terça-feira, 11 de agosto de 2009

Fogtrein I e Alcântara

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Foguete de pequeno porte é lançado com sucesso do CLA

Bruna Castelo Branco

Alcântara - O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) lançou, às 15h18 de ontem, o Foguete de Treinamento Básico (FTB) de pequeno porte que integra a Operação FogTrein I. Um novo lançamento está previsto para quinta-feira, às 19h45.

Além de testar os equipamentos do CLA para a realização de operações com veículos de grande porte, a operação visa qualificar o protótipo desenvolvido pela empresa brasileira Avibrás com tecnologia 90% nacional. O segundo lançamento, previsto para acontecer na tarde de hoje, foi alterado para testar novas possibilidades do sistema que ainda está em fase de desenvolvimento.

A operação de lançamento ontem foi considerada perfeita. O foguete atingiu um apogeu de 31.800 m de altura, caindo a uma distância de 15.100 km do local de lançamento em apenas 4 (sic) segundos de vôo. Com dimensões pequenas - com apenas 3,5 m, e peso de 67,8 kg – o foguete serviu para testar o protótipo, ainda em fase de desenvolvimento no país, e tem por objetivo dar visibilidade para a indústria brasileira do setor aeroespacial. Além do protótipo de pequeno porte, o FTB possui ainda os modelos nos níveis intermediário e avançado, cujas experiências de lançamento também devem ser realizadas no CLA.

Ainda este ano, devem ser lançados mais um FTB de nível intermediário, um Orion e um VSB-30 - que é um foguete de médio porte. As campanhas de lançamento devem ser realizadas a partir de novembro, quando forem finalizadas algumas intervenções na estrutura do CLA.

Expansão do CLA - A operação FogTrein I está acontecendo em um momento decisivo para o futuro do Programa Espacial Brasileiro em Alcântara, relacionado à proposta de expansão das atividades de lançamentos que envolvem parcerias comerciais. A área prevista para a construção dos sítios hoje é ocupada por comunidades quilombolas, mas, segundo o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação elaborado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, que foi divulgado no fim do ano passado, a área em questão é, de fato, pertencente ao território do Centro de Lançamento de Alcântara.

“Hoje o Centro de Lançamento ocupa cerca de 8.713 hectares dos 62 mil que estão previstos no relatório. O programa necessita da área localizada ao Norte do CLA, que hoje é ocupada por algumas comunidades quilombolas. Temos ainda a capacidade de instalar mais três sítios no CLA, sem a necessidade de remanejamentos”, explicou o coronel Nilo Andrade, diretor do Centro de Lançamento de Alcântara.

Lançamentos - O diretor do CLA disse ainda que a possibilidade da criação de sítios de lançamentos em outros locais no Brasil ainda é incerta e o início dos estudos dos locais só deve acontecer após decisão do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, a atual capacidade do CLA é considerada suficiente para o desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro pelos próximos 15 anos.

“A área atual do Centro tem capacidade para o lançamento do VLS 1, cujas obras da plataforma já foram iniciadas. Uma área será destinada para uma segunda plataforma destinada às atividades com um VLS2, e uma terceira área para o Ciclone 4, que será utilizado pela empresa Alcantara Cyclone Space. Por enquanto, a estrutura do CLA consegue sustentar bem as necessidades do Programa Especial Brasileiro”, afirmou.

Segundo o diretor de Transporte Espacial e Licenciamento da Agência Espacial Brasileira, Antônio Hugo Pereira Chaves, até agora todos os esforços relativos a sítios de lançamentos no Brasil estão focados no Centro de Lançamento de Alcântara e no Centro de Lançamento de Barreira do Inferno, em Natal (RN). “Não existem estudos sobre qualquer área fora desses centros para a construção de sítios de lançamentos. Os nossos investimentos, até o momento, estão ligados a esses dois pontos. No CLA temos o projeto da Cyclone, que já está adiantado e esperamos que a empresa prospere. A possibilidade é que ela faça cerca de seis lançamentos ao ano. Nessa primeira etapa, o foguete também passará por uma fase de qualificação”, afirmou Chaves.

Fonte: jornal O Estado do Maranhão, 11/08/2009.

