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Foram publicados no Diário Oficial da União de hoje (12) vários avisos de licitações relacionados a subsistemas de satélites em desenvolvimento pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), particularmente o Amazônia 1 e o Lattes 1.
Em setembro, o INPE já havia dado início em algumas das concorrências hoje re-lançadas, mas alguns dias depois da publicação, as mesmas foram revogadas em razão de erro na publicação (concorrência internacional ao invés de nacional). Um erro também burocrático fez com que o aviso de licitação da atualização do banco de controle do VLS, de responsabilidade do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA) e lançado em outubro, fosse nos últimos dias republicado.
Os itens que estão sendo licitados são a antena de banda X do subsistema AWDT (Transmissor de Dados da Câmera AWFI), a estrutura mecânica do módulo de carga útil, e o gravador digital de dados, todos para o Amazônia 1.
Além destes, o INPE também deu início ao processo para a contratação da estrutura mecânica do módulo de serviço (subsistemas) do satélite científico Lattes 1, também baseado na Plataforma Multimissão (PMM). Nos últimos dias, aliás, o instituto declarou vencedora a proposta da Orbital Engenharia, de São José dos Campos, para o fornecimento dos painéis solares do Lattes 1.
Todas as propostas devem ser entregues até o dia 15 de dezembro, com a assinatura de contratos muito provavelmente ocorrendo até o final deste ano.
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sexta-feira, 12 de novembro de 2010
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Satélites IBSA, SABIA-Mar e MAPSAR
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O blog Panorama Espacial conversou hoje (11) pela manhã com Thyrso Villela Neto, diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira (AEB), para atualizar as informações sobre alguns projetos de satélites do Programa Espacial Brasileiro.
A conversa foi rápida e por telefone, mas foi possível colher informações interessantes sobre o status dos projetos em parceria com a Índia e África do Sul, do SABIA-Mar e do MAPSAR. A seguir, reproduzimos um pequeno resumo com as informações mais relevantes:
Satélites IBSA
O primeiro satélite da parceria entre Brasil, África do Sul e Índia (IBSA, sigla em inglês) anunciada em abril deste ano, terá finalidades científicas, no campo de ciência espacial. Mais especificamente, no acompanhamento e estudos sobre a anomalia magnética na região do Atlântico Sul, fenômeno natural que causa inteferências nas comunicações.
O satélite em consideração terá 100 kg de massa, cabendo à África do Sul o desenvolvimento da plataforma e seus subsistemas, e ao Brasil, às cargas úteis, desenvolvidas pela área de Ciência Espacial do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Ainda não foi definida a participação da parte indiana.
A ideia é que o satélite científico seja lançado em 2013.
No escopo da cooperação espacial entre os três países, um segundo satélite, de sensoriamento remoto, está também sendo considerado.
SABIA-Mar
Outro projeto comentado por Villela foi o do SABIA-Mar, satélite desenvolvido em conjunto pelo Brasil e a Argentina, e destinado à observação global dos oceanos e ao monitoramento do Atlântico nas proximidades dos dois países.
o SABIA-Mar encontra-se em projeto preliminar, porém bem adiantado. Caberá à parte argentina o fornecimento da plataforma e subsistemas, enquanto que o Brasil será o responsável pelas cargas úteis principais (dois sensores óticos). No momento, as partes envolvidas estao em busca de recursos para a iniciativa.
MAPSAR
Questionado sobre o interesse brasileiro em contar com um satélite de observação terrestre com sensor radar, Thyrso Villela comentou que, no ano passado, a Fase B do projeto MAPSAR, em parceria com a Alemanha, foi concluída, comprovando sua factibilidade em termos técnicos. O lado alemão, no entanto, não demonstrou interesse em seguir adiante com a iniciativa, provavelmente por razões orçamentárias.
A AEB e o INPE estão em busca de outras alternativas, como Argentina, Itália e China. O País dispõe de alguma capacitação em tecnologia radar (SAR, sigla em inglês), mas há grande interesse em aprimorá-la, desenvolver mais capacidades e conhecimento na área, o que deve ser viabilizado com um parceiro estrangeiro.
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O blog Panorama Espacial conversou hoje (11) pela manhã com Thyrso Villela Neto, diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira (AEB), para atualizar as informações sobre alguns projetos de satélites do Programa Espacial Brasileiro.
