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O Paraguai pretende desenvolver seu primeiro satélite, iniciativa que conta com o suporte financeiro do Consejo Nacional de Ciencia y Tecnología (Conacyt), segundo reportagem do website especializado Infoespacial.
O projeto tem a participação de pesquisadores do Parque Tecnológico de Itaipú (PTI), além da estatal argentina Invap, encarregados da definição da missão. O Conacyt destinou recursos estimados em 140 mil euros para o período de um ano, montante modesto para o campo espacial, mas suficiente para as atividades iniciais de concepção. A partir deste estudo espera-se uma definição sobre as dimensões e finalidades do satélite - se para observação terrestre, comunicações, científico, etc.
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segunda-feira, 29 de agosto de 2016
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
Thales Alenia Space contratada para o ARSAT-3
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O grupo franco-italiano Thales Alenia Space (TAS) anunciou hoje (26) a assinatura de um contrato com a ARSAT Empresa Argentina de Soluciones Satelitales S.A para fornecer a carga útil do ARSAT-3, terceiro satélite geoestacionário de comunicações construído na Argentina. O contrato inclui ainda opções para duas cargas úteis para futuras missões.
A estatal ARSAT é a prime contractor do programa de satélites geoestacionários de comunicações da Argentina, atuando em conjunto com a também estatal INVAP, que responde pela integração e fabricação do segmento orbital.
O novo contrato dá continuidade ao relacionamento bem sucedido da TAS com a ARSAT, iniciada com o fornecimento dos transpônderes dos dois primeiros satélites da família, atualmente operacionais em órbita. O ARSAT-2, mais recente, foi lançado ao espaço no final de setembro.
O ARSAT-3, que deve entrar em serviço em 2019, contará com 12 transpônderes de banda Ku e 8 em banda Ka, oferecendo capacidade de transmissão de dados em alta velocidade, internet e sinais de televisão.
"Nós estamos honrados com esta grande oportunidade de aprofundar a relação estratégica com a ARSAT e a INVAP da Argentina ao dar continuidade à estreita cooperação industrial iniciada com o ARSAT-1 e confirmada com o sucesso com o ARSAT-2", afirmou em nota Jean Loïc Galle, diretor-presidente da TAS.
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O grupo franco-italiano Thales Alenia Space (TAS) anunciou hoje (26) a assinatura de um contrato com a ARSAT Empresa Argentina de Soluciones Satelitales S.A para fornecer a carga útil do ARSAT-3, terceiro satélite geoestacionário de comunicações construído na Argentina. O contrato inclui ainda opções para duas cargas úteis para futuras missões.
A estatal ARSAT é a prime contractor do programa de satélites geoestacionários de comunicações da Argentina, atuando em conjunto com a também estatal INVAP, que responde pela integração e fabricação do segmento orbital.
O novo contrato dá continuidade ao relacionamento bem sucedido da TAS com a ARSAT, iniciada com o fornecimento dos transpônderes dos dois primeiros satélites da família, atualmente operacionais em órbita. O ARSAT-2, mais recente, foi lançado ao espaço no final de setembro.
O ARSAT-3, que deve entrar em serviço em 2019, contará com 12 transpônderes de banda Ku e 8 em banda Ka, oferecendo capacidade de transmissão de dados em alta velocidade, internet e sinais de televisão.
"Nós estamos honrados com esta grande oportunidade de aprofundar a relação estratégica com a ARSAT e a INVAP da Argentina ao dar continuidade à estreita cooperação industrial iniciada com o ARSAT-1 e confirmada com o sucesso com o ARSAT-2", afirmou em nota Jean Loïc Galle, diretor-presidente da TAS.
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quarta-feira, 30 de setembro de 2015
ARSAT-2, da Argentina, em órbita
Foi lançado com sucesso hoje (30), a partir de Kourou, na Guiana Francesa, o ARSAT-2, segundo satélite de comunicações construído na Argentina, a bordo do venerável Ariane 5 em sua 68ª missão consecutiva bem sucedida. Na mesma missão, operada pela Arianespace, também foi colocado em órbita um satélite australiano para comunicações em banda larga.
Construído pela estatal INVAP, o ARSAT-2 será operado pela também estatal Empresa Argentina de Soluciones Satelitales Sociedad Anónima - ARSAT, oferecendo comunicações para transmissão de sinais de TV, acesso a internet e telefonia. O primeiro satélite da série foi colocado em órbita em outubro do ano passado.
Poucas horas antes do lançamento do ARSAT-2, a operadora argentina assinou um novo contrato com a operadora do Ariane 5 para o lançamento do terceiro satélite da família, com opção para duas missões adicionais. O ARSAT-3, com massa estimada de 3.000 kg, deve seguir ao espaço em 2019, com as opções, caso exercidas, planejadas para o período entre 2020 e 2023.
Sobre o novo contrato, Stéphane Israël, presidente da Arianespace, afirmou em nota: "Eu gostaria de agradecer a ARSAT por confiar à Arianespace com o lançamento de seus futuros satélites. O contrato firmado hoje e as duas opções impulsionam a forte parceria que temos tido por mais de cinco anos. Estamos também muito orgulhosos com o fato de que este contrato vem no mesmo dia da assinatura de um acordo entre a França e a Argentina para uma ampla cooperação espacial."
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segunda-feira, 24 de agosto de 2015
Argentina: ARSAT-2 em Kourou
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Já se encontra no centro espacial da Guiana Francesa, em Kourou, o satélite de comunicações argentino ARSAT-2, que deve ser colocado em órbita ainda este ano.
O ARSAT-2 é o segundo de três satélites geoestacionários que estão sendo projetados, construídos e operados a partir da Argentina, com o objetivo de aumentar a capacidade em comunicações do país latino-americano, além de garantir o mesmo nível de qualidade de conexão entre as diferentes regiões do país. A Arianespace lançou o primeiro satélite, ARSAT-1, a bordo de um Ariane 5, em outubro do ano passado.
A família ARSAT é construída pela estatal INVAP, com as europeias Airbus Defence and Space e a Thales Alenia Space sendo fornecedoras chave de subsistemas e componentes. A operação dos satélites é responsabilidade da ARSAT, empresa criada pelo governo com o objetivo estratégico de implementar políticas governamentais nos setores de comunicações, transmissão de dados e internet.
O ARSAT-2 deve subir ao espaço no próximo mês de setembro, na quinta missão do Ariane 5, que também levará a bordo um satélite geoestacionário australiano.
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Já se encontra no centro espacial da Guiana Francesa, em Kourou, o satélite de comunicações argentino ARSAT-2, que deve ser colocado em órbita ainda este ano.
O ARSAT-2 é o segundo de três satélites geoestacionários que estão sendo projetados, construídos e operados a partir da Argentina, com o objetivo de aumentar a capacidade em comunicações do país latino-americano, além de garantir o mesmo nível de qualidade de conexão entre as diferentes regiões do país. A Arianespace lançou o primeiro satélite, ARSAT-1, a bordo de um Ariane 5, em outubro do ano passado.
A família ARSAT é construída pela estatal INVAP, com as europeias Airbus Defence and Space e a Thales Alenia Space sendo fornecedoras chave de subsistemas e componentes. A operação dos satélites é responsabilidade da ARSAT, empresa criada pelo governo com o objetivo estratégico de implementar políticas governamentais nos setores de comunicações, transmissão de dados e internet.
O ARSAT-2 deve subir ao espaço no próximo mês de setembro, na quinta missão do Ariane 5, que também levará a bordo um satélite geoestacionário australiano.
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segunda-feira, 22 de junho de 2015
Missão SAC-D/Aquarius chega ao fim
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A missão do satélite argentino SAC-D/Aquarius, lançada em junho de 2011, foi encerrada, informou a agência espacial norte-americana (NASA) na última semana. A previsão era que o satélite, construído pela estatal INVAP, operasse por mais um ano, mas falhas nos sistemas de energia e controle de atitude em 8 de junho abreviaram a sua vida útil.
Avaliada em cerca de 400 milhões de dólares, a missão envolveu uma significativa cooperação com os Estados Unidos, que forneceram sua principal carga útil (um sensor em banda L para a medição de salinidade de oceanos), além do lançamento a bordo de um foguete Delta II.
Segundo informações da NASA, os dados obtidos pelo Aquarius estão ajudando cientistas a aprimorar suas previsões para o fenômeno "El Nino" e no monitoramento do impacto da salinidade oceânica decorrente da evaporação de água na foz de grandes rios.
Além dos EUA, outros países também colaboraram com o programa, como o Canadá, França e Itália, que também tiveram sensores a bordo. O Brasil, por meio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), participou dos ensaios finais do satélite, realizados no Laboratório de Integração e Testes (LIT), em São José dos Campos (SP).
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A missão do satélite argentino SAC-D/Aquarius, lançada em junho de 2011, foi encerrada, informou a agência espacial norte-americana (NASA) na última semana. A previsão era que o satélite, construído pela estatal INVAP, operasse por mais um ano, mas falhas nos sistemas de energia e controle de atitude em 8 de junho abreviaram a sua vida útil.
Avaliada em cerca de 400 milhões de dólares, a missão envolveu uma significativa cooperação com os Estados Unidos, que forneceram sua principal carga útil (um sensor em banda L para a medição de salinidade de oceanos), além do lançamento a bordo de um foguete Delta II.
