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Novo presidente da AEB toma posse na próxima segunda-feira
O ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, dará posse ao novo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antônio Raupp, na próxima segunda-feira (21), às 10h, no auditório da AEB. Raupp substituirá Carlos Ganem, presidente da instituição desde março de 2008, que retorna para a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
Raupp é graduado em Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, PhD em Matemática pela Universidade de Chicago e livre-docente pela Universidade de São Paulo (USP). Ele exerceu as atividades de pesquisador titular do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), de professor da Universidade de Brasília (UnB), de pesquisador titular do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e de professor associado no Instituto de Matemática e Estatística da USP (IME/USP). Foi vice-diretor do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), diretor do Inpe, diretor geral do Instituto Politécnico da Universidade do Rio de Janeiro (IPRJ/Uerj) e diretor do LNCC.
Em diferentes momentos, foi presidente da Sociedade Brasileira de Matemática Aplicada e Computacional (SBMAC) e também conselheiro e presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). É membro titular da Academia Internacional de Astronáutica (IAA), tendo sido membro do Conselho Superior da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e membro do Conselho Nacional da Ciência e Tecnologia (CCT). Nos últimos anos, Raupp trabalhou como diretor-geral do Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP).
Fonte: AEB
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quarta-feira, 16 de março de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
Nomeação de Raupp para a presidência da AEB
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Após vários meses de espera, finalmente foi publicado hoje (02), no Diário Oficial da União, o decreto da Presidência da República exonerando Carlos Ganem da presidência da Agência Espacial Brasileira (AEB). Na mesma data, foi também oficialmente nomeado o cientista Marco Antonio Raupp para a presidência da AEB, confirmando a indicação feita pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, no início do ano. .
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Após vários meses de espera, finalmente foi publicado hoje (02), no Diário Oficial da União, o decreto da Presidência da República exonerando Carlos Ganem da presidência da Agência Espacial Brasileira (AEB). Na mesma data, foi também oficialmente nomeado o cientista Marco Antonio Raupp para a presidência da AEB, confirmando a indicação feita pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, no início do ano. .
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terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Entrevista de Jean-Yves Le Gall, uma análise
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Uma das peculiaridades mais interessantes de Jean-Yves Le Gall é sua abertura em falar sobre concorrentes. Suas opiniões sobre os competidores primam pela objetividade e sinceridade - para alguns de modo até chocante. Foi o caso de sua afirmação sobre a Alcântara Cyclone Space (ACS). Para ele, "o Cyclone 4, por agora, é apenas um projeto."
Como é sabido, ainda que com seus problemas, a ACS está avançando, ao menos do lado brasileiro. Mas, a afirmação de Le Gall até tem a sua lógica. Aqueles que acompanham o mercado de lançamentos se recordarão sem muita dificuldade de dois ou três casos de iniciativas de exploração do mercado de lançamentos espaciais comerciais. O caso mais emblemático talvez seja o da Asia Pacific Space Centre (APSC), "vaporware" surgido no início desta década e que se propunha a construir na Ilha de Christmas, na Austrália, um sítio de lançamento do foguete Aurora, de design russo. O projeto ganhou a mídia e a comunidade especializada, foi muito comentado na época, mas, aos poucos, por variadas razões, acabou desaparecendo. Curiosamente, um dos responsáveis pela APSC, alguns anos depois tentou viabilizar um projeto similar no Brasil.
Outra passagem que corrobora as palavras de Le Gall, em linha com as dificuldades de se estabelecer no mercado. Em setembro de 2007, uma operadora do Reino Unido assinou com a norte-americana SpaceX um contrato para o lançamento de seu satélite HYLAS. Seria o primeiro lançamento de satélite geoestacionário pelo revolucionário foguete Falcon 9.
Em julho de 2009, um novo anúncio: a Arianespace lançaria o HYLAS usando um Ariane 5 ou Soyuz, como de fato o fez em novembro de 2010. O curioso é que a operadora inglesa havia previamente criticado a Arianespace por ser muito "cara". Sua decisão de substituir o lançador foi motivada pelas preocupações dos clientes sobre os riscos associados ao Falcon 9. O mote da lançadora europeia, "qualidade tem o seu preço", se comprovou mais uma vez.
O exemplo da APSC e SpaceX / Falcon 9 - e outros tantos - mostram que em se tratando de projetos espaciais, sempre arriscados e que demandam grandes investimentos de capital, é necessário que se tenha muita cautela.
Jean-Yves Le Gall não analisou especificamente o caso da ACS, até por que este não era o propósito de nossa entrevista e nem a sua função, mas em conversas com pessoas familiarizadas com o setor, a percepção de que o Cyclone 4 terá pequena penetração no mercado geoestacionário - algo esporadicamente abordado pelo blog - é real. Isto por que sua capacidade de inserção de cargas úteis em órbita de transferência geoestacionária (entre 1.700 e 1.800 kg) está abaixo dos menores satélites de comunicações que têm sido lançados ao espaço (superiores a 2.000 kg).
Essa realidade tem levado a Agência Espacial Brasileira (AEB) a considerar, inclusive, a construção do Sistema Geoestacionário Brasileiro (SGB) com massas em torno de 1.500 kg, de modo a viabilizar cargas para o lançador ucraniano, como revelou Carlos Ganem ao blog em setembro de 2010 (ver a postagem "AEB: Carlos Ganem fala ao blog"). No mesmo sentido, vale a leitura da interessante entrevista de Ganem dada à revista Teletime de novembro de 2010 ("Olhando para o alto"), mas apenas há algumas semanas disponibilizada na internet. Importante destacar, a opinião de Ganem sobre o SGB não é necessariamente unânime dentro do Programa Espacial Brasileiro (e fora dele também).
Outro indicativo, inclusive oficial, de que a capacidade do Cyclone 4 preocupa são os estudos (preliminares, diga-se de passagem) para o uso de "strap-on boosters" no lançador, o que poderia ampliar sua performance para 2.700 kg (veja "Booster S 43 para o Cyclone 4: uma possibilidade").
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Uma das peculiaridades mais interessantes de Jean-Yves Le Gall é sua abertura em falar sobre concorrentes. Suas opiniões sobre os competidores primam pela objetividade e sinceridade - para alguns de modo até chocante. Foi o caso de sua afirmação sobre a Alcântara Cyclone Space (ACS). Para ele, "o Cyclone 4, por agora, é apenas um projeto."
Como é sabido, ainda que com seus problemas, a ACS está avançando, ao menos do lado brasileiro. Mas, a afirmação de Le Gall até tem a sua lógica. Aqueles que acompanham o mercado de lançamentos se recordarão sem muita dificuldade de dois ou três casos de iniciativas de exploração do mercado de lançamentos espaciais comerciais. O caso mais emblemático talvez seja o da Asia Pacific Space Centre (APSC), "vaporware" surgido no início desta década e que se propunha a construir na Ilha de Christmas, na Austrália, um sítio de lançamento do foguete Aurora, de design russo. O projeto ganhou a mídia e a comunidade especializada, foi muito comentado na época, mas, aos poucos, por variadas razões, acabou desaparecendo. Curiosamente, um dos responsáveis pela APSC, alguns anos depois tentou viabilizar um projeto similar no Brasil.
Outra passagem que corrobora as palavras de Le Gall, em linha com as dificuldades de se estabelecer no mercado. Em setembro de 2007, uma operadora do Reino Unido assinou com a norte-americana SpaceX um contrato para o lançamento de seu satélite HYLAS. Seria o primeiro lançamento de satélite geoestacionário pelo revolucionário foguete Falcon 9.
Em julho de 2009, um novo anúncio: a Arianespace lançaria o HYLAS usando um Ariane 5 ou Soyuz, como de fato o fez em novembro de 2010. O curioso é que a operadora inglesa havia previamente criticado a Arianespace por ser muito "cara". Sua decisão de substituir o lançador foi motivada pelas preocupações dos clientes sobre os riscos associados ao Falcon 9. O mote da lançadora europeia, "qualidade tem o seu preço", se comprovou mais uma vez.
O exemplo da APSC e SpaceX / Falcon 9 - e outros tantos - mostram que em se tratando de projetos espaciais, sempre arriscados e que demandam grandes investimentos de capital, é necessário que se tenha muita cautela.
Jean-Yves Le Gall não analisou especificamente o caso da ACS, até por que este não era o propósito de nossa entrevista e nem a sua função, mas em conversas com pessoas familiarizadas com o setor, a percepção de que o Cyclone 4 terá pequena penetração no mercado geoestacionário - algo esporadicamente abordado pelo blog - é real. Isto por que sua capacidade de inserção de cargas úteis em órbita de transferência geoestacionária (entre 1.700 e 1.800 kg) está abaixo dos menores satélites de comunicações que têm sido lançados ao espaço (superiores a 2.000 kg).
