quinta-feira, 17 de setembro de 2009

CBERS 2B: 2 anos em órbita

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CBERS-2B completa 2 anos em órbita

17/09/2009

No dia 19 de setembro, completa dois anos em órbita o CBERS-2B, terceiro satélite lançado pelo Programa CBERS (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres, na sigla em inglês).

O CBERS-2B possui três câmeras imageadoras a bordo: CCD, WFI e HRC. Esta diversidade de câmeras atende a múltiplas necessidades - do planejamento urbano, que requer alta resolução espacial, a aplicações que precisam de dados freqüentes mas não tão detalhados, como monitorar desmatamentos e a expansão da agropecuária.

Imagens em alta resolução de todas as capitais brasileiras e de algumas áreas de países da América do Sul estão disponíveis na página: http://www.dgi.inpe.br/pesquisa2007/galeria/linux_E_galeria/galeriaCD.html

Cooperação

Atualmente um dos principais programas de sensoriamento remoto em todo o mundo, o CBERS é um exemplo bem-sucedido de cooperação Sul-Sul em matéria de alta tecnologia e um dos pilares da parceria estratégica entre o Brasil e a China.

Os satélites do Programa CBERS são o resultado do acordo, assinado em 22 de agosto de 1988, entre a Academia de Tecnologia Espacial da China (CAST) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

O CBERS-1 foi lançado em outubro de 1999 e o CBERS-2, em outubro de 2003. Antes disso, o Brasil dependia exclusivamente das imagens de satélites estrangeiros. E até 2014 estão previstos os lançamentos de mais dois satélites: CBERS-3 e CBERS-4.

O domínio da tecnologia para o fornecimento de dados de sensoriamento remoto também permitiu a implantação de uma pioneira política de livre acesso a estes dados, que tem levado outros países, como os Estados Unidos, a seguir o exemplo e disponibilizar gratuitamente dados orbitais de média resolução.

Já foram distribuídas pela internet mais de meio milhão de imagens para aproximadamente 20 mil usuários, em cerca de duas mil instituições públicas e privadas. Em média, têm sido registrados diariamente 750 downloads no Catálogo CBERS.

Além da livre distribuição das imagens, que contribuiu para a popularização do sensoriamento remoto e para o crescimento do mercado de geoinformação brasileiro, o Programa CBERS promove a inovação na indústria espacial nacional, gerando empregos em um setor de alta tecnologia fundamental para o crescimento do País.

As imagens CBERS são fornecidas gratuitamente para todo e qualquer usuário. Os países da América do Sul que estão na abrangência das antenas de recepção do INPE em Cuiabá (MT) são os mais beneficiados por esta política. Em breve os países da África também poderão contar com imagens gratuitas de seus territórios, pois já foram assinados memorandos para a recepção do satélite sino-brasileiro CBERS em estações de Ilhas Canárias, África do Sul e Egito, e está em negociação a instalação de uma antena no Gabão.

Mais informações no site http://www.cbers.inpe.br/
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Peru lança novo foguete

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A agência espacial do Peru (Comisión Nacional de Investigación y Desarrollo Aeroespacial - CONIDA) realizou no início deste mês, em 2 de setembro, mais um lançamento de foguete de sondagem, o Paulet 1M, versão melhorada do Paulet 1 testado em dezembro de 2006. O lançamento foi executado a partir da base científica de Punta Lobos (Pucusana).

A operação contou com o apoio da Força Aérea Peruana, que também trabalhou no projeto e construção do foguete. O Paulet 1M tem 2,8 metros, massa aproximada de 90 kg e é destinado a realização de experimentos científicos em alta atmosfera, medição de contaminação ambiental, excesso de carbono, pesquisas relacionadas à camada de ozônio e sobre os efeitos ionosféricos influenciados pelo Sol.

O Peru é um dos países sul-americanos, como Brasil, Argentina, Chile, Colombia e Venezuela com atividades no campo espacial. Para saber mais sobre o seu programa, acessem as postagens "Programa Espacial Peruano" e "Chasqui I: o CubeSat peruano".
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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Atualizações sobre o ACDH da PMM

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Esta semana, o blog entrou em contato com o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Gilberto Câmara, e com o coordenador de Engenharia e Tecnologia Espacial, Mário Quintino, a fim de obter informações sobre o atual status da contratação do subsistema de controle de atitude e supervisão de bordo (ACDH, sigla em inglês), para a Plataforma Multimissão (PMM), fechada no início deste ano com a empresa argentina INVAP (para saber mais, leiam a postagem “Entrevista com Gilberto Câmara – Parte II”, de março deste ano).

