quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Apoio russo ao VLS

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O apoio russo ao programa VLS tem rendido alguns negócios à empresas daquele país. No início de dezembro de 2008, postamos uma nota ("IAE/CTA celebra contratos") sobre a contratação da companhia russa "Konstruktorskoe Buro Khimavtomatiky" - OSC KBKha, para a elaboração de concepção de complexo de testes e banco de testes para motores-foguete a propelente líquido.

Hoje (15), saiu no Diário Oficial da União um extrato de inexigibilidade de licitação para a contratação do "Centro Estatal de Foguetes Acadêmico V. P. Makeyev" pelo Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA). A empresa da Rússia prestará serviços destinados à pesquisa para melhoria de segurança e confiabilidade do VLS-1, contrato de pouco mais que 1,3 milhão de euros.
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4 comentários:

iurikorolev disse...

Mileski

Essa consultoria já não tinha sido feita e paga não ?

Sds
Iuri

Andre Mileski disse...

Iuri, já há muito tempo se falava em consultoria russa para o VLS, mas não sei se chegou a ser contratada e paga. São várias as empresas e contratos, logo, este pode ser só mais um. Abraço. André

Sengedradog disse...

André,

O processo com os russos parece seguir um caminho mais efetivo que a relação com a Ucrânia (ACS). Isso é fruto do acaso ou haverão outros fatores em questão? O presidente da ACS foi ex-ministro do Lula e foi demitido por telefone por este. Haverá alguma preferência estratégica pelos russos em detrimento da Ucrânia?

Andre Mileski disse...

Sengedradog, os acordos de cooperação com a Rússia (VLS) e Ucrânia (Cyclone 4) são distintos e em princípio não conflitam entre si. O VLS é pequeno porte e o programa Cruzeiro do Sul, que previa o desenvolvimento de lançadores maiores com apoio russo não decolou. Se decolasse, o conflito com o acordo com a Ucrânia seria evidente. Já a Alcântara Cyclone Space foi desde o início pensada como uma iniciativa comercial, tanto é que não envolve transferência de tecnologia de lançadores ao Brasil. Talvez mude no futuro, mas por enquanto é esta a realidade.
A ACS tem enfrentado alguns problemas (quilombolas, questões ambientais, TCU, etc.), mas existe um enorme interesse político em sua concretização.