quinta-feira, 25 de junho de 2009

Estratégia Nacional de Defesa e Espaço

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Em 18 de dezembro de 2008, foi editado pela Presidência da República o Decreto n° 6.703, aprovando a Estratégia Nacional de Defesa (END), certamente o documento mais importante em matéria de defesa para o País nos últimos tempos.

Não se passaram nem um ano de sua edição, mas a Estratégia já começou a produzir alguns resultados, ao menos do ponto de vista de modernização das Forças Armadas. Em dezembro de 2008, foi anunciada uma parceria estratégica entre os governos do Brasil e da França, que resultou, dentre outras coisas, em contratos para a construção local e transferência de tecnologia de helicópteros de transporte, e de submarinos, incluindo a parte não-nuclear do futuro submersível de propulsão nuclear brasileiro. Recentemente, mais iniciativas começaram a ser concretizadas, tais como o início do desenvolvimento, pela Embraer, do avião de transporte KC-390; a compra de radares de vigilância aérea; a modernização de aviões da Força Aérea e Marinha; análises para a compra de veículos aéreos não-tripulados (VANTs), etc. Outros negócios também estão em discussão, como o Programa F-X2, que pretende dotar à Força Aérea com modernos caças, e futuras fragatas para a Marinha.

Logicamente, a END, que nada mais é do que um conjunto de planos e orientações com o objetivo de modernizar a estrutura nacional de defesa, trata de alguns pontos relacionados às atividades espaciais. E não poderia ser diferente, tendo em vista a importância que essas tecnologias hoje têm para questões estratégicas, inclusive militares. Podemos até mesmo ousar afirmar que nos dias atuais a tecnologia espacial é imprescindível para a guerra moderna, o combate ao terrorismo, à pirataria e ao narcotráfico. Afinal, é difícil de imaginar a atuação das Forças Armadas em suas missões atuais sem satélites de observação terrestre, de meteorologia, navegação e comunicações.

Os objetivos da END que envolvem tecnologias espaciais estão explicitamente relacionados numa de suas ações estratégicas, a de Ciência e Tecnologia. Reproduzimos abaixo:

"3. O Ministério da Ciência e Tecnologia, por intermédio da Agência Espacial Brasileira, promoverá a atualização do Programa Espacial Brasileiro, de forma a priorizar o desenvolvimento de sistemas espaciais necessários à ampliação da capacidade de comunicações, meteorologia e monitoramento ambiental, com destaque para o desenvolvimento de:

- um satélite geoestacionário nacional para meteorologia e comunicações seguras, entre outras aplicações; e

- satélites de sensoriamento remoto para monitoramento ambiental, com sensores ópticos e radar de abertura sintética.

4. O Ministério da Defesa e o Ministério da Ciência e Tecnologia, por intermédio do Instituto de Aeronáutica e Espaço do Comando da Aeronáutica e da Agência Espacial Brasileira, promoverão medidas com vistas a garantir a autonomia de produção, lançamento, operação e reposição de sistemas espaciais, por meio:

- do desenvolvimento de veículos lançadores de satélites e sistemas de solo para garantir acesso ao espaço em órbitas baixa e geoestacionária;

- de atividades de fomento e apoio ao desenvolvimento de capacidade industrial no setor espacial, com a participação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, de modo a garantir o fornecimento e a reposição tempestiva de componentes, subsistemas e sistemas espaciais; e

- de atividades de capacitação de pessoal nas áreas de concepção, projeto, desenvolvimento e operação de sistemas espaciais."


Alguns dos sistemas listados já estavam compreendidos no Programa Espacial Brasileiro mesmo antes da edição da END, como o satélite geoestacionário (SGB), os de observação, veículos lançadores, etc. Mas é certo que com a nova estratégia, alguns projetos já existentes ganharam ou vão ganhar maiores impulsos. Certamente, essas ações serão consideradas na revisão do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), que já está em curso, sob a coordenação da Agência Espacial Brasileira (AEB).
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quarta-feira, 24 de junho de 2009

AEB e CTA têm novos web-sites

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A Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA) lançaram novos web-sites. O da AEB entrou no ar no último dia 15, e seu grande destaque é a possibilidade de se baixar todas as edições da revista institucional "Espaço Brasileiro", editada pela própria Agência. Desde o final de 2007, já foram publicadas cinco edições, todas com matérias específicas sobre o Programa Espacial Brasileiro.

Já o sítio na internet do CTA foi lançado essa semana, aparentemente apenas com um novo lay-out. O conteúdo parece ser o mesmo.

