domingo, 30 de maio de 2010

Booster S 43 para o Cyclone 4: uma possibilidade

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A mais recente edição da revista Espaço Brasileiro, editada pela Agência Espacial Brasileira (AEB) ("Revista "Espaço Brasileiro" nº 8 no ar"), conta com uma pequena reportagem (pp. 24-25) comparando o VLS brasileiro com o lançador Cyclone 4, da Ucrânia, a ser operado pela binacional Alcântara Cyclone Space (ACS). O propósito do texto foi demonstrar que os dois projetos são complementares e não competem (ao menos tecnicamente) entre si.

A matéria, no entanto, vai um pouco além desse comparativo e acaba por revelar a necessidade de se ampliar a capacidade do Cyclone 4 para missões geoestacionárias, hoje limitadas a cargas úteis de até 1.700 kg. Como já tratado pelo blog algumas vezes, o desempenho do foguete ucraniano em missões de transferência geoestacionária (GTO) é grande barreira a ser vencida para a ACS para viabilizar comercialmente a iniciativa. Tem sido raros os satélites geoestacionários com massas inferiores a 1.700 kg, e de acordo com pessoa bastante familiarizada com o tema, talvez nos últimos dez anos o número de cargas de até 1.700 kg lançadas para órbitas GTO não chegue ao total de dedos de uma mão.

E o acréscimo de capacidade do Cyclone 4, fundamental para melhorar seu posicionamento no mercado, poderia se dar por meio do uso de strap-on boosters de propulsão sólida, similares aos utilizados no primeiro estágio do VLS-1, ideia, diga-se de passagem, que não é recente. Desde a concepção do veículo, na época em que a italiana Fiat Avio participava do projeto, já se considerava o uso destes impulsores para melhorar a sua performance. No início dessa década, a possibilidade de uso do booster S 43 (usados no 1º estágio do VLS-1), inclusive, já figurava em alguns materiais informativos (figura abaixo) sobre o binômio Cyclone 4 / Alcântara. Com o passar dos anos, porém, a ideia pareceu perder força, e agora volta a ser considerada mais seriamente, como se pode concluir da leitura da reportagem.

Numa configuração com quatro impulsores S 43 e dois tanques adicionais de combustível, a capacidade do Cyclone 4 para órbita GTO seria ampliada para 2.700 kg (desenho da direita). Observar também as configurações adicionais, com performances de 2.000 e 2.400 kg.

João Ribeiro, vice-diretor técnico da ACS, explica objetivamente na matéria o que são os boosters e como funcionam: "Os boosters são motores auxiliares externos movidos a propelente sólido, como os do VLS, fixados lateralmente no veículo. A queima ocorre junto com o motor principal, depois é feita a ejeção lateral e o foguete continua sua trajetória. Têm a função de fazer a impulsão inicial, tirar o foguete do chão, dar velocidade, e, quando terminada a queima, seriam ejetados".

A possibilidade do uso do S 43 pelo Cyclone 4, além de razões técnicas, tem também certa fundamentação política. Originada como iniciativa meramente com fins comerciais, passou-se a ter em relação à ACS a necessidade de se mostrar outros pontos positivos da empreitada ucraniano-brasileira, até para justificar seu elevado custo. Assim, seus dirigentes brasileiros costumam destacar um possível envolvimento da indústria nacional no projeto do lançador, possivelmente envolvendo inclusive transferência de tecnologia.

A instalação de boosters num foguete, no entanto, não é tarefa simples, e tem custos que geralmente chegam a casa das dezenas de milhões de dólares. No caso do Cyclone 4, surgem várias dúvidas, tais como sobre quem arcaria com os despesas da eventual adaptação, e também se esta seria justificável nesse momento. Outra questão, bem mais sensível: uma vez identificada a incapacidade do foguete em atender o maior filão do mercado (GTO), por que não se exigiu da parte ucraniana a inclusão de boosters no projeto do lançador, desde o seu início? Seria isto um indicativo da falta de consistência técnica na estruturação da joint-venture?

