quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Reginaldo dos Santos nomeado para a ACS

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Como esperado, Reginaldo dos Santos foi nomeado Diretor-Geral da empresa ucraniano-brasileira Alcântara Cyclone Space (ACS), de acordo com um decreto da Presidência da República datado de 11 de outubro de 2011, mas apenas hoje (13) publicado no Diário Oficial da União. A posse de Santos é prevista para os próximos dias, embora, segundo pessoas ouvidas pelo blog, o mesmo já esteja participando de algumas atividades da binacional.

Reginaldo dos Santos é tenente-brigadeiro do ar da reserva da Força Aérea Brasileira, com graduação em engenharia eletrônica pelo ITA, e mestrado e doutorado pela Purdue University, dos EUA. No período de 1995 a 1999, foi diretor do então CTA (hoje, DCTA), Vice-Diretor (1999-2000) e Diretor-Geral (2000-2003) do Departamento de Pesquisas e Desenvolvimento (DEPED), do Comando da Aeronáutica. Entre agosto de 2003 a agosto de 2005, atuou como Conselheiro Militar do Brasil junto às Nações Unidas, em Nova Iorque, EUA. Antes de ser indicado para a diretoria da ACS, Reginaldo dos Santos ocupava a reitoria do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), subordinado ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Comunicações via Satélite no Brasil

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Nos últimos dias, três reportagens sobre o mercado de comunicações via satélite no Brasil foram publicados em veículos estrangeiros.

Sexta-feira passada (7), circulou a edição de outubro do informativo Satellite Executive Briefing, que conta com uma reportagem genérica, intitulada "Brazil: Latin America's Leading Satellite Market", sobre o crescimento dos serviços de comunicações por satélite no País.

A Space News dessa semana traz uma pequena entrevista com Gustavo Silbert, presidente da Star One. O executivo basicamente fala sobre a empresa e perspectivas para os próximos anos. Sobre a intenção do governo brasileiro em dispor de um satélite próprio, Silbert foi protocolar: "A política de nossa companhia é de não comentar qualquer iniciativa governamental".

Questionado sobre uma possível sobre-capacidade em capacidade satelital na América Latina, em razão de vários anúncios de novos satélites para região, Silbert apontou que existe este risco potencial dentro dos próximos dois ou três anos, a exemplo do que aconteceu em 2003 e 2004. Outro ponto que merece destaque da entrevista de Gustavo Silbert é o comentário sobre parcerias com outros operadores, indicando potenciais movimentos no futuro. "Um desafio enfrentado por qualquer operador está relacionado ao custo crescente de construir e lançar um satélite. Faz muito sentido reduzir o risco e o gasto de capital por meio de parcerias com outros operadores", afirmou.

Por fim, a edição de novembro da revista Via Satellite, lançada esse mês, tem como reportagem de capa comunicações militares por satélite, apresentando programas e pontos de vista sobre o tema na Austrália, Japão, Reino Unido e Brasil. No caso brasileiro, a reportagem está relativamente desatualizada (não aborda a recente decisão sobre o Satélite Geoestacionário Brasileiro - SGB), mas conta com informações interessantes sobre o Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS), do Ministério da Defesa, além de citar a demanda a ser gerada pelos projetos do SISFRON e SisGAAz.
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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Notas sobre o Congresso Latino-Americano de Satélites

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A edição de 2011 do Congresso Latino-Americano de Satélites foi prestigiada por vários executivos de indústrias espaciais estrangeiras com negócios no País. Marzio Laurenti, presidente da Telespazio Brasil, realizou no primeiro dia uma apresentação sobre aplicações de imagens de observação terrestre. Da Astrium, estavam presentes Jean-Noel Hardy, responsável por desenvolvimento de negócios da empresa na América Latina, Pierre Duquesne, da Astrium GEO-Information Services, além de executivos da Astrium francesa e da Paradigm, empresa de serviços de comunicações por satélite.

Arianespace

Quem também esteve no Rio de Janeiro para o congresso foi Jacques Breton, vice-presidente sênior de vendas e clientes da Arianespace. Acompanhado por Jacques Mercier e Jacques Fremau, representantes da empresa europeia no Brasil, Breton fez contatos com clientes e parceiros. Jacques Breton, que é fluente em português, também participou da entrega do Prêmio Talento SSPI 2011, da Society of Satellite Professionals International (SSPI) Brasil, ao lado de Jacques Mercier e sua esposa, Marie Annick Mercier. O primeiro colocado ganhou uma viagem para assistir a um lançamento em Kourou, na Guiana Francesa.

