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O relatório de gestão do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) sobre o ano de 2008 (clique aqui para ler a postagem anterior sobre o documento) coloca como uma das principais metas do Instituto para os próximos anos, dentro do Planejamento 2009-2012, a definição da missão dos satélites CBERS 5 e 6, e também do chamado CBERS-SAR.
O CBERS-SAR será uma versão do satélite sino-brasileiro de sensoriamento remoto com um sensor radar (SAR, sigla de Synthetic Aperture Radar). Em entrevista concedida ao blog no mês de fevereiro (veja aqui), Gilberto Câmara, diretor do INPE contou que uma das alternativas caso o MAPSAR não se concretizasse por falta de interesse da Alemanha seria o desenvolvimento de um satélite-radar com a China. O interessante é que esta seria uma alternativa, a depender da definição alemã. Porém, o INPE já avança ao ponto de definir uma possível missão, e inclusive listá-la em suas prioridades.
As restrições impostas pela legislação norte-americana ITAR (International Traffic Arms Regulations) ao Programa CBERS, mas que acabam prejudicando também outros projetos do Programa Espacial, inclusive de satélites, parecem não preocupar. Esta seria uma das razões pela qual muitos apostam que o CBERS não terá continuidade. Algo a se conferir no futuro.
A propósito da cooperação espacial entre o Brasil e a China, o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem embarca para Pequim essa semana.
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domingo, 10 de maio de 2009
Atividades do INPE em 2008
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O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) disponibilizou o seu relatório de gestão referente ao ano de 2008 (clique aqui para acessá-lo). O documento, que tem como finalidade principal auxiliar no processo anual de aprovação de contas do Instituto, é uma importante fonte de informações, pois apresenta vários dados sobre os avanços e o status das atividades desenvolvidas no ano passado.
A seguir, apresentamos um breve descritivo e alguns comentários sobre as atividades desenvolvidas em engenharia de satélites.
Desenvolvimento do satélite Amazônia-1
Segundo as informações constantes do relatório de gestão, o lançamento do Amazônia-1 é agora previsto para 2012. No ano passado, foi assinado um acordo entre o INPE e o Rutherford Appleton Laboratory (RAL), do Reino Unido, para a inclusão de uma câmera RALCAM-3, com resolução de 10 metros, no satélite brasileiro.
O relatório destaca alguns avanços no projeto em 2008, a saber: (i) teste de qualificação do catalisador para os propulsores de hidrazina, desenvolvido pelo INPE, em andamento; (ii) teste dos modelos de qualificação, exceto PCDU (Unidade de Controle de Distribuição de Potências), ACDH (Attitude Control and Data Handling) e transponder TT&C (Telemetria e Telecomando); (iii) início da campanha de testes integrados dos propulsores montados no painel estrutural da Plataforma Multimissão (PMM); (iv) contratação da indústria argentina INVAP para assistência técnica para o desenvolvimento, a fabricação, a integração e os testes de qualificação do subsistema ACDH, com transferência de tecnologia; (v) contratação da indústria brasileira Opto Eletrônica para o desenvolvimento e produção da carga útil principal do Amazônia-1, o imageador AWFI (Advanced Wide Field Imager); e (vi) aquisição de componentes para a carga útil do satélite, que envolvem equipamentos de transmissão e gravação a bordo e o imageador AWFI.
No passado, o blog já havia informado sobre alguns atrasos preocupantes em alguns subsistemas do Amazônia-1. O relatório de gestão do INPE comenta esses atrasos, conforme se nota no parágrafo abaixo:
"Deve ser observado, entretanto, que, apesar do efetivo acompanhamento do contrato pelas equipes técnicas do INPE, o cronograma de desenvolvimento desse satélite se encontra em atraso em virtude de dificuldades enfrentadas pelas empresas contratadas, as quais imputaram significantes restrições ao desenvolvimento tecnológico, resultando na não disponibilidade no tempo previsto dos Modelos de Qualificação da PCDU (Unidade de Controle de Distribuição de Potências) e do transponder TT&C (Telemetria e Telecomando). Mesmo assim, essa situação não corresponde ao item limitante do cronograma global da missão."
Satélite científico Lattes
No ano passado, foi tomada a decisão de unir as missões científicas Equars e Mirax num único satélite, maior, baseado na PMM, tendo em vista que o custo de lançamento de cada satélite ficaria mais elevado que o próprio artefato.
Em 2008, foram realizadas as seguintes atividades relacionadas à Missão Lattes, homenagem do INPE ao físico brasileiro César Lattes: (i) análise de missão para demonstrar a viabilidade de se realizar as Missões EQUARS e MIRAX em um único satélite; (ii) identificação dos requisitos operacionais da missão e possíveis adaptações aos requisitos estabelecidos para a PMM; (iii) recebimento e testes de aceitação dos atuadores magnéticos utilizados no sistema de controle de atitude da PMM a ser utilizada na missão; (iv) contratação da fabricação do instrumento GPS para Rádio Ocultação (GROM) (Carga útil da Missão EQUARS); e (v) contratação do desenvolvimento/fabricação do instrumento Fotômetro (carga útil da Missão EQUARS).
MAPSAR
O projeto do satélite radar MAPSAR, parceria do INPE com a DLR (agência espacial da Alemanha) é descrito genericamente. Curiosamente, o relatório não menciona a informação dada ao blog por Gilberto Câmara (clique aqui), diretor do INPE, sobre o "stand-by" do Brasil em relação ao interesse da Alemanha em dar prosseguimento ao projeto. A expectativa é que até setembro ou outubro desse ano a parte europeia posicione o Brasil sobre o futuro da iniciativa.
No ano passado, foram realizadas as seguintes atividades referentes ao MAPSAR: (i) assinatura do acordo para o desenvolvimento da Fase B que compreende o projeto detalhado do sistema, incluindo a configuração do satélite a ser produzido, do segmento solo e do segmento de aplicações; (ii) construção de um modelo em escala para demonstrar a viabilidade técnica da construção da antena parabólica do sistema SAR; e (iii) preparação do WBS (Estrutura de Divisão de Trabalho) para todas as fases da missão.
Satélite GPM-BR
O INPE participará de uma rede internacional envolvendo uma constelação de nove satélites para o monitoramento de chuvas, gestão das águas, monitoramento e entendimento das mudanças climáticas, alertas de desastres naturais e apoio à agricultura. O Brasil deverá desenvolver um satélite específico para essa constelação, o GPM-BR. Em 2008, foram executadas as seguintes atividades: (i) análise preliminar para demonstrar a compatibilidade e viabilidade técnica em termos dos envelopes dimensional, de potência e de massa entre a carga útil e a PMM para um radiômetro, com probabilidade de ser disponibilizado pelo EUA; e (ii) início da procura de alternativas para o fornecimento do instrumento da carga útil do GPM-BR.
CBERS 3 e 4
A construção dos dois satélites da segunda série do CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite) está atrasada em razão de dificuldades de empresas nacionais contratadas cumprirem o cronograma, e também por causa das limitações impostas pela legislação ITAR (International Traffic Arms Regulation), dos EUA, que restringe a comercialização de tecnologias sensíveis. O relatório informa:
“O desenvolvimento dos subsistemas encontra-se em atraso porque as empresas nacionais contratadas estão com dificuldades de cumprir o cronograma. O atraso, em parte, é causado pela dificuldade na aquisição de componentes com qualificação espacial, devido ao controle de comercialização de tecnologias sensíveis pelos EUA. A dificuldade de acesso aos componentes tem acarretado modificações nos projetos desses subsistemas, aumento de custos e prorrogação do lançamento previsto para 2010. O INPE adquiriu os componentes eletrônicos no final do ano.”