A conversa foi rápida e por telefone, mas foi possível colher informações interessantes sobre o status dos projetos em parceria com a Índia e África do Sul, do SABIA-Mar e do MAPSAR. A seguir, reproduzimos um pequeno resumo com as informações mais relevantes:
Satélites IBSA
O primeiro satélite da parceria entre Brasil, África do Sul e Índia (IBSA, sigla em inglês) anunciada em abril deste ano, terá finalidades científicas, no campo de ciência espacial. Mais especificamente, no acompanhamento e estudos sobre a anomalia magnética na região do Atlântico Sul, fenômeno natural que causa inteferências nas comunicações.
O satélite em consideração terá 100 kg de massa, cabendo à África do Sul o desenvolvimento da plataforma e seus subsistemas, e ao Brasil, às cargas úteis, desenvolvidas pela área de Ciência Espacial do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Ainda não foi definida a participação da parte indiana.
A ideia é que o satélite científico seja lançado em 2013.
No escopo da cooperação espacial entre os três países, um segundo satélite, de sensoriamento remoto, está também sendo considerado.
SABIA-Mar
Outro projeto comentado por Villela foi o do SABIA-Mar, satélite desenvolvido em conjunto pelo Brasil e a Argentina, e destinado à observação global dos oceanos e ao monitoramento do Atlântico nas proximidades dos dois países.
o SABIA-Mar encontra-se em projeto preliminar, porém bem adiantado. Caberá à parte argentina o fornecimento da plataforma e subsistemas, enquanto que o Brasil será o responsável pelas cargas úteis principais (dois sensores óticos). No momento, as partes envolvidas estao em busca de recursos para a iniciativa.
MAPSAR
Questionado sobre o interesse brasileiro em contar com um satélite de observação terrestre com sensor radar, Thyrso Villela comentou que, no ano passado, a Fase B do projeto MAPSAR, em parceria com a Alemanha, foi concluída, comprovando sua factibilidade em termos técnicos. O lado alemão, no entanto, não demonstrou interesse em seguir adiante com a iniciativa, provavelmente por razões orçamentárias.
A AEB e o INPE estão em busca de outras alternativas, como Argentina, Itália e China. O País dispõe de alguma capacitação em tecnologia radar (SAR, sigla em inglês), mas há grande interesse em aprimorá-la, desenvolver mais capacidades e conhecimento na área, o que deve ser viabilizado com um parceiro estrangeiro.
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Cooperação Venezuela - Rússia
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No final de outubro, a Academia de Ciências da Rússia e o Centro de Investigações de Astronomia Francisco J. Duarte (CIDA), da Venezuela, firmaram uma carta de intenções para a observação de lixo espacial.
Uma vez formalizada, a cooperação envolverá a instalação de teléscópios no Observatório Astronômico Nacional de Llano del Hato (OAN), localizado no estado venezuelano de Mérida, considerado um dos mais próximos da linha do Equador.
O objetivo da parceria é estabelecer uma rede de observações no mundo que permita a observação do lixo espacial em toda a órbita terrestre, que é formado principalmente por estágios e componentes de foguetes, assim como satélites danificados ou fora de uso. Segundo nota divulgada pelo governo venezuelano, estima-se que a quantidade de lixo no espaço aumente 5% a cada ano.
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No final de outubro, a Academia de Ciências da Rússia e o Centro de Investigações de Astronomia Francisco J. Duarte (CIDA), da Venezuela, firmaram uma carta de intenções para a observação de lixo espacial.
Uma vez formalizada, a cooperação envolverá a instalação de teléscópios no Observatório Astronômico Nacional de Llano del Hato (OAN), localizado no estado venezuelano de Mérida, considerado um dos mais próximos da linha do Equador.
O objetivo da parceria é estabelecer uma rede de observações no mundo que permita a observação do lixo espacial em toda a órbita terrestre, que é formado principalmente por estágios e componentes de foguetes, assim como satélites danificados ou fora de uso. Segundo nota divulgada pelo governo venezuelano, estima-se que a quantidade de lixo no espaço aumente 5% a cada ano.