Essa realidade tem levado a Agência Espacial Brasileira (AEB) a considerar, inclusive, a construção do Sistema Geoestacionário Brasileiro (SGB) com massas em torno de 1.500 kg, de modo a viabilizar cargas para o lançador ucraniano, como revelou Carlos Ganem ao blog em setembro de 2010 (ver a postagem "AEB: Carlos Ganem fala ao blog"). No mesmo sentido, vale a leitura da interessante entrevista de Ganem dada à revista Teletime de novembro de 2010 ("Olhando para o alto"), mas apenas há algumas semanas disponibilizada na internet. Importante destacar, a opinião de Ganem sobre o SGB não é necessariamente unânime dentro do Programa Espacial Brasileiro (e fora dele também).
Outro indicativo, inclusive oficial, de que a capacidade do Cyclone 4 preocupa são os estudos (preliminares, diga-se de passagem) para o uso de "strap-on boosters" no lançador, o que poderia ampliar sua performance para 2.700 kg (veja "Booster S 43 para o Cyclone 4: uma possibilidade").
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sábado, 18 de dezembro de 2010
Ganem: "Brasil precisa de mais satélites de comunicação"
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Brasil precisa de mais satélites de comunicação, afirma presidente da agência espacial
Da Agência Brasil
Rio de Janeiro – O Brasil precisa ter, pelo menos, mais quatro satélites de comunicação e transmissão de dados. O diagnóstico foi feito pelo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem, que participou hoje (17) do seminário 2011 - Novas Tecnologias e Cenário Futuro, promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
“O Brasil está sem satélite ótico desde abril de 2010, quando apagou o Cbers-2B, que é um satélite da família sino-brasileira para a observação da terra. O Brasil também espera ter, finalmente, o seu satélite radar, que permite ver o país mesmo em dias de densas nuvens e em locais com árvores gigantescas, como a Amazônia”, disse Ganem.
Os satélites geoestacionários, que ficam parados sobre um ponto fixo do planeta, também são considerados uma necessidade, tanto para os serviços de meteorologia quanto para dar segurança às comunicações diplomáticas e militares.
Apesar de reconhecer que o Brasil tem deficiências no segmento das comunicações via satélite, o presidente da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telecom), Roberto Aroso, acredita que, para os próximos grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, o país não deverá enfrentar nenhum tipo de sobrecarga. “São várias empresas que fornecem serviços de telecomunicações por satélite e essas empresas estão preparadas. Temos uma série de expansões prevista para o próximo ano que compensarão a deficiência atual”, disse Aroso.
O presidente da Telecom apontou como um dos mais graves problemas do setor a alta carga tributária que incide sobre os serviços de telecomunicações, dificultando a atração de investimentos. O estado recordista é, justamente, o Rio de Janeiro, que chega a taxar os serviços do setor em 50%. Para Aroso, o ideal seria uma carga tributária em torno de 5%.
Edição: Vinicius Doria - 17/12/2010
Fonte: Agência Brasil
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Brasil precisa de mais satélites de comunicação, afirma presidente da agência espacial
Da Agência Brasil
Rio de Janeiro – O Brasil precisa ter, pelo menos, mais quatro satélites de comunicação e transmissão de dados. O diagnóstico foi feito pelo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem, que participou hoje (17) do seminário 2011 - Novas Tecnologias e Cenário Futuro, promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
“O Brasil está sem satélite ótico desde abril de 2010, quando apagou o Cbers-2B, que é um satélite da família sino-brasileira para a observação da terra. O Brasil também espera ter, finalmente, o seu satélite radar, que permite ver o país mesmo em dias de densas nuvens e em locais com árvores gigantescas, como a Amazônia”, disse Ganem.
Os satélites geoestacionários, que ficam parados sobre um ponto fixo do planeta, também são considerados uma necessidade, tanto para os serviços de meteorologia quanto para dar segurança às comunicações diplomáticas e militares.
Apesar de reconhecer que o Brasil tem deficiências no segmento das comunicações via satélite, o presidente da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telecom), Roberto Aroso, acredita que, para os próximos grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, o país não deverá enfrentar nenhum tipo de sobrecarga. “São várias empresas que fornecem serviços de telecomunicações por satélite e essas empresas estão preparadas. Temos uma série de expansões prevista para o próximo ano que compensarão a deficiência atual”, disse Aroso.
O presidente da Telecom apontou como um dos mais graves problemas do setor a alta carga tributária que incide sobre os serviços de telecomunicações, dificultando a atração de investimentos. O estado recordista é, justamente, o Rio de Janeiro, que chega a taxar os serviços do setor em 50%. Para Aroso, o ideal seria uma carga tributária em torno de 5%.
Edição: Vinicius Doria - 17/12/2010
Fonte: Agência Brasil
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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Política Espacial Brasileira: press release da AEB
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Caderno sobre a Política Espacial Brasileira é lançado na Câmara
02-12-2010
A cerimônia de lançamento do sétimo Caderno de Altos Estudos intitulado “A Política Espacial Brasileira”, foi realizada na terça feira, 30 de novembro, no Salão nobre da Câmara dos Deputados. Estiveram presentes no evento representando a Agência Espacial Brasileira o presidente Carlos Ganem e o diretores Himilcon Carvalho (Política Espacial e Investimentos Estratégicos), Nilo Andrade (Transporte Espacial e Licenciamento) e Thyrso Villela (Satélites, Aplicações e Desenvolvimento) .
A publicação, organizada pelo Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica (CAEAT), tem como relator o deputado Rodrigo Rollemberg, é uma compilação de proposições, discussões ,workshops iniciadas em abril de 2009 com um ciclo de palestras. O livro investiga as razões que levaram à sucessiva postergação das metas e cronogramas estabelecidos no Programa Espacial Brasileiro (PEB), procurando apontar uma mudança de rumos, visando o estímulo das atividades espaciais no Brasil.
Na opinião do deputado Rollemberg, as discussões em torno do Programa Espacial Brasileiro são fundamentais e terão continuidade no congresso. Ele acredita que o estudo publicado é um marco para o desenvolvimento do PEB. “Esse projeto tem como objetivo não somente a identificação das dificuldades mas sobretudo em apontar caminhos para que o programa espacial possa ser de fato um programa de estado e, portanto, prioridade na agenda do legislativo e do executivo”, relata Rollemberg. Para o presidente do CAEAT, o deputado Inocêncio Oliveira, o debate em torno da área espacial está apenas no começo. “Esta é apenas a primeira etapa.
Caderno sobre a Política Espacial Brasileira é lançado na Câmara
02-12-2010
A cerimônia de lançamento do sétimo Caderno de Altos Estudos intitulado “A Política Espacial Brasileira”, foi realizada na terça feira, 30 de novembro, no Salão nobre da Câmara dos Deputados. Estiveram presentes no evento representando a Agência Espacial Brasileira o presidente Carlos Ganem e o diretores Himilcon Carvalho (Política Espacial e Investimentos Estratégicos), Nilo Andrade (Transporte Espacial e Licenciamento) e Thyrso Villela (Satélites, Aplicações e Desenvolvimento) .
A publicação, organizada pelo Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica (CAEAT), tem como relator o deputado Rodrigo Rollemberg, é uma compilação de proposições, discussões ,workshops iniciadas em abril de 2009 com um ciclo de palestras. O livro investiga as razões que levaram à sucessiva postergação das metas e cronogramas estabelecidos no Programa Espacial Brasileiro (PEB), procurando apontar uma mudança de rumos, visando o estímulo das atividades espaciais no Brasil.
Na opinião do deputado Rollemberg, as discussões em torno do Programa Espacial Brasileiro são fundamentais e terão continuidade no congresso. Ele acredita que o estudo publicado é um marco para o desenvolvimento do PEB. “Esse projeto tem como objetivo não somente a identificação das dificuldades mas sobretudo em apontar caminhos para que o programa espacial possa ser de fato um programa de estado e, portanto, prioridade na agenda do legislativo e do executivo”, relata Rollemberg. Para o presidente do CAEAT, o deputado Inocêncio Oliveira, o debate em torno da área espacial está apenas no começo. “Esta é apenas a primeira etapa.
Vamos continuar debatendo o tema para que o PEB se fortaleça e gere os frutos dele esperado”, diz Inocêncio.
O presidente da AEB, Carlos Ganem, um dos colaboradores da obra, acredita que a massificação do tema é importante para que todos tomem conhecimento sobre as diversas áreas de atuação do Programa Espacial. Ele, porém, explica que o trabalho não pode terminar apenas com a elaboração do caderno de altos estudos. “Não basta ter um programa anunciado, não basta a construção de um diagnóstico, é fundamental que a partir de um programa anunciado e de um diagnóstico bem elaborado você tenha oportunidade de mudar e criar as condições para que isso se transforme efetivamente em uma arma poderosa de desenvolvimento, progresso e justiça social”, enfatiza Ganem.