Segundo Quintino, o INPE mantém uma equipe de até oito pessoas nas instalações da INVAP em Bariloche, envolvidas no processo de transferência de tecnologia por meio da estratégia “on job training”. Conforme a necessidade, o Instituto também envia à empresa argentina missões para tratar de pontos específicos, referentes, por exemplo, à interface do ACDH com o satélite de observação Amazônia-1, que será a primeira missão a utilizar a PMM.

De acordo com os dirigentes do INPE, o contrato segue conforme o planejado. “Em linhas gerais, a relação com a INVAP é excelente, e eles estão cumprindo todos os itens do contrato", afirmou Gilberto Câmara. "Tudo indica que a escolha da INVAP foi acertada e que finalmente saímos de um impasse que durou mais de 10 anos. Finalmente, o INPE terá todo o conhecimento necessário para fazer o ACDH dos próximos satélites do programa espacial brasileiro", completou.

"O modelo implementado, a meu ver, atenderá plenamente nossos anseios de ganho de conhecimento em todo o conteúdo da tecnologia de ACDH", destacou Quintino.
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terça-feira, 15 de setembro de 2009

"Um caso para ninguém ver ou saber"

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O experiente jornalista Júlio Ottoboni, especializado em jornalismo científico e aeroespacial, escreveu uma análise sobre a questão Roberto Amaral versus Brig. Chaves. No texto, divulgado pelo Observatório da Imprensa, Ottoboni aborda não apenas o histórico do acordo especial entre Brasil e Ucrânia, mas também trata da Missão Centenário (voo espacial do astronauta brasileiro, Cel. Marcos Pontes) e da "falecida" participação brasileira na Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês).

Para acessar o artigo, o qual recomendamos a leitura, clique sobre o seu título: "Um caso para ninguém ver ou saber".
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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

"Rabo de foguete"

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A edição desta semana da revista "IstoÉ" traz uma reportagem abordando as "brigas, influência política e gestão sem controle [que] ameaçam projeto da base espacial de Alcântara". Para acessá-la, clique sobre o título: "Rabo de foguete".
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sábado, 12 de setembro de 2009

Resposta de Amaral ao artigo "Uma bomba política"

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Em mais um capítulo da polêmica discussão havida entre Roberto Amaral, diretor-geral da empresa ucraniano-brasileira Alcântara Cyclone Space (ACS) e o então diretor de Transporte Espacial e Licenciamento da Agência Espacial Brasileira, Brig. Antonio Hugo Pereira Chaves, a ACS disponibilizou em seu web-site uma carta de Roberto Amaral em resposta ao artigo "Uma bomba política", publicado por Merval Pereira na edição do último 10 no jornal "O Globo", no qual narra a discussão ocorrida em 26 de agosto (para saber mais sobre a discussão, acesse "Exoneração do Brig. Chaves da AEB").

Abaixo, reproduzimos a íntegra da carta:

"Caro Merval Pereira,

Sua sempre oportuna e sempre isenta coluna não teria sido publicada, hoje, com as falhas que a seguir indico, caso você me tivesse ouvido antes de escrevê-la.

Primeiro de tudo, o nela mencionado major brigadeiro da reserva não era representante da Força Aérea na Agência Espacial Brasileira, AEB. Para o cargo que ocupava fora convidado diretamente pelo presidente da Agência, Carlos Ganem. Sua demissão foi solicitada pelo Ganem ao MCT logo após o incidente, pois, antes de mim, na reunião citada, fora ele desrespeitado pelo seu hoje ex-auxiliar.

Em segundo lugar, não é correta a afirmação segundo a qual o acordo (na verdade Tratado) entre o Brasil e a Ucrânia, visando ao projeto Cyclone-4, fora objeto de 'polêmica logo no início do governo Lula'. A polêmica foi relativa ao Acordo de Salvaguardas firmado pelo governo anterior com os EUA. O Tratado com a Ucrânia foi assinado por mim, em nome do governo brasileiro, em 21.10.2003, e promulgado, após aprovação pelo Congresso Nacional, em 28.4.2005. O Acordo de salvaguardas com a Ucrânia foi promulgado em 2004. E não contém as restrições que nos foram impostas pelos EUA e aceitas pelo governo anterior. Aproveito para dizer-lhe: está havendo transferência de tecnologia.

