segunda-feira, 25 de maio de 2009

CBERS: pequena frustração

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A ampliação do programa do Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS) anunciada durante a visita do Presidente Luis Inácio Lula da Silva à China, na semana passada (clique aqui), era para ter sido mais ampla, de acordo com a expectiva da parte brasileira. Na sexta-feira, chegou ao conhecimento do blog a circulação de um e-mail enviado pela Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (AIAB) entre as indústrias associadas comunicando que a parte chinesa havia declinado à proposta brasileira de ampliação do projeto para a construção do CBERS 6 e 7, e também de um satélite dotado com um sensor radar de abertura sintética (SAR, sigla em inglês), o chamado CBERS-SAR.

O blog entrou em contato com algumas fontes na indústria e no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) para apurar a informação. Segundo as informações que obtivemos, a motivação da declinação chinesa se deveu a mudanças estruturais em seu programa espacial. A nova entidade responsável pela participação chinesa no CBERS deseja fazer uma análise mais detalhada da proposta do CBERS-SAR, além de conhecer melhor a cooperação com o Brasil, o que pode levar de 6 a 12 meses. "Na realidade, eles querem lançar o CBERS-3 antes de novos acordos para novos satélites", afirmou ao blog uma pessoa que acompanha de perto o tema.

Ou seja, ao contrário do que alguns chegaram a pensar, não houve declinação definitiva de continuidade do programa CBERS, mas sim um adiamento dessa decisão.

O blog também contatou o INPE, na pessoa de seu diretor, Gilberto Câmara, que prontamente enviou esclarecimentos. Reproduzimos abaixo um trecho de nota elaborada por Câmara e encaminhada na tarde de hoje:

"O protocolo é genérico quanto ao futuro do programa CBERS, e não menciona diretamente o CBERS-SAR. Em 2008, o INPE e a CAST trabalharam para conceber um novo satélite, o CBERS-SAR, tecnologicamente sofisticado e capaz de obter imagens da superfície terrestre em quaisquer condições de tempo. A proposta do CBERS-SAR foi aprovada na reunião do Comitê Conjunto do Programa CBERS realizada em Março de 2009 em Pequim. A CAST e a CNSA deram sinais fortes de que o CBERS-SAR seria aprovado pelo governo chinês, e que um anúncio formal seria feito durante a visita do presidente Lula.

No entanto, a nova estrutura de comando do programa espacial chinês, resultante de uma reforma feita em 2008, decidiu adiar a decisão sobre o CBERS-SAR. A reforma extinguiu a COSTIND (Comission for Science, Technology and Industry for National Defense), ministério encarregado de contratar projetos civis e militares nas áreas espacial, aeronáutico e nuclear junto às empresas estatais chinesas. Criou-se um novo ministério (MIIT – Ministry of Industry and Information Tecnology), que coordena questões díspares: programa espacial civil, indústria do tabaco, informatização do Estado.

A CNSA (China National Space Administration), que realiza a interface externa e as encomendas civis do programa espacial chinês, era subordinada diretamente à COSTIND. A CNSA é agora subordinada à SASTIND (State Administration of Defense Science, Technology and Industry), que por sua vez responde ao MIIT. A nova administração da SASTIND decidiu fazer uma análise mais detalhada da proposta do CBERS-SAR antes de tomar uma decisão.

Embora a construção imediata do CBERS-SAR tenha sido adiada, o futuro da cooperação espacial Brasil-China está garantido pelo governo chinês. O presidente Hu Jintao, em sua reunião de trabalho com o presidente Lula, reafirmou sua “confiança no programa CBERS” e seu interesse em “ampliar a cooperação espacial com o Brasil”."

O blog entende que a intenção do governo brasileiro em propor a missão CBERS-SAR indica que a missão MAPSAR, que seria realizada em parceria com a agência espacial alemã, é hoje considerada remota.
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quarta-feira, 20 de maio de 2009

CBERS: ampliação do acordo

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Brasil e China ampliam acordo de satélites e países africanos receberão dados do CBERS

20/05/2009

Durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China, foram assinados memorandos para a recepção do satélite sino-brasileiro CBERS nas estações de Ilhas Canárias, África do Sul e Egito. Como ocorre no Brasil e na China, a distribuição das imagens vai contribuir para que governos e organizações do continente africano monitorem desastres naturais, desmatamento, ameaças à produção agrícola e riscos à saúde pública.