Além de Ganem, autor do texto “Política Espacial Brasileira – uma reflexão”, o livro contou com colaborações especiais de Samuel Guimarães, ministro chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos com o texto “O Brasil na era Espacial", Nelson Jobim, ministro da Defesa, com o texto “A Defesa e o Programa Espacial Brasileiro”, Gilberto Câmara, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), elaborou o artigo “Os benefícios do Programa Espacial para a sociedade”, Roberto Amaral, presidente da Alcântara Cyclone Space (ACS), escreveu o texto “Por que o Programa Espacial Brasileiro engatinha”, Walter Bartels, presidente da Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (AIAB), com o artigo “Prioridade da indústria quanto ao Programa Nacional de Atividades Espaciais – PNAE e cooperação internacional”, Rogério Guedes Soares, diretor-geral do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia, contribuiu com o texto “Tecnologia, informação e conhecimento para monitorar e proteger a Amazônia” e em conjunto escreveram o artigo “A evolução do setor espacial e o posicionamento do Brasil neste conceito” o Major Brigadeiro do Ar Ronaldo Salomone e Francisco Pantoja, diretor do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE).
O Caderno de Altos Estudos teve uma tiragem de 5 mil exemplares e será distribuído para vários órgãos do governo. Ele estará disponível para download em breve no site da câmara a quem se interessar.
Fonte: AEB
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O presidente da AEB, Carlos Ganem, um dos colaboradores da obra, acredita que a massificação do tema é importante para que todos tomem conhecimento sobre as diversas áreas de atuação do Programa Espacial. Ele, porém, explica que o trabalho não pode terminar apenas com a elaboração do caderno de altos estudos. “Não basta ter um programa anunciado, não basta a construção de um diagnóstico, é fundamental que a partir de um programa anunciado e de um diagnóstico bem elaborado você tenha oportunidade de mudar e criar as condições para que isso se transforme efetivamente em uma arma poderosa de desenvolvimento, progresso e justiça social”, enfatiza Ganem.
Além de Ganem, autor do texto “Política Espacial Brasileira – uma reflexão”, o livro contou com colaborações especiais de Samuel Guimarães, ministro chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos com o texto “O Brasil na era Espacial", Nelson Jobim, ministro da Defesa, com o texto “A Defesa e o Programa Espacial Brasileiro”, Gilberto Câmara, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), elaborou o artigo “Os benefícios do Programa Espacial para a sociedade”, Roberto Amaral, presidente da Alcântara Cyclone Space (ACS), escreveu o texto “Por que o Programa Espacial Brasileiro engatinha”, Walter Bartels, presidente da Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (AIAB), com o artigo “Prioridade da indústria quanto ao Programa Nacional de Atividades Espaciais – PNAE e cooperação internacional”, Rogério Guedes Soares, diretor-geral do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia, contribuiu com o texto “Tecnologia, informação e conhecimento para monitorar e proteger a Amazônia” e em conjunto escreveram o artigo “A evolução do setor espacial e o posicionamento do Brasil neste conceito” o Major Brigadeiro do Ar Ronaldo Salomone e Francisco Pantoja, diretor do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE).
O Caderno de Altos Estudos teve uma tiragem de 5 mil exemplares e será distribuído para vários órgãos do governo. Ele estará disponível para download em breve no site da câmara a quem se interessar.
Fonte: AEB
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sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Ganem no Congresso Internacional de Astronáutica
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Ganem participa do do Congresso Internacional de Astronáutica
23-09-2010
O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem, participa, entre os dias 27 de setembro e 1 de dezembro, do Congresso Internacional de Astronáutica (IAC, sigla em inglês) , em Praga, na República Tcheca.
O IAC, o maior congresso anual da área espacial, contará com mais de três mil participantes, entre representantes de agências espaciais e técnicos. O encontro visa o intercâmbio de informações técnicas e o debate de acordos de cooperação entre os países participantes.
As discussões do IAC têm aplicação direta nos trabalhos de desenvolvimento aeroespacial sob tutela da AEB. O objetivo da instituição no congresso é reforçar o papel de regulador e formulador da Política Espacial no Brasil.
O diretor de Transporte e Licenciamento, Nilo Andrade, também participará do evento.
Fonte: AEB
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Ganem participa do do Congresso Internacional de Astronáutica
23-09-2010
O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem, participa, entre os dias 27 de setembro e 1 de dezembro, do Congresso Internacional de Astronáutica (IAC, sigla em inglês) , em Praga, na República Tcheca.
O IAC, o maior congresso anual da área espacial, contará com mais de três mil participantes, entre representantes de agências espaciais e técnicos. O encontro visa o intercâmbio de informações técnicas e o debate de acordos de cooperação entre os países participantes.
As discussões do IAC têm aplicação direta nos trabalhos de desenvolvimento aeroespacial sob tutela da AEB. O objetivo da instituição no congresso é reforçar o papel de regulador e formulador da Política Espacial no Brasil.
O diretor de Transporte e Licenciamento, Nilo Andrade, também participará do evento.
Fonte: AEB
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terça-feira, 14 de setembro de 2010
AEB: Carlos Ganem fala ao blog
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Semana passada, logo após a cerimônia de lançamento da pedra fundamental da Alcântara Cyclone Space (ACS) (para saber mais, clique aqui e aqui), o blog teve uma rápida com Carlos Ganem, presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB). Foram poucas perguntas, mas como de costume, Ganem não deixou nenhuma delas sem resposta.
A primeira questão, em linha com as afirmações do presidente da AEB e de outras autoridades sobre o interesse da ACS em se tornar um "player" do mercado comercial de lançamentos espaciais, foi relacionada a necessidade do Brasil ter um acordo de salvaguardas tecnológicas com os EUA, uma vez que considerável número de satélites e cargas úteis comerciais, "alvos" da ACS, conta com componentes de origem daquele país. Carlos Ganem respondeu afirmando o propósito do governo brasileiro em retomar o diálogo com os Estados Unidos na área espacial. Não apenas com o Departamento de Estado, órgão responsável pela negociação de tratados e acordos internacionais, mas também com instituições de pesquisas espaciais, como a National Aeronautics and Space Administration (NASA - Jet Propulsion Laboratory), e a NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration). Os dois países poderiam considerar, inclusive, iniciativas que envolveriam outros países sul-americanos.
Ainda sobre a ACS, Ganem destacou que os satélites do Sistema Geoestacionário Brasileiro (SGB) deverão ser desenhados para se adequarem a capacidade do foguete Cyclone 4, isto é, massa total em torno de 1,7 toneladas. Segundo o blog apurou com outras pessoas que acompanham de perto as atividades do grupo de trabalho do SGB, considera-se seriamente a ideia de se ter satélites distintos para missões de meteorologia e comunicações. Até o final deste ano, deverá ser concluído o estudo sobre a viabilidade de estruturação do sistema na forma de Parcerias Público Privadas (PPP).
Perguntamos ainda sobre a retomada da revisão do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), sobre a qual muito se falou no final do ano passado e início de 2010, mas que foi paralisada este ano em razão de problemas de natureza burocrática (problemas com o convênio). Segundo comentários de bastidores, os trabalhos visando à revisão do programa serão retomados em breve, informação esta que Ganem confirmou.
O blog aproveitou a oportunidade e perguntou a Carlos Ganem se existe alguma possibilidade dele permanecer na presidência da AEB, caso Dilma Rousseff seja eleita. Ganem não comentou o assunto, alegando não haver qualquer definição ou elemento a respeito. Destacou, no entanto, alguns avanços em sua gestão na Agência, como a proximidade da conclusão da Plataforma Multimissão (após 14 aditivos ao contrato principal, assinado em 1998), avanços na ACS, finalização da Torre Móvel de Integração do VLS, investimentos em recursos humanos (para 2010 e 2011, serão ao todo R$ 13 milhões), entre outras. "Em 2008, recebi de fato uma massa falida. Tirei [o Programa Espacial] do ranço e que se encontrava", afirmou.
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sábado, 11 de setembro de 2010
Mais informações sobre a ACS e Alcântara
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Primeiro voo
Como já escrevemos na última quinta-feira (08), o primeiro voo do Cyclone 4 está previsto para fevereiro de 2012. A carga útil deste primeiro lançamento será o satélite científico Nano-JASMINE, de origem japonesa, mas existe a possibilidade de que outras cargas também sejam incluídas. Questionado pelo blog, o diretor-geral da ACS, Roberto Amaral, afirmou que o espaço disponível no voo experimental foi oferecido à Agência Espacial Brasileira (AEB).