Thales Alenia Space

Laurent Mourre, diretor geral da Thales no Brasil, parece ter definitivamente assumido as rédeas da Thales Alenia Space (TAS), joint-venture da companhia francesa com o grupo italiano Finmeccanica na área de satélites, no País. Desde dezembro de 2010, com a saída do executivo Bruno Parenti, a Thales Alenia Space está sem executivos baseados no Brasil. Parenti, que em sua passagem pela TAS atuou em negócios importantes, como os contratos dos satélites Star One C1 e C2 e no programa argentino ARSAT, assumiu em abril desse ano uma posição de desenvolvimento de negócios dentro do grupo europeu EADS, estando baseado em São Paulo.

Contrato do Star One C4

Segundo Lincoln Oliveira, diretor de engenharia da Star One, a aquisição do satélite Star One C4, assim como a contratação de seu lançamento, devem ser concluídos até o final desse mês. O executivo, porém, não confirma a informação de que a operadora está em negociações exclusivas com a Space Systems/Loral, dos EUA, conforme revelado pelo blog em meados de agosto.

Semelhanças com o Brasilsat A1

Um comentário interessante, feito ao blog por duas pessoas durante o evento: a compra do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB) tem muitas semelhanças com a aquisição do Brasilsat A1, o primeiro satélite geoestacionário brasileiro, na década de oitenta. Assim como o SGB, o Brasilsat A1 foi contratado pela então estatal Embratel com prazos bastante rígidos para seu lançamento. Deveria ser colocado em órbita até 1985, antes do término do mandato do presidente João Figueiredo. O que de fato ocorreu, em 8 de fevereiro de 1985.

ACS avançando

Em sua apresentação, Sergiy Guchenkov, da binacional Alcântara Cyclone Space (ACS), exibiu algumas imagens das obras de infraestrutura no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, além de sistemas de solo e do próprio Cyclone 4 em montagem, indicando que a binacional está "decolando". No final de setembro, as obras em Alcântara foram visitadas por uma delegação militar ucraniana, chefiada pelo ministro da Defesa, Mykhailo Yegel. O blog espera em breve reproduzir algumas imagens do estágio atual das obras.
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domingo, 9 de outubro de 2011

Satélites 2011: informações sobre o SGB

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Durante o Congresso Latino-Americano de Satélites, que aconteceu no Rio de Janeiro entre os dias 6 e 7 de outubro, a apresentação certamente mais aguardada e que mais interessava aos presentes foi a última, sobre o Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB), num enfoque de Defesa ("O Novo Projeto da Indústria Aeroespacial Brasileira; O papel do satélite na Defesa; Complementariedade Governo/Iniciativa Privada"). Representantes do Ministério da Defesa, da Agência Espacial Brasileira (AEB) e do Comando da Aeronáutica, além de executivos da indústria fizeram apresentações com visões e propostas para o tão aguardado projeto.

A transformação do SISDABRA

O general Celso José Tiago, do Ministério da Defesa, apresentou um panorama sobre satélites para a Defesa, em linha com as diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa (END). Conforme esperado, discorreu brevemente sobre os projetos do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON), e do Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz), que demandarão capacidade espacial, não apenas em comunicações, mas também em navegação, meteorologia e observação terrestre. De acordo com o general, o projeto básico do SISFRON está muito próximo de ser concluído, e pelos planos do governo, deve começar a ser implantado a partir de 2013, com um horizonte de dez anos.

Mas, o cerne da apresentação do general Tiago esteve no que ele chamou de transformação do Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA), onde o SGB acaba se inserindo. Hoje preocupado com a proteção do espaço aéreo, o sistema será transformado e passará a também se preocupar com o segmento espacial, em linha com os ditames da END: "O SISDABRA (...) disporá de um complexo de monitoramento, incluindo veículos lançadores, satélites geoestacionários e de monitoramento, aviões de inteligência e respectivos aparatos de visualização e de comunicações, que estejam sob integral domínio nacional."

Muito embora não pareça haver uma definição oficial sobre as especificações do primeiro satélite, os comentários convergem para o seguinte: um satélite de grande porte, em torno de cinco toneladas, com transpônderes em banda Ka (foco no atendimento ao Plano Nacional de Banda Larga), e X (comunicações governamentais e militares). Uma fonte governamental comentou com o blog que o Ministério da Defesa possivelmente também fará uso da capacidade em banda Ka, adequada para comunicações com veículos aéreos não tripulados (VANTs). De acordo com o general Tiago, o objetivo é que o SGB ocupe uma posição orbital que lhe permita cobrir o Atlântico, o continente africano e o Mediterrâneo [na semana passada, partiu do Rio de Janeiro uma fragata da Marinha do Brasil que participará de uma missão das Nações Unidas no Líbano, na região do mediterrâneo. Tal fragata fará uso de sistemas comerciais de comunicação via satélite, possivelmente Inmarsat, para as comunicações com o governo/Marinha].

