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Hoje (31), por ocasião da visita da presidente brasileira, Dilma Rousseff à Argentina, foi divulgada uma declaração conjunta preparada pela chancelaria dos dois governos. Um dos tópicos apontados destaca a cooperação espacial entre os países, nomeadamente quanto ao projeto do Satélite Argentino-Brasileiro de Observação dos Oceanos, conhecido como SABIA-MAR. Reproduzimos abaixo o referido tópico:
"4. Cooperação Espacial: Satélite Argentino–Brasileiro de Observação dos Oceanos
Reafirmar o comprometimento com o projeto SABIA-MAR e tomar nota do avanço dos trabalhos relacionados à distribuição de tarefas técnicas da missão e à distribuição de dados satelitais entre os países.
Reiterar a importância que os recursos financeiros para todas as fases do Projeto SABIA-MAR estejam garantidos nos orçamentos dos dois Governos nos próximos anos."
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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Workshop do GEO sobre mudanças climáticas
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Workshop discute uso de dados de observação da Terra em relatórios do IPCC
31/01/2011
Em Genebra, de 1º a 4 de fevereiro, workshop organizado pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) e pelo Grupo de Observação da Terra (GEO) discute a necessidade de dados de satélites e outras tecnologias para estudo das mudanças ambientais causadas pelo aquecimento global.
O Brasil, por meio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), integra o Comitê Executivo do GEO, organização intergovernamental que congrega 80 países, a Comissão Européia e ainda 58 organizações internacionais em prol do fornecimento de observações detalhadas da Terra.
O IPCC é o painel da Organização das Nações Unidas (ONU) encarregado de avaliar a informação científica sobre os efeitos das mudanças climáticas, destacar seus impactos ambientais e socioeconômicos e traçar estratégias de mitigação.
O workshop irá levantar dados de observação da Terra para subsidiar o IPPC em análises de vulnerabilidade e adaptação às mudanças do clima, em especial nas áreas de uso do solo, recursos hídricos e eventos extremos. Os dados devem integrar as publicações do quinto Relatório de Avaliação do IPPC, a ser lançado entre 2013 e 2014.
O diretor do INPE, Gilberto Câmara, participa de sessão sobre os recursos e informações disponíveis para o estudo do uso do solo e detecção de mudanças na sua cobertura causadas por desmatamentos. Também participa do workshop José Marengo, climatologista do INPE e membro do IPCC.
É objetivo do workshop orientar como o Global Earth Observation System of Systems (GEOSS) pode melhorar o fornecimento de dados multidisciplinares para o uso da comunidade científica que se dedica aos estudos do clima. Este “sistema de sistemas”, uma das mais importantes iniciativas lideradas pelo GEO, amplia a capacidade de monitoramento ambiental do planeta ao mesmo tempo em que facilita o acesso aos dados.
A ideia do GEOSS é conectar os produtores de dados ambientais aos usuários finais desses produtos, otimizando seu uso por meio de uma infraestrutura pública global e de acesso gratuito às informações. Assim, serão compartilhadas informações dos diversos sistemas de monitoramento de tendências globais, para acompanhamento de níveis de carbono, mudanças climáticas, perda de biodiversidade, desmatamento, recursos hídricos, temperaturas do oceano e outros indicadores.
Mais informações sobre o GEO e o GEOSS no site www.earthobservations.org
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Workshop discute uso de dados de observação da Terra em relatórios do IPCC
31/01/2011
Em Genebra, de 1º a 4 de fevereiro, workshop organizado pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) e pelo Grupo de Observação da Terra (GEO) discute a necessidade de dados de satélites e outras tecnologias para estudo das mudanças ambientais causadas pelo aquecimento global.
O Brasil, por meio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), integra o Comitê Executivo do GEO, organização intergovernamental que congrega 80 países, a Comissão Européia e ainda 58 organizações internacionais em prol do fornecimento de observações detalhadas da Terra.