Segundo informações da NASA, os dados obtidos pelo Aquarius estão ajudando cientistas a aprimorar suas previsões para o fenômeno "El Nino" e no monitoramento do impacto da salinidade oceânica decorrente da evaporação de água na foz de grandes rios.
Além dos EUA, outros países também colaboraram com o programa, como o Canadá, França e Itália, que também tiveram sensores a bordo. O Brasil, por meio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), participou dos ensaios finais do satélite, realizados no Laboratório de Integração e Testes (LIT), em São José dos Campos (SP).
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domingo, 31 de maio de 2015
Cooperação Argentina – Itália: SIASGE
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Entre os dias 20 e 22 de maio, a Comisión Nacional de Actividades Espaciales(CONAE), da Argentina, recebeu a visita de uma delegação da Agência Espacial
Italiana (ASI), liderada por seu presidente, Roberto Battiston.
A visita incluiu uma reunião com o ministro Julio de Vido, da pasta de Planejamento Federal e Investimentos Públicos, oportunidade em que foi discutido o aprofundamento da cooperação bilateral para dar continuidade ao Sistema Ítalo-Argentino de Gestão de Emergências (SIASGE), que será no futuro formado por satélites de tecnologia radar dos dois países – da série COSMO-SkyMed, da Itália, e SAOCOM, da Argentina. O SIASGE oferecerá dados sobre desastres naturais e antropogênicos, nas fases de prevenção, monitoramento, mitigação e avaliação de incêndios, inundações, derramamentos de petróleo e efeitos de pragas na agricultura, entre outras finalidades.
Segundo informações divulgadas pela CONAE, a comitiva italiana visitou a sede da entidade em Buenos Aires, além de instalações em Córdoba, onde estão sendo integrados os satélites SAOCOM, e da empresa estatal INVAP, responsável pelo projeto e construção dos satélites argentinos.
A visita incluiu uma reunião com o ministro Julio de Vido, da pasta de Planejamento Federal e Investimentos Públicos, oportunidade em que foi discutido o aprofundamento da cooperação bilateral para dar continuidade ao Sistema Ítalo-Argentino de Gestão de Emergências (SIASGE), que será no futuro formado por satélites de tecnologia radar dos dois países – da série COSMO-SkyMed, da Itália, e SAOCOM, da Argentina. O SIASGE oferecerá dados sobre desastres naturais e antropogênicos, nas fases de prevenção, monitoramento, mitigação e avaliação de incêndios, inundações, derramamentos de petróleo e efeitos de pragas na agricultura, entre outras finalidades.
Segundo informações divulgadas pela CONAE, a comitiva italiana visitou a sede da entidade em Buenos Aires, além de instalações em Córdoba, onde estão sendo integrados os satélites SAOCOM, e da empresa estatal INVAP, responsável pelo projeto e construção dos satélites argentinos.
A Argentina hoje representa a principal parceria espacial da
Itália na América Latina. Uma colaboração técnica foi iniciada no início da
década de noventa, evoluindo para a participação em missões satelitais (SAC-B,
SAC-A, SAC-C e SAC-D), com a inclusão de instrumentos científicos italianos.
Os satélites da série SAOCOM – únicos de tecnologia radar em
construção na região, contam com tecnologia italiana na carga útil (sensor SAR
em banda L), fornecida pela unidade italiana da empresa Thales Alenia Space.
Serão duas unidades, o SAOCOM 1A, previsto para ser lançado no final de 2016, e
o SAOCOM 1B, que deve entrar em órbita no final de 2017.
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
Satélites do INPE: o factível em 2016 - 2018
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No início deste mês, entrevistamos por telefone o vice-diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Oswaldo Duarte Miranda, que apresentou brevemente um panorama sobre os projetos de satélites em andamento no Instituto. A seguir, listamos os principais tópicos abordados na conversa:
- Indústria espacial: questionado pela reportagem, o dirigente falou sobre a necessidade de cadência de missões para gerar carga de trabalho à indústria, por meio de uma "política espacial de médio e longo prazo". "Hoje há uma lacuna efetiva [de contratos]", disse. Com o CBERS 4, lançado ao espaço em dezembro último, fechou-se um ciclo, e muito embora haja previsão de algumas contratações da indústria para o CBERS 4A, para retrabalho em sobressalentes, estas serão em escala bem menor.
- Amazônia-1 - Parte 1: para este ano está previsto o início das atividades de integração do modelo de voo do Amazônia-1, satélite de observação baseado na Plataforma Multimissão (PMM). Os contratos industriais estão todos em fase final, e espera-se para o 1º semestre os trabalhos, desenvolvidos pelo INPE e Agência Espacial Brasileira (AEB), visando à definição e contratação do lançamento. No ritmo atual, e se não houver surpresas, acredita-se num voo dentro de dois anos.
- Amazônia-1 - Parte 2: no final deste mês ou, no mais tardar no início de fevereiro, deve acontecer a entrega do sistema de controle de atitude e órbita contratado junto a argentina INVAP. Este será então submetido a testes de qualificação. Sobre o problemático subsistema de suprimento de energia, para muitos o grande gargalo da PMM, ainda existem discussões entre a AEB, INPE a indústria responsável por seu desenvolvimento e fabricação. Segundo Miranda, não está descartada a contratação de outra indústria para a conclusão do subsistema.
- Amazônia-1 - Parte 3: está sendo seriamente considerada possibilidade de que a carga útil principal do satélite, um sensor imageador, seja uma câmera WFI (Wide Field Imager) similar a do CBERS 4, e não a versão avançada (AWFI), cujo desenvolvimento tecnológico, a cargo da Opto Eletrônica, enfrenta dificuldades, sem expectativa de ser encerrado em menos de dois anos. Uma decisão definitiva deve ser tomada ainda no primeiro semestre, e caso vá adiante, o blog Panorama Espacial entende que deve resultar em nova encomenda junto a indústria (possivelmente um consórcio entre a Equatorial Sistemas e a Opto, que trabalharam juntas na segunda geração do CBERS, ou uma das duas isoladamente). A AWFI voaria no futuro Amazônia-2.
- Transpônder de Coleta de Dados: o INPE trabalha com a ideia de, sujeito ainda a uma análise de engenharia mais apurada, a partir do Amazônia-1, que todo satélite nacional leve a bordo um transpônder de coleta de dados (DCS, sigla em inglês) para atender o Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais (SBCDA). A carga útil foi desenvolvido pela CRN/INPE, de Natal (RN). Também há certa expectativa com o SCD-Hidro, para atender uma necessidade da Agência Nacional de Águas (ANA), tendo o INPE participado de conversas no final de 2014.
- Missões científicas: até 2004/2005, o INPE considerava duas missões científicas com satélites distintos, o EQUARS (estudos dos efeitos da anomalia magnética no Atlântico Sul), e o MIRAX (imageador de raios X de gama). Em dado momento, ocorreu uma "fusão" de ambas as missões em uma única plataforma (PMM, de cerca de 500 kg), dando origem ao Lattes-1. Oswaldo Miranda revelou que a atual direção do INPE deseja retomar as missões satelitais científicas de pequeno porte, com estudos nesta direção. Destacou o "gap" hoje existente no programa de satélites brasileiros, com missões de cubesats, mas nada de menor porte (na faixa de 100 kg) até a PMM. O primeiro projeto na fila seria o EQUARS, com condições de voar de 3 a 4 anos.
- Sistemas de controle de atitude e órbita: trata-se de uma "ação prioritária" (aliás, ACDHs são uma das tecnologias consideradas críticas e não dominadas pelo Brasil), na opinião de Miranda. "O grande gargalo hoje é o software embarcado". O INPE faz parte do projeto SIA, tendo um laboratório conjunto com o Instituto de Aeronáutica e Espaço - IAE em São José dos Campos (SP), e trabalha junto com indústrias nacionais na busca de autonomia nessa área. Nos passos atuais, espera-se que um ACDH nacional esteja pronto em cerca de dois anos, para no futuro voar num segundo modelo de voo da PMM (Amazônia-2 ou Lattes-1/MIRAX). O vice-diretor citou a COMPSIS como uma parceira industrial importante nesse projeto, destacando também o papel do Instituto Mauá de Tecnologia. Aqui cabe uma observação do blog: quem também está bem interessado em desenvolvimentos locais desta tecnologia é a Visiona Tecnologia Espacial. Foi um dos assuntos destacados por seu presidente, Eduardo Bonini, em audiência no Senado Federal em novembro de 2014.
- Período 2016 - 2018: nos últimos minutos da conversa, resumindo a entrevista, Miranda ressaltou que o INPE hoje vê de forma factível a execução das seguintes missões no período de 2016 a 2018, a depender, é claro, de recursos: o CBERS 4A, o Amazônia-1, o EQUARS (plataforma de 100 kg) e o MIRAX (PMM).
No início deste mês, entrevistamos por telefone o vice-diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Oswaldo Duarte Miranda, que apresentou brevemente um panorama sobre os projetos de satélites em andamento no Instituto. A seguir, listamos os principais tópicos abordados na conversa:
- Indústria espacial: questionado pela reportagem, o dirigente falou sobre a necessidade de cadência de missões para gerar carga de trabalho à indústria, por meio de uma "política espacial de médio e longo prazo". "Hoje há uma lacuna efetiva [de contratos]", disse. Com o CBERS 4, lançado ao espaço em dezembro último, fechou-se um ciclo, e muito embora haja previsão de algumas contratações da indústria para o CBERS 4A, para retrabalho em sobressalentes, estas serão em escala bem menor.
