domingo, 8 de julho de 2012

Ensaios da TMI com o VLS-1 em Alcântara


Desde junho, o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA) está realizando no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, a Operação Salina, que envolve testes da nova Torre Móvel de Integração (TMI) com um mock-up em tamanho real do foguete VLS-1. 

O principal objetivo da operação é realizar as operações de transporte, preparação e integração mecânica do mock-up estrutural inerte do VLS-1, bem como ensaios e simulações para a verificação da integração física, elétrica e lógica da TMI e dos meios de solo do CLA, associados à preparação para voo do VLS-1.

O IAE disponibilizou em seu website algumas imagens da operação (clique aqui para vê-las). As imagens de integração de partes do lançador na TMI traz fortes lembranças das três operações de lançamento do VLS-1.
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sexta-feira, 6 de julho de 2012

ACS: aporte brasileiro de R$135 milhões


Governo aumenta capital da Cyclone Space

05/07/2012 - 11h45

Gilberto Costa
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff assinou decreto ontem (4) autorizando a transferência R$ 135 milhões da União para aumento de capital da Empresa Binacional Alcântara Cyclone Space (ACS).

A empresa é formada pelo Brasil e pela Ucrânia e foi criada para fazer a comercialização e operação de serviços de lançamento utilizando o veículo lançador Cyclone-4, do Centro de Lançamento de Alcântara (MA). O centro é considerado o melhor ponto de lançamento de foguetes por causa da proximidade com a Linha do Equador (economia de até 30% de combustível).

O dinheiro a ser transferido é dos orçamentos públicos deste ano e do ano passado. Conforme o decreto, R$ 50 milhões são do crédito ordinário aberto em favor do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (previsto na Lei nº 12.581/2011) e R$ 85 milhões estavam inscritos em Restos a Pagar (Lei nº 12.595/2012).

O aumento de capital da empresa estava acordado entre o Brasil e a Ucrânia. Segundo o site da Cyclone Space, a ACS foi constituída em agosto de 2006, com investimento inicial de US$ 4,5 milhões de cada país. O tratado original estabelecia que o Brasil e a Ucrânia deveriam compor o capital da empresa até um total de US$ 105 milhões. Em 2008, o teto do capital da empresa passou para US$ 375 milhões.

Edição: Graça Adjuto

Fonte: Agência Brasil
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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Cooperação Venezuela - Bielorússia


A Bielorússia ajudará a Venezuela na construção de um centro para o lançamento de satélites, segundo declaração dada à imprensa por Américo Díaz Nuñez, embaixador da Venezuela em Minsk, capital bielorussa, e reproduzida ontem (04) em reportagem da agência RIA Novosti.

"A Bielorússia participará da construção de uma base espacial no estado de Aragua", ao norte da Venezuela, disse Díaz Núñez.

O projeto será implementado ainda com o apoio da China, país que tem fabricado os satélites venezuelanos (Venesat-1, lançado em outubro de 2008, e VRSS-1, de observação, atualmente construção e previsto para lançamento dentro dos próximos meses). Desde o final de 2010, circulam notícias sobre a construção de uma fábrica de microssatélites em território venezuelano, com assistência chinesa.

Colaborou José Ildefonso.
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Blindagem eletromagnética do IEAv


IEAv patenteia processo de produção de blindagem eletromagnética

05/07/2012

O Instituto de Estudos Avançados (IEAv), instituição subordinada ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) do Comando da Aeronáutica (Comaer), obteve junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) a patente de um processo de produção de blindagem eletromagnética na faixa de freqüência de 8 a 12 GHz. Sua gama de utilidades inclui o revestimento de circuitos eletrônicos visando evitar a ocorrência de ruídos originados por causas exteriores, típicos em sistemas espaciais, tais como satélites e foguetes.

A patente é produto da tese de doutorado do pesquisador Carlos Alberto Reis de Freitas do IEAV, sob orientação do pesquisador Francisco Cristóvão Lourenço do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). Outros pesquisadores autores da patente foram Antonio Carlos da Cunha Migliano (IEAv) e Alberto José de Faro Orlando do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA). Esta é a segunda patente do Grupo de Pesquisas de Sistemas Eletromagnéticos do IEAv registrada em 2012.

