.
Há quatro anos, as tempestades geomagnéticas severas são objeto de estudo no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Resultados importantes destas investigações serão apresentados de 4 a 10 de outubro, em Ubatuba (SP), durante um congresso que trará ao Brasil os mais importantes cientistas da área. O evento é coordenado em conjunto pelo INPE e pela NASA. A programação está na página http://www.dge.inpe.br/maghel/ilws
Walter Gonzalez, da Divisão de Geofísica Espacial do INPE, que estuda as tempestades geomagnéticas há mais de duas décadas, conta que atualmente os pesquisadores estão mais atentos às perturbações consideradas como “severas” devido a repercussões tecnológicas, como os danos nas telecomunicações.
“Durante as tempestades geomagnéticas ocorrem auroras nas regiões polares e a aceleração de partículas carregadas. A intensificação de correntes elétricas na magnetosfera e na superfície terrestre causa prejuízos em satélites e danos ao Sistema de Posicionamento Global (GPS), nas telecomunicações e até mesmo perigo para astronautas”, explica o pesquisador do INPE.
Atualmente é possível prever esse tipo de acontecimento com apenas uma hora de antecedência, o que tem ajudado um pouco a evitar acidentes e interrupções nas telecomunicações e no sistema nuclear. Para melhorar esta previsão, já foram lançadas missões com instrumentos capazes de medir campos bem próximos ao Sol e assim antecipar, de um a três dias, a ocorrência de tempestades geomagnéticas intensas.
Efeitos das erupções intensas observadas no Sol são percebidos pelos magnetômetros na superfície terrestre pelo menos 30 horas depois. Mas nem toda erupção solar significa ocorrência de tempestade geomagnética. Isto depende da direção do campo magnético solar/interplanetário, parâmetro de difícil medição.
Muito rara, uma tempestade geomagnética considerada severa fica entre 600 e 700 nT. Em 2003, por exemplo, aconteceram duas tempestades de 400 nT. Já o fenômeno de maior intensidade registrado ocorreu há 150 anos e atingiu 1.600 nanoteslas (nT). “Naquele ano de 1859 não havia nada de especial no Sol. Então acreditamos que um fenômeno muito intenso possa acontecer a qualquer momento”, diz o Dr. Walter Gonzalez.
Recentemente, a NASA divulgou que uma tempestade geomagnética como a de 1859, considerando a tecnologia moderna, causaria nos Estados Unidos um prejuízo dez vezes maior que o relacionado ao furacão Katrina, principalmente pela extensão do colapso na energia elétrica.
MAGHEL
No INPE, a Linha de Pesquisa Magnetosfera e Heliosfera (MAGHEL) pertence à Divisão de Geofísica Espacial (DGE). Seu objetivo é o estudo dos processos básicos da interação Sol-Terra através de observações e abordagem teórica e simulação computacional. A obtenção de dados envolve observatórios geomagnéticos e satélites, mediante colaborações com instituições do exterior, como o JPL de Pasadena, Califórnia, o SEL/NOAA de Boulder, Colorado, a Universidade da Califórnia e outras. Mais informações em http://www.dge.inpe.br/maghel
Clima Espacial
O Programa de Clima Espacial do INPE tem um site para monitorar a atividade solar, o meio interplanetário, o campo magnético terrestre e as condições ionosféricas. É possível ver imagens da atividade solar atualizadas quase em tempo real e observar a intensidade do campo magnético terrestre minuto a minuto, verificando a densidade da ionosfera sobre o Brasil e o nível de cintilação do sinal do sistema de navegação GPS. Confira em http://www.inpe.br/climaespacial
Fonte: INPE
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Grupo Sygma: de spin-offs a offsets
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Comumente, muitas das tecnologias inicialmente desenvolvidas com finalidades aeroespaciais e militares acabam sendo utilizadas em outras áreas, o que se convencionou chamar de "spin-offs". Isso acontece também no Brasil, e um grupo, o Sygma, se destaca nesse tipo de negócio.