Comentários: o FTB, desenvolvido pela Avibras Aeroespacial, de São José dos Campos (SP), parece substituir os foguetes SBAT 70, também da Avibras, na função de testes de sistemas de centros de lançamento. A reportagem de Bruna Castelo Branco traz ainda outros pontos muito interessantes: tanto a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do diretor do CLA, Cel. Nilo Andrade, como a Agência Espacial Brasileira, na pessoa de seu diretor de Transporte Espacial, Brig. Antônio Chaves, estão adotando discursos de que a construção de um novo centro espacial ainda não foi decidida. E mais, dão elementos que sustentam a tese, defendida aqui no blog, de que um novo centro sequer é necessário pelos próximos quinze anos. A Alcântara Cyclone Space também anunciou no início de julho que não iria sair do CLA, logo após sugirem na mídia os rumores sobre a suposta desativação da base de Alcântara e/ou construção de uma nova em outra região do País (Amapá, Ceará, etc.) Se a AEB, a FAB e a ACS entendem que uma nova base de lançamento não é necessária pelos próximos anos, qual seria a origem de todos os rumores dando conta do contrário?
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Voluntários para projeto da ESA e SWF

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Senhores:

Atendendo ao pedido de Daniël Konrad Link, leitor do blog, divulgamos abaixo uma chamada para voluntários de um projeto da Agência Espacial Europeia da Secure World Foundation:

Procura-se Voluntários para o ESA Planetary Database

A Agência Espacial Européia (ESA) e o Secure World Foundation (SWF) estão procurando voluntários para trabalhar através do Space Generation Advisory Council (SGAC) co-escrevendo um wiki site, a ser lançado em breve.

Este wiki site vai servir como guia para visitantes e explicar termos e conceitos tais como mapas gravitacionais, parâmetros orbitais e até cenários de deflecção. Também irá concentrar-se categorizando NEOs (Near-Earth Objects), corpos no Cinturão de Asteróides e no Cinturão de Kuipeer.

Se você pode ser um colaborador voluntário neste projeto, contribuindo para este wiki site e para o ESA Planetary Database (http://pdb.estec.esa.int/) por favor preencha o seguinte formulário até 15 de agosto: http://www.spacegeneration.org/survey/survey.php?id=14CMQ0AK

Mais informações e para acesso ao flyer oficial do projeto visite: http://www.spacegeneration.org/node/2586
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Operação FogTrein I realizada com sucesso

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Foguete parte com sucesso do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão

11/08/2009 - 10h02

Foi realizado com sucesso o lançamento do primeiro Foguete de Treinamento Básico no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. A operação, denominada FogTrein I, ocorreu às 15h18min de ontem (10 de agosto). Conforme o Diretor do CLA, Coronel-Aviador Nilo Andrade, o foguete alcançou a sua altura máxima com 31.800 metros, atingindo uma velocidade de 4.100 km/h em quatro segundos. Fabricado pela empresa brasileira Avibras e tecnologia quase 100% nacional, o foguete percorreu sua trajetória e caiu em alto-mar a 16 quilômetros da costa.

O objetivo da operação FogTrein I é lançar e rastrear dois foguetes desse porte, além de treinar os recursos humanos, operacionais e equipamentos do CLA e do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), localizado em Natal (RN).

Um segundo lançamento também do CLA está previsto para as 10h45 dessa quinta-feira (17). A operação Fogtrein I ainda conta com a participação de engenheiros da Avibras, da Agência Espacial Brasileira (AEB), do CLBI e do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI).

Programa Espacial Brasileiro

O investimento em atividades espaciais no Brasil trouxe benefícios dos mais diversos: pesquisas de novos medicamentos, materiais e equipamentos eletrônicos, cartografia com a utilização de satélite, imagens em tempo real da localização de queimadas e desmatamento, e informações meteorológicas. Os foguetes são um pilar do programa espacial brasileiro, desde sua criação em 1961. O primeiro deles, um Nike-Apache, decolou em 1965, do Rio Grande do Norte. De lá para cá, centenas de foguetes foram lançados, tanto no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Natal, quanto do CLA.

O CLA surgiu na década de 80, no Maranhão, com o objetivo de dotar o País de um local para envio de engenhos espaciais . Sua instalação trouxe, dessa forma, a possibilidade de o Brasil lançar, a partir do próprio território, foguetes de sondagem e veículos lançadores de satélites.

A partir da criação da Agência Espacial Brasileira (AEB) em 1994, a comunidade científica foi estimulada a participar no desenvolvimento de pesquisas. Neste sentido, a AEB criou os programas Microgravidade e Uniespaço, destinados a fomentar projetos de pesquisas de interesse, tanto de universidades, como do setor espacial.

