sexta-feira, 22 de julho de 2011

Raupp na posse do novo presidente do CGEE

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Presidente da AEB participa de cerimônia de posse do novo presidente do CGEE

21-07-2011

O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB) e membro do conselho administrativo do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE/MCT), Marco Antonio Raupp, participou, ontem (20), da cerimônia de posse do novo presidente da CGEE, Mariano Laplane. O cientista social e econômico substitui a engenheira química Lúcia Melo. O evento ocorreu no auditório Renato Archer no Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), em Brasília.

O presidente da AEB foi o primeiro a discursar. Raupp enfatizou o trabalho realizado ao longo dos últimos seis anos pela ex-presidente do CGEE, ratificou o apoio da comunidade científica ao novo dirigente e disse, ainda, que os esforços devem continuar em prol do desenvolvimento da ciência e tecnologia no País. “Nós da classe científica defendemos sempre a política de C&T como política de Estado. Os grandes testes destas políticas, entre as instituições de C&T, estão nas trocas dos comandantes das organizações. Nós acabamos de dar exemplo de uma sucessão tranquila, que preserva os princípios da qualidade e os objetivos permanentes”, disse Raupp.

Em seguida ao discurso de Raupp, o ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, tomou a palavra e também valorizou o trabalho do CGEE nestes últimos anos. Segundo ele, a instituição conseguiu superar as limitações no orçamento e produzir análises fundamentais ao desenvolvimento de C&T no País. “O Brasil se tornará em breve um grande exportador de petróleo. Hoje, já é um grande exportador de commodities. Nosso desafio é produzir conhecimento. Isso tudo é estratégico”, citou o ministro, se referindo à importância do CGEE no planejamento das políticas do MCT.

Na sua primeira fala como presidente do CGEE, Mariano Laplane, reconheceu a importância do Centro no planejamento das políticas públicas. Ele lembrou que apesar do cenário positivo da área de C&T no Brasil, o setor ainda carece de mais investimentos. “Precisamos promover a ciência com a inclusão social e do conhecimento. Nossa maior missão nos próximos anos é articular a ciência com a melhoria das condições de vida da população”, disse.

Além de autoridades como o ministro Mercadante, Raupp e da ex-presidente do CGE Lúcia Carvalho, estiveram no evento, o secretário executivo do MCT, Luiz Elias e o reitor da universidade de Campinas, Fernando Ferreira Costa.

Fonte: AEB
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terça-feira, 19 de julho de 2011

Tecnologia & Defesa nº 125

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Está chegando às bancas, em todo o Brasil, a edição nº 125 da revista Tecnologia & Defesa. O mais recente número traz várias reportagens, com destaque para:

- Panorama sobre o controle de tráfego aéreo no Brasil

- Cobertura do Paris Air Show

- Destaques da LAAD 2011

- Mísseis antinavio na América do Sul

- A Infantaria da FAB no Haiti

- Perfil industrial da IACIT

- E muito mais!

Este número também traz um bom conteúdo com temática espacial, com destaques para um bate-papo com o Brig. Pantoja, diretor do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA) sobre lançadores, e a modernização do Centro de Lançamento de Alcântara, reportagem sobre o projeto de veículo hipersônico 14-X, do Instituto de Estudos Avançados (IEAv/DCTA), e notas sobre o momento da Astrium no Brasil e o conceito de "hosted payloads" para comunicações militares via satélite.

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sábado, 16 de julho de 2011

Marinha do Brasil assina contrato para SisGAAz

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Marinha do Brasil e Atech assinam contrato para delinear o SisGAAZ

Qui, 14 de Julho de 2011 18:00

A Atech e a Marinha do Brasil (MB) firmaram no último dia 07 um contrato para delinear a arquitetura do Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz). No ato de assinatura do documento, a Fundação de Aplicações de Tecnologias Críticas (Atech) esteve representada por seu presidente, Tarcísio Takashi Muta, e a MB pelo diretor de Sistemas de Armas da Marinha, vice-almirante Elis Treidles Öberg.