Reunindo uma experiente equipe tanto na área financeira como tecnológica, o grupo Sygma tem tido sucesso ao investir em projetos desenvolvidos em centros de pesquisa e faculdades, como de turbinas movidas a gás, biocombustíveis e álcool, e de combustão interna. Um dos projetos resultou inclusive numa parceria com a Companhia Vale do Rio Doce e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a criação da Vale Soluções em Energia (VSE).
O grupo também atua em outras áreas, inclusive duas diretamente relacionadas a projetos espaciais, como engenharia espacial e offsets.
A Sygma já deu consultoria técnica e de gestão para a criação de um consórcio, liderado pela Jaraguá a reconstrução da torre de lançamento do VLS (Veículo Lançador de Satélites), no Centro de Lançamento de Alcântara. Atuou também na criação do Consórcio Brasil Espaço, formado por indústrias nacionais com capacidade técnica e gerencial de apoiar o Programa Espacial Brasileiro, especialmente na área de lançadores e foguetes de sondagem. Integram o consórcio empresas, entre outras, a Mectron, Cenic, COMPSIS e a própria Sygma.
Na área de offsets, a Sygma já assistiu diversas empresas brasileiras, como a Embraer e a Mectron em negociações relacionadas a contrapartidas comerciais internacionais, em operações que envolveram estruturas societárias como fusões e aquisições, joint ventures, etc. Na Colômbia, a empresa coordena junto com empresas daquele país a estruturação de um pólo industrial aeronáutico, envolvendo a formação de engenheiros aeronáuticos e criação de indústrias aeronáuticas. Praticamente, inexistem no Brasil operações de offset relacionadas ao Programa Espacial, mas é possível que em alguns negócios, dependendo de sua formatação, possam envolver contrapartidas. Seria o caso, por exemplo, do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB).
Para saber mais sobre o grupo Sygma, acesse o seu web-site, recentemente reformulado.
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Comumente, muitas das tecnologias inicialmente desenvolvidas com finalidades aeroespaciais e militares acabam sendo utilizadas em outras áreas, o que se convencionou chamar de "spin-offs". Isso acontece também no Brasil, e um grupo, o Sygma, se destaca nesse tipo de negócio.
Reunindo uma experiente equipe tanto na área financeira como tecnológica, o grupo Sygma tem tido sucesso ao investir em projetos desenvolvidos em centros de pesquisa e faculdades, como de turbinas movidas a gás, biocombustíveis e álcool, e de combustão interna. Um dos projetos resultou inclusive numa parceria com a Companhia Vale do Rio Doce e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a criação da Vale Soluções em Energia (VSE).
O grupo também atua em outras áreas, inclusive duas diretamente relacionadas a projetos espaciais, como engenharia espacial e offsets.
A Sygma já deu consultoria técnica e de gestão para a criação de um consórcio, liderado pela Jaraguá a reconstrução da torre de lançamento do VLS (Veículo Lançador de Satélites), no Centro de Lançamento de Alcântara. Atuou também na criação do Consórcio Brasil Espaço, formado por indústrias nacionais com capacidade técnica e gerencial de apoiar o Programa Espacial Brasileiro, especialmente na área de lançadores e foguetes de sondagem. Integram o consórcio empresas, entre outras, a Mectron, Cenic, COMPSIS e a própria Sygma.
Na área de offsets, a Sygma já assistiu diversas empresas brasileiras, como a Embraer e a Mectron em negociações relacionadas a contrapartidas comerciais internacionais, em operações que envolveram estruturas societárias como fusões e aquisições, joint ventures, etc. Na Colômbia, a empresa coordena junto com empresas daquele país a estruturação de um pólo industrial aeronáutico, envolvendo a formação de engenheiros aeronáuticos e criação de indústrias aeronáuticas. Praticamente, inexistem no Brasil operações de offset relacionadas ao Programa Espacial, mas é possível que em alguns negócios, dependendo de sua formatação, possam envolver contrapartidas. Seria o caso, por exemplo, do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB).
Para saber mais sobre o grupo Sygma, acesse o seu web-site, recentemente reformulado.
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Reforma do ITAR e consequências para o Brasil
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Na edição de 9 de fevereiro da revista norte-americana Newsweek foi publicada uma interessante reportagem sobre os Regulamentos de Tráfico Internacional de Armas (International Traffic in Arms Regulations - ITAR), que vigoram nos EUA. As regras do ITAR já foram objeto de algumas postagens no blog, particularmente relacionadas ao programa dos Satélites Sino-Brasileiros de Recursos Terrestres (CBERS).
