terça-feira, 8 de setembro de 2009

EADS Astrium conquista negócios na Argentina

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A companhia europeia EADS Astrium anunciou hoje (08) ter sido escolhida pela Empresa Argentina de Soluciones Satelitales Sociedad Anonima (ARSAT) para o fornecimento de várias tecnologias-chave para o satélite geoestacionário de telecomunicações Arsat-1, como a unidade de processamento do satélite (SPU, sigla em inglês), a plataforma principal, e o subsistema de propulsão.

O Arsat-1 é o primeiro satélite da série Arsat, e uma vez em órbita, cobrirá toda a América Latina. Seu lançamento está previsto para 2012, sendo que a binacional ucraniano-brasileira Alcântara Cyclone Space (ACS) é uma das potenciais candidatas a realizar a colocação em órbita. A construção do Arsat-1 tem como contratante principal a empresa INVAP, de Bariloche.

O SPU nada mais é do que o computador de bordo do satélite, sendo considerado um de seus componentes-chave. A unidade adquirida pela Argentina deverá contar com software desenvolvido localmente no país sul-americano. A estrutura, por sua vez, terá massa de apenas 50 kg devido ao uso de materiais leves como fibra de carbono.

Em nota divulgada à imprensa, a EADS Astrium informou que foi selecionada pela ARSAT para o fornecimento do SPU e da plataforma em competição internacional. A opção argentina pela companhia franco-alemã de certo modo surpreende, tendo em vista que o mercado argentino nos últimos anos foi mercado cativo da também europeia Thales Alenia Space, resultado da joint-venture entre o grupo francês Thales e o italiano Finmeccanica.

O valor do negócio não foi divulgado, mas dada a natureza dos subsistemas adquiridos, deve atingir dezenas de milhões de dólares.
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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Declaração Brasil - França: cooperação espacial

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Reproduzimos abaixo o trecho sobre cooperação na área espacial da Declaração Conjunta Brasil-França, divulgada hoje (7), por conta da visita do Presidente da República Francesa, Nicolas Sarkozy, ao Brasil:

"3. Cooperação na área espacial:

No contexto dos diferentes acordos firmados em dezembro passado, os dois Presidentes saudaram os trabalhos desenvolvidos por ambas as agências espaciais, os quais vêm avançando de forma consistente, com perspectivas de resultados promissores em matéria de observação do ciclo da água, satélite geoestacionário e plataforma multimissão."

Para acessar a declaração conjunta na íntegra, clique aqui.
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sábado, 5 de setembro de 2009

Satélites: avanços em 7 de setembro

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As comemorações do Dia da Independência, 7 de setembro, na capital federal prometem muitas discussões e evoluções de negócios entre o governo brasileiro e empresas francesas na área de defesa. Por conta do Ano da França no Brasil, o convidado de honra da festa brasileira será o presidente francês, Nicolas Sarkozy, que lidera comitiva formada por vários ministros e executivos de seu país. Serão assinados os contratos finais da compra de helicópteros de transporte EC 725, que serão fabricados no Brasil, de submarinos pela Marinha, e outros instrumentos, como uma carta de intenções sobre o projeto “Combatente do Futuro”, do Exército Brasileiro, notícia esta divulgada com exclusividade (clique aqui) pelo web-site da revista Tecnologia & Defesa. Evoluções na área espacial são também aguardadas.

Há algumas semanas, o blog ouviu de pessoa intimamente ligada aos setores Aeroespacial e de Defesa que a visita oficial francesa em 7 de setembro deve dar significativo impulso às discussões para a compra (ou desenvolvimento conjunto) de satélites de observação terrestre por parte do Ministério da Defesa. Não é segredo que dois grandes grupos europeus - o franco-alemão EADS, por meio de sua divisão espacial Astrium, e a Thales, através de sua joint-venture franco-italiana Thales Alenia Space, estão "batalhando" pelo negócio (veja a postagem "Satélite para o Ministério da Defesa").

A mesma pessoa também disse que as chances de se ter algo mais concreto em relação ao projeto do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB) antes das eleições presidenciais em 2010 são pequenas. "Não acredito", afirmou. Acrescentou também que o SGB, projeto que deve atingir a casa dos bilhões de reais, será uma "briga de foice" entre os interessados (“players” da Europa, Rússia, Ucrânia, Canadá e talvez, surpreendentemente, até mesmo dos EUA).

