sábado, 12 de maio de 2012
Reunião do Conselho de Administração da ACS
Conselho de Administração aprova cronograma que prevê primeiro lançamento em novembro de 2013
11/05/2012
O Conselho de Administração da Binacional Alcântara Cyclone Space, em reunião ordinária realizada nos dias 25 e 26 de abril de 2012, aprovou o novo Cronograma Geral de Desenvolvimento do Sítio de Lançamento. O documento prevê que o voo de qualificação do Cyclone-4 ocorrerá em novembro de 2013.
No entanto, a implentação do novo Cronograma Geral está condicionada ao aumento de capital da ACS, já solicitada à Assembleia Geral da empresa e que está em estudo pelas autoridades competentes. A aprovação se deu por unanimidade.
O Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil, Marco Antonio Raupp, que presidiu a reunião do Conselho de Administração, disse entender que o novo Cronograma Geral é o desejável e tecnicamente viável, desde que ocorram todas as condicionantes apresentadas pelo Consórcio Cyclone-4, ou seja, a sua aprovação também depende da capitalização da ACS.
Outras decisões
O Conselho de Administração da Binacional aprovou, ainda, o orçamento para os meses de junho e julho, por unanimidade. O órgão colegiado, também de forma unânime, aprovou o Relatório Anual e os demonstrativos financeiros da ACS (Balanço Patrimonial, Demonstrativo de Resultado, Demonstrativo de Fluxo de Caixa e do Relatório da Auditoria Independente).
O Conselho de Administração da ACS é composto por oito membros, sendo quatro brasileiros e quatro ucranianos. Os membros do Brasil representam o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a Agência Espacial Brasileira (AEB), o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) e o Ministério da Fazenda (MF).
Os membros ucranianos representam a Agência Estatal Espacial da Ucrânia, Gabinete de Ministros e o Fundo de Propriedade Estatal da Ucrânia.
Visita
Dias antes da realização do encontro do Conselho de Administração da ACS, uma delegação ucraniana encabeçada pelo Presidente da Agência Espacial da Ucrânia (SSAU), Yuri Alexeyev, visitou o canteiro industrial das obras do Sitio de Lançamento do "Cyclone-4", em Alcântara (MA).
Durante a visita, os integrantes da delegação acompanharam o andamento das obras, participaram de apresentações das empresas responsáveis quanto ao cumprimento do cronograma de obras do Sítio de Lançamento, e, concomitantemente, discutiram uma série de questões com representantes das empresas contratadas pela Binacional para fazer a obra.
Fonte: ACS
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Raupp: BR1Sat em "fase final de acordo de acionistas"
A parceria entre a Embraer e Telebras está na fase final do acordo de acionistas
09/05/2012
O ministro da Ciência e Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, afirmou hoje que a joint-venture entre a Embraer e Telebras, para a construção do satélite nacional de comunicações e militar, está sendo sacramentada por acordo de acionistas entre as duas empresas, que está em sua fase final.
Segundo ele, a nova empresa, a Br1sat, começou a lançar no mercado internacional os pedidos de propostas de preço das peças dos satélites, cuja integração será feita pela nova empresa.
Conforme o ministro, ainda no governo de Dilma Rousseff deverão ser lançados três satélites brasileiros. Este de telecomunicações, geoestacionário, para o qual o governo está reservando R$ 716 milhões, e dois outros satélites meteorológicos, em parceria com a China e Ucrânia. "Bateremos o recorde de, em um único mandato presidencial, lançarmos três satélites", afirmou o ministro. (Da redação)
Fonte: Telesintese
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sexta-feira, 11 de maio de 2012
Leonel Perondi na direção do INPE
A reportagem de hoje (11) da Folha de S. Paulo destaca que o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marco Antonio Raupp, escolheu o pesquisador Leonel Perondi como o novo diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em substituição a Gilberto Câmara, demissionário desde agosto de 2011.
O nome de Perondi está agora em análise pela Casa Civil, como de praxe em indicações para cargos do governo. Sua indicação, aliás, confirma os rumores que circulavam nos bastidores desde dezembro de 2011, quando a lista tríplice foi entregue ao MCTI. No final de janeiro, o blog publicou: "Especula-se que um ex-vice diretor do INPE seja um deles, juntamente com o chefe de uma importante unidade (por muitos, considerada independente) do Instituto, e um pesquisador do INPE, engenheiro formado na década de setenta pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA). Ainda, há rumores, vindos de duas pessoas familiarizadas com o assunto, de que um dos integrantes assumiria uma diretoria da Agência Espacial Brasileira (AEB)."