Com o sugestivo nome "Why America is Lost in Space", a reportagem apresenta um panorama bastante objetivo sobre as consequencias do ITAR para a indústria espacial norte-americana. O trecho abaixo (tradução livre do blog) sintetiza com um exemplo essas consequências:
"O impacto é mais intensamente sentido no negócio de satélites comerciais, que movimenta US$ 123 bilhões anuais e que tem crescido a taxas superiores a 10% ao ano por mais de uma década. Em 1998, antes do ITAR, empresas norte-americanas respondiam por 73% do mercado mundial. Dois anos mais tarde a participação de mercado dos EUA tinha caído para 27%. Durante o mesmo período, a participação de empresas europeias cresceu de cerca de 25% para mais do que a metade, de acordo com a Associação de Indústrias de Satélites, de Washigton, D.C."
Seria muita presunção creditar toda essa redução da fatia de indústrias do EUA ao ITAR, mas certamente parte considerável desse percentual se deve a esse conjunto de normas.
Existe grande expectativa nos EUA de que o presidente eleito, Barack Obama promova algum tipo de reforma nessa legislação. A própria crise financeira global reforça essa necessidade. Jeff Foust, um dos mais capazes analistas norte-americanos sobre espaço escreveu no início de dezembro um artigo ("The uphill battle for export control reform") sobre o assunto. Para os que se interessam pelo assunto, recomendamos fortemente a leitura.
Uma eventual reforma com certa flexibilização das regras do ITAR evidentemente teria reflexos no Programa Espacial Brasileiro. Os programas de lançadores e foguetes de sondagem do Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), e a parceria com a China no Programa CBERS são alguns dos projetos nacionais que sofrem em decorrência da regulamentação norte-americana.
De fato, mesmo com a vigência do ITAR, existem alguns indicativos de tendência de flexibilização da postura do governo dos EUA com o Brasil. Um exemplo é o Programa F-X2, de compra de novos aviões de combate para a Força Aérea Brasileira (FAB), que, em tese e diretamente, nada tem a ver com o Programa Espacial. A norte-americana Boeing oferece o caça F/A 18 E/F Super Hornet. Nos bastidores, já teve representante de concorrentes da Boeing no F-X2 afirmando ao pé do ouvido ser "a proposta americana imbatível". É uma mudança de postura que, se confirmada, atingirá de alguma forma e com alguma intensidade as atividades espaciais desenvolvidas no Brasil. Algo a se conferir.
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Na edição de 9 de fevereiro da revista norte-americana Newsweek foi publicada uma interessante reportagem sobre os Regulamentos de Tráfico Internacional de Armas (International Traffic in Arms Regulations - ITAR), que vigoram nos EUA. As regras do ITAR já foram objeto de algumas postagens no blog, particularmente relacionadas ao programa dos Satélites Sino-Brasileiros de Recursos Terrestres (CBERS).
Com o sugestivo nome "Why America is Lost in Space", a reportagem apresenta um panorama bastante objetivo sobre as consequencias do ITAR para a indústria espacial norte-americana. O trecho abaixo (tradução livre do blog) sintetiza com um exemplo essas consequências:
"O impacto é mais intensamente sentido no negócio de satélites comerciais, que movimenta US$ 123 bilhões anuais e que tem crescido a taxas superiores a 10% ao ano por mais de uma década. Em 1998, antes do ITAR, empresas norte-americanas respondiam por 73% do mercado mundial. Dois anos mais tarde a participação de mercado dos EUA tinha caído para 27%. Durante o mesmo período, a participação de empresas europeias cresceu de cerca de 25% para mais do que a metade, de acordo com a Associação de Indústrias de Satélites, de Washigton, D.C."
Seria muita presunção creditar toda essa redução da fatia de indústrias do EUA ao ITAR, mas certamente parte considerável desse percentual se deve a esse conjunto de normas.