Transferência de tecnologia - I
Nos discursos das autoridades brasileiras, foi dado grande destaque para uma possível transferência pela Ucrânia ao Brasil de tecnologia em matéria de lançadores. Afirmações nesse sentido, aliás, não são novidade. Analisando-se, contudo, os instrumentos de cooperação já assinados entre os dois países, observa-se que a joint-venture Alcântara Cyclone Space tem objetivo eminentemente comercial, e não necessariamente de caráter científico-tecnológico. O blog questionou algumas pessoas envolvidas com a iniciativa, inclusive Roberto Amaral e Carlos Ganem, sobre essa aparente inconsistência, e recebeu delas respostas bem alinhadas. Basicamente, o que se afirma é o seguinte: existe um acordo de salvaguardas tecnológicas (AST) assinado entre os governos do Brasil e Ucrânia para a proteção de tecnologia dos dois países, que difere de instrumentos equivalentes assinados por outras nações. Em teoria, tal acordo (e o tratado assinado em 2003) permitem a celebração de outros instrumentos, específicos para transferência tecnológica.
Transferência de tecnologia - II
O período de operação comercial do Cyclone 4 é estimado em 20 anos. Durante o tempo de sua operação, a expectativa é que os dois governos trabalhem no desenvolvimento de um novo lançador, o Cyclone 5. Isto, logicamente, exigirá um instrumento específico de cooperação. Já existem, porém, alguns movimentos no sentido de construir as bases para o projeto conjunto. Segundo foi dito ao blog por um dirigente da ACS, estão sendo negociadas dezenas de bolsas de estudos da CAPES e CNPq (instituições ligadas ao Ministério da Ciência e Tecnologia) e a Universidade de Brasília (UnB) para a formação de engenheiros aeroespaciais. Estes profissionais deverão atender as necessidades da ACS e no futuro trabalhar no desenvolvimento do Cyclone 5.
Ponto alto
Como lhe é característico, o presidente da AEB, Carlos Ganem, fez um discurso bastante articulado, empolgante, até. Ganem destacou a oportunidade do Brasil em se tornar um "player" do mercado comercial de lançamentos, e também o significado da ACS não apenas para o setor espacial, mas também como instrumento para o desenvolvimento social e cultural da pequena cidade de Alcântara. Citou como exemplos os casos de Kourou, na Guiana Francesa, e Cabo Canaveral, nos EUA. Ao final, destacou que o Brasil terá uma ampla escala de lançadores, desde foguetes para microssatélites, pequenos satélites e com o Cyclone 4, cargas geoestacionárias. Logo após o encerramento da cerimônia, o blog conversou com Ganem sobre o Programa Espacial Brasileiro. O conteúdo da conversa entrará no blog no início da próxima semana.
Ponto baixo
Apesar de todos os problemas de infraestrutura e acesso ao Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), os organizadores da cerimônia tiveram bastante êxito em organizá-la, especialmente considerando-se o curto prazo de tempo desde a decisão de lançar a pedra fundamental e o evento. O ponto baixo da cerimônia foi a impossibilidade da imprensa visitar as instalações modernizadas de Alcântara, como a sala de controle e casamata, modernizadas, e a nova torre do VLS (ver notas abaixo). Apenas as autoridades presentes tiveram acesso a essas instalações. À imprensa, só foi possível ver, bem de longe, a nova TMI durante a aproximação da aeronave que a transportava à pista de pouso do CLA.
"Revival" da MECB
Ao discursar, o ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, lembrou que o Pais tem domínio parcial em tecnologia de lançadores e também em satélites. Destacou que o objetivo brasileiro é ter um programa espacial completo em 2022, ano em que o País comemora o aniversário de 200 anos de Independência. Parece um "revival" da Missão Espacial Completa Brasileira (MECB), idealizada no início da década de oitenta e que tinha por objetivo dotar o Brasil de capacidade autônoma na construção de satélites, veículos lançadores e infraestrutura terrestre.
Modernização do CLA
A sala de controle do CLA foi modernizada para atender as necessidades de operação do Cyclone 4. O pacote de atualização, iniciado em 2009, envolveu, além de controle, a modernização do centro de controle avançado (casamata), e outras 21 posições operacionais, como sistemas de radares, telemetria, tratamento de dados, meteorologia, subestações de energia, centrais elétrica e telefônica, sistemas de comunicações por microondas, casa de telecomando, entre outras. Ao todo, as obras de atualização custaram R$ 22,3 milhões.
Torre do VLS
A AEB distribuiu durante a cerimônia um press release com algumas informações sobre a TMI, o qual reproduzimos a seguir, com edição do blog: "A nova Torre Móvel de Integração (TMI) será entregue em dezembro deste ano. A obra foi orçada em R$ 44,1 milhões e tem 12 metros de cumprimento, 10 metros de largura e 34 metros de altura. A TMI tem moderno sistema de controle, o que proporcionará sua operação de forma remota; um túnel de escape (saída de emergência), totalmente isolado e com ar pressurizado, para evitar a entrada de gases, o que permitirá uma evacuação rápida das pessoas para um local seguro e afastado da zona de risco em caso de emergência. A estrutura conta, ainda, com um sistema de carregamento de propelente líquido, com mesa de lançamento, com torre de umbilicais, além dos subsistemas de climatização e ar comprimido, elétrico, de controle, de proteção contra descargas atmosféricas e de detecção e combate a incêndios. A nova TMI será uma das plataformas mais modernas do mundo para veículos espaciais do porte do VLS. Com o término dos trabalhos de construção e montagem, começarão os testes funcionais com a utilização de um mock-up (maquete em escala real) do VLS. Para a primeira utilização da TMI serão necessários cerca de seis meses para formação, capacitação e treinamento das equipes."
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Primeiro voo
Como já escrevemos na última quinta-feira (08), o primeiro voo do Cyclone 4 está previsto para fevereiro de 2012. A carga útil deste primeiro lançamento será o satélite científico Nano-JASMINE, de origem japonesa, mas existe a possibilidade de que outras cargas também sejam incluídas. Questionado pelo blog, o diretor-geral da ACS, Roberto Amaral, afirmou que o espaço disponível no voo experimental foi oferecido à Agência Espacial Brasileira (AEB).
Transferência de tecnologia - I
Nos discursos das autoridades brasileiras, foi dado grande destaque para uma possível transferência pela Ucrânia ao Brasil de tecnologia em matéria de lançadores. Afirmações nesse sentido, aliás, não são novidade. Analisando-se, contudo, os instrumentos de cooperação já assinados entre os dois países, observa-se que a joint-venture Alcântara Cyclone Space tem objetivo eminentemente comercial, e não necessariamente de caráter científico-tecnológico. O blog questionou algumas pessoas envolvidas com a iniciativa, inclusive Roberto Amaral e Carlos Ganem, sobre essa aparente inconsistência, e recebeu delas respostas bem alinhadas. Basicamente, o que se afirma é o seguinte: existe um acordo de salvaguardas tecnológicas (AST) assinado entre os governos do Brasil e Ucrânia para a proteção de tecnologia dos dois países, que difere de instrumentos equivalentes assinados por outras nações. Em teoria, tal acordo (e o tratado assinado em 2003) permitem a celebração de outros instrumentos, específicos para transferência tecnológica.
Transferência de tecnologia - II
O período de operação comercial do Cyclone 4 é estimado em 20 anos. Durante o tempo de sua operação, a expectativa é que os dois governos trabalhem no desenvolvimento de um novo lançador, o Cyclone 5. Isto, logicamente, exigirá um instrumento específico de cooperação. Já existem, porém, alguns movimentos no sentido de construir as bases para o projeto conjunto. Segundo foi dito ao blog por um dirigente da ACS, estão sendo negociadas dezenas de bolsas de estudos da CAPES e CNPq (instituições ligadas ao Ministério da Ciência e Tecnologia) e a Universidade de Brasília (UnB) para a formação de engenheiros aeroespaciais. Estes profissionais deverão atender as necessidades da ACS e no futuro trabalhar no desenvolvimento do Cyclone 5.
Ponto alto
Como lhe é característico, o presidente da AEB, Carlos Ganem, fez um discurso bastante articulado, empolgante, até. Ganem destacou a oportunidade do Brasil em se tornar um "player" do mercado comercial de lançamentos, e também o significado da ACS não apenas para o setor espacial, mas também como instrumento para o desenvolvimento social e cultural da pequena cidade de Alcântara. Citou como exemplos os casos de Kourou, na Guiana Francesa, e Cabo Canaveral, nos EUA. Ao final, destacou que o Brasil terá uma ampla escala de lançadores, desde foguetes para microssatélites, pequenos satélites e com o Cyclone 4, cargas geoestacionárias. Logo após o encerramento da cerimônia, o blog conversou com Ganem sobre o Programa Espacial Brasileiro. O conteúdo da conversa entrará no blog no início da próxima semana.