Em todo o mundo, menos de uma dezena de países lançam foguetes, e pouco mais de 20 nações desenvolvem satélites. O que elas têm de vantagem, e o Brasil se inclui nesta lista, é poder usar essa tecnologia para atender de maneira autônoma as suas prioridades nacionais.

Fonte: CLA, via web-site da Força Aérea Brasileira
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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

NANOSATC-BR: o primeiro cubesat brasileiro

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Foi publicado no web-site da revista Tecnologia & Defesa uma pequena reportagem de minha autoria sobre o projeto do primeiro cubesat brasileiro, chamado NANOSATC-BR. O projeto está sendo desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Sinceiros e especiais agradecimentos a Otávio Durão e Nelson Schuch, do INPE, que tornaram possível a coleta de informações para o preparo da reportagem.

Para acessar o artigo, cliquem em "INPE e UFSM trabalham no projeto do primeiro cubesat brasileiro".

Ainda sobre cubesats, no mês passado, escrevi aqui no blog uma nota sobre a iniciativa peruana nesta área, o Chasqui 1. Vejam em "Chasqui I: o cubesat peruano".
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domingo, 9 de agosto de 2009

Venesat-1: 100% operacional

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O Ministério da Comunicação e da Informação do governo venezuelano divulgou no final de julho uma reportagem sobre o satélite de comunicações Venesat-1, também chamado de Simón Bolívar. O Venesat-1, construído na China, foi lançado ao espaço no final de outubro de 2008.

A reportagem ("Satélite Simón Bolívar consolida la independencia tecnológica") traz um posicionamento oficial negando a veracidade dos rumores de que o Simón Bolívar estaria com sérias anomalias em seu funcionamento (para saber mais sobre os rumores, leiam a postagem "Problemas com o VENESAT-1?"). "Em relação aos rumores difundidos por alguns meios de comunicação acerca de que o satélite venezuelano havia sofrido falhas, atualmente o satélite Simón Bolívar está 100% operacional e não tem problema com nenhum subsistema, estando, portanto, tudo em completa normalidade", diz o artigo.

A reportagem também detalha a capacidade da Venezuela em controlar o satélite a partir de seu território. 33 operadores venezuelanos foram capacitados na China, permitindo o controle do satélite pela Agencia Bolivariana de Actividades Espaciales (ABAE) e pela Compañia Nacional Teléfonos de Venezuela (CANTV), "durante as 24 horas dos 365 dias do ano (...)", a partir de uma estação terrena em El Sombrero, no estado de Guárico. O país conta ainda com uma estação de contingência, localizada em Uepa, no estado de Bolívar.
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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

"Alcântara e o interesse nacional"

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Alcântara e o interesse nacional, artigo de Luciano Rezende Moreira

"Não se trata de avançar o programa espacial brasileiro a qualquer custo. (...) Entretanto, o interesse nacional deve prevalecer"

Luciano Rezende Moreira é diretor da Associação de Pós-graduandos da Universidade Federal de Viçosa (APG - UFV) e doutorando por essa mesma instituição. Artigo enviado pelo autor ao "JC e-mail":

O Centro de Lançamentos de Alcântara (CLA) continua, e de certa forma sempre será, tema controverso. Afinal, há muitos personagens em nossa sociedade que historicamente sempre se posicionaram contra todo e qualquer projeto nacional soberano.

Setores estes que em um passado recente comemoraram o vergonhoso Acordo de Salvaguardas Tecnológicas, firmado em Washington entre os Estados Unidos e o Brasil, e são os mesmos que hoje semeiam celeumas e incentivam falsas contradições que devem ser rapidamente resolvidas, conforme as exigências da circunstância histórica atual, em defesa dos interesses e das perspectivas do conjunto da nação.

De fato, há de se comemorar a derrota do projeto levado a cabo pelo governo Fernando Henrique Cardoso, com total anuência dos grandes meios de comunicação, em que a estratégica base de lançamentos de Alcântara seria arrendada total e irrestritamente aos Estados Unidos pelo preço de nossa soberania elementar.

Ademais, sequer a miserável quantia paga poderia ser investida no nosso programa aeroespacial e nenhuma autoridade brasileira teria acesso ao lugar e tampouco às informações sobre as operações ali realizadas. Dessa nos livramos.

Superada essa fase, parecia que o programa espacial brasileiro iria alçar vôos maiores, elevando a um novo patamar uma série de atividades concernentes, tais como a segurança nacional e a do espaço aéreo brasileiro, o monitoramento ambiental, as telecomunicações, além de promover uma série de atividades de interesse da comunidade científica.