As movimentações empresariais

A expectativa do governo é de que até o final desse ano, seja selecionada uma empresa brasileira para atuar como contratante principal do SGB. Nesse sentido, já ocorrem movimentações empresariais, e segundo rumores, Odebrecht, Embraer Defesa e Segurança, Schahin e Andrade Gutierrez são alguns dos grupos interessados em atuar no projeto.

Paralelamente à definição sobre o contratante principal, os fabricantes também se movimentam. Vários executivos de fabricantes estrangeiros estavam presentes no evento. Laurent Mourre, diretor geral da Thales no Brasil, apresentou o histórico e experiência da Thales Alenia Space (joint-venture da Thales com o grupo Finmeccanica, da Itália) em satélites militares de comunicações. Mourre defendeu a ideia de que um único fornecedor de satélites seja contratado, e também falou sobre a possibilidade de transferência tecnológica para indústrias brasileiras a serem envolvidas nos próximos satélites da rede. "Estamos dispostos a apoiar iniciativas da indústria brasileira que visem ao atendimento das necessidades do país", afirmou.

A Astrium, do grupo EADS, liderada no País pelo experiente executivo Jean-Noel Hardy, também se posiciona como forte candidata.

Uma proposta conjunta por diferentes fabricantes, inclusive, não pode ser descartada, pelo que o blog ouviu de algumas pessoas bem familiarizadas com o tema.

Indicando o caráter estratégico do projeto para as relações Brasil e França, convém destacar que a "cooperação em matéria de sistemas satelitais geoestacionários" é um dos itens que constam da parceria estratégica firmada entre os governos brasileiro e francês em dezembro de 2008. Outro indicativo do grande interesse francês pelo projeto é a visita do general Tiago, do Ministério da Defesa, às dependências do projeto de satélites militares da série SYRACUSE, na França, por ocasião da 6ª Reunião do Grupo de Trabalho Conjunto Brasil - França, que acontecerá na segunda quinzena desse mês, conforme publicado na última sexta-feira (07) no Diário Oficial da União.

A questão da transferência tecnológica

Ponto que tem gerado muita confusão sobre o SGB é a tão falada transferência de tecnologia. Fato é que, para se atender o objetivo de tê-lo em órbita em 2014, o primeiro satélite será integralmente contratado no exterior, sem envolvimento industrial nacional no segmento espacial. Há, no entanto, a expectativa de que empresas brasileiras participem do segmento solo (estações de controle e recepção), atividades de engenharia de sistemas e concepção da rede, dentre outros trabalhos associados. Para os próximos satélites, a serem lançados a partir do final da década, espera-se que a indústria brasileira seja capaz de participar, fornecendo componentes, efetuando testes ou mesmo atuando como integradoras. É por este motivo que a AEB foi chamada para participar do projeto, devendo zelar e tomar as medidas necessárias para que haja algum desenvolvimento industrial com base no SGB.

A intenção do governo, conforme revelado ao blog por uma fonte governamental, é de que no futuro o Brasil disponha de uma contratante principal de satélites, não apenas os de comunicações para o SGB, mas também de observação terrestre e de outras finalidades para atenderem as necessidades do País. Inclusive, um modelo de prime contractor apresentado pela AEB aos outros setores do governo é o da argentina INVAP. Este é um assunto que o blog voltará a abordar em breve.

Com o primeiro satélite, contratado no exterior, a intenção é a de que haja absorção tecnológica, segundo disse Himilcon Carvalho, diretor de política espacial e investimentos estratégicos da AEB. Isto é, a contratante principal deverá adquirir capacidade e conhecimento para o gerenciamento de projetos e sistemas, controle do satélite, dentre outros aspectos relacionados a sua operação. Basicamente, seria a mesma capacidade hoje detida no Brasil pela Star One, da Embratel, que contrata e opera diretamente os seus satélites, com competência nessas áreas internacionalmente reconhecida.

Uma proposta da ACS?