Ponto baixo
Apesar de todos os problemas de infraestrutura e acesso ao Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), os organizadores da cerimônia tiveram bastante êxito em organizá-la, especialmente considerando-se o curto prazo de tempo desde a decisão de lançar a pedra fundamental e o evento. O ponto baixo da cerimônia foi a impossibilidade da imprensa visitar as instalações modernizadas de Alcântara, como a sala de controle e casamata, modernizadas, e a nova torre do VLS (ver notas abaixo). Apenas as autoridades presentes tiveram acesso a essas instalações. À imprensa, só foi possível ver, bem de longe, a nova TMI durante a aproximação da aeronave que a transportava à pista de pouso do CLA.
"Revival" da MECB
Ao discursar, o ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, lembrou que o Pais tem domínio parcial em tecnologia de lançadores e também em satélites. Destacou que o objetivo brasileiro é ter um programa espacial completo em 2022, ano em que o País comemora o aniversário de 200 anos de Independência. Parece um "revival" da Missão Espacial Completa Brasileira (MECB), idealizada no início da década de oitenta e que tinha por objetivo dotar o Brasil de capacidade autônoma na construção de satélites, veículos lançadores e infraestrutura terrestre.
Modernização do CLA
A sala de controle do CLA foi modernizada para atender as necessidades de operação do Cyclone 4. O pacote de atualização, iniciado em 2009, envolveu, além de controle, a modernização do centro de controle avançado (casamata), e outras 21 posições operacionais, como sistemas de radares, telemetria, tratamento de dados, meteorologia, subestações de energia, centrais elétrica e telefônica, sistemas de comunicações por microondas, casa de telecomando, entre outras. Ao todo, as obras de atualização custaram R$ 22,3 milhões.
Torre do VLS
A AEB distribuiu durante a cerimônia um press release com algumas informações sobre a TMI, o qual reproduzimos a seguir, com edição do blog: "A nova Torre Móvel de Integração (TMI) será entregue em dezembro deste ano. A obra foi orçada em R$ 44,1 milhões e tem 12 metros de cumprimento, 10 metros de largura e 34 metros de altura. A TMI tem moderno sistema de controle, o que proporcionará sua operação de forma remota; um túnel de escape (saída de emergência), totalmente isolado e com ar pressurizado, para evitar a entrada de gases, o que permitirá uma evacuação rápida das pessoas para um local seguro e afastado da zona de risco em caso de emergência. A estrutura conta, ainda, com um sistema de carregamento de propelente líquido, com mesa de lançamento, com torre de umbilicais, além dos subsistemas de climatização e ar comprimido, elétrico, de controle, de proteção contra descargas atmosféricas e de detecção e combate a incêndios. A nova TMI será uma das plataformas mais modernas do mundo para veículos espaciais do porte do VLS. Com o término dos trabalhos de construção e montagem, começarão os testes funcionais com a utilização de um mock-up (maquete em escala real) do VLS. Para a primeira utilização da TMI serão necessários cerca de seis meses para formação, capacitação e treinamento das equipes."
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segunda-feira, 26 de julho de 2010
Entrevista de Carlos Ganem para a TV Senado
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No início de junho, Carlos Ganem, presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), esteve no Senado para falar sobre o programa espacial nacional. Os vídeos com a apresentação de Ganem foram recentemente disponibilizados no website da TV Senado. Para acessá-los, clique sobre os títulos "Carlos Ganem compara o programa espacial brasileiro"; "Carlos Ganem comenta ligações da pesquisa espacial com setores como educação e tecnologia"; e "Carlos Ganem fala sobre a defasagem tecnológica brasileira".
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sábado, 5 de junho de 2010
Carlos Ganem fala sobre Alcântara para a CBN
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O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem, concedeu uma entrevista ao programa do jornalista Heródoto Barbeiro na Rádio CBN. O foco da entrevista foi Alcântara, especialmente a questão da necessidade de um acordo de salvaguardas tecnológicas com os EUA, para a exploração comercial do centro espacial brasileiro.
De acordo com Ganem, e 2009, foram investidos R$ 85 milhões no CLA, além de terem sido realizadas obras de infraestrutura, como a melhoria numa estrada de acesso ao centro. Também foram executadas modernizações na sala de controle, e na antena de rastreio, atualizações estas, segundo palavras do próprio Ganem, "desejada(s) e ambicionada(s) por todo o sítio de lançamento no mundo".
O presidente da AEB também destacou alguns avanços em acordos de salvaguardas com diferentes países. Mencionou os instrumentos com a Rússia, com a Ucrânia, parceira do Brasil na Alcântara Cyclone Space, que operará do sítio brasileiro o foguete Cyclone 4 (lançador de "grandíssimo porte", segundo Ganem), e também com os EUA.
Em relação ao acordo com os EUA, o dirigente informou que um instrumento chegou a ser assinado em 2000, mas não foi ratificado pelo Congresso Nacional. Trata-se de "questão delicada". "Gestões da AEB junto ao Itamaraty esbarram na política de relações exteriores do Brasil". Ganem, porém, demonstra reconhecer a importância de se ter um acordo com os Estados Unidos. Afirma que sem o acordo, haverá dificuldades para lançar 80% do mercado mundial de satélites, que tem origem nos EUA. "Isso exige um grande equilíbrio, uma grande engenharia de política exterior que faça com que as posições caminhem para um entendimento."
Para acompamnhar a íntegra da entrevista (cerca de 10 minutos), clique aqui.
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O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem, concedeu uma entrevista ao programa do jornalista Heródoto Barbeiro na Rádio CBN. O foco da entrevista foi Alcântara, especialmente a questão da necessidade de um acordo de salvaguardas tecnológicas com os EUA, para a exploração comercial do centro espacial brasileiro.
De acordo com Ganem, e 2009, foram investidos R$ 85 milhões no CLA, além de terem sido realizadas obras de infraestrutura, como a melhoria numa estrada de acesso ao centro. Também foram executadas modernizações na sala de controle, e na antena de rastreio, atualizações estas, segundo palavras do próprio Ganem, "desejada(s) e ambicionada(s) por todo o sítio de lançamento no mundo".
O presidente da AEB também destacou alguns avanços em acordos de salvaguardas com diferentes países. Mencionou os instrumentos com a Rússia, com a Ucrânia, parceira do Brasil na Alcântara Cyclone Space, que operará do sítio brasileiro o foguete Cyclone 4 (lançador de "grandíssimo porte", segundo Ganem), e também com os EUA.
Em relação ao acordo com os EUA, o dirigente informou que um instrumento chegou a ser assinado em 2000, mas não foi ratificado pelo Congresso Nacional. Trata-se de "questão delicada". "Gestões da AEB junto ao Itamaraty esbarram na política de relações exteriores do Brasil". Ganem, porém, demonstra reconhecer a importância de se ter um acordo com os Estados Unidos. Afirma que sem o acordo, haverá dificuldades para lançar 80% do mercado mundial de satélites, que tem origem nos EUA. "Isso exige um grande equilíbrio, uma grande engenharia de política exterior que faça com que as posições caminhem para um entendimento."
Para acompamnhar a íntegra da entrevista (cerca de 10 minutos), clique aqui.
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quarta-feira, 2 de junho de 2010
Recursos humanos para o Programa Espacial
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Carlos Ganem participa de debate sobre recursos humanos no Senado
01-06-2010
O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem, participou nesta segunda-feira (31), do painel da Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) com tema “Desafios, necessidades e perspectivas da formação e capacitação de recursos humanos nas áreas de transportes aéreos e aquáticos”. O debate integra o ciclo de discussões Agenda Desafio 2009-2015 - Recursos Humanos para Inovação e Competitividade, que vem sendo promovido pela comissão. Ganem falou das dificuldades que o Programa Espacial Brasileiro enfrentou nos últimos anos, principalmente no que se refere à falta de recursos humanos.
Segundo Carlos Ganem, entre os os principais gargalos do programa espacial estão a falta de recursos humanos e o não domínio das tecnologias críticas. Atualmente, há cerca de 3 mil especialistas na área no Brasil. No entanto, o envelhecimento e a evasão deste quadro, a falta de reposição e novas contratações e as poucas ações de capacitação e treinamento para atividade espacial são preocupantes. “O deficit de especialistas na atividade espacial, no Brasil, é de cerca de 2 mil especialistas”, afirmou Ganem.
O presidente citou algumas ações que a AEB tomou, nos últimos anos, para modificar esse quadro. Uma delas, é o edital, lançado juntamente com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em maio deste ano, com o intuito de apoiar projetos voltados à fixação, formação e capacitação de especialistas para o setor espacial. No total serão destinados recursos da ordem de R$ 13 milhões, com desembolso de R$ 6 milhões este ano e R$ 7 milhões em 2011.
Participaram, ainda, do debate o diretor financeiro e administrativo da Infraero, Mauro Lima, o diretor-geral do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), tenente-brigadeiro Ramon Borges Cardoso; o vice-presidente executivo de Organização e Recursos Humanos da Embraer, Hermann Ponte e Silva e o vice-chefe do Departamento de Engenharia Naval e Oceânica da Coordenação de Programas de Pesquisa em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), Luiz Felipe Assis.
