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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Visiona atuará em sensoriamento remoto

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Visiona lança serviço de sensoriamento remoto por satélite e anuncia novas parcerias 

São José dos Campos, 19 de novembro de 2015 – A Visiona Tecnologia Espacial acaba de lançar um serviço de fornecimento e análise de imagens de satélites com o objetivo de desenvolver grandes projetos de sensoriamento remoto no Brasil e países vizinhos. Para isso, a empresa firmou acordos de distribuição com alguns dos principais operadores de satélites de observação da Terra: Airbus, DigitalGlobe, Restec e SI Imaging Services.

Por meio destes acordos a Visiona estabeleceu uma constelação virtual com características únicas, capaz de coletar grandes volumes de imagens com altas taxas de revisita. A grande diversidade dos sensores presentes nessa constelação permitirá à empresa fornecer soluções superiores para as mais variadas aplicações de sensoriamento remoto, em áreas como defesa, proteção ambiental, prevenção de desastres naturais, energia e planejamento territorial.

No total, a Visiona terá acesso unificado a uma constelação composta por quase 20 satélites ópticos com resoluções de 31 cm a 22 metros e três satélites-radar com resoluções de 25 cm a 95 metros em múltiplas bandas, incluindo a Banda-L, tecnologia única no mundo, particularmente importante para o atendimento dos requisitos legais e técnicos do monitoramento ambiental do País. “Poucas empresas no mundo conseguiram montar uma constelação virtual com esta capacidade. Esses satélites representam o que há de mais moderno atualmente”, disse Eduardo Bonini, Presidente da Visiona. “Além disso, o corpo técnico da Visiona conta com profissionais altamente qualificados voltados à prestação de um suporte diferenciado aos clientes”.

As parcerias firmadas permitirão à Visiona desenvolver soluções integradas únicas e trazer para o Brasil o estado-da-arte em termos de sensoriamento remoto. Desta forma, por exemplo, a empresa poderá explorar o acervo de imagens de seus parceiros de forma combinada, formando o maior conteúdo de imagens de alta resolução do Brasil atualmente, e oferecer Modelos Digitais de Terreno para qualquer tipo de aplicação.

Em conjunto com a Bradar, empresa do grupo Embraer voltada ao sensoriamento remoto aerotransportado via radar, a Visiona passará a fornecer soluções integradas usando sensores em aviões e satélites, e serviços de alto valor agregado como mapas temáticos e detecção de mudanças. A Visiona também poderá se associar a outras empresas que já atuam no Brasil com o objetivo de desenvolver novas soluções e promover a adoção de tecnologias de sensoriamento no País de modo a fomentar o surgimento de programas de satélites nacionais.

Sobre a Visiona

A Visiona Tecnologia Espacial S.A. é uma empresa dos grupos Embraer e Telebras, constituída com o objetivo inicial de atuar na integração do sistema do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) do governo brasileiro, que visa atender às necessidades de comunicação satelital do Governo Federal, incluindo o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) e um amplo espectro de comunicações estratégicas de defesa. A Visiona tem também como objetivo atuar como empresa integradora de satélites, com foco nas demandas do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE/AEB) e do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE/FAB).

Fonte: Visiona

Nota do blog: as parcerias firmadas com a Airbus (França/Alemanha), DigitalGlobe (EUA), Restec (Japão) e SI Imaging Services (EUA) colocam a Visiona em posição privilegiada para atender demandas brasileiras por imagens de sensoriamento remoto, em especial para atender programas como prevenção de desastres naturais (CEMADEN), desmatamento da Amazônia (INPE, Ministério do Meio Ambiente) e as demandas das Forças Armadas, dentre outras. No "radar" da empresa também está o Projeto Amazônia SAR, lançado em julho e que contará com R$80,5 milhões em recursos da União e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 