Ainda sobre sites, está mais do que na hora do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) atualizar os web-sites de seus projetos de satélites. Apenas o do Programa CBERS é constantemente atualizado. O de satélites científicos não recebe atualizações desde 2006 (no que está no ar, não há qualquer menção ao satélite Lattes, que reunirá numa única plataforma as missões Equars e MIRAX). Não existe nenhuma página sobre o projeto do satélite Amazônia-1, de sensoriamento remoto, do GPM, meteorológico, ou de iniciativas de cooperação internacional, como o SABIA 3, com a Argentina. O link para o site da Plataforma Multimissão (PMM), a base de praticamente todos os satélites nacionais de pequeno porte, está "quebrado".
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segunda-feira, 22 de junho de 2009

Notícias sobre Alcântara

Notícias sobre a Alcântara Cyclone Space (ACS) e o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), divulgadas na semana passada:

- Na última sexta-feira (19), o Congresso Nacional aprovou a liberação de R$ 149,29 milhões para a integralização de capital subscrito pelo governo brasileiro na empresa binacional ACS.

- Na quinta-feira (18), um grupo de parlamentares visitou o CLA, no Maranhão, para conhecer as atividades desenvolvidas pelo Centro e também sobre a sua participação no Programa Espacial Brasileiro.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Atualizações do lado ucraniano da ACS

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No último dia 11, os governos da Ucrânia e Rússia firmaram um instrumento de medidas de proteção tecnológica (o equivalente a um acordo de salvaguardas tecnológicas), para a proteção de tecnologia de lançadores dos dois países. O objetivo do acordo é criar condições legais para o cumprimento das medidas de proteção em projetos conjuntos realizados por indústrias e centros de pesquisa das duas nações. Um desses projetos é o do desenvolvimento e construção do foguete Cyclone 4, que será operado a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, pela binacional Alcântara Cyclone Space (ACS). O lançador ucraniano contará com vários componentes produzidos por companhias russas.

Adicionalmente, de acordo com informações da agência espacial ucraniana (NSAU), em 2008, foram realizadas as seguintes atividades relacionadas ao projeto da ACS:

- Início dos trabalhos para o desenvolvimento de um sistema de telemetria móvel (estação remota de rastreio) para a recepção, registro, processamento e visualização de informações produzidas durante as missões do foguete do Cyclone 4, desde o lançamento até a colocação das cargas úteis em órbita;

- Desenvolvimento do veículo-lançador (fabricação de protótipos, testes e alterações na documentação em decorrência dos resultados de alguns testes e ensaios realizados);

-Desenvolvimento dos equipamentos técnicos para a infraestrutura terrestre do lançador e do CLA; e

- Preparação das capacidades de fabricação do veículo-lançador.
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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Problemas com o VENESAT-1?

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Segundo o boletim britânico Space Intelligence News (edição de junho), o satélite venezuelano de comunicações VENESAT-1 (também chamado Simón Bolívar), lançado em outubro de 2008, pode ter sofrido uma séria anomalia. A informação, ressalta o boletim, não foi confirmada e vem de fontes não-oficiais. Desde maio, alguns informativos e mesmo veículos de comunicação da Venezuela já especulavam sobre o mal-funcionamento do satélite venezuelano.

Se a anomalia for de fato confirmada, esta será a terceira falha da plataforma (bus, em inglês) DHF-4, desenvolvida e fabricada na China, de um total de três já colocadas em órbita. A confiabilidade do bus DHF-4, que a China tem tentado exportar para alguns operadores (além da Venezuela, o governo da Nigéria também adquiriu um satélite similar, o NigComSat 1, que falhou 18 meses após o seu lançamento, em novembro de 2008) contrasta com o alto índice de sucessos dos lançadores espaciais da família Longa Marcha, também desenvolvidos e produzidos pelo país asiático.

Se a notícia é ruim para a indústria chinesa de satélites, e péssima para Hugo Chávez, que investiu mais de 240 milhões de dólares no projeto do primeiro satélite de seu país. Para conhecer mais sobre o VENESAT-1 e o incipiente Programa Espacial venezuelano, acessem a postagem "Chávez no Espaço".
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Selo homenageia cooperação Brasil - Rússia

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Cooperação espacial Brasil-Rússia recebe homenagem em selo postal

18-06-2009

Os Correios lançaram no dia 16 de junho, às 19h30, na Embaixada da Rússia, em Brasília, selo da série Relações Diplomáticas em homenagem à cooperação espacial entre Brasil e Rússia. A cerimônia de lançamento contou com a participação do Vice-Presidente da República, José de Alencar; do Embaixador da Rússia no Brasil, Vladimir Tyurdenev; do Presidente dos Correios, Carlos Henrique Custódio, e de membros do corpo diplomático russo e brasileiro.