Nesta quarta-feira (20/5), o presidente Lula encerrou sua viagem à China com uma visita à Agência Chinesa de Tecnologia Espacial (CAST), onde conheceu o satélite sino-brasileiro CBERS-3. No Brasil, os satélites são desenvolvidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

O Programa Sino-Brasileiro de Satélites de Recursos Terrestres (CBERS) é um dos exemplos mais bem-sucedidos de cooperação tecnológica entre países em desenvolvimento.

O protocolo pela continuidade e expansão do Programa CBERS oferece ainda ao Brasil a recepção dos dados dos satélites chineses HJ-1A e HJ-1B na estação de Cuiabá, operada pelo INPE.

“Outro ponto positivo deste protocolo é o estabelecimento de uma nova política de dados para o CBERS, com base nos princípios de que as imagens dos satélites CBERS são ‘bens públicos globais’”, diz o diretor do INPE, Gilberto Câmara, que acompanhou a visita do presidente Lula à China.

Os termos específicos do acordo de recepção dos dados chineses no Brasil e da nova política para os satélites CBERS deverão ser estabelecidos pelo INPE e pela CRESDA nos próximos meses.

Enquanto no Brasil a distribuição das imagens do CBERS também cabe ao INPE, na China a responsabilidade é da CRESDA (China Centre for Earth Resources Satellites and Applications).

Sobre o Programa CBERS

Com o CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite) o Brasil passou a dominar a tecnologia para o fornecimento de dados de sensoriamento remoto. Até então, o país dependia exclusivamente de imagens fornecidas por equipamentos estrangeiros. A cooperação entre cientistas brasileiros e chineses no desenvolvimento de tecnologias espaciais resultou nos satélites CBERS-1 e CBERS-2, lançados respectivamente em 1999 e 2003 e atualmente inoperantes, e no CBERS-2B, colocado em órbita em setembro de 2007 e responsável por enviar imagens para as mais diversas aplicações, como monitorar desmatamentos e a expansão da agropecuária.

Desde a assinatura do acordo de cooperação, em 1988, Brasil e a China já investiram cerca de US$ 350 milhões e atualmente o Brasil é um dos maiores distribuidores de imagens orbitais do mundo. Numa iniciativa pioneira, a política de acesso livre às imagens do satélite CBERS tem levado outros países, como os Estados Unidos, a disponibilizar dados orbitais de média resolução.

Para garantir o fornecimento ininterrupto de dados aos milhares de usuários conquistados pelo CBERS, o Brasil precisa manter e ampliar seu programa de satélites de observação da Terra.

Estão programados os lançamentos de mais dois satélites (CBERS-3 e 4) em 2011 e 2014. E já se discute com a China o desenvolvimento de outros dois.

Além do fornecimento gratuito de imagens de satélite, que contribuiu para a popularização do sensoriamento remoto e para o crescimento do mercado de geoinformação brasileiro, o Programa CBERS promove a inovação na indústria espacial nacional, gerando empregos em um setor de alta tecnologia fundamental para o crescimento do País.

O Programa CBERS é um exemplo bem-sucedido de cooperação Sul-Sul em matéria de alta tecnologia e é um dos pilares da parceria estratégica entre o Brasil e a China. O CBERS é hoje um dos principais programas de sensoriamento remoto em todo o mundo, ao lado do norte-americano Landsat, do francês Spot e do indiano ResourceSat.

A missão de desenvolver e construir satélites no Brasil cabe ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia. Na China, o programa está sob a responsabilidade da Chinese Academy of Space Technology (CAST).