O IPCC é o painel da Organização das Nações Unidas (ONU) encarregado de avaliar a informação científica sobre os efeitos das mudanças climáticas, destacar seus impactos ambientais e socioeconômicos e traçar estratégias de mitigação.
O workshop irá levantar dados de observação da Terra para subsidiar o IPPC em análises de vulnerabilidade e adaptação às mudanças do clima, em especial nas áreas de uso do solo, recursos hídricos e eventos extremos. Os dados devem integrar as publicações do quinto Relatório de Avaliação do IPPC, a ser lançado entre 2013 e 2014.
O diretor do INPE, Gilberto Câmara, participa de sessão sobre os recursos e informações disponíveis para o estudo do uso do solo e detecção de mudanças na sua cobertura causadas por desmatamentos. Também participa do workshop José Marengo, climatologista do INPE e membro do IPCC.
É objetivo do workshop orientar como o Global Earth Observation System of Systems (GEOSS) pode melhorar o fornecimento de dados multidisciplinares para o uso da comunidade científica que se dedica aos estudos do clima. Este “sistema de sistemas”, uma das mais importantes iniciativas lideradas pelo GEO, amplia a capacidade de monitoramento ambiental do planeta ao mesmo tempo em que facilita o acesso aos dados.
A ideia do GEOSS é conectar os produtores de dados ambientais aos usuários finais desses produtos, otimizando seu uso por meio de uma infraestrutura pública global e de acesso gratuito às informações. Assim, serão compartilhadas informações dos diversos sistemas de monitoramento de tendências globais, para acompanhamento de níveis de carbono, mudanças climáticas, perda de biodiversidade, desmatamento, recursos hídricos, temperaturas do oceano e outros indicadores.
Mais informações sobre o GEO e o GEOSS no site www.earthobservations.org
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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Anatel e satélites meteorológicos
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Agência aprova destinação de faixa de freqüências para satélites ambientais
27 de Janeiro de 2011
O Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou hoje a destinação da faixa de radiofrequências de 26,55 GHz a 26,85 GHz ao Serviço Limitado Privado (SLP) em aplicações de exploração da Terra por satélite, para viabilizar a operação do Sistema NPOESS no País. As informações oferecidas pelo Sistema e disponibilizadas ao Brasil serão úteis para monitorar dados climáticos e meteorológicos, possibilitando às autoridades tomar ações de forma a evitar os efeitos de catástrofes naturais como as ocorridas recentemente no Brasil.
O Projeto NPOESS (National Polar-Orbiting Operational Environmental Satellite System) utiliza a nova geração de satélites ambientais de órbita polar dos Estados Unidos e foi desenvolvido para prover capacidade operacional de sensoriamento remoto a fim de obter, armazenar e disseminar dados meteorológicos, climáticos, terrestres, oceanográficos e geofísico-solares específicos aos centros de processamento de imagens global e regional.
O Sistema pertence à NOAA (National Oceanic & Atmospheric Administration), do Departamento de Comércio do governo dos Estados Unidos. O receptor no Brasil será operado pela Raytheon Espectro Serviços de Telecomunicações Ltda em colaboração com o INPE (Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais).
Atualmente, existe acordo entre INPE e NOAA com validade por 10 anos, podendo ser renovado, para acesso aos dados coletados pelo NOAA. O escopo do acordo compreende o compartilhamento de dados ambientais e produtos, a análise e disseminação de dados ambientais, a cooperação e utilização de infra-estrutura e o desenvolvimento de aplicações e pesquisa científica.
O Sistema prevê, inicialmente, a utilização de dois satélites NPOESS mais dois satélites por meio de cooperação internacional com a Europa e Japão. O primeiro satélite NPOESS tem lançamento previsto para 2014. Os satélites europeu e japonês já se encontram em órbita.
O projeto é composto por diversos receptores distribuídos globalmente (16 receptores em 15 localidades). Os dados são recebidos automaticamente e direcionados dos receptores para as centrais de alto desempenho. Após processados, os dados obtidos serão disponibilizados para a comunidade internacional de meteorologistas, cientistas e pesquisadores.