A reportagem afirma que a decisão sobre o aumento da capacidade do lançador depende de acordo entre os governos envolvidos no projeto. "A decisão de investir no aumento da capacidade do Cyclone-4 em lançamentos geoestacionários teria de ser do governo da Ucrânia com o governo brasileiro, talvez até em parceria. O Brasil fabrica boosters sólidos e com uma qualidade bastante aceitável, mas quando se coloca booster no veículo é preciso ajustar toda a estrutura e com os sistemas do lançador. Há uma série de aspectos que precisam ser estudados por parte do construtor-chefe responsável pelo foguete, no caso, a empresa Yuznoye. Seria necessário esse estudo e o seu desenvolvimento, na Ucrânia."-

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Carlos Ganem (AEB) na 4ª CNCTI

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Ganem aborda a importância do espaço em palestra na 4ª CNCTI

28-05-2010

O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem, participou nesta sexta-feira (28) da sessão paralela “Espaço, Defesa e Segurança Nacionais”, na sessão plenária 5: Democratização e Cidadania, da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI). Ganem abordou o Programa Espacial Brasileiro.

Para o presidente da AEB, no Brasil, o investimento em espaço não é apenas uma questão de defesa e soberania. “A pesquisa científica, o ensino à distância, notícias online e até mesmo a transmissão da Copa do Mundo em tempo real, sem o espaço, não existiriam”, destacou. “Só em 2008, a atividade espacial mundial, comercial e de governo, movimentou U$ 257 bilhões”, comentou.

Segundo Carlos Ganem, os gargalos nessa área no país ainda são muitos. No entanto, ele avalia que algumas ações atuais podem contribuir para modificar esse quadro. O dirigente citou o edital de bolsas de apoio a projetos voltados à fixação, formação e capacitação de especialistas para o setor espacial, lançado este mês pela Agência e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Ação, que na sua opinião, poderá diminuir o déficit de especialistas no Programa Espacial Brasileiro.

A sessão foi presidida pelo diretor da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Eugenius Kaszkurewicz. O diretor informou que a instituição investiu nos últimos cinco anos R$ 1 bilhão em segurança e defesa.

Defesa - A apresentação seguinte foi ministrada pelo major-brigadeiro do Ar, Álvaro Knupp, do Ministério da Defesa, que apresentou o Plano de Ciência e Tecnologia para o setor de defesa. De acordo com ele, um dos objetivos da Pasta é o desenvolvimento de sensores e outras tecnologias para o monitoramento dos oceanos e do tráfego aéreo. Knupp relatou ainda que o Ministério da Defesa pretende abrir espaço para que a sociedade civil e a indústria participem no desenvolvimento das ações de C&T voltadas à defesa e à segurança nacionais.

Inpe – Já o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e relator da sessão, Gilberto Câmara ressaltou que o “futuro da tecnologia espacial agrega valor à economia do conhecimento da natureza”, afirmou. Como o Brasil é líder em desenvolvimento sustentável, Câmara acredita que ao se investir em tecnologia espacial, "o Brasil será o primeiro país de clima tropical desenvolvido do século XXI”.

Fonte: AEB
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terça-feira, 25 de maio de 2010

AEB na 4ª CNCTI

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Carlos Ganem participa da abertura da 4ª CNCTI

25-05-2010

O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem, participa, nesta quarta-feira (26), às 18 horas, da solenidade de abertura da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI), que se realizará em Brasília (DF) até o dia 28, no hotel Golden Tulip Brasília Alvorada. Mudanças climáticas, energia, recursos naturais, desigualdades regionais, educação científica de qualidade em todos os níveis, uso da ciência e tecnologia para a promoção social e da saúde são os principais temas a serem discutidos durante o evento, promovido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

Na abertura da Conferência ocorrerá a entrega da insígnia da Ordem do Mérito Científico a personalidades que contribuem para o desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil. A condecoração é concedida pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. Um dos agraciados será Aldo Vieira da Rosa, fundador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e ex-presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Com o tema “Política de Estado para Ciência, Tecnologia e Inovação com vista ao Desenvolvimento Sustentável”, a atividade tem como objetivo central elaborar diretrizes para a consolidação de um Sistema Nacional articulado que promova a cooperação entre os âmbitos federal, estadual e municipal, consolidando a Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (C, T&I). A conferência reunirá milhares analistas, pesquisadores, empresários, tomadores de decisões e a comunidade em geral que debaterão e formularão propostas para a consolidação, nos próximos 10 anos, de uma Política de Estado em C, T&I, com foco principal no desenvolvimento sustentável.

