domingo, 3 de julho de 2011

Arianespace em Le Bourget

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Para os curiosos e interessados em assuntos mais técnicos: em seu chalet no salão de Le Bourget, realizado em Paris há duas semanas, a Arianespace exibiu vários modelos de coifas de sua família de lançadores (Ariane 5, Vega e Soyuz) dotados de cargas úteis (veja aqui), permitindo a visualização de como as cargas são acomodadas para o lançamento. Os modelos atraíram grande atenção dos visitantes.

Ainda envolvendo lançadores europeus, um aditamento contratual relacionado ao projeto do Lançador de Próxima Geração (NGL, sigla em inglês), popularmente chamado de Ariane 6, no valor de 60 milhões de euros, foi assinado durante o evento. O aditamento foi feito pela Agência Espacial Europeia a um contrato firmado com o consórcio responsável pela propulsão do futuro lançador, formado pela Astrium, a italiana Avio e a SNECMA (grupo Safran), e cobre novos passos relacionados ao design preliminar do propulsor do possível primeiro estágio do NGL, que deve ter um demonstrador pronto em meados de 2013.

Soyuz na Guiana Francesa

E por falar em lançadores e Arianespace, vale destacar uma reportagem publicada no nº 49 da revista CNESMag, editada pela agência espacial francesa. A edição foi lançada em abril, portanto, não é tão recente, e apenas nos últimos dias pude lê-la. O destaque do número é a futura operação do lançador russo Soyuz no centro espacial de Kourou, numa reportagem especial bem ilustrada, com 16 páginas. Informações sobre a história do acordo de cooperação entre a França e Rússia para a operação do foguete, dificuldades na construção da plataforma, suas perspectivas (missões tripuladas?), entre outras, são contadas com detalhes. Para acessar a revista (em francês e inglês), clique aqui.
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sexta-feira, 1 de julho de 2011

SGB: alguns comentários

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De tempos em tempos, o tema Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB) surge na mídia. Ontem (30), foi a vez do Jornal do Senado, que publicou reportagem sobre a expectativa de que o Brasil lance até 2014 um satélite de comunicações para as Forças Armadas, repercutindo declarações do ministro da Defesa, Nelson Jobim. Tecemos comentários sobre quatro pontos, a seguir:

Primeiro ponto: apesar dos esforços da Star One, subsidiária da Embratel e atual prestadora de serviços de comunicações em banda X para as Forças Armadas, há insatisfação dos militares (e do Ministério da Defesa), principalmente pelo fato do controle da empresa ser mexicano, embora este não seja o único. Talvez, tal insatisfação seja até injusta, já que, até onde se sabe, o controle dos satélites é realizado por pessoal brasileiro, e em solo nacional (estação de Guaratiba, no Rio de Janeiro). Há cerca de dois anos, questionado pelo blog sobre o desconforto dos militares, um executivo da Star One afirmou que a empresa havia oferecido ao Ministério da Defesa a possibilidade de que técnicos do governo acompanhassem, em Guaratiba, o controle e operação dos satélites. Mas, apesar da insatisfação, existem esforços da Star One em continuar a prestar serviços para Forças Armadas, como ficou claro em apresentação feita por Lincoln de Oliveira, vice-presidente da empresa, no Seminário de Defesa realizado na LAAD 2011, no último mês de abril. Oliveira discorreu sobre o conceito de "hosted payloads" para o mercado de defesa, justamente o mecanismo usado pelo Ministério da Defesa para a contratação da banda X para o SISCOMIS. De acordo com o apurado pelo blog, existe a expectativa de que o satélite geoestacionário Star One C5, que poderá ser contratado pela operadora em 2012, disponha de um novo transponder banda X para o SISCOMIS, para substituir a capacidade hoje disponível em satélites Brasilsat de segunda geração.