Os estudos sugeriram a localização de uma das estações no Brasil e, em discussões com a Anatel, foi promovida a localização da estação em Euzébio (Ceará), em centro de pesquisa do INPE, que conta com estação de radiomonitoragem da Agência, devido à alta disponibilidade de dados e baixa latência exigidos pelo sistema. De acordo com os estudos, "a estação no Brasil fornecerá cobertura sobre a área do Oceano Atlântico, onde os furacões costumam se formar, e provê a melhor conectividade a partir do Nordeste do Brasil, cuja capacidade atenda aos valores de latência de dados exigidos".
O Sistema NPOESS se propõe a trazer informações para as seguintes áreas:
* monitoramento de tempestades e planejamento mais eficaz de evacuações;
* monitoramento da qualidade do ar, com observação da poluição em áreas urbanas e de partículas decorrentes de incêndios;
* monitoramento de ozônio, a fim de atender os requisitos do Protocolo de Montreal;
* suporte ambiental à agricultura;
* indústria de pesca e transporte marítimo (cor e temperatura do oceano, altura das ondas, medidas atmosféricas sobre o mar);
* observação ambiental, com medidas de áreas de seca e de precipitação e de vegetação;
* preservação de ecossistemas.
Durante o processo de elaboração da proposta de regulamentação, ficou assegurado o acesso dos dados do sistema pelo INPE, Marinha do Brasil e demais membros da comunidade científica brasileira.
Fonte: Anatel
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Agência aprova destinação de faixa de freqüências para satélites ambientais
27 de Janeiro de 2011
O Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou hoje a destinação da faixa de radiofrequências de 26,55 GHz a 26,85 GHz ao Serviço Limitado Privado (SLP) em aplicações de exploração da Terra por satélite, para viabilizar a operação do Sistema NPOESS no País. As informações oferecidas pelo Sistema e disponibilizadas ao Brasil serão úteis para monitorar dados climáticos e meteorológicos, possibilitando às autoridades tomar ações de forma a evitar os efeitos de catástrofes naturais como as ocorridas recentemente no Brasil.
O Projeto NPOESS (National Polar-Orbiting Operational Environmental Satellite System) utiliza a nova geração de satélites ambientais de órbita polar dos Estados Unidos e foi desenvolvido para prover capacidade operacional de sensoriamento remoto a fim de obter, armazenar e disseminar dados meteorológicos, climáticos, terrestres, oceanográficos e geofísico-solares específicos aos centros de processamento de imagens global e regional.
O Sistema pertence à NOAA (National Oceanic & Atmospheric Administration), do Departamento de Comércio do governo dos Estados Unidos. O receptor no Brasil será operado pela Raytheon Espectro Serviços de Telecomunicações Ltda em colaboração com o INPE (Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais).
Atualmente, existe acordo entre INPE e NOAA com validade por 10 anos, podendo ser renovado, para acesso aos dados coletados pelo NOAA. O escopo do acordo compreende o compartilhamento de dados ambientais e produtos, a análise e disseminação de dados ambientais, a cooperação e utilização de infra-estrutura e o desenvolvimento de aplicações e pesquisa científica.
O Sistema prevê, inicialmente, a utilização de dois satélites NPOESS mais dois satélites por meio de cooperação internacional com a Europa e Japão. O primeiro satélite NPOESS tem lançamento previsto para 2014. Os satélites europeu e japonês já se encontram em órbita.
O projeto é composto por diversos receptores distribuídos globalmente (16 receptores em 15 localidades). Os dados são recebidos automaticamente e direcionados dos receptores para as centrais de alto desempenho. Após processados, os dados obtidos serão disponibilizados para a comunidade internacional de meteorologistas, cientistas e pesquisadores.