Fonte: IEAv, via Tecnologia & Defesa.
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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Entrevista com Leonel Perondi, diretor do INPE - Parte I


No último dia 27, o blog Panorama Espacial entrevistou Leonel Fernando Perondi, novo diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Empossado em 1º de junho, Perondi é graduado em engenharia mecânica pelo ITA (1980), com mestrado pelo INPE e doutorado pela Universidade de Oxford. Entre 2001 e 2005, foi diretor substituto do INPE, tendo atuado também em projetos de engenharia e tecnologia espaciais, como o programa CBERS (gerente-geral entre 2002 e 2005). 

CBERS

O primeiro tópico da entrevista, feita por telefone, foi o que hoje é o principal programa de satélites do Programa Espacial Brasileiro, o CBERS, sigla em inglês de Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres, atualmente já na segunda geração.

Perondi apresentou um panorama sobre o programa, destacando questões industriais e orçamentárias. Entre os anos de 2004 e 2006, foram firmados vários contratos industriais relacionados aos CBERS 3 e 4. De acordo com ele, a expectativa é que o CBERS 3 seja lançado em novembro ou dezembro deste ano, a partir da China, enquanto que o CBERS 4 deve ser colocado em órbita em 2014. Em relação às questões orçamentárias, que costumeiramente assolam projetos do programa espacial, o dirigente afirmou que todas as demandas já foram atendidas.

O diretor mencionou a visita à China, que ocorre esta semana, integrando comitiva liderada pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp. "Teremos conversas ao longo das próximas semanas sobre a cooperação futura", indicando a possibilidade de extensão da cooperação sino-brasileira, iniciada em 1988.

Perondi lembrou que em 2002, quando o acordo com a China foi ampliado para o desenvolvimento e construção do CBERS 3 e 4, já havia intenção do lado brasileiro de estender novamente a parceria, com contratação direta na indústria dos satélites sucessores. Com a transferência para a indústria, a ideia era que a cooperação sino-brasileira focasse num campo de maior inovação, envolvendo o desenvolvimento de satélites geoestacionários e subsistemas espaciais.

Amazônia-1

Questionado sobre a previsão de lançamento do satélite de observação Amazônia-1, baseado na Plataforma Multimissão (PMM), o dirigente disse que está previsto para 2014, prazo, no entanto, que deve ser revisto junto à Agência Espacial Brasileira (AEB). Perondi destacou que se trata de um novo projeto que representa desafios ao País. "Será o primeiro satélite nacional estabilizado em três eixos, com subsistemas novos, sem recorrência", afirmou.

Segundo o diretor, sendo um projeto que apresenta grandes desafios, todos os subsistemas estão sendo revistos tecnicamente. "A confiabilidade dos sistemas é um ponto crítico".

Perondi também revelou que o INPE considera que o Amazônia-1 será um modelo protótipo para validação de tecnologias em órbita, que se seguiria de um segundo modelo, lançado um ou dois anos após o primeiro, este sim um modelo de missão. "O Amazônia-1 seria um projeto nessa linha, uma missão de validação em órbita". O dirigente ressaltou, no entanto, que este e outros aspectos do projeto, como a seleção do lançador, dependem de discussão e definição com a AEB.

Política industrial

Tema abordado em seu discurso de posse, Perondi destacou o caráter público e estratégico do programa espacial, que também serve como instrumento de política industrial e de domínio de tecnologias críticas. "É um desafio grande [para indústria], desafiada a atuar em novas áreas", disse, dando o indicativo de que buscará em sua gestão estimular o envolvimento da indústria nacional nos projetos do Instituto.

O diretor se referiu aos satélites CBERS 3 e 4 como modelos da política industrial adotada pelo INPE, projeto que envolveu a contratação junto à indústria de aproximadamente 270 milhões de reais em componentes e subsistemas.

