domingo, 2 de outubro de 2011

Ensaio de motor de combustão do 14-X

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FAB inicia ensaios de motor de combustão supersônica (14-X)

29/09/2011

O Instituto de Estudos Avançados (IEAv), do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), de São José dos Campos (SP), iniciou os ensaios de obtenção de parâmetros de escoamento em motor de combustão supersônica. Os ensaios foram feitos no Túnel de Choque T3, no Laboratório de Aerotermodinâmica e Hipersônica Prof. Henry T. Nagamatsu.

Os objetivos dos ensaios em Túnel de Choque da geometria do motor são avaliar as condições do escoamento na entrada, interior e rampa de saída do motor, e como se comporta a injeção do combustível em regime supersônico. Os resultados obtidos serão usados para avaliar características de desempenho do motor do veículo.

O motor que está sendo ensaiado faz parte do desenvolvimento do Veículo Aeroespacial Hipersônico Brasileiro 14-X, um demonstrador tecnológico dos conceitos de “waverider” e “SCRAMJET”. O waverider é uma geometria projetada especificamente para voar em regimes supersônicos ou hipersônicos, utilizando uma onda de choque atada ao seu bordo de ataque para gerar sustentação. Já o conceito de SCRAMJET (Supersonic Combustion RAMJET) é o estato-reator aspirado que produz empuxo ao veículo, utilizando ondas de choque para comprimir o escoamento, em substituição ao tradicional conjunto turbina-compressor, possibilitando sua operação nas elevadas velocidades de projeto.

Fonte: IEAv, via FAB, com edição do blog.

Comentário: para saber mais sobre o projeto 14-X, acesse a postagem "Reportagem sobre o 14-X em Tecnologia & Defesa".
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Ensaio de separação do 1º estágio do VLS

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IAE realiza ensaios de qualificação do Sistema de Propulsão do VLS

30/09/2011

Foi realizado no último dia 29, no laboratório de Integração de Propulsores do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), em São José dos Campos (SP), o ensaio de separação dos quatro propulsores do primeiro estágio do Veículo Lançador de Satélites (VLS). Durante um voo do veículo, esta situação ocorrerá a cerca de 32 km de altitude.

O evento foi realizado com sucesso e contou com uma equipe de 45 servidores entre técnicos e engenheiros do Instituto. Foram feitas 167 medições entre choque mecânico, vibração quase-estática, deformação, pressão, deslocamento, simetria de separação, além da cobertura fotográfica e de vídeo (HD e alta velocidade) (clique aqui para ver o vídeo).

Este ensaio tem como objetivo principal a qualificação do sistema de separação do primeiro estágio do VLS. Os dados coletados serão analisados e servirão de base para entender os fenômenos que ocorrem no veículo durante esta fase importante de voo. Entre esses fenômenos, ressalte-se a simultaneidade de ejeção dos motores, as tensões nas interfaces entre o segundo e terceiro estágio e as cargas de choque mecânicos no corpo central e nos equipamentos embarcados. Será feita também uma comparação entre os sinais adquiridos com o sistema de telemetria e o sistema de solo, procedimento importante para a qualificação do sistema de medição em voo.

Fonte: IAE, com edição do blog.
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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Programa Espacial Colombiano

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No final deste mês, o vice-presidente da Colômbia, Angelino Garzón, e também coordenador da Comisión Colombiana del Espacio (CCE), afirmou ao jornal local "El Heraldo" que seu país "precisa ter sua própria agência espacial para pôr-se à altura de outros países da América Latina", segundo divulgado pelo website Infoespacial.com. O vice-presidente anunciou ainda que, na próxima semana, recomendará ao presidente da República, Juan Manuel Santos, a criação mediante decreto da Agencia Colombiana en Materia Espacial, além da compra de um satélite de observação terrestre.

A Colômbia "deve avançar com a aquisição de um satélite de observação da Terra e impulsionar uma política espacial". "Precisamos deixar de nos sentirmos pequenos frente a outros países e deixar de lado essa síndrome de limitação de que quando nos sentamos com governantes muito importantes de outras nações, eles são os inteligentes e nós os aprendizes, como se o conhecimento, a ciência e a pesquisa fossem propriedade unicamente dos países desenvolvidos", completou.
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Nota da Telebras sobre o SGB

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Telebras terá satélite geostacionário

29/09/2011

A Telebras participa de um Grupo de Trabalho que vai elaborar as especificações técnicas para a integração de um satélite geoestacionário com lançamento previsto para 2014. O trabalho que envolve também o Ministério da Defesa, a Agência Espacial Brasileira e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), conta com o aval da presidente Dilma Rousseff. O tema foi tratado em reunião realizada no Palácio do Planalto na última segunda-feira (26.09).