- Amazônia-1 - Parte 1: para este ano está previsto o início das atividades de integração do modelo de voo do Amazônia-1, satélite de observação baseado na Plataforma Multimissão (PMM). Os contratos industriais estão todos em fase final, e espera-se para o 1º semestre os trabalhos, desenvolvidos pelo INPE e Agência Espacial Brasileira (AEB), visando à definição e contratação do lançamento. No ritmo atual, e se não houver surpresas, acredita-se num voo dentro de dois anos.
- Amazônia-1 - Parte 2: no final deste mês ou, no mais tardar no início de fevereiro, deve acontecer a entrega do sistema de controle de atitude e órbita contratado junto a argentina INVAP. Este será então submetido a testes de qualificação. Sobre o problemático subsistema de suprimento de energia, para muitos o grande gargalo da PMM, ainda existem discussões entre a AEB, INPE a indústria responsável por seu desenvolvimento e fabricação. Segundo Miranda, não está descartada a contratação de outra indústria para a conclusão do subsistema.
- Amazônia-1 - Parte 3: está sendo seriamente considerada possibilidade de que a carga útil principal do satélite, um sensor imageador, seja uma câmera WFI (Wide Field Imager) similar a do CBERS 4, e não a versão avançada (AWFI), cujo desenvolvimento tecnológico, a cargo da Opto Eletrônica, enfrenta dificuldades, sem expectativa de ser encerrado em menos de dois anos. Uma decisão definitiva deve ser tomada ainda no primeiro semestre, e caso vá adiante, o blog Panorama Espacial entende que deve resultar em nova encomenda junto a indústria (possivelmente um consórcio entre a Equatorial Sistemas e a Opto, que trabalharam juntas na segunda geração do CBERS, ou uma das duas isoladamente). A AWFI voaria no futuro Amazônia-2.
- Transpônder de Coleta de Dados: o INPE trabalha com a ideia de, sujeito ainda a uma análise de engenharia mais apurada, a partir do Amazônia-1, que todo satélite nacional leve a bordo um transpônder de coleta de dados (DCS, sigla em inglês) para atender o Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais (SBCDA). A carga útil foi desenvolvido pela CRN/INPE, de Natal (RN). Também há certa expectativa com o SCD-Hidro, para atender uma necessidade da Agência Nacional de Águas (ANA), tendo o INPE participado de conversas no final de 2014.
- Missões científicas: até 2004/2005, o INPE considerava duas missões científicas com satélites distintos, o EQUARS (estudos dos efeitos da anomalia magnética no Atlântico Sul), e o MIRAX (imageador de raios X de gama). Em dado momento, ocorreu uma "fusão" de ambas as missões em uma única plataforma (PMM, de cerca de 500 kg), dando origem ao Lattes-1. Oswaldo Miranda revelou que a atual direção do INPE deseja retomar as missões satelitais científicas de pequeno porte, com estudos nesta direção. Destacou o "gap" hoje existente no programa de satélites brasileiros, com missões de cubesats, mas nada de menor porte (na faixa de 100 kg) até a PMM. O primeiro projeto na fila seria o EQUARS, com condições de voar de 3 a 4 anos.
- Sistemas de controle de atitude e órbita: trata-se de uma "ação prioritária" (aliás, ACDHs são uma das tecnologias consideradas críticas e não dominadas pelo Brasil), na opinião de Miranda. "O grande gargalo hoje é o software embarcado". O INPE faz parte do projeto SIA, tendo um laboratório conjunto com o Instituto de Aeronáutica e Espaço - IAE em São José dos Campos (SP), e trabalha junto com indústrias nacionais na busca de autonomia nessa área. Nos passos atuais, espera-se que um ACDH nacional esteja pronto em cerca de dois anos, para no futuro voar num segundo modelo de voo da PMM (Amazônia-2 ou Lattes-1/MIRAX). O vice-diretor citou a COMPSIS como uma parceira industrial importante nesse projeto, destacando também o papel do Instituto Mauá de Tecnologia. Aqui cabe uma observação do blog: quem também está bem interessado em desenvolvimentos locais desta tecnologia é a Visiona Tecnologia Espacial. Foi um dos assuntos destacados por seu presidente, Eduardo Bonini, em audiência no Senado Federal em novembro de 2014.
- Período 2016 - 2018: nos últimos minutos da conversa, resumindo a entrevista, Miranda ressaltou que o INPE hoje vê de forma factível a execução das seguintes missões no período de 2016 a 2018, a depender, é claro, de recursos: o CBERS 4A, o Amazônia-1, o EQUARS (plataforma de 100 kg) e o MIRAX (PMM).
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sexta-feira, 24 de outubro de 2014
O programa ARSAT em "bullet points"
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Há exatamente uma semana, aconteceu com sucesso o lançamento do Arsat-1, da Argentina, o primeiro satélite geoestacionário de comunicações construído na América Latina (veja aqui). A seguir, apresentamos mais informações sobre o satélite e seu programa, na forma de bullet points:
- O Arsat-1. Com massa total de 2.985 quilos e potência de 4,2 quilowatts, o artefato tem 24 transpônderes de banda Ku, para transmissão de dados, telefonia e serviços de televisão, com cobrindo o Atlântico Sul. Foram investidos 270 milhões de dólares (segmento espacial, frete, seguro e infraestrutura terrestre), e a expectativa é que proporcione ao governo uma economia de 25 milhões de dólares por ano com serviços atualmente prestados por operadores estrangeiros.
- A origem. Logo após o lançamento, autoridades argentinas comemoraram o feito, destacando o papel do governo no programa, e criticando a “solução” adotada no passado. “Decisões [passadas] foram frequentemente feitas de uma perspectiva estrangeira, e muito de nossa soberania [em acessar posições orbitais] esteve próximo de ser perdida”, disse Matias Bianchi, presidente da ARSAT. A principal motivação para a criação do programa estatal, em 2007, tem origem na experiência considerada malsucedida pelo governo com a NahuelSat, um consórcio de empresas privadas europeias contratado pela Argentina na década de noventa para a operação e prestação de serviços de comunicações via satélite ao país.
- Argentino, mas com componentes estrangeiros. O Arsat-1 foi o primeiro satélite geoestacionário construído na América Latina, mas isto logicamente não significa plena autonomia e independência de fornecedores internacionais, responsáveis por componentes críticos. A estatal argentina INVAP atuou como prime contractor, projetando, integrando e testando o satélite. As cargas úteis e o subsistema de TT&C (Telemetria, Rastreio e Comando) foram fornecidos pela Thales Alenia Space. Parte da estrutura (cilindro central), o subsistema de propulsão, a unidade de processamento, alguns componentes do sistema de controle de atitude e órbita, e os painéis solares foram fornecidos pela Astrium (hoje, Airbus Defence and Space). Outros componentes do subsistema de controle de atitude e órbita são da americana Honeywell International. Alguns serviços e consultoria, em especial na fase pós-lançamento ficaram a cargo da agência espacial alemã (DLR), e da Swedish Space Corporation, da Suécia.
- Manobras para colocação em órbita. De acordo com a ARSAT, estatal homônima que operará o satélite, a terceira manobra de apogeu para a inserção do artefato em órbita geoestacionária, foi concluída na última quarta-feira (22). Todas as operações são comandadas a partir da estação terrena de Benavidez, em solo argentino. O Arsat-1, aliás, foi inserido em órbita de transferência geoestacionária pelo último estágio do lançador Ariane 5 com bastante precisão, a menos de um quilômetro da inicialmente prevista.
- Mais dois satélites. Outros dois membros da família estão previstos para os próximos anos: o Arsat-2, que contará com cargas uteis nas bandas Ku e C, e o Arsat-3, que também devera ter alguma capacidade em banda Ka (para conexões em banda larga). Devem subir ao espaço em 2015 e 2017, respectivamente. Uma carga de banda X, para comunicações militares, também é considerada para o futuro.
- Plataforma para cooperação sul-americana? Na região, a Argentina tem sido um dos principais países a estimular iniciativas conjuntas para cooperação no âmbito espacial, e o programa ARSAT pode vir a ser uma de suas plataformas. Indicativos neste sentido já existem. No final de agosto, uma comitiva com representantes da Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), INVAP e ARSAT esteve na Bolívia para uma visita oficial a Agência Boliviana Espacial (ABE), com o propósito de “apresentar as características, desenvolvimento e capacidades do setor espacial argentino” a seus pares bolivianos, além de “avançar em aspectos de interesse mútuo para um próximo acordo de cooperação na área espacial”.
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Há exatamente uma semana, aconteceu com sucesso o lançamento do Arsat-1, da Argentina, o primeiro satélite geoestacionário de comunicações construído na América Latina (veja aqui). A seguir, apresentamos mais informações sobre o satélite e seu programa, na forma de bullet points:
- O Arsat-1. Com massa total de 2.985 quilos e potência de 4,2 quilowatts, o artefato tem 24 transpônderes de banda Ku, para transmissão de dados, telefonia e serviços de televisão, com cobrindo o Atlântico Sul. Foram investidos 270 milhões de dólares (segmento espacial, frete, seguro e infraestrutura terrestre), e a expectativa é que proporcione ao governo uma economia de 25 milhões de dólares por ano com serviços atualmente prestados por operadores estrangeiros.