Existe grande expectativa nos EUA de que o presidente eleito, Barack Obama promova algum tipo de reforma nessa legislação. A própria crise financeira global reforça essa necessidade. Jeff Foust, um dos mais capazes analistas norte-americanos sobre espaço escreveu no início de dezembro um artigo ("The uphill battle for export control reform") sobre o assunto. Para os que se interessam pelo assunto, recomendamos fortemente a leitura.
Uma eventual reforma com certa flexibilização das regras do ITAR evidentemente teria reflexos no Programa Espacial Brasileiro. Os programas de lançadores e foguetes de sondagem do Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), e a parceria com a China no Programa CBERS são alguns dos projetos nacionais que sofrem em decorrência da regulamentação norte-americana.
De fato, mesmo com a vigência do ITAR, existem alguns indicativos de tendência de flexibilização da postura do governo dos EUA com o Brasil. Um exemplo é o Programa F-X2, de compra de novos aviões de combate para a Força Aérea Brasileira (FAB), que, em tese e diretamente, nada tem a ver com o Programa Espacial. A norte-americana Boeing oferece o caça F/A 18 E/F Super Hornet. Nos bastidores, já teve representante de concorrentes da Boeing no F-X2 afirmando ao pé do ouvido ser "a proposta americana imbatível". É uma mudança de postura que, se confirmada, atingirá de alguma forma e com alguma intensidade as atividades espaciais desenvolvidas no Brasil. Algo a se conferir.
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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Cooperação Brasil - Alemanha
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Brasil e Alemanha dão continuidade à parceria no setor aeroespacial
06/02/2009
Dirigentes do Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial, do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e da Agência Espacial Alemã (DLR) se reuniram durante a primeira semana de fevereiro para tratar de acordos de cooperação entre Brasil e Alemanha no setor aeroespacial.
O encontro, realizado de 02 a 06 de fevereiro no IAE, visa à continuidade da parceria entre os dois países e ao estabelecimento de novos projetos conjuntos que contribuirão significativamente para alavancar o desenvolvimento de foguetes de sondagem no Brasil.
Dentre os projetos bilaterais já estabelecidos, está o “Sharp Edge Flight Experiment” (Shefex), programa alemão desenvolvido pelo DLR que estuda formas aerodinâmicas para aplicação em veículos de reentrada atmosférica. Novos conceitos científicos de proteção térmica para veículos espaciais e a validação de novas ferramentas de projetos são alguns dos objetivos incluídos nesta parceria.
O fornecimento de foguetes de sondagem à Agência da Alemanha constitui outro ponto significativo definido durante a reunião internacional. Veículos VSB-30 e VS-40 serão fornecidos ao país, sendo o primeiro grupo destinado ao projeto europeu de microgravidade e, o segundo, ao experimento alemão de reentrada atmosférica Shefex-2. Dentro deste contexto, uma nova proposta surge para o desenvolvimento de veículo lançador suborbital para o experimento Shefex-3.
Participaram da reunião pelo DLR os engenheiros Peter Turner, Wolfgang Jung e Hansufrich Steimle; pelo CTA, o major brigadeiro Salamone, o brigadeiro Venâncio e o engenheiro Mauro Dolinsky; e, pelo IAE: o diretor do Instituto, coronel Pantoja; o vice-diretor de espaço, coronel Kasemodel; o representante da coordenadoria de projetos espaciais, tenente-coronel Tamashiro; o gerente do projeto VSB-30, engenheiro Eduardo Dore; e o gerente do VS-40, engenheiro Nelson Tavares.
Fonte: IAE/CTA
Comentários: observem que grande parte dos projetos bilaterais envolvem tecnologia de reentrada atmosférica, tecnologia que o Brasil tem desenvolvido no projeto do Satélite de Reentrada Atmosférica (SARA). Esse tipo de tecnologia é de acesso restrito no mercado internacional pelo fato de poder ser utilizado em ogivas de mísseis balísticos durante a fase de reentrada na atmosfera. Poucos países dominam a tecnologia, como EUA, Rússia, China, França e Índia.
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Brasil e Alemanha dão continuidade à parceria no setor aeroespacial
06/02/2009
Dirigentes do Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial, do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e da Agência Espacial Alemã (DLR) se reuniram durante a primeira semana de fevereiro para tratar de acordos de cooperação entre Brasil e Alemanha no setor aeroespacial.