Os estudos sugeriram a localização de uma das estações no Brasil e, em discussões com a Anatel, foi promovida a localização da estação em Euzébio (Ceará), em centro de pesquisa do INPE, que conta com estação de radiomonitoragem da Agência, devido à alta disponibilidade de dados e baixa latência exigidos pelo sistema. De acordo com os estudos, "a estação no Brasil fornecerá cobertura sobre a área do Oceano Atlântico, onde os furacões costumam se formar, e provê a melhor conectividade a partir do Nordeste do Brasil, cuja capacidade atenda aos valores de latência de dados exigidos".
O Sistema NPOESS se propõe a trazer informações para as seguintes áreas:
* monitoramento de tempestades e planejamento mais eficaz de evacuações;
* monitoramento da qualidade do ar, com observação da poluição em áreas urbanas e de partículas decorrentes de incêndios;
* monitoramento de ozônio, a fim de atender os requisitos do Protocolo de Montreal;
* suporte ambiental à agricultura;
* indústria de pesca e transporte marítimo (cor e temperatura do oceano, altura das ondas, medidas atmosféricas sobre o mar);
* observação ambiental, com medidas de áreas de seca e de precipitação e de vegetação;
* preservação de ecossistemas.
Durante o processo de elaboração da proposta de regulamentação, ficou assegurado o acesso dos dados do sistema pelo INPE, Marinha do Brasil e demais membros da comunidade científica brasileira.
Fonte: Anatel
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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Aquisições no setor de defesa? - Parte II
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No início de janeiro, fizemos comentários sobre rumores relacionados a aquisições de indústrias brasileiras dos setores aeroespacial e de defesa ("Aquisições no setor de defesa?"). Hoje (27), o que era rumor tomou um caráter mais definitivo, com a Mectron, de São José dos Campos (SP), divulgando nota acerca de negociações privadas (ver nota do website Defesanet). O mercado inteiro afirma que a compradora seria a gigante Odebrecht.
Colocando mais "combustível" a esses rumores, reproduzimos abaixo um relato de conversa
mantida com uma pessoa conhecida do setor, no início de janeiro:
Eu: "Olá, tudo bem?"
Interlocutor: "Tudo bem, e com você?"
Eu: "Tudo bem."
Interlocutor: "Legal. Viu, vocês precisam escrever alguma coisa sobre as compras de empresas brasileiras por estrangeiras..."
Eu: "Ah, é? Teve o lance da Ares e Periscópio com a Elbit, né? Ouvi falar também da A falando com a E, e da Mectron com a Odebrecht."
Interlocutor: "Sim, e a O também."
Eu: "A O?! [Surpreso] Mas, para quem!?"
Interlocutor: "Não posso dizer."
Eu: "Poxa, conte aí, quem é?"
Interlocutor: "Sério, não posso dizer, mas não é tão ruim assim..."
Pensava que o assédio sobre O poderia ser de T, pois realmente faria sentido (tanto em defesa como espaço), mas alguns minutos após a conversa, falando com a pessoa certa, descobri que o interessado era, na verdade, E. Algo, aliás, condizente com o final da frase do interlocutor ("não é tão ruim assim..."), apesar disso sempre ser uma questão de ponto de vista.
Desde então, é claro, o tema é sempre pauta das conversas com pessoas relacionadas ao ramo. De acordo com as últimas informações colhidas, a situação atual seria a seguinte: A e O estariam em fase de auditoria ("due diligence") por E. Especificamente no caso de O (não temos a informação em relação à A), haveria um memorando de entendimentos já assinado, inclusive definindo valores (o número que nos foi dito: R$ 77 milhões). Em ambos os casos, trata-se de operação de compra de controle. No caso de O, haveria uma cisão da parte (unidade no estado do Amazonas) não relacionada à defesa e que ficaria com os atuais sócios.
Segundo o blog pode apurar, a transação entre Odebrecht e Mectron também deve envolver transferência de controle. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio de seu braço de participações, deve continuar na empresa. A Mectron, diga-se de passagem, sempre foi considerada uma "noiva" no mercado, para alguns meio problemática, em busca de marido.
As transações em negociação, segundo rumores, teriam múltiplos em torno de 1,5 vez o faturamento.