De acordo com seu curriculum Lattes, Leonel Fernando Perondi é graduado em engenharia mecânica pelo ITA (1980), com mestrado pelo INPE e doutorado pela Universidade de Oxford. Entre 2001 e 2005, foi diretor substituto do INPE, tendo atuado também em projetos de engenharia e tecnologia espaciais, como o programa CBERS (gerente-geral entre 2002 e 2005). Caso sua indicação seja confirmada, o INPE muito provavelmente voltará a ter mais enfoque em projetos de engenharia de satélites, algo que, segundo alguns críticos, poderia ter sido mais efetivo na gestão de Câmara.
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quarta-feira, 9 de maio de 2012
Ensaio de separação do 1º estágio do VLS
IAE realiza o Terceiro Ensaio de Separação dos Quatro Propulsores do Primeiro Estágio do VLS
Campo Montenegro, 04/05/2012
IAE realiza o Terceiro Ensaio de Separação dos Quatro Propulsores do Primeiro Estágio do VLS.
Foi realizado em 03 de Maio de 2012, no Laboratório de Integração de Propulsores do IAE, mais um ensaio de separação dos quatro propulsores do primeiro estágio do VLS-1.
Esta foi a terceira campanha de ensaio de separação, que durou aproximadamente um mês de preparação e integração. O evento foi realizado com sucesso e contou com uma equipe de 30 servidores entre técnicos e engenheiros do Instituto. O Ensaio foi acompanhado pelo Tenente Brigadeiro do Ar Ailton dos Santos Polhmann, Diretor-Geral do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial– DCTA, do Brigadeiro do Ar Wander Almodóvar Golfetto, Chefe do Subdepartamento Técnico do DCTA e do Brigadeiro Engenheiro Carlos Antônio de Magalhães Kasemodel, Diretor do IAE.
O protótipo de teste estava instrumentado com aproximadamente de 180 sensores para as medições de parâmetros físicos como: choque mecânico, vibração quase estática, deformação, simultaneidade de separação dos 4 propulsores do primeiro estágio, deslocamento, além da cobertura fotográfica e de vídeo (HD e alta velocidade).
Os dados coletados neste ensaio serão analisados e confrontados com os dos outros dois ensaios, realizados anteriormente, e servirão de base para conhecer os fenômenos e cargas mecânicas geradas no veículo durante esta fase importante de voo.
Fonte: IAE/DCTA
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domingo, 6 de maio de 2012
O valor da inovação
Como parte de suas estratégias para o aquecido mercado brasileiro, algumas empresas estrangeiras dos setores aeroespacial e de defesa têm ido além da fabricação local ou promessas de transferência de tecnologia. Comprometem-se agora com projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), isto é, desenvolver novos produtos e tecnologias no País, em parceria com universidades, centros de pesquisa e indústrias brasileiras. Tais estratégias, embora relacionadas principalmente à projetos do setor de defesa (Programa F-X2, Sisfron e SisGAAz, dentre outros), podem também beneficiar a área espacial, direta ou indiretamente.
No início de abril, a norte-americana Boeing anunciou a criação, no País, de um centro de pesquisa e desenvolvimento (Boeing Research & Technology - Brazil), a ser instalado em São Paulo, e que terá como principais áreas de foco de pesquisa, biocombustíveis sustentáveis de aviação, gestão avançada de tráfego aéreo, metais avançados, biomateriais e tecnologias de apoio e serviço, tanto para a área comercial quanto para a área militar. A Boeing seguiu a estratégia já adotada pelo grupo europeu EADS e o sueco Saab (veja no final desta postagem nota da coluna "Defesa & Negócios", publicada na edição n.º 127 de Tecnologia & Defesa, de dezembro de 2011).
Um exemplo dos benefícios que estes esforços em PD&I podem gerar às atividades espaciais brasileiras: em 19 de abril, representantes da Boeing Research & Technology estiveram no Instituto de Estudos Avançados (IEAv), do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos (SP), para discutir aspectos relacionados à consolidação de uma parceria para a realização de experimentos e cálculos teóricos relacionados à pesquisa em veículos hipersônicos, em particular, o projeto do veículo 14-X.