O SisGAAz é integrador de vários outros sistemas, com o objetivo ampliar a capacidade de monitoramento das águas jurisdicionais brasileiras e das regiões de busca e salvamento (SAR) que estão sob responsabilidade do Brasil, em cumprimento a acordos internacionais assinados pelo governo. Adicionalmente, possibilitará uma rápida reação a eventuais ameaças detectadas e identificadas, contribuindo para a proteção e a defesa dessa imensa área marítima. Trata-se de um complexo e abrangente sistema de monitoramento, controle, proteção e defesa, composto por meios operacionais da MB e por diversos tipos de sensores que integrarão redes de informação e de apoio à decisão. Toda a inteligência reunida nos vários níveis de atuação, contribuirá para a obtenção de uma acurada consciência situacional da área marítima coberta pelo SisGAAz.


Comentários: o valor do contrato firmado pela Marinha do Brasil com a Fundação Atech é de R$ 31.017.610,00, segundo publicado no Diário Oficial da União em 8 de julho. Interessante observar que, diferentemente do caso do Sisfron, quem está envolvido com a concepção do projeto básico do SisGAAz é a Fundação Atech, e não uma das empresas de seu grupo, a Atech Negócios em Tecnologias S.A. Embora possa parecer um mero detalhe contratual, este aspecto tem implicações negociais importantes, uma vez que a Atech Negócios em Tecnologias S.A. tem como uma de suas sócias, com 50% de participação, a Embraer Defesa e Segurança.

O blog Panorama Espacial tem abordado com certa frequência os projetos do Sisfron e SisGAAz, uma vez que estes contarão com segmentos espaciais ou, ao menos, exigirão a contratação de serviços oferecidos por satélites (comunicações, meteorologia, navegação e observação terrestre). No início de junho, Tecnologia & Defesa publicou um suplemento especial sobre segurança marítima (em breve, disponibilizaremos o link para acesso a sua íntegra), dando especial enfoque ao SisGAAz. Em entrevista para a coleta de informações para a elaboração de uma das reportagens, uma pessoa que acompanha os desdobramentos do projeto comentou que a Marinha considerava contar com uma constelação de satélites de órbita baixa para a recepção e transmissão de dados AIS (Automatic Identification System) de embarcações situadas na costa brasileira. Este tipo de serviço já é oferecido no mercado por algumas empresas, como a Orbcomm e a LuxSpace (OHB Systems), e existem também cargas úteis secundárias para a oferta desse serviço em alguns satélites governamentais, como o indiano Resourcesat-2, dentre outros. Apesar da intenção em se dispor de uma constelação para AIS possa parecer muito otimista, a ideia indica mais uma vez a importância que o segmento espacial terá para redes como o Sisfron e SisGAAz, integrando ainda outros sistemas, como o de controle de tráfego aéreo e defesa aérea.
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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Raupp fala sobre novo PNAE na reunião da SBPC

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Presidente da AEB fala sobre novo Pnae na SBPC

14-07-2011

O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antonio Raupp, ministrou, nesta quinta-feira (14), palestra sobre o Programa Espacial Brasileiro durante a 63ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Na palestra, Raupp apresentou as demandas identificadas nas quatro reuniões de avaliação crítica do Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae), realizadas no primeiro semestre deste ano, e, também, a proposta do novo Pnae.

Segundo Raupp, o Programa Espacial Brasileiro é voltado para a solução de problemas nacionais e deve ser autônomo. No entanto, ele acredita que não se faz programa espacial sem investimentos fortes, mão-de-obra qualificada e gestão de qualidade. Para otimizar as ações do programa espacial, sua primeira ação ao assumir a presidência da AEB, em março deste ano, foi marcar reuniões com os órgãos que compõem o Programa Espacial Brasileiro, com a indústria nacional e demais interessados no setor, para mapear a realidade do PEB e levantar as reais demandas do setor.

Quatro reuniões já foram realizadas. Ficou decidido que o país precisa de um sistema nacional de prevenção e alerta de desastres; de uma estratégia nacional de defesa; de um melhor monitoramento ambiental e de segurança alimentar e hídrica. Para atendê-las, o novo Pnae propõem que seja criada uma nova carteira de projetos, uma participação maior da indústria e da academia no programa, o domínio das tecnologias críticas, um novo orçamento e aprimoramento do Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (Sindae).

Alguns dos projetos de satélites existentes, como o do satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (Cbers, sigla em inglês), continuam. Outros como os de satélites geoestacionários de comunicação e meteorologia aparecem como prioridade no novo Pnae. “Nós temos grandes desafios para o desenvolvimento desses veículos. Temos que dominar a tecnologia do propelente líquido, por exemplo”, disse o presidente da AEB.