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No início de janeiro, fizemos comentários sobre rumores relacionados a aquisições de indústrias brasileiras dos setores aeroespacial e de defesa ("Aquisições no setor de defesa?"). Hoje (27), o que era rumor tomou um caráter mais definitivo, com a Mectron, de São José dos Campos (SP), divulgando nota acerca de negociações privadas (ver nota do website Defesanet). O mercado inteiro afirma que a compradora seria a gigante Odebrecht.
Colocando mais "combustível" a esses rumores, reproduzimos abaixo um relato de conversa
mantida com uma pessoa conhecida do setor, no início de janeiro:
Eu: "Olá, tudo bem?"
Interlocutor: "Tudo bem, e com você?"
Eu: "Tudo bem."
Interlocutor: "Legal. Viu, vocês precisam escrever alguma coisa sobre as compras de empresas brasileiras por estrangeiras..."
Eu: "Ah, é? Teve o lance da Ares e Periscópio com a Elbit, né? Ouvi falar também da A falando com a E, e da Mectron com a Odebrecht."
Interlocutor: "Sim, e a O também."
Eu: "A O?! [Surpreso] Mas, para quem!?"
Interlocutor: "Não posso dizer."
Eu: "Poxa, conte aí, quem é?"
Interlocutor: "Sério, não posso dizer, mas não é tão ruim assim..."
Pensava que o assédio sobre O poderia ser de T, pois realmente faria sentido (tanto em defesa como espaço), mas alguns minutos após a conversa, falando com a pessoa certa, descobri que o interessado era, na verdade, E. Algo, aliás, condizente com o final da frase do interlocutor ("não é tão ruim assim..."), apesar disso sempre ser uma questão de ponto de vista.
Desde então, é claro, o tema é sempre pauta das conversas com pessoas relacionadas ao ramo. De acordo com as últimas informações colhidas, a situação atual seria a seguinte: A e O estariam em fase de auditoria ("due diligence") por E. Especificamente no caso de O (não temos a informação em relação à A), haveria um memorando de entendimentos já assinado, inclusive definindo valores (o número que nos foi dito: R$ 77 milhões). Em ambos os casos, trata-se de operação de compra de controle. No caso de O, haveria uma cisão da parte (unidade no estado do Amazonas) não relacionada à defesa e que ficaria com os atuais sócios.
Segundo o blog pode apurar, a transação entre Odebrecht e Mectron também deve envolver transferência de controle. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio de seu braço de participações, deve continuar na empresa. A Mectron, diga-se de passagem, sempre foi considerada uma "noiva" no mercado, para alguns meio problemática, em busca de marido.
As transações em negociação, segundo rumores, teriam múltiplos em torno de 1,5 vez o faturamento.
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Peru: cubesat em órbita no final de 2011
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Segundo notícias divulgadas na imprensa peruana, o cubesat peruano Chasqui I deve ser lançado ao espaço até o final deste ano. Segundo Aurelio Padilla Ríos, reitor da Universidad Nacional de Ingeniería (UNI), entidade responsável pela construção do artefato, o lançamento estaria atrasado em razão da espera de permissão da agência espacial russa (Roscosmos) para o lançamento.
O Chasqui I deve ocupar uma posição orbital a 650 km de altitude, e será equipado com duas câmeras digitais para o imageamento terrestre, com seus dados servindo para aplicações em estudos climáticos, florestais e arqueológicos.
Para saber mais sobre o nanossatélite peruano, acessem a postagem "Chasqui I: o cubesat peruano".
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Segundo notícias divulgadas na imprensa peruana, o cubesat peruano Chasqui I deve ser lançado ao espaço até o final deste ano. Segundo Aurelio Padilla Ríos, reitor da Universidad Nacional de Ingeniería (UNI), entidade responsável pela construção do artefato, o lançamento estaria atrasado em razão da espera de permissão da agência espacial russa (Roscosmos) para o lançamento.