O encontro, realizado de 02 a 06 de fevereiro no IAE, visa à continuidade da parceria entre os dois países e ao estabelecimento de novos projetos conjuntos que contribuirão significativamente para alavancar o desenvolvimento de foguetes de sondagem no Brasil.
Dentre os projetos bilaterais já estabelecidos, está o “Sharp Edge Flight Experiment” (Shefex), programa alemão desenvolvido pelo DLR que estuda formas aerodinâmicas para aplicação em veículos de reentrada atmosférica. Novos conceitos científicos de proteção térmica para veículos espaciais e a validação de novas ferramentas de projetos são alguns dos objetivos incluídos nesta parceria.
O fornecimento de foguetes de sondagem à Agência da Alemanha constitui outro ponto significativo definido durante a reunião internacional. Veículos VSB-30 e VS-40 serão fornecidos ao país, sendo o primeiro grupo destinado ao projeto europeu de microgravidade e, o segundo, ao experimento alemão de reentrada atmosférica Shefex-2. Dentro deste contexto, uma nova proposta surge para o desenvolvimento de veículo lançador suborbital para o experimento Shefex-3.
Participaram da reunião pelo DLR os engenheiros Peter Turner, Wolfgang Jung e Hansufrich Steimle; pelo CTA, o major brigadeiro Salamone, o brigadeiro Venâncio e o engenheiro Mauro Dolinsky; e, pelo IAE: o diretor do Instituto, coronel Pantoja; o vice-diretor de espaço, coronel Kasemodel; o representante da coordenadoria de projetos espaciais, tenente-coronel Tamashiro; o gerente do projeto VSB-30, engenheiro Eduardo Dore; e o gerente do VS-40, engenheiro Nelson Tavares.
Fonte: IAE/CTA
Comentários: observem que grande parte dos projetos bilaterais envolvem tecnologia de reentrada atmosférica, tecnologia que o Brasil tem desenvolvido no projeto do Satélite de Reentrada Atmosférica (SARA). Esse tipo de tecnologia é de acesso restrito no mercado internacional pelo fato de poder ser utilizado em ogivas de mísseis balísticos durante a fase de reentrada na atmosfera. Poucos países dominam a tecnologia, como EUA, Rússia, China, França e Índia.
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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Web-site da ACS
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A binacional Alcântara Cyclone Space (ACS), que operará o lançador Cyclone 4 a partir do Centro Espacial de Alcântara (CEA), no Maranhão, colocou esta semana o seu web-site no ar. O endereço é http://www.alcantaracyclonespace.com/
Há bastante conteúdo. O guia do usuário ("user's guide") do foguete Cyclone 4, com 132 páginas de informações e características do lançador, em inglês e ucraniano foi também disponibilizado (clique aqui para acessá-lo). Para quem se interessa pelo assunto, é um prato cheio.
Em breve, haverá mais novidades sobre a ACS.
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A binacional Alcântara Cyclone Space (ACS), que operará o lançador Cyclone 4 a partir do Centro Espacial de Alcântara (CEA), no Maranhão, colocou esta semana o seu web-site no ar. O endereço é http://www.alcantaracyclonespace.com/
Há bastante conteúdo. O guia do usuário ("user's guide") do foguete Cyclone 4, com 132 páginas de informações e características do lançador, em inglês e ucraniano foi também disponibilizado (clique aqui para acessá-lo). Para quem se interessa pelo assunto, é um prato cheio.
Em breve, haverá mais novidades sobre a ACS.
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
O sucesso dos outros
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Na última segunda-feira (2), o Irã inseriu em órbita seu primeiro satélite lançado por meios próprios, por meio do foguete Safir 2, baseado no míssil balístico Shahab 3. Para mais informações sobre a missão iraniana, acesse o Boletim em Órbita.
Com o sucesso da missão, o Irã se tornou o décimo país a integrar o seleto grupo de países lançadores de satélites, se juntando à Rússia, EUA, França, Inglaterra, Japão, China, Índia, Israel e Ucrânia.