Os satélites vão operar na banda Ka para o atendimento de redes de governo e iniciativas de inclusão digital, bem como na banda X, que será de uso exclusivo das Forças Armadas. Isso permitirá, por exemplo, ampliar o número de municípios que serão atendidos pelo Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) até 2014, hoje estimados em 4.283.

Neste momento, o Grupo de Trabalho estuda se a tecnologia disponível permitirá que a integração dos equipamentos ocorra no Brasil. “A Telebras está negociando parcerias com a iniciativa privada para propiciar um ambiente de transferência de tecnologia”, informou o presidente da empresa, Caio Bonilha. Os recursos para o lançamento do satélite, estimados em R$ 716 milhões, já estão previstos no Plano Plurianual 2012-2015 do Governo Federal.

Fonte: Telebras
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Boeing se estabelece no Brasil

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Ontem (28), a companhia norte-americana Boeing anunciou a indicação de Donna Hrinak, ex-embaixadora no Brasil, para dirigir o novo escritório do grupo em São Paulo. A nomeação, que será efetiva a partir de 14 de outubro, "expande ainda mais a presença da Boeing no Brasil e reforça o compromisso da empresa com clientes, indústria e governo", afirmou a companhia em nota.

Dentre as responsabilidades de Hrinak, destacam-se o desenvolvimento e implementação da estratégia da Boeing no País, relações governamentais, identificação de oportunidades de negócios novos e emergentes, e relacionamento da empresa com clientes e parceiros.

"O Brasil é uma das economias que mais cresce no mundo e representa para a Boeing um grande mercado de produtos e serviços com fontes ricas em colaborações atuais e futuras nas áreas de tecnologia, indústria e finanças”, declarou Shep Hill, presidente da Boeing International e vice-presidente sênior de Desenvolvimento de Negócios e Estratégias.

No Brasil, a Boeing participa do Programa F-X2, da Força Aérea Brasileira, e é também importante fornecedora de aeronaves comerciais para companhias aéreas, como a Gol e TAM. Recentemente, a unidade espacial do grupo também participou da licitação promovida pela Star One, do grupo Embratel, para o fornecimento de um satélite de comunicações, e vê ainda várias oportunidades no País, especialmente junto ao governo, considerando as diretivas da Estratégia Nacional de Defesa.

Em agosto, num encontro com a imprensa especializada, Christopher Raymond, vice-presidente executivo de Estratégias & Desenvolvimento de Negócios, afirmou que no campo espacial existem oportunidades locais em "hosted payloads" para comunicações (ver a postagem "Boeing, Programa F-X2 e satélites"). O executivo não deu mais detalhes, mas supõe-se que a oportunidade esteja no campo de comunicações governamentais e militares, especialmente considerando-se a decisão do governo em definitivamente lançar o programa do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB). A empresa é vista como potencial interessada na concorrência a ser em breve lançada.

Nos EUA, existe a expectativa de que as regras do International Traffic in Arms Regulations (ITAR), conjunto de normas que, grosso modo, controlam a exportação de tecnologias militares e duais, sejam flexibilizadas, especialmente na área de satélites, o que, em tese, favoreceria as fabricantes de satélites e componentes, dentre elas a Boeing. Sobre esse tema, recomendamos a leitura da reportagem "Recovering from ITAR: Possibly Tough for U.S. Satellite Industry", publicada na edição de setembro da revista Via Satellite.
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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Satélite de comunicações, artigo de José Monserrat Filho

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Reproduzimos abaixo um novo artigo enviado ao blog por José Monserrat Filho, sobre a decisão do governo brasileiro de avançar com o projeto do Satélite Geoestacionário Brasileiro:

Satélites de comunicações serão parte do Programa Espacial Brasileiro

José Monserrat Filho*

Está decidido nas mais altas esferas: o Brasil deve lançar em 2014 seu primeiro satélite geoestacionário de comunicações, comprado no exterior, mas – e essa é a grande diferença – construído com ativa participação da indústria brasileira. O segundo tem seu lançamento previsto para 2019, com inserção ainda maior da nossa indústria.

