quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
CBERS-2 encerra vida útil
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) anunciou hoje (28), que em 15 de janeiro o satélite CBERS-2 deixou de operar, encerrando a sua vida útil. O CBERS-2 foi lançado a partir do Centro de Taiyuan, na China, em 21 de outubro de 2003, e tinha vida útil inicial estimada em dois anos. "Nestes mais de cinco anos, superou todas as expectativas ao produzir mais de 175 mil imagens que serviram para monitorar o meio ambiente, avaliar desmatamentos, áreas agrícolas e o desenvolvimento urbano", divulgou em nota o INPE.
Desde setembro de 2007, quando o CBERS-2B foi lançado, o Brasil contava com dois satélites próprios para a observação de seu território. Outros dois CBERS, 3 e 4, de nova geração estão atualmente em desenvolvimento e devem ser colocados em órbita em 2011 e 2014, respectivamente. Já se discute inclusive a continuidade do programa CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite) para o desenvolvimento e construção dos CBERS 5 e 6.
Para mais informações sobre o encerramento da operação do CBERS 2, leiam o press-release "CBERS-2 encerra vida útil", disponível no web-site do INPE.
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Avanços no Projeto dos CBERS 3 e 4
26/01/2009
Até abril, na China, está sendo testado um modelo (protótipo) dos CBERS-3 e 4, satélites com lançamentos previstos para 2010 e 2013, respectivamente. Os equipamentos foram transportados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) em novembro de 2008 para a montagem do modelo elétrico do satélite, que atualmente passa por uma bateria de testes.
Segunda geração de satélites desenvolvidos em parceria pelo Brasil e China, o CBERS-3 e 4 representam uma evolução dos satélites CBERS-1, 2 e 2B, este último lançado em setembro de 2007.
As atividades iniciaram em dezembro, após inspeção para certificar que não houve nenhum dano na viagem de transporte, com testes elétricos e verificação de todos os equipamentos, em suas embalagens e nos registradores de choque e umidade. Apenas depois desta inspeção geral os equipamentos foram montados na estrutura do satélite para a realização dos testes elétricos.
“Dada à complexidade do satélite, seus testes elétricos são realizados por ‘Estados’, chamados de A, B, C e D. O satélite é progressivamente integrado para ser configurado em cada um de seus Estados. Por exemplo, no Estado A o satélite está com o Módulo de Carga útil (PM) separado do Módulo de Serviço (SM) e não tem alimentação por baterias”, explica José Iram Barbosa, chefe do Serviço de Garantia do Produto do INPE.
Os testes A1, na primeira quinzena de dezembro, verificaram a interface de potência entre todos os equipamentos. Os resultados destes testes indicaram que o satélite poderia seguir para os testes A2, que tiveram início no começo de janeiro e deverão ser concluídos ainda este mês. De março a abril serão realizados os testes dos Estados B, C e D.
No Brasil, foram concluídos em dezembro os testes vibratórios e acústicos do modelo mecânico, que agora está sendo preparado para o início dos ensaios térmicos. O INPE é responsável no Brasil pelo Programa CBERS (sigla para China-Brazil Earth Resources Satellite; em português, Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres), parceria iniciada com a China há 20 anos e que garantiu a ambos os países o domínio da tecnologia do sensoriamento remoto.
O desenvolvimento do satélite
De forma mais ampla, o desenvolvimento do CBERS é dividido em fases. A primeira (fase A) contempla a concepção geral do satélite, um estudo de viabilidade técnica e a definição de uma estratégia de desenvolvimento, incluindo cronograma e estimativa de custos.
A fase B é a fase de projeto preliminar na qual se definem as concepções dos subsistemas do satélite e as especificações em nível de sistema (satélite) e subsistema. Esta fase é concluída com a PDR (Revisão de Projeto Preliminar) do sistema.
Em seguida, inicia-se a fase C, fase de projeto detalhado. Nesta fase, é feito o projeto detalhado de todos os subsistemas, levando-se em conta, além dos requisitos funcionais e de desempenho, todos os requisitos específicos do ambiente espacial. Na fase C, são construídos os modelos de engenharia (ME) dos subsistemas e equipamentos. Estes são equipamentos construídos utilizando-se componentes eletrônicos funcionalmente equivalentes aos que serão utilizados nos modelos de qualificação e de vôo, mas sem qualificação espacial.