A binacional Alcântara Cyclone Space (ACS), na pessoa de seu Chief Commercial Officer, Sergiy Guchenkov, chamou a atenção ao apresentar sua proposta, turn-key para o SGB, isto é, adquirir o satélite, montar e o sistema e entregá-lo para o operador já em órbita. Ao invés de se fazer de início um satélite de maior porte, como planejado, sua proposta é que sejam construídos dois satélites menores, de massa inferior a 1.700 kg, possibilitando o lançamento pelo Cyclone 4 a partir do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, e também viabilizando um back-up para o sistema. De acordo com Guchenkov, o total de recursos disponível para o projeto (R$ 716 milhões) seriam suficientes para a construção dos dois satélites, assim como de seu lançamento, com total transferência de tecnologia para o País. A ACS disporia, ainda, de parceiros industriais na área de satélites com capacidade para desenvolvê-los e construi-los dentro do prazo necessário. O blog Panorama Espacial questionou o executivo sobre quem seriam estes parceiros, perguntando se a canadense MDA, que já está construindo um satélite de comunicações para o governo ucraniano, seria uma delas. Guchenkov confirmou o nome da MDA, mas afirmou que também existem outros parceiros. O executivo destacou também que os satélites poderiam ser financiados externamente, com garantia soberana do Brasil, sem necessidade de se aplicar recursos orçamentários do governo.

Apesar de ainda não serem conhecidos muitos detalhes, um ponto que talvez mereça especial consideração da proposta da ACS é a eventual necessidade de um acordo de salvaguardas tecnológicas com o governo dos EUA para o lançamento de satélites a partir do Brasil, associada com a questão do International Traffic in Arms Regulation (ITAR), tema frequentemente abordado aqui no blog. Havendo um eventual envolvimento da MDA na construção do satélite, dificilmente estes serão "ITAR-free", isto é, sem componentes de origem norte-americana, o que dificultaria o seu lançamento pela ACS no Brasil sem a existência de salvaguardas bilaterais entre EUA e Brasil. Ainda, importante ressaltar que soluções "ITAR-free" costumam ter um custo mais elevado e, muitas vezes, não têm a necessária maturidade tecnológica, o que seria um risco adicional ao sistema. Imagina-se que o governo brasileiro levará em consideração todos estes aspectos e riscos quando a decisão for tomada.
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"África, enfim, chega ao espaço", artigo de José Monserrat Filho

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Reproduzimos abaixo um novo artigo enviado ao blog Panorama Espacial por José Monserrat Filho, que participou do 62º Congresso Internacional de Astronáutica, realizado entre os dias 2 e 7 de outubro na Cidade de Cabo, África do Sul:

África, enfim, chega ao espaço

Agências espaciais do Brasil e da África do Sul decidem cooperar em micro satélites

José Monserrat Filho *
Os debates sobre o uso e a exploração do espaço chegaram à África. Estamos no ano 54 da Era Espacial, inaugurada em 4 de outubro de 1957 pelo primeiro satélite feito pela mão humana, o Sputnik I, lançado pela União Soviética.

Neste ano da graça de 2011, pela primeira vez na história, o continente africano acolheu o mais importante encontro global sobre questões espaciais: o 62º Congresso Internacional de Astronáutica, realizado na Cidade do Cabo, na África do Sul, de 2 a 7 de outubro.

Foi um megaevento. Seu tema central fala por si próprio: “African Astronaissance”. Ou, em outras palavras: “O Nascimento das Atividades Espaciais na África”. Veio gente do mundo inteiro. Participaram mais de dois mil pesquisadores, especialistas, autoridades governamentais, empresários, estudantes de muitas dezenas de países, de todos os continentes.

O presidente do Conselho de Assuntos Espaciais da África do Sul, Peter Martinez, também presidiu o Comitê Local de Organização do Congresso. Falando correntemente o português, ele ressaltou que a África vive um tempo muito especial de avanço dos programas espaciais: “Estamos assistindo ao surgimento de muitas agências espaciais no continente e também ao fortalecimento da cooperação espacial entre os países africanos”.

Espaço no Plano de Inovação de 10 anos

“Cresce o número de países africanos envolvidos com tecnologias espaciais, e por boas razões”, reiterou o ministro da indústria e do Comércio da África do Sul, Rob Davies, na abertura do Congresso, marcada por um espetáculo musical de rara beleza e criatividade.

E explicou: “Grande quantidade de problemas no esforço de desenvolvimento do continente africano pode se beneficiar com a aplicação de tecnologias de base espacial. Isso inclui desafios nas áreas de segurança alimentar, energia, recursos hídricos, telecomunicações e navegação.”

O Plano de Inovação de 10 anos, elaborado pelo Departamento (Ministério) de Ciência e Tecnologia e aprovado pelo Governo sul-africano, considera a C&T espacial como um dos cinco maiores desafios a serem enfrentados para promover a economia do conhecimento no país, afirmou, também no ato de abertura, a ministra do setor, Naledi Pandor, ex-ministra da Educação, a quem subordina-se a Agência Espacial da África do Sul (SANSA).