O selo, que começou a circular na sexta-feira, 12 de junho, focaliza a nave russa Soyuz (palavra que significa “união”, em português), na qual o cosmonauta Marcos Pontes fez a primeira viagem de um brasileiro ao espaço sideral, em março de 2006. Ao fundo, o Planeta Terra aparece junto à última fronteira a ser conquistada pela humanidade. No canto inferior direito, as bandeiras da Rússia e do Brasil reforçam o laço de 180 anos de amizade entre as duas nações, comemorados em outubro de 2008. O artista Mário Alves de Brito foi o responsável pelo design do selo, elaborado com a técnica de computação gráfica.

A tiragem é de 600 mil selos, a R$ 2,35 cada. As peças filatélicas podem ser adquiridas nas agências e na loja virtual dos Correios (www.correios.com.br/correiosonline)

Fonte: Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), via web-site da Agência Espacial Brasileira, com ajustes do blog.
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quarta-feira, 17 de junho de 2009

Diretor do INPE comenta postagem do blog

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O diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Gilberto Câmara, enviou hoje (17) um e-mail ao blog com alguns esclarecimentos sobre a postagem "Ainda sobre o balanço da indústria aeroespacial". Reproduzimos abaixo os comentários de Câmara, e também aproveitamos a oportunidade para, mais uma vez, agradecer publicamente a atenção dada pelo diretor ao blog:

"1. Como você mostrou bem, a contratação da indústria está aumentando sistematicamente, graças ao INPE. A questão agora é como fazer que a tendência de crescimento se mantenha.

2. O INPE quer aumentar o tamanho do programa espacial, com satélites que sejam ao mesmo tempo úteis para a sociedade e que possam ser construídos pela nossa indústria. Combinar relevância social com desenvolvimento industrial não é fácil, mas é necessário.

4. No Brasil de hoje, os satélites de relevância social que deveriam ser financiados pelo governo são basicamente os de observação da terra (imageamento, meteorologia, clima) e científicos (astrofísica e geofísica).

5. Estou convicto que o Brasil pode ter um programa espacial de um tamanho adequado (US$ 300-400 milhões por ano) se optar por produzir os satélites de observação da terra e científicos que precisamos.

6. Considere um programa espacial que contrate US$ 200 milhões por ano na indústria brasileira. Isto manteria um parque industrial de cerca de 2.000 empregos qualificados (média de 100 mil dólares por ano por empregado-empresa).

7. Este cenário é factível, se o programa espacial brasileiro alinhar-se com o resto do Brasil. Nossa vocação é ser uma potência ambiental no século 21, com um crescimento baseado em energias limpas e que preserva nosso meio-ambiente.

8. A vocação natural do nosso programa espacial brasileiro é para desenvolver atividades de caráter civil e científico, que apoiem a projeção internacional de nosso "soft power". O INPE trabalha para que o programa espacial brasileiro suporte nosso projeto de nação para o século 21. Acreditamos em nosso projeto e temos convicção que nossa visão é a melhor para o Brasil."
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segunda-feira, 15 de junho de 2009

AEB: Relatório de Gestão 2008

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A Agência Espacial Brasileira (AEB) disponibilizou em seu web-site o relatório de gestão referente ao ano de 2008 (clique aqui), que está bem mais simples do que de costume. Na parte de satélites, o documento não apresenta grandes novidades se comparado ao relatório divulgado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) (leia a postagem "Atividades do INPE em 2008"), mais completo e detalhado.

Em relação ao segmento de lançadores, o relatório tem informações sobre iniciativas quanto à industrialização do VLS-1, o objetivo de realizar o voo de teste tecnológico do VLS-1 em 2010, e atividades relacionadas à construção da nova Torre Móvel de Integração (TMI) do VLS-1 no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), entre outras. Reproduzimos abaixo alguns parágrafos sobre os avanços em lançadores:

"Em busca do domínio do acesso ao espaço destacam-se a realização bem sucedida do teste do motor do primeiro estágio do Veículo Lançador de Satélites, VLS-1, em cumprimento de etapa importante do programa de aumento de confiabilidade do foguete. Para o desenvolvimento e fabricação desse veículo, já foi dado início a um processo licitatório de Pré-Qualificação de empresas para a industrialização do VLS-1, que se encontra em andamento. A AEB constituiu uma Comissão, composta por pessoal do CTA/IAE que está finalizando os procedimentos técnicos e administrativos necessários para viabilizar a respectiva licitação. A realização do primeiro vôo de teste tecnológico do VLS-1 em 2010 está, ainda, sendo perseguido. Entretanto, os problemas relativos à finalização do contrato de consultoria com empresa da Federação Russa, que está pendente, devido à não promulgação ainda, pelo lado brasileiro, do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas com a Rússia, poderá prejudicar o atingimento da meta na data almejada.