Segundo ponto: a reportagem do Jornal do Senado não cita a designação SGB, de Satélite ou Sistema Geoestacionário Brasileiro. Mas, tornou-se comum referir qualquer iniciativa brasileira relacionada a obtenção de um ou mais satélites geoestacionários para uso governamental como SGB. Convém destacar que o SGB sobre o qual se discute hoje difere bastante daquele idealizado no início da última década, cujo foco primário era a transmissão de dados para controle de tráfego aéreo (CNS/ATM), tendo por finalidades secundárias comunicações governamentais e meteorologia. Desde então, passou-se a falar em missões geoestacionárias de meteorologia - uma real necessidade, satélites de comunicações para as Forças Armadas, e desenvolvimento e construção local de um satélite geoestacionário. Embora todas estejam relacionadas com a órbita geoestacionária, é pouco provável que todas convirjam para um mesmo projeto, por razões técnicas, políticas e comerciais.

Terceiro ponto: tendo feito a ressalva no "segundo ponto" de que existem várias ideias de SGB, deve-se considerar a questão do fomento do desenvolvimento espacial nacional (capacidade tecnológica e industrial, quer dizer, construção do satélite no País) versus a necessidade de se atender a demanda governamental por serviços satelitais de comunicações, especialmente a das Forças Armadas. Quer dizer, quando o ministro Nelson Jobim fala sobre a ideia de se dispor de um satélite de comunicações, isto não necessariamente significa que o sistema será desenvolvido e fabricado no País. Inclusive, a referência ao lançamento em 2014, mesmo sendo uma informação não absoluta, pode ser interpretada como um indicativo de que o satélite será adquirido no exterior. Desenvolvê-lo e fabricá-lo localmente, considerando a inexperiência tecnológica e industrial brasileira em sistemas de comunicações por satélite, exigiria altos investimentos e um prazo considerável, possivelmente não inferior a cinco anos. É, porém, razoável de se imaginar que o Brasil busque alguma capacitação tecnológica e industrial neste campo, algo que, aliás, está sendo considerado na revisão do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), capacitação esta que pode ser alcançada por meio da realização de missões experimentais. Em duas postagens, de outubro de 2009 ("Panorama sobre o SGB") e junho de 2010 ("SGB em pauta: análise"), analisamos mais detalhadamente estas questões.

Quarto ponto: um último ponto que precisa ser considerado é a forma pela qual o governo espera dispor de um ou mais satélites de comunicações. Dentre as possibilidades, estão a compra direta de um satélite e sua infraestrutura terrestre, ou a celebração de uma Parceria Público Privada (PPP) com algum operador, tema já sujeito a análise pelo Governo Federal. Ter um satélite próprio e operá-lo diretamente pode exigir um maior investimento num primeiro momento, além de ser uma alternativa mais arriscada do ponto de vista orçamentário, estando suscetível a cortes orçamentários e atrasos. Em favor da PPP, existe o grande interesse de grupos empresariais, como a Oi (ver a postagem "SGB: Oi demonstra interesse para Lula", de junho de 2010) e sua acionista Andrade Gutierrez, dentre outros, em viabilizar e operar a parceria. A formatação de PPPs para missões espaciais militares, aliás, tem sido uma tendência em alguns países, como no Reino Unido, Alemanha e Itália. Este é um tema que o blog voltará a abordar de forma mais profunda no futuro.
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Viagem de Raupp à Ucrânia

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Comitiva vai à Ucrânia ver avanços do Cyclone-4

01-07-2011

Entre os dias 2 e 9 de julho, uma comissão técnica do Brasil, chefiada pelo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antonio Raupp, visitará empresas, fábricas e órgãos ucranianos. O objetivo é acompanhar in loco os trabalhos de desenvolvimento e produção do veículo lançador de satélites Cyclone-4 e verificar o andamento do projeto que resultou do Tratado de Cooperação assinado em 2003.

O Tratado entre os dois países prevê lançamentos de satélites comerciais, por meio do foguete ucraniano Cyclone-4, a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. Uma das responsabilidades da Ucrânia é o desenvolvimento do foguete. No entanto, o cronograma precisa de avaliação e acompanhamento mais detalhados para suportar decisões importantes a serem tomadas pelas autoridades brasileiras. “Um acordo de cooperação deve ser equilibrado. Com a visita, desejamos saber como a Ucrânia está executando sua parte e verificar meios para equiparar o projeto”, afirmou Raupp.