Na próxima sexta-feira (06), será postada a a segunda e última parte da entrevista, tratando de temas como ACDH, recursos humanos, Satélite Geoestacionário Brasileiro, dentre outros.
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ACS: avanços nas obras em Alcântara


Alcântara: Chegam os tanques de combustíveis do Cyclone 4

04-07-2012

Os primeiros equipamentos terrestres de grande porte destinados ao sítio de lançamento da empresa brasileiro-ucraniana Alcântara Cyclone Space (ACS) começam a chegar, na próxima semana, ao porto de Itaqui, no Maranhão.

A ACS foi criada para oferecer ao mercado mundial lançamentos seguros, econômicos e competitivos, por meio do foguete Cyclone-4, considerado de alta confiabilidade, a partir do Centre de Alcântara, apreciado como um local privilegiado para orbitar satélites.

A primeira carga a ser desembarcada é constituída de 15 tanques de combustível para o sistema de abastecimento do LC (Líquido Combustível) e seus assessórios de montagem. Para o transporte de todo esse material serão utilizadas cerca de 20 carretas e guindastes com capacidade entre 30 e 40 toneladas.

O primeiro voo do Cyclone 4 – o chamado “voo de qualificação” – está previsto para o final de 2013. O prédio (TC-100) para a montagem, integração e teste da carga útil, situado no Complexo Técnico do Sítio de Lançamento, está entre as partes mais adiantadas da obra. Lá serão preparados os satélites que sairão já encapsulados da unidade de carga útil  para se acoplarem aos estágios propulsores do Cyclone-4 no prédio vizinho, o TC-200.

Outra obra adiantada é o TC-200, a ser usado para montagem, integração e teste do veículo lançador. Ali será montado o Cyclone-4, um gigante de 40 metros de comprimento, três metros de diâmetro e coifa (ponta) com quatro metros de largura. Ele é capaz de lançar 5.300 kg em órbita baixa (até 500 km de altitude), 1.600 kg em órbita de transferência geoestacionária e 3.800 kg em órbita heliossíncrona (órbitas especiais projetadas para que, quando o satélite sobrevoa o ponto de interesse, seja sempre dia).

O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) e o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) têm mantido a média seis a oito lançamentos por ano desde 2008. Somente entre março e abril deste ano, o CLA lançou três foguetes de treinamento básico. Para agosto, está previsto o lançamento de um foguete de treinamento intermediário e, até o fim do ano, outro foguete de treinamento básico.

Fonte: AEB
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segunda-feira, 2 de julho de 2012

SHEFEX II: missão é declarada bem-sucedida



Após o voo do SHEFEX II, em 22 de junho, que contou com contribuição brasileira, os pesquisadores do centro aeroespacial alemão (DLR) realizaram uma análise inicial dos resultados da missão, tendo declarado o sucesso da missão. "O voo do SHEFEX II seguiu a trajetória previamente calculada e nós recebemos dados extensivos e de grande valor em tempo real de todos os experimentos", afirmou Hendrik Weihs, gerente de projeto da DLR.

Esperava-se que a plataforma da SHEFEX II caísse no mar, para ser posteriormente resgatada por um barco. No entanto, não foram capturados dados nos últimos segundos de voo, o que aliado a complicadas condições climáticas, impossibilitou o resgate da carga útil. "Nós estamos agora tentando determinar onde, exatamente, a plataforma afundou, e se ela pode ser salva", declarou Weihs.

Os dados colhidos via telemetria indicam que a missão funcionou bem, tendo os pesquisadores sido capazes de controlar a plataforma, diferentemente do que ocorreu com o SHEFEX I, em outubro de 2005. A plataforma foi impulsionada por um foguete VS-40M, desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA), de São José dos Campos (SP), como parte da cooperação entre os dois países na área espacial, iniciada há mais de quarenta anos.

A experiência adquirida com o SHEFEX II será incorporada ao projeto seguinte, o SHEFEX III - uma plataforma cuja reentrada atmosférica é prevista para durar 15 minutos. Este voo deve ocorrer em 2015 ou 2016.