Sim, o Brasil já teve, nos anos 80 e 90, satélites geoestacionários – aqueles que voam a 35.786 km da Terra, no plano da Linha do Equador, e que,por se deslocarem com a mesma velocidade do nosso planeta, ficam como que parados, estacionados, sobre um mesmo ponto da superfície terrestre. O que constitui o cerne dos fantásticos avanços das telecomunicações no mundo inteiro.

A primeira geração de satélites brasileiros geoestacionários começou com o satélite Brasilsat A1, orbitado em 1985.Vários outros vieram depois: Brasilsat A2, em 1986; Brasilsat B1, em 1994; Brasilsat B2, em 1995; e Brasilsat B3, em 1998.Todos eles adquiridos pela Embratel – até então pertencente ao nosso Ministério das Comunicações – de empresas privadas do Canadá e dos EUA, e lançados a partir de Kourou, na Guiana Francesa, pelo foguete europeu Ariane.

Sem nenhuma ligação com o Programa Espacial Brasileiro.

Em 29 de julho de 1998, dentro do programa de abertura neoliberal da economia brasileira, o Governo privatizou a Embratel – apesar de ser reconhecidamente lucrativa e eficiente –, com todos os seus satélites. Todo esse patrimônio foi transferido à empresa Star One, que lançou só mais um satélite, o Brasilsat B4, em 2000.

Cometemos um erro histórico. Poderíamos ter aberto o mercado das comunicações, mantendo uma grande empresa estatal brasileira. Pagamos um preço alto: desde 1998, há 13 anos, o Brasil não dispõe de seus próprios satélites de comunicações e sente muita falta deles para comunicações estratégicas do governo e das Forças Armadas.

Hoje, a Star One conta com cinco dos satélites referidos, localizados nas excelentes longitudes de 75, 70 e 65 graus oeste, vendendo serviços de comunicações domésticas e internacionais, com alta taxa de uso. É deles e de outros satélites de empresas privadas que se servem hoje nossas instituições oficiais civis e militares.

Tal dependência é inaceitável. Por isso, os dois satélites a serem construídos a partir de agora com máxima presteza virão preencher importantíssimas lacunas, inclusive a de levar internet em banda larga às populações das zonas mais remotas do país.

Mas, o mais relevante de tudo é o fato de que os satélites não serão simplesmente comprados em caixas pretas, como se fazia no passado. Essa segunda geração de satélites geoestacionários brasileiros enriquecerá a política nacional de desenvolvimento tecnológico efetivo. Fator essencial do negócio será a maior integração possível de, pelo menos, uma grande empresa brasileira.

A empresa estrangeira contratada para produzir os satélies terá, necessariamente, que atender à exigência de dar acesso à tecnologia utilizada e de preparar especialistas qualificados, capazes amanhã de contribuírem na criação de outros satélites semelhantes.

É o esforço decisivo de valorizar a prata da casa e de priorizar a capacitação nacional em área estratégica, promovido pelos Governos Lula e Dilma Rousseff e conduzido com afinco pelo Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação. Isso é inédito entre nós no campo das telecomunicações.

Significa também que os satélites geoestacionários brasileiros passam a compor um capítulo especial do Programa Espacial Brasileiro, que agora incluias telecomunicações por satélite, em trabalho conjunto com a Telebrás, do Ministério das Comunicações, e com o Ministério da Defesa.

Há, portanto, grande novidades a comemorar.

* Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da AEB.
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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Cooperação Brasil - Ucrânia

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Ministro da Defesa da Ucrânia garante US$ 250 milhões para base de lançamento em Alcântara

Em visita ao Ministério da Defesa brasileiro, Mykhailo Bronislavovych Yezhel propõe ampliação da cooperação tecnológico-militar

Brasília, 26/09/2011 – Em visita ao Ministério da Defesa brasileiro, o ministro da Defesa da Ucrânia, Mykhailo Bronislavovych Yezhel, disse hoje que a Ucrânia integralizará sua parte da sociedade na Alcântara Cyclone Space (ACS), empresa binacional criada para comercializar serviços comerciais de foguetes e satélite a partir do Maranhão. “Já temos os recursos, da ordem de US$ 250 milhões, que serão investidos a partir de outubro próximo. Também estamos abertos a transferir tecnologia para um novo lançador de satélites, o Cyclone 5, que será produzido em conjunto com o Brasil”, garantiu.