Do ponto de vista corporativo, a estratégia da Visiona de ampliar sua atuação para a oferta de produtos e aplicações de sensoriamento remoto parece ser uma reação às frustrações orçamentárias com o Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) e, principalmente, com o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), do Ministério da Defesa. 
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sábado, 14 de novembro de 2015

SGDC: resultado preliminar de chamada da FINEP

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Finep e AEB anunciam resultado preliminar de edital para setor aeroespacial brasileiro

Publicado em 11 Novembro 2015

A Finep e a Agência Espacial Brasileira (AEB) acabam de divulgar o resultado preliminar da chamada pública voltada para o setor aeroespacial, no valor de R$ 53 milhões. Com recursos de subvenção econômica, o edital abre a possibilidade de transferência tecnológica para que empresas nacionais participem cada vez mais do desenvolvimento de satélites no País. A iniciativa estava prevista no Acordo de Transferência de Tecnologia Espacial firmado entre a AEB e a empresa Thales Alenia Space, no âmbito do Decreto 7.769, de 28 de junho de 2012.

O edital contemplou os seguintes tópicos: (1) Subsistema de Propulsão – até R$ 11 milhões; (2) Subsistema de Potência e Painéis Solares – até R$ 5 milhões; (3) Subsistema de Controle Térmico: Engenharia de Sistemas e Qualificação de Interfaces – até R$ 2,2 milhões; (4) Tecnologia de cargas úteis ópticas de observação: Pacotes de trabalho 1 e 2 – até R$ 30 milhões; (5) Estruturas mecânicas para cargas úteis de observação da Terra à base de fibra de carbono – até R$ 4 milhões; (6) Tecnologia de componentes FPGA e ASIC para aplicações embarcadas – até R$ 800 mil.

A Finep recebeu, ao todo, 20 propostas. Nessa etapa preliminar, foram classificadas sete empresas, em cinco dos seis tópicos para os quais a financiadora, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), destinará recursos. Não houve empresas classificadas no tópico 4. As escolhidas foram: Fibraforte Engenharia Indústria e Comércio; Orbital Engenharia; Equatorial Sistemas; Cenic Engenharia Indústria e Comércio; Akaer Engenharia; AEL Sistemas; e Bradar Indústria.

Na seleção, foram levadas em consideração caraterísticas como histórico de projetos, capacidade técnica da equipe, infraestrutura adequada e montagem do plano de trabalho.  As empresas que não se enquadraram nos critérios mínimos poderão apresentar recurso até o dia 20 de novembro. O resultado definitivo será divulgado no dia 30.

Fonte: FINEP

Nota do blog: curioso o fato de não ter havido empresas classificadas no tópico "Tecnologia de cargas úteis ópticas de observação", que tinha a maior destinação do programa de subvenção (até R$ 30 milhões). Empresas como a Equatorial Sistemas e a Opto Eletrônica, esta em recuperação judicial, detém capacidade local em cargas uteis de observação. Também notada a ausência da Omnisys, do grupo Thales Alenia Space, responsável pela construção do SGDC, como uma das selecionadas no programa.
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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Embraer e Espaço

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Esta semana, a reportagem de Tecnologia & Defesa, publicação a qual o blog Panorama Espacial está vinculado, conversou com Luiz Carlos Aguiar, presidente da Embraer Defesa e Segurança. Um dos tópicos abordados foi um suposto interesse da empresa pelo setor espacial. Abaixo, reproduzimos um trecho da entrevista na qual Aguiar fala sobre o setor:

"A questão do espaço não está descartada. Ela está inserida em um processo, e é natural que isso venha a acontecer, mas nós ainda não temos a forma de como poderíamos participar, defi nida. Isso não vai demorar muito para acontecer. Temos que colocar todos esses aspectos de pé ainda neste ano."