O objetivo dos MEs dos subsistemas é realizar a verificação funcional, de desempenho e de compatibilidade eletromagnética. Após a verificação em nível de subsistemas, são feitos a integração e os testes do modelo elétrico do satélite, que têm por objetivo verificar os requisitos funcionais, o desempenho e a compatibilidade eletromagnética do satélite como um todo.
Em paralelo à construção e testes do modelo elétrico, outros modelos de desenvolvimento do satélite são construídos, para verificar outros tipos de requisitos.
Um modelo estrutural com todas as características mecânicas do satélite e dos subsistemas é construído e testado. O objetivo desse modelo é verificar se o satélite vai resistir aos esforços mecânicos impostos ao longo de sua vida, principalmente os esforços do lançamento. Esse modelo é submetido a testes estáticos e dinâmicos (vibração e acústico).
Um modelo térmico é construído com as características térmicas do modelo de vôo e é submetido a teste de balanço térmico (TBT) em câmara termo-vácuo. O objetivo deste teste é verificar se todos os equipamentos e subsistemas suportarão as diferenças de temperatura durante a operação em órbita.
Um modelo radioelétrico do satélite com as características radioelétricas (antenas, formas, superfícies) é construído e testado em campo de antenas para verificar diagramas de radiação e interferências em RF.
Na fase C também são construídos modelos de qualificação dos subsistemas, cujos projetos são novos. Esses modelos de qualificação são fabricados com o mesmo nível de qualidade dos modelos de vôo, utilizam componentes eletrônicos qualificados para uso no espaço e são submetidos a ensaios ambientais de qualificação, em níveis de vibração e faixas de temperatura superiores aos previstos para o modelo de vôo.
No final da fase C é realizada a CDR (Revisão Crítica do Projeto), onde se verifica se o projeto dos subsistemas e do satélite está finalizado e atendendo às especificações, e se os preparativos para a fabricação dos modelos de vôo estão concluídos e sua fabricação pode ser iniciada.
Na fase D são construídos os modelos de vôo dos subsistemas, depois realizadas a integração e os testes do satélite e, finalmente o lançamento em órbita.
O desenvolvimento dos satélites CBERS-3 e 4 encontra-se atualmente na fase C.

Teste de interface de potência nos equipamentos do PM
Vista dos dois módulos PM e SM integrados para a realização dos testes de interface elétrica

domingo, 25 de janeiro de 2009
Brasil terá estação de recepção de dados do Envisat
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Esta será a primeira estação do INPE para recepção de imagens geradas por um sensor radar (ASAR), hoje uma das maiores carências do País em termos de sensoriamento remoto, particularmente nos programas DETER e PRODES de monitoramento de desmatamento na Amazônia.
No momento, estão sendo instalados os processadores da estação de recepção, e a previsão é que ainda no primeiro semestre a mesma já esteja operacional. A instalação da antena foi viabilizada por meio de convênio firmado entre o INPE, a Petrobras e a Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Já há alguns anos, imagens geradas pelo ASAR têm sido utilizadas no monitoramento ambiental da Bacia de Campos, na costa do Rio de Janeiro, para a identificação de derrames de óleo no mar, daí o interesse e a razão da Petrobras ter financiado a aquisição da antena. A foto que ilustra essa nota foi gerada pelo sensor ASAR e revela a dimensão do derramamento de petróleo ocorrida em 2002 na costa da Espanha.
De acordo com informações do INPE, as imagens geradas pelo Envisat possivelmente serão utilizadas para outras aplicações além do monitoramento ambiental da Bacia de Campos, embora ainda não tenha sido definida uma política de distribuição desses dados.
Envisat
Colocado em órbita por um lançador Ariane 5 em 2002, o satélite Envisat foi construído por um consórcio de empresas lideradas pela EADS Astrium, e é equipado com dez sensores (ASAR, MERIS, AATSR, RA-2, MWR, DORIS, LRR, MIPAS, GOMOS, SCIAMACHY). Sua concepção levou em consideração quatro grandes áreas para estudos em meio-ambiente: mudanças climáticas, monitoramento de desastres naturais, aquecimento global e estudos de poluição do planeta.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
PPP do SGB
Planejamento viabiliza PPP para satélite nacional
22/01/2009 13:23:10
Os Ministérios do Planejamento e da Ciência e Tecnologia assinaram termo de cooperação para contratar os estudos de modelagem do satélite geoestacionário brasileiro, sob a forma de parceria público-privada.