Nessa toada, vão surgindo aos poucos novas informações sobre as características dos projetos de satélites pensados pelo Ministério da Defesa. Em entrevista publicada na edição da revista “IstoÉ Dinheiro” que começa a circular neste final de semana, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, deu alguns detalhes, que reproduzimos abaixo:

"Dinheiro - E qual o volume total de investimentos previstos?

Jobim - Ainda não temos isso fechado, mas temos vários projetos em andamento. E ainda tem os programas de mobilidade estratégica do Exército. A Iveco, da Fiat, desenvolveu o protótipo de um novo tipo de blindado, que estamos chamando de Urutu 3. Mais para a frente vamos discutir os programas do Exército. Temos os programas dos satélites brasileiros.

Dinheiro - Como serão os satélites?

Jobim - Satélites de monitoramento do mar e da Amazônia. Vamos monitorar toda a linha entre Amapá e o início do Paraná, uma área com cerca de dez mil quilômetros de extensão. Tem muita coisa que nós estamos construindo."

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Imagens do CBERS para o Gabão

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INPE e Instituto da França discutem parceria para monitorar florestas no Gabão


04/09/2009

Na mesma semana em que o presidente Nicolas Sarkozy visita o País, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Institut de Recherche por le Développement (IRD) acertam detalhes do projeto “Brasil-França em favor do Gabão - O Espaço a Serviço do Manejo Sustentável das Florestas".

O projeto será discutido em Brasília durante reunião nesta terça-feira (8/9) na Agência Brasileira de Cooperação (ABC) do Ministério das Relações Exteriores.

A parceria com o Instituto francês permitirá a instalação de uma antena de recepção de dados de satélites no Gabão, um importante passo para o monitoramento global de florestas proposto pelo INPE.

Por meio do programa “CBERS for Africa”, Brasil e China já estão trabalhando pela recepção de imagens do satélite sino-brasileiro nas estações de Ilhas Canárias, África do Sul e Egito. Junto à estação do Gabão, que será financiada pela França e receberá dados também de outros satélites, a cobertura do continente ficará completa e os países da África poderão monitorar não só o desmatamento, mas também desastres naturais, ameaças à produção agrícola e riscos à saúde pública.

Conduzida pelo ministro Marco Farani, da ABC, a reunião terá a presença do diretor-geral do IRD, Michel Laurent, e de representante do governo do Gabão. O INPE será representado por Cláudio Almeida, chefe do Centro Regional da Amazônia (CRA), unidade recém-criada pelo Instituto em Belém para, entre outros objetivos, medir e mapear o desmatamento das florestas tropicais em todo o planeta.

Para este monitoramento global, além da oferta gratuita dos dados de satélite, o INPE irá estabelecer cooperação com países interessados em implementar sistemas de monitoramento de alteração da cobertura florestal, assegurando a transferência das tecnologias para processamento das imagens e manipulação de grandes bancos de dados.

Fonte: INPE

Comentários: para saber mais sobre a política de distribuição de imagens geradas pelo CBERS, acessem as postagens "Avanços na distribuição de imagens CBERS", e "CBERS: ampliação do acordo".
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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

T&D: entrevista com Roberto Amaral, da ACS

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A reportagem de Tecnologia & Defesa teve a oportunidade de conversar ontem (3) com Roberto Amaral, ex-ministro de Ciência e Tecnologia (2003-2004), e atualmente diretor-geral da binacional ucraniano-brasileira Alcântara Cyclone Space (ACS), sobre o projeto da empresa para a exploração comercial do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão.

Em breve conversa, T&D abordou vários pontos do projeto da ACS, como o início das obras de infraestrutura, suas perspectivas comerciais, a necessidade de acordo de salvaguardas tecnológicas com os Estados Unidos, cooperação tecnológica com a Ucrânia, Programa VLS, participação da indústria nacional, entre outros.