Desde o final da década de setenta, com o lançamento da Missão Espacial Completa Brasileira (MECB) o Brasil almeja integrar o seleto clube de países com acesso direto ao espaço, sem intermediários. Desenvolve para tanto o programa VLS (Veículo Lançador de Satélites), tendo realizado já três tentativas, em 1997, 1999 e 2003, todas mal-sucedidas. Razões orçamentárias explicam o insucesso brasileiro, mas evidentemente não são as únicas causas.
A Coréia do Sul também quer entrar nesse grupo. Ainda esse ano, no verão, ou em 2010, deve lançar o primeiro protótipo do KSLV-1 (Korean Space Launch Vehicle - 1), desenvolvido por centros de pesquisa e indústrias coreanas, com forte apoio da Rússia. O primeiro estágio do lançador coreano é baseado num propulsor de combustível líquido que equipará a família de lançadores russos Angara.
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Na última segunda-feira (2), o Irã inseriu em órbita seu primeiro satélite lançado por meios próprios, por meio do foguete Safir 2, baseado no míssil balístico Shahab 3. Para mais informações sobre a missão iraniana, acesse o Boletim em Órbita.
Com o sucesso da missão, o Irã se tornou o décimo país a integrar o seleto grupo de países lançadores de satélites, se juntando à Rússia, EUA, França, Inglaterra, Japão, China, Índia, Israel e Ucrânia.
Desde o final da década de setenta, com o lançamento da Missão Espacial Completa Brasileira (MECB) o Brasil almeja integrar o seleto clube de países com acesso direto ao espaço, sem intermediários. Desenvolve para tanto o programa VLS (Veículo Lançador de Satélites), tendo realizado já três tentativas, em 1997, 1999 e 2003, todas mal-sucedidas. Razões orçamentárias explicam o insucesso brasileiro, mas evidentemente não são as únicas causas.
A Coréia do Sul também quer entrar nesse grupo. Ainda esse ano, no verão, ou em 2010, deve lançar o primeiro protótipo do KSLV-1 (Korean Space Launch Vehicle - 1), desenvolvido por centros de pesquisa e indústrias coreanas, com forte apoio da Rússia. O primeiro estágio do lançador coreano é baseado num propulsor de combustível líquido que equipará a família de lançadores russos Angara.
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domingo, 1 de fevereiro de 2009
Suspeita de espionagem no CLA
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A edição de hoje (1) do jornal Folha de S. Paulo traz uma reportagem ("Bóias" suspeitas cercam base de foguete") do jornalista Leonardo Souza sobre relatório elaborado pela Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) acerca de bóias com transmissores encontradas em praias próximas ao Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. De acordo com a reportagem, a ABIN está trabalhando "numa perícia mais aprofundada" dos equipamentos encontrados.
Bóias com transmissores VHF e/ou UHF próximas ao CLA já foram apreendidas em três ocasiões, sendo a última em outubro do ano passado. O relatório da ABIN, citado na matéria da Folha, indica que as bóias foram produzidas na Espanha e Japão. Destaca ainda o relatório: "A agência tem monitorado o aparecimento de bóias em intervalos de dois em dois anos, nas praias do CLA. Elas são acionadas por controle remoto via satélite e têm capacidade de enviar, transmitir e medir freqüência, além de possuírem espaço suficiente para abrigarem corpos estranhos; estão equipadas com bateria de longa duração e painel solar".
A íntegra da reportagem da Folha está disponível no clipping de hoje do Comando da Aeronáutica (NOTIMP), que pode ser acessado clicando-se aqui.
O monitoramento de lançamentos de foguetes por outros países é freqüente, e ocorre não apenas no Brasil. Vale destacar que o simples monitoramento não significa espionagem ou sabotagem.
Na edição 97 de Tecnologia & Defesa, de 2003, foi publicada uma reportagem de minha autoria ("A Tragédia de Alcântara") sobre o acidente com o VLS-1 V03. Eu apontei no texto várias medidas tomadas pelo Comando da Aeronáutica com o objetivo de monitorar e evitar possíveis interferências na operação de lançamento. Vejam abaixo:
"Medidas de segurança
A hipótese de sabotagem foi logo considerada pelo Comando da Aeronáutica, embora tenha sido praticamente descartada algumas semanas mais tarde, pois de acordo com a AEB, não haveria possibilidade de alguém de fora da base acionar a corrente elétrica que ignitou o motor. Segundo especialistas da Aeronáutica, para uma pessoa externa influir numa operação tão complexa quanto à de um lançamento espacial, seria preciso conhecer todo o sistema envolvido, as combinações de sigilo para então tentar interferir no processo criando um campo magnético e uma corrente que possa efetivamente iniciar um dispositivo inteiro.