Encontra-se em andamento as seguintes atividades: (i) fabricação dos modelos de qualificação dos subsistemas dos CBERS 3 & 4; (ii) software para os testes do modelo de engenharia dos CBERS 3 & 4; (iii) software para segmento de controle dos satélites CBERS 3 & 4; e (iv) teste dinâmico do modelo estrutural dos CBERS 3 & 4.
No ano passado, foram concluídos os (i) testes ambientais e estruturais de alguns subsistemas do satélite CBERS 3; (ii) fabricação da maioria dos modelos de engenharia; (iii) fabricação da maquete radioelétrica; (iv) teste estático no modelo estrutural do CBERS 3 & 4; e (v) encontro de Coordenação Técnica (TCM 8) na China.
O tópico sobre o projeto dos satélites sino-brasileiros é encerrado com a informação de que os principais desafios do programa são a superação dos bloqueios internacionais às tecnologias sensíveis, e a garantia do cumprimento dos eventos contratuais pelas empresas envolvidas.
Satélites tecnológicos de pequeno porte
O INPE participa do projeto de desenvolvimento de satélites tecnológicos de pequeno porte, cuja execução é de responsabilidade da Agência Espacial Brasileira (AEB). A participação do Instituto se dá por meio de cooperação com o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), do Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA) para o "desenvolvimento, fabricação, integração, testes, lançamento e operação de um microssatélite tecnológico [ITASAT] para validação em órbita de um sistema integrado de supervisão de bordo e controle de atitude e órbita (Attitude Control and Data Handling – ACDH), munido de um sistema de localização GPS (Global Positioning System), com provisão para duas cargas úteis: um Subsistema de Coleta de Dados (Data Collecting Subsystem – DCS) e uma outra carga, a ser definida."
Em 2008, foram finalizados os testes de vibração mecânica e ciclagem térmica, realizados no Laboratório de Integração e Testes (LIT), do INPE, de componentes e partes eletrônicas que podem ser aplicados no computador de bordo experimental do ITASAT. De acordo com o relatório de gestão, a análise de missão que tem como objetivo demonstrar a compatibilidade de experimentos com a operação do satélite, similar ao SCD (Satélite de Coleta de Dados), está em fase conclusiva.
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O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) disponibilizou o seu relatório de gestão referente ao ano de 2008 (clique aqui para acessá-lo). O documento, que tem como finalidade principal auxiliar no processo anual de aprovação de contas do Instituto, é uma importante fonte de informações, pois apresenta vários dados sobre os avanços e o status das atividades desenvolvidas no ano passado.
A seguir, apresentamos um breve descritivo e alguns comentários sobre as atividades desenvolvidas em engenharia de satélites.
Desenvolvimento do satélite Amazônia-1
Segundo as informações constantes do relatório de gestão, o lançamento do Amazônia-1 é agora previsto para 2012. No ano passado, foi assinado um acordo entre o INPE e o Rutherford Appleton Laboratory (RAL), do Reino Unido, para a inclusão de uma câmera RALCAM-3, com resolução de 10 metros, no satélite brasileiro.
O relatório destaca alguns avanços no projeto em 2008, a saber: (i) teste de qualificação do catalisador para os propulsores de hidrazina, desenvolvido pelo INPE, em andamento; (ii) teste dos modelos de qualificação, exceto PCDU (Unidade de Controle de Distribuição de Potências), ACDH (Attitude Control and Data Handling) e transponder TT&C (Telemetria e Telecomando); (iii) início da campanha de testes integrados dos propulsores montados no painel estrutural da Plataforma Multimissão (PMM); (iv) contratação da indústria argentina INVAP para assistência técnica para o desenvolvimento, a fabricação, a integração e os testes de qualificação do subsistema ACDH, com transferência de tecnologia; (v) contratação da indústria brasileira Opto Eletrônica para o desenvolvimento e produção da carga útil principal do Amazônia-1, o imageador AWFI (Advanced Wide Field Imager); e (vi) aquisição de componentes para a carga útil do satélite, que envolvem equipamentos de transmissão e gravação a bordo e o imageador AWFI.
No passado, o blog já havia informado sobre alguns atrasos preocupantes em alguns subsistemas do Amazônia-1. O relatório de gestão do INPE comenta esses atrasos, conforme se nota no parágrafo abaixo:
"Deve ser observado, entretanto, que, apesar do efetivo acompanhamento do contrato pelas equipes técnicas do INPE, o cronograma de desenvolvimento desse satélite se encontra em atraso em virtude de dificuldades enfrentadas pelas empresas contratadas, as quais imputaram significantes restrições ao desenvolvimento tecnológico, resultando na não disponibilidade no tempo previsto dos Modelos de Qualificação da PCDU (Unidade de Controle de Distribuição de Potências) e do transponder TT&C (Telemetria e Telecomando). Mesmo assim, essa situação não corresponde ao item limitante do cronograma global da missão."
Satélite científico Lattes
No ano passado, foi tomada a decisão de unir as missões científicas Equars e Mirax num único satélite, maior, baseado na PMM, tendo em vista que o custo de lançamento de cada satélite ficaria mais elevado que o próprio artefato.
Em 2008, foram realizadas as seguintes atividades relacionadas à Missão Lattes, homenagem do INPE ao físico brasileiro César Lattes: (i) análise de missão para demonstrar a viabilidade de se realizar as Missões EQUARS e MIRAX em um único satélite; (ii) identificação dos requisitos operacionais da missão e possíveis adaptações aos requisitos estabelecidos para a PMM; (iii) recebimento e testes de aceitação dos atuadores magnéticos utilizados no sistema de controle de atitude da PMM a ser utilizada na missão; (iv) contratação da fabricação do instrumento GPS para Rádio Ocultação (GROM) (Carga útil da Missão EQUARS); e (v) contratação do desenvolvimento/fabricação do instrumento Fotômetro (carga útil da Missão EQUARS).
MAPSAR
O projeto do satélite radar MAPSAR, parceria do INPE com a DLR (agência espacial da Alemanha) é descrito genericamente. Curiosamente, o relatório não menciona a informação dada ao blog por Gilberto Câmara (clique aqui), diretor do INPE, sobre o "stand-by" do Brasil em relação ao interesse da Alemanha em dar prosseguimento ao projeto. A expectativa é que até setembro ou outubro desse ano a parte europeia posicione o Brasil sobre o futuro da iniciativa.
No ano passado, foram realizadas as seguintes atividades referentes ao MAPSAR: (i) assinatura do acordo para o desenvolvimento da Fase B que compreende o projeto detalhado do sistema, incluindo a configuração do satélite a ser produzido, do segmento solo e do segmento de aplicações; (ii) construção de um modelo em escala para demonstrar a viabilidade técnica da construção da antena parabólica do sistema SAR; e (iii) preparação do WBS (Estrutura de Divisão de Trabalho) para todas as fases da missão.
Satélite GPM-BR
O INPE participará de uma rede internacional envolvendo uma constelação de nove satélites para o monitoramento de chuvas, gestão das águas, monitoramento e entendimento das mudanças climáticas, alertas de desastres naturais e apoio à agricultura. O Brasil deverá desenvolver um satélite específico para essa constelação, o GPM-BR. Em 2008, foram executadas as seguintes atividades: (i) análise preliminar para demonstrar a compatibilidade e viabilidade técnica em termos dos envelopes dimensional, de potência e de massa entre a carga útil e a PMM para um radiômetro, com probabilidade de ser disponibilizado pelo EUA; e (ii) início da procura de alternativas para o fornecimento do instrumento da carga útil do GPM-BR.