O Chasqui I deve ocupar uma posição orbital a 650 km de altitude, e será equipado com duas câmeras digitais para o imageamento terrestre, com seus dados servindo para aplicações em estudos climáticos, florestais e arqueológicos.
Para saber mais sobre o nanossatélite peruano, acessem a postagem "Chasqui I: o cubesat peruano".
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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Licenciamento da AEB para a ACS
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AEB aprova licenciamento para atividades da Alcântara Cyclone Space
A Agência Espacial Brasileira (AEB) aprovou, por meio de portaria publicada na edição desta quarta-feira (26/1) do Diário Oficial da União, licenciamento para a execução de atividades espaciais para empresa binacional Alcântara Cyclone Space - ACS em seu sítio de lançamento situado na península de Alcântara - MA, nas dependências do Centro de Lançamento de Alcântara. As atividades estão permitidas pelo período de um ano.
Segundo a portaria, a AEB designará equipe de acompanhamento das Atividades Espaciais de Lançamento do Projeto Cyclone 4 com incumbência de elaborar relatórios técnicos.
A íntegra da portaria pode ser consultada clicando aqui.
Fonte: JC E-mail, editado pelo blog.
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AEB aprova licenciamento para atividades da Alcântara Cyclone Space
A Agência Espacial Brasileira (AEB) aprovou, por meio de portaria publicada na edição desta quarta-feira (26/1) do Diário Oficial da União, licenciamento para a execução de atividades espaciais para empresa binacional Alcântara Cyclone Space - ACS em seu sítio de lançamento situado na península de Alcântara - MA, nas dependências do Centro de Lançamento de Alcântara. As atividades estão permitidas pelo período de um ano.
Segundo a portaria, a AEB designará equipe de acompanhamento das Atividades Espaciais de Lançamento do Projeto Cyclone 4 com incumbência de elaborar relatórios técnicos.
A íntegra da portaria pode ser consultada clicando aqui.
Fonte: JC E-mail, editado pelo blog.
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terça-feira, 25 de janeiro de 2011
WikiLeaks: EUA e o acordo espacial Brasil-Ucrânia
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Demorou, mas o WikiLeaks, fenômeno mundial para as relações internacionais, finalmente chegou até o Programa Espacial Brasileiro. É que mostra reportagens publicadas hoje (25) nos jornais "Folha de S. Paulo" e "O Globo".
Basicamente, as reportagens fazem referência a um telegrama vazado que contém uma resposta do Departamento de Estado norte-americano sobre um apelo feito pela Ucrânia para os EUA reconsiderassem sua decisão de não apoiar a parceria espacial Brasil-Ucrânia.
Trata-se da velha, porém sempre presente, questão do acordo de salvaguardas tecnológicas (TSA, sigla em inglês) que um estado-lançador precisa deter com os países de origem dos satélites (ou de componentes de satélites) para a execução dos lançamentos. Um acordo com os EUA, que responde por significativa fatia do mercado de satélites, é essencial para o sucesso de qualquer empreitada de lançamento espacial.
As duas reportagens, porém, devem ser lidas com cautela. Parece haver certa confusão entre iniciativas de transferência de tecnologia e esforços comerciais, sendo este último o caso da binacional Alcântara Cyclone Space (ACS). Isto é, a parceria espacial Brasil-Ucrânia, de início, não envolveria transferência tecnológica, mas tão somente uma empreitada para a exploração comercial de lançamentos espaciais. O AST com os EUA não saiu por que o Brasil não quis ratificá-lo, o que não condiz com a afirmação de que os americanos tentaram impedir o acordo Brasil-Ucrânia.
Curioso também observar que os EUA podem ser a "tábua de salvação" da ACS, ao menos da parcela ucraniana (ver a postagem "Tensão na Alcântara Cyclone Space").
O blog aguardará maiores desdobramentos sobre o caso da ACS, que podem acontecer dentro dos próximos dias, para analisar mais profundamente a questão.