O executivo destacou também que tem acompanhado questões relacionadas a satélites geoestacionários e de órbita baixa, e falou ainda da Orbisat e sua tecnologia em sensores SAR. Semana que vem, durante a LAAD 2011, divulgaremos o texto integral da entrevista, assim como vários outros conteúdos relacionados a atividades espaciais.
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terça-feira, 15 de março de 2011

OrbiSat agora é da Embraer

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EMBRAER DEFESA E SEGURANÇA ASSINA CONTRATO DE COMPRA DA ORBISAT

Negócio de R$ 28,5 milhões aumentará participação da Empresa no Sistema Brasileiro de Segurança São José dos Campos, 15 de março de 2011 – A Embraer Defesa e Segurança assinou um contrato de compra de 64,7% do capital social da divisão de radares da OrbiSat da Amazônia S.A.

O negócio, cujo valor é de R$ 28,5 milhões, representa um importante passo estratégico para
aumentar a participação da Embraer Defesa e Segurança no Sistema Brasileiro de Segurança. “A OrbiSat detém uma tecnologia que poucos países do mundo dominam”, disse Luiz Carlos Aguiar, Presidente da Embraer Defesa e Segurança. “A sinergia proveniente desta aquisição trará soluções importantes para o desenvolvimento e a fabricação de sistemas de monitoramento e de defesa antiaérea a nível internacional.”

Fundada em 1998, a OrbiSat criou em 2002 a divisão de radares para desenvolver tecnologia de última geração para aplicação em sensoriamento remoto e radares de vigilância aérea, marítima e terrestre. O negócio cresceu rapidamente e hoje representa 40% do faturamento da OrbiSat. Atualmente, a empresa negocia com a Força Aérea Brasileira e a Marinha do Brasil contratos para o desenvolvimento e a produção de sistemas de monitoramento integrados, programas semelhantes aos que já possui com o Exército Brasileiro.

Esta transação implica na cisão da OrbiSat em duas empresas: uma com foco em radares, controlada pela Embraer Defesa e Segurança, e a outra atuando no segmento de equipamentos eletrônicos, a qual continuará sob controle dos antigos proprietários.

O faturamento estimado para 2011 da divisão de radares da OrbiSat é de R$ 50 milhões, contando com um efetivo aproximado de 150 empregados. Em conjunto com o Exército Brasileiro, a empresa desenvolveu o radar SABER M60, que será a base do Sistema de Vigilância de Fronteiras (SisFron). A OrbiSat é a empresa que realiza sensoriamento remoto do solo abaixo das copas das árvores com a maior precisão do mundo. Tal tecnologia está sendo utilizada no contrato com o Exército Brasileiro para mapeamento do vazio cartográfico na região amazônica. A empresa já realizou serviços similares em vários outros países.

O acordo será submetido à avaliação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica – Cade
(www.cade.gov.br) e é a primeira aquisição da recém-criada Embraer Defesa e Segurança.

Fonte: Embraer.

Comentário: para saber mais sobre as atividades da OrbiSat no setor espacial, acesse a postagem "OrbiSat em Espaço".
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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Jobim, Defesa e Espaço

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O ministro da Defesa Nelson Jobim fez hoje (06) uma extensa apresentação sobre as mudanças, perspectivas e projetos para a área de Defesa no Brasil, em seminário sobre o reaparelhamento das Forças Armadas promovido pela Federação das Indústria do Estado de São Paulo (FIESP), em São Paulo.

Ao longo de cerca de duas horas, Jobim discorreu sobre o que ele intitula "Nova Defesa", uma nova realidade para as Forças Armadas, com base na Estratégia Nacional de Defesa (END), e em vários momentos de sua apresentação, foram abordados questões relacionadas às atividades espaciais.

Ao tratar da necessidade de se ter capacidades de monitoramento e controle, um dos eixos estruturantes da END, o ministro falou sobre a ideia (ou seria projeto?) de um sistema espacial brasileiro, uma constelação de satélites de imageamento para se atender as necessidades brasileiras, não apenas militares, mas também em agricultura, monitoramento ambiental, entre outras. Nesse ponto, Jobim criticou o fato do Brasil ser dependente da compra de imagens de satélites de outros países, que, a qualquer momento, poderiam cessar o fornecimento. A autonomia, disse ele, virá apenas quando o País possuir seus próprios satélites.