Em terceiro lugar, a versão relativa à discussão comigo é fantasiosa. Não se tratou de quilombolas. A pacificação com os quilombolas foi comandada e levada a cabo por mim e concluída em março último nos Autos de uma Assentada perante a Justiça Federal do Maranhão. As dificuldades, que não foram criadas pela ACS, pertencem ao passado. Não se falou em PAC. Estou, realmente, empenhado em que as obras do Centro de Lançamento de Alcântara, pela seu caráter estratégico, sejam incluídas no PAC para que assim possamos promover ainda em 2010 o voo de qualificação, como determinou o Presidente da República. Mas essa é discussão que se trava em outro nível, com a Ministra Dilma e o presidente Lula. A reunião era puramente técnica: pretendia-se discutir a compatibilidade dos cronogramas de obras e serviços da ACS e da AEB. O ex-diretor foi grosseiro com o diretor-geral da parte ucraniana, O. Serdyuk, e com o vice-diretor técnico brasileiro, João Ribeiro Jr. Cumpri o dever de defendê-los e daí resultou o incidente, muito medíocre, sem os lances rocambolescos (à maneira dos westerns italianos) que lhe descreveram. Para você ter idéia, eu e meu agressor estávamos distantes um do outro por algo como dez metros e umas duas dezenas de diretores e técnicos.

Abraços de seu sempre devedor

Roberto Amaral"
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SARA: Satélite de Reentrada Atmosférica

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Brasil desenvolve satélite para pesquisa de microgravidade

11/09/2009

Imagine uma plataforma espacial para realizar experiências em um ambiente de gravidade reduzida (microgravidade). Trata-se de uma carga especial lançada por um foguete e que permanece no espaço por um certo tempo, decisiva para a realização de pesquisas estratégicas para o país. Agora, saiba que o projeto é de um satélite brasileiro, feito pela indústria nacional e com mão-de-obra própria, treinada e qualificada no Brasil, exatamente em uma área do conhecimento em que o país que domina a técnica não ensina ninguém, mas vende a tecnologia. É um tesouro a ser conquistado.

O nome do projeto é SARA, sigla para Satélite de Reentrada Atmosférica, em desenvolvimento pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), um dos centros de pesquisa do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), do Comando da Aeronáutica, em São José dos Campos (SP).

O SARA propõe o desenvolvimento de uma plataforma orbital para a realização de experimentos em ambiente de microgravidade, destinada a operar em órbita baixa, a 300 km de altitude, por um período máximo de dez dias. No futuro, o equipamento abrirá novas possibilidades na realização de projetos de pesquisa e desenvolvimento nas mais diversas áreas e especialidades, tais como biologia, biotecnologia, medicina, materiais, combustão e fármacos, entre outros.

Outro objetivo do projeto SARA é o desenvolvimento de estruturas que possam suportar o severo ambiente de reentrada na atmosfera terrestre. Para este fim, os quatro veículos que compõem o programa, dois suborbitais e dois orbitais, deverão alcançar gradativamente o conhecimento necessário. A sequência é semelhante ao do programa alemão Shefex (Sharp Edge Experiment), destinado à pesquisa de formas aerodinâmicas para a reentrada de veículos espaciais em regime hipersônico. Tanto o Sara como o Shefex visam o desenvolvimento de tecnologias para a criação de aeronaves e veículos hipersônicos através da análise da reentrada de veículos espaciais na atmosfera terrestre.

No primeiro veículo do programa, o SARA Suborbital, serão desenvolvidas as tecnologias de eletrônica embarcada, do módulo para a realização de experimentos e do sistema de recuperação através de pára-quedas. Segundo o gerente do projeto, Luís Loures, pesquisador da Divisão de Sistemas Espaciais do IAE, as maiores dificuldades até agora envolvem exatamente o desenvolvimento do sistema de recuperação.

Dados revelados pelos europeus dão conta de que as taxas de falha neste sistema podem chegar a 20%. A maneira que o projeto encontrou de reverter esta expectativa foi a de investir em ensaios funcionais. Todos os eventos, componentes e equipamentos deste sistema estão sendo sistematicamente investigados e seus desempenhos avaliados. “Nós não temos receio em repetir ensaios caso achemos que valha a pena”, afirma o pesquisador.