A DLR disponibilizou em seu website seis fotos do voo do SHEFEX II, uma delas, a imagem acima, que ilustra esta nota. Para vê-las, clique aqui.
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Reunião do Conselho Superior da AEB


Conselho Superior da AEB se reúne para analisar as novas diretrizes do Programa Espacial Brasileiro

02-07-2012

A 63ª reunião do conselho superior da Agência Espacial Brasileira (AEB) ocorreu, na última terça-feira, na sede da AEB. O encontro teve como objetivo principal analisar proposta para o novo Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE). A expectativa é que esse documento seja finalizado no segundo semestre deste ano.

O evento contou com a presença do Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marco Antonio Raupp, que quando esteve no comando da AEB iniciou a reformulação do PNAE e uma aproximação com as mais altas esferas do governo. Tais iniciativas proporcionaram uma nova dinâmica ao Programa Espacial Brasileiro (PEB).  As perspectivas de um futuro promissor para as atividades espaciais e a consolidação de uma nova etapa apontam para consolidar ações de longo prazo típicas da área espacial.

O novo documento do PNAE visa estabelecer governança qualificada e competente para tornar o Programa Espacial em Programa de Estado, integrando-o às politicas públicas em execução no Brasil e satisfazendo as necessidades nacionais, respeitando prazos e custos. Com relação à industrialização, procura utilizar o poder de compra do Estado e estimula a criação de empresas integradoras capazes de fornecer sistemas espaciais completos.

Com relação aos desafios de alcançar a autonomia tecnológica, apoia a formação de recursos humanos qualificados para se atingir domínio das tecnologias críticas e de acesso restrito, com a participação da indústria nacional e do capital humano existente nas universidades e institutos de pesquisa, visando impulsionar e fortalecer a capacidade de lançamento de satélites a partir do território brasileiro.

Fonte: AEB
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Avibras no setor espacial


Durante a Eurosatory 2012, tradicional feira do setor de defesa que acontece em junho, a cada dois anos, em Paris, Tecnologia & Defesa conversou com Sami Hassuani, presidente da Avibras Aeroespacial, uma das principais indústrias brasileiras dos setores aeroespacial e de defesa.

Na conversa, T&D buscou abordar projetos que vão além do tradicional sistema ASTROS (Artillery SaTuration ROcket System), produto que tornou a companhia brasileira mundialmente conhecida. Atualmente, a Avibras está engajada no desenvolvimento do ASTROS 2020, projeto que foi, inclusive, beneficiado com recursos do PAC Equipamentos, anunciado semana passada. Entre os assuntos, o envolvimento da empresa com o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), a Avibras no setor espacial e defesa aérea.

Em relação ao Sisfron, hoje, 2 de julho, é o prazo final para a entrega de propostas em resposta ao RFP (Request for Proposal) enviado pelo Exército Brasileiro (EB). Conforme revelado por T&D durante a Eurosatory, a Avibras se juntou ao consórcio formado por Thales e Andrade Gutierrez e deve apresentar proposta, contribuindo com seus conhecimentos e habilidades em comando e controle.

Sami Hassuani afirmou que a companhia quer participar do Sisfron de forma "colaborativa", em linha com os desejos do EB. Hassuani afirmou que o bom relacionamento com a Andrade Gutierrez foi importante para a participação da Avibras no consórcio, assim como sua relação, dos tempos de faculdade, com Orlando Ferreira Neto, ex-vice-presidente da Embraer Defesa e Segurança e atual presidente da joint-venture entre a Thales e Andrade Gutierrez.

Área espacial

Hassuani lembrou que a Avibras no passado já se envolveu ou buscou se envolver com projetos de telecomunicações via satélite e subsistemas para satélites. Na década de oitenta, a empresa foi responsável pela fabricação de diversas antenas de grandes dimensões (até 12 metros de diâmetro) para o segmento terrestre do Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS).

Os atuais interesses da Avibras nessa área são mais focados na área de lançadores. Após desenvolver o Foguete de Treinamento Básico (FTB) e o Foguete de Treinamento Intermediário (FTI) para o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA), a empresa tem expectativa de iniciar o desenvolvimento no Foguete de Treinamento Avançado (FTA), projeto ainda pendente de alocação de recursos. Este contaria com dois estágios, com o primeiro sendo um novo desenvolvimento, e o segundo o propulsor do FTB.