- A origem. Logo após o lançamento, autoridades argentinas comemoraram o feito, destacando o papel do governo no programa, e criticando a “solução” adotada no passado. “Decisões [passadas] foram frequentemente feitas de uma perspectiva estrangeira, e muito de nossa soberania [em acessar posições orbitais] esteve próximo de ser perdida”, disse Matias Bianchi, presidente da ARSAT. A principal motivação para a criação do programa estatal, em 2007, tem origem na experiência considerada malsucedida pelo governo com a NahuelSat, um consórcio de empresas privadas europeias contratado pela Argentina na década de noventa para a operação e prestação de serviços de comunicações via satélite ao país.
- Argentino, mas com componentes estrangeiros. O Arsat-1 foi o primeiro satélite geoestacionário construído na América Latina, mas isto logicamente não significa plena autonomia e independência de fornecedores internacionais, responsáveis por componentes críticos. A estatal argentina INVAP atuou como prime contractor, projetando, integrando e testando o satélite. As cargas úteis e o subsistema de TT&C (Telemetria, Rastreio e Comando) foram fornecidos pela Thales Alenia Space. Parte da estrutura (cilindro central), o subsistema de propulsão, a unidade de processamento, alguns componentes do sistema de controle de atitude e órbita, e os painéis solares foram fornecidos pela Astrium (hoje, Airbus Defence and Space). Outros componentes do subsistema de controle de atitude e órbita são da americana Honeywell International. Alguns serviços e consultoria, em especial na fase pós-lançamento ficaram a cargo da agência espacial alemã (DLR), e da Swedish Space Corporation, da Suécia.
- Manobras para colocação em órbita. De acordo com a ARSAT, estatal homônima que operará o satélite, a terceira manobra de apogeu para a inserção do artefato em órbita geoestacionária, foi concluída na última quarta-feira (22). Todas as operações são comandadas a partir da estação terrena de Benavidez, em solo argentino. O Arsat-1, aliás, foi inserido em órbita de transferência geoestacionária pelo último estágio do lançador Ariane 5 com bastante precisão, a menos de um quilômetro da inicialmente prevista.
- Mais dois satélites. Outros dois membros da família estão previstos para os próximos anos: o Arsat-2, que contará com cargas uteis nas bandas Ku e C, e o Arsat-3, que também devera ter alguma capacidade em banda Ka (para conexões em banda larga). Devem subir ao espaço em 2015 e 2017, respectivamente. Uma carga de banda X, para comunicações militares, também é considerada para o futuro.
- Plataforma para cooperação sul-americana? Na região, a Argentina tem sido um dos principais países a estimular iniciativas conjuntas para cooperação no âmbito espacial, e o programa ARSAT pode vir a ser uma de suas plataformas. Indicativos neste sentido já existem. No final de agosto, uma comitiva com representantes da Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), INVAP e ARSAT esteve na Bolívia para uma visita oficial a Agência Boliviana Espacial (ABE), com o propósito de “apresentar as características, desenvolvimento e capacidades do setor espacial argentino” a seus pares bolivianos, além de “avançar em aspectos de interesse mútuo para um próximo acordo de cooperação na área espacial”.
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sexta-feira, 17 de outubro de 2014
Argentina: ARSAT-1 em órbita!
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Foi realizado com sucesso esta noite (16), a partir do centro espacial da Guiana, em Kourou, na Guiana Francesa, o lançamento do primeiro satélite de comunicações construído na Argentina, o ARSAT-1, a cargo do foguete Ariane 5, da Arianespace.
O ARSAT-1, construído pela INVAP e que teve a Airbus Defence and Space e a Thales Alenia Space como fornecedoras líderes de subsistemas, teve como "companheiro" de voo o Intelsat-30 (com a carga útil DLA-1, para a DIRECTV), fabricado pela Space Systems/Loral.
"Os dois satélites lançados esta noite atenderão usuários da América Latina, uma região que sempre teve um lugar especial no ´coração´ da Arianespace, uma vez que é de onde nossos lançamentos acontecem, e também porque nossa participação no mercado nesta região sempre foi superior a 50%", afirmou Stéphane Israël, presidente da operadora, no tradicional discurso após cada missão.
O satélite argentino tem massa total de 2.985 kg e conta com 24 transpônderes de banda Ku, tendo uma vida útil estimada em 15 anos. Operará a partir da posição orbital 71,8 graus oeste, e proporcionará comunicações por meio de transmissão de dados, telefonia e serviços de televisão por toda a Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai.
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Foi realizado com sucesso esta noite (16), a partir do centro espacial da Guiana, em Kourou, na Guiana Francesa, o lançamento do primeiro satélite de comunicações construído na Argentina, o ARSAT-1, a cargo do foguete Ariane 5, da Arianespace.
O ARSAT-1, construído pela INVAP e que teve a Airbus Defence and Space e a Thales Alenia Space como fornecedoras líderes de subsistemas, teve como "companheiro" de voo o Intelsat-30 (com a carga útil DLA-1, para a DIRECTV), fabricado pela Space Systems/Loral.
"Os dois satélites lançados esta noite atenderão usuários da América Latina, uma região que sempre teve um lugar especial no ´coração´ da Arianespace, uma vez que é de onde nossos lançamentos acontecem, e também porque nossa participação no mercado nesta região sempre foi superior a 50%", afirmou Stéphane Israël, presidente da operadora, no tradicional discurso após cada missão.
O satélite argentino tem massa total de 2.985 kg e conta com 24 transpônderes de banda Ku, tendo uma vida útil estimada em 15 anos. Operará a partir da posição orbital 71,8 graus oeste, e proporcionará comunicações por meio de transmissão de dados, telefonia e serviços de televisão por toda a Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai.
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quarta-feira, 24 de setembro de 2014
6 perguntas a Joel Chenet, da Thales Alenia Space
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O blog Panorama Espacial recentemente entrevistou por e-mail Joel Chenet, vice-presidente da franca-italiana Thales Alenia Space para o Brasil, sobre os planos do grupo para o Brasil e a América Latina. Com respostas curtas, Chenet apresentou linhas gerais sobre a estratégia da empresa.
O senhor poderia dar um breve panorama sobre a presença da Thales Alenia Space (TAS) no Brasil e América Latina?
A Thales Alenia Space tem uma forte presença aqui, com histórias no Brasil e na Argentina, e várias prospecções em andamento na América Latina, em países como a Colômbia e o Peru. Originalmente, a Thales Alenia Space foi uma das empresas fundadoras da NAHUELSAT [Nota do blog: operadora de comunicações da Argentina criada na década de noventa, não mais existente] e também entregou dois satélites para a Star One, participando da expansão desta bem conhecida operadora. Hoje, a Thales Alenia Space está totalmente comprometida em entregar o SGDC para a Visiona e a Telebras. Na Argentina, a empresa também está trabalhando numa forte parceria com a fabricante local INVAP para a construção dos satélites de comunicações Arsat 1 e 2. O Arsat 1 foi enviado ao centro espacial de Kourou, na Guiana Francesa, de onde deve ser lançado no meio de outubro, enquanto que o Arsat 2 entrará em fase de integração e testes nas instalações da INVAP. [Nota do blog: A TAS fornece as cargas úteis de ambas as missões]
Em relação ao Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), em maio foi concluída a fase de projeto do sistema. Quais são os próximos passos? O projeto esta dentro do cronograma?
A cada três meses, há uma reunião com o cliente [Visiona / Governo] para tratar do status do programa, sendo o próximo passo a Revisão Crítica do Projeto [Critical Design Review], prevista para acontecer até o final do ano. Esta revisão analisará se todos os equipamentos a serem entregues estão perfeitamente em linha com a performance demandada para o satélite. O SGDC está bem alinhado dentro de nosso cronograma.
Muito se fala sobre a transferência de tecnologia associada ao SGDC, e um memorando de entendimentos foi assinado em dezembro. Como estão as tratativas para a sua implementação?
As discussões com a Agência Espacial Brasileira para a conclusão dos primeiros contratos relacionados à transferência de tecnologia ainda estão em andamento, e temos por objetivo estar prontos antes do final deste ano para o início de sua implementação.
[Nota do blog: sobre a transferência de tecnologia associada ao SGDC, veja mais informações em "Programa Espacial: orçamentos de 2014 e 2015"]
Em julho, em reportagem do Valor Econômico, Cesar Kuberek, executivo do grupo, falou sobre os planos da Thales de triplicar suas vendas na América Latina. Como o setor espacial esta inserido neste plano estratégico?
Espaço na América Latina é um mercado muito importante em dois segmentos principais, telecomunicações e observação (ótica e radar de alta resolução e meteorologia). Há várias oportunidades em razão do crescimento da [demanda] por internet e também da necessidades dos governos em gerenciar e monitorar o meio-ambiente e áreas vizinhas.
Como e sabido, o Programa Espacial Brasileiro não passa por seu melhor momento, dada a falta ou mesmo o contingenciamento de recursos. A situação e idêntica para o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), que enfrenta atrasos em razão de indisponibilidade orçamentária. Qual e o posicionamento da TAS frente a estes percalços?
A Thales Alenia Space não está no Brasil visando objetivos de curto prazo, mas sim com uma visão de longo prazo. Enfrentar dificuldades orçamentárias é sempre um assunto sério, mas estamos confiantes que no final o governo, de uma forma ou de outra, investirá em espaço, assim como todos os grandes países do mundo.