CBERS 3 e 4
A construção dos dois satélites da segunda série do CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite) está atrasada em razão de dificuldades de empresas nacionais contratadas cumprirem o cronograma, e também por causa das limitações impostas pela legislação ITAR (International Traffic Arms Regulation), dos EUA, que restringe a comercialização de tecnologias sensíveis. O relatório informa:
“O desenvolvimento dos subsistemas encontra-se em atraso porque as empresas nacionais contratadas estão com dificuldades de cumprir o cronograma. O atraso, em parte, é causado pela dificuldade na aquisição de componentes com qualificação espacial, devido ao controle de comercialização de tecnologias sensíveis pelos EUA. A dificuldade de acesso aos componentes tem acarretado modificações nos projetos desses subsistemas, aumento de custos e prorrogação do lançamento previsto para 2010. O INPE adquiriu os componentes eletrônicos no final do ano.”
Encontra-se em andamento as seguintes atividades: (i) fabricação dos modelos de qualificação dos subsistemas dos CBERS 3 & 4; (ii) software para os testes do modelo de engenharia dos CBERS 3 & 4; (iii) software para segmento de controle dos satélites CBERS 3 & 4; e (iv) teste dinâmico do modelo estrutural dos CBERS 3 & 4.
No ano passado, foram concluídos os (i) testes ambientais e estruturais de alguns subsistemas do satélite CBERS 3; (ii) fabricação da maioria dos modelos de engenharia; (iii) fabricação da maquete radioelétrica; (iv) teste estático no modelo estrutural do CBERS 3 & 4; e (v) encontro de Coordenação Técnica (TCM 8) na China.
O tópico sobre o projeto dos satélites sino-brasileiros é encerrado com a informação de que os principais desafios do programa são a superação dos bloqueios internacionais às tecnologias sensíveis, e a garantia do cumprimento dos eventos contratuais pelas empresas envolvidas.
Satélites tecnológicos de pequeno porte
O INPE participa do projeto de desenvolvimento de satélites tecnológicos de pequeno porte, cuja execução é de responsabilidade da Agência Espacial Brasileira (AEB). A participação do Instituto se dá por meio de cooperação com o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), do Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA) para o "desenvolvimento, fabricação, integração, testes, lançamento e operação de um microssatélite tecnológico [ITASAT] para validação em órbita de um sistema integrado de supervisão de bordo e controle de atitude e órbita (Attitude Control and Data Handling – ACDH), munido de um sistema de localização GPS (Global Positioning System), com provisão para duas cargas úteis: um Subsistema de Coleta de Dados (Data Collecting Subsystem – DCS) e uma outra carga, a ser definida."
Em 2008, foram finalizados os testes de vibração mecânica e ciclagem térmica, realizados no Laboratório de Integração e Testes (LIT), do INPE, de componentes e partes eletrônicas que podem ser aplicados no computador de bordo experimental do ITASAT. De acordo com o relatório de gestão, a análise de missão que tem como objetivo demonstrar a compatibilidade de experimentos com a operação do satélite, similar ao SCD (Satélite de Coleta de Dados), está em fase conclusiva.
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quinta-feira, 7 de maio de 2009
Ganem pede apoio ao Programa Espacial
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Presidente da AEB pede apoio do Congresso ao Programa Espacial Brasileiro
7 de maio de 2009
Marcos Chagas Repórter da Agência Brasil
Brasília - O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem, reuniu-se hoje (7) com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), a quem pediu apoio ao Programa Espacial Brasileiro.
A principal preocupação apresentada por Ganem é quanto à descontinuidade do programa. Ele defendeu a necessidade do Congresso Nacional atuar para que o programa espacial assuma “um papel protagonista de programa de Estado”.
Segundo ele, o Programa Espacial Brasileiro “sofre descontinuidade a cada eleição”. Para ele, um programa desta espécie não pode “ficar pendurado num desígnio de um partido ou daquele outro que ganhe”. O presidente da AEB ressaltou que programa espacial é vital para setores como saúde, educação, integração de pesquisas e para as dimensões continentais do país.
Na conversa com o presidente do Senado, ele também reivindicou mais recursos. “Nós temos um pouquinho mais de dinheiro do que a Holanda para fazer um programa espacial completo com sítio de lançamentos, foguetes lançadores e uma família de satélites”, argumentou.
Ganem acrescentou que o Brasil se atrasa cada vez mais no desenvolvimento do programa. De acordo com ele, o Brasil iniciou os trabalhos na área espacial há 30 anos e, hoje, está atrás de vários países que "sequer eram protagonistas" nessa área, na época. Hoje, alguns deles estão à frente do Brasil, já tendo ultrapassado o resultado de pesquisas de cientistas brasileiros.
“Eles passaram a nossa frente, ganharam a corrida espacial, num negócio que é milhares de vezes mais compensador do que toda a balança comercial brasileira”, afirmou o presidente da AEB.Outro assunto tratado com Sarney, de acordo com Ganem, foi a necessidade de se criar mecanismos para que o Brasil conserve seus pesquisadores em instituições nacionais.
“É preciso permitir que a massa crítica do Brasil trabalhe no país em prol do Programa Espacial Brasileiro e não vá trabalhar em programas análogos como os da Nasa [Agência Espacial Americana] e da Roskosmos [Agência Espacial Russa], que são agências de grandíssimo porte que aproveitam a mão de obra formada no programa do Brasil, a um custo altíssimo, para que trabalhe por míseros salários, triviais, nestes programas espaciais”, disse.
Fonte: Agência Brasil
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Presidente da AEB pede apoio do Congresso ao Programa Espacial Brasileiro
7 de maio de 2009
Marcos Chagas Repórter da Agência Brasil
Brasília - O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem, reuniu-se hoje (7) com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), a quem pediu apoio ao Programa Espacial Brasileiro.
A principal preocupação apresentada por Ganem é quanto à descontinuidade do programa. Ele defendeu a necessidade do Congresso Nacional atuar para que o programa espacial assuma “um papel protagonista de programa de Estado”.
Segundo ele, o Programa Espacial Brasileiro “sofre descontinuidade a cada eleição”. Para ele, um programa desta espécie não pode “ficar pendurado num desígnio de um partido ou daquele outro que ganhe”. O presidente da AEB ressaltou que programa espacial é vital para setores como saúde, educação, integração de pesquisas e para as dimensões continentais do país.
Na conversa com o presidente do Senado, ele também reivindicou mais recursos. “Nós temos um pouquinho mais de dinheiro do que a Holanda para fazer um programa espacial completo com sítio de lançamentos, foguetes lançadores e uma família de satélites”, argumentou.
Ganem acrescentou que o Brasil se atrasa cada vez mais no desenvolvimento do programa. De acordo com ele, o Brasil iniciou os trabalhos na área espacial há 30 anos e, hoje, está atrás de vários países que "sequer eram protagonistas" nessa área, na época. Hoje, alguns deles estão à frente do Brasil, já tendo ultrapassado o resultado de pesquisas de cientistas brasileiros.