Além de Raupp, a comissão será composta pelos diretores da Agência Espacial Brasileira, Himilcon Carvalho e Nilo Andrade; pelo chefe do Laboratório de Integração e Testes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Petrônio Noronha de Souza; pelo diretor do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), Francisco Pantoja; e pelos servidores do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial Mario Niwa, Alvani Adão da Silva, Cristiane Pagliuco e Wladimir da Silva.

Fonte: AEB
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Cooperação Brasil - Bélgica

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Delegação de indústria espacial brasileira pode visitar a Bélgica em setembro

30-06-2011

O embaixador da Bélgica, Claude Misson foi recebido na sede da Agência Espacial Brasileira (AEB), hoje (30), pelo presidente, Marco Antonio Raupp, e o chefe da Assessoria de Cooperação Internacional, José Monserrat Filho para estudar formas de incrementar a cooperação espacial entre os dois países. Ao término do encontro foram tomadas duas decisões. A primeira é tentar organizar a visita de uma delegação de empresários da indústria espacial do Brasil às empresas espaciais belgas. A outra é promover a formação de recursos humanos especializados, em universidades da Bélgica, nas áreas de engenharia e aplicações espaciais.

Se a viagem se concretizar, o grupo será chefiado por Raupp e fará contato com diversos atores da indústria espacial belga, hoje composta por mais de 40 grandes empresas no setor, para possíveis acordos comerciais e de cooperação.

Visita Presidencial

A comitiva brasileira precederá a visita da presidenta Dilma, que no dia quatro de outubro participará da Europália, maior festival cultural da Bélgica, realizado a cada dois anos, que terá o Brasil como tema nesta edição. O evento será sediado na cidade de Bruxelas e ocorrerá entre outubro de 2011 a janeiro de 2012.

Para Monserrat, a ida da presidenta àquele país, dias após a visita do grupo de empresários brasileiros é muito importante porque pode gerar negócios e acordos entre empresas dos dois países.

Especialização na Bélgica

A capacitação profissional foi um dos temas abordados no encontro. A possibilidade da abertura de vagas para mestrado e doutorado na área espacial foi discutida. Segundo Monserrat, esse interesse pela troca de conhecimento, já acordado ano passado e reafirmado pelo embaixador Claude Misson, será fundamental para o Programa Espacial Brasileiro. “Atualmente, o setor espacial sente a falta de profissionais qualificados. Iniciativas como essas podem ajudar a desobstruir este gargalo”, diz Monserrat. Segundo ele, a reunião veio em boa hora. “A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) irão oferecer por meio do programa “Brasil sem Fronteira”, 75 mil bolsas para estudos no exterior até 2012. A área espacial pode se beneficiar desses acordos”.

No ano passado, brasileiros e belgas assinaram dois acordos bilaterais de cooperação internacional. Um contempla as áreas de espaço, de microeletrônica, de nanotecnologia; de biotecnologia, de energia nuclear e de ciências humanas e sociais. O outro visa o intercâmbio acadêmico e científico entre os dois países.

Fonte: AEB

Comentários: em outubro de 2009, a AEB e o Centro Espacial de Liège, na Bélgica, assinaram um programa de cooperação no setor espacial, compreendendo as áreas de educação - principalmente no âmbito das ciências e técnicas espaciais-; técnicas de observação da Terra; concepção de instrumentos espaciais; testes de instrumentos, cargas úteis e satélites; nanossatélites com participação de estudantes; técnicas ópticas e tecnologias específicas ligadas ao setor espacial. O Centro Espacial de Liège (Centre Spatial de Liège - CSL) é um instituto de pesquisa e testes belga especializado em aplicações e cargas úteis relacionadas a instrumentos óticos, detectores, metrologia e equipamentos para testes. O CSL está envolvido em grandes projetos, como o do telescópio JWST (futuro substituto do famoso telescópio espacial Hubble, da NASA), além de outras iniciativas e missões da Agência Espacial Europeia.
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quinta-feira, 30 de junho de 2011

SGB se aproximando?