Para isso, foi feito um tratado com a Ucrânia, que detém uma das mais testadas linhas de foguete, o Cyclone, além de uma enorme tradição em investimentos aeroespaciais, com tecnologia em fabricação de foguetes e plataforma de lançamento. Desse convênio foi criada a ACS (Alcântara Cyclone Space), uma empresa binacional onde caberia ao Brasil, dentre outras medidas, disponibilizar o Centro de Lançamentos de Alcântara, cobiçado por sua estratégica posição a 2,2 graus do Equador que a faz a mais competitiva entre todas as outras de todo o mundo (a base francesa de Kourou, na Guiana, o centro mais bem localizado do mundo para esses lançamentos, está a 5,2 graus da linha do Equador). E o mais importante: uma parceria com intercâmbio científico e tecnológico, ao contrário da proposta anterior com os EUA.

Contudo, vários entraves levantados contra a ampliação da área do Centro de Lançamentos de Alcântara, imprescindível para abrigar o projeto, vêm fazendo com que a Agência Espacial Brasileira já admita substituir Alcântara por outra base, menos competitiva.

Em recente artigo publicado no Valor Econômico (30/7) por Raymundo Costa é relatado que o governo brasileiro já pensa em transferir parte do programa espacial para região próxima do porto de Pecém, no Ceará. Segundo a reportagem "a divisão tornou-se inevitável depois que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) baixou uma portaria decretando como área quilombola 78 mil hectares dos 114 mil hectares que constituem a península de Alcântara".

O próprio presidente da ACS, o ex-ministro da Ciência e Tecnologia Roberto Amaral, é enfático ao condenar o que ele chama de "burocratas" do Incra e das chamadas "lideranças" das comunidades quilombolas, os advogados do 'museu antropológico' e aos agentes financiadores internacionais de estarem destruindo todo o esforço de instalação de um programa espacial completo no Brasil e alerta que a destinação de 781 km² da península para o "Território da Comunidade Quilombola de Alcântara" reduziu o espaço para atividades espaciais brasileiras ao atual CLA, impossibilitado de crescer para cumprir novas missões. Acrescenta ainda que somente em fluxo de caixa, o Brasil deixa de ganhar US$ 300 milhões por ano de atraso.

Não se trata de avançar o programa espacial brasileiro a qualquer custo. Óbvio que estudos rigorosos pelo Ibama sobre impactos ambientais e pesquisas diversas sobre a área quilombola devem ser realizados, assim como a adoção de iniciativas para que sejam evitados ou amenizados qualquer tipo de desarmonia local.

Entretanto, o interesse nacional deve prevalecer. Justas posições levantadas pela comunidade local (que inclusive tem muito a ganhar com o desenvolvimento da região) devem ser energicamente atendidas, com a autoridade moral de que quem as fazem são justamente aqueles que foram secularmente excluídos. Por outro lado, não se pode deixar organismos internacionais estranhos e de interesses opostos ao nosso programa espacial agirem livremente, patrocinando autêntico boicote ao CLA.

Não só os militares ou a comunidade científica têm interesse no avanço imediato do programa espacial (inclusive incorporando a ACS no Programa de Aceleração do Crescimento), mas toda a sociedade que percebe no cotidiano, desde a importância de um satélite para melhor prover sua comunicação até o combate ao desmatamento em nossas florestas para amenizar o aquecimento global, a centralidade desta área. Em suma, é esse interesse nacional, que comunga com os interesses dos brasileiros, que precisa figurar em primeiro plano.

Fonte: JC E-mail, 06/08/2009

Comentários: o autor tem uma visão extremista que não necessariamente condiz com a realidade. O relato sobre o acordo de salvaguardas tecnológicas com os EUA possui distorções que não condizem com a realidade e com o histórico das negociações. Além do mais, como já tratado no blog no passado, é essencial para qualquer chance de sucesso comercial da Alcântara Cyclone Space (vejam a postagem "Salvaguardas tecnológicas entre Brasil e EUA"). Do mesmo modo, por mais que não aparente, o relacionamento com os ucranianos também tem seus momentos de tensão.
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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Aniversário do INPE

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INPE comemora 48 anos

05/08/2009

Reconhecido no mundo todo por seus sistemas de monitoramento, estudos climáticos e previsão do tempo, ciências espaciais, atmosféricas e do ambiente terrestre, engenharia de satélites e pela excelência de seus cursos de pós-graduação, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) está completando 48 anos.