Na sexta-feira (28), a partir das 10h15, Carlos Ganem será um dos palestrantes na sessão paralela da Conferência que abordará o tema “Espaço, Defesa e Segurança Nacionais”.

Mais informações: http://http://www.cgee.org.br/cncti4/

Fonte: AEB
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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Ensaio estático do SARA

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Divisões do IAE trabalham no Ensaio Estático do Satélite de Reentrada Atmosférica

21/05/2010

No dia 18 de maio o IAE realizou o ensaio estático da estrutura externa do Sara Suborbital, no Laboratório de Ensaios Estruturais (X-20) da Divisão de Sistemas Aeronáuticos (IAE/ASA). O experimento tem por objetivo a simulação dos carregamentos estáticos provocados pelas forças inerciais e forças aerodinâmicas, decorrentes do voo ascendente e descendente da missão.

O ensaio, que possibilitou a verificação da resistência e rigidez da estrutura externa, utilizou um Modelo de Engenharia (ME) em escala real. As medições foram realizadas utilizando medidores de deslocamento (LVDTs) e medidores de deformação (strain gages). Com os dados obtidos será possível verificar a distribuição de tensões e deformações nas áreas críticas (com maiores concentrações de tensão) e correlacioná-las com os cálculos efetuados por elementos finitos.

Três condições de carregamentos foram aplicadas: carregamento de tração transversal, compressão na direção longitudinal e ambos os carregamentos de tração e compressão aplicados simultaneamente. Para a inserção dos esforços foram utilizados atuadores hidráulicos com intensidade das forças agentes 1,5 vezes maior do que as forças nominais em condições previstas para o voo.

A estrutura externa do SARA Suborbital é constituída de componentes metálicos de alumínio, aço e também componentes com materiais compósitos. Na estrutura externa são utilizadas tanto junções parafusadas, quanto junções coladas com adesivo epóxi de aplicação aeroespacial.

A preparação do Modelo de Engenharia foi realizada pela Divisão de Integração e Ensaios (AIE) do IAE, sendo as diferentes partes do dispositivo de ensaio fabricadas pelas Divisões de Mecânica (AME) e de Sistemas Aeronáuticos (ASA), sob coordenação e supervisão da Divisão de Sistemas Espaciais (ASE). O Modelo de Engenharia, mesmo sob os carregamentos mais intensos, suportou todos os esforços sem apresentar qualquer indício de fratura ou dano estrutural, demonstrando a elevada resistência mecânica e estrutural deste subsistema.

Fonte: Equipe SARA / IAE/DCTA
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MAPSAR, RALCam-3 e câmera MUX

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Alguns leitores eventualmente questionam o blog sobre informações sobre os avanços em alguns projetos do Programa Espacial Brasileiro. Entramos em contato com a assessoria de imprensa do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), para ter respostas a algumas destas questões, específicas sobre o financiamento do MAPSAR, a câmera inglesa RALCam-3, e o desenvolvimento do sensor MUX, do CBERS 3/4.

Sobre os recursos para financiamento do satélite-radar MAPSAR, no final de 2009, o INPE propôs ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), um projeto de um satélite SAR (Synthetic Aperture Radar) nacional, com tecnologia de antena em rede planar. A proposta foi, inicialmente, dirigida aos Fundos Amazônia e FUNTEC, ambos do BNDES, e ainda está sob análise. Há, no entanto, dificuldades técnicas e administrativas para sua aprovação, em função do montante necessário, aproximadamente US$ 200 milhões, excluindo-se o lançamento, e das alternativas institucionais para viabilizá-lo.

A câmera inglesa RALCam-3, que embarcaria como carga útil secundária no satélite de observação Amazônia 1, não irá mais integrar a missão, em razão de dificuldades com o fornecimento da eletrônica de bordo (DHU - Data Handling Unit) da câmera inglesa. Em janeiro de 2010, o blog já havia noticiado que a câmera estava em risco ("Amazônia-1: RALCam 3 em risco").

Quanto ao desenvolvimento da câmera MUX, novo sensor ótico que integrará os satélites CBERS 3 e 4, o INPE informa que as atividades seguem em andamento normal, sendo que, atualmente, a câmera está em fase de qualificação.