O cronograma do SARA Suborbital prevê o término do projeto detalhado para o final deste ano e a qualificação em 2010, quando a plataforma deverá estar pronta para lançamento.

Os demais veículos do programa são o SARA Suborbital 2, destinado a implementar o controle de atitude em voo e o motor de indução de reentrada, o SARA Orbital, para verificar a capacidade de controle e o ambiente tanto em órbita como na reentrada e, por fim, o SARA Orbital 2, que qualificará o sistema de proteção térmica reutilizável. Essas etapas são necessárias para desenvolver e aprimorar cada tecnologia desse importante projeto, que cresce nas mãos dos cientistas brasileiros como um filho, que primeiro aprende a engatinhar, depois a andar e por fim a correr.

Nacionalização - A entrada na sala do projeto SARA não envolve grandes surpresas: nas paredes, os usuais gráficos de cronograma, desenhos técnicos e um quadro repleto de croquis e cálculos em vermelho. Ao fundo, Artur Cristiano Arantes, estudante da Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP), verifica as últimas alterações de projeto do Módulo de Experimentação. Resultados da análise estrutural mostraram uma frequência baixa no prato que abriga os experimentos. Uma consulta aos projetistas da empresa CENIC e logo surge uma solução: o aumento da espessura da colméia que o bolsista já implementou e que agora observa os resultados. O diálogo próximo entre fabricante e projetista é uma das características do Sara: só se propõe algo que possa ser produzido pela indústria nacional.

A CENIC é a empresa responsável pela industrialização da plataforma, situação definida em contrato com a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e o IAE. Para tanto, a empresa mantém um profissional constantemente à disposição do projeto. No fundo da sala, Tiago Gonçalves Faria, outro estudante da Univap, observa a versão do artigo a ser apresentado na conferência sobre veículos espaciais na Alemanha. Ambos os estudantes embarcaram no mês de junho para a Europa para representar o grupo.

Loures ressalta a política de desenvolver a capacitação da mão de obra por meio da atribuição gradativa de responsabilidades. Os trabalhos correm com supervisão de engenheiros experientes do IAE: os cálculos de Artur, por exemplo, são avaliados pelo pesquisador Guido Damilano, do Grupo de Estruturas.

A ocorrência de revisões de projeto, como nos EUA e na Europa, é comum e realizada por uma banca composta de especialistas do IAE, do INPE e da Embraer, que avalia o estágio de desenvolvimento do projeto. O engenheiro Tertuliano, bolsista AEB/CNPq, coordenador dos trabalhos entre o IAE e a Mectron, responsável pelas Redes Elétricas do Sara, organizava no momento a documentação para uma revisão de projeto a ser realizada nesta semana na sede da empresa.

Parte da tecnologia a ser empregada nos próximos veículos SARA já está em desenvolvimento: a plataforma para controle de atitude será a desenvolvida pelo projeto SIA (Sensores Inerciais Aeroespaciais), os materiais para alta temperatura estão sendo testados pela Divisão de Materiais do IAE e deverão voar como experimentos na plataforma Shefex 2, enquanto a capacidade de modelar o ambiente aerotermodinâmico e sua averiguação em túnel (Mach 7 a 25) correm em conjunto com o projeto do veículo hipersônico 14-X do Instituto de Estudos Avançados (IEAv), outro núcleo de pesquisa do DCTA. Criar as sinergias necessárias para o desenvolvimento é uma estratégia clara do projeto, afinal, “nossos recursos financeiros e humanos são limitados”, explica Loures.

No futuro, o SARA pretende ser uma plataforma industrial orbital para a qualificação de componentes e equipamentos espaciais a um baixo custo, o que abre interessantes chances de negócios no Brasil e no exterior, além de realizar pesquisas científicas em microgravidade. Ao mesmo tempo, os desenvolvimentos em curso de materiais especiais, como o carbono/carbeto de silício, e da capacidade de modelar os fenômenos físicos, permitirão que o país se mantenha conectado com uma nova geração de veículos de reentrada.

Outras aplicações estão relacionadas com as pesquisas para a 2ª geração de veículos lançadores reutilizáveis (a 1ª foi o Space Shuttle, da NASA, e o russo Buran) e com a tecnologia a ser empregada em aeronaves hipersônicas, capazes de realizar um voo de Los Angeles a Sidney em poucas horas.