Segundo Raupp, a AEB definirá as prioridades e os projetos e eles serão executados pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pelo Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), com participação direta da indústria e apoio das universidades. Ele acredita que essa parceria fortalecerá todos os envolvidos na execução do Programa Espacial Brasileiro e tornará mais fácil o domínio de tecnologias que o país ainda não detém. A parte do orçamento destinado à indústria e à universidade deve aumentar.

Para atingir todas as metas estabelecidas no novo Pnae, o presidente sugeriu que o atual orçamento do programa espacial – aproximadamente 300 milhões - seja multiplicado por três. Segundo ele, algumas diretorias, que hoje estão na Agência, devem ir para o Inpe. “Assim o programa espacial ganhará força e um corpo técnico capacitado”, disse. A sede da AEB continuará em Brasília.

Uma quinta reunião deverá ser marcada para que a nova versão do Pnae seja finalizada, validada e apresentada ao governo.

Fonte: AEB
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Direitos de exploração de satélites

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Anatel autoriza licitação para direito de exploração de satélite brasileiro


14 de Julho de 2011


O Conselho Diretor da Anatel autorizou hoje, em sua 613ª reunião, a abertura de procedimento licitatório, na modalidade de concorrência pública, para conferir direitos de exploração de satélite brasileiro para transporte de sinais de telecomunicações.


Até quatro novos satélites brasileiros poderão entrar em operação nos próximos cinco anos, ocupando posições orbitais em coordenação ou notificação em nome do Brasil ante a União Internacional de Telecomunicações (UIT).


A nova licitação possibilitará aumentar a capacidade satelital brasileira para atender as atuais demandas no setor e aquelas antecipadas em função de grandes eventos, tais como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, entre outros projetos.


O edital de licitação para conferir direito de exploração de satélite brasileiro estará disponível para consulta na página da Anatel em 19 de julho. Para participar da licitação, os interessados devem adquirir o edital com a Comissão de Licitação, situada no 9º andar do Bloco E, Quadra 6, Setor de Autarquias Sul, Brasília - DF, a partir do dia 19 de julho de 2011, nos dias úteis, no horário de 9h às 12h e de 14h às 16h.


Nesta licitação, além das posições orbitais e faixas de frequências não planejadas, as interessadas poderão escolher posições orbitais e faixas de frequências associadas aos planos dos Apêndices 30, 30A e 30B do Regulamento de Radiocomunicações da UIT.


Os satélites deverão cobrir 100% do território brasileiro e dedicar parte da capacidade para atender o mercado brasileiro. Os direitos de exploração serão conferidos por 15 anos, prorrogáveis uma única vez. Uma mesma empresa poderá obter até dois dos quatro direitos licitados.


O edital de licitação para o direito de exploração de satélite brasileiro foi objeto da Consulta Pública n.° 10, de 15 de fevereiro de 2011.


Fonte: Anatel


Comentários: o mercado de comunicações via satélite no Brasil está num momento aquecido, e a licitação para a exploração de novas posições de satélites indica um pouco esse momento (sobre o mercado, ver a postagem "Mercado de comunicações via satélite no Brasil"). Aliás, a Star One, maior operadora brasileira no segmento, está próxima de selecionar o fornecedor do satélite Star One C4, que terá 48 transpônderes. Segundo informações recebidas pelo blog, a expectativa é de que uma decisão seja tomada dentro das próximas semanas. No páreo, estão as norte-americanas Loral e Boeing, e a europeia Astrium, do grupo EADS.
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quarta-feira, 13 de julho de 2011

INPE - 50 anos

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INPE lança site em comemoração aos seus 50 anos

Quarta-feira, 13 de Julho de 2011

Para rememorar os fatos e celebrar as realizações que marcaram seus 50 anos de história, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) está lançando um site comemorativo: www.inpe.br/50anos

Relacionados na “Linha do Tempo”, o site traz os principais fatos e realizações do INPE, em suas diversas áreas de atuação, contextualizados a acontecimentos marcantes no Brasil e no mundo, na ciência e tecnologia.

No site estão disponíveis cartilhas didáticas, para o público jovem, sobre os 50 anos (Conquistar o Espaço para cuidar da Terra), mudanças climáticas (O clima está diferente. O que muda nas nossas vidas), astrofísica (Pesquisar o Universo para entender a Terra) e atividades gerais (Um passeio pelo INPE).