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Saab e EADS atentas à inovação
Para ocupar posição relevante no mercado brasileiro de defesa, não basta mais apenas se comprometer a fabricar localmente e transferir tecnologia. Com o crescente interesse do governo brasileiro em aprimorar sua capacidade de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), alguns grupos com fortes laços com o País estão se antecipando e anunciando criação de centros locais de PD&I.
Em maio [de 2011], a sueca Saab participou, como membro fundador, do lançamento do Centro de pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro (CISB), instalado em São Bernardo do Campo (SP), que desenvolverá projetos nas áreas de defesa e segurança, energia sustentável e desenvolvimento urbano, em parceria com empresas, entidades governamentais e universidades do Brasil e da Suécia. Em novembro, o CISB e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) fecharam um acordo para a concessão de 100 bolsas de estudos para pesquisadores brasileiros na Suécia, que serão financiadas pela Saab.
Em novembro [de 2011], o grupo europeu EADS anunciou que instalará no Brasil, em local ainda não definido, o seu sexto centro de inovação fora da Europa, que deverá reunir as atividades das unidades do grupo já presentes no País. A Helibras, subsidiária da Eurocopter, a Cassidian, por meio da joint-venture com a Odebrecht e a Equatorial Sistemas, controlada pela Astrium, já desenvolvem atividades de inovação no Brasil. A Equatorial Sistemas, instalada em São José dos Campos (SP), por exemplo, obteve inclusive linhas de subvenção econômica da FINEP, empresa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação que financia projetos no setor. O centro brasileiro estará conectado a outros 16 núcleos de inovação e pesquisa da EADS, que contam com mais de 700 engenheiros distribuídos em nove países. Além da Europa, em seus mercados "domésticos", a EADS tem centros de inovação na Rússia, Índia, EUA, Cingapura e China.
Fonte: Tecnologia & Defesa n.º 127, coluna "Defesa & Negócios".
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sexta-feira, 4 de maio de 2012
Primeira declaração do novo presidente da AEB
Novo presidente da AEB: primeira declaração
O matemático José Raimundo Braga Coelho foi nomeado presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB). O decreto da sua nomeação, assinado pela presidenta Dilma Roussef, foi publicado na edição de hoje do Diário oficial da União (DOU).
Eis, a seguir a primeira declaração do novo presidente:
“Minhas primeiras palavras são dirigidas à Presidenta Dilma Rousseff. Muito agradeço à Sua Excelência pela confiança em mim depositada, ao me oferecer a oportunidade ímpar de presidir a Agência Espacial Brasileira, o principal órgão executor de nossa política espacial, parte imprescindível do histórico esforço nacional de desenvolvimento sustentável com forte e inédita inclusão social em que o Brasil está – felizmente – empenhado há vários anos.
Sou grato também ao companheiro de jornadas inesquecíveis em prol do progresso da ciência, da tecnologia e da inovação em nosso país, o Ministro Marco Antonio Raupp, de quem tenho orgulho de ser velho amigo e a quem tenho a enorme responsabilidade de suceder no comando do programa de atividades espaciais brasileiras. Sem desmerecer nenhum dos Ministros da Ciência e Tecnologia anteriores, permitam-me dizer que o Professor Raupp é o nosso primeiro Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovação e Espaço, porque ele veio da área espacial, onde já realizou uma obra marcante. Vou trabalhar sob sua orientação direta. Vamos estar juntos, lado a lado, dando continuidade ao que melhor se fez até hoje desde a fundação da Agência, em 1994, bem como desbravando novos caminhos e desenvolvendo novas soluções.
Vamos trabalhar em equipe, ouvindo e prestigiando o senso de iniciativa e o talento de nossos técnicos e especialistas.
Temos grandes e nobres tarefas pela frente: precisamos abrir novas e promissoras perspectivas para o Programa Espacial Brasileiro; acelerar a implementação de nossas ações; lançar em novembro próximo o CBERS-3 e diversificar o programa de satélites sino-brasileiros; levar adiante nosso programa de lançadores; incrementar a mais profunda participação das empresas industriais brasileiras, bem como das universidades e centros de pesquisa tecnológica em nossos projetos espaciais; lançar no prazo estabelecido o primeiro satélite geoestacionário brasileiro com base num empreendimento público-privado entre Telebras e Embraer. Desafios não nos faltam. Decisão de enfrentá-los e superá-los, também não. Mãos à obra”.