No Planejamento os trabalhos ficarão a cargo da Assessoria Econômica, órgão do Ministério responsável pelo desenvolvimento de PPPs no governo federal. No Ministério da Ciência e Tecnologia, o projeto será desenvolvido pela Agência Espacial Brasileira.
O objetivo do satélite é o fornecimento de serviços de telecomunicações de governo, comunicações militares seguras e de informações sobre meteorologia e controle de tráfego aéreo. De acordo com o projeto o satélite deverá ser desenvolvido com alto índice de participação da indústria nacional.
Os estudos para o desenvolvimento do projeto de parceria envolvem, além de uma análise do marco regulatório do setor, a apresentação de soluções para eventuais ajustes que necessitem ser feitos no Brasil.
Outro item importante nos estudos de modelagem da PPP consiste nas alternativas de financiamento que garantam a atratividade e a viabilidade do projeto num horizonte de quinze anos.
De acordo com a Assessoria Econômica do Ministério do Planejamento, os estudos serão viabilizados com recursos do Fundo Multilateral de Investimentos (Fumin), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), fruto de uma parceria com o Ministério do Planejamento onde cada um entra com 50% dos recursos necessários.
A modelagem de um projeto envolve a parte técnica (estudos de demanda, engenharia, ambientais, etc.), a parte econômico-financeira (a financiabilidade do projeto, considerando os seus custos, juros, prazo, tarifas a serem cobradas, impostos, modelo de negócio, etc) e a parte jurídica (edital e contratos).
Fonte: AEB
Comentários: publicamos no início deste mês uma nota com algumas possibilidades para a PPP do SGB. Vejam em "Parcerias Público-Privadas para o Setor Espacial". A notícia divulgada pela AEB tem uma informação muito interessante: os estudos de modelagem da PPP serão financiados com recursos do BID. Na América do Sul, o BID concedeu financiamento parcial para a missão do do satélite-radar argentino SAOCOM, em desenvolvimento pela Comissão Nacional de Atividades Espaciais (CONAE) e INVAP.
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terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Componentes do Amazônia-1
INPE adquire componentes para o satélite Amazônia-1
20/01/2009
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) está adquirindo novos componentes para o Amazônia-1. Com lançamento previsto para 2011, este será o primeiro satélite de observação da Terra desenvolvido pelo Brasil e o primeiro a utilizar a Plataforma Multimissão (PMM).
Juntos, os satélites Amazônia-1 e CBERS-3 e 4 permitirão uma cobertura completa da Terra em menos de 5 dias, tornando o Brasil autônomo para obtenção de imagens em média resolução e eliminando o risco de descontinuidade no fornecimento desse tipo de imagem por parte de satélites estrangeiros. Hoje, por exemplo, o satélite americano Landsat-5, que é utilizado na avaliação de desmatamento da Amazônia, está há mais de 22 anos no espaço e apresenta sinais claros de degradação.
O Amazônia-1 é baseado em uma plataforma nacional, denominada PMM, que será também utilizada em outros satélites propostos para o Programa Espacial Brasileiro: o satélite científico Lattes-1, o satélite radar de observação da Terra MAPSAR, e o satélite meteorológico de medidas de precipitação GPM-Br.
Para desenvolver a PMM, o INPE contratou na indústria nacional os subsistemas de telecomunicações, estrutura, propulsão e energia, cujos chamados modelos de vôo deverão ser entregues até meados de 2010, para dar início à etapa de integração e testes do primeiro satélite, o Amazônia-1.
Em paralelo, o INPE está adquirindo os componentes para a carga útil do satélite, que envolvem equipamentos de transmissão e gravação a bordo e uma câmera óptica (denominada AWFI), operando nas faixas do visível e do infravermelho próximo, com largura de faixa imageada de 750 km, com resolução de 40 m.
Além disso, um acordo assinado entre o Brasil, representado pelo INPE, e o Reino Unido, representado pelo Rutherford Appleton Laboratory (RAL), permitirá incluir no Amazônia-1 a câmera inglesa RALCAM-3, com resolução da ordem de 10 m, que complementará as imagens coletadas pela AWFI.
No final do ano de 2008, o INPE firmou contratos para aquisição de mais dois componentes do Amazônia-1: a câmera AWFI, contratada na indústria nacional, e o sistema de controle e computação embarcada, objeto de uma cooperação entre a agência espacial brasileira, AEB, e a agência espacial argentina, CONAE, contratado à empresa argentina INVAP.