Em contínua atualização, o site também apresenta galeria de fotos, videoteca e uma seção especial destinada a todos que desejarem contar sobre projetos, curiosidades e ações que colaboraram para que o INPE chegasse ao cinqüentenário com uma das instituições mais respeitadas do Brasil.

Disponível em português e inglês, o site conta ainda com ferramentas para envio de atualizações aos usuários via RSS e página no Facebook.

Em www.inpe.br, pode-se acessar o site comemorativo clicando na logomarca dos 50 anos, localizada no canto superior direito da página.

Missão

No decorrer de sua história, o INPE tem mostrado crescente compromisso com as demandas da sociedade. Mais do que produtos tecnológicos, seus satélites são instrumentos para apoiar a Ciência brasileira a entender melhor o País. O INPE realiza pesquisas e serviços que ajudam o Brasil a enfrentar os desafios do desenvolvimento sustentável em tempos de mudanças ambientais globais.

Em 3 de agosto de 1961, o INPE iniciou suas atividades com foco nas ciências espaciais e, como resultado, hoje abriga grupos de pesquisas reconhecidos mundialmente em áreas como geofísica, astrofísica, aeronomia e física de materiais. Depois de também conquistar o reconhecimento no sensoriamento remoto por satélites e na meteorologia, instalou um centro de excelência para detectar mudanças ambientais e avaliar seus impactos no desenvolvimento nacional.

O INPE possui um dos supercomputadores mais poderosos do mundo para aplicações meteorológicas, climáticas e ambientais. Sediará o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais, coordenado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, com inauguração prevista para este ano.

O Instituto distribuiu gratuitamente, pela internet, as imagens de satélites que beneficiam o sistema de gestão do território do próprio governo, a pesquisa nas universidades e o desenvolvimento das empresas privadas, que geram emprego e renda com tecnologia espacial.

O INPE monitora por satélites o desmatamento na Amazônia, as queimadas, as áreas cultivadas com cana-de-açúcar, entre outros serviços. As imagens e produtos derivados do INPE são úteis em áreas como saúde, segurança pública, gerenciamento de desastres naturais e da biodiversidade. A previsão de tempo e clima, por exemplo, garante dados a setores econômicos como o agronegócio e o planejamento energético, fundamentais para o desenvolvimento do País.

A missão do INPE é produzir ciência e tecnologia de alta qualidade nas áreas espacial e do ambiente terrestre e oferecer produtos e serviços singulares em benefício do Brasil.

Fonte: INPE
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terça-feira, 12 de julho de 2011

Foguete argentino lançado com sucesso

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O foguete de sondagem Gradicom II, desenvolvido integralmente na Argentina, foi lançado com sucesso ontem (11), a partir de um centro de ensaios em La Rioja, divulgou o Ministério da Defesa argentino.

O veículo, cujo programa está a cargo do Instituto de Investigaciones Científicas y Técnicas para la Defensa (CITEDEF), alcançou uma altitude de 100 km e 120 km de distância, durante 120 segundos de voo.

Para saber mais sobre os foguetes argentinos, clique aqui.
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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Restruturação do PEB: posição do SindCT

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Sindicato diz que há “desmonte” no Programa Espacial Brasileiro

08/07/2011

O Sindicato dos Servidores Públicos Federais na área de Ciência e Tecnologia (SindCT) não está nada satisfeito com a reeestruturação do programa espacial brasileiro que está sendo promovida pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. A proposta, que teria sido levada ao ministro Aloizio Mercadante pelo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antônio Raupp, prevê a fusão da AEB com o Insituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e assim a criação de um novo órgão para comandar o programa. O processo de fusão será definido até agosto, quando a estrutura da nova agência será detalhada. Ainda não está certo, contudo, se a AEB deixará de existir e se o Inpe será integralmente fundido com a agência. Em entrevista à Folha de S. Paulo, na última terça, 5, o ministro Aloizio Mercadante disse que é preciso enxugar a estrutura para dar mais competência ao programa.

