segunda-feira, 30 de julho de 2012

Cooperação Argentina - China


Na última semana, o governo da Argentina anunciou que firmou um acordo com a China para construir uma antena de espaço profundo no sul do país, na região da Patagônia.

Não foram divulgados maiores detalhes sobre o acordo, assinado entre a Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE) e a Agência Chinesa de Lançamento e Controle de Satélites (CLTC, sigla em inglês), mas o ministério argentino das Relações Exteriores divulgou que a cooperação permitirá "o desenvolvimento de atividades de exploração interplanetária, o estudo do espaço profundo de de corpos celestes, o monitoramento e controle de satélites, e a aquisição de dados científicos."

Em 2009, a Argentina firmou um acordo similar com a Agência Espacial Europeia para a instalação de um antena em Malargue, na província de Mendoza, com 35 metros de diâmetro. Como parte do acordo com os europeus, a comunidade científica argentina poderá utilizar até 10% do tempo de operação da antena.
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domingo, 29 de julho de 2012

Entrevista com o diretor do IAE


Dando continuidade à série de entrevistas com os principais dirigentes do Programa Espacial Brasileiro, na última semana o blog Panorama Espacial entrevistou por e-mail o diretor do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), Brig. Carlos Antônio Kasemodel. O foco foram os projetos de lançadores, como os ensaios planejados com o VLS, o projeto do VLM, futuros lançadores, foguetes de sondagem, dentre outros projetos em desenvolvimento pelo Instituto. A entrevista será publicada dentro dos próximos dias.

No final de junho, o entrevistado do blog foi Leonel Perondi, novo diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A entrevista foi publicada no blog no início deste mês, em duas partes: Parte I e Parte II.

Novas entrevistas estão planejadas para as próximas semanas, aguardem!
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Mineração em asteroides


Para os interessados em Direito Espacial, recomendamos a leitura do artigo "Mineração em asteroides: perseguir o desenvolvimento", de Daniël Konrad Link, membro da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA). 

Abaixo, reproduzimos uma síntese do artigo:

Observando a capacidade tecnológica de alguns países e empresas para extrair recurso mineral de um asteroide e trazer de volta a Terra; e observando a natureza jurídica destes recursos, segundo o Tratado do Espaço e o Acordo da Lua, como por exemplo o princípio da não apropriação, o autor sugere que os recursos minerados em asteroides sejam utilizados para diminuir as desigualdades no mundo e promover altos níveis de qualidade de vida.

O autor também sugere uma estrutura em que todo mundo ganha e o recurso minerado ou produto industrializado com recurso natural extraterrestre "é de ninguém". O recurso extraterrestre in natura ou já industrializado é instrumento para diminuir as desigualdades.

Além dos avanços científicos e tecnológicos, com este projeto comum da humanidade abrimos fronteira para uma nova identidade como espécime e uma nova revolução cultural.
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quinta-feira, 26 de julho de 2012

Link via satélite da rede Tetrapol


No final de maio, a Cassidian, divisão de defesa e segurança do grupo europeu EADS, em parceria com a alemã ND SatCom, realizou no Brasil uma demonstração de transmissão de voz e dados do sistema de rádio Tetrapol, operado pela Polícia Federal, por meio de um link via satélite.

A demonstração foi realizada a partir de uma região remota, em Oriximiná, a quatro horas de barco de Santarém (PA), para um centro em Brasília (DF), fazendo uso de capacidade em banda C de um satélite geoestacionário da SES. O teste foi realizado no âmbito do projeto Estratégia Nacional de Segurança Pública nas Fronteiras (ENAFRON) e contou com a presença de várias autoridades, dentre as quais dirigentes do Departamento de Polícia Federal e da Força Nacional de Segurança Pública. Seu objetivo foi demonstrar a possibilidade de conexão via satélite de diferentes redes de comunicações operadas por órgãos governamentais, integrando-as, por exemplo, num centro unificado de comando e controle. O blog Panorama Espacial teve a oportunidade de conhecer o equipamento que realiza a conexão - que pode também ser realizada por meio de banda Ku, cujas dimensões são bem reduzidas, equivalente a um CPU de um computador desktop.

O Tetrapol é uma rede segura de comunicações, da modalidade PMR (sigla em inglês de rádios móveis profissionais), operada pela Polícia Federal desde 2005, e que hoje abrange todas as capitais e as principais cidades brasileiras. Numa simples analogia, trata-se de uma rede privada de celulares, com estações rádio base e repetidores digitais fixos.