Para este ano de 2009, o INPE espera concluir a contratação dos equipamentos restantes para a carga útil do Amazônia-1, resolver as questões de interface com a câmera inglesa RALCAM-3, e preparar os sistemas de suporte e a equipe de integração e testes para o satélite.
Simultaneamente, espera-se iniciar as contratações relativas à segunda PMM, que deverá compor o satélite Lattes-1.
Fonte: INPE
Comentário: as compras de componentes para o satélite Amazônia-1 ainda vão dar muito que falar.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Orçamento aprovado para 2009
Em 13 de janeiro, postamos uma nota ("Orçamento do PNAE para 2009") sobre o orçamento de 2009 da União para o Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE). Os dados lá relacionados se referiam ao projeto de orçamento, e não aos valores aprovados pelo Congresso Nacional.
O orçamento aprovado pelo Congresso para este ano é de cerca de R$ 282 milhões (R$ 277,5 milhões do Ministério da Ciência e Tecnologia e R$ 4,5 milhões do Ministério da Defesa), uma redução de mais de R$ 66 milhões em relação ao projeto apresentado pelo Executivo. Ainda assim, o orçamento de 2009 representa considerável aumento frente aos valores de 2007 (R$ 224 milhões) e 2008 (R$ 182,6 milhões). Os cortes foram bem concentrados em projetos de satélites. O Amazônia 1, por exemplo, perdeu mais de 50% do total de recursos, passando de R$ 40 milhões para R$ 16,8 milhões.
Seguem abaixo os valores aprovados:
- Participação da União no Capital da Alcântara Cyclone Space (ACS): R$ 50 milhões
- Estudos para a implantação do Centro Espacial de Alcântara (CEA): R$ 40 milhões
- Desenvolvimento do Satélite Lattes: R$ 2,5 milhões
- Desenvolvimento do Satélite do Programa Internacional de Medidas de Precipitação - GPM-Br: R$ 2 milhões
- Desenvolvimento do satélite MAPSAR: R$ 7 milhões
- Desenvolvimento do satélite Amazônia 1: R$ 16,8 milhões
- Desenvolvimento do satélite CBERS 3: R$ 53,4 milhões
- Desenvolvimento do satélite CBERS 4: R$ 7 milhões
- Desenvolvimento de satélites de comunicação e meteorologia: R$ 200 mil
- Desenvolvimento e lançamento de satélites tecnológicos de pequeno porte: R$ 1,760 milhão
- Controle de satélites, recepção, geração, armazenamento e distribuição de dados: R$ 7,035 milhões
- Funcionamento e atualização do Laboratório de Integração e Testes (LIT/INPE): R$ 2,5 milhões
- Funcionamento do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI): R$ 1,520 milhão
- Funcionamento do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA): R$ 3 milhões
- Apoio a projetos de pesquisa e desenvolvimento no setor espacial: R$ 2,350 milhões
- Desenvolvimento de produtos e processos inovadores para o setor espacial: R$ 4,188 milhões
- Desenvolvimento de Veículos Lançadores de Satélites (VLS): R$ 31,7 milhões
- Desenvolvimento e lançamento de foguetes de sondagem: R$ 3,4 milhões
- Pesquisa e desenvolvimento em tecnologias associadas a veículos espaciais: R$ 11,572 milhões
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Apoio russo ao VLS
O apoio russo ao programa VLS tem rendido alguns negócios à empresas daquele país. No início de dezembro de 2008, postamos uma nota ("IAE/CTA celebra contratos") sobre a contratação da companhia russa "Konstruktorskoe Buro Khimavtomatiky" - OSC KBKha, para a elaboração de concepção de complexo de testes e banco de testes para motores-foguete a propelente líquido.
Hoje (15), saiu no Diário Oficial da União um extrato de inexigibilidade de licitação para a contratação do "Centro Estatal de Foguetes Acadêmico V. P. Makeyev" pelo Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA). A empresa da Rússia prestará serviços destinados à pesquisa para melhoria de segurança e confiabilidade do VLS-1, contrato de pouco mais que 1,3 milhão de euros.
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Opto leva a AWFI
Colocamos no passado duas notas ("A vez da AWFI" e "Novidades sobre a AWFI") sobre a concorrência lançada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) em outubro do ano passado para o fornecimento da câmera Advanced Wide Field Imaging (AWFI) que equipará o satélite Amazônia 1. A Opto Eletrônica levou o negócio, tendo oferecido proposta pouco inferior a R$ 38 milhões.