“Eles passaram a nossa frente, ganharam a corrida espacial, num negócio que é milhares de vezes mais compensador do que toda a balança comercial brasileira”, afirmou o presidente da AEB.Outro assunto tratado com Sarney, de acordo com Ganem, foi a necessidade de se criar mecanismos para que o Brasil conserve seus pesquisadores em instituições nacionais.
“É preciso permitir que a massa crítica do Brasil trabalhe no país em prol do Programa Espacial Brasileiro e não vá trabalhar em programas análogos como os da Nasa [Agência Espacial Americana] e da Roskosmos [Agência Espacial Russa], que são agências de grandíssimo porte que aproveitam a mão de obra formada no programa do Brasil, a um custo altíssimo, para que trabalhe por míseros salários, triviais, nestes programas espaciais”, disse.
Fonte: Agência Brasil
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quarta-feira, 6 de maio de 2009
Spin-offs brasileiros
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A mais recente edição da revista institucional "Espaço Brasileiro" (n° 5), editada pela Agência Espacial Brasileira (AEB), conta com um interessante artigo, de autoria de Andréia Araújo (AEB), com colaboração de Marjorie Xavier (INPE), sobre alguns produtos e serviços usados no dia-a-dia das pessoas que vieram da pesquisa espacial, os chamados "spin-offs".
O que de fato torna a reportagem interessante são as menções a spin-offs originados no Programa Espacial Brasileiro, afinal, spin-offs estrangeiros, em particular aqueles oriundos da exploração espacial levada a cabo pelos EUA são muito mais conhecidos e numerosos. Ao longo dos mais de 50 anos da agência espacial norte-americana (NASA), diversas tecnologias, nas mais variadas áreas, passaram a ser usadas no dia-a-dia da população em geral. São vários os exemplos: exames médicos por imagem, TV via satélite, diveros novos materiais, equipamentos de combate a incêndio, detectores de fumaça, aspirador de pó portátil, óculos contra raios UV, e muitos outros.
Abaixo, relacionamos e sucintamente descrevemos alguns dos spin-offs nacionais mencionados na reportagem:
Combustível de foguete para calçados: o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/CTA) desenvolveu uma nova resina para combustível de foguetes, a PBHL (Polibutadieno Líquido Hidroxilado), material esse incorporado por outros setores da indústria nacional, como o de calçados. Nesse setor específico, a resina, fabricada pela Petroflex, é usada para garantir maior resistência às espumas e maior suporte de peso às palmilhas.
Aço de ultra-alta resistência: ao longo do programa de desenvolvimento de foguetes e lançadores brasileiros, o IAE, em parceria com as siderúrgicas Eletrometal, Usiminas e Acesita desenvolveram um novo aço leve de ultra-alta resistência, chamado 300M. O aço especial é hoje usado por várias indústrias aeronáuticas, inclusive a norte-americana Boeing, que o utiliza na fabricação de trens de pouso de aeronaves comerciais.
Fibras de carbono: aproveitando sobras de fibras de carbono usadas para a construção de componentes de satélites, a CENIC, indústria com sede em São José dos Campos (SP), desenvolveu um equipamento (anel ilizarov) usado na cura de fraturas expostas.
Detectores plásticos: o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), em conjunto com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), adaptou um detector plástico, usados para, entre outras coisas, verificar níveis de radiação, para o telescópio espacial Masco, de estudos de astrofísica. Mais tarde, o IPEN descobriu que o mesmo equipamento, com algumas adaptações, era útil para a identificação de níveis de desnutrição em seres humanos.
Minitubos de calor: talvez o pãozinho de seu café-da-manhã tenha alguma relação com o Programa Espacial Brasileiro. Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) adaptaram um equipamento (uma espécie de mini "cooler") usado para a refrigeração de circuitos de satélites, para uso em fornos de padaria, possibilitando que os pães sejam assados de forma homogênea e com menor custo.
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A mais recente edição da revista institucional "Espaço Brasileiro" (n° 5), editada pela Agência Espacial Brasileira (AEB), conta com um interessante artigo, de autoria de Andréia Araújo (AEB), com colaboração de Marjorie Xavier (INPE), sobre alguns produtos e serviços usados no dia-a-dia das pessoas que vieram da pesquisa espacial, os chamados "spin-offs".
O que de fato torna a reportagem interessante são as menções a spin-offs originados no Programa Espacial Brasileiro, afinal, spin-offs estrangeiros, em particular aqueles oriundos da exploração espacial levada a cabo pelos EUA são muito mais conhecidos e numerosos. Ao longo dos mais de 50 anos da agência espacial norte-americana (NASA), diversas tecnologias, nas mais variadas áreas, passaram a ser usadas no dia-a-dia da população em geral. São vários os exemplos: exames médicos por imagem, TV via satélite, diveros novos materiais, equipamentos de combate a incêndio, detectores de fumaça, aspirador de pó portátil, óculos contra raios UV, e muitos outros.
Abaixo, relacionamos e sucintamente descrevemos alguns dos spin-offs nacionais mencionados na reportagem:
Combustível de foguete para calçados: o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/CTA) desenvolveu uma nova resina para combustível de foguetes, a PBHL (Polibutadieno Líquido Hidroxilado), material esse incorporado por outros setores da indústria nacional, como o de calçados. Nesse setor específico, a resina, fabricada pela Petroflex, é usada para garantir maior resistência às espumas e maior suporte de peso às palmilhas.
Aço de ultra-alta resistência: ao longo do programa de desenvolvimento de foguetes e lançadores brasileiros, o IAE, em parceria com as siderúrgicas Eletrometal, Usiminas e Acesita desenvolveram um novo aço leve de ultra-alta resistência, chamado 300M. O aço especial é hoje usado por várias indústrias aeronáuticas, inclusive a norte-americana Boeing, que o utiliza na fabricação de trens de pouso de aeronaves comerciais.
Fibras de carbono: aproveitando sobras de fibras de carbono usadas para a construção de componentes de satélites, a CENIC, indústria com sede em São José dos Campos (SP), desenvolveu um equipamento (anel ilizarov) usado na cura de fraturas expostas.
Detectores plásticos: o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), em conjunto com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), adaptou um detector plástico, usados para, entre outras coisas, verificar níveis de radiação, para o telescópio espacial Masco, de estudos de astrofísica. Mais tarde, o IPEN descobriu que o mesmo equipamento, com algumas adaptações, era útil para a identificação de níveis de desnutrição em seres humanos.
Minitubos de calor: talvez o pãozinho de seu café-da-manhã tenha alguma relação com o Programa Espacial Brasileiro. Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) adaptaram um equipamento (uma espécie de mini "cooler") usado para a refrigeração de circuitos de satélites, para uso em fornos de padaria, possibilitando que os pães sejam assados de forma homogênea e com menor custo.
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Satélites e lixo espacial
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Acesso às informações sobre satélites e lixo espacial
José Monserrat Filho
“Governo dos EUA evita distribuir todos os dados sobre os satélites rastreados pelo seu sistema, o que tem prejudicado os esforços feitos para prevenir colisões no espaço”
José Monserrat Filho é jurista e jornalista, professor de Direito Espacial, vice-presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA), membro da diretoria do Instituto Internacional de Direito Espacial e atualmente chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais do Ministério da Ciência e Tecnologia. Artigo enviado pelo autor ao “JC e-mail”:
A cooperação espacial ampla, concreta e efetiva entre os países tornou-se indispensável por exigência de maior segurança, previsibilidade e sustentabilidade nas atividades espaciais. Se você pensou no crescente monturo acumulado nas melhores órbitas da Terra, está absolutamente certo.