Raupp participou de um debate promovido pelo SindCT em São José dos Campos no final do mês passado no qual detalhou sua proposta. A ideia é promover a fusão do Inpe e da AEB em um único órgão responsável pelas atividades de pesquisa e de agência espacial, nos moldes da NASA norte-americana. A fusão permitiria a contratação de 400 funcionários para o Inpe e 700 para o Instituto de Aeronáutica e Espaço – Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (IEA-DCTA). “Eles estão adoçando a nossa boca com essa história de que a fusão facilita a contratação de mais pessoas”, afirma o presidente do SindCT. Segundo ele, há anos os órgãos responsáveis pelo programa sofrem de falta de recursos, poucas contratações e salários defasados.

Talvez o ponto que mais preocupe o sindicato, entretanto, seja a introdução da figura do “main contractor” para o programa espacial brasileiro. Este é o nome dado à empresa ou à instituição responsável pela execução de um projeto do começo ao fim, definindo os prazos e subcontratando outras companhias. Na visão do sindicato, essa companhia – que Raupp defende que seja a Embraer – assumiria as funções hoje desempenhadas pelo Inpe e pelo IEA.

Morais afirma que a proposta significa o “desmonte” do programa espacial brasileiro e que para superar as dificuldades de contratação da Lei 8.666, um dos argumentos usados por Raupp, bastava o governo editar uma medida provisória. “O que fortalece é o aporte de recursos humanos e a transformação do programa espacial em um programa de estado”, defende. O SindCT não descarta ingressar com um mandado de segurança para impedir o avanço do processo, mas antes tentará um diálogo com a presidenta Dilma sobre o assunto. “O que eu lamento é que ou o ministro Mercadante está apoiando isso ou ele está sendo enrolado”, afirma.

Raupp tem pressa para incluir o novo desenho no Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) – documento atualizado a cada cinco anos que define as diretrizes para que as decisões sejam incorporadas no Plano Plurianual (PPA 2012-2015) do governo, que estabele os gastos e objetivos a serem perseguidos ao longo dos próximos quatro anos.

Fonte: Teletime
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domingo, 10 de julho de 2011

A fusão da AEB e INPE

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Na última sexta-feira (08), em visita à São José dos Campos (SP), o ministro Aloizio Mercadante deu mais detalhes sobre a ideia de restruturação do Programa Espacial Brasileiro. "Toda a estrutura da AEB viria para o Inpe. Seria uma reformulação dessa estrutura pela capacidade do próprio Inpe", afirmou, acrescentando também que o modelo de gestão visado seria similar ao da principal entidade espacial norte-americana, a NASA. Mercadante reforçou o coro por um maior envolvimento da iniciativa privada. "Queremos atrair mais investimentos público e privado. Uma parceria com empresas do setor aeroespacial seria muito importante", disse.

Apesar de muitos defenderem a ideia de fusão do setor do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA) com um único órgão espacial, aparentemente, não será este o caminho a ser seguido, ao menos não neste primeiro momento. Além de dificuldades políticas (o IAE está vinculado ao Comando da Aeronáutica, que por sua vez responde ao Ministério da Defesa, enquanto que tanto a AEB como o INPE são vinculadas ao Ministério da Ciência e Tecnologia), haveria também muitas questões culturais e técnicas. É comum, por exemplo, técnicos e engenheiros do IAE trabalharem em projetos tanto de tecnologia espacial como em sistemas de armas (mísseis, bombas e foguetes), principalmente em razão do crônico problema de falta de recursos humanos, realidade que traria problemas numa cisão da parte espacial do IAE.

Inclusive, no mês de maio, aproveitando-se dos rumores sobre a reorganização das instituições ligadas ao Programa Espacial que já naquela época circulavam nos bastidores, o blog questionou um brigadeiro do Comando da Aeronáutica sobre sua visão acerca de uma possível fusão da AEB, INPE e da parte espacial do IAE/DCTA. O oficial respondeu que acreditava não ser este o melhor caminho, já que o IAE tem uma cultura diferente daquelas dos órgãos civis. O brigadeiro, inclusive, citou o exemplo da junção do antigo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento (IPD) com o IAE, destacando que por muitos anos, os dois institutos pareciam O encontro dos rios Negro e Solimões, com culturas e equipes que não se integravam.

O blog Panorama Espacial continuará acompanhando os desdobramentos das discussões, e em breve apresentará mais informações.
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INPE considera Resourcesat-2 para a Amazônia

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Inpe busca novo sistema para monitorar danos a Amazônia

10/07/2011

Equipamento atual não mostra desmatamento em áreas pequenas da mata e que já são 80% do desflorestamento

MARCO ANTONIO GONÇALVES
ESPECIAL PARA O VALE

Com um sistema de detecção de desmatamento defasado, o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), de São José, não consegue monitorar rapidamente grande parte do desflorestamento da Amazônia.