Para ler as reportagens, clique sobre os títulos abaixo:
"EUA tentaram impedir programa brasileiro de foguetes, revela WikiLeaks"
"Ucrânia recorreu aos EUA por foguete com o Brasil"
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Demorou, mas o WikiLeaks, fenômeno mundial para as relações internacionais, finalmente chegou até o Programa Espacial Brasileiro. É que mostra reportagens publicadas hoje (25) nos jornais "Folha de S. Paulo" e "O Globo".
Basicamente, as reportagens fazem referência a um telegrama vazado que contém uma resposta do Departamento de Estado norte-americano sobre um apelo feito pela Ucrânia para os EUA reconsiderassem sua decisão de não apoiar a parceria espacial Brasil-Ucrânia.
Trata-se da velha, porém sempre presente, questão do acordo de salvaguardas tecnológicas (TSA, sigla em inglês) que um estado-lançador precisa deter com os países de origem dos satélites (ou de componentes de satélites) para a execução dos lançamentos. Um acordo com os EUA, que responde por significativa fatia do mercado de satélites, é essencial para o sucesso de qualquer empreitada de lançamento espacial.
As duas reportagens, porém, devem ser lidas com cautela. Parece haver certa confusão entre iniciativas de transferência de tecnologia e esforços comerciais, sendo este último o caso da binacional Alcântara Cyclone Space (ACS). Isto é, a parceria espacial Brasil-Ucrânia, de início, não envolveria transferência tecnológica, mas tão somente uma empreitada para a exploração comercial de lançamentos espaciais. O AST com os EUA não saiu por que o Brasil não quis ratificá-lo, o que não condiz com a afirmação de que os americanos tentaram impedir o acordo Brasil-Ucrânia.
Curioso também observar que os EUA podem ser a "tábua de salvação" da ACS, ao menos da parcela ucraniana (ver a postagem "Tensão na Alcântara Cyclone Space").
O blog aguardará maiores desdobramentos sobre o caso da ACS, que podem acontecer dentro dos próximos dias, para analisar mais profundamente a questão.
Para ler as reportagens, clique sobre os títulos abaixo:
"EUA tentaram impedir programa brasileiro de foguetes, revela WikiLeaks"
"Ucrânia recorreu aos EUA por foguete com o Brasil"
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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
As ambições bolivianas
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Mal assinou o contrato para a construção do primeiro satélite boliviano, o Tupac Katari (TKSat-1), em dezembro de 2010, o governo boliviano já fala num segundo, desta vez para observação terrestre, especialmente de recursos minerais. É o que disse no último sábado (22), na assembleia legislativa, o presidente Evo Morales.
Morales confirmou ainda que viajará à China em março para acompanhar o início da construção do satélite de comunicações, e também destacou que 70 jovens bolivianos serão treinados pelo fabricante para o gerenciamento do sistema.
E as ambições peruanas
Na América do Sul, o Peru é outro país que considera seriamente adquirir um satélite de observação. No final do ano, circularam notícias na imprensa peruana dando conta de que em 2011, o governo daria início a uma licitação, num investimento estimado entre 80 a 100 milhões de dólares.
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Mal assinou o contrato para a construção do primeiro satélite boliviano, o Tupac Katari (TKSat-1), em dezembro de 2010, o governo boliviano já fala num segundo, desta vez para observação terrestre, especialmente de recursos minerais. É o que disse no último sábado (22), na assembleia legislativa, o presidente Evo Morales.
Morales confirmou ainda que viajará à China em março para acompanhar o início da construção do satélite de comunicações, e também destacou que 70 jovens bolivianos serão treinados pelo fabricante para o gerenciamento do sistema.
E as ambições peruanas
Na América do Sul, o Peru é outro país que considera seriamente adquirir um satélite de observação. No final do ano, circularam notícias na imprensa peruana dando conta de que em 2011, o governo daria início a uma licitação, num investimento estimado entre 80 a 100 milhões de dólares.