Nesta quarta-feira (5/8), às 10 horas, uma solenidade marca os 48 anos do Instituto. O evento acontece no auditório Fernando de Mendonça (LIT/INPE), em São José dos Campos, com a presença de autoridades da região, da Agência Espacial Brasileira (AEB) e do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

Na ocasião, serão homenageados os servidores que completam 10, 15, 20, 25, 30, 35 e 40 anos de atividades no Instituto, os aposentados durante o último ano, bem como os servidores que tiveram destaque nas carreiras de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Gestão. Neste que é o Ano Internacional da Astronomia, serão ainda destacadas na cerimônia as atividades da Divisão de Astrofísica do INPE.

O INPE

O Instituto Nacional de Atividades Espaciais (INPE) atua nas áreas de Meteorologia e Mudanças Climáticas, Observação da Terra, Ciências Espaciais e Atmosféricas e Engenharia Espacial. Possui ainda laboratórios associados em Computação Aplicada, Combustão e Propulsão, Física de Materiais e Física de Plasmas. Presta serviços operacionais e singulares de previsão do tempo e clima, monitoramento do desmatamento da Amazônia Legal, rastreio e controle de satélite, medidas de queimadas, raios e poluição do ar, e realiza testes e ensaios industriais de alta qualidade.

As atividades do INPE tiveram início em 3 de agosto de 1961, com a criação do Grupo de Organização da Comissão Nacional de Atividades Espaciais (GOCNAE), que em 1963 passou a ser chamado CNAE (Comissão Nacional de Atividades Espaciais). Com a extinção da CNAE em 1971, foi criado o INPE, ainda como órgão vinculado ao CNPq.

O INPE é o principal órgão civil responsável pelo desenvolvimento das atividades espaciais no País. Ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), tem como missão contribuir para que a sociedade brasileira possa usufruir dos benefícios propiciados pelo contínuo desenvolvimento do setor espacial.

O INPE também se dedica à prestação de serviços, como a distribuição de imagens meteorológicas e de sensoriamento remoto, e à realização de testes, ensaios e calibrações. Além disso, o Instituto transfere tecnologia, fomentando a capacitação da indústria espacial brasileira e o desenvolvimento de um setor nacional de prestação de serviços especializados no campo espacial.

Um dos mais importantes programas do INPE é o CBERS – Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres, que teve início com a assinatura do acordo de cooperação espacial com a China em 1988. Como resultado desta parceria, o CBERS-1 foi lançado em outubro de 1999 e o CBERS-2, em outubro de 2003. Atualmente em operação, o CBERS-2B foi lançado em setembro de 2007. Até 2014, estão previstos os lançamentos de mais dois satélites deste programa: CBERS-3 e CBERS-4.

Também se destaca a plataforma orbital PMM - Plataforma Multimissão, cujo primeiro projeto encontra-se em avançada fase de execução. A primeira PMM deverá compor o satélite de sensoriamento remoto Amazônia-1, que permitirá o aumento da freqüência da produção de imagens e assim o acompanhamento mais imediato de fenômenos de grande impacto, tais como queimadas e desflorestamento. Dentro da categoria de Satélites de Sensoriamento Remoto, há ainda uma segunda missão, que prevê a colocação em órbita de um satélite com imageador radar.

O INPE mantém, desde 1993, o Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais. Atualmente, o sistema é operado por dois satélites em órbita equatorial – o SCD-1 e o SCD-2, primeiros satélites nacionais, produzidos inteiramente no país – e um satélite em órbita polar – o CBERS-2B. O sistema conta, hoje, com mais de 750 PCD’s espalhadas pelo território nacional.

Com relação à área de Observação da Terra, destaca-se o PRODES – Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite. Com 20 anos de história, o PRODES é considerado o maior programa de acompanhamento de florestas do mundo, por cobrir os 4 milhões de km2 de áreas florestais e por sua freqüência anual. Seu resultado mostra a taxa média e a estimativa da extensão do desflorestamento bruto da Amazônia brasileira e tem orientado a formulação de políticas públicas para a região.

Desde junho de 2004, o INPE também opera o sistema DETER - Detecção de Desmatamento em Tempo Real, que utiliza sensores com alta freqüência de observação para reduzir as limitações da cobertura de nuvens. A maior freqüência de observação permite que o DETER forneça aos órgãos de controle ambiental informação periódica sobre eventos de desmatamento, para que possam ser tomadas medidas de contenção. Mais recentemente, entrou em operação o DEGRAD - Sistema de Monitoramento de Áreas de Florestas Degradadas na Amazônia. Em breve, serão lançados os primeiros resultados do DETEX, sistema que verifica áreas de exploração seletiva de madeira.