(04 de maio de 2012)
Fonte: AEB
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Formação de engenheiros para a ACS
Formação de Recursos Humanos em Ciência e Tecnologia Aeroespacial: Projeto CNPq-UnB-DNU-ACS
O estabelecimento da empresa binacional (Brasil & Ucrânia) Alcântara Cyclone Space - ACS surgiu como iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia brasileiro e da Agência Espacial Ucraniana e empresa Yuzhnoye State Design Office – SDO com o intuito de explorar comercialmente o lançamento de satélites de médio porte a partir da base de Alcântara no Maranhão.
O corpo de engenheiros da ACS é constituído de profissionais brasileiros e ucranianos. Desta forma, a empresa julgou de grande valia que o grupo brasileiro conhecesse com mais profundidade o modus operandi dos colegas ucranianos.
Como a Ucrânia já possui um programa aeroespacial consolidado, e no caso brasileiro, apenas recentemente iniciaram-se cursos específicos de engenharia aeroespacial. O objetivo principal deste projeto é a formação de recursos humanos na área aeroespacial, em nível de mestrado (acadêmico) em programas da Faculdade de Tecnologia da Universidade de Brasília (FT-UnB) em conjunto com a Dnipropetrovsk National University (DNU) da Ucrânia.
O prazo estipulado para conclusão do curso de mestrado é de 18 meses, dos quais doze são no Brasil e seis na Ucrânia. Todos os egressos têm orientadores brasileiros e co-orientadores ucranianos. O curso começou no início de 2011 e atualmente a fase de estudos na Ucrânia está em processo.
A fase de estudos no Brasil teve como meta o nivelamento em conhecimentos avançados de engenharia e a formação específica em sistemas aeroespaciais. Assim, os futuros mestres tiveram que cursar disciplinas com conteúdo matemático e técnico nas áreas analítica, experimental e numérica. Isto se fez necessário para que os estudantes conhecessem o vocabulário, especificidades e aspectos técnico-científicos do campo.
O período de seis meses estudos na Ucrânia tem como meta a experiência no que se refere a aspectos tecnológicos e culturais. Na cidade de Dnipropetrovsk, além do trabalho na DNU, os alunos têm acesso ao complexo Yuzhnoye SDO e Yuzhmash Machine Building Plant, empresas estatais que, respectivamente, projetam e fabricam foguetes e satélites ucranianos e que são a contraparte ucraniana da ACS.
Logo após a chegada a ucrânia, depois de um período de adaptação inicial e de processo de matrícula na DNU, os estudantes foram inscritos no curso de russo obrigatório para estrangeiros e apresentados formalmente ao quadro de professores coorientadores e as suas respectivas áreas de pesquisa que consistem em:
- Estimação, determinação e controle de atitude de nano-satélites lançados em órbita baixa para sensoriamento remoto;
- Projeto de estação de solo para a comunicação e rastreamento de satélites com finalidade de envio de comandos e o recebimento de telemetria e dados de sensoriamento remoto;
- Desenvolvimento de ferramentas computacionais para a simulação de escoamentos sobre geometrias de foguetes;
- Estudo de propelentes líquidos utilizados na família de foguetes Cyclone e projeto de motor foguete líquido;
- Estudo e desenvolvimento de metodologia de projeto de lançadores;
- Desenvolvimento de ferramentas computacionais para a simulação e a predição da balística interna de motores foguetes híbridos;
- Desenvolvimento de motor foguete com sistemas de propelentes pastosos aplicada a estágios superiores de veículos lançadores, a satélites e a espaçonaves;
- Estudo da dinâmica e modelagem matemática de veículos lançadores;
- Estudo de diferentes materiais para a fabricação ou proteção de bocais aplicados em motores foguetes hibridos;
- Estudo de processos de soldagem e metalurgia da soldagem aplicados a foguetes.
Quando retornarem ao Brasil os alunos farão a defesa de suas dissertações de mestrado, finalizando o programa de formação. Desta forma, os alunos estarão aptos a entrarem no quadro de funcionários da ACS, uma vez terão o conhecimento e experiência necessários ao trabalho na empresa.