Fonte: AEB
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sexta-feira, 28 de maio de 2010
Carlos Ganem (AEB) na 4ª CNCTI
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Ganem aborda a importância do espaço em palestra na 4ª CNCTI
28-05-2010
O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem, participou nesta sexta-feira (28) da sessão paralela “Espaço, Defesa e Segurança Nacionais”, na sessão plenária 5: Democratização e Cidadania, da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI). Ganem abordou o Programa Espacial Brasileiro.
Para o presidente da AEB, no Brasil, o investimento em espaço não é apenas uma questão de defesa e soberania. “A pesquisa científica, o ensino à distância, notícias online e até mesmo a transmissão da Copa do Mundo em tempo real, sem o espaço, não existiriam”, destacou. “Só em 2008, a atividade espacial mundial, comercial e de governo, movimentou U$ 257 bilhões”, comentou.
Segundo Carlos Ganem, os gargalos nessa área no país ainda são muitos. No entanto, ele avalia que algumas ações atuais podem contribuir para modificar esse quadro. O dirigente citou o edital de bolsas de apoio a projetos voltados à fixação, formação e capacitação de especialistas para o setor espacial, lançado este mês pela Agência e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Ação, que na sua opinião, poderá diminuir o déficit de especialistas no Programa Espacial Brasileiro.
A sessão foi presidida pelo diretor da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Eugenius Kaszkurewicz. O diretor informou que a instituição investiu nos últimos cinco anos R$ 1 bilhão em segurança e defesa.
Defesa - A apresentação seguinte foi ministrada pelo major-brigadeiro do Ar, Álvaro Knupp, do Ministério da Defesa, que apresentou o Plano de Ciência e Tecnologia para o setor de defesa. De acordo com ele, um dos objetivos da Pasta é o desenvolvimento de sensores e outras tecnologias para o monitoramento dos oceanos e do tráfego aéreo. Knupp relatou ainda que o Ministério da Defesa pretende abrir espaço para que a sociedade civil e a indústria participem no desenvolvimento das ações de C&T voltadas à defesa e à segurança nacionais.
Inpe – Já o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e relator da sessão, Gilberto Câmara ressaltou que o “futuro da tecnologia espacial agrega valor à economia do conhecimento da natureza”, afirmou. Como o Brasil é líder em desenvolvimento sustentável, Câmara acredita que ao se investir em tecnologia espacial, "o Brasil será o primeiro país de clima tropical desenvolvido do século XXI”.
Fonte: AEB
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Ganem aborda a importância do espaço em palestra na 4ª CNCTI
28-05-2010
O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem, participou nesta sexta-feira (28) da sessão paralela “Espaço, Defesa e Segurança Nacionais”, na sessão plenária 5: Democratização e Cidadania, da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI). Ganem abordou o Programa Espacial Brasileiro.
Para o presidente da AEB, no Brasil, o investimento em espaço não é apenas uma questão de defesa e soberania. “A pesquisa científica, o ensino à distância, notícias online e até mesmo a transmissão da Copa do Mundo em tempo real, sem o espaço, não existiriam”, destacou. “Só em 2008, a atividade espacial mundial, comercial e de governo, movimentou U$ 257 bilhões”, comentou.
Segundo Carlos Ganem, os gargalos nessa área no país ainda são muitos. No entanto, ele avalia que algumas ações atuais podem contribuir para modificar esse quadro. O dirigente citou o edital de bolsas de apoio a projetos voltados à fixação, formação e capacitação de especialistas para o setor espacial, lançado este mês pela Agência e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Ação, que na sua opinião, poderá diminuir o déficit de especialistas no Programa Espacial Brasileiro.
A sessão foi presidida pelo diretor da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Eugenius Kaszkurewicz. O diretor informou que a instituição investiu nos últimos cinco anos R$ 1 bilhão em segurança e defesa.
Defesa - A apresentação seguinte foi ministrada pelo major-brigadeiro do Ar, Álvaro Knupp, do Ministério da Defesa, que apresentou o Plano de Ciência e Tecnologia para o setor de defesa. De acordo com ele, um dos objetivos da Pasta é o desenvolvimento de sensores e outras tecnologias para o monitoramento dos oceanos e do tráfego aéreo. Knupp relatou ainda que o Ministério da Defesa pretende abrir espaço para que a sociedade civil e a indústria participem no desenvolvimento das ações de C&T voltadas à defesa e à segurança nacionais.
Inpe – Já o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e relator da sessão, Gilberto Câmara ressaltou que o “futuro da tecnologia espacial agrega valor à economia do conhecimento da natureza”, afirmou. Como o Brasil é líder em desenvolvimento sustentável, Câmara acredita que ao se investir em tecnologia espacial, "o Brasil será o primeiro país de clima tropical desenvolvido do século XXI”.
Fonte: AEB
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terça-feira, 25 de maio de 2010
AEB na 4ª CNCTI
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Carlos Ganem participa da abertura da 4ª CNCTI
25-05-2010
O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem, participa, nesta quarta-feira (26), às 18 horas, da solenidade de abertura da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI), que se realizará em Brasília (DF) até o dia 28, no hotel Golden Tulip Brasília Alvorada. Mudanças climáticas, energia, recursos naturais, desigualdades regionais, educação científica de qualidade em todos os níveis, uso da ciência e tecnologia para a promoção social e da saúde são os principais temas a serem discutidos durante o evento, promovido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).
Na abertura da Conferência ocorrerá a entrega da insígnia da Ordem do Mérito Científico a personalidades que contribuem para o desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil. A condecoração é concedida pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. Um dos agraciados será Aldo Vieira da Rosa, fundador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e ex-presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Com o tema “Política de Estado para Ciência, Tecnologia e Inovação com vista ao Desenvolvimento Sustentável”, a atividade tem como objetivo central elaborar diretrizes para a consolidação de um Sistema Nacional articulado que promova a cooperação entre os âmbitos federal, estadual e municipal, consolidando a Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (C, T&I). A conferência reunirá milhares analistas, pesquisadores, empresários, tomadores de decisões e a comunidade em geral que debaterão e formularão propostas para a consolidação, nos próximos 10 anos, de uma Política de Estado em C, T&I, com foco principal no desenvolvimento sustentável.
Na sexta-feira (28), a partir das 10h15, Carlos Ganem será um dos palestrantes na sessão paralela da Conferência que abordará o tema “Espaço, Defesa e Segurança Nacionais”.
Mais informações: http://http://www.cgee.org.br/cncti4/
Fonte: AEB
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Carlos Ganem participa da abertura da 4ª CNCTI
25-05-2010
O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem, participa, nesta quarta-feira (26), às 18 horas, da solenidade de abertura da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI), que se realizará em Brasília (DF) até o dia 28, no hotel Golden Tulip Brasília Alvorada. Mudanças climáticas, energia, recursos naturais, desigualdades regionais, educação científica de qualidade em todos os níveis, uso da ciência e tecnologia para a promoção social e da saúde são os principais temas a serem discutidos durante o evento, promovido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).
Na abertura da Conferência ocorrerá a entrega da insígnia da Ordem do Mérito Científico a personalidades que contribuem para o desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil. A condecoração é concedida pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. Um dos agraciados será Aldo Vieira da Rosa, fundador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e ex-presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Com o tema “Política de Estado para Ciência, Tecnologia e Inovação com vista ao Desenvolvimento Sustentável”, a atividade tem como objetivo central elaborar diretrizes para a consolidação de um Sistema Nacional articulado que promova a cooperação entre os âmbitos federal, estadual e municipal, consolidando a Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (C, T&I). A conferência reunirá milhares analistas, pesquisadores, empresários, tomadores de decisões e a comunidade em geral que debaterão e formularão propostas para a consolidação, nos próximos 10 anos, de uma Política de Estado em C, T&I, com foco principal no desenvolvimento sustentável.
Na sexta-feira (28), a partir das 10h15, Carlos Ganem será um dos palestrantes na sessão paralela da Conferência que abordará o tema “Espaço, Defesa e Segurança Nacionais”.
Mais informações: http://http://www.cgee.org.br/cncti4/
Fonte: AEB
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sexta-feira, 19 de março de 2010
Cooperação Brasil - China: Ganem vai a Pequim
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Cooperação científica e tecnológica
19-03-2010
O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem, integra a delegação interministerial que estará em Pequim, na China, entre os dias 24 e 26 de março, para tratar da cooperação em ciência e tecnologia, em áreas como nanotecnologia, informática, biotecnologia e espaço. Na pauta da AEB consta a continuidade do Programa Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (Cbers). A intenção é ampliar e diversificar o Programa na busca de novas formas de parcerias.