Chegamos ao extremo de ver dois satélites colidirem na imensidão do espaço, no dia 12 de fevereiro último. Como pôde ter ocorrido um choque tão absurdo? Acaso faltam dados precisos sobre a trajetória dos satélites?
A maior potência espacial do mundo, os EUA, mantém um sofisticado sistema diuturno de rastreamento e observação dos objetos espaciais – inteiros e já fragmentados – com dimensão superior a 10 cm. Ele não poderia ter previsto o desastre iminente? Os dois satélites que trombaram pesavam, respectivamente, 950 e 560 kg. Não teria sido fácil detectá-los?
Muito já se escreveu sobre o inusitado episódio, mas ainda há perguntas no ar, ou no espaço, à espera de explicações mais completas e convincentes. E a curiosidade certamente aumentou com o que se ouviu na audiência pública sobre os perigos do lixo espacial, promovida pelo Subcomitê de Espaço e Aeronáutica do Comitê de C&T do Congresso dos EUA, no passado 28 de abril. O assunto foi tema do editorial da revista New Scientist, do mesmo dia 28 de abril, intitulado “Peritos apelam para que EUA divida dados sobre órbitas de satélites”.
Ficamos sabendo – pelo depoimento de Richard Dalbello, executivo da empresa Intelsat, satélites de comunicação – que o Governo dos EUA evita distribuir todos os dados sobre os satélites rastreados pelo seu sistema, o que tem prejudicado os esforços feitos para prevenir colisões no espaço.
Segundo Dalbello, o comando espacial norte-americano que opera o sistema não libera os dados mais acurados e relevantes, limitando-se a disponibilizar às empresas operadoras de satélites e aos outros países informações de menor precisão.
Também foi dito na audiência que algumas operadoras vêem-se na contingência de funcionar com base em dados que elas mesmas geram sobre as posições e órbitas de seus satélites. Dados estes considerados insuficientes para impedir abalroamento de satélites.
Dalbello alertou que as colisões na órbita geoestacionária, por onde circulam os satélites milionários de telecomunicações, criam dejetos espaciais que podem durar dezenas de milhares de anos, ameaçando destruir redes de comunicação imprescindíveis na Terra. O recado é claro: só as melhores informações a respeito são capazes de nos ajudar a contornar o pior.
O comando espacial norte-americano, obviamente, usa critérios de segurança nacional para selecionar os dados a serem divulgados sobre satélites ativos. Os satélites militares têm proteção especial.
Para Scott Pace, diretor do Instituto de Política Espacial da Universidade George Washington, “o governo pode não querer informar a órbita de certos satélites e até mesmo se eles existem”.
Mas, Victoria Sampson, da Fundação Mundo Seguro (Secure World Foundation), sediada em Washington, lembrou que bastam apenas alguns dados para evitar as colisões de satélites. A seu ver, tudo o que se precisa saber de um satélite para não bater de frente com ele é onde ele estará nos próximos momentos. E esta informação nunca deve faltar.
Cabe frisar que a captação, processamento, sistematização, avaliação e distribuição dos dados de satélites essenciais à prevenção da ocorrência de colisões em órbitas, são atividades espaciais imprescindíveis a todos os países.
Logo, a elas se aplica o princípio do bem comum, consagrado no Artigo 1º do Tratado do Espaço (de 1967) – o código maior das atividades espaciais –, segundo o qual “a exploração e o uso do espaço cósmico, inclusive da Lua e demais corpos celestes, deverão ter em mira o bem e o interesse de todos os países, qualquer que seja o estágio de seu desenvolvimento econômico e científico, e são incumbência de toda a humanidade”.
Daí que os países que ratificaram o Tratado do Espaço, como os EUA, estão obrigados a facilitar o mais amplo acesso possível às informações por eles conhecidas sobre o movimento, a natureza e a situação dos satélites em órbita, estejam eles funcionando ou não.
Poucos são hoje os países capazes de manter um sistema de controle do tráfico espacial. Se os EUA detêm o sistema mais abrangente, a eles cabe, portanto, a responsabilidade maior neste campo vital.
Pelo menos até que se crie um sistema multilateral, um serviço público internacional, que responda, sem hesitação e vacilações, e de forma competente, à necessidade elementar crescente de segurança nas atividades espaciais de todo e qualquer país.
Fonte: JC E-mail, 06/06/2009
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Acesso às informações sobre satélites e lixo espacial
José Monserrat Filho
“Governo dos EUA evita distribuir todos os dados sobre os satélites rastreados pelo seu sistema, o que tem prejudicado os esforços feitos para prevenir colisões no espaço”
José Monserrat Filho é jurista e jornalista, professor de Direito Espacial, vice-presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA), membro da diretoria do Instituto Internacional de Direito Espacial e atualmente chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais do Ministério da Ciência e Tecnologia. Artigo enviado pelo autor ao “JC e-mail”:
A cooperação espacial ampla, concreta e efetiva entre os países tornou-se indispensável por exigência de maior segurança, previsibilidade e sustentabilidade nas atividades espaciais. Se você pensou no crescente monturo acumulado nas melhores órbitas da Terra, está absolutamente certo.
Chegamos ao extremo de ver dois satélites colidirem na imensidão do espaço, no dia 12 de fevereiro último. Como pôde ter ocorrido um choque tão absurdo? Acaso faltam dados precisos sobre a trajetória dos satélites?
A maior potência espacial do mundo, os EUA, mantém um sofisticado sistema diuturno de rastreamento e observação dos objetos espaciais – inteiros e já fragmentados – com dimensão superior a 10 cm. Ele não poderia ter previsto o desastre iminente? Os dois satélites que trombaram pesavam, respectivamente, 950 e 560 kg. Não teria sido fácil detectá-los?
Muito já se escreveu sobre o inusitado episódio, mas ainda há perguntas no ar, ou no espaço, à espera de explicações mais completas e convincentes. E a curiosidade certamente aumentou com o que se ouviu na audiência pública sobre os perigos do lixo espacial, promovida pelo Subcomitê de Espaço e Aeronáutica do Comitê de C&T do Congresso dos EUA, no passado 28 de abril. O assunto foi tema do editorial da revista New Scientist, do mesmo dia 28 de abril, intitulado “Peritos apelam para que EUA divida dados sobre órbitas de satélites”.
Ficamos sabendo – pelo depoimento de Richard Dalbello, executivo da empresa Intelsat, satélites de comunicação – que o Governo dos EUA evita distribuir todos os dados sobre os satélites rastreados pelo seu sistema, o que tem prejudicado os esforços feitos para prevenir colisões no espaço.
Segundo Dalbello, o comando espacial norte-americano que opera o sistema não libera os dados mais acurados e relevantes, limitando-se a disponibilizar às empresas operadoras de satélites e aos outros países informações de menor precisão.
Também foi dito na audiência que algumas operadoras vêem-se na contingência de funcionar com base em dados que elas mesmas geram sobre as posições e órbitas de seus satélites. Dados estes considerados insuficientes para impedir abalroamento de satélites.
Dalbello alertou que as colisões na órbita geoestacionária, por onde circulam os satélites milionários de telecomunicações, criam dejetos espaciais que podem durar dezenas de milhares de anos, ameaçando destruir redes de comunicação imprescindíveis na Terra. O recado é claro: só as melhores informações a respeito são capazes de nos ajudar a contornar o pior.
O comando espacial norte-americano, obviamente, usa critérios de segurança nacional para selecionar os dados a serem divulgados sobre satélites ativos. Os satélites militares têm proteção especial.