Em comunicações comerciais, depois de alguns anos de pouca competitividade e reduzida presença no mercado global, a TAS da sinais de recuperação, com a conquista desde o início do ano de contratos para quatro satélites geoestacionários. Qual e sua visão sobre a competitividade da TAS e oportunidades na América Latina?
Nós nos fortalecemos para retornar a este mercado e estamos tentando entregar propostas de valor a nossos clientes. Ao mesmo tempo, anunciamos há apenas alguns dias nossa nova linha de produtos para satélites totalmente elétricos, e acreditamos que isso abrirá muitas oportunidades no crescente mercado de telecomunicações aqui da América Latina.
O blog Panorama Espacial recentemente entrevistou por e-mail Joel Chenet, vice-presidente da franca-italiana Thales Alenia Space para o Brasil, sobre os planos do grupo para o Brasil e a América Latina. Com respostas curtas, Chenet apresentou linhas gerais sobre a estratégia da empresa.
O senhor poderia dar um breve panorama sobre a presença da Thales Alenia Space (TAS) no Brasil e América Latina?
A Thales Alenia Space tem uma forte presença aqui, com histórias no Brasil e na Argentina, e várias prospecções em andamento na América Latina, em países como a Colômbia e o Peru. Originalmente, a Thales Alenia Space foi uma das empresas fundadoras da NAHUELSAT [Nota do blog: operadora de comunicações da Argentina criada na década de noventa, não mais existente] e também entregou dois satélites para a Star One, participando da expansão desta bem conhecida operadora. Hoje, a Thales Alenia Space está totalmente comprometida em entregar o SGDC para a Visiona e a Telebras. Na Argentina, a empresa também está trabalhando numa forte parceria com a fabricante local INVAP para a construção dos satélites de comunicações Arsat 1 e 2. O Arsat 1 foi enviado ao centro espacial de Kourou, na Guiana Francesa, de onde deve ser lançado no meio de outubro, enquanto que o Arsat 2 entrará em fase de integração e testes nas instalações da INVAP. [Nota do blog: A TAS fornece as cargas úteis de ambas as missões]
Em relação ao Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), em maio foi concluída a fase de projeto do sistema. Quais são os próximos passos? O projeto esta dentro do cronograma?
A cada três meses, há uma reunião com o cliente [Visiona / Governo] para tratar do status do programa, sendo o próximo passo a Revisão Crítica do Projeto [Critical Design Review], prevista para acontecer até o final do ano. Esta revisão analisará se todos os equipamentos a serem entregues estão perfeitamente em linha com a performance demandada para o satélite. O SGDC está bem alinhado dentro de nosso cronograma.
Muito se fala sobre a transferência de tecnologia associada ao SGDC, e um memorando de entendimentos foi assinado em dezembro. Como estão as tratativas para a sua implementação?
As discussões com a Agência Espacial Brasileira para a conclusão dos primeiros contratos relacionados à transferência de tecnologia ainda estão em andamento, e temos por objetivo estar prontos antes do final deste ano para o início de sua implementação.
[Nota do blog: sobre a transferência de tecnologia associada ao SGDC, veja mais informações em "Programa Espacial: orçamentos de 2014 e 2015"]
Em julho, em reportagem do Valor Econômico, Cesar Kuberek, executivo do grupo, falou sobre os planos da Thales de triplicar suas vendas na América Latina. Como o setor espacial esta inserido neste plano estratégico?
Espaço na América Latina é um mercado muito importante em dois segmentos principais, telecomunicações e observação (ótica e radar de alta resolução e meteorologia). Há várias oportunidades em razão do crescimento da [demanda] por internet e também da necessidades dos governos em gerenciar e monitorar o meio-ambiente e áreas vizinhas.
Como e sabido, o Programa Espacial Brasileiro não passa por seu melhor momento, dada a falta ou mesmo o contingenciamento de recursos. A situação e idêntica para o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), que enfrenta atrasos em razão de indisponibilidade orçamentária. Qual e o posicionamento da TAS frente a estes percalços?
A Thales Alenia Space não está no Brasil visando objetivos de curto prazo, mas sim com uma visão de longo prazo. Enfrentar dificuldades orçamentárias é sempre um assunto sério, mas estamos confiantes que no final o governo, de uma forma ou de outra, investirá em espaço, assim como todos os grandes países do mundo.
Em comunicações comerciais, depois de alguns anos de pouca competitividade e reduzida presença no mercado global, a TAS da sinais de recuperação, com a conquista desde o início do ano de contratos para quatro satélites geoestacionários. Qual e sua visão sobre a competitividade da TAS e oportunidades na América Latina?
Nós nos fortalecemos para retornar a este mercado e estamos tentando entregar propostas de valor a nossos clientes. Ao mesmo tempo, anunciamos há apenas alguns dias nossa nova linha de produtos para satélites totalmente elétricos, e acreditamos que isso abrirá muitas oportunidades no crescente mercado de telecomunicações aqui da América Latina.
"El Sector Espacial Argentino - Instituciones, empresas y desafíos"
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Este mês, foi publicado o livro "El Sector Espacial Argentino - Instituciones, empresas y desafíos", iniciativa conjunta da Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE) e das estatais argentinas INVAP (prime-contractor de satélites) e ARSAT (operadora de serviços de comunicações).
O livro, produzido com base nas discussões de um seminário realizado em setembro de 2013 em Buenos Aires, apresenta as três principais entidades do programa espacial argentino, as principais indústrias, uma análise de seus principais projetos e programas (satélites e lançadores, exploração do espaço profundo), além de um sumário sobre o desenvolvimento espacial dos países da região.
Para os interessados nas atividades espaciais na América do Sul, trata-se de um bom material de consulta e informação sobre aquele que pode ser considerado um dos mais avançados e completos programas espaciais do continente, senão o mais avançado.
A obra está disponível gratuitamente no website da CONAE. Para baixá-la, clique aqui.
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Este mês, foi publicado o livro "El Sector Espacial Argentino - Instituciones, empresas y desafíos", iniciativa conjunta da Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE) e das estatais argentinas INVAP (prime-contractor de satélites) e ARSAT (operadora de serviços de comunicações).
O livro, produzido com base nas discussões de um seminário realizado em setembro de 2013 em Buenos Aires, apresenta as três principais entidades do programa espacial argentino, as principais indústrias, uma análise de seus principais projetos e programas (satélites e lançadores, exploração do espaço profundo), além de um sumário sobre o desenvolvimento espacial dos países da região.
Para os interessados nas atividades espaciais na América do Sul, trata-se de um bom material de consulta e informação sobre aquele que pode ser considerado um dos mais avançados e completos programas espaciais do continente, senão o mais avançado.
A obra está disponível gratuitamente no website da CONAE. Para baixá-la, clique aqui.
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domingo, 31 de agosto de 2014
Argentina: apesar da crise, programa espacial avança
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A Argentina poder ter perdido a Copa do Mundo e estar enfrentando há vários anos uma grave crise financeira, mas no campo espacial, o cenário é outro.
Para meados de outubro, está previsto o lançamento do ARSAT-1, primeiro satélite geoestacionário de comunicações construído na América Latina, a bordo de um Ariane 5 voando a partir de Kourou, na Guiana Francesa. Um segundo satélite também está em construção nas instalações da INVAP, em Bariloche, principal indústria espacial do país, e já existem planos para a contratação de ao menos mais um artefato.
Em se tratando de sensoriamento remoto e aplicações científicas, o país vizinho também vai bem. Há pouco mais de três anos, numa missão conjunta com a agência espacial norte-americana (NASA), colocou em órbita o SAC-D/Aquarius. É o único da região a desenvolver uma família de satélites radar, o SAOCOM (SAtélite Argentino de Observación COn Microondas), em parceria com a Itália.
Embora com cronogramas atrasados (serão dois os satélites, o 1A e 1B, com previsões de lançamento em 2015 e 2016, respectivamente), fato é que o projeto SAOCOM posiciona a Argentina como uma das principais nações espaciais da América do Sul, senão a principal. Num paralelo com o Brasil, cuja missão radar (SAR) é bastante necessária para o acompanhamento do desmatamento da Amazônia, por sua capacidade de imagear mesmo com cobertura de nuvens, na previsão mais otimista, um satélite SAR estaria em órbita apenas em 2020.
SARE, missões de pequeno porte
Além das séries SAC e SAOCOM, o plano espacial argentino considera missões de menor porte, em torno de 250 kg, denominadas SARE. Estas compreenderão satélites operando de forma passiva, com cargas úteis óticas e de microondas, e ativa, tendo como cargas úteis instrumentos de microondas operando em conjunto com o SAOCOM, e um sistema laser LIDAR (Light Detection and Ranging).
A primeira missão do SARE, de demonstração, porém relativamente sofisticada, consistirá de quatro satélites de órbita baixa operando em conjunto com o SAOCOM 1B (ilustração acima). Serão testadas capacidades especiais, como comunicações entre os artefatos, distribuição de funções e apontamentos coordenados.
Tronador II
Buenos Aires também tem ambições de acesso autônomo ao espaço, e para tanto desenvolve o programa Tronador II, que tem recebido investimentos consideráveis nos últimos anos. O objetivo final é contar com um foguete capaz de inserir em órbitas baixas artefatos da classe do SARE, de até 250 kg.
Em 15 de agosto, foi realizado um novo teste, denominado VEX 1B, o segundo de uma série de 3 a 6 foguetes experimentais, planejados para dar forma ao pequeno veículo lançador (veja em "Argentina: novo ensaio relacionado ao Tronador II").