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quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Empresas estratégicas de defesa
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Nos bastidores dos setores aeroespacial e de defesa, além da possível criação do Comitê Gestor de Atividades Espaciais (CGAE) (ver a postagem "Reestruturação do Programa Espacial Brasileiro?") outro assunto tem sido bastante comentado: a possível edição pelo Poder Executivo de decreto regulamentador acerca da Política Nacional da Indústria de Defesa (PNID), relacionada à Estratégia Nacional de Defesa (END).
No caso da PNID, a grande novidade talvez seja a adoção de alguma forma de restrição ao capital estrangeiro em empresas estratégicas de defesa (a rigor, considerando o tratamento dado pela END ao setor espacial, indústrias desse ramo poderão também ser classificadas como estratégicas para fins de defesa nacional).
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Nos bastidores dos setores aeroespacial e de defesa, além da possível criação do Comitê Gestor de Atividades Espaciais (CGAE) (ver a postagem "Reestruturação do Programa Espacial Brasileiro?") outro assunto tem sido bastante comentado: a possível edição pelo Poder Executivo de decreto regulamentador acerca da Política Nacional da Indústria de Defesa (PNID), relacionada à Estratégia Nacional de Defesa (END).
No caso da PNID, a grande novidade talvez seja a adoção de alguma forma de restrição ao capital estrangeiro em empresas estratégicas de defesa (a rigor, considerando o tratamento dado pela END ao setor espacial, indústrias desse ramo poderão também ser classificadas como estratégicas para fins de defesa nacional).
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terça-feira, 9 de novembro de 2010
Reestruturação do Programa Espacial Brasileiro?
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De acordo com informações apuradas pelo blog Panorama Espacial nas últimas semanas, o Programa Espacial Brasileiro (PEB), em médio prazo, pode ser submetido a uma significativa reestruturação.
O primeiro sinal público dessa restruturação foi dado numa entrevista do embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, que em 2009 assumiu a Secretária de Assuntos Estratégicos (SAE). A entrevista foi publicada na edição nº 9 da revista Espaço Brasileiro (circulação em agosto), publicação institucional da Agência Espacial Brasileira (AEB). Abaixo, reproduzimos o trecho:
"Qual é o papel da Secretaria [SAE] no desenvolvimento das atividades espaciais no Brasil? Pretende ampliar sua colaboração?
Pretendemos. Inclusive, por sugestão de outros ministros foi proposta ao Presidente da República a criação de um Comitê Gestor das Atividades Espaciais no Brasil. O Presidente, eventualmente, talvez venha a designar a SAE como órgão articulador desse Comitê. A ideia é que esse Comitê possa identificar áreas importantes para o desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro e propor ao Presidente medidas que venham a permitir a superação desses desafios no Programa."
Desde então, nos bastidores, mais indicativos passaram a ser dados, inclusive algumas medidas adotadas dentro do programa. Nas últimas semanas, algumas pessoas consultadas no governo e na iniciativa privada ligada ao setor confirmaram determinadas movimentações em direção à restruturação do PEB, de formato, no entanto, ainda não plenamente definido e conhecido.
No início desta semana, o blog obteve informações mais detalhadas sobre a possível criação do comitê, que se chamaria Comitê Gestor de Atividades Espaciais (CGAE). O comitê teria como objetivo principal a fixação de políticas e estratégias visando ao desenvolvimento das atividades espaciais.
O CGAE seria integrado apenas representantes de alto nível, isto é, entidades com status ministerial, como os Ministérios da Ciência e Tecnologia e Defesa, além da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), entre outros. Pelo que o blog pode apurar, o CGAE como concebido nesse momento "esvaziaria" o Conselho Superior da AEB, e mesmo a própria agência, no modelo hoje em vigor.
Consultada sobre o assunto no início de outubro, a SAE emitiu em 8 de novembro o seguinte esclarecimento:
“Com interesse recebemos sua consulta sobre o Programa Espacial Brasileiro.
O envolvimento da Secretaria de Assuntos Estratégicos – SAE - no Programa Espacial Brasileiro vincula-se estritamente à Estratégia Nacional de Defesa, aprovada pelo Decreto n° 6.703, de 18 de dezembro de 2008, que considera, juntamente com o nuclear e o cibernético, o setor espacial como decisivo para a defesa nacional e para o desenvolvimento do país.