Para acessar a entrevista, clique aqui.
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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

INPE no 1º Workshop de Astronomia Espacial

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INPE participa do 1º Workshop de Astronomia Espacial

02/09/2009

O 1º Workshop de Astronomia Espacial acontece nesta quinta-feira (3/9) no Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG/USP). Este workshop é uma iniciativa conjunta da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Astrofísica (INCT-Astrofísica), do Instituto Nacional de Tecnologias e Ciências do Espaço (INEspaço), da Agência Espacial Brasileira (AEB) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

O objetivo do workshop é aproximar a comunidade interessada para discussão das experiências de astronomia espacial envolvendo o Brasil – como o satélite de raios X Mirax, desenvolvido pelo INPE – e a apresentação e discussão de propostas de construção de um telescópio espacial brasileiro e da participação nacional em projetos no exterior.

Os participantes também discutirão o Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) e as ações para construção de uma estratégia comum para a astronomia espacial, como a proposta de um edital do Programa Uniespaço, da AEB, que estimule uma demanda competitiva por projetos espaciais.

As apresentações serão transmitidas ao vivo pela IPTV USP: http://iptv.usp.br

Mais informações sobre o 1º Workshop de Astronomia Espacial na página www.astro.iag.usp.br/~iwae

MIRAX

Primeira missão astronômica brasileira em satélite, o MIRAX (Monitor e Imageador de Raios X) investigará a região central do plano galáctico e seus objetos, como buracos negros e estrelas de nêutrons. Estará a bordo do LATTES, um satélite científico desenvolvido pelo INPE e com lançamento previsto para 2014, que atenderá não só aos objetivos astronômicos do Mirax como também a missão Equars, esta voltada para estudos na baixa, média e alta atmosfera e ionosfera na região equatorial. No caso da missão Mirax, o objetivo é o estudo de raios X do centro da galáxia, observando continuamente a região central do plano galáctico para realizar estudos espectroscópicos de banda larga.

O MIRAX fará um levantamento espectroscópico (DE~5 keV) por imagem (resolução de ~7 arcmin) de uma grande região do céu (~1000 graus quadrados), ao longo da região central do Plano Galáctico, em uma ampla faixa de energia (~2 a 200 keV).

Pela primeira vez, será feito um acompanhamento quase contínuo, simultâneo, de uma grande variedade de fenômenos transientes, como transições espectrais e ejeções colimadas de matéria em binárias de raios X, bursts e superbursts etc., em escalas de tempo de minutos a aproximadamente nove meses.

Fonte: INPE

Comentárioa: as missões MIRAX e Equars aproveitarão um único modelo da Plataforma Multimissão (PMM), ora em desenvolvimento pelo INPE e por indústrias espaciais nacionais. Para mais informações sobre as iniciativas brasileiras em astronomia espacial (Programa CoRot, por exemplo), acessem a postagem "Astronomia Espacial no Brasil".
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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

VSB-30: final de ano agitado

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O final desse ano deve ser agitado para o foguete de sondagem brasileiro VSB-30. Serão realizadas nada menos do que três operações de lançamento, duas a partir do centro espacial de Esrange, próximo a Kiruna, no norte da Suécia, e outra do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), no Rio Grande do Norte.

As missões no exterior, do programa TEXUS (experimentos científicos), são coordenadas pela Swedish Space Corporation, agência espacial alemã (DLR) e EADS Astrium, contando também com a participação de especialistas do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/CTA). Deveriam ter sido realizadas no meio deste ano, mas acabaram sendo adiadas para novembro.

O programa TEXUS começou em 1977, inicialmente com o foguete britânico Skylark 7. Desde 2005, o foguete brasileiro substitui o veículo britânico, não mais fabricado. O VSB-30 tem apogeu (ponto mais alto que atinge durante o lançamento) de 250 km, e capacidade de transporte de 400 kg.

A missão brasileira, que deve realizada entre novembro e dezembro, faz parte do Programa Microgravidade, da Agência Espacial Brasileira (AEB). Inicialmente, deveria ser realizada do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), que por sua dimensão é considerado um centro espacial mais seguro para missões de maior porte.
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terça-feira, 1 de setembro de 2009

'Um barraco aeroespacial"

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Um barraco aeroespacial

Reunião para discutir lançamento de foguete acaba em briga entre ex-ministro da Ciência e Tecnologia e um major-brigadeiro

Noelle Oliveira

O que era para ser mais uma das 20 reuniões já realizadas pela cúpula Agência Espacial Brasileira (AEB) para discutir a questão espacial brasileira acabou em xingamentos e quase em agressão física na última quarta-feira. O resultado da confusão será o afastamento de um dos diretores da agência, cuja exoneração deve ser publicada nos próximos dias no Diário Oficial da União (DOU). A confusão envolveu o diretor-geral brasileiro da Alcântara Cyclone Space (ACS), o ex-ministro da Ciência e Tecnologia Roberto Amaral, e o então diretor de Transporte Espacial e Licenciamento da AEB, major-brigadeiro Antonio Hugo Pereira Chaves (1).