Atraso, nem pensar

A Estratégia Nacional para o Espaço, elaborada pela SANSA como base do futuro Programa Espacial da África do Sul, concentra-se, em especial, no desenvolvimento de micro satélites, porque busca “alavancar os benefícios da ciência e tecnologias espaciais para o crescimento sócio econômico e o desenvolvimento sustentável”.

A ministra Pandor apresenta a Estratégia Nacional para o Espaço, asseverando que “não podemos nos dar ao luxo de atrasar o desenvolvimento do setor” e que “os próximos cinco anos serão cruciais para garantir que a África do Sul não caia fora da tela de radar devido ao capital humano corroído e à infraestrutura envelhecida”.

A líder acrescenta: “A ciência e a tecnologia espaciais serão usadas como plataforma para prover dados e serviços essenciais a ampla série de aplicações, que vão desde a pesquisa e o desenvolvimento até serviços comerciais. Serão usadas ainda como instrumentos para a monitorar e avaliar recursos essenciais no território nacional, considerados importantes nos processos de tomada de decisões e capazes de apoiar o desenvolvimento sócio econômico sustentável”.

Prioridades sul-africanas

A estratégia espacial sul-africana define três prioridades-chave: proteção ambiental e gestão dos recursos naturais; saúde, proteção e segurança para as comunidades sul-africanas; e estímulo à inovação, maior produtividade e crescimento econômico através da comercialização.

Para realizar tais prioridades delineiam-se três tipos de programas: temático (observação da Terra, navegação, comunicação, ciência espacial e exploração); funcional (tecnologias críticas, missões de desenvolvimento, missões operacionais e missões de aplicação); e de apoio (desenvolvimento de capital humano, infraestrutura e parcerias internacionais).

Detalhe crucial: segundo a estratégia espacial, ao se assumirem essas iniciativas, permanece como desafio manter a opinião pública engajada e animada diante do panorama espacial em transformação: “O que devemos evitar é implementar tais iniciativas sem o apoio e a compreensão do grande público, pois elas foram concebidas com base na perspectiva do desenvolvimento sócio econômico destinado a atingir, no final, a mais ampla população.”

Espaço Brasil-África do Sul

Neste contexto, os presidentes das Agências Espaciais da África do Sul e do Brasil, respectivamente, Sandile Malinga e Marco Antônio Raupp, tiveram, em 6 de outubro, um primeiro encontro muito cordial e produtivo para trocar informações e ideias sobre uma cooperação bilateral.

Ficou claro o enorme interesse de ambos no desenvolvimento conjunto de micro satélites nos campos do clima espacial e da observação da Terra. Técnicos brasileiros e sul-africanos já se encontraram em 2010, no âmbito do IBAS (Fórum Índia, Brasil e África do Sul), de onde emergiu um relatório inicial sobre as possibilidades, a oportunidade e o desejo mútuo de colaboração em torno dos referidos satélites. Esse documento incentiva e facilita a retomada das conversações.

Daí que os dois presidentes acertaram uma videoconferência para tão logo sejam feitas as consultas internas necessárias – provavelmente na primeira quinzena de novembro.

Os dois países coincidem na urgência de tirar o máximo proveito das benesses do espaço para o desenvolvimento nacional.

Política e Direito Espacial na África

Cabe frisar que o Instituto Internacional de Direito Espacial (IIDE), promotor do colóquio anual a respeito de questões do direito das atividades espaciais, promoveu este ano durante o Congresso Internacional de Astronáutica, em 5 de outubro, uma sessão especial sobre “África: Direito Espacial e Aplicações – Passado, Presente e Futuro”. A maioria dos trabalhos apresentados na ocasião abordou problemas relativos à observação dos recursos naturais e o acesso aos dados produzidos pelos sistemas de sensoriamento remoto a partir do espaço exterior. Houve trabalhos também sobre os marcos jurídicos das atividades espaciais já criados e a serem criados pelos países africanos, bem como sobre as relações entre a África e o desenvolvimento progressivo do direito espacial, além da visão dos juristas africanos frente a esse novo ramo do direito internacional.

Sylvia Ospina, advogada colombiana residente em Miami, EUA, conhecida consultora para questões de telecomunicações e direito espacial, participou da sessão com um trabalho extremamente original sobre “O 'gap' digital e as atividades espaciais no Hemisfério Sul”, que compara as situações existentes, nesse setor, na África e na América Latina.