Empenhada na implementação da END, marco na concepção e coordenação da defesa no Brasil, a SAE promove e aprofunda o debate em torno dos temas de interesse, como tarefa a realizar, demandada na própria END."
Que haverá mudanças estruturais no PEB, parece não haver dúvidas. A grande questão é saber qual será a dimensão e as implicações dessa reestruturação que, muito provavelmente, terá evoluções concretas apenas a partir do próximo governo, em 2011.
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De acordo com informações apuradas pelo blog Panorama Espacial nas últimas semanas, o Programa Espacial Brasileiro (PEB), em médio prazo, pode ser submetido a uma significativa reestruturação.
O primeiro sinal público dessa restruturação foi dado numa entrevista do embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, que em 2009 assumiu a Secretária de Assuntos Estratégicos (SAE). A entrevista foi publicada na edição nº 9 da revista Espaço Brasileiro (circulação em agosto), publicação institucional da Agência Espacial Brasileira (AEB). Abaixo, reproduzimos o trecho:
"Qual é o papel da Secretaria [SAE] no desenvolvimento das atividades espaciais no Brasil? Pretende ampliar sua colaboração?
Pretendemos. Inclusive, por sugestão de outros ministros foi proposta ao Presidente da República a criação de um Comitê Gestor das Atividades Espaciais no Brasil. O Presidente, eventualmente, talvez venha a designar a SAE como órgão articulador desse Comitê. A ideia é que esse Comitê possa identificar áreas importantes para o desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro e propor ao Presidente medidas que venham a permitir a superação desses desafios no Programa."
Desde então, nos bastidores, mais indicativos passaram a ser dados, inclusive algumas medidas adotadas dentro do programa. Nas últimas semanas, algumas pessoas consultadas no governo e na iniciativa privada ligada ao setor confirmaram determinadas movimentações em direção à restruturação do PEB, de formato, no entanto, ainda não plenamente definido e conhecido.
No início desta semana, o blog obteve informações mais detalhadas sobre a possível criação do comitê, que se chamaria Comitê Gestor de Atividades Espaciais (CGAE). O comitê teria como objetivo principal a fixação de políticas e estratégias visando ao desenvolvimento das atividades espaciais.
O CGAE seria integrado apenas representantes de alto nível, isto é, entidades com status ministerial, como os Ministérios da Ciência e Tecnologia e Defesa, além da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), entre outros. Pelo que o blog pode apurar, o CGAE como concebido nesse momento "esvaziaria" o Conselho Superior da AEB, e mesmo a própria agência, no modelo hoje em vigor.
Consultada sobre o assunto no início de outubro, a SAE emitiu em 8 de novembro o seguinte esclarecimento:
“Com interesse recebemos sua consulta sobre o Programa Espacial Brasileiro.
O envolvimento da Secretaria de Assuntos Estratégicos – SAE - no Programa Espacial Brasileiro vincula-se estritamente à Estratégia Nacional de Defesa, aprovada pelo Decreto n° 6.703, de 18 de dezembro de 2008, que considera, juntamente com o nuclear e o cibernético, o setor espacial como decisivo para a defesa nacional e para o desenvolvimento do país.
Empenhada na implementação da END, marco na concepção e coordenação da defesa no Brasil, a SAE promove e aprofunda o debate em torno dos temas de interesse, como tarefa a realizar, demandada na própria END."
Que haverá mudanças estruturais no PEB, parece não haver dúvidas. A grande questão é saber qual será a dimensão e as implicações dessa reestruturação que, muito provavelmente, terá evoluções concretas apenas a partir do próximo governo, em 2011.
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segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Acordo entre INPE e JAXA para imagens radar
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INPE e JAXA assinam carta de intenções para utilização do satélite ALOS
08/11/2010
Em Tóquio, nesta segunda-feira (8/11), o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Gilberto Câmara, e Keiji Tachikawa, presidente da JAXA, a agência aeroespacial do Japão, assinaram carta de intenções para a utilização dos dados do satélite japonês ALOS, que leva a bordo o radar PALSAR, no monitoramento para REDD - Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação em Países em Desenvolvimento.