Imagens gratuitas

O CBERS fez do Brasil um dos maiores distribuidores de imagens de satélite do mundo. Além dos usuários brasileiros, as imagens CBERS são fornecidas gratuitamente para todo e qualquer usuário. Os países da América do Sul que estão na abrangência das antenas de recepção do INPE em Cuiabá (MT) são os mais beneficiados por esta política. O download gratuito das imagens é feito a partir do site do INPE: http://www.inpe.br/

Com o CBERS, Brasil e China passaram produzir dados e imagens de seus territórios a custo reduzido. As informações ajudam na formulação de políticas públicas em áreas como monitoramento ambiental, desenvolvimento agrícola, planejamento urbano e gerenciamento hídrico.

Desde junho de 2004, quando ficaram disponíveis na internet, mais de meio milhão de imagens já foram distribuídas para cerca de 20 mil usuários, em mais de duas mil instituições públicas e privadas, comprovando os benefícios econômicos e sociais da oferta gratuita de dados. Em média, têm sido registrados diariamente 750 downloads no Catálogo CBERS.

Na China, após a adoção de uma política similar à brasileira, foram distribuídas mais de 200 mil imagens, sendo o Ministério da Terra e de Recursos Naturais seu principal usuário.

Recentemente, Brasil e China decidiram oferecer gratuitamente as imagens do CBERS para todo o continente africano. A distribuição das imagens vai contribuir para que governos e organizações na África monitorem desastres naturais, desmatamento, ameaças à produção agrícola e riscos à saúde pública.

Investimento

O acordo de cooperação firmado em 1988 previa que 70% do custo do programa caberia à China e 30%, ao Brasil. Isto significou investimento nacional de US$ 118 milhões nos CBERS-1 e 2, e outros US$ 15 milhões no CBERS-2B, que teve custo menor por utilizar equipamentos e peças remanescentes do CBERS-2. No total, foram investidos cerca de US$ 350 milhões pelos dois países.

Em 2002, quando foi assinado o acordo para a continuação do programa e a construção dos CBERS-3 e 4, estabeleceu-se uma nova divisão de responsabilidades técnicas e financeiras entre o Brasil e a China - 50% para cada país. Nestes satélites o Brasil está investindo cerca de US$ 150 milhões.

Usuários

Além do conhecimento tecnológico, o programa espacial também traz benefícios sociais. As aplicações das imagens obtidas a partir dos satélites CBERS são as mais variadas, desde mapas de queimadas e desflorestamento da região amazônica, até estudos na área de desenvolvimento urbano nas grandes capitais do País.

Entre os usuários destacam-se órgãos como Petrobras, IBGE, Incra, Embrapa, Ibama e ANA, organizações não-governamentais e empresas de geoprocessamento. O IBGE, por exemplo, usa os dados para atualizar seus mapas em projetos de sistematização do solo, assim como o Incra emprega as imagens nos processos ligados à reforma agrária. As aplicações no setor agrícola e de monitoramento ambiental costumam causar maior impacto econômico e social devido às dimensões continentais do Brasil. Sem uma ferramenta acessível, vigiar um território tão extenso seria quase impossível.

O Catálogo de Imagens é a interface do sistema com os usuários. Acessado através da Internet (http://www.dgi.inpe.br/CDSR/), permite a consulta e solicitação do acervo de imagens disponíveis. As imagens solicitadas são enviadas em poucos minutos, também pela Internet.

Características dos satélites

Os CBERS-1 e 2 são idênticos em suas constituições técnicas, missão no espaço e em suas cargas úteis (equipamentos que vão a bordo, como câmeras, sensores e computadores, entre outros voltados para experimentos científicos). Os satélites foram dimensionados para atender às necessidades da China e do Brasil, mas também para permitir o ingresso de ambos os países no emergente mercado de imagens orbitais até então dominado pelos que integram o bloco das nações desenvolvidas.

Os dois primeiros CBERS tinham três câmeras: CCD (Câmera Imageadora de Alta Resolução), WFI (Câmera Imageadora de Largo Campo de Visada) e IRMSS (Imageador por Varredura no Infravermelho).

No CBERS-2B foi colocada uma câmera de alta resolução pancromática, a HRC, que produz imagens com 2,7 metros de resolução espacial, em substituição ao IRMSS, e foram mantidas as câmeras CCD, de resolução espacial de 20 metros, e WFI, com 260 metros de resolução.