Sylvia lembrou as lutas e aspirações dos países em desenvolvimento no passado recente, inclusive na área espacial, e concluiu: “Hoje, 40 anos mais tarde, enquanto centenas de satélites estão disponíveis para as comunicações, o 'gap' digital é aproximadamente tão amplo quanto era nos anos 70”. A seu ver, a cooperação internacional e a boa vontade (good will) são fundamentais para o êxito das missões espaciais, inclusive dos projetos de telecomunicação e de tecnologias da informação e comunicação (TICs), em que se apoiam os satélites para superar o fosso digital entre o Norte e o Sul”.

Espaço exclusivo para fins pacíficos

Um dos pontos altos da programa de 2011 do Instituto Internacional de Direito Espacial foi a conferência (Nandasiri Jasentuliyna Keynote Lecture) proferida pelo Juiz da Corte Internacional de Justiça, Abdul Koroma, como parte da sessão dedicada aos novos pesquisadores da área de direito espacial. Natural de Serra Leoa, país situado no oeste da África, o Juiz Koroma atua há mais de 10 anos do Juri Simulado sobre casos espaciais, promovido anualmente pelo IIDE desde 1992.

Em sua aplaudida palestra, o Juiz Koroma criticou a instalação de armas em órbitas da Terra e defendeu o uso e a exploração do espaço exclusivamente para fins pacíficos. E propôs o conceito de “soberania da humanidade”, que, cada vez mais, precisa ser respeitada pelas “soberanias nacionais”, em benefício da vida e do progresso de toda a comunidade internacional.

* Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da AEB
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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Lançadores: Itália quer cooperar com o Brasil

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Segundo informações recebidas pelo blog Panorama Espacial, Brasil e Itália podem cooperar no desenvolvimento conjunto de um novo lançador baseado no foguete VEGA (Vettore Europeo di Generazione Avanzata).

A possibilidade foi um dos assuntos discutidos por Marco Raupp, presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), e por Enrico Faggese, presidente da Agência Espacial Italiana (ASI), em reunião realizada ontem (05) na Cidade do Cabo, África do Sul, por ocasião do 62º Congresso Internacional de Astronáutica. Da reunião, participaram também os chefes de cooperação internacional da AEB e ASI, José Monserrat Filho e Augusto Cramarossa, respectivamente.

O VEGA representa o mais importante passo dado pela Itália na área de lançadores, responsável por cerca de 65% de todo o projeto, iniciado em 1998 pela ASI e Agência Espacial Europeia. Trata-se de um lançador de quatro estágios (os três primeiros de combustível sólido e o último líquido), com capacidade de inserir cargas úteis de até 1.500 kg em órbitas circulares a 700 quilômetros de altitude. Seu desenvolvimento tem como prime contractor a ELV (European Launch Vehicle), joint-venture da ASI com a companhia italiana Avio. O primeiro voo, a ser realizado a partir do centro espacial de Kourou e operado pela Arianespace, está previsto para acontecer em janeiro de 2012.

A possibilidade de cooperação com os italianos se soma aos interesses de franceses, alemães ucranianos e russos em desenvolver com o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA) um novo lançador, de porte similar ao do VLS, como o blog tem noticiado ao longo dos últimos anos.
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Reportagem do Valor sobre o VSB-30 na Europa

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Europeus adquirem 21 foguetes brasileiros

Por Virgínia Silveira
Para o Valor, de Estocolmo e São José dos Campos

O presidente e CEO da SSC, Lars Persson, diz que há interesse em comprar também o foguete VLM, ainda em desenvolvimento, para lançar microssatélites.

O Brasil se transformou em um dos principais provedores internacionais de foguetes de sondagem, veículos suborbitais que podem transportar experimentos científicos para altitudes superiores à atmosfera terrestre, por períodos de até 20 minutos. O Centro Aeroespacial Alemão (DLR) e a estatal sueca Swedish Space Corporation (SSC) compraram 21 motores-foguete do veículo de sondagem VSB-30, utilizado com sucesso em mais de 11 lançamentos no Brasil e na Suécia.

O negócio, segundo o diretor do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), responsável pelo desenvolvimento desses foguetes, brigadeiro Francisco Carlos Melo Pantoja, está avaliado em € 3 milhões. Dos 21 motores comprados, segundo ele, oito são conjuntos completos - o foguete e mais dois motores - e outros cinco são do motor S-30, que será integrado em outro foguete usado pelos europeus, o americano Orion.

Segundo o presidente da SSC, os foguetes de sondagem brasileiros e especialmente o VSB-30, que já recebeu uma certificação internacional, são considerados os melhores do mundo em sua categoria. O VSB-30 substituiu o foguete inglês Black-Arrow, que deixou de ser produzido em 1979, depois de 266 lançamentos, sendo o último em 2005.