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quarta-feira, 2 de julho de 2014
Argentina: ARSAT-1 aprovado para voo
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Em 27 de junho, foi concluído com sucesso a Revisão de Pré-Embarque (Pre Shipment Review - PSR) do satélite geoestacionário de comunicações ARSAT-1, construído pela companhia INVAP, da Argentina, para a operadora ARSAT. Esta é a última etapa antes do envio do satélite para o centro de lançamento, localizado em Kourou, na Guiana Francesa.
O PSR, realizado na sede da fabricante, em San Carlos de Bariloche, foi concluído com a aceitação em terra do artefato pela ARSAT e também demonstrou que o segmento espacial está apto em nível de sistema, seus processos estão devidamente registrados e de que não há problemas. O evento marcou ainda a finalização da fabricação dos componentes, integração e ensaios.
A previsão é que o ARSAT-1 seja lançado ao espaço no mês de setembro, a bordo de um lançador Ariane 5, operado pela Arianespace. O ARSAT-1, o primeiro satélite geoestacionário construído na Argentina (e na América Latina), transmitirá dados em banda Ku, com cobertura de todo o território nacional. Sua vida útil é estimada em quinze anos.
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Em 27 de junho, foi concluído com sucesso a Revisão de Pré-Embarque (Pre Shipment Review - PSR) do satélite geoestacionário de comunicações ARSAT-1, construído pela companhia INVAP, da Argentina, para a operadora ARSAT. Esta é a última etapa antes do envio do satélite para o centro de lançamento, localizado em Kourou, na Guiana Francesa.
O PSR, realizado na sede da fabricante, em San Carlos de Bariloche, foi concluído com a aceitação em terra do artefato pela ARSAT e também demonstrou que o segmento espacial está apto em nível de sistema, seus processos estão devidamente registrados e de que não há problemas. O evento marcou ainda a finalização da fabricação dos componentes, integração e ensaios.
A previsão é que o ARSAT-1 seja lançado ao espaço no mês de setembro, a bordo de um lançador Ariane 5, operado pela Arianespace. O ARSAT-1, o primeiro satélite geoestacionário construído na Argentina (e na América Latina), transmitirá dados em banda Ku, com cobertura de todo o território nacional. Sua vida útil é estimada em quinze anos.
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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Argentina: avanços do ARSAT-1
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Se a economia argentina não se encontra nos seus melhores dias, o mesmo não se pode dizer de seu programa espacial. Na semana passada, o Ministerio de Planificación, Inversión Publica e Servicios divulgou ontem (10) nota informando sobre a finalização dos ensaios de vibração do modelo de voo do ARSAT-1, primeiro satélite geoestacionário de comunicações desenhado, integrado e testado pelo país sul-americano.
O satélite, aliás, tem sido submetido a ensaios no Centro de Ensayos de Alta Tecnología (CEATSA), localizado dentro das instalações da fabricante INVAP, em Bariloche. O CEATSA foi constituído em 2010 sob a forma de uma sociedade anônima e tem por sócios as estatais INVAP e ARSAT, esta última a operadora do satélite homônimo quando em órbita. Anteriormente, os satélites argentinos (de aplicações científicas e observação) e inclusive partes do ARSAT-1, foram testados no Brasil, nas instalações do Laboratório de Integração e Testes (LIT), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP).
No momento, o satélite está passando por ensaios acústicos e, em seguida, será submetido à campanha de ensaios de rádio-frequência. No mês de maio, o satélite deve ser transportado para Kourou, na Guiana Francesa. de onde deve ser lançado ao espaço no início de julho por um Ariane 5, operado pela Arianespace.
Segundo o ministro Julio de Vido, "com o avanço satisfatório das provas, estamos mais próximos do objetivo de pôr em órbita um satélite de comunicações completamente nacional, alcançando nossa independência e soberania satelital". "Estes satélites não são um feito isolado, mas são parte de uma política impulsionada por Néstor Kirchner e continuada pela presidente Cristina Fernández de Kirchner, que permitiu criar a ARSAT, como uma ferramenta que em princípio nos permitirá manter o serviço satelital e que hoje possibilita avançar com a soberania aeroespacial, e que, com o forte impulso que está dando a presidente, nos permitirá realizar uma missão satelital completa, incluindo a colocação em órbita", completou.
A nota do governo também faz referência a importância estratégica do projeto. "Cabe destacar a importância estratégica do desenvolvimento deste satélite em nosso país, não apenas do ponto de vista comercial mas também geopolítico, abrindo uma nova fonte de ingressos [de recursos] para o país a partir da comercialização de serviços satelitais a nível internacional."
Com vida útil estimada em 15 anos, o ARSAT-1 ocupará a posição orbital 72º Oeste e contará com 24 transpônderes em banda Ku para fornecer serviços de transmissão de dados, telefonia e televisão para a região do Cone-Sul. Seus subsistemas críticos foram fornecidos pela Airbus Defence & Space (antiga Astrium), e as cargas úteis contratadas junto à Thales Alenia Space.
ARSAT-2
Enquanto o ARSAT-1 se aproxima do lançamento, seu "irmão" ARSAT-2 se encontra numa etapa avançada de integração, próxima da junção dos módulos de serviço e de comunicações. A expectativa é que a campanha de ensaios ambientais seja iniciada em setembro, de forma que o satélite esteja pronto para voo em meados de 2015.
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Se a economia argentina não se encontra nos seus melhores dias, o mesmo não se pode dizer de seu programa espacial. Na semana passada, o Ministerio de Planificación, Inversión Publica e Servicios divulgou ontem (10) nota informando sobre a finalização dos ensaios de vibração do modelo de voo do ARSAT-1, primeiro satélite geoestacionário de comunicações desenhado, integrado e testado pelo país sul-americano.
O satélite, aliás, tem sido submetido a ensaios no Centro de Ensayos de Alta Tecnología (CEATSA), localizado dentro das instalações da fabricante INVAP, em Bariloche. O CEATSA foi constituído em 2010 sob a forma de uma sociedade anônima e tem por sócios as estatais INVAP e ARSAT, esta última a operadora do satélite homônimo quando em órbita. Anteriormente, os satélites argentinos (de aplicações científicas e observação) e inclusive partes do ARSAT-1, foram testados no Brasil, nas instalações do Laboratório de Integração e Testes (LIT), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP).
No momento, o satélite está passando por ensaios acústicos e, em seguida, será submetido à campanha de ensaios de rádio-frequência. No mês de maio, o satélite deve ser transportado para Kourou, na Guiana Francesa. de onde deve ser lançado ao espaço no início de julho por um Ariane 5, operado pela Arianespace.
Segundo o ministro Julio de Vido, "com o avanço satisfatório das provas, estamos mais próximos do objetivo de pôr em órbita um satélite de comunicações completamente nacional, alcançando nossa independência e soberania satelital". "Estes satélites não são um feito isolado, mas são parte de uma política impulsionada por Néstor Kirchner e continuada pela presidente Cristina Fernández de Kirchner, que permitiu criar a ARSAT, como uma ferramenta que em princípio nos permitirá manter o serviço satelital e que hoje possibilita avançar com a soberania aeroespacial, e que, com o forte impulso que está dando a presidente, nos permitirá realizar uma missão satelital completa, incluindo a colocação em órbita", completou.
A nota do governo também faz referência a importância estratégica do projeto. "Cabe destacar a importância estratégica do desenvolvimento deste satélite em nosso país, não apenas do ponto de vista comercial mas também geopolítico, abrindo uma nova fonte de ingressos [de recursos] para o país a partir da comercialização de serviços satelitais a nível internacional."
Com vida útil estimada em 15 anos, o ARSAT-1 ocupará a posição orbital 72º Oeste e contará com 24 transpônderes em banda Ku para fornecer serviços de transmissão de dados, telefonia e televisão para a região do Cone-Sul. Seus subsistemas críticos foram fornecidos pela Airbus Defence & Space (antiga Astrium), e as cargas úteis contratadas junto à Thales Alenia Space.
ARSAT-2
Enquanto o ARSAT-1 se aproxima do lançamento, seu "irmão" ARSAT-2 se encontra numa etapa avançada de integração, próxima da junção dos módulos de serviço e de comunicações. A expectativa é que a campanha de ensaios ambientais seja iniciada em setembro, de forma que o satélite esteja pronto para voo em meados de 2015.
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quarta-feira, 1 de maio de 2013
Nanossatélites sul-americanos em órbita
O CubeBug-1 tem 2 kg de massa e foi concebido, projetado e fabricado na Argentina, num investimento próximo de 6,3 milhões de pesos. Participaram do projeto a empresa Satellogic e a estatal INVAP, numa ação de desenvolvimento estratégico espacial por meio de uma cooperação público-privada. O CubeBug-1, também conhecido como "Capitán Beto", tem finalidades educativas e científicas, e tem por objetivo demonstrar o funcionamento em órbita da plataforma.
O NEE-01 Pegaso (foto acima), por sua vez, é um nanossatélite com massa em torno de 1,2 kg, dotado de dois pequenos painésis solares. É dotado de uma câmera dual, capaz de gerar imagens normais e infravermelhas em fotos e vídeos em tempo real. Este foi o primeiro projeto de satélite do Equador, desenvolvido pela Agência Espacial Civil Equatoriana (EXA).