Para Scott Pace, diretor do Instituto de Política Espacial da Universidade George Washington, “o governo pode não querer informar a órbita de certos satélites e até mesmo se eles existem”.
Mas, Victoria Sampson, da Fundação Mundo Seguro (Secure World Foundation), sediada em Washington, lembrou que bastam apenas alguns dados para evitar as colisões de satélites. A seu ver, tudo o que se precisa saber de um satélite para não bater de frente com ele é onde ele estará nos próximos momentos. E esta informação nunca deve faltar.
Cabe frisar que a captação, processamento, sistematização, avaliação e distribuição dos dados de satélites essenciais à prevenção da ocorrência de colisões em órbitas, são atividades espaciais imprescindíveis a todos os países.
Logo, a elas se aplica o princípio do bem comum, consagrado no Artigo 1º do Tratado do Espaço (de 1967) – o código maior das atividades espaciais –, segundo o qual “a exploração e o uso do espaço cósmico, inclusive da Lua e demais corpos celestes, deverão ter em mira o bem e o interesse de todos os países, qualquer que seja o estágio de seu desenvolvimento econômico e científico, e são incumbência de toda a humanidade”.
Daí que os países que ratificaram o Tratado do Espaço, como os EUA, estão obrigados a facilitar o mais amplo acesso possível às informações por eles conhecidas sobre o movimento, a natureza e a situação dos satélites em órbita, estejam eles funcionando ou não.
Poucos são hoje os países capazes de manter um sistema de controle do tráfico espacial. Se os EUA detêm o sistema mais abrangente, a eles cabe, portanto, a responsabilidade maior neste campo vital.
Pelo menos até que se crie um sistema multilateral, um serviço público internacional, que responda, sem hesitação e vacilações, e de forma competente, à necessidade elementar crescente de segurança nas atividades espaciais de todo e qualquer país.
Fonte: JC E-mail, 06/06/2009
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terça-feira, 5 de maio de 2009
"CBERS: estado atual e futuro"
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Foi publicado nos Anais do XIV Simpósito Brasileiro de Sensoriamento Remoto (XIV SBSR), organizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e realizado em Natal (RN), no mês passado, o artigo "CBERS: estado atual e futuro", de autoria de José Carlos Neves Epiphanio, do INPE.
O artigo traz uma breve análise da parceria sino-brasileira para o desenvolvimento e construção de satélites de sensoriamento remoto CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite), apresentando alguns aspectos dos sensores dos satélites, a política de distribuição gratuita de dados, a nova geração da série (CBERS 3 e 4), o futuro do programa, etc. Quanto ao futuro do CBERS, o autor escreveu:
"A série CBERS terá continuidade com a construção dos satélites CBERS-5 e 6, cujos acordos estão em vias de assinatura. As especificações desses dois satélites estão em fase final, e seguem a mesma linha adotada até aqui, que é de continuidade com melhorias. O foco será na melhoria dês resoluções temporais, com pouco sacrifico da resolução espacial. Ao mesmo tempo, busca-se a inserção da banda do SWIR (infravermelho de ondas curtas) num mesmo sensor, de modo a melhorar a capacidade do satélite para fins de monitoramento de vegetação. Diversas outras melhorias no que respeita aos subsistemas também foram introduzidas."
Para a continuidade do programa, será necessária a assinatura de um novo acordo de cooperação entre os governos do Brasil e China. Segundo o blog apurou, no momento o INPE tem se esforçado para aprovar a terceira série do CBERS (5 e 6) no Conselho Superior da Agência Espacial Brasileira (AEB), formado por membros de vários ministérios, dos comandos militares, dos setores científico e industrial, entre outros.
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Foi publicado nos Anais do XIV Simpósito Brasileiro de Sensoriamento Remoto (XIV SBSR), organizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e realizado em Natal (RN), no mês passado, o artigo "CBERS: estado atual e futuro", de autoria de José Carlos Neves Epiphanio, do INPE.
O artigo traz uma breve análise da parceria sino-brasileira para o desenvolvimento e construção de satélites de sensoriamento remoto CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite), apresentando alguns aspectos dos sensores dos satélites, a política de distribuição gratuita de dados, a nova geração da série (CBERS 3 e 4), o futuro do programa, etc. Quanto ao futuro do CBERS, o autor escreveu:
"A série CBERS terá continuidade com a construção dos satélites CBERS-5 e 6, cujos acordos estão em vias de assinatura. As especificações desses dois satélites estão em fase final, e seguem a mesma linha adotada até aqui, que é de continuidade com melhorias. O foco será na melhoria dês resoluções temporais, com pouco sacrifico da resolução espacial. Ao mesmo tempo, busca-se a inserção da banda do SWIR (infravermelho de ondas curtas) num mesmo sensor, de modo a melhorar a capacidade do satélite para fins de monitoramento de vegetação. Diversas outras melhorias no que respeita aos subsistemas também foram introduzidas."
Para a continuidade do programa, será necessária a assinatura de um novo acordo de cooperação entre os governos do Brasil e China. Segundo o blog apurou, no momento o INPE tem se esforçado para aprovar a terceira série do CBERS (5 e 6) no Conselho Superior da Agência Espacial Brasileira (AEB), formado por membros de vários ministérios, dos comandos militares, dos setores científico e industrial, entre outros.
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segunda-feira, 4 de maio de 2009
Ministro da Defesa em Alcântara
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Jobim visitou Centro de Lançamento de Alcântara
Brasília, 04/05/2009 - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, visitou nesta segunda-feira (04/05) o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, onde conheceu as instalações de preparação e lançamento de satélites e de veículos espaciais. O ministro visitou a Escola Municipal Antônio Lobo, construída no Distrito Agrícola Peru, localizado dentro dos assentamentos feitos pelo Comando da Aeronáutica em área desapropriada. Jobim também sobrevoou as agrovilas e as comunidades quilombolas situadas na região.
O ministro viajou acompanhado do comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito, do Comandante Geral do Centro Técnico Aeroespacial (CTA), Major-Brigadeiro-do-Ar Ronaldo Salomone Nunes e do presidente da Alcântara Cyclone Space (ACS), Roberto Amaral.
Concebido no início da década de 80, como um dos três segmentos da Missão Espacial Completa Brasileira (MECB), o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) foi idealizado para permitir o lançamento, a partir do território brasileiro, de um satélite nacional, levado por um foguete também desenvolvido e produzido no país.
O governo federal, em 1991, declarou de utilidade pública, para fins de desapropriação, cerca de 620km2 da porção setentrional do município de Alcântara, necessária à implantação das áreas operacionais e de apoio logístico, assim como para efetuar o remanejamento local das famílias habitantes na região a ser desocupada.
O CLA está localizado na península que tem por nome Alcântara. É separada do continente, no lado noroeste, pela baía de Cumã, e da ilha de São Luís, do lado sudeste, pela baía de São Marcos.
Fonte: Ministério da Defesa
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Jobim visitou Centro de Lançamento de Alcântara
Brasília, 04/05/2009 - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, visitou nesta segunda-feira (04/05) o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, onde conheceu as instalações de preparação e lançamento de satélites e de veículos espaciais. O ministro visitou a Escola Municipal Antônio Lobo, construída no Distrito Agrícola Peru, localizado dentro dos assentamentos feitos pelo Comando da Aeronáutica em área desapropriada. Jobim também sobrevoou as agrovilas e as comunidades quilombolas situadas na região.