Na edição de 26 de dezembro de 2008 do Diário Oficial da União, foi publicado o extrato do contrato. Vejam abaixo:
"EXTRATO DE CONTRATO Nº 1150/2008
Nº Processo: 01340000621200861. Contratante: MINISTERIO DA CIENCIA E TECNOLOGIACNPJ Contratado: 54253661000158. Contratado : OPTO ELETRONICA S/A -Objeto: Prestação de Serviços de desenvolvimento, projeto, fabricação e testes do Subistema Advanced Wide Field Imaging Camera - AWFI, parte integrante da carga útil da Plataforma Multi-Missão Brasileira - PMM a ser utilizado no satélite Amazônia 1, conforme especificações técnicas constantes no Projeto Básico, Anexo I do Edital. (R.D. 01.06.115.0/2008) Fundamento Legal: Lei nº 8.666/93. Vigência: 24/12/2008 a 23/12/2011. Valor Total: R$37.950.307,36. Fonte: 100000000 - 2008NE903502 Fonte: 100000000 - 2008NE903503 Fonte: 100000000 - 2008NE903504. Data de Assinatura: 24/12/2008."
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terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Orçamento do PNAE para 2009
O orçamento público da União para 2009 destina pouco mais de R$ 348,6 milhões para o Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE). Abaixo, relacionamos os principais projetos do PNAE e suas respectivas previsões orçamentárias:
- Participação da União no Capital da Alcântara Cyclone Space (ACS): R$ 50 milhões
- Estudos para a implantação do Centro Espacial de Alcântara (CEA): R$ 40 milhões
- Desenvolvimento do Satélite Lattes: R$ 3 milhões
- Desenvolvimento do Satélite do Programa Internacional de Medidas de Precipitação - GPM-Br: R$ 3 milhões
- Desenvolvimento do satélite MAPSAR: R$ 15 milhões
- Desenvolvimento do satélite Amazônia 1: R$ 40 milhões
- Desenvolvimento do satélite CBERS 3: R$ 68,4 milhões
- Desenvolvimento do satélite CBERS 4: R$ 7 milhões
- Desenvolvimento de satélites de comunicação e meteorologia: R$ 200 mil
- Desenvolvimento e lançamento de satélites tecnológicos de pequeno porte: R$ 1,760 milhão
- Controle de satélites, recepção, geração, armazenamento e distribuição de dados: R$ 7,7 milhões
- Funcionamento e atualização do Laboratório de Integração e Testes (LIT/INPE): R$ 3 milhões
- Funcionamento do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI): R$ 1,520 milhão
- Funcionamento do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA): R$ 3 milhões
- Apoio a projetos de pesquisa e desenvolvimento no setor espacial: R$ 2,350 milhões
- Desenvolvimento de produtos e processos inovadores para o setor espacial: R$ 4,570 milhões
- Desenvolvimento de Veículos Lançadores de Satélites (VLS): R$ 35,2 milhões
- Desenvolvimento e lançamento de foguetes de sondagem: R$ 3,5 milhões
- Pesquisa e desenvolvimento em tecnologias associadas a veículos espaciais: R$ 13 milhões
Vale lembrar que estes valores estão sempre sujeitos a cortes.
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domingo, 11 de janeiro de 2009
ACS no Jornal do Brasil
A edição de domingo (11) do Jornal do Brasil traz uma reportagem sobre o tratado entre o Brasil e a Ucrânia para o lançamento de foguetes Cyclone 4 a partir de Alcântara, no Maranhão. Os focos principais, como de praxe, são os problemas com os quilombolas e entraves ambientais para a construção do sítio de lançamento pela empresa binacional Alcântara Cyclone Space (ACS).
Leitura recomendada para quem se interessa e acompanha o assunto, pois tem algumas novidades, como as possibilidades de novos atrasos no cronograma das obras e de recurso ao Judiciário pela ACS contra o IBAMA para acelerar o licenciamento ambiental, e o andamento normal da montagem do Cyclone 4 na Ucrânia. Para ler a matéria, clique sobre o título "Programa espacial fora de órbita".
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Atualização em 12/01, às 14h50: a edição do jornal Valor Econômico desta segunda-feira também tem uma ampla reportagem sobre os problemas com os quilombolas e de natureza ambiental em Alcântara. De acordo com a reportagem, o lado ucraniano estaria inseguro. Para lê-la, clique sobre o seu título: "Disputas atrasam lançamento de foguete".
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