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domingo, 7 de outubro de 2012
Thales Alenia Space e seus planos para o Brasil
Na última sexta-feira (5), o blog Panorama Espacial / revista Tecnologia & Defesa encontrou César Kuberek, vice-presidente da Thales para a América Latina, agora baseado em São Paulo (SP), e Christophe Garier, executivo da Thales Alenia Space (TAS)* responsável pelo mercado latino-americano no segmento de comunicações.
A conversa teve como pano de fundo o projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), atualmente a principal concorrência de satélites no continente sul-americano, mas também girou em torno de outros projetos e interesses da companhia franco-italiana na região, em particular plataformas de satélites de órbita baixa para aplicações variadas.
Garier veio ao Brasil para entregar informações técnicas solicitadas pela Visiona, joint-venture da Embraer e Telebrás responsável pela contratação e integração do sistema, que emitiu uma nova solicitação de informações (RFI, no jargão em inglês) para os principais fabricantes de satélites de comunicações. De acordo com o executivo, existe a expectativa de que todo o processo, desde a RFI até a assinatura do contrato leve de cinco a seis meses. Assim, é possível que a definição do fabricante se dê no início de 2013.
Com o intuito de entender a estratégia da TAS para o SGDC, questionamos acerca da possibilidade de apresentação de uma proposta conjunta com outros fabricantes europeus, com apoio unificado do governo francês, prática bastante fomentada em algumas concorrências no exterior, como na Espanha e Noruega (programa Hisnorsat, que acabou sendo cancelado) e Oriente Médio (Yahsat e Arabsat 5C), e já abordada aqui no blog (ver a postagem "SGB e o fratricídio francês", de abril de 2012). "Uma das maiores limitações desse projeto é o tempo", respondeu Kuberek, indicando que uma proposta conjunta poderia exigir mais tempo para a entrega do satélite. "E depende do que o cliente quer", complementou. O governo brasileiro, segundo se apurou, não teria feito um pedido nesse sentido.
Christophe Garier discorreu sobre as credenciais da TAS em comunicações, particularmente em banda Ka (o SGDC terá capacidade em banda Ka e banda X, esta última para aplicações militares). Destacou os projetos dos satélites Yahsat e Arabsat 5C (construídos em parceria com a Astrium), a inovadora constelação de órbita média O3b, em desenvolvimento, e o sistema italiano de comunicações militares SICRAL (Sistema Italiana de Communicazione Riservente Allarmi). Envolvida em mais de vinte programas desde 1991, a TAS se considera uma fornecedora líder de componentes em banda Ka no mercado global de satélites. Garier também destacou a expectativa de que, uma vez selecionado o fabricante do primeiro SGDC, ocorra treinamentos acadêmicos e em fábrica de especialistas brasileiros, inclusive com transferência de know-how em design de satélites.
Transferência tecnológica
Indo além das comunicações, o VP da Thales para a região citou a intenção da TAS em promover transferência de tecnologia em vários domínios espaciais, em linha com as estratégias de desenvolvimento adotadas pelo Brasil. O escopo poderia cobrir uma número de áreas, como gerenciamento de projetos e design de sistemas, integração de satélites e seleção de tecnologias chave. O executivo deu especial ênfase à disposição da empresa em transferir tecnologia de plataformas para satélites de órbita baixa, muito utilizados para aplicações como de observação terrestre, ambientais e científicas. César Kuberek mencionou que até 2025, o Brasil demandará dezenas de satélites para diferentes aplicações, como comunicações, meteorologia e observação, muitos deles em órbita baixa. Ressaltou que a transferência se daria no nível mais alto, com fabricação local, envolvendo inclusive acordo de vendas pela receptora da tecnologia no País para mercados específicos em que o Brasil tenha maior influência.
Kuberek fez questão de citar os casos de transferência de tecnologia da Thales em radares de banda L para a sua subsidiária industrial no País, a Omnisys, e também dos sistemas de sonares que equiparão os submarinos S-Br adquiridos pela Marinha do Brasil junto à DCNS, para demonstrar o comprometimento do grupo nessa direção.
Panorama regional
Embora o principal, o SGDC não é o único projeto espacial no comunicações no continente latino-americano, e a TAS está atenta às outras oportunidades. Os governos de países como o Peru, Colômbia, Chile, Nicarágua e Panamá têm considerado, com diferentes intensidades, a aquisição de sistemas espaciais de comunicações.
No âmbito comercial, há expectativa de que nos próximos meses a Star One, subsidiária da brasileira Embratel, dê início a contratação de um novo satélite, o seu primeiro com capacidade em banda Ka. Comenta-se que o satélite será chamado Star One D1, com o "D" indicando o início da quarta geração (a primeira foi chamada Brasilsat A, a segunda Brasilsat B, e a terceira Star One C).
Na Argentina, também é aguardado para o final do ano uma solicitação de propostas para fornecimento de subsistemas (cargas úteis, subsistemas de serviços como propulsão e controle, entre outros) para o terceiro satélite da família ARSAT, em construção pela estatal Invap, e parte do SSGAT (Sistema Satelital Geoestacionario Argentino de Telecomunicaciones). A TAS já fornece para os dois modelos da família as cargas úteis em banda C e Ku.
* A TAS é resultado da aliança espacial entre o grupo francês Thales (67%) e o conglomerado italiano Finmeccanica (33%), formalizada em junho de 2005. O outro componente da aliança entre os dois grupos é a Telespazio, unidade de serviços espaciais controlada pela Finmeccanica (67%), com a Thales detendo os 33% restantes. A Telespazio tem importante presença no Brasil (ver a postagem "Panorama da Telespazio no Brasil").
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segunda-feira, 9 de julho de 2012
Entrevista com Leonel Perondi, diretor do INPE - Parte II
Reproduzimos a seguir a segunda parte da entrevista com Leonel Perondi, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Para acessar a primeira parte da entrevista, clique aqui.
ACDH
Tema sensível ao Programa Espacial Brasileiro, pela polêmica e importância estratégica ao País, é a capacitação nacional em sistemas de controle de atitude e órbita (conhecido por ACDH, sigla em inglês). O blog Panorama Espacial questionou Leonel Perondi sobre as iniciativas do INPE nesse campo, que foi, aliás, um dos tópicos abordados por Perondi em seu discurso de posse.
Perondi destacou que hoje o Brasil possui domínio praticamente em todas as áreas básicas de satélites, como estrutura e instrumentação, com exceção da área de controle. "É a grande lacuna para produzir uma plataforma orbital". Daí, vem a tentativa do Instituto em estimular projetos e capacitação local nesse campo, através da montagem de laboratórios e equipes específicas. O dirigente também mencionou o projeto Sistemas Inerciais para Aplicação Aeroespacial (SIA), iniciativa desenvolvida em parceria com institutos do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e indústrias nacionais, com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), que já começa a produzir frutos. "Houve um grande avanço na área de satélites", destacou.
Segundo o diretor, o satélite científico Lattes, baseado na Plataforma Multimissão (PMM), deverá contar com um ACDH nacional, diferentemente do Amazônia-1, cujo ACDH foi adquirido, com dispensa de licitação, junto à fabricante argentina INVAP no final de 2008. Sobre o Lattes, a previsão pública mais atual de seu lançamento era 2016, mas Perondi afirmou que o cronograma de lançamento dos satélites do Instituto está pendente de discussão com a Agência Espacial Brasileira (AEB).
Quanto à compra do ACH argentino para o Amazônia-1, episódio sempre lembrado e duramente criticado pela indústria espacial brasileira, o dirigente afirmou que o INPE fará uma avaliação sobre os benefícios gerados. "Qual é o nível de transferência de tecnologia do ACDH argentino para o Brasil?", questionou. O blog questionou Perondi se o contrato previa algum tipo de transferência tecnológica, o que ele negou, dizendo que se trata do fornecimento do sistema, com capacitação de pessoal na Argentina, não havendo, portanto, a compra da tecnologia.
Recursos humanos
Sobre a realidade e necessidades do INPE em matéria de recursos humanos, ponto frequentemente citado como crítico aos avanços do Programa Espacial, Perondi lembrou que muitos funcionários se aposentarão nos próximos anos, mencionado ainda que a formação de um funcionário para atuar com certa autonomia dentro do Instituto leva de 4 a 5 anos. Assim, novas contratações são realmente necessárias. Dentro dos próximos meses, aliás, serão realizados concursos para 107 vagas de tecnologistas, analistas e técnicos, número insuficiente, mas que preenche algumas necessidades.
Integração com a AEB
Numa questão mais focada em Política Espacial, perguntamos a Perondi sobre a integração do INPE com a AEB, ou mesmo a fusão entre as duas instituições, algo bastante discutido em Brasília (DF), e com certas medidas sendo tomadas nesta direção pelo ministro Marco Antonio Raupp. O dirigente respondeu de forma bastante lacônica: "Está havendo discussões com a AEB. É algo que está em andamento".
Satélite Geoestacionário Brasileiro
Ainda que o INPE não esteja diretamente envolvido com as tratativas relacionadas ao Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB), Perondi fez alguns comentários acerca do projeto. Destacou que a demanda por um satélite geoestacionário próprio já é antiga, desde a privatização da Embratel, no final da década de noventa. Afirmou também que o INPE pode contribuir na especificação e compra desses satélites, comentário que, interpretado nas entrelinhas, dá a entender que o envolvimento da indústria nacional ainda é algo pouco claro mesmo em alguns setores do próprio governo.