O ministro da Defesa brasileiro, Celso Amorim, afirmou que a ACS é um projeto estratégico para o Brasil. “A maior parte do programa está sob controle da Agência Espacial Brasileira, o Ministério da Defesa tem apenas uma pequena participação, mas o aporte prometido é uma excelente notícia, que abre boas perspectivas de cooperação tecnológica entre os dois países”, comemorou.

Mykhailo Bronislavovych Yezhel chegou ao prédio do Ministério da Defesa brasileiro às 11h30. O ministro Celso Amorim recebeu-o na entrada. Em seguida, no Salão Nobre, apresentou-o ao chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general-de-exército José Carlos De Nardi, e aos comandantes da Marinha, almirante-de-esquadra Júlio Soares de Moura Neto, e do Exército, general-de-exército Enzo Martins Peri.

A comitiva ucraniana incluiu representantes das maiores empresas de defesa do país, como a Antonov, fabricante de aviões de carga, e da Agência Ucraniana de Estaleiros, holding que controla a indústria naval, responsável pela construção de todos os porta-aviões e metade da esquadra de superfície da ex-União Soviética.

Durante a reunião bilateral, o ministro ucraniano propôs a fabricação de navios-patrulha de 500 toneladas e destacou o interesse de seu país em participar da concorrência para a construção, no Brasil, de cinco navios escolta de 6.200 toneladas e de cinco navios-patrulha de 1.800 toneladas. Também levantou possibilidades de cooperação no desenvolvimento de mísseis terra-terra de 300 quilômetros de alcance e de mísseis antiaéreos.

Yezhel fez amplo relato das potencialidades da indústria militar ucraniana na área de blindados e no campo aeronáutico. Ressaltou as qualidades do cargueiro Antonov An-70, capaz de carregar 38 toneladas e pousar em pistas não-preparadas e curtas, e do avião de patrulha Antonov An-168, com autonomia de 12 horas.

Depois de elogiar as oportunidades oferecidas pelo Cyclone 5, o ministro Amorim lembrou que o Brasil já investe em um avião cargueiro de projeto nacional, o KC-390, da Embraer; na produção de blindados sobre rodas, o Guarani, e de um navio-patrulha de 500 toneladas. Ao mesmo tempo, mostrou interesse no avião-patrulha e na possibilidade de cooperação com a Ucrânia para desenvolver um projeto de navio-aeródromo.

“Nosso maior interesse é obter tecnologia para desenvolver a indústria nacional e já desenvolvemos inúmeros projetos”, disse o ministro brasileiro. “Podemos verificar, com o Estado Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA) e os comandos das Forças, onde existe complementaridade para que possamos desenvolver programas de cooperação.”

Acordos

Brasil e Ucrânia assinaram dois acordos-quadro, de cooperação tecnológico-militar e de segurança de informações, em outubro de 2010, ainda não ratificados pelo Congresso Nacional. Estão previstas várias áreas de atuação conjunta na área de preparação de pessoal e nos campos aeronáutico, espacial, de equipamentos terrestres e naval. Segundo Yezhel, o Ministério da Defesa do seu país já implantou os grupos de trabalho para estudar possíveis nichos de cooperação.

Celso Amorim prometeu agilizar a formação dos grupos no Ministério da Defesa brasileiro, mas disse que há total interesse na área de treinamento e intercâmbio de pessoal. “Podemos implementá-la antes mesmo da ratificação dos acordos pelo Congresso”, afirmou.

Fonte: Ministério da Defesa
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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

ACS e SGB no Valor e Folha de hoje

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Os jornais de hoje (26) trazem notícias sobre o Programa Espacial Brasileiro.