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Brasil espera lançar satélite de defesa até 2014, diz Jobim

30/06/2011

Ministro da Defesa explica que novidade permitirá o rápido envio de imagens de áreas pouco acessíveis e levará internet a mais de 1.800 municípios hoje sem conexão à rede

O Brasil pretende lançar até 2014 um satélite geoestacionário para interligar os sistemas de defesa em todo o seu território, anunciou o ministro da Defesa, Nelson Jobim, a dez senadores que participaram ontem de audiência promovida pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) na sede do próprio ministério.

O debate foi realizado por requerimento do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), presidente da Subcomissão da Amazônia e da Faixa de Fronteira.

O novo satélite, cujo lançamento ainda depende de uma decisão final do governo brasileiro, permitirá a comunicação direta entre Brasília e pelotões de fronteira e submarinos que navegam no oceano Atlântico.

Também viabilizará o rápido envio de imagens de áreas pouco acessíveis. Atualmente, como explicou o ministro, o governo brasileiro aluga canais de um satélite de empresa privada de capital mexicano.

- Hoje, quando precisamos de uma imagem, os mexicanos só as enviam para nós em 36 horas. E ainda não temos como saber se a mesma imagem será cedida a terceiros - disse Jobim.

O custo anual do aluguel dos canais de um satélite privado, para serviços de telecomunicação e transmissão de imagens, é de R$ 44,8 milhões. Já o gasto total de colocar um novo satélite estatal em órbita será de aproximadamente R$ 700 milhões, segundo o ministro. A quantia envolve a construção do satélite, seu lançamento, o seguro e o sistema de acompanhamento em terra.

O ministro considerou o satélite vital para a segurança nacional, além de permitir o acesso à internet para mais de 1.800 municípios que ainda não são conectados à rede mundial de computadores.

Após ouvir os dados referentes ao satélite, Jorge Viana (PT-AC) concordou com o ministro em que o equipamento não poderia ser comercial, mas sim "algo estratégico do país".

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Cooperação Chile - China

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Segundo reportagem da agência de notícias EFE, o ministro da Economia do Chile, Juan Andrés Fontaine, está esta semana em viagem oficial à China para tratar de acordos entre os dois países, como investimentos e colaboração em inovação e no campo espacial.

O interesse chileno é em satélites. A visita às autoridades espaciais chinesas "nasce do interesse que tem o Chile na utilização de informação satelital para diversos usos", disse o ministro. "A agência chinesa forneceu satélites de informações a outros países da América Latina (como a Venezuela), e nós estamos iniciando conversações nesse sentido para conhecermos e, no futuro, caso nos interesse, neste sentido faríamos algum tipo de convite para uma licitação", completou.

Em 2008, o Chile adquiriu um pequeno satélite de observação terrestre (SSOT) da EADS Astrium, a ser lançado no final de 2011 ou início de 2012. Pelas declarações do ministro, o país andino parece estar considerando a ideia de dispor de um satélite de comunicações, segmento em que os chineses alcançaram uma expressiva participação no mercado sul-americano. Além de já terem fornecido e colocado em órbita o Venesat-1, da Venezuela, a China Great Wall Industry Corp. (CGWIC), principal indústria espacial chinesa, assinou em dezembro de 2010 um contrato para fornecer um satélite similar para a Bolívia, chamado Tupac Katari (ou TKSat-1). A mesma indústria também chegou a fazer uma oferta numa concorrência da Colômbia para o projeto Satcol, que foi cancelado.

Além do segmento de comunicações, no continente sul-americano a China também colabora desde 1988 com o Brasil, no programa sino-brasileiro de recursos terrestres (CBERS, sigla em inglês), e no início deste mês, assinou contrato com o governo venezuelano para a construção e entrega em órbita de um satélite de observação. Toda esta exposição, muito provavelmente coloca o país asiático como um dos principais (senão o principal) "player" em cooperação espacial internacional na região.
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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Workshop da AAB sobre missões espaciais

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Com o objetivo de aprofundar as propostas e discussões apresentadas no documento “A Visão da AAB para o Programa Espacial Brasileiro”, a Associação Aeroespacial Brasileira – AAB, tem o prazer de organizar o primeiro dos workshops com este propósito. Trata-se do workshop sobre Missões Espaciais. Outros workshops seguir-se-ão conforme os capítulos do referido documento: Acesso ao Espaço, Recursos (Físicos, Humanos e Orçamentários), Política Industrial e Organização Institucional.