Isso porque o Deter, programa que faz um levantamento rápido de desmates, usa o sensor Modis, com resolução de 250 metros, que só permite detectar desmates maiores que 250 metros quadrados), porém com precisão maior só acima de 50 hectares.

Em razão disso, os desmatadores mudaram de estratégia e começaram a fazer desmates mais espalhados, menores que 50 hectares e que não são detectados pelo satélite. Hoje esses pequenos desmates representam 80% do total de desflorestamento da região amazônica.

“O Deter cobre a Amazônia inteira e manda relatórios de dois em dois dias, que são enviados ao Ibama. No final do mês é publicado um relatório de intervenção na floresta”, afirmou o coordenador do Programa Amazônia do Inpe, Dalton Valeriano.

Segundo ele, esse sistema não funciona para divulgar números confiáveis de desmatamento.

“O sistema serve apenas como alerta de áreas que estão sofrendo intervenção”, disse. Vários fatores, como as nuvens, por exemplo, influenciam na detecção dos desmatamentos.

Satélite. O satélite indiano Resourcesat-2 é a maior esperança do governo brasileiro para melhorar o monitoramento rápido de desmate. “Este satélite indiano tem uma capacidade imensa. Pode liberar informações de cinco em cinco dias, com uma resolução de 56 metros”, informou Valeriano.

Gratuito, esse satélite deixaria o Deter obsoleto. Porém, o Inpe ainda não tem total acesso às imagens deste sistema. “O Ministério das Relações Exteriores deve entrar em contato com o governo da Índia para pedir o acesso pleno aos dados desse satélite”, disse o coordenador do programa do Inpe.

Satélites. O Brasil deve ter em três anos dois satélites próprios que forneceriam as imagens para o monitoramento da Amazônia. O satélite Amazônia-1, equipado com uma câmera de 40 metros de resolução e com lançamento previsto para 2012 e o satélite sino-brasileiro CBERS-3 darão ao Inpe a capacidade de obter imagens de toda a Amazônia, em alta resolução, a cada três dias.

“Em 2014, já teremos uma autonomia maior em relação aos satélites, mas esse satélite indiano já poderia nos auxiliar muito”, afirmou Valeriano.

Segundo ele, apesar de tudo isso, os resultados tem sido bons. “Temos tido bons resultados, a fiscalização tem sido bastante eficiente, mas é sempre preciso melhorar, quando se trata da Amazônia. Ela não é só um assunto do Brasil”.

SAIBA MAIS

Amazônia
A Amazônia possui mais de 5 milhões de metros quadrados e cobre nove países

Desmatamento
Em relação ao ano passado, o desmatamento caiu 44% na Amazônia brasileira

Inpe
O Inpe possui um centro regional na região amazônica e faz o monitoramento usando diversos satélites

Programa divulga o desmate anual

Um importante sistema do Inpe de monitoramento da Amazônia é o Prodes, que divulga relatórios completos anualmente sobre a intervenção na floresta. O sistema mede o tamanho da área desmatada. Com seus dados é possível e confiável fazer análises comparativas de desmatamento. O Inpe divulga os relatórios finais sempre no fim de ano.

Fonte: Jornal O Vale

Comentários: o satélite indiano Resourcesat-2 foi lançado ao espaço em abril de 2011. A reportagem não chega a aprofundar o tema, mas uma das maiores carências do sistema de monitoramento da Amazônia é a falta de satélites com sensores radar, capazes de imagear o solo mesmo com a cobertura de nuvens. A necessidade de um sistema radar já foi identificada há muitos anos e, inclusive, um projeto, chamado MAPSAR (Multi-Application Purpose SAR), chegou a ser estudado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em parceria com a agência aeroespacial da Alemanha (DLR). Impressiona o fato de, até o momento, o País não ter sido capaz de encontrar o seu caminho para atender esta necessidade. Enquanto o governo brasileiro faz "marketing" no exterior com "CBERS for Africa" e acesso gratuito a imagens de satélites, os sistemas de monitoramenro DETER e PRODES vão sendo atendidos com imagens de satélites estrangeiros, especialmente da constelação DMC.
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