A parceria deve agregar a tecnologia japonesa – o radar que permite a observação através das nuvens – à experiência brasileira no monitoramento de florestas tropicais, que está sendo levada a outros países por meio dos cursos de capacitação técnica oferecidos pelo INPE.
O Instituto já vem utilizando os dados PALSAR em estudos na Amazônia e deve incorporar a tecnologia a seus sistemas regulares de monitoramento da região.
Além do encontro com o presidente da JAXA, o diretor do INPE cumpre em Tóquio compromissos com representantes do Ministério das Relações Exteriores do Japão para debater assuntos como mudanças climáticas e políticas espaciais.
Fonte: INPE
Comentário 1: o acordo com a agência espacial japonesa parece ser mais um esforço do INPE no sentido de dispor de imagens radar para o imageamento da Amazônia. Como o blog tem eventualmente abordado, os sistemas de monitoramento do desmatamento na região amazônica (DETER e PRODES) não dispõem de imagens SAR. Recentemente, o INPE firmou com a empresa italiana Telespazio outro acordo de cooperação visando estudos de imagens SAR para a região amazônica (veja aqui).
Comentário 2: o INPE não será a primeira entidade governamental brasileira a usar imagens do ALOS. Em julho de 2009, o Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM) adquiriu imagens do satélite japonês (veja a postagem "Imagens SAR para o SIPAM").
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INPE e JAXA assinam carta de intenções para utilização do satélite ALOS
08/11/2010
Em Tóquio, nesta segunda-feira (8/11), o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Gilberto Câmara, e Keiji Tachikawa, presidente da JAXA, a agência aeroespacial do Japão, assinaram carta de intenções para a utilização dos dados do satélite japonês ALOS, que leva a bordo o radar PALSAR, no monitoramento para REDD - Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação em Países em Desenvolvimento.
A parceria deve agregar a tecnologia japonesa – o radar que permite a observação através das nuvens – à experiência brasileira no monitoramento de florestas tropicais, que está sendo levada a outros países por meio dos cursos de capacitação técnica oferecidos pelo INPE.
O Instituto já vem utilizando os dados PALSAR em estudos na Amazônia e deve incorporar a tecnologia a seus sistemas regulares de monitoramento da região.
Além do encontro com o presidente da JAXA, o diretor do INPE cumpre em Tóquio compromissos com representantes do Ministério das Relações Exteriores do Japão para debater assuntos como mudanças climáticas e políticas espaciais.
Fonte: INPE
Comentário 1: o acordo com a agência espacial japonesa parece ser mais um esforço do INPE no sentido de dispor de imagens radar para o imageamento da Amazônia. Como o blog tem eventualmente abordado, os sistemas de monitoramento do desmatamento na região amazônica (DETER e PRODES) não dispõem de imagens SAR. Recentemente, o INPE firmou com a empresa italiana Telespazio outro acordo de cooperação visando estudos de imagens SAR para a região amazônica (veja aqui).
Comentário 2: o INPE não será a primeira entidade governamental brasileira a usar imagens do ALOS. Em julho de 2009, o Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM) adquiriu imagens do satélite japonês (veja a postagem "Imagens SAR para o SIPAM").
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sábado, 6 de novembro de 2010
COSMO-SkyMed: quarto satélite em órbita
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O quarto e último satélite de observação terrestre da série COSMO-SkyMed foi lançado com sucesso ontem (5), a partir do centro espacial de Vandenberg, nos EUA.
Formada por quatro satélites idênticos, dotados de um sensor radar de alta resolução que opera em banda X, a constelação Como-SkyMed, desenvolvida e construída pela Thales Alenia Space, é destinada ao imageamento da Terra de dia ou de noite, sob quaisquer condições atmosféricas. O primeiro satélite foi lançado em junho de 2007, o segundo em dezembro de 2007, e o terceiro em outubro de 2008.
A COSMO-SkyMed operará em conjunto com os satélites argentinos SAOCOM, em desenvolvimento, quando estes estiverem em órbita, originando o Sistema Ítalo-Argentino de Satélites para a Gestão de Emergências (SIASGE), previsto num acordo espacial firmado pelas autoridades da Itália e Argentina em julho de 2005. Segundo informações apuradas pelo blog, no vácuo da falta de uma decisão sobre o MAPSAR, teria havido conversas bem preliminares entre autoridades da Agência Espacial Italiana (ASI) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) prevendo um possível desenvolvimento conjunto de um satélite-radar com sensor que opera em banda P (capaz de penetrar sobre certas superfícies, como folhagens). Este satélite, se viabilizado, poderia vir a integrar uma rede comum, como o SIASGE.