O diretor mencionou que o Programa Espacial poderá se beneficiar de algumas formas, com oportunidades de formação de pessoal, entre outras. "[O Programa Espacial] pode se beneficiar via cláusulas de offsets", disse.
Perguntamos ao diretor sobre a criação do Centro de Desenvolvimento de Tecnologias Espaciais, em São José dos Campos (SP), paralelamente à constituição da Visiona Tecnologias Espaciais (joint-venture entre a Embraer e a Telebrás), no âmbito do programa do SGB. "Ainda não tenho muita clareza sobre essa iniciativa", acrescentando que esta é uma das pautas para discussão com a AEB.
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domingo, 17 de junho de 2012
SAC-D/Aquarius: um ano em órbita
Em 10 de junho, o satélite SAC-D/Aquarius, uma iniciativa conjunta entre a Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE) e a agência espacial norte-americana (NASA) completou um ano em órbita, com muito o que se comemorar.
Em setembro de 2011, o satélite produziu o seu primeiro mapa global de salinidade dos oceanos, atendendo a um dos seus principais objetivos, que é colaborar para os estudos dos níveis de salinidade dos oceanos e sua influência nas mudanças climáticas. Além de seu principal sensor, o Aquarius, desenvolvido pela NASA, o SAC-D conta com outros sete instrumentos para estudos sobre riscos naturais, qualidade do ar, entre outras aplicações. A missão contou ainda com a participação de instituições do Canadá, Itália, França e Brasil (LIT/INPE).
No website da empresa INVAP, prime-contractor do satélite, foi disponibilizado um interessante vídeo sobre a missão. Clique aqui para assisti-lo.
Colaborou José Ildefonso.
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segunda-feira, 4 de junho de 2012
Perondi no INPE: o discurso de posse
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) disponibilizou o discurso de Leonel Perondi, novo diretor do Instituto, empossado na última sexta-feira (1º/6). Dentre os grandes desafios a serem enfrentados pelo Instituto, Perondi destacou o aprimoramento e ampliação de programas de pesquisa e desenvolvimento, o cronograma de execução do programa CBERS, política industrial, articulação com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), dentre outros.
Um desafio em especial chama mais a atenção: capacitação do INPE (e do Programa Espacial como um todo) em controle de atitude e órbita de satélites. "Consideramos que o desenvolvimento de competência nacional em sistemas inerciais constitui-se, presentemente, no maior desafio tecnológico do programa espacial brasileiro", afirmou.
Nesse campo, o principal projeto em desenvolvimento é o Sistemas Inerciais para Aplicação Aeroespacial (SIA), iniciativa na qual já foram investidos mais de R$40 milhões desde 2006, e da qual participam vários órgãos, como o próprio INPE, Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), Instituto de Estudos Avançados (IEAv), indústrias, dentre outros. No final de 2008, o INPE contratou o desenvolvimento de um sistema de controle de atitude e órbita para o satélite Amazônia-1 junto à empresa argentina INVAP, o que gerou muitas críticas de vários setores no Brasil, em especial da indústria nacional.
Para acessar o discurso na íntegra, de leitura recomendável, clique aqui.
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domingo, 29 de abril de 2012
Ainda sobre a "polêmica" do ACDH
Na última quarta-feira (25), reproduzimos no blog uma reportagem publicada no Jornal do SindCT acerca da compra pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), no final de 2008, do sistema de controle e atitude de órbita (ACDH, sigla em inglês) do satélite Amazônia-1 junto à companhia argentina INVAP ("Relembrando a polêmica do ACDH").
No final desta semana, recebemos uma mensagem de Mario Eugênio Saturno, tecnologista sênior do INPE, com comentários sobre a matéria, os quais reproduzimos abaixo:
Informações
inexatas da polêmica do ACDH
O SindCT lamentavelmente desinforma a comunidade com esta matéria com objetivo aparente de desestabilizar o atual diretor do INPE. E, o pior, parece ser por motivação pessoal com mais de duas décadas. É muito tempo!
Como na época dos fatos relatados no texto do sindicato fui vice-presidente da Comissão de Licitação do INPE e membro do grupo que analisaria as propostas das empresas, julgo-me bom conhecedor dos fatos em questão e gostaria de compartilhar a informação.
A seguir, pinço as partes do texto que não expressam a verdade dos fatos:
1) Sistema de controle de atitude e órbita é comprado de empresa argentina por R$ 47,5 milhões, ignorando diretriz do PNAE.
R) Não é verdade, já que o PNAE diz que se deve “Contratar, primordialmente na indústria nacional, sistemas e subsistemas completos de satélites e lançadores”. Segundo o Aurélio, “primordialmente” significa “Aquilo que se organiza ou ordena primeiramente”, não significa exclusivamente, unicamente. Portanto, não foi ignorado nada!
2) A direção do INPE deve esta explicação à comunidade e à sociedade
R) Não deve porque já foi muito explicado anos atrás, quando da contratação. Inclusive por um artigo meu.
3) Um dos principais desafios ... na área espacial. Quem as produz não as transfere, e dificilmente as vende.
R) Também pensava isso, mas, curiosamente, tivemos 5 empresas líderes na área (além da INVAP) dispostas a transferir e ensinar.
4) Além de beneficiar economicamente o país ... a EMBRAER poderá ser beneficiada com a possibilidade do livre comércio de suas aeronaves.
R) Alhos com bugalhos! Que eu saiba, o produto “satélite” brasileiro sempre vai custar mais caro por causa da escala e a EMBRAER utiliza sistemas dos EUA por causa da certificação das aeronaves, nada a ver com equipamentos espaciais, e o sistema de controle de um avião é um “pouquinho” diferente de um satélite ou um foguete.
5) No final de 2008, o INPE fez uma dispensa de licitação para comprar o subsistema ... diretamente da empresa argentina INVAP ...
R) a) Complementando, inciso XIV - para a aquisição de bens ou serviços nos termos de acordo internacional específico aprovado pelo Congresso Nacional, quando as condições ofertadas forem manifestamente vantajosas para o Poder Público. b) A INVAP não é uma empresa privada, 100% Sociedad del Estado.
6) Teria sido esta uma solução acertada para o país e para o Programa Espacial Brasileiro?
R) Foi! Da primeira tentativa feita em 1996 até 2008 foram muitos anos perdidos.
7) O que teria motivado a compra desta tecnologia no exterior?
R) Veja-se o histórico ou leia-se meu artigo.
8) Por que uma empresa argentina, com pouca tradição na venda de sistemas inerciais, teria sido escolhida como fornecedora?
R) Era a que cabia no acordo internacional! Porém, cabe ressaltar, a INVAP forneceu o satélite ao acordo com o JPL (Aquarius) da NASA.
9) As primeiras experiências ... SCD-1 ... SCD-2 ... SACI-1 ... SACI-2 ... FBM.
R) Experiências importantes mas não suficientes para um satélite controlado em três eixos.
10) Em 2003, o CNES descontinuou o programa, mas repassou ao INPE os equipamentos ... praticamente completa, faltando o software embarcado de controle.
R) O CNES descontinuou porque a direção do INPE na época não exigiu dos franceses o cumprimento do acordo. O FBM não servia aos propósitos do INPE. E “só” faltou o software...
11) O MCT transferiu ao INPE, então, a responsabilidade por este subsistema ... Para apoiar esta atividade foi estruturado um laboratório, o LABSIM ... Foi, também, organizada uma equipe para se dedicar ao Projeto de Controle da PMM, que desenvolveu trabalhos de 2003 até o início de 2006.
R) O LABSIM é isso, somente para apoio. A equipe somava de 1,5 a 2 engenheiros-mês, e até eles próprios estimaram o final do projeto em 27 anos.
12) Finalmente, como resultado da revisão do PNAE, finalizada em 2004, o DCTA e o INPE propuseram um projeto conjunto aos Fundos Setoriais ... R$ 40 milhões (60% para o DCTA e 40% para o INPE), tendo como objetivo principal na área de satélites o desenvolvimento do subsistema de controle da PMM.
R) E quais são os resultados até agora em 2012?
13) Ainda desconsiderando as iniciativas anteriores, foi, então, articulada a compra do subsistema ... mas o processo foi descontinuado pelo INPE, em face de recurso judicial interposto por um dos grupos participantes.
R) Não é verdade, foi considerado plenamente as iniciativas anteriores!
14) Finalmente, no final de 2008, a direção do INPE, através de uma dispensa de licitação, adquiriu o subsistema ... da empresa estatal argentina INVAP.
R) Esse “Finalmente, no final de 2008” dá a entender que se passou um tempão, na verdade foram poucos dias.
15) Dados, no país, o grande esforço prévio ... A menos que ao final deste contrato se verifique a existência de fornecedor nacional qualificado, via transferência de tecnologia, terá ocorrido apenas a compra ...
R) O acordo não permitiria transferência total, por opção do INPE que queria o produto rapidamente; pelos argentinos, o desenvolvimento do ACDH seria total mas demoraria cinco anos. O INPE apostou e ainda aposta no desenvolvimento interno para o satélite Lattes-1. Aliás, já houve transferência de conhecimento com o treinamento de equipes na própria INVAP.
16) A estratégia colocada em prática no início da década parece ser uma alternativa melhor sintonizada com os objetivos de autonomia e capacitação industrial do PNAE.
R) Qual? A compra completa de 2001 que foi inviabilizada por ameaças jurídicas? Porque já existe uma equipe desenvolvendo para o Lattes-1.
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