O blog agradece a Marjorie Xavier, da assessoria de imprensa do INPE, pela atenção dada no levantamento dessas informações.
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quinta-feira, 20 de maio de 2010

SGB: estudo sobre PPP foi contratado

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O projeto do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB) está de fato, voltando à tona no governo brasileiro. Além da criação de grupo de trabalho na Agência Espacial Brasileira (AEB) para discussões sobre o projeto, o blog recebeu a informação de que nas últimas semanas, foi finalmente assinado o contrato de consultoria sobre parcerias público-privadas (PPP) para o SGB, a ser arcado com recursos não-reembolsaáveis do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), por meio do Fundo Multilateral de Investimentos - FUMIN.

As empresas contratadas, organizadas na forma de consórcio, são a AAA, AGR, Telecom Biz e Union Engenharia. O escopo do trabalho envolverá a elaboração de estudo sobre a viabilidade jurídica, econômica e técnica do SGB.

4ª edição da AAB Revista

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A quarta edição (abril-junho) da AAB Revista, editada pela Associação Aeroespacial Brasileira (AAB) já está disponível. Este número traz artigos sobre temas relacionados a simulação de escoamentos de alta velocidade, o centro de realidade virtual da Embraer, energia foto-voltáica em aplicações espaciais, satélites e suas aplicações no Brasil, e também sobre a Comissão de Política Espacial da AAB.

Para acessá-la (em arquivo PDF), clique aqui.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

UFABC participa da Missão ASTER

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Professores da UFABC colaboram em projeto de 1ª missão espacial brasileira para o espaço profundo

18/5/2010

A primeira sonda com tecnologia brasileira a explorar o espaço profundo, denominada Missão ASTER, terá a colaboração dos professores da UFABC e deverá ser lançada em 2015 caso seja confirmado o plano inicial de desenvolvimento do projeto. Professores do curso de Engenharia Aeroespacial da universidade têm participado de workshops onde são discutidas as implicações técnicas e logísticas do projeto que deve obter colaboração russa.

O projeto básico prevê a exploração do asteróide 2001-SN263, localizado a cerca de 11 milhões de quilômetros da Terra. A sonda seria construída sobre uma plataforma russa e contaria com a tecnologia de propulsão iônica desenvolvida no Brasil pela UnB e o Inpe. O plano inicial é lançá-la de um submarino por meio de um foguete espacial russo.

Outra opção é utilizar um foguete da Alcântara Cyclone Space (ACS), empresa aeroespacial binacional criada por Brasil e Ucrânia em 2003. Nesse caso, o lançamento ocorreria na base de Alcântara, no Maranhão.

Os professores da UFABC ficaram encarregados, nessa fase do projeto, de estudar o desenvolvimento de dois instrumentos de observação do asteróide: altímetro laser e o espectrômetro infravermelho. "Estudaremos as especificações, verificaremos quem pode fabricar e pesquisaremos experiências de missões similares de outros países", explica Luiz Martins, um dos professores da universidade envolvidos no projeto.

Orçada inicialmente em US$ 35 milhões, a missão aguarda ainda a inclusão no Programa Espacial Brasileiro para sair do papel. De acordo com o avanço das tratativas, a série de workshops dará lugar aos trabalhos técnicos mais específicos nos laboratórios do Inpe.

A magnitude dos objetivos da missão seria convertida no domínio de tecnologias pouco exploradas no Brasil e daria margem a aplicações que extrapolam o uso aeroespacial, segundo Martins. "Com o conhecimento adquirido, teríamos, por exemplo, a possibilidade de dotar casas com geração própria de energia elétrica a partir de conversão da energia solar, obter a capacitação tecnológica para a indústria aeronáutica, além de alcançar conhecimentos científicos, envolvendo físicos e químicos brasileiros, sobre a constituição de nossa galáxia".

Fonte: UFABC

Comentário: para saber mais sobre esta missão, acesse a postagem "Informações sobre a Missão ASTER".
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Novo satélite da SES para a América Latina

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EADS Astrium fará novo satélite para SES World Skies

Ter, 18 de Maio de 2010 11:01

A companhia SES World Skies anunciou hoje (18) que assinou um contrato com a EADS Astrium para a construção de um novo satélite geoestacionário de comunicações, a ser denominado SES-6.