A reunião realizada no início da tarde na sede da AEB, no Setor Policial Sul, tinha como pauta alguns ajustes com relação ao lançamento do primeiro foguete da empresa, o Cyclone 4, previsto para dezembro do ano que vem. Durante a discussão, no entanto, Amaral teria cobrado alguns posicionamentos da agência. O ex-ministro e outro integrante da Cyclone foram interrompidos várias vezes pelo diretor Antonio Chaves, o que irritou Amaral. Chaves e Amaral chegaram a esmurrar a mesa, até que o diretor da Cyclone xingou verbalmente o major-brigadeiro que, irritado, jogou um copo de água em Amaral. Segundo um funcionário presente à reunião, a discussão só não terminou em pancadaria pela intervenção dos presentes. Fontes do setor afirmam que o major-brigadeiro Antonio Chaves foi demitido no mesmo dia. Já Amaral, com 70 anos de idade, acabou indo parar em um hospital no dia seguinte, apresentando quadro de pressão alta.

Procurado pelo Correio, Amaral confirmou por meio de sua assessoria a ocorrência do incidente. Ele destacou que as relações da AEB com a Cyclone são harmônicas e que ficarão “melhores ainda a partir de agora”. A agência, por sua vez, esclareceu em nota que “no calor dos debates técnicos, houve um acirramento pontual de ânimos entre dois interlocutores, que, no entanto, não comprometeu as relações institucionais e nem os prazos de andamento do referido projeto”. A agência não informou quem substituirá o diretor exonerado.

Segunda empresa binacional do país, a ACS nasceu há menos de dois anos, criada pelos governos do Brasil e da Ucrânia, para inserir os dois países no mercado mundial de lançamento de satélites, que movimenta, anualmente, mais de US$ 1 bilhão. No tratado firmado entre os dois países, cabe ao Brasil cuidar da infraestrutura do Centro de Lançamento de Alcântara (MA) e à Ucrânia, o desenvolvimento do foguete Cyclone-4. Até abril deste ano, a binacional já havia recebido US$ 72 milhões dos US$ 105 milhões previstos para serem repassados pelos dois países. O governo brasileiro investiu US$ 50 milhões, e o ucraniano, US$ 22 milhões.

A empresa publicou no último 14 de agosto os editais referentes às licitações das obras dos sítios de lançamentos do Cyclone 4. Outra etapa importante para a construção desses locais é a concessão da licença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que já está em andamento.

Apesar dos objetivos em comum, fontes dão conta de que o relacionamento entre a AEB e a Cyclone não anda em seus melhores dias, como afirmou Amaral. A situação ficaria ainda mais complicada porque envolveria militares ligados à Aeronáutica. A rixa estaria no fato de a binacional permear um setor historicamente ligado ao comando da coorporação. No entanto, o primeiro foguete só será lançado, agora, sob a administração da recém-criada binacional. Dois militares chegaram a trabalhar na Cyclone, mas foram demitidos.

Outro problema seria a forte influência política quando o assunto é o programa espacial brasileiro. Além de ser dirigida no Brasil por Amaral, vice-presidente nacional do PSB, a Alcântara Cyclone Space tem em seus quadros pessoas ligadas ao partido. A chefe de gabinete de Amaral é Patrícia Patriota, filha do deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE). Em uma outra reportagem, o Correio questionou Amaral sobre o fato. “Aqui, o critério é currículo. Ela é uma expert no setor”, disse o ex-ministro na ocasião.

1 - O militar

O major-brigadeiro Antonio Hugo Pereira Chaves foi cadete da Academia da Força aérea, em 1967. Concluiu os cursos acadêmicos da carreira de oficial-aviador. Formou-se em engenharia eletrônica no Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e é doutor engenheiro em automatismo pela Escola Nacional Superior de Aeronáutica e Espaço, em Toulose (França). Orientador acadêmico nos cursos de pós-graduação do ITA, foi também diretor do Instituto de Estudos Avançados (IEAv).