Repercutindo os rumores e acontecimentos das últimas semanas sobre o Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB), Virginia Silveira assina reportagem sobre o projeto publicada no "Valor Econômico", com declarações do ministro da Defesa, Celso Amorim, e destacando o envolvimento de indústrias nacionais na iniciativa (Embraer e Atech já demonstraram interesse). Informação interessante contida na reportagem é a possibilidade de que no futuro sejam feitos satélites menores de comunicações para serem lançados pelo foguete Cyclone 4, que operará de Alcântara, e que tem capacidade em órbita geoestacionária da ordem de 1,7 toneladas. Esta possibilidade, aliás, já foi apontada pelo então presidente da Agência Espacial Brasileira, Carlos Ganem, em setembro de 2010 (veja aqui).

Já na "Folha de S. Paulo", foi publicada uma reportagem sobre a "retomada" da parceria com a Ucrânia na exploração comercial de Alcântara, por meio da binacional Alcântara Cyclone Space (ACS). O texto cita que o governo brasileiro liberará 50 milhões de reais em recursos para integralização do capital da binacional, em contrapartida à decisão do governo ucraniano de também aportar cerca de 180 milhões de dólares. Menciona também a indicação de Reginaldo dos Santos, reitor do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA/DCTA) para a ACS.
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sábado, 24 de setembro de 2011

Mais sobre o SGB

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Reportagens da Agência Brasil e da Teletime, citando o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, confirmam a conclusão da proposta do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB), conforme divulgado pelo blog Panorama Espacial no último dia 18, informando ainda que a mesma deve ser apresentada à presidente da República, Dilma Rousseff, na próxima semana.

Em paralelo, os comentários e movimentos nos bastidores se intensificam. Embora os primeiros satélites do SGB devam ser contratados no exterior, sem significativo envolvimento da indústria nacional no segmento espacial (satélite), grupos e empresas estão se movimentando para obter algum envolvimento no programa, possivelmente na concepção da rede e construção da infraestrutura terrestre. Uma fonte industrial ouvida pelo blog também informou que o contrato deverá exigir contrapartidas comerciais e tecnológicas, conhecidas como offsets, bastante comuns nos contratos firmados pelas Forças Armadas.

Como era esperado, a opção do governo em viabilizar o SGB por meio da Telebras tem gerado algum desconforto e críticas, particularmente de operadores privados já estabelecidos no País. Na última edição da Space News, da semana passada, foi publicada uma reportagem que cita declarações de Lincoln Oliveira, diretor da Star One, sobre o SGB. "O governo está discutindo se construirá um satélite com bandas nas frequências Ka e X", afirmou. "Nós não sabemos como isto acontecerá. Esperamos que o modelo de mercado aberto prevaleça. Se o governo precisa de capacidade, o governo deve ir ao mercado e pedir por isso. O pior cenário seria o governo criar uma companhia de controle estatal", completou Oliveira.

A Star One é a provedora de capacidade em banda C e X para o Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS), do Ministério da Defesa, desde que este foi criado, na década de oitenta, e trabalhava (ou ainda trabalha?) para estender a prestação do serviço para os próximos anos, o que exigiria a inclusão de um novo transpônder de banda X num de seus próximos satélites.

Apesar da decisão de dispor de um satélite próprio, uma pessoa familiarizada com o tema ouvida pelo blog afirmou que, neste momento, não se pode descartar a opção pela extensão do contrato com a Star One, considerando a crescente demanda por capacidade do SISCOMIS, e também a necessidade de se dispor de um sistema back-up para as comunicações governamentais a serem providas pelo futuro SGB.
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

AEL Sistemas no Projeto SIA

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Conforme publicado na edição de hoje (23) do Diário Oficial da União, A AEL Sistemas, indústria com atuação nos setores de defesa e espaço com sede em Porto Alegre (RS), foi declarada vencedora de uma concorrência promovida pela Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (FUNDEP), tendo por objeto a "contratação de serviços técnicos especializados para a elaboração do projeto, fabricação e testes para o hardware do Computador de Bordo (on-board computer, OBC) da Plataforma Orbital do projeto SIA (Sistemas Inerciais para Aplicação Aeroespacial)", iniciativa que envolve o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA), outros órgãos governamentais e diversas indústrias nacionais.

A FUNDEP, ligada à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), é gestora do projeto, contando com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), empresa pública ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Além da AEL Sistemas, controlada pelo grupo israelense Elbit Systems e também com uma participação minoritária da Embraer, apresentaram propostas a Equatorial Sistemas e a Omnisys Engenharia (Thales).
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