Assim a possibilidade de um ‘hacker’ entrar no sistema é improvável de acontecer, segundo dizem os especialistas, porque o sistema brasileiro de lançamento é operacionalmente independente de qualquer contato com redes de informática, principalmente pela Internet. O sistema de segurança foi desenvolvido por duas empresas brasileiras - a COMPSIS e a Fundação ATECH, não tem ligação com a Internet e não possibilita o acesso via computador. Além disso, a linha de fogo do sistema é aterrada à casamata, na torre de umbilicais. Mesmo que houvesse um acionamento de software dedicado a essa atividade, a operação estaria segura por não estar ligada a computadores e pela proteção física do aterramento na seqüência de emissão de ordens.
Durante os preparativos para a operação São Luís, diversas medidas para assegurar sua realização bem-sucedida foram tomadas. Na área de proteção eletrônica, para dar segurança aos sistemas de operação, controle guiagem do VLS-1, foram utilizadas duas aeronaves R-99, da Força Aérea Brasileira, com a missão de controlar o espectro eletromagnético, em especial nas faixas de freqüência dos radares usados pelo Centro de Lançamentos de Alcântara (CLA) para o rastreamento do veículo, assim como das faixas de freqüências utilizadas pelo sistema de telemetria e telecomando. Duas equipes do Centro Integrado de Guerra Eletrônica (CIGE), do Exército Brasileiro, munidas de pessoal e equipamento especializado para a vigilância de emissões eletrônicas também foram utilizadas. Nas dependências do CLA, uma terceira equipe, composta por engenheiros do CTA, realizou atividades semelhantes a do CIGE. De julho a agosto, período em que as operações foram realizadas, nenhum sinal desconhecido ou hostil foi detectado, seja pelas equipes ou pelas aeronaves.
Para garantir a segurança de embarcações, além de possíveis interferências no decorrer da operação, foram adotadas medidas para restringir o acesso de barcos e navios à zona crítica de lançamento, na Baía de São Marcos, área que separa a cidade de São Luís do Centro de Lançamento de Alcântara, com a utilização de lanchas e navios-patrulha do 4º Distrito Naval, da Marinha Brasileira, e aeronaves P-95 da FAB.
No âmbito terrestre, com a finalidade de impedir o acesso de pessoas não autorizadas às áreas críticas de lançamento, foram utilizadas aeronaves e helicópteros da FAB, com a participação do 24º Batalhão de Caçadores do Exército Brasileiro, sediado em São Luís, MA, auxiliando nas patrulhas e controle das estradas e áreas adjacentes ao Centro. Aeronaves T-27 Tucano, destinadas para defesa área, ficaram de prontidão no aeroporto de São Luís, garantindo dessa forma o controle do espaço aéreo durante o período compreendido da janela de lançamento."
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A edição de hoje (1) do jornal Folha de S. Paulo traz uma reportagem ("Bóias" suspeitas cercam base de foguete") do jornalista Leonardo Souza sobre relatório elaborado pela Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) acerca de bóias com transmissores encontradas em praias próximas ao Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. De acordo com a reportagem, a ABIN está trabalhando "numa perícia mais aprofundada" dos equipamentos encontrados.
Bóias com transmissores VHF e/ou UHF próximas ao CLA já foram apreendidas em três ocasiões, sendo a última em outubro do ano passado. O relatório da ABIN, citado na matéria da Folha, indica que as bóias foram produzidas na Espanha e Japão. Destaca ainda o relatório: "A agência tem monitorado o aparecimento de bóias em intervalos de dois em dois anos, nas praias do CLA. Elas são acionadas por controle remoto via satélite e têm capacidade de enviar, transmitir e medir freqüência, além de possuírem espaço suficiente para abrigarem corpos estranhos; estão equipadas com bateria de longa duração e painel solar".