A ND SatCom, que desenvolveu e comercializa a solução, é uma empresa de serviços em comunicações via satélite sediada na Alemanha, e em 2010 foi adquirida pela Astrium, divisão de espaço da EADS.
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quarta-feira, 25 de julho de 2012

Lançamento do Cyclone 4 atrasa para 2014

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O objetivo de realizar o lançamento do foguete ucraniano Cyclone 4 a partir do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, em 15 de novembro de 2013, não será cumprido. A informação foi dada pelo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, na última segunda-feira (23), durante a 64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Agora, a previsão é que o lançamento de estreia do foguete, a ser operado pela binacional Alcântara Cyclone Space (ACS), ocorra em 2014. 

O novo atraso, que se soma a outros inúmeros desde o início do projeto, é mais um revés nos esforços ucraniano-brasileiros de "atacar" o mercado comercial de lançamentos espaciais, por alguns considerado uma "mina de ouro celeste".

A razão dada pelo dirigente para o novo atraso é a irregularidade na disponibilização de recursos destinados ao projeto. Segundo se comenta, as obras da infraestrutura necessária à operação do lançador ucraniano estariam atrasadas por conta da falta de pagamento da ACS às empreiteiras responsáveis pelas obras. “Sempre teremos dificuldades, mas usaremos nossa criatividade para encontrar alternativas que não precisam ser, exclusivamente, recursos provenientes do Tesouro Nacional”, declarou Braga Coelho.

No início do mês, o governo brasileiro aprovou um 
novo aporte de capital na ACS, no valor de R$135 milhões, recursos que devem ser usados nas obras em Alcântara.

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terça-feira, 24 de julho de 2012

"Fusão" de AEB e INPE de volta à tona


A discussão sobre a restruturação institucional do Programa Espacial Brasileiro, que culminaria com a "fusão" entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), está de volta à tona. Rumores de bastidores dão conta de que Marco Antonio Raupp, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e ex-presidente da AEB estaria trabalhando na minuta de um ato legal (decreto ou medida provisória) que disporia sobre a subordinação do INPE à AEB - hoje, os dois órgãos estão diretamente vinculados ao MCTI. Segundo o que se comenta, a ideia é que o INPE seja transformado numa unidade de pesquisa da Agência, o que otimizaria, na visão do MCTI, a utilização de recursos humanos e orçamentários. A discussão já teria chegado à Casa Civil.

A possibilidade da restruturação, como era de esperar, já está gerando movimentos contrários. O SindCT, sindicato que representa os servidores federais da área de C&T do setor aeroespacial, organizará um debate hoje (25), no auditório do LIT/INPE, para discutir a iminente fusão entre as duas instituições.

No fundo, a discussão sobre a "fusão" envolve disputa de poder e, principalmente, autonomia na alocação de recursos, tanto orçamentários como humanos.
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Argentina e o Tronador II


A Argentina pretende construir um lançador de alta precisão, buscando obter acesso autônomo ao espaço, segundo reportagem publicada pelo jornal "Tiempo Argentino" e reproduzida pelo website especializado Infoespacial.com. O lançador será denominado Tronador II e está sendo desenvolvido pela empresa estatal VENG, ligada à Comissão Nacional de Atividades Espaciais (CONAE).

"Este lançador será dez vezes mais preciso que os que existem atualmente, pois terá a capacidade de colocar cada segmento em órbita com uma margem baixa de erro, de forma que todos os satélites funcionem em conjunto, como uma constelação, ainda que estejam a metros ou quilômetros de distância entre si", afirmou Juan Cruz Gallo, gerente geral e técnico da VENG.

"Atualmente, se avança na etapa de design detalhado do Tronador II, e em meados do próximo ano, a Argentina já estará lançando seu primeiro protótipo, chamado VEX1. A primeira missão de satélites da estrutura segmentada poderá acontecer em 2014", declarou o engenheiro. A expectativa é que o lançador utilize um centro espacial a ser construído em Puerto Belgrano, próximo de Bahía Blanca, ao sul da província de Buenos Aires.