Este primeiro workshop será realizado no dia 30 de Junho, no Laboratório de Integração e Testes (LIT) do INPE, na sala Roger Honiat, a partir das 13:30 hrs. A duração total do evento deverá ser de 4 horas.

Os workshops considerarão em princípio o documento “A Visão da AAB para o Programa Espacial Brasileiro”, como condutor, muito embora durante as apresentações e discussões possam surgir outros argumentos e conclusões. Assim, os temas para apresentações das palestras no workshop sobre Missões Espaciais são:

- Telecomunicações (Antonio Paolino Ianelli – Star One – Diretor de Engenharia)
- Meteorologia (Luiz Augusto Machado – ex-Chefe do CPTEC - INPE)
- Sensoriamento Remoto (Cezar Ghizoni – Equatorial Sistemas)
- Satélites científicos e tecnológicos (Haroldo Velho – Coordenador Projeto Aster - INPE)

Foi definido o seguinte programa para o workshop:

1ª palestra – 30 minutos - Telecomunicações.
2ª palestra – 30 minutos - Meteorologia.
Discussões – 30 minutos
Intervalo – 15 minutos.
3ª palestra – 30 minutos – Sensoriamento Remoto
4ª palestra – 30 minutos – Satélites científicos e tecnológicos
Discussões – 30 minutos
Conclusões – 30 minutos.

O moderador será Décio Ceballos, Coordenador do tema Missões Espaciais no documento da AAB.

Fonte: AAB
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Cooperação Brasil - Canadá

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O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, recebeu ontem (28) o ministro de Comércio Internacional do Canadá, Edward Fast, para discutir oportunidades de cooperação entre os dois países na área de ciência e tecnologia. Em 2008, Brasil e Canadá assinaram um acordo-quadro para atividades conjuntas nesse campo, em áreas como tecnologia da informação, energias renováveis, biotecnologia, pesquisa marinha e oceânica, tecnologias sustentáveis e nanotecnologia. Agora, fala-se também em cooperação na área espacial.

Abaixo, reproduzimos um dos parágrafos da nota divulgada pelo Ministério:

O ministro falou também da intenção de firmar parceria também na construção de veículos lançadores de satélite. “Temos uma base a dois graus da linha do Equador e, por isso, é uma vantagem enorme no lançamento de foguetes. Estamos construindo o cyclone – 4. A ideia é que a gente desenvolva os foguetes e vocês (Canadá), os satélites”, destacou.

O programa espacial canadense é bastante focado em satélites, especialmente de observação terrestre (Radarsat, de tecnologia SAR), comunicações e robótica (o Canadarm 2, braço robótico usado na Estação Espacial Internacional, foi uma contribuição do Canadá ao programa multinacional).

Reino Unido

Há uma semana, em 22 de junho, Mercadante também recebeu em Brasília (DF) o ministro para Universidades e Ciências do Reino Unido, David Willetts, ocasião em que foi firmado um acordo de cooperação em Ciência, Tecnologia e Inovação, sendo que um dos tópicos seria tecnologias espaciais. Até o momento, não foram divulgados maiores detalhes.
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terça-feira, 28 de junho de 2011

Programa Espacial "vermelho"

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A mais recente edição (nº 171) da revista "Caros Amigos", de orientação esquerdista, tem como reportagem de capa uma matéria sobre o Programa Espacial Brasileiro, com fortes críticas às ideias defendidas por Marco Antonio Raupp, presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), sobre um maior envolvimento da iniciativa privada no programa. A chamada da reportagem já resume bem a sua orientação: "Risco de terceirização e privatização do Programa Espacial Brasileiro ameaça a soberania nacional e completa quadro de desmonte do setor sofrido na década de 1990."

Embora não cite a fonte, a autora reproduz um trecho do artigo "Espaço: Instrumento de poder e soberania para o Brasil", de Marco Raupp, publicado na edição nº 124 de Tecnologia & Defesa, e em cima dele constrói a tese de que o programa será terceirizado e privatizado.