O FTB e FTI são baseados nos foguetes usados pelo sistema ASTROS II, e tem sido eventualmente usados para testes, qualificação e treinamento de equipes nos Centros de Lançamento de Alcântara e da Barreira do Inferno (CLBI), em substituição aos foguetes SBAT 70, também da Avibras, anteriormente usados.

O executivo lembrou a experiência da Avibras em foguetes, tendo participado na década de setenta e oitenta do desenvolvimento de foguetes da família SONDA. Atualmente, a companhia é a única fabricante privada brasileira de perclorato de amônio (um dos componentes do propelente sólido do VLS e de outros foguetes nacionais), o que, aliada a sua experiência em foguetes, a coloca como forte interessada em desenvolvimentos na área de lançadores.
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domingo, 1 de julho de 2012

SGB: decreto é publicado

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Na última sexta-feira (29), foi publicado no Diário Oficial da União o Decreto n.º 7.769, da Presidência da República, que dispõe sobre "a gestão do planejamento, da construção e do lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas - SGDBC."

O decreto é mais um passo para a concretização do projeto do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB), que agora, aliás, ganhou um novo nome oficial, Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas - SGDBC (além deste, eventualmente também é referido por seu nome comercial, BR1Sat). Um ponto muito interessante: segundo o texto, o SGDC deverá estar implantado até o dia 31 de dezembro de 2014, o que dá a entender que o satélite deverá estar em órbita e funcionamento até o final desse período, um prazo considerado bastante curto.

Por meio do decreto, foram criados o Comitê Diretor (órgão diretivo e instância decisória máxima do projeto do SGDC), e o Grupo-Executivo, órgão técnico-consultivo e executor das diretrizes e decisões do Comitê Diretor.

O Comitê Diretor será formado por representantes do Ministério das Comunicações, Ministério da Defesa e Ministério da Ciência, Tecnologia e INovação. Já o Grupo-Executivo terá representantes do Ministério da Defesa, Ministério das Comunicações, Agência Espacial Brasileira (AEB), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), e Telebras, cabendo a esta última a presidência do referido comitê.

Caberá ao Comitê Diretor, com base em proposições do Grupo-Executivo:

"I -  aprovar, com base nas informações fornecidas pelo Grupo-Executivo: a) os requisitos técnicos do projeto do SGDC, seus eventuais ajustes e alterações; b) o planejamento, o orçamento e o cronograma de implantação do projeto do SGDC; c) as minutas dos termos de referência para a contratação, aquisição, lançamento e operação do SGDC; e d) o plano de absorção e transferência de tecnologia de que trata o art. 10;

II - acompanhar e avaliar a execução do projeto do SGDC ao longo de todas as suas fases, determinando os ajustes necessários;

III - supervisionar o repasse de recursos financeiros destinados à implantação do projeto do SGDC; e

IV - estabelecer as diretrizes para a atuação e participação dos órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta no Projeto do SGDC."

O decreto também autoriza a Telebras a contratar com terceiros o fornecimento de bens, serviços e obras de engenharia necessários ao satélite e ao transporte de sinais de telecomunicações, bem como do segmento terrestre correspondente. Indica, alinda, a Telebras e o Ministério da Defesa como responsáveis pela gestão da operação do satélite após o seu lançamento.

Nos termos de seu artigo 10, caberá à Telebras e à AEB a elaboração do plano conjunto de absorção e transferência de tecnologia, que será avaliado pelo Grupo-Executivo e submetido à aprovação do Comitê Diretor. A AEB será responsável pela coordenação, monitoramento e avaliação dos resultados do plano de absorção e transferência de tecnologia, sendo ainda detentora dos direitos de propriedade intelectual decorrentes do processo de transferência de tecnologia.

A expectativa é que o Comitê Diretor e o Grupo-Executivo tenham seus membros designados em até 15 dias, sendo que a primeira atribuição será finalizar a solicitação de propostas (conhecida tecnicamente pelo jargão em inglês Request for Proposal - RFP) para envio aos potenciais fornecedores do satélite.
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