Para os CBERS 3 e 4, a evolução será mais significativa, e tanto os imageadores como a própria estrutura do satélite serão mais sofisticados. Nestes, serão utilizadas no módulo carga útil quatro câmeras com desempenhos geométricos e radiométricos melhorados. A órbita dos dois satélites será a mesma que a dos CBERS-1, 2 e 2B.

Catálogo de Imagens: http://www.dgi.inpe.br/CDSR/

Fonte: INPE
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terça-feira, 19 de maio de 2009

Cooperação Brasil - China

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Presidente cita o CBERS em artigo no China Daily

19/05/2009

O Programa CBERS (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres) foi citado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como exemplo de sucesso na cooperação entre os dois países emergentes. Em artigo publicado nesta terça-feira (19/5), no jornal chinês China Daily, o presidente destaca as múltiplas aplicações dos satélites CBERS e a disponibilização de suas imagens para os países africanos. Confira o artigo em http://www.chinadaily.com.cn/opinion/2009-05/19/content_7790017.htm

O último compromisso do presidente Lula na China, nesta quarta-feira às 10 horas (no Brasil, 23 horas de hoje), será uma visita à Agência Chinesa de Tecnologia Espacial (CAST). No Brasil, o desenvolvimento do Programa CBERS cabe ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Fonte: INPE
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segunda-feira, 18 de maio de 2009

Programa Espacial Peruano

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O Peru é um dos países sul-americanos, ao lado de Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e Venezuela a ter oficialmente um programa espacial. As pesquisas e esforços peruanos em exploração espacial são realizados por meio da Comisión Nacional de Investigación y Desarrollo Aeroespacial (CONIDA), que em breve completa 35 anos de existência.

As pretensões espaciais do país andino incluem desenvolvimentos em foguetes de sondagem, a colocação em órbita de um microssatélite para observação, e até mesmo a realização de um voo espacial daquele que seria o primeiro astronauta peruano, numa janela de dez anos.

Em dezembro de 2006, foi realizado com sucesso o lançamento do Paulet 1, considerado o primeiro foguete desenhado e construído no país por especialistas da CONIDA, com sensores a bordo para estudos ambientais em alta atmosfera.O foguete lançado no final de 2006 tinha 2,8 metros de cumprimento, 108 kg de massa, e alcançou uma altitude de 45 km, num voo de 200 segundos. A CONIDA planeja para breve um novo lançamento, destinado à execução de experimentos de medição da pressão e velocidade dos ventos, entre outros.

A CONIDA estuda já algum tempo o projeto de ter um satélite próprio de sensoriamento remoto, a exemplo do Chile, que em 2008 adquiriu o Sistema Satelital de Observación Terrestre (SSOT), da europeia EADS Astrium, ao custo de 72 milhões de dólares. O interesse peruano é contar com um satélite de pequeno porte (de 150 a 200 kg), de órbita baixa, capaz de gerar imagens de alta resolução para finalidades tais como análise de vegetação, controle de desmatamento, inundações e incêndios, entre outras. Enquanto não conta com seus próprios sensores orbitais, o país depende da aquisição de imagens geradas por satélites norte-americanos e franceses.
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sábado, 16 de maio de 2009

Mapa do CLA

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O mapa acima (para vê-lo em melhor resolução, clique sobre o mesmo) mostra a área ocupada pelo Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), localizado no município de Alcântara, no Maranhão, indicando a localização da área de infraestrutura, aeroporto, e dos setores de comando e controle e de preparação e lançamento do foguete VLS-1.

A área destacada em verde, no norte da zona do CLA, será ocupada pela binacional Alcântara Cyclone Space (ACS), e é onde será construída toda a infraestrutura do lançador ucraniano Cyclone 4, incluindo a sua plataforma de lançamento.

O blog agradece à ACS pelo envio do mapa. Em breve, haverá aqui muitas novidades sobre a joint-venture espacial ucraniano-brasileira.
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sexta-feira, 15 de maio de 2009

Contratos industriais do CBERS

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Há no relatório de gestão do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) referente ao ano de 2008 uma interessante tabela (página 22) detalhando a execução financeira no ano passado relacionada ao projeto da segunda geração do Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS, sigla em inglês).