Outro importante instrumento utilizado na preservação da maior reserva natural da Terra é monitoramento orbital de focos de calor, que fornece dados ao Programa de Prevenção e Controle às Queimadas e Incêndios Florestais no Arco de Desflorestamento, conhecido como PROARCO, sob a responsabilidade do Ibama.

Com relação às atividades em Meteorologia, o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do INPE, criado em 1994 e sediado em Cachoeira Paulista (SP), deu passos significativos nos últimos anos na manutenção de sua liderança como um dos mais completos núcleos de previsão meteorológica e climática do Hemisfério Sul e do planeta. Essa é uma área da ciência altamente vinculada ao desenvolvimento do país, em especial nos setores agrícola, energético e na conservação do meio ambiente. Graças aos recursos computacionais do INPE, o Brasil está entre países com alta capacidade de processamento dedicado para operação e pesquisa em tempo e clima.

A área de Ciências Espaciais e Atmosféricas realiza pesquisas básicas e aplicadas com a finalidade de entender os fenômenos físicos e químicos que ocorrem na atmosfera e no espaço. E o INPE também mantém atividades associadas à área espacial que desenvolvem pesquisas pura e aplicada, visando o domínio de tecnologias de ponta e de interesse estratégico às atividades espaciais nas áreas de sensores e materiais, física de plasma, computação científica e modelagem matemática.

Na área de infra-estrutura de apoio a satélites, o INPE conta com dois laboratórios e um centro operacional. São eles: o Centro de Rastreio e Controle de Satélites (CRC), o Laboratório de Integração e Testes (LIT) e o Laboratório de Combustão e Propulsão (LCP). O LIT equipara-se aos melhores laboratórios do gênero no mundo, sendo o único em sua categoria no Hemisfério Sul. Inaugurado em 1987, o Laboratório realiza uma grande gama de testes, integração e montagem de modelos de satélites, subsistemas e componentes espaciais.

Outra atividade importante do Instituto é a recepção, gravação, produção e disseminação de dados de satélites nacionais e estrangeiros. A partir de 2004, numa iniciativa pioneira no mundo, o INPE passou a disponibilizar gratuitamente pela internet as imagens do satélite CBERS.

Fonte: INPE
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terça-feira, 4 de agosto de 2009

Salvaguardas tecnológicas entre Brasil e EUA

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O blog tem buscado acompanhar e analisar em detalhes tudo que acontece sobre a Alcântara Cyclone Space (ACS). Com certa frequência nos últimos tempos, surgem informações, muitas delas apenas nos bastidores, dando conta de avanços, dificuldades, decepções, entre outras notícias relacionadas à empreitada ucraniano-brasileira.

Como já foi abordado aqui no passado, um dos aspectos mais importantes para inserir a ACS como player do mercado comercial de lançamentos espaciais é a necessidade do país lançador, no caso o Brasil, celebrar um acordo de salvaguardas tecnológicas (AST) (ou outro instrumento equivalente) com os EUA, país de origem da maioria dos satélites e componentes utilizados com propósitos comerciais. E segundo apurou o blog com uma fonte no governo, isto está na pauta da Assessoria de Cooperação Internacional da Agência Espacial Brasileira (AEB) e do próprio Itamaraty. Inclusive, já teriam ocorrido contatos do governo brasileiro com a sua contraparte norte-americana.

O tema é assunto bastante delicado e que gerou grandes repercussões no início da atual década, sob o argumento dos críticos de que se trataria de violação à soberania brasileira. E ironicamente, muitos do que na época era críticos, por estarem na oposição, hoje na situação entendem a necessidade e relevância do AST para as chances comerciais da ACS. Em 2000, quando o AST com os EUA foi assinado (porém não ratificado pelo Congresso Nacional), as negociações foram bastante difíceis. Talvez uma nova negociação seja mais fácil. "Hoje, a situação política [entre Brasil e EUA] é outra", afirmou a fonte.

Curiosamente, ao mesmo tempo em que o AST Brasil - EUA promete voltar à mesa de discussões, ganha intensidade a pressão de grandes operadores de satélites comerciais por novas opções de lançadores, particularmente na China e Índia. Recente edição da publicação especializada "Space News" traz reportagem ("SES, Intelsat asking lawmakers to rethink launch ban on China, India") sobre a intenção das operadoras Intelsat e SES, apoiadas pela fabricante norte-americana de satélites Space Systems/Loral, de persuadir políticos norte-americanos para que permitam o lançamento de satélites com componentes fabricados nos EUA por foguetes indianos e/ou chineses.