Os produtos gerados pelo COSMO-SkyMed e suas aplicações têm sido intensamente promovidos no Brasil pela Telespazio, tanto no mercado privado, como governamental e militar.
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O quarto e último satélite de observação terrestre da série COSMO-SkyMed foi lançado com sucesso ontem (5), a partir do centro espacial de Vandenberg, nos EUA.Formada por quatro satélites idênticos, dotados de um sensor radar de alta resolução que opera em banda X, a constelação Como-SkyMed, desenvolvida e construída pela Thales Alenia Space, é destinada ao imageamento da Terra de dia ou de noite, sob quaisquer condições atmosféricas. O primeiro satélite foi lançado em junho de 2007, o segundo em dezembro de 2007, e o terceiro em outubro de 2008.
A COSMO-SkyMed operará em conjunto com os satélites argentinos SAOCOM, em desenvolvimento, quando estes estiverem em órbita, originando o Sistema Ítalo-Argentino de Satélites para a Gestão de Emergências (SIASGE), previsto num acordo espacial firmado pelas autoridades da Itália e Argentina em julho de 2005. Segundo informações apuradas pelo blog, no vácuo da falta de uma decisão sobre o MAPSAR, teria havido conversas bem preliminares entre autoridades da Agência Espacial Italiana (ASI) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) prevendo um possível desenvolvimento conjunto de um satélite-radar com sensor que opera em banda P (capaz de penetrar sobre certas superfícies, como folhagens). Este satélite, se viabilizado, poderia vir a integrar uma rede comum, como o SIASGE.
Os produtos gerados pelo COSMO-SkyMed e suas aplicações têm sido intensamente promovidos no Brasil pela Telespazio, tanto no mercado privado, como governamental e militar.
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INPE na Cúpula do GEO
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GEO: democratização dos dados de observação da Terra para o desenvolvimento sustentável
05/11/2010
Durante a Cúpula Ministerial do Grupo de Observação da Terra (GEO, na sigla em inglês) em Beijing, China, nesta quinta-feira (4/11), o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Gilberto Câmara, discursou como representante do Brasil. Confira aqui a íntegra do discurso.
A construção de um sistema global que ofereça e transforme em informação vital para a sociedade os dados obtidos por satélites, entre outras tecnologias de observação da Terra, é um dos objetivos do GEO, organização intergovernamental que congrega 84 países, a Comissão Européia e ainda 56 organizações internacionais.
O compartilhamento de dados para o desenvolvimento sustentável – Data Democracy – e o treinamento e infraestrutura para o seu melhor uso – Capacity Building – são pilares do GEO. São áreas em que o Brasil é pioneiro e avança a passos largos, por já ter estabelecida uma política aberta e gratuita para todos os dados dos seus satélites de observação da Terra.
Em seu discurso, Gilberto Câmara lembrou que, ainda em 2007, foi anunciado pelo Brasil o oferecimento gratuito de dados do CBERS (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres, na sigla em inglês) para os países da África. Neste ano, assinou com o parceiro chinês neste programa de satélites um novo acordo que estende o acesso livre aos dados a todas as nações em desenvolvimento.
Foram citados, também, o satélite Amazônia-1, com lançamento previsto para 2012 e que vai monitorar florestas e agricultura em regiões tropicais do mundo; o desenvolvimento de softwares livres para processamento de imagens de sensoriamento remoto e construção de sistemas de informação geográfica; e a capacitação de técnicos estrangeiros para o monitoramento de florestas, todas iniciativas alinhadas a Data Democracy e Capacity Building conduzidas no Brasil pelo INPE.
Isto significa que, além de disponibilizar os dados, o INPE atua na construção da capacidade para recebê-los, interpretá-los, utilizá-los e levá-los com facilidade ao usuário final.