O POLÍTICO

Vice-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral foi ministro da Ciência e Tecnologia entre 2003 e 2004, no primeiro governo Lula. Ficou mais conhecido pelas declarações sobre a bomba atômica do que por sua atuação à frente da pasta, apesar de ter permanecido um ano na função. “Nós somos contra a proliferação nuclear, nós somos signatários do tratado de não proliferação (de armas nucleares), mas não podemos renunciar ao conhecimento científico”, afirmou.

Fonte: Jornal Correio Braziliense, 01/09/2009, via NOTIMP.

Comentários: o acontecimento em si não merece muitos comentários. A piada que tem circulado no meio especializado é que baixou o "Hugo Chávez" venezuelano no Brig. Hugo Chaves, brasileiro. O interessante é que a velha divergência entre setores do Ministério da Ciência e Tecnologia e do Comando da Aeronáutica sobre lançadores espaciais continua a existir. Há alguns anos, outro diretor de Transporte Espacial e Licenciamento da AEB foi também exonerado por razões parecidas (embora menos agressivas!).
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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Amazonas 2 chega à Kourou

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A companhia europeia Arianespace informou hoje (31) a chegada do satélite geoestacionário Amazonas 2, da espanhola Hispasat, ao centro espacial de Kourou, na Guiana Francesa.

O Amazonas 2 deverá ser colocado em órbita ainda este ano, provavelmente em setembro, na quinta missão do lançador Ariane 5. Baseado na plataforma Eurostar E3000 da EADS Astrium, o satélite tem massa total de 5.400 kg, conta com 64 transpônderes nas bandas Ku e C, e deverá ocupar uma posição orbital que lhe proporcionará total cobertura do continente americano, do Alasca até a Terra do Fogo.

A provedora de serviços de comunicações via satélite Hispasat foi criada em 1989 com o objetivo de se tornar líder em seu ramo de atuação nos mercados de língua espanhola e portuguesa. A companhia espanhola é sócia, junto com o grupo brasileiro Oi (antiga Telemar), da brasileira Hispamar, que opera o satélite Amazonas 1, lançado ao espaço em agosto de 2004. O Amazonas 1 ocupa a posição orbital brasileira 61º Oeste.
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sábado, 29 de agosto de 2009

Ensaios da rede pirotécnica do VLS-1

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Ensaios de interface da rede pirotécnica do VLS-1

28/08/2009

Foram realizados com sucesso os ensaios de interface da rede pirotécnica do VLS-1, em parceria com a empresa PyroAlliance, entre os dias 20 e 27 de agosto. Foram avaliados os sistemas de ignição dos Propulsores de Indução de Rolamento (PIR), sistema de ignição dos propulsores principais e sistemas de corte de separação do 1º estágio e sistema de destruição do veículo.

Estiveram envolvidos nestes ensaios as equipes da APE-X, AIE [Divisão de Integração e Ensaios] e três representantes da empresa PyroAlliance.

Fonte: IAE/CTA

Comentários: o IAE/CTA tem periodicamente realizado ensaios e testes relacionados ao VLS-1, etapas necessárias para o lançamento do VLS-1 XVT 01 em 2010 ou 2011.

A PyroAlliance é uma empresa do grupo francês SNPE especializada no desenvolvimento e fabricação de sistemas pirotécnicos para os setores aeronáutico, de defesa, industrial e espacial. Como a empresa informa em seu web-site, nenhum de seus produtos está sujeito às restrições do ITAR (International Traffic Arms Regulations), dos EUA, certamente uma das razões por ter sido escolhida pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) para participar do programa de lançadores brasileiros.

Ainda em se tratando de pirotecnia espacial, a empresa francesa Dassault Aviation, fabricante do caça Rafale ofereceu em seu pacote de transferência de tecnologia para a concorrência F-X2, da Força Aerea Brasileira, aplicativos específicos desse tipo de tecnologia (leia mais sobre a oferta da Dassault clicando aqui). A Dassault fornece os dispositivos pirotécnicos (ignição dos propulsores, separação de estágios e de cargas úteis, e eventual destruição do lançador) usados no lançador europeu Ariane 5.
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