O receio destas operadoras (e provavelmente de muitas outras) é baseado na possível saída da Sea Launch do mercado (ver a postagem "Sea Launch: uma análise"), hipótese em que restariam no mercado essencialmente apenas dois players, a europeia Arianespace (Ariane 5), e a russa ILS (Proton), resultando em grandes riscos políticos e operacionais. Naturalmente, existem também outros interesses, como o comercial, motivado pelos custos menores dos lançadores asiáticos (vejam a postagem "A face comercial da ITAR").

No campo não-comercial, o governo indiano já se adiantou. Em 20 de julho, Índia e EUA assinaram um AST que permitirá o lançamento pelo país asiático de satélites sem propósitos comerciais que tenham componentes de origem norte-americana. A Índia continua não tendo autorização para o lançamento de satélites com componentes norte-americanos com finalidades comerciais. Para ter esta permissão, é necessária a celebração de instrumento específico, denominado Acordo de Lançamentos Espaciais Comerciais (CSLA, sigla em inglês), mesmo ato que deverá ser assinado pelo Brasil, provavelmente em conjunto ou após o AST.
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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

INPE na Assembleia da União Astronômica Internacional

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INPE participa da Assembleia Geral da União Astronômica Internacional

03/08/2009

Astrofísicos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) participam no Rio de Janeiro, de 3 a 14 de agosto, da 27ª Assembleia Geral da União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês). Esta é a primeira vez que a assembleia, considerada o maior evento da astronomia mundial, é realizada no Brasil.

Cerca de dois mil cientistas de todo o mundo apresentarão trabalhos que abrangem desde o Sistema Solar, passando por nossa galáxia até estudos que decifram os primórdios do Universo.

Durante o evento, os pesquisadores do INPE mostrarão resultados de vanguarda sobre a evolução de galáxias, as estrelas compactas (como estrelas de nêutrons), os sistemas binários, as regiões de formação estelar, além de cosmologia e astropartículas. “Esses trabalhos estão na fronteira do conhecimento científico e visam compreender os processos físicos que regem o nosso Universo e os seus constituintes”, diz Oswaldo Duarte Miranda, chefe da Divisão de Astrofísica do INPE.

Toda a programação científica, com simpósios, plenárias e sessões especiais, acontece no Centro de Convenções Sul América, que fica na Avenida Paulo de Frontin com a Avenida Presidente Vargas, Cidade Nova.

Mas a 27ª Assembleia Geral da IAU também terá atividades voltadas ao público leigo. Uma tenda de 450 metros quadrados na Praça Marechal Floriano (Cinelândia), no centro do Rio, estará montada durante o dia desde esta terça-feira (4/8) até sábado (8/8). Assim como diversas instituições científicas, o INPE estará presente neste espaço.

A Assembleia da IAU no Brasil é ainda mais significativa por 2009 ter sido instituído como o Ano Internacional da Astronomia, em comemoração os 400 anos das primeiras observações telescópicas do céu feitas por Galileu Galilei. Para os astrofísicos brasileiros, a expectativa é que o evento sirva para aprimorar as pesquisas nacionais na área, aumentar a cooperação internacional, além de mostrar à população o reconhecimento internacional que os estudos de astronomia brasileiros vêm recebendo.

Mais informações sobre a 27ª Assembleia Geral da IAU no site www.astronomy2009.com.br

A Astrofísica no INPE

O INPE realiza pesquisas teóricas e observacionais em diversas áreas da Astrofísica, com ênfase em desenvolvimento instrumental. Os projetos instrumentais da sua Divisão de Astrofísica (DAS) cobrem diferentes faixas do espectro eletromagnético, tais como ondas de rádio, radiação óptica e infravermelha e raios X e gama, além de detectores de ondas gravitacionais.

Atualmente, entre seus principais projetos, está sendo desenvolvido um imageador de raios X, o Mirax, e o radiointerferômetro BDA para investigações de fenômenos solares e cósmicos.

O Mirax é um instrumento astronômico de raios X que investigará a região central do plano galáctico e seus objetos, como buracos negros e estrelas de nêutrons. Estará a bordo do Lattes, um satélite científico desenvolvido pelo INPE e com lançamento previsto para 2012, que atenderá não só aos objetivos astronômicos do Mirax como também a missão Equars, esta voltada para estudos na baixa, média e alta atmosfera e ionosfera na região equatorial. No caso da missão Mirax, o objetivo é o estudo de raios X do centro da galáxia, observando continuamente a região central do plano galáctico para realizar estudos espectroscópicos de banda larga.