Fonte: AlCântara Cyclone Space, 04/05/2012
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quinta-feira, 3 de maio de 2012
Nomeação do novo presidente da AEB
José Raimundo Coelho (Foto: Divulgação)
Esta tarde, o blog Panorama Espacial recebeu a informação de que a Presidente da República, Dilma Rousseff, assinaria hoje (03) a nomeação de José Raimundo Coelho para a presidência da Agência Espacial Brasileira (AEB), há muito tempo aguardada. Se confirmada, a expectativa é que a nomeação seja publicada no Diário Oficial da União dos próximos dias.
Desde a nomeação de Marco Antonio Raupp para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, em janeiro deste ano, a AEB não tinha presidente efetivo. José Raimundo Coelho é formado em física, com mestrado pelo Courant Institute For Mathematics Science, e passagens no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). É considerado homem de confiança de Raupp, e deve ser personagem importante no processo de reestruturação do Programa Espacial Brasileiro.
.quarta-feira, 2 de maio de 2012
Workshop em Engenharia e Tecnologias Espaciais
Alunos da ETE podem apresentar trabalhos em workshop
Quarta-feira, 02 de Maio de 2012
O prazo para submissão de trabalhos ao 3º Workshop em Engenharia e Tecnologia Espaciais (WETE) foi prorrogado para 15 de maio. O evento será realizado de 4 a 6 de junho no auditório Fernando de Mendonça, na sede do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos.
Promovido pelos próprios alunos da pós-graduação em Engenharia e Tecnologia Espaciais (ETE) do INPE, o workshop pretende estimular um ambiente criativo, inovador, desafiador e de produção científica.
O evento também promove a integração entre as quatro áreas do programa de pós-graduação da ETE/INPE: Engenharia e Gerenciamento de Sistemas Espaciais, Combustão e Propulsão, Mecânica Espacial e Controle, e Materiais e Sensores. Cada uma dessas áreas, com suas respectivas linhas de pesquisa e desenvolvimento, abrange disciplinas que, juntas, complementam o conhecimento necessário para os estudos relacionados à Engenharia Espacial.
Mais informações na página www.inpe.br/wete
Fonte: INPE
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terça-feira, 1 de maio de 2012
Notícias sobre satélites de observação terrestre
Abaixo, duas interessantes notícias dos últimos dias sobre satélites de observação terrestre:
Envisat fora do ar
Desde 8 de abril, o satélite Envisat, da Agência Espacial Europeia (ESA, sigla em inglês), deixou de fazer contato com as estações terrenas, por razões ainda desconhecidas, com consequente interrupção do envio de dados. Há várias semanas, equipes da ESA tem buscado restabelecer o contato com o satélite, o maior de observação terrestre já construído, com massa superior a 8.200 kg.
Em nota divulgada pela ESA, foram reproduzidas interessantes imagens do Envisat obtidas pelo satélite Pleiades, lançado no final de 2011, e também por um radar localizado na cidade de Wachtberg, na Alemanha (clique aqui para vê-las). A imagem gerada pelo Pleiades foi obtida graças a uma rotação do satélite para capturar o Envisat, que estava a uma distância de aproximadamente 100 km.
Desde setembro de 2009, o Brasil conta com uma estação terrena, localizada em Cachoeira Paulista (SP), para recepção e processamento de dados do Envisat, dedicada ao sensoriamento remoto marinho. As imagens recebidas pela estação eram utilizadas para o monitoramento da costa brasileira.
Parceria entre Astrium e Hisdesat para imagens radar
Em 24 de abril, as companhias europeias Astrium Geo-Information Services, da Alemanha, e Hisdesat, da Espanha, anunciaram a assinatura de um acordo para a operação e comercialização conjunta de imagens do satélite radar Paz, de aplicações civis e militares e que será colocado em órbita em 2013.
Com o acordo, a Astrium amplia seu leque de produtos de imagens radar, hoje formado por produtos gerados pelos satélites alemães TerraSAR-X e TanDEM-X. O Paz, a exemplo dos satélites alemães, contará com um imageador radar na banda X. O acordo também é um bom negócio para a Hisdesat, que aliada à Astrium, não enfrentará sozinha a forte competição no mercado de imagens de satélites por radar, dominado pela Astrium, Telezpazio (imagens da constelação COSMO SkyMed) e MDA (Radarsat).
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