O ministro viajou acompanhado do comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito, do Comandante Geral do Centro Técnico Aeroespacial (CTA), Major-Brigadeiro-do-Ar Ronaldo Salomone Nunes e do presidente da Alcântara Cyclone Space (ACS), Roberto Amaral.
Concebido no início da década de 80, como um dos três segmentos da Missão Espacial Completa Brasileira (MECB), o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) foi idealizado para permitir o lançamento, a partir do território brasileiro, de um satélite nacional, levado por um foguete também desenvolvido e produzido no país.
O governo federal, em 1991, declarou de utilidade pública, para fins de desapropriação, cerca de 620km2 da porção setentrional do município de Alcântara, necessária à implantação das áreas operacionais e de apoio logístico, assim como para efetuar o remanejamento local das famílias habitantes na região a ser desocupada.
O CLA está localizado na península que tem por nome Alcântara. É separada do continente, no lado noroeste, pela baía de Cumã, e da ilha de São Luís, do lado sudeste, pela baía de São Marcos.
Fonte: Ministério da Defesa
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domingo, 3 de maio de 2009
Propulsão nuclear para aplicações espaciais
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Recomendamos a leitura do artigo intitulado "As Futuras Grandes Navegações Espaciais: a essencialidade da propulsão nuclear", de autoria do Coronel Engenheiro Carlos Augusto Teixeira de Moura, e Lamartine Nogueira Frutuoso Guimarães, do Instituto de Estudos Avançados (IEAv), do Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), publicado no final do ano passado na Revista da UNIFA (Universidade da Força Aérea).
Abaixo, encontra-se um resumo do artigo, elaborado pelos próprios autores:
"RESUMO
O Brasil já é um desenvolvedor e grande utilizador de aplicações espaciais. Assim como outros países emergentes, como China e Índia, o Brasil não pode abdicar da participação nas futuras explorações do espaço profundo, mesmo se sabendo das restrições impostas pelos países centrais para acesso a tecnologias sensíveis, entre as quais a nuclear e a espacial. Este artigo preconiza a necessidade de o Brasil iniciar uma linha de pesquisa em propulsão nuclear espacial, de forma a garantir a possibilidade de acesso ao espaço profundo.
Para tanto, apresentam-se os argumentos para justificar que se abrace esse desafio, confrontando-se com as motivações e os ambiciosos programas de outras potências emergentes. Salienta-se a rara janela de oportunidades ainda existente, pois cresce o movimento internacional para restringir a posse de material físsil, imprescindível para a propulsão nuclear. Sintetiza-se um estudo de planejamento governamental, executado segundo a metodologia da Escola Superior de Guerra, visando ao estabelecimento dessa linha de pesquisa.
Destacam-se os resultados referentes à exploração de cenários, a definição de objetivos de Estado e na proposição de uma concepção estratégica. Ressalta-se que a proposta aproveita uma infra-estrutura inicial já existente no Comando Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), e que os recursos necessários são significativamente modestos frente ao potencial incomensurável da exploração do espaço profundo."
Para ler o artigo em sua íntegra, clique aqui.
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Recomendamos a leitura do artigo intitulado "As Futuras Grandes Navegações Espaciais: a essencialidade da propulsão nuclear", de autoria do Coronel Engenheiro Carlos Augusto Teixeira de Moura, e Lamartine Nogueira Frutuoso Guimarães, do Instituto de Estudos Avançados (IEAv), do Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), publicado no final do ano passado na Revista da UNIFA (Universidade da Força Aérea).
Abaixo, encontra-se um resumo do artigo, elaborado pelos próprios autores:
"RESUMO
O Brasil já é um desenvolvedor e grande utilizador de aplicações espaciais. Assim como outros países emergentes, como China e Índia, o Brasil não pode abdicar da participação nas futuras explorações do espaço profundo, mesmo se sabendo das restrições impostas pelos países centrais para acesso a tecnologias sensíveis, entre as quais a nuclear e a espacial. Este artigo preconiza a necessidade de o Brasil iniciar uma linha de pesquisa em propulsão nuclear espacial, de forma a garantir a possibilidade de acesso ao espaço profundo.
Para tanto, apresentam-se os argumentos para justificar que se abrace esse desafio, confrontando-se com as motivações e os ambiciosos programas de outras potências emergentes. Salienta-se a rara janela de oportunidades ainda existente, pois cresce o movimento internacional para restringir a posse de material físsil, imprescindível para a propulsão nuclear. Sintetiza-se um estudo de planejamento governamental, executado segundo a metodologia da Escola Superior de Guerra, visando ao estabelecimento dessa linha de pesquisa.
Destacam-se os resultados referentes à exploração de cenários, a definição de objetivos de Estado e na proposição de uma concepção estratégica. Ressalta-se que a proposta aproveita uma infra-estrutura inicial já existente no Comando Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), e que os recursos necessários são significativamente modestos frente ao potencial incomensurável da exploração do espaço profundo."
Para ler o artigo em sua íntegra, clique aqui.
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Cooperação espacial Argentina - Itália
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A maior parceira da Itália na América do Sul é a Argentina. A produtiva relação está baseada num acordo intergovernamental firmado em 1992 para a pesquisa e utilização do espaço para fins pacíficos. Em julho 2005, os dois países, por meio de seus organismos espaciais, a Agenzia Spaziale Italiana (ASI), e a Comision Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), estabeleceram um importante acordo para a realização do Sistema Ítalo-Argentino de Satélites para a Gestão de Emergências (SIASGE), considerado um sistema único no mundo, que envolverá a integração de duas constelações satelitais radares, a italiana COSMO-SkyMed (4 satélites), em banda X, e a argentina SAOCOM (2 satélites), em banda L (ilustração acima).
Quando plenamente operacional, o SIASGE gerará informações sobre emergências naturais como incêndios, inundações, erupções vulcânicas ou terremotos. No momento, três satélites COSMO-SkyMed, construídos pela Thales Alenia Space, já estão em órbita, enquanto que os dois SAOCOM estão em construção nas instalações da INVAP.
"O SIASGE é um projeto que envolve altíssima complexidade tecnológica e no qual a Itália investiu um bilhão de euros e a Argentina 500 milhões", declarou Enrico Saggese, comissário extraordinário da ASI, durante visita à Argentina em abril passado. Na mesma ocasião, o ministro do Exterior da Argentina, Jorge Taiana, expressou a satisfação do governo argentino com o status da cooperação bilateral relativa ao SIASGE, destcando que sendo a área espacial um setor estratégico para a comunidade internacional, o programa SIASGE é um estímulo para um país em desenvolvimento como a Argentina.
Em maio de 2006, as duas agências assinaram uma declaração de intenções para a expansão do Instituto de Altos Estudos Espaciais "Mario Gulich", localizada na cidade de Córdoba, na Argentina, iniciativa de certo modo relacionada com o SIASGE, tendo em vista a necessidade de se formar especialistas capazes de interpretar e estudar os dados produzidos pelos sensores radares. A expansão tem como objetivo tornar o instituto um centro regional de excelência dedicado à pesquisa e formação de especialistas em aplicações espaciais, e promoção de intercâmbio tecnológico. O Instituto "Mario Gulich" recentemente lançou um curso de pós-graduação em engenharia aeroespacial, com financiamento da ASI.