Já o BDA (Brazilian Decimetric Array) será o primeiro radiointerferômetro em ondas decimétricas desenvolvido e construído no Brasil. Único na América Latina, cobrirá uma lacuna entre os instrumentos situados na Europa e nos Estados Unidos, abrangendo uma cobertura de 24 horas de observações do Sol e da Astronomia no mundo. Capaz de gerar 10 imagens do Sol por segundo, terá aplicações nas áreas de observação dos fenômenos solares, em investigações das emissões de rádio de fontes galácticas e extragalácticas no céu do hemisfério sul. Neste projeto, o INPE conta com a colaboração de diversas instituições nacionais e estrangeiras, como o Indian Institute of Astrophysics, o Tata Institute of Fundamental Research do National Center for Radio Astronomy, ambos da Índia, a Universidade da Califórnia - Berkeley, a Universidade Federal de São Carlos, a Pontifícia Universidade Católica de Poços de Caldas e a Universidade do Vale do Paraíba.

Outro destaque é o projeto Gráviton, voltado para o estudo das chamadas ondas gravitacionais. Um de seus resultados é o detector Mario Schenberg, primeiro experimento de gravitação brasileiro que se encontra em operação no Instituto de Física da USP, em São Paulo. O INPE participa do Projeto Gráviton junto com outras quatro instituições - USP, ITA, Unicamp e Cefet-SP. O detector de ondas gravitacionais Mario Schenberg permite o estudo de fenômenos astrofísicos que não podem ser observados através de outras ondas ou partículas. E uma das chaves para a compreensão da origem do Universo pode estar na observação das fontes emissoras de radiação no espectro gravitacional. Vários países estão buscando a primeira detecção de ondas gravitacionais por fontes astrofísicas, como buracos negros e estrelas de nêutrons, e o Brasil faz parte desta empreitada.

O INPE mantém em operação o maior radiotelescópio do país, em Atibaia (SP), e ainda contribui com o desenvolvimento de instrumentação para grandes telescópios como o Soar (Southern Astrophysical Research), instalado no Chile, cujo espelho tem mais de 4 metros de diâmetro.

Em colaboração com outras instituições do Brasil e do exterior, o INPE pesquisa e participa do desenvolvimento de instrumentos para o estudo da Radiação Cósmica de Fundo em Microondas (RCFM) para entender os mecanismos responsáveis pela formação das galáxias e outras estruturas do Universo.

Além disso, o INPE mantém cursos de mestrado e doutorado que formam continuamente pesquisadores em Astrofísica. Também, a DAS/INPE contribui para a divulgação da Astronomia ao público leigo e oferece cursos de extensão para professores e estudantes de graduação.

Fonte: INPE
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domingo, 2 de agosto de 2009

Satélites equatoriais para a Amazônia

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O projeto de satélite de sensoriamento remoto com órbita equatorial voltou a ser notícia hoje (02), com a reportagem "Satélite com trajeto especial poderia revolucionar vigilância da Amazônia", de autoria de Iberé Thenório, disponível no portal de notícias G1.

A reportagem explica de matéria didática (inclusive com desenhos) o funcionamento de um satélite de sensoriamento com órbitas equatoriais, destacando que a sua órbita diferenciada poderia ser uma solução para os problemas gerados pela cobertura de nuvens sobre a região amazônica, que acabam impossibilitando o monitoramento do desmatamento em grandes áreas da floresta.

De acordo com Marco Antonio Chamon, coordenador de gestão tecnológica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o satélite é factível do ponto de vista técnico, e teria um custo estimado de desenvolvimento e fabricação de cerca de R$ 65 milhões. Porém, ainda não seria a hora de desenvolvê-lo. “Um satélite localizado exclusivamente na Amazônia acaba limitando as funções no resto do país”, disse Chamon. Mesma opinião tem Thyrso Villela, diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira.

A matéria do G1, citando Chamon, trata ainda do MAPSAR (satélite dotado de um sensor radar capaz de "penetrar" as nuvens), previsto para ser lançado em 2013. Não trata, porém, das negociações para se encontrar um parceiro para a iniciativa.

Para saber mais sobre a ideia de satélite de observação de órbita equatorial, leiam as postagens "Satélites equatoriais para observação terrestre" (com link para apresentação da Equatorial Sistemas sobre o conceito), e "Discussão sobre satélites equatoriais".
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