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"Space zone" na LAAD 2011
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Entre os dias 12 e 15 de abril, acontecerá na capital carioca a feira LAAD - Defence & Security 2011, evento internacional organizado a cada dois anos e focado nos setores de defesa e segurança. Pela primeira vez desde a sua criação, em 1997, a feira contará com uma área específica para indústrias e órgãos envolvidos com tecnologia espacial, chamada "space zone".
Algumas empresas já estão confirmadas para a nova área, dentre as quais a Opto Eletrônica, de São Carlos (SP), e a binacional ucraniano-brasileira Alcântara Cyclone Space (ACS). Outras também já fizeram reservas, além de dezenas empresas nacionais e estrangeiras atuantes tanto em defesa como espaço, que estarão presentes em diferentes áreas do salão.
Paralelamente à LAAD, será realizado o III Seminário de Defesa, que abordará as soluções tecnológicas e inovações para o setor no Brasil, que vive um momento de mudanças importantes decorrentes da Estratégia Nacional de Defesa. Um dos dias do seminário será totalmente dedicado ao setor espacial.
A revista Tecnologia & Defesa, publicação a qual o blog está vinculado, será pela quinta vez consecutiva o veículo oficial nacional do evento, e também a responsável pela edição do LAAD 2011 show daily, um boletim diário bilíngue (português e inglês) que circulará durante os quatro dias da feira.
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Entre os dias 12 e 15 de abril, acontecerá na capital carioca a feira LAAD - Defence & Security 2011, evento internacional organizado a cada dois anos e focado nos setores de defesa e segurança. Pela primeira vez desde a sua criação, em 1997, a feira contará com uma área específica para indústrias e órgãos envolvidos com tecnologia espacial, chamada "space zone".
Algumas empresas já estão confirmadas para a nova área, dentre as quais a Opto Eletrônica, de São Carlos (SP), e a binacional ucraniano-brasileira Alcântara Cyclone Space (ACS). Outras também já fizeram reservas, além de dezenas empresas nacionais e estrangeiras atuantes tanto em defesa como espaço, que estarão presentes em diferentes áreas do salão.
Paralelamente à LAAD, será realizado o III Seminário de Defesa, que abordará as soluções tecnológicas e inovações para o setor no Brasil, que vive um momento de mudanças importantes decorrentes da Estratégia Nacional de Defesa. Um dos dias do seminário será totalmente dedicado ao setor espacial.
A revista Tecnologia & Defesa, publicação a qual o blog está vinculado, será pela quinta vez consecutiva o veículo oficial nacional do evento, e também a responsável pela edição do LAAD 2011 show daily, um boletim diário bilíngue (português e inglês) que circulará durante os quatro dias da feira.
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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Reportagem sobre a visita à Kourou
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Na última semana de dezembro, entre os dias 27 e 29, a reportagem de Tecnologia & Defesa esteve no Centre Spatial Guyanais - CSG, em Kourou, na Guiana Francesa, para acompanhar uma missão de lançamento do foguete europeu Ariane 5, da Arianespace.
No início desse mês, publicamos no blog uma entrevista com o presidente da empresa, Jean-Yves Le Gall, e agora divulgamos uma reportagem sobre a missão V199, abordando ainda as evoluções dos projetos envolvendo os lançadores Soyuz e Vega, e também as perspectivas para o ano de 2011.
Para ler o texto e ver fotos exclusivas, clique aqui.
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Na última semana de dezembro, entre os dias 27 e 29, a reportagem de Tecnologia & Defesa esteve no Centre Spatial Guyanais - CSG, em Kourou, na Guiana Francesa, para acompanhar uma missão de lançamento do foguete europeu Ariane 5, da Arianespace.
No início desse mês, publicamos no blog uma entrevista com o presidente da empresa, Jean-Yves Le Gall, e agora divulgamos uma reportagem sobre a missão V199, abordando ainda as evoluções dos projetos envolvendo os lançadores Soyuz e Vega, e também as perspectivas para o ano de 2011.
Para ler o texto e ver fotos exclusivas, clique aqui.
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