Outra cooperação em curso entre a ASI e a CONAE está relacionada a missão espacial ambiental argentina SAC-D/Aquarius, na qual a Itália participa com um dos instrumentos a bordo, o sensor de rádio-ocultação ROSA. A missão SAC-D/Aquarius, que conta ainda com outros parceiros internacionais, como a NASA, dos EUA, a CNES, da França, e o próprio Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), do Brasil, deverá ser lançada ao espaço daqui a um ano, em maio de 2010.
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sexta-feira, 1 de maio de 2009
Política Espacial Brasileira
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Conselho encaminha ao governo sugestões sobre política espacial
29/04/2009
O presidente do conselho, deputado Inocêncio Oliveira, vai apresentar emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias para suprir o Programa Espacial Brasileiro."
O Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica da Câmara vai encaminhar ao governo documento com sugestões sobre a política espacial.
Elaborado a partir de um ciclo de reuniões encerrado hoje, o caderno aponta alternativas, como a transformação do Programa Espacial Brasileiro em uma política de Estado. Outro aspecto ressaltado é a necessidade de suprir os recursos para a viabilização do programa. Entre os objetivos do programa está o lançamento de primeiro satélite geoestacionário nacional, que tem como funções, entre outras, as comunicações e a segurança do espaço aéreo. A intenção da Agência Espacial Brasileira (AEB) é lançar o satélite no prazo de dois anos.
Segundo o presidente do conselho, deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE), demonstrou-se nas reuniões que o setor espacial é o mais rentável em relação aos recursos investidos. No entanto, o programa está estagnado por conta do corte orçamentário de 22,5%.
Para incentivar o programa, Inocêncio Oliveira adiantou que vai apresentar emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias. "Vamos apresentar um destaque para que, por intermédio do Fundo de Universalização do Sistema de Telecomunicações (Fust), possamos já suprir esse programa com recursos fundamentais para que ele possa ter um equilíbrio anual, e não essa descontinuidade."
Segundo o presidente da AEB, Carlos Ganem, é justamente a descontinuidade a maior dificuldade enfrentada pelo setor. "O programa sofre por mudanças de cada governo, por mudanças de enfoque, por perdas de oportunidades, consideradas antes prioritárias e que, de uma hora para outra, por conta de recursos cada vez menores, foram deixadas de lado."
Carlos Ganem destacou que o setor espacial é fundamental para o País, uma vez que é componente essencial para acelerar o desenvolvimento científico, econômico e social. Ele lembrou que os produtos desenvolvidos pela tecnologia espacial permitem uma ligação interurbana, a transmissão de um jogo de futebol que acontece em outro país, a previsão do tempo, o acompanhamento de áreas de desmatamento e a análise sobre a qualidade da água no planeta.
A AEB é responsável pela formulação e coordenação da política espacial e pelo repasse dos recursos orçamentários para outros órgãos do sistema.
Fonte: Agência Câmara
Comentários: da leitura da matéria (alguns grifos nossos), percebe-se uma certa priorização ao projeto do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB), e também a consideração pela AEB do uso de recursos do FUST para a viabilização do projeto. O FUST é um fundo instituído pela Lei n 9.998/00, e tem como receitas, dentre outras, a contribuição de 1% sobre a receita operacional bruta, decorrente da prestação de serviços de telecomunicações. Existem também outros fundos de telecomunicações, como o FUNTTEL (Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações), instituído pela Lei 10.052/00 e capitalizado por 0,5% sobre o faturamento líquido das empresas prestadores de serviços de telecomunicações e contribuição de 1% sobre a arrecadação bruta de eventos participativos realizados por meio de ligações telefônicas. Inclusive, os estudos inciais de especificações técnicas do SGB, a cargo da Atech, foram custeados com aproximadamente R$ 10 milhões do FUNTTEL.
Antes de apresentação de Carlos Ganem, foram realizadas duas outras reuniões, uma com Gilberto Câmara, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em março de 2009 (clique aqui), e outra com o ex-ministro de Ciência e Tecnologia e atual diretor-geral da empresa binacional Alcântara Cyclone Space (ACS), Roberto Amaral, em 15 de abril (clique aqui).
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Conselho encaminha ao governo sugestões sobre política espacial
29/04/2009
O presidente do conselho, deputado Inocêncio Oliveira, vai apresentar emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias para suprir o Programa Espacial Brasileiro."
O Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica da Câmara vai encaminhar ao governo documento com sugestões sobre a política espacial.
Elaborado a partir de um ciclo de reuniões encerrado hoje, o caderno aponta alternativas, como a transformação do Programa Espacial Brasileiro em uma política de Estado. Outro aspecto ressaltado é a necessidade de suprir os recursos para a viabilização do programa. Entre os objetivos do programa está o lançamento de primeiro satélite geoestacionário nacional, que tem como funções, entre outras, as comunicações e a segurança do espaço aéreo. A intenção da Agência Espacial Brasileira (AEB) é lançar o satélite no prazo de dois anos.
Segundo o presidente do conselho, deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE), demonstrou-se nas reuniões que o setor espacial é o mais rentável em relação aos recursos investidos. No entanto, o programa está estagnado por conta do corte orçamentário de 22,5%.
Para incentivar o programa, Inocêncio Oliveira adiantou que vai apresentar emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias. "Vamos apresentar um destaque para que, por intermédio do Fundo de Universalização do Sistema de Telecomunicações (Fust), possamos já suprir esse programa com recursos fundamentais para que ele possa ter um equilíbrio anual, e não essa descontinuidade."
Segundo o presidente da AEB, Carlos Ganem, é justamente a descontinuidade a maior dificuldade enfrentada pelo setor. "O programa sofre por mudanças de cada governo, por mudanças de enfoque, por perdas de oportunidades, consideradas antes prioritárias e que, de uma hora para outra, por conta de recursos cada vez menores, foram deixadas de lado."
Carlos Ganem destacou que o setor espacial é fundamental para o País, uma vez que é componente essencial para acelerar o desenvolvimento científico, econômico e social. Ele lembrou que os produtos desenvolvidos pela tecnologia espacial permitem uma ligação interurbana, a transmissão de um jogo de futebol que acontece em outro país, a previsão do tempo, o acompanhamento de áreas de desmatamento e a análise sobre a qualidade da água no planeta.
A AEB é responsável pela formulação e coordenação da política espacial e pelo repasse dos recursos orçamentários para outros órgãos do sistema.
Fonte: Agência Câmara
Comentários: da leitura da matéria (alguns grifos nossos), percebe-se uma certa priorização ao projeto do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB), e também a consideração pela AEB do uso de recursos do FUST para a viabilização do projeto. O FUST é um fundo instituído pela Lei n 9.998/00, e tem como receitas, dentre outras, a contribuição de 1% sobre a receita operacional bruta, decorrente da prestação de serviços de telecomunicações. Existem também outros fundos de telecomunicações, como o FUNTTEL (Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações), instituído pela Lei 10.052/00 e capitalizado por 0,5% sobre o faturamento líquido das empresas prestadores de serviços de telecomunicações e contribuição de 1% sobre a arrecadação bruta de eventos participativos realizados por meio de ligações telefônicas. Inclusive, os estudos inciais de especificações técnicas do SGB, a cargo da Atech, foram custeados com aproximadamente R$ 10 milhões do FUNTTEL.
Antes de apresentação de Carlos Ganem, foram realizadas duas outras reuniões, uma com Gilberto Câmara, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em março de 2009 (clique aqui), e outra com o ex-ministro de Ciência e Tecnologia e atual diretor-geral da empresa binacional Alcântara Cyclone Space (ACS), Roberto Amaral, em 15 de abril (clique aqui).
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