O lançador brasileiro vem sendo usado pelo Programa Europeu de Microgravidade desde 2005 e, no próximo dia 24 de novembro, fará seu 12º voo a partir do Centro de Lançamento de Esrange, em Kiruna, na Suécia. O interesse dos europeus pelos foguetes de sondagem brasileiros, desenvolvidos com a participação do DLR, no entanto, envolve outros modelos além do VSB-30.

Segundo o presidente e CEO da SSC, Lars Persson, a missão espacial Shefex II que levará, entre outros experimentos, um veículo hipersônico europeu, avaliado em 8 milhões de euros, será feita pelo foguete brasileiro VS40 M, um veículo de sondagem mais potente e veloz que o VSB-30. O VS40 M também foi adquirido pelo DLR alemão a um custo de 900 mil euros, segundo o IAE.

O lançamento do experimento Shefex II (Sharp Edge Flight Experiment) à bordo do VS40 M está previsto para fevereiro de 2012, mas uma equipe do IAE já está Base de Andoya, na Noruega, desde o mês passado, trabalhando na pré-montagem do foguete. O VS-40 M também lançará um experimento brasileiro, que consiste em uma placa de carbeto de silício. O material será utilizado na estrutura do Satélite de Reentrada Atmosférica (SARA), outro projeto do IAE.

O presidente da SSC disse que a empresa também está interessada em comprar o foguete brasileiro VLM, que está em fase de desenvolvimento e poderá lançar microssatélites de 100 a 150 quilos. Persson disse que a empresa estima um mercado anual de 10 lançamentos com o VLM.

"No futuro nós pretendemos utilizar o VLM, porque ele é uma ótima opção para lançar satélites pequenos e com um custo de lançamento bem mais barato que o dos grandes foguetes", explicou. O motor do VLM está sendo desenvolvido pela empresa brasileira Cenic, que utiliza a tecnologia de fibra de carbono, responsável por uma redução de 60% no peso do motor do foguete.

Já o mercado global de foguetes de sondagem sub-orbitais, considerando apenas as aplicações civis, é de mais de 100 lançamentos anuais, para cargas úteis (experimentos científicos e tecnológicos) na faixa de 50 a 200 kg de massa e em altitudes de 100 km. Em média, segundo estimativa feita pelo diretor do IAE, cada lançamento custa da ordem de US$ 1 milhão, mas existe uma expectativa de um crescimento para 1500 voos anuais se o preço do kg de carga útil for reduzido para US$ 250.

A parceria com a SSC no programa de foguetes de sondagem, segundo Pantoja, é vista com bons olhos, pois a empresa já está envolvida com a comercialização de foguetes no mercado europeu e desta forma oferece mais possibilidades de venda do produto brasileiro fora do país.

O VSB-30, por exemplo, tem a aprovação da Agência Espacial Europeia (ESA) para realizar voos na Europa transportando cargas científicas do Programa Europeu de Microgravidade. O foguete foi o primeiro produto espacial brasileiro a ser comercializado no mercado externo e também o primeiro a receber uma certificação de nível internacional.

O desenvolvimento do VSB-30 foi feito com investimentos da ordem de 700 mil euros e o Centro Aeroespacial DLR arcou com 100% desse valor. O foguete custa cerca de 320 mil euros. "Os ganhos dessa parceria não podem ser vistos somente sob o ponto de vista financeiro. Essa sinergia tem gerado conhecimento e transferência de tecnologia para os dois lados", comentou Pantoja.

Com faturamento de 180 milhões de euros por ano e 660 colaboradores em 11 países, a SSC é especializada no desenvolvimento de câmeras imageadoras para satélites de observação da Terra, prestação de serviços de recepção de dados de satélites, pesquisas em ambiente de microgravidade e vigilância marítima através de radares, câmeras e sensores.

Fonte: Valor Econômico, 06/10/2011, via NOTIMP.
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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Cooperação Brasil - União Europeia

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Por ocasião da V Cúpula Brasil - União Europeia, realizada ontem (4) em Bruxelas, na Bélgica, foram assinados vários instrumentos de cooperação, inclusive no campo espacial.

Uma carta de intenções firmada pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, e pelo vice-presidente da Comissão Europeia, Antonio Tajani, elenca vários temas de potencial cooperação em espaço envolvendo a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Agência Espacial Europeia (ESA, sigla em inglês), dentre os quais (i) Observação da Terra e Ciências da Terra; (ii) Contribuição ao Grupo de Observação da Terra e à Comissão de Satélites de Observação da Terra; (iii) Sistemas Globais de Navegação por Satélite; (iv) Comunicações por Satélite; (v) Ciência Espacial; e (vi) Exploração Espacial.

Na declaração conjunta divulgada pelo governo brasileiro e União Europeia (UE), cooperação espacial foi também um dos pontos destacados:

"Nesse contexto, o Brasil e a UE concordam em promover a cooperação em ciência, tecnologia e inovação de acordo com as linhas de orientação do Acordo, mediante:

[...]

estabelecimento de diálogo estruturado sobre cooperação espacial civil. O diálogo espacial permitirá discussões e cooperação em uma ampla gama de atividades espaciais, incluindo Observação da Terra e Ciência da Terra, o trabalho do GEO e CEOS, GNSS, comunicações satelitais, ciência do espaço e exploração espacial. O diálogo intensificará as discussões e o intercâmbio de informação relativos aos Programas Europeus de Navegação por Satélite (Galileo e EGNOS) e iniciativas comparáveis no Brasil, com vistas a concluir um acordo internacional na matéria;"
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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

EADS e Thales juntas no Sisfron e SisGAAz?

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EADS estuda parceria por contrato de US$ 10,1 bi no Brasil

03 de outubro de 2011 • 07h19 • atualizado 08h53

O presidente-executivo da EADS, Louis Gallois, afirmou nesta segunda-feira ao Le Figaro que o grupo está aberto a uma aliança com a francesa Thales para vencer um contrato de cinco anos de vigilância de fronteira no Brasil, avaliado em 7,5 bilhões de euros (US$ 10,1 bilhões).

A EADS já tem uma joint-venture no segmento de segurança com o conglomerado brasileiro Odebrecht e está abrindo uma nova fábrica de helicópteros em Itajubá (MG). "Não descartamos nos associar à Thales para vencer este contrato", afirmou Gallois. A futura oferta pública para o contrato cobre fronteiras marítimas e terrestres, segundo o Le Figaro. A Thales não estava imediatamente disponível para comentar o assunto.

Fonte: Reuters, via Portal Terra.

Comentários: é a primeira vez que a EADS oficialmente fala sobre a possibilidade de uma parceria com a sua concorrente Thales visando aos projetos dos Sistemas Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), e de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz), muito embora isso já fosse objeto de alguma especulação e comentários de bastidores. Desde 2010, circulam rumores de que o próprio governo francês, no escopo da parceria estratégica firmada com o Brasil em dezembro de 2008, teria indicado ao governo brasileiro o seu apoio à proposta da Cassidian (EADS) para o SisGAAz, e da Thales para o Sisfron. Uma parceria entre os dois conglomerados europeus para oportunidades no Brasil, no entanto, exigiria uma "costura" extremamente complexa e difícil, principalmente levando-se em consideração outros possíveis atores. Conveniente mencionar que os dois projetos de monitoramento e gerenciamento terão implicações na área espacial.
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domingo, 2 de outubro de 2011

SGB: "É pouco provável que tenhamos grande transferência de tecnologia", diz Bonilha

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sexta-feira, 30 de setembro de 2011, 20h04

O presidente da Telebrás, Caio Bonilha, praticamente descarta que haverá uma transferência significativa de tecnologia para o Brasil na montagem do primeiro Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB), com previsão de lançamento em 2014. “Pelo pouco conhecimento que eu tenho nessa área, mas considerando os prazos que nós teremos que cumprir, acho muito pouco provável que tenha grande transferência de tecnologia. Nós vamos aprender com esse primeiro satélite”, afirma ele.

Bonilha disse que será criada uma empresa em parceria com a iniciativa privada, mas ele disse que ainda não está definida o tamanho da participação da Telebrás nessa empresa e nem como será a atuação do Inpe e da AEB no projeto. Especula-se que o parceiro privado poderia ser a Mectron, da Odebrecht, ou a Embraer.

O grupo de trabalho com membros da Telebrás, da AEB e do Inpe produzirá um termo de referência com as especificações técnicas do produto que será comprado, bem como as condições em que acontecerá a transferência de tecnologia. Esse trabalho deverá ser feito nos próximos 60 dias.

O SGB será um satélite de aproximadamente 5 toneladas e terá parte da capacidade destinada para as comunicações militares em banda x. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse na última quinta-feira que seriam entre 3 ou 4 transponders para os militares, mas Bonilha não confirma a informação. “Isso eu não sei e se soubesse, é confidencial”.

Perguntado se o aparelho terá capacidade também em outras bandas como banda C, Ka ou Ku, Bonilha também disse que não tem essa informação, alegando que o grupo de trabalho formado para tratar do assunto teve sua primeira reunião apenas na última quinta, 29. Ele também disse não saber se a parceria com a iniciativa privada se dará por meio de uma PPP. “O grupo de trabalho é que vai responder essas questões”.

Fonte: Teletime
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