Na prática, o SARA vem aperfeiçoando a forma do IAE conduzir projetos, com novas técnicas de gestão e uma nova aproximação da industrial nacional. “É um projeto pequeno, porém muito complexo. Nós não temos todas as respostas, mas não temos receio de procurá-las, pois contamos com fatores que superam obstáculos: o entusiasmo e a determinação da nossa equipe”, afirma o gerente do projeto.

Fonte: IAE

Comentários: uma das mais importantes tecnologias que precisam ser desenvolvidas para um artefato de reentrada atmosférica é o escudo de proteção térmica, normalmente fabricado com materiais cerâmicos. Esse tipo de material tem sua comercialização restrita no mundo, uma vez que também pode ser utilizado em ogivas de mísseis intercontinentais. A DLR, agência espacial da Alemanha coopera com o IAE/TA nesta área. Para mais informações sobre o Projeto SARA, clique aqui.
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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Exoneração do Brig. Chaves da AEB

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O Brig. Antonio Hugo Pereira Chaves, que ocupava a direção de Transporte Espacial e Licenciamento da Agência Espacial Brasileira foi oficialmente exonerado ontem (10), com a publicação de portaria da Casa Civil no Diário Oficial da União.

Para mais informações sobre a exoneração, leiam a notícia "Diretor da Agência Espacial Brasileira é exonerado", publicada no site de notícia G1, e a reportagem "Um barraco aeroespacial", do jornal Correio Braziliense de 1º de setembro.

Um novo diretor ainda não foi indicado, mas seguindo a tradição, deverá ser um brigadeiro do Comando da Aeronáutica.
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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

CLBI e foguetes médios

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CLBI pronto para lançar foguetes de porte médio

10/09/2009

Nessa terça-feira (08), o Diretor-Geral do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, Ten Brig Ar Cleonilson Nicácio Silva, descerrou a placa de revitalização do Lançador MRL (Medium Class Rocket Launcher – Lançador de Foguetes de Porte Médio), na área das plataformas do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), localizado em Parnamirim (RN).

O Projeto de Revitalização do Lançador, iniciado em meados de 2008, representou um desafio aos técnicos, engenheiros e militares do CLBI, pois exigiu análise detalhada do sistema elétrico, mecânico, estrutural e de sensoriamento do MRL. Todo o esforço resultou na recuperação total da capacidade de elevação de carga do lançador, o que garante a excelência de futuras atividades de lançamento.

MRL – Instalado em uma base de concreto, o Lançador de Foguetes de Porte Médio do CLBI, com capacidade de elevação de carga para foguetes de múltiplos estágios com até 7.5 toneladas de peso, é usado para posicionar o foguete (em elevação e azimute) e prover trilhos-guias para sua decolagem. A elevação e a orientação do lançador são eletricamente controladas, quer a partir das proximidades do lançador, quer a partir de local remoto.

Fonte: CTA
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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Thales Alenia participa do Arsat-1

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A exemplo da EADS Astrium (veja a nota EADS Astrium conquista negócios na Argentina), a companhia franco-italiana Thales Alenia Space também anunciou ontem a assinatura de contrato com a ARSAT para o fornecimento das cargas úteis do satélite geoestacionário de comunicações Arsat-1, parte do Sistema Satelital Geoestacionario Argentino de Telecomunicaciones (SSGAT).

"Este contrato mais uma vez confirma nossa liderança no mercado de cargas úteis de telecomunicações", afirmou em nota Reynald Seznec, presidente e CEO da Thales Alenia Space. "Nós estamos muito contentes de apoiar tanto o crescimento do operador ARSAT e o surgimento de um novo player espacial nacional. Graças a este contrato, a INVAP irá ampliar o seu escopo de conhecimentos para telecomunicações", completou Seznec.

O relacionamento da Thales Alenia Space com o Programa Espacial Argentino já é antigo. A empresa forneceu vários componentes e cargas úteis para satélites desenvolvidos pela Comision Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), e também fabricou o Nahuelsat-1, satélite de comunicações operado pela ARSAT.

O Arsat-1 terá 24 transpônderes de banda Ku, vida útil estimada em 15 anos, e massa total de 2,8 toneladas. Sua massa é superior à capacidade do foguete Cyclone 4, da Alcântara Cyclone Space, o que na prática descarta as chances do lançamento ser realizado pela binacional ucraniano-brasileira, como chegou a ser especulado.
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