Para conhecer mais sobre as ambições argentinas na área de lançadores, acessem a postagem "Lançadores: Argentina quer entrar para o clube".
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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Novas estações do SISCOMIS: mais informações


Hoje (23), o Ministério da Defesa divulgou um press release sobre a entrega dos terminais para comunicação via satélite fornecidos pela empresa espanhola Indra, que integrarão o Sistema de Comunicações Militar por Satélite (SISCOMIS), divulgada pela própria companhia na semana passada. Algumas informações interessantes selecionadas pelo blog:

- Foram entregues 31 terminais do tipo "fly away", com custo unitário de US$157 mil. Ao todo, hoje o SISCOMIS conta com 87 terminais transportáveis. Os novos terminais devem "estrear" na próxima Operação Ágata, de combate a ilícitos nas fronteiras;

- As estações fornecidas oferecem desdobramento rápido. Cada estação tem antena de 1,8 m, massa em torno de 400 kg e pode ser montada em menos de 20 minutos. O sistema tem capacidade de transmissão de dados de quatro megabytes por segundo (4Mbps);

- Os terminais oferecem acesso a telefone, internet, videoconferências, trocas de dados e acessos a sistemas remotos;

- Atualmente, há 13 estações do SISCOMIS instaladas em navios da Marinha;

- SGB: no press release, o coronel reformado Edwin Pinheiro da Costa, chefe da Seção de Telemática do Ministério da Defesa, deu declarações relacionadas às expectativas para o SISCOMIS com o Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB). Reproduzimos algumas: “Quando o governo brasileiro tiver o controle operacional e tecnológico do satélite a ser criado pela Telebrás, poderá ampliar sensivelmente a potência utilizável e possibilidade de cobertura desses equipamentos, inclusive com feixe deslocável, aumentando a flexibilidade do sistema”. “Poderemos utilizar todos os nossos terminais transportáveis simultaneamente, além de terminais de pequeno porte, como os do tipo manpack e de submarinos, o que possibilitará maior controle e independência de nossas comunicações militares”.
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Visita de Raupp à Cachoeira Paulista


Ministro visita instalações do INPE em Cachoeira Paulista

Segunda-feira, 23 de Julho de 2012

Importante resultado da política industrial adotada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) foi apresentado ao ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp, no dia 16 de julho. Durante visita à unidade de Cachoeira Paulista do INPE, ele conheceu o primeiro subsistema de propulsão para satélite desenvolvido no Brasil, em parceria com a empresa Fibraforte, de São José dos Campos. O equipamento, que estará a bordo do Amazônia-1, é necessário para correção de atitude e elevação de órbita durante a vida útil do satélite.

A política industrial do INPE é voltada ao estabelecimento, manutenção e aperfeiçoamento de empresas brasileiras para a área espacial, capacitando-as, também, para o desenvolvimento de produtos com maior valor agregado em outros setores. Equipamentos e subsistemas que compõem os projetos de plataformas e cargas úteis de satélites são, preferencialmente, desenvolvidos em parceria com o setor industrial brasileiro.

Além do envolvimento da indústria brasileira em projetos espaciais inovadores, a visita ministerial teve ainda como enfoque a prevenção a desastres naturais. Após a ida ao Laboratório de Combustão e Propulsão (LCP), onde foi recentemente testado o subsistema de propulsão para satélite, o ministro esteve no Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), também do INPE, e nas novas instalações do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

Raupp esteve acompanhado do diretor do INPE, Leonel Perondi, do secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTI, Carlos Nobre, pesquisadores e representantes da indústria nacional. A comitiva foi recepcionada pelo coordenador-geral do CPTEC/INPE, Osvaldo Moraes, que apresentou uma síntese das atividades e resultados do Centro.

O ministro falou sobre a excelência no serviço de previsão de tempo e de clima prestado pelo CPTEC/INPE a toda a sociedade, bem como a sua importância estratégica no apoio às ações do Governo para a prevenção de desastres naturais. O vídeo da reunião realizada no auditório do CPTEC/INPE está disponível em http://videosonline.cptec.inpe.br/video.php?tipo=e

Inovação

O Banco de Testes com Simulação de Altitude (BTSA), que é parte do LCP/INPE, foi o primeiro local visitado pelo ministro. Fernando Costa, chefe do LCP, e Aguinaldo Serra, responsável pelos ensaios do laboratório, falaram sobre os procedimentos envolvidos nos testes recentemente realizados, com sucesso, no subsistema de propulsão para satélite. Também participou da visita Demétrio Bastos Netto, um dos criadores do LCP.