Dezenas de indústrias nacionais, sozinhas ou em consórcio contratadas pelo INPE receberam cerca de R$ 42,8 milhões no ano passado. Destaques para a Optoeletrônica, de São Carlos (SP), e Consórcio WFI (formado pela própria Optoeletrônica e pela Equatorial Sistemas), contratadas para a produção de câmeras dos CBERS 3 e 4, que receberam R$ 7,3 milhões e R$ 10,6 mihões, respectivamente.

Nomes como Omnisys Engenharia, Consórcio CFF (Cenic e Fibraforte), Orbital Engenharia, Aeroeletrônica e Mectron, entre outros, figuram na tabela.

Nas compras internacionais, um dos destaques foi um contrato de aproximadamente de R$ 5,5 milhões com a europeia EADS SODERN para o fornecimento de módulos de detecção das câmeras MUX e WFI, que equiparão os satélites CBERS 3 e 4.

Apesar dos problemas enfrentados pelo programa CBERS por causa da regulação ITAR, dos EUA, o INPE ainda assim consegue adquirir alguns componentes junto à companhias norte-americanas, como da Agilent Technologies e da californiana Trident Space & Defense. O maior volume executado no exterior no ano passado foi, no entanto, com a Tecnológica, Ingeniería, Calidad y Ensayos S.A., empresa espanhola que fornece componentes eletrônicos para os CBERS. O valor total executado em 2008 pelo INPE em contratos internacionais relacionados ao projeto espacial sino-brasileiro foi de pouco mais de R$ 20,7 milhões.

Para ler postagens anteriores com informações sobre o relatório de gestão de 2008 do INPE, clique aqui, aqui e aqui.
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Simpósio sobre Engenharia Aeroespacial

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A Associação Aeroespacial Brasileira (AAB), entidade que tem por objetivo incentivar o desenvolvimento das atividades aeroespaciais brasileiras, participará da organização do “2009 Brazilian Symposium on Aerospace Engineering and Applications”, que acontece no campus do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), dentro do Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), em São José dos Campos (SP), ente os dias 14 e 16 de setembro. Em paralelo ao simpósio, ocorrerá o 3rd CTA-DLR Workshop on Data Analysis and Flight Control.

A lista de tópicos a serem apresentados e discutidos no simpósio incluem sistemas aeroespaciais, propulsão, estruturas e materiais, entre outros. Manuscritos para apresentação podem ser submetidos até o dia 29 desse mês. Depois do simpósio, alguns manuscritos serão selecionados para uma edição especial do Journal of Aerospace Engineering, Sciences and Applications (JAESA-AAB), editado pela AAB.

A página do congresso com maiores informações e “Call for papers” pode ser encontrada no endereço http://www.cta-dlr2009.ita.br/
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quinta-feira, 14 de maio de 2009

Avanços na distribuição de imagens CBERS

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A política de distribuição gratuita de imagens geradas pelos satélites da série CBERS, adotada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) teve avanços em 2008. De acordo com o relatório de gestão do Instituto, foram realizadas diversas ações visando a implantação de estações de recepção de imagens do CBERS no continente africano, que a exemplo do Brasil e países da América do Sul, tem acesso gratuito aos dados gerados. As negociações para a instalação de infraestrutura-solo no Egito, Ilhas Canárias, Gana, Gabão e África do Sul avançaram.

Foram realizados testes para a recepção de imagens geradas pelo CBERS-2B no Egito e África do Sul, a instalação e testes de sistemas de processamento CBERS na estação de Maspalomas, na Espanha, que ainda não está operacional, e a realização de testes bem-sucedidos de recepção do CBERS-2B no EROS Data Center, unidade do United States Geological Survey (USGS), instituição responsável pelo Programa Landsat, em novembro de 2008. "Existe um grande interesse de ambas as partes [INPE e USGS] em uma aproximação para desenvolver trabalhos de cooperação na área de calibração radiométrica de imagens de satélites, incluindo-se aqui os da série CBERS", segundo um trecho do relatório.