Os integrantes da delegação brasileira participarão de reuniões técnicas e temáticas com vistas à discussão sobre o andamento e eventual ampliação de projetos bilaterais de cooperação em ciência, tecnologia e informação. “As relações, no âmbito espacial, entre China e Brasil, são um marco emblemático construído a partir dos anos 80, e avançam, agora, a ponto de oferecer novos modelos e perspectivas”, diz Carlos Ganem. Segundo ele, há expectativas de se estabelecer parcerias, oferecendo oportunidades de acesso às tecnologias espaciais a outras nações do continente africano. Esta rodada de debates antecede a visita, em abril, do presidente chinês Hu Jintao, ao Brasil.
Fonte: AEB
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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
"Os avanços não foram poucos"
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A Agência Espacial Brasileira (AEB) disponibilizou em seu web-site a entrevista com o seu presidente, Carlos Ganem, publicada na mais recente edição da revista Tecnologia & Defesa. Foram respondidas doze questões elaboradas pelo editor do blog, André M. Mileski, abordando todos os principais projetos do Programa Espacial Brasileiro, como o CBERS, programa de lançadores, cooperação internacional e participação da indústria. Para acessar a entrevista, cliquem aqui.
Para saber mais sobre a edição especial de Tecnologia & Defesa, vejam a postagem "T&D: “O que o Brasil busca no Espaço”.
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Fragilidades do Programa Espacial Brasileiro: estudo
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Estudo alerta para baixo investimento em política espacial
Orçamento caiu de R$ 415 milhões em 2009 para R$ 353 milhões em 2010, valor bem menor do que o de outros países do Bric
Estudo da Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados, divulgado nesta semana, alerta para a fragilidade institucional e orçamentária da atual Política Espacial Brasileira. Para 2010, o orçamento previsto na proposta orçamentária é de R$ 353 milhões, contra R$ 415 milhões em 2009. Segundo o diretor da Agência Espacial Brasileira, Carlos Ganem, para fazer frente a todos os desafios, seria necessário o dobro dos recursos atuais.
Os outros países do Bric, no mesmo patamar de desenvolvimento do Brasil, destinam muito mais recursos públicos aos seus programas. A China investe mais de US$ 1 bilhão e planeja vôos tripulados à Lua até 2020. A Índia tem orçamento superior a US$ 800 milhões ao ano e a agência espacial russa conta com orçamento da ordem de US$ 2 bilhões.
Atrasos
As conseqüências são a postergação das metas estabelecidas pelo programa espacial brasileiro. Alguns exemplos, apenas para mencionar os principais projetos, são: atraso no lançamento do Cbers-3, inicialmente previsto para 2009 e adiado para 2011, e atraso no lançamento do VLS 1, cujo lançamento do quarto protótipo estava previsto para 2007 - e agora está marcado, para efeito de teste, para 2011.
A Agência Espacial Brasileira planeja lançar três satélites geoestacionários até 2013, para comunicação de dados, sendo o primeiro deles conhecido como SGB, Satélite Geoestacionário Brasileiro. Caso esses artefatos não sejam colocados em órbita, o Brasil poderá perder posições orbitais definidas pela União Internacional de Telecomunicações (UIT).
Fatia pequena
Em todo o mundo, a necessidade crescente de telecomunicações e a evolução tecnológica no setor, como a implantação da TV Digital, estão transformando o setor de satélites numa indústria multibilionária.
Segundo dados de 2008 da Space Foundation, a atividade espacial mundial, incluindo bens e serviços, indivíduos, corporações e governos, movimentou US$ 257 bilhões, dos quais 35% em serviços satelitais comerciais; 32% em infraestrutura comercial; 26% só do orçamento espacial do Governo dos EUA; 6% dos outros governos; e somente 1% com lançadores e indústria de suporte.
Os Estados Unidos detêm 41% do mercado global de satélites, deixando 59% para o restante do mundo, sendo de 1,9% a participação do mercado brasileiro.
A íntegra do estudo está disponível em:
http://www2.camara.gov.br/internet/fiquePorDentro/Temasatuais/politica-espacial-brasileira/documento-de-referencia-da-consultoria-legislativa-1
Fonte: Assessoria de Comunicação da Câmara dos Deputados, via JC E-mail, 11/02.
Comentário: para saber mais sobre os estudos referentes ao Programa Espacial Brasileiro realizados pelo Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica, acessem a postagem "Discussões sobre Política Espacial no CAEAT".
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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
T&D: “O que o Brasil busca no Espaço”
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Até o final desta semana, deve chegar às bancas de todo o Brasil a mais recente edição especial da revista Tecnologia & Defesa, intitulada “O que o Brasil busca no Espaço”. Elaborada desde o final do ano passado, esta edição busca abordar os principais projetos nacionais associados à área espacial, não apenas do Programa Espacial Brasileiro (coordenado pela Agência Espacial Brasileira - AEB), mas também de iniciativas e atividades menos conhecidas do público, como o Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS), do Ministério da Defesa, uso de imagens de satélites pelo governo (que vai muito além do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE), entre outros tópicos.
O blog voltará a tratar deste número muito em breve, compartilhando parte do conteúdo com os leitores, e também fazendo os devidos agradecimentos a todos que de alguma forma tornaram possível a sua viabilização e concretização.
Abaixo, um breve descritivo sobre os artigos e reportagens que integram este número da revista:
- Apresentação: artigo ("A Importância do Programa Espacial Brasileiro") do Deputado Federal Rodrigo Rollemberg, um dos mais atuantes congressistas no setor espacial e relator dos estudos sobre o Programa Espacial Brasileiro no Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica da Câmara dos Deputados.
- Entrevista com Carlos Ganem, presidente da AEB, com abordagem de temas como a revisão do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), avanços no programa brasileiro, cooperação internacional, orçamento, entre outros.
- Programa CBERS: reportagem sobre o Programa do Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS), tratando de sua história, atualidade e futuro.
- "A caminho do Espaço": reportagem sobre os esforços brasileiros na busca de autonomia no lançamento de satélites.
- "Celeiro de Tecnologias": artigo sobre a atuação da Opto Eletrônica, indústria de São Carlos (SP), no setor Aeroespacial.
- "Comunicações Militares por Satélite - O panorama brasileiro": a reportagem trata do SISCOMIS e suas perspectivas e planos para o futuro, abordando também o projeto do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB).
- "Perspectivas para o Programa Espacial Brasileiro": artigo de Otávio Durão, tecnologista-sênior do INPE, e membro do conselho deliberativo da Associação Aeroespacial Brasileira (AAB).
- "Spin-offs - Os benefícios derivados das atividades espaciais": pequena reportagem sobre os benefícios indiretos da tecnologia espacial, em que tratamos de casos brasileiros (diamantes CVD para aplicações odontológicas, produtos ortopédicos, motores a etanol, materiais para calçados, etc.)
- "Olhando de cima": reportagem analítica sobre o uso de imagens de sensoriamento remoto geradas por satélites pelo governo brasileiro.
- "Desafios do Programa Espacial Brasileiro: 1980-2010": artigo de Gilberto Câmara, diretor do INPE.
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terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Artigo de Carlos Ganem no jornal O Globo
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Investimento estratégico
15-12-2009
CARLOS GANEM*
O Brasil é um país grande. Não só pela sua extensão territorial, de aproximadamente oito milhões e meio de quilômetros quadrados e sua costa marítima de oito mil quilômetros, mas, também, pelo seu Produto Interno Bruto de um trilhão de dólares e pela sua população de quase 190 milhões de pessoas.
Somente quatro outros poderiam se comparar ao Brasil, quando se leva em conta estes fatores: Estados Unidos, China, Índia e Rússia. Além dessas características, há, porém, uma que cabe destacar. Todos eles, com exceção do Brasil, podem ser considerados "potências espaciais" - ou seja, completaram o ciclo de domínio das tecnologias de foguetes e satélites, que são utilizadas como elementos essenciais para atingir seus objetivos de crescimento econômico sustentável, desenvolvimento social e de política internacional.
É fácil concordar que países do porte do Brasil não podem prescindir de uma capacidade própria de geração de imagens do seu território. Sem isso, não há como fazer avançar as grandes políticas nacionais, sejam as de proteção ambiental, de comércio exterior ou de defesa. Mas é impossível ter imagens de um território tão grande se não o fizermos a partir do espaço.
A economia do setor espacial movimentou no mundo, somente em 2008, algo como 250 bilhões de dólares. A fabricação de satélites e foguetes, os lançamentos, os serviços bancários de financiamento e de corretagem de seguros, os equipamentos de solo para o controle e recepção de dados e imagens, a comercialização desses dados e os serviços de comunicação, mapeamento, localização e de previsão de tempo formam os elos de uma cadeia produtiva dominada por vários países.
Nosso programa espacial, coordenado pela Agência Espacial Brasileira (AEB), autarquia vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), atua para capacitar o Brasil nessas tecnologias, sempre com foco nos grandes problemas nacionais, contribuindo para sua solução, e na utilização do espaço em benefício da sociedade.