A íntegra da reportagem da Folha está disponível no clipping de hoje do Comando da Aeronáutica (NOTIMP), que pode ser acessado clicando-se aqui.
O monitoramento de lançamentos de foguetes por outros países é freqüente, e ocorre não apenas no Brasil. Vale destacar que o simples monitoramento não significa espionagem ou sabotagem.
Na edição 97 de Tecnologia & Defesa, de 2003, foi publicada uma reportagem de minha autoria ("A Tragédia de Alcântara") sobre o acidente com o VLS-1 V03. Eu apontei no texto várias medidas tomadas pelo Comando da Aeronáutica com o objetivo de monitorar e evitar possíveis interferências na operação de lançamento. Vejam abaixo:
"Medidas de segurança
A hipótese de sabotagem foi logo considerada pelo Comando da Aeronáutica, embora tenha sido praticamente descartada algumas semanas mais tarde, pois de acordo com a AEB, não haveria possibilidade de alguém de fora da base acionar a corrente elétrica que ignitou o motor. Segundo especialistas da Aeronáutica, para uma pessoa externa influir numa operação tão complexa quanto à de um lançamento espacial, seria preciso conhecer todo o sistema envolvido, as combinações de sigilo para então tentar interferir no processo criando um campo magnético e uma corrente que possa efetivamente iniciar um dispositivo inteiro.
Assim a possibilidade de um ‘hacker’ entrar no sistema é improvável de acontecer, segundo dizem os especialistas, porque o sistema brasileiro de lançamento é operacionalmente independente de qualquer contato com redes de informática, principalmente pela Internet. O sistema de segurança foi desenvolvido por duas empresas brasileiras - a COMPSIS e a Fundação ATECH, não tem ligação com a Internet e não possibilita o acesso via computador. Além disso, a linha de fogo do sistema é aterrada à casamata, na torre de umbilicais. Mesmo que houvesse um acionamento de software dedicado a essa atividade, a operação estaria segura por não estar ligada a computadores e pela proteção física do aterramento na seqüência de emissão de ordens.
Durante os preparativos para a operação São Luís, diversas medidas para assegurar sua realização bem-sucedida foram tomadas. Na área de proteção eletrônica, para dar segurança aos sistemas de operação, controle guiagem do VLS-1, foram utilizadas duas aeronaves R-99, da Força Aérea Brasileira, com a missão de controlar o espectro eletromagnético, em especial nas faixas de freqüência dos radares usados pelo Centro de Lançamentos de Alcântara (CLA) para o rastreamento do veículo, assim como das faixas de freqüências utilizadas pelo sistema de telemetria e telecomando. Duas equipes do Centro Integrado de Guerra Eletrônica (CIGE), do Exército Brasileiro, munidas de pessoal e equipamento especializado para a vigilância de emissões eletrônicas também foram utilizadas. Nas dependências do CLA, uma terceira equipe, composta por engenheiros do CTA, realizou atividades semelhantes a do CIGE. De julho a agosto, período em que as operações foram realizadas, nenhum sinal desconhecido ou hostil foi detectado, seja pelas equipes ou pelas aeronaves.
Para garantir a segurança de embarcações, além de possíveis interferências no decorrer da operação, foram adotadas medidas para restringir o acesso de barcos e navios à zona crítica de lançamento, na Baía de São Marcos, área que separa a cidade de São Luís do Centro de Lançamento de Alcântara, com a utilização de lanchas e navios-patrulha do 4º Distrito Naval, da Marinha Brasileira, e aeronaves P-95 da FAB.
No âmbito terrestre, com a finalidade de impedir o acesso de pessoas não autorizadas às áreas críticas de lançamento, foram utilizadas aeronaves e helicópteros da FAB, com a participação do 24º Batalhão de Caçadores do Exército Brasileiro, sediado em São Luís, MA, auxiliando nas patrulhas e controle das estradas e áreas adjacentes ao Centro. Aeronaves T-27 Tucano, destinadas para defesa área, ficaram de prontidão no aeroporto de São Luís, garantindo dessa forma o controle do espaço aéreo durante o período compreendido da janela de lançamento."
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