O documento do INPE também destaca a aprovação pelo Congresso Nacional de acordo-quadro entre os governos do Brasil e Índia para a viabilização de troca de conhecimentos, serviços e aplicações na área de satélites entre os dois países, que agora aguarda sanção presidencial. Foi destacada a assinatura, pela parte brasileira, de Memorando de Entendimento (MOU) para a recepção direta no País de dados do satélite de observação Resourcesat-1, da agência espacial indiana (Indian Space Research Organization - ISRO). A parte indiana, porém, ainda não assinou o memorando, o que levou, inclusive, a um pedido do INPE constante no próprio relatório: "É de extrema importância para as atividades de monitoramento da Amazônia que nós iniciemos a recepção dos dados do Resourcesat-1 ainda no primeiro semestre de 2009. Sugerimos uma ação do MCT e/ou da AEB visando agilizar a assinatura do MOU pelos indianos."

Para mais informações sobre o relatório de gestão do INPE, clique aqui e aqui.
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terça-feira, 12 de maio de 2009

Visita israelense

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Agência Espacial Brasileira recebe comitiva israelense

12/05/2009 15:40:50

O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem, junto com os seus diretores reuniu-se ontem, 11 de maio, com a comitiva israelense, dentre eles representantes do governo, da embaixada e de empresas da área espacial de Israel.

Esse encontro foi o início de uma conversa para estabelecer, no futuro, uma possível cooperação entre os dois países, na área espacial. Depois da reunião a comitiva israelense viajou a São José dos Campos (SP) para conhecer o Comando Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e empresas da área espacial e na quinta-feira, dia 11, a comitiva retorna a Israel.

Fonte: AEB

Comentário: ontem postamos outra notícia ("Cooperação Brasil - Israel"), da Agência Câmara, sobre essa visita da comitiva israelense ao Brasil.
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segunda-feira, 11 de maio de 2009

Cooperação Brasil - Israel

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Câmara pode ampliar debates com Israel sobre programa espacial

11/05/2009 20h06

Uma visita à Câmara, nesta segunda-feira, pode ter contribuído para viabilizar a cooperação entre o Brasil e Israel na área espacial. A avaliação é de deputados que participaram de encontro com representantes da agência espacial israelense e com empresários ligados ao setor, como de indústrias fabricantes de satélites e foguetes.

A 1ª vice-presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, deputada Professora Raquel Teixeira (PSDB-GO), disse que a reunião deve dar início a uma série de debates sobre possíveis acordos de cooperação.

"O que eles esperam do Congresso é o debate de questões da área espacial relativas ao clima, ao meio ambiente e ao lançamento de foguetes. Discutimos inclusive a possibilidade de cooperação usando satélites na área de ensino a distância. É uma conversa que pode produzir trocas de informação, formação de pessoal e desenvolvimento tecnológico", ressaltou a deputada.
Seminários

O embaixador de Israel no Brasil, Giora Becher, participou do encontro e destacou a importância do contato com parlamentares brasileiros: "Foi uma reunião muito boa. Também discutimos formas de ampliar nossos contatos com a Câmara e de fazer seminários com deputados, especialistas da área espacial e representantes da indústria de Israel."

Depois de conversar com parlamentares em Brasília, a delegação israelense segue para São José dos Campos (SP), onde conhecerá a sede do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Fonte: Agência Câmara

Comentários: empresas israelenses já há muitos anos estão presentes nos mercados Aeroespacial e de Defesa brasileiros, inclusive com presença industrial local. Um exemplo é a Aeroeletrônica, com sede em Porto Alegre (RS), companhia do grupo israelense Elbit Systems, muito forte em eletrônica embarcada, veículos aéreos não-tripulados, guerra eletrônica, etc. Inclusive, a Aeroeletrônica desenvolveu e produziu componentes e sistemas de suprimento de energia para projetos de satélites do INPE. Recentemente, outra indústria israelense, a Israeli Aerospace Industries (IAI) anunciou a criação de uma joint-venture com o grupo Synergy para atuação nas áreas Aeroespacial, de Segurança e Defesa no mercado latino-americano (clique aqui).
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