O satélite será baseado na plataforma Eurostar E3000, com massa total de 6.000 kg, contará com transpônderes em banda C e Ku e terá vida útil estimada de 15 anos. "A América Latina e o Caribe têm demonstrado crescimentos significativos nos últimos anos, e esperamos que isto continue. Nossos clientes têm nos pedido mais capacidade, e nós estamos muito satisfeitos em oferecer não apenas uma substituição antecipada de capacidade, mas também uma signiticativa atualização para a nossa cobertura das Américas", afirmou Robert Benarek, presidente da SES World Skies. "A Astrium foi capaz de oferecer um projeto inovador de satélite, nos dando condições para rpover flexibilidade em capacidade para os mercados onde vemos desenvolvimento de demanda ao longo do tempo", complementou.

O SES-6 ocupará uma posiççao orbital em 319.5º, Leste, abrangendo a região da América Latina, incluindo Brasil, região andina, México, América Central e Caribe. A encomenda da SES World Skies, do grupo SES, de Luxemburgo, se soma a outra feita há cerca de seis meses também com a EADS Astrium, de 4 satélites.


Comentário: a notícia é claro indicativo do crescimento do mercado de comunicações via satélite na América Latina. Com o crescimento econômico regional, a Copa do Mundo (2014) e as Olimpíadas (2016), o mercado deve passar por nova onda de crescimento.
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terça-feira, 18 de maio de 2010

Grupo de trabalho sobre o SGB

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Agência Espacial Brasileira cria grupo de trabaho para discutir o SGB

segunda-feira, 17 de maio de 2010, 18h44

A Agência Espacial Brasileira (AEB), com o objetivo de dar contibuidade ao processo de implementação do projeto Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB), publicou nesta segunda-feira, 17, no Diário Oficial a criação de um grupo de trabalho que realizará estudos sobre a viabilidade do projeto.

O estudo de viabilidade compreende a análise da documentação existente, o levantamento de novas informações e das alternativas para a relização do projeto, apresentando relatório circunstanciado sobre sua viabilidade, contendo memorial descritivo das opções do satélite, com estimativas de custos e prazos para seu desenvolvimento, construção, lançamento e operação.

O grupo é formado por membros da AEB, do Ministério de Planejamento Orçamento e Gestão, Ministério das Comunicações, Ministério da Defesa, Anatel, Comando da Aeronáutica, Ministério das Relações Exteriores, Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil, Instituto Nacional de Meteorologia e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

Comunicação estratégica

Hoje o Brasil carece de um satélite próprio para comunicação militar, tráfego aéreo e meteorologia, alega o governo. Todos esses serviços, tidos como estratégicos para o País, são feitos a partir de satélites que pertencem à iniciativa privada.

O Ministério da Defesa atualmente utiliza dois transponders em banda X nos satélites C1 e C2, da StarOne. O coronel Paulo Mourão Pietroluongo, gerente da divisão de projetos especiais do Ministério da Defesa, em entrevista para a Teletime em outubro do ano passado, disse que o País em três anos precisaria de mais oito transponderes. Segundo ele, hoje o Brasil tem 40 terminais em banda X, o que não é suficiente para equipar todos os navios e aviões. A necessidade brasileira, segundo ele, é de cerca de 200 terminais em dez anos.

Atraso

O cronograma de estudos para viabilizar o SGB foi prejudicado pela troca de presidente da AEB, em 2007. Em agosto daquele ano, o então presidente da AEB, Sérgio Gaudenzi, foi deslocado para a Infraero. Assumiu interinamente Miguel Henze, que tinha outras prioridades, o que acabou paralisando o projeto até março de 2008, quando Carlos Ganem assumiu a presidência da agência.

Fonte: Teletime

Comentários: talvez não seja coincidência a criação do grupo de trabalho algumas semanas depois da reativação da companhia estatal de telecomunicações Telebrás. Segundo a portaria da AEB, datada de 14 de maio, "caberá ao Grupo [do SGB] realizar um estudo de viabilidade do Projeto - SGB, compreendendo a análise da documentação existente, o levantamento de novas informações e das alternativas para a relização do Projeto, apresentando relatório circunstanciado sobre sua viabilidade, contendo memorial descritivo das opções do satélite, com estimativas de custos e prazos para seu desenvolvimento, construção, lançamento e operação." O grupo de trabalho também terá um subgrupo específico para tratar de Parceria Público-Privada.

Para saber mais sobre o SGB, acesse a postagem "Panorama sobre o SGB".
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