Os trabalhos relativos à construção da Torre Móvel de Integração – TMI deverão ser iniciados em 2009. Após longas discussões e negociações entre o CTA/IAE e o Consórcio PMM, vencedor da licitação, ambos chegaram a um acordo sobre o reequilíbrio econômico-financeiro do contrato firmado, que somente foram concluídas no inicio do mês de dezembro, data em que foi assinada a ordem de serviço para dar início às obras. Estima-se concluir a construção no inicio do segundo semestre de 2010.

No tocante aos foguetes de sondagem, destacam-se os 3 lançamentos realizados no Centro Espacial de Esrange, na Suécia, como parte do Programa Europeu de Microgravidade, utilizando-se o propulsor brasileiro VSB-30. O sucesso desses lançamentos confirma a qualidade e confiabilidade desse propulsor."
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Ensaio hidráulico do propulsor S43

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Ensaio Hidráulico do Motor S43 ocorre com sucesso

15/06/2009

O envelope motor S43 é utilizado nos 1o e 2o estágios do VLS. Este Ensaio Hidráulico de Aceitação foi o primeiro de uma série de oito envelopes motores a serem liberados, para as próximas atividades de preparação do Veículo VLS-1, em seus primeiros Vôos Tecnológicos (XVT-01 e XVT-02).

O ensaio foi realizado no Laboratório de Ensaios Hidropneumáticos da AIE no dia 09/06/2009 às 14:00h.

O envelope motor foi preenchido com água (aproximadamente 3000 L) e pressurizado até 9,0 MPa (90 bar) durante o tempo de 1 minuto, após esta solicitação foi verificado se houve vazamento em suas interfaces, tomadas de pressão e local de instalação do ignitor.

Neste ensaio não foi observado vazamento significativo no envelope motor e interfaces, portanto o mesmo está liberado para as próximas atividades.

Equipe Envolvida:

Tecnol Geraldo - AIE - Coordenador
Téc Alério - AIE
Téc André Leite – AIE
Téc Eduardo Menotti - AIE
Téc Josué - AIE
Téc Marco – AVD-S

Fonte: IAE/CTA
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domingo, 14 de junho de 2009

Salão de Le Bourget

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Começa amanhã (15), em Le Bourget, nos subúrbios de Paris, o 48º Paris Air Show, considerada uma das maiores e mais importantes feiras aeroespaciais do mundo. O evento, que acontece todos os anos ímpares, comemora nessa edição o seu centenário, e deve contar com mais de 2 mil expositores de mais de 40 países, e número de visitantes superior a 400 mil.

Tradicionalmente, os grandes desenvolvedores e fabricantes de sistemas aeroespaciais promovem seus produtos e prospectam potenciais novos clientes nessas oportunidades. São comuns também os anúncios de novos produtos e projetos, e a assinatura de negócios. Foi na edição de 2003 do salão de Le Bourget, por exemplo, que a Alcatel (hoje, Thales Alenia Space) anunciou a assinatura do contrato para o fornecimento do satélite geoestacionário de telecomunicações Star One C1 para a Star One, subsidiária da telecom brasileira Embratel.

Uma comitiva brasileira, liderada pelo Ministro da Defesa, Nelson Jobim, estará na feira. Algumas autoridades governamentais do setor espacial também estarão presentes, como o Presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem, e ao menos dois dirigentes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Na agenda de Jobim, consta uma visita no dia 15, às 15h00 (horário de Paris) ao estande de uma empresa francesa de comunicações por satélite, identificada como Sagem. O blog acredita que houve uma confusão com os nomes das companhias (a Sagem, do grupo SAFRAN, não é muito atuante em comunicações por satélites, mas sim em sensores e optrônicos), sendo que o estande a ser visitado deve ser o da Thales, ou o da EADS Astrium. Acredita-se que as duas empresas sejam fortes candidatas a trabalharem no projeto do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB).
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