Hoje integrante de seu Comitê Executivo, o Brasil deve sediar uma Plenária do GEO em 2012. Esta semana na China, de 3 a 5 de novembro, duas plenárias e uma reunião ministerial com representantes dos países membros do GEO definiram metas para o triênio 2011-2013 que visam melhorar o acesso aos dados de observação da Terra, estudar suas aplicações e implantar o GEOSS (Sistema Global de Sistemas de Observação da Terra), idealizado para ampliar a capacidade de monitoramento ambiental do planeta.
Fonte: INPE
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GEO: democratização dos dados de observação da Terra para o desenvolvimento sustentável
05/11/2010
Durante a Cúpula Ministerial do Grupo de Observação da Terra (GEO, na sigla em inglês) em Beijing, China, nesta quinta-feira (4/11), o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Gilberto Câmara, discursou como representante do Brasil. Confira aqui a íntegra do discurso.
A construção de um sistema global que ofereça e transforme em informação vital para a sociedade os dados obtidos por satélites, entre outras tecnologias de observação da Terra, é um dos objetivos do GEO, organização intergovernamental que congrega 84 países, a Comissão Européia e ainda 56 organizações internacionais.
O compartilhamento de dados para o desenvolvimento sustentável – Data Democracy – e o treinamento e infraestrutura para o seu melhor uso – Capacity Building – são pilares do GEO. São áreas em que o Brasil é pioneiro e avança a passos largos, por já ter estabelecida uma política aberta e gratuita para todos os dados dos seus satélites de observação da Terra.
Em seu discurso, Gilberto Câmara lembrou que, ainda em 2007, foi anunciado pelo Brasil o oferecimento gratuito de dados do CBERS (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres, na sigla em inglês) para os países da África. Neste ano, assinou com o parceiro chinês neste programa de satélites um novo acordo que estende o acesso livre aos dados a todas as nações em desenvolvimento.
Foram citados, também, o satélite Amazônia-1, com lançamento previsto para 2012 e que vai monitorar florestas e agricultura em regiões tropicais do mundo; o desenvolvimento de softwares livres para processamento de imagens de sensoriamento remoto e construção de sistemas de informação geográfica; e a capacitação de técnicos estrangeiros para o monitoramento de florestas, todas iniciativas alinhadas a Data Democracy e Capacity Building conduzidas no Brasil pelo INPE.
Isto significa que, além de disponibilizar os dados, o INPE atua na construção da capacidade para recebê-los, interpretá-los, utilizá-los e levá-los com facilidade ao usuário final.
Hoje integrante de seu Comitê Executivo, o Brasil deve sediar uma Plenária do GEO em 2012. Esta semana na China, de 3 a 5 de novembro, duas plenárias e uma reunião ministerial com representantes dos países membros do GEO definiram metas para o triênio 2011-2013 que visam melhorar o acesso aos dados de observação da Terra, estudar suas aplicações e implantar o GEOSS (Sistema Global de Sistemas de Observação da Terra), idealizado para ampliar a capacidade de monitoramento ambiental do planeta.
Fonte: INPE
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quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Novo website do LIT/INPE
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Desde agosto de 2010, o Laboratório de Integração e Testes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (LIT/INPE), de São José dos Campos (SP), conta com um novo website. O link é http://www.lit.inpe.br
A nova versão do sítio tem mais conteúdo e ilustrações. Uma das novidades foi a utilização de imagens panorâmicas (360 graus) de algumas das instalações do laboratório.
Merece destaque a seção "Programa Espaciais", que descreve cada uma das missões espaciais que passaram pelo LIT, desde os satélites da Missão Espacial Completa Brasileira (MECB), passando pelos Brasilsat, de comunicações, até os argentinos SAC-B, SAC-C e SAC-D. As descrições contam também com fotografias e ilustrações. Ainda nesta seção, há ainda informações gerais sobre as etapas para qualificação de sistemas espaciais.
Inaugurado em dezembro de 1987, o LIT é o único laboratório de seu gênero no hemisfério sul capacitado para a execução de atividades de montagem, integração e testes de satélites e subsistemas. Suas instalações são hoje usadas não apenas para projetos espaciais, mas também em testes e qualificações de produtos de diversos segmentos industriais, como o de telecomunicações, tecnologia da informação, médico-hospitalar, automotivo, entre outros.