O ministro também discorreu sobre setores considerados estratégicos pela END, como o cibernético, espacial e nuclear. Mencionou o problema dos quilombolas na base de lançamento de Alcântara, no Maranhão, que já está sendo equacionado, e também a necessidade de se dispor de satélites de diferentes órbitas e funções, como de observação terrestre, meteorológico e comunicações. Demonstrando estar muito bem informado a respeito, Jobim destacou que em 2025, em razão das regras da ICAO (International Civil Aviation Organization), o controle de tráfego aéreo deverá ser feito por meio de satélites (sistema CNS/ATM), e que a consequência para os países que não adotarem este sistema será o pagamento de seguros aeronáuticos muito mais caros.

Ainda na linha da necessidade de se dispor de meios de monitoramento e controle, e entrando ponto a ponto nas necessidades de cada força, o ministro apresentou slides com mapas de infraestruturas estratégicas para o País, como hidrelétricas, linhas de transmissão, plataformas petrolíferas e oleodutos, etc. Em seguida, apresentou brevemente o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz), a ser operado pela Marinha do Brasil, e o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), do Exército. Conceitualmente, o SisGAAz envolverá uma rede de satélites e outros sensores para o monitoramento de 4,5 milhões de quilômetros quadrados da costa brasileira, a chamada "Amazônia Azul". Quanto ao Sisfron, Jobim disse que será "um sistema de satélites", radar e ótico. O sistema também contará com sensores essenciais, de banda P, tecnologia dominada no Brasil por uma única empresa (não foi mencionado o nome da empresa, mas trata-se da OrbiSat).

Em relação aos projetos para o fortalecimento do poder aéreo (Força Aérea Brasileira), o ministro elencou a modernização do Centro de Lançamento de Alcântara, já em andamento, e também o programa do Veículo Lançador de Satélites (VLS).
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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

OrbiSat em Espaço

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A edição nº 122 de Tecnologia & Defesa, que se encontra nas bancas, conta com uma reportagem com um perfil da OrbiSat, uma das mais bem sucedidas indústrias brasileiras no setor de defesa, especializada em sensoriamento remoto, radares para vigilância aérea e terrestre, e também no desenvolvimento de produtos eletrônicos de consumo (antenas e receptores). A empresa tem também interesse no setor espacial.

Abaixo, reproduzimos o trecho que trata de seu envolvimento com o Programa Espacial Brasileiro, mais especificamente, com o projeto MAPSAR:

"Satélite

Sendo a empresa brasileira com mais experiência em tecnologias de sensoriamento remoto por radares, o envolvimento da OrbiSat em projetos relacionados a satélites com sensores radares seria mais do que lógico. E é o que acontece. Já há alguns anos, a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) consideram a construção de um satélite-radar, chamado MAPSAR, de modo a preencher a lacuna na capacidade nacional de observação terrestre a partir do espaço. O Brasil conta apenas com satélites próprios dotados de sensores óticos, incapazes de imagear determinadas regiões, como a Amazônia, em razão da cobertura de nuvens. Em princípio, o MAPSAR deve contar com cooperação internacional.

A OrbiSat está envolvida com os estudos do MAPSAR desde 2002, ano em que foi responsável por um curso de projeto de radar SAR satelital para pesquisadores do INPE. Entre 2002 e 2007, a empresa acompanhou o desenvolvimento do programa de satélite-radar do INPE e, em 2008, foi contratada para projetar um radar satelital que cumprisse com os requisitos dos Programas PRODES e DETER, de monitoramento do desmatamento na região amazônica. A solução tecnológica apresentada prevê o atendimento das necessidades nacionais com um só satélite."
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