Ontem (27), num website de inclinação socialista (Vermelho.org.br), foi divulgado outro artigo sobre o Programa Espacial Brasileiro, intitulado "Indo para o espaço". O texto conta com várias imprecisões e desatualizações, e, como de praxe, imputa o "insucesso" do programa brasileiro às pressões externas de EUA e outros países. Curiosamente, segue uma linha favorável à cooperação no campo de lançadores com a Ucrânia, o que conflita, aliás, com a posição dominante nos movimentos sindicais ligados ao setor de Ciência & Tecnologia.

Os dois textos trazem ideias e argumentos, no mínimo, antigos e antiquados. Apesar dos esforços de Raupp em mostrar que não haverá privatização do programa, convencer alguns setores do governo e sociedade (sindicatos, partidos políticos, etc.) quanto à "modernização" do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) - que exige sim uma maior participação e representatividade da iniciativa privada, até por uma questão de sobrevivência e relevância - não será tarefa fácil. A conferir.
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domingo, 26 de junho de 2011

INPE: reunião sobre mudanças climáticas

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IAI discute novos e atuais projetos

22/06/2011

O Instituto Interamericano para Pesquisas em Mudanças Globais (IAI) realizou em Assunção, Paraguai, de 14 a 17 de junho, as reuniões anuais do Conselho Executivo (CE) e a 18ª Conferência das Partes (CoP). Dezenove países integram o IAI, sendo que o Brasil é representado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia.

“O CE é composto por nove representantes de países membros: Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Cuba, México, Paraguai e Estados Unidos. Cada um dos representantes é eleito pela CoP para um mandato de dois anos e tem duas tarefas: desenvolver recomendações de políticas para submissão e aprovação pela CoP e garantir que as políticas adotadas pela CoP sejam implementadas pela Diretoria do IAI”, explica a Dra. Maria Virgínia Alves, chefe de gabinete do INPE e representante do Brasil nas reuniões.

Da CoP, além dos países integrantes do CE, participam também Bolívia, Costa Rica, Equador, Guatemala, Jamaica, Panamá, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.

Durante a reunião foi apresentado documento com o perfil do relacionamento do Brasil com o IAI (disponível aqui), bem como uma breve descrição dos projetos financiados pelo Instituto que envolvem o Brasil (disponível aqui).

“Vale observar que, na relação de projetos financiados pelo IAI, atualmente nenhum deles é coordenado por pesquisadores do INPE. E uma grande parte de projetos dos quais participam pesquisadores brasileiros tem por coordenadores pesquisadores de outros países”, destaca a Dra. Maria Virgínia Alves. “Em breve serão apresentados editais para submissão de projetos no âmbito do Programa da Rede Cooperativa de Pesquisa III (CRN III). É importante que os pesquisadores brasileiros estejam atentos e participem”.

Agenda

Durante a 31ª reunião do CE foram discutidos os encaminhamentos a serem feitos para a 18ª CoP. No início da reunião, representantes dos Estados Unidos, Paraguai, país anfitrião, e Brasil foram escolhidos para a mesa diretora da 18ª CoP, que discutiu a aprovação da ata da 17ª CoP e contou com apresentações de cada uma das Partes relativas aos avanços feitos nas questões de mudanças globais e também a de alguns órgãos observadores presentes.

A agenda da reunião contemplou a aprovação das atividades e financiamento do IAI para o ano 2010-2011; relatório das atividades da Diretoria e do CE; definição da contribuição anual das Partes, que foi mantida a mesma do período 2009-2010; apresentação e aprovação do Planejamento Estratégico para o IAI e de uma nova metodologia para escolha de sua sede, além da apresentação do relatório das atividades do Comitê de Assessoramento Científico (SAC) e eleição de quatro membros – entre eles, o Dr. José Marengo, do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do INPE.

Sede

O governo brasileiro ratificou em 1993 o Acordo Constitutivo do IAI, que desde 1996 está sediado no campus do INPE, em São José dos Campos (SP). Após 