A cooperação internacional é direcionada à formação de parcerias de alto valor estratégico, como ocorre com a China, na construção do Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (Cbers) para termos imagens da Amazônia, por exemplo, e com a Ucrânia, com a empresa binacional Alcantara Cyclone Space (ACS), que lançará foguetes ucranianos a partir de nosso centro de lançamentos em Alcântara (MA) com parte dos lucros revertida ao programa. Além desses projetos, há o desenvolvimento nacional, em satélites de coleta de dados e foguete lançador.
Quando concluído, dará ao país acesso autônomo e garantido ao espaço.
Sejam quais forem os motivos - ter capacidade autônoma de gestão territorial, desenvolver novos nichos comerciais, aumentar o prestígio internacional, prover segurança e defesa nacionais - investir na área espacial tem sido a tendência daquelas nações que querem fazer a diferença no cenário geopolítico e é o caminho para deixarmos de ser apenas mais um país grande e chegarmos a ser um grande país
* CARLOS GANEM é presidente da Agência Espacial Brasileira
Fonte: Jornal O Globo, via web-site da AEB
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terça-feira, 10 de novembro de 2009
Discussões sobre Política Espacial no CAEAT
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Conselho da Câmara discute o Programa Espacial Brasileiro
André M. Mileski
O Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica (CAEAT) da Câmara dos Deputados promoveu ontem (09), em Brasília (DF), o seminário "Por uma Nova Política Espacial Brasileira: Realidade ou Ficção?", que contou com a participação de especialistas e autoridades do governo, indústria e academia. Com o objetivo de colher subsídios para a elaboração de estudo aprofundado sobre a política espacial brasileira, os especialistas debateram pontos críticos sobre as atividades espaciais do Brasil.
O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem, defendeu a alteração do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), atualmente em sua quarta revisão, de modo a buscar um trabalho conjunto das instituições envolvidas no programa para os diferentes projetos em andamento. "Não adianta eu ficar insistindo em um conjunto de projetos isolados que não fazem, pela soma dessas parcelas, uma só política nacional, integradora e virtuosa."
Ganem também destacou a intenção da AEB em firmar novos instrumentos de cooperação internacional, tendo mencionado a Coréia do Sul, país que visitou há alguns dias, e o interesse de um grupo europeu em estabelecer parceria para o desenvolvimento de nova versão do Veículo Lançador de Satélites (VLS).
Já na opinião do Deputado Federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), parlamentar muito engajado na área de Ciência e Tecnologia e também relator do estudo em preparação pelo conselho, a sociedade deve conhecer os benefícios trazidos pelos investimentos no setor espacial. "Quando a gente está falando de um grande programa de inclusão digital, nós precisamos do programa espacial, do acesso à comunicação de forma geral, da previsão de catástrofes climáticas ou de eventos extremos. Com isso, nós estamos evitando o sofrimento de milhares de famílias. Tem um impacto social muito grande", disse.
Especialistas também destacaram problemas crônicos que impedem o devido desenvolvimento do programa espacial local, como a falta de pessoal, arranjo institucional do programa, fluxo descontínuo de recursos financeiros e dificuldades burocráticas para a compra de equipamentos e componentes. O pesquisador Edmilson Costa Filho, doutor em Política Científica e Inovação Tecnológica pela Unicamp destacou a falta de foco do programa nacional, alertando sobre a necessidade de se definir políticas e objetivos estratégicos para o setor.
Participaram também o Major-Brigadeiro Ronaldo Salamone Nunes, vice-diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Jarbas Castro Neto, presidente da Opto Eletrônica, indústria localizada em São Carlos (SP), e Nivaldo Hinckel, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
Ao término dos estudos e discussões promovidas pelo conselho, será elaborado um livro, previsto para ser concluído no início de 2010, com um diagnóstico, avaliações, orientações e sugestões ao Poder Executivo para o desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro.
(Com informações da Rádio Câmara - Daniele Lessa)
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quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Acesso ao espaço e soberania nacional
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Presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB)
Carlos Ganem
A capacidade de lançar satélites artificiais ao espaço é um dos fatores de fortalecimento da soberania nacional. Para entender a razão, é útil lembrarmos o caso do lançador europeu Ariane, que é lançado da Guiana Francesa, vizinha do Brasil. Sua história começa no início dos anos 1970, quando a Europa tinha duas organizações espaciais: a Organização Europeia de Pesquisas Espaciais (Esro) e a Organização Europeia de Desenvolvimento de Lançadores (Eldo). Essa última já havia sofrido 11 falhas de lançamento com seu foguete, o Europa, quando os países membros da Eldo decidiram que o projeto todo era um fracasso e seria descontinuado, frustrando o ideal europeu de se tornar independente dos Estados Unidos. Era a época da guerra fria e somente a União Soviética e os EUA detinham capacidade de lançamento de satélites.
Mas um fato importante fez a Europa mudar de ideia. Os EUA decidiram não permitir o lançamento de satélites europeus de comunicação, a não ser com severas restrições sobre como eles seriam utilizados. Na verdade, estava em jogo o interesse de proteger a indústria americana e impedir o desenvolvimento de uma indústria europeia de fabricação de satélites de comunicações. Assim, em 1973, as duas agências desapareceram para dar lugar à Agência Espacial Europeia (ESA), que aprovou a criação da empresa Arianespace, na França, onde começou o desenvolvimento do foguete Ariane.
Em 1978, o novo foguete foi lançado com sucesso a partir do centro de lançamentos europeu de Kourou, na Guiana Francesa. Aliás, cabe notar que a escolha de Kourou deveu-se à sua posição próxima da linha do equador, com o oceano a leste. Essa posição permite lançamento sobre o mar (mais seguro), aproveitando ainda a rotação da Terra, que dá velocidade adicional ao foguete. Em 1980, a Arianespace tornou-se a primeira empresa comercial de lançamento de satélites — hoje é a maior delas.
Essa história nos faz refletir sobre a nossa própria situação. Sabemos fazer satélites, como os de coleta de dados, SCD 1 e 2, ou os Sino-Brasileiros de Recursos Terrestres (Cbers), desenvolvidos em cooperação com a China. Temos um centro de lançamentos em Alcântara, no Maranhão, com condições até melhores que Kourou, por estar mais próximo da linha do equador. Também fazemos veículos de sondagem, como o excelente VSB-30, e estamos desenvolvendo nosso próprio Veículo Lançador de Satélites, o VLS. Entretanto, enquanto ele não estiver pronto e a tecnologia plenamente dominada, vamos continuar dependendo de lançadores estrangeiros e estar sujeitos a qualquer tipo de restrição, seja comercial, como a Europa sofreu, seja política.
Não estamos mais na guerra fria, mas a lógica Leste-Oeste que prevalecia naquela época, baseada em ideologias, deu lugar a uma separação Norte-Sul, em que as barreiras comerciais e o cerceamento tecnológico são ingredientes preponderantes. Daí a importância do tema para o nosso Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae), sob coordenação da Agência Espacial Brasileira, vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).
O desenvolvimento autóctone das tecnologias necessárias, levado a cabo pelos executores do Pnae, o Instituto Nacional de Atividades Espaciais (Inpe) e o Comando Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), além da manutenção e atualização dos Centros de Lançamento de Alcântara (CLA) e da Barreira do Inferno (clbi), em Natal (RN), são prioridades do programa. Além disso, como parte da política externa brasileira, começamos a estabelecer ou renovar parcerias estratégicas com outros países, entre os quais a França e a Rússia. Em um mundo em que o poder está cada vez mais fragmentado, essas alianças permitirão projetos conjuntos dentro de um quadro de proteção e salvaguarda mútua da propriedade intelectual.
Como solução intermediária e ao mesmo tempo grande oportunidade de negócio, o Brasil estabeleceu, em 2004, um tratado com a Ucrânia. Eles têm o foguete Cyclone-4, e nós, a melhor localização para lançamentos do mundo. Foi criada então a empresa binacional Alcantara-Cyclone Space (ACS), responsável pela comercialização dos lançamentos no mercado mundial. Com isso teremos, em curto prazo, maior grau de autonomia no acesso ao espaço e uma fonte de recursos para o programa espacial, vinda dos lucros da ACS.
No passado se dizia que dominar os mares era dominar o mundo. Hoje, até por força de tratados internacionais, como o Tratado da Lua e dos Corpos Celestes, não se pode dominar o espaço, pois ele pertence a toda a humanidade. Mas a plena capacidade de acesso e, consequentemente, de participar dos benefícios de se colocar em órbita satélites que servirão para comunicações, meteorologia, observação da Terra e posicionamento, por exemplo, ainda é privilégio de poucos. Dessa capacidade e de recursos estáveis e permanentes depende o nosso poder de decidir quando e o que colocar no espaço. E isso é soberania.
Fonte: Jornal Correio Braziliense, 22/10/2009, via NOTIMP.
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