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Desde agosto de 2010, o Laboratório de Integração e Testes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (LIT/INPE), de São José dos Campos (SP), conta com um novo website. O link é http://www.lit.inpe.br
A nova versão do sítio tem mais conteúdo e ilustrações. Uma das novidades foi a utilização de imagens panorâmicas (360 graus) de algumas das instalações do laboratório.
Merece destaque a seção "Programa Espaciais", que descreve cada uma das missões espaciais que passaram pelo LIT, desde os satélites da Missão Espacial Completa Brasileira (MECB), passando pelos Brasilsat, de comunicações, até os argentinos SAC-B, SAC-C e SAC-D. As descrições contam também com fotografias e ilustrações. Ainda nesta seção, há ainda informações gerais sobre as etapas para qualificação de sistemas espaciais.
Inaugurado em dezembro de 1987, o LIT é o único laboratório de seu gênero no hemisfério sul capacitado para a execução de atividades de montagem, integração e testes de satélites e subsistemas. Suas instalações são hoje usadas não apenas para projetos espaciais, mas também em testes e qualificações de produtos de diversos segmentos industriais, como o de telecomunicações, tecnologia da informação, médico-hospitalar, automotivo, entre outros.
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terça-feira, 2 de novembro de 2010
Venezuela: fábrica de satélites em 2012
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Segundo reportagem publicada ontem (1º de novembro) no jornal "El Universal", o ministro da Ciência, Tecnologia e Indústrias Intermediárias, Ricardo Menéndez, assegurou que em 2012 estará concluída e em funcionamento a primeira fábrica de pequenos satélites da Venezuela, que será instalada em Borburata, no estado de Carabobo, ao norte do país. Em 29 de outubro, o blog já havia publicado uma postagem destacando a ambição venezuelana em construir seus próprios satélites (veja aqui).
O projeto industrial será realizado com apoio da China, que também forneceu ao país sul-americano o seu primeiro satélite de comunicações, o Venesat-1 / Simon Bolivar, colocado em órbita em novembro de 2008, e contratado dentro de um pacote que teria envolvido transferência de tecnologia.
Os pequenos satélites serão de observação terrestre, para aplicações nos campos de mudanças climáticas, processos de desertificação e solos e estado das bacias hidrográficas, agricultura, entre outras. A reportagem de "El Universal" também menciona, citando o ministro Menéndez, que outra fábrica será instalada na zona de Carimao, mas para a produção de antenas de recepção projetadas especificamente para receber sinais do satélite de comunicações Venesat-1.
Segundo a reportagem, o diretor-executivo da Agencia Bolivariana para Actividades Espaciales (ABAE), Francisco Varela, comentou que os projetos industriais são executados graças à formação de talento humano na República Popular da China, nao apenas por meio de treinamento especializado, mas também com estudos acadêmicos.
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Segundo reportagem publicada ontem (1º de novembro) no jornal "El Universal", o ministro da Ciência, Tecnologia e Indústrias Intermediárias, Ricardo Menéndez, assegurou que em 2012 estará concluída e em funcionamento a primeira fábrica de pequenos satélites da Venezuela, que será instalada em Borburata, no estado de Carabobo, ao norte do país. Em 29 de outubro, o blog já havia publicado uma postagem destacando a ambição venezuelana em construir seus próprios satélites (veja aqui).
O projeto industrial será realizado com apoio da China, que também forneceu ao país sul-americano o seu primeiro satélite de comunicações, o Venesat-1 / Simon Bolivar, colocado em órbita em novembro de 2008, e contratado dentro de um pacote que teria envolvido transferência de tecnologia.
Os pequenos satélites serão de observação terrestre, para aplicações nos campos de mudanças climáticas, processos de desertificação e solos e estado das bacias hidrográficas, agricultura, entre outras. A reportagem de "El Universal" também menciona, citando o ministro Menéndez, que outra fábrica será instalada na zona de Carimao, mas para a produção de antenas de recepção projetadas especificamente para receber sinais do satélite de comunicações Venesat-1.
Segundo a reportagem, o diretor-executivo da Agencia Bolivariana para Actividades Espaciales (ABAE), Francisco Varela, comentou que os projetos industriais são executados graças à formação de talento humano na República Popular da China, nao apenas por meio de treinamento especializado, mas também com estudos acadêmicos.
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