O laboratório recebeu adaptações e melhorias para realizar pela primeira vez atividades em um subsistema de propulsão. O investimento é necessário porque a qualificação de todos os sistemas espaciais exige a prévia simulação das condições operacionais em órbita. No LCP/INPE também foi desenvolvido o catalisador que abastece os propulsores (onde o combustível sofre reação química gerando a propulsão nos motores) e todo processo de soldagem da tubulação que transporta o combustível entre o tanque e os propulsores.

Já a Fibraforte desenvolveu equipamentos como propulsores, válvulas de enchimento e dreno de combustível e gás pressurizante, tubulação e a própria estrutura e suportes do subsistema. Para isso, foram contratados direta e indiretamente dezenas de técnicos, engenheiros, mestres e doutores com formação multidisciplinar, como engenheiros mecânicos, eletrônicos e de materiais.

Novos desenvolvimentos e domínio de tecnologia foram necessários para a construção do subsistema de propulsão. É assim que os projetos de satélites do INPE atuam como importantes indutores da inovação no parque industrial brasileiro, que se qualifica e moderniza para atender aos desafios do programa espacial. O domínio da tecnologia de fabricação de propulsores e catalisadores de combustível para satélites, por exemplo, é privilégio de poucos países.

O subsistema de propulsão é parte da Plataforma Multimissão (PMM), um moderno conceito em termos de arquitetura de satélites criado pelo INPE e em construção por um consórcio nacional de empresas. Nessa plataforma ficam todos os equipamentos que desempenham as funções necessárias à sobrevivência e operação de um satélite.

A PMM pode ser reproduzida para atender a vários tipos de missões espaciais. Assim, a reutilização do projeto da plataforma permite reduzir custos recorrentes na fabricação de novos satélites e também o tempo de desenvolvimento dos mesmos. O primeiro satélite baseado na PMM é o Amazônia-1.

Cemaden

Antes de finalizar a visita ao INPE de Cachoeira Paulista, Raupp conheceu as novas instalações do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). Lá foi recebido pelo coordenador-geral de Operações e Modelagem Carlos Frederico Angelis, que apresentou o funcionamento dos alertas de desastres naturais e sua importância para a sociedade.

O Cemaden é ligado à Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (Seped/MCTI) e está instalado em área do INPE de Cachoeira Paulista. O Instituto foi escolhido para sediar suas instalações por reunir especialistas em meteorologia, sensoriamento remoto, mudanças globais e modelagem computacional, áreas fundamentais para um monitoramento eficaz. Além disso, o INPE abriga o Tupã, um dos supercomputadores mais poderosos do mundo para aplicações meteorológicas, climáticas e ambientais. Mais informações sobre o centro em www.cemaden.gov.br

Fonte: INPE
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domingo, 22 de julho de 2012

ACS, IstoÉ Dinheiro e a "mina de ouro celeste"


A edição desta semana da revista IstoÉ Dinheiro conta com uma reportagem, intitulada "A Cyclone vai decolar?", sobre o momento da binacional Alcântara Cyclone Space (ACS). O texto possui várias informações imprecisas e previsões irrealistas, creditadas à empresa, como, por exemplo, a previsão de que a binacional realize 16 lançamentos anuais (para efeitos comparativos, os dois principais lançadores no mercado comercial, o Ariane 5 e o Proton, realizam, num bom ano, de 7 a 8 lançamentos).

Em vários trechos, a reportagem tenta mostrar que o mercado de lançamentos espaciais possui um enorme potencial comercial, com expressões e frases como "mina de ouro celeste" e "um dos mercados mais promissores do mundo". É, assim, mais do mesmo, em linha com o discurso usado por seus apoiadores (liderados pelo ex-ministro da Ciência e Tecnologia e ex-diretor da ACS, Roberto Amaral) quando da criação da binacional, no início da década passada. Uma análise dos principais players no mercado, no entanto, mostra uma realidade bem diferente, em que as operações muitas vezes são realizadas com prejuízos, contando ainda com forte apoio governamental.

Até hoje, apesar das centenas de milhões investidos no projeto, a ACS não divulgou publicamente o seu plano de negócios, indicando a viabilidade comercial da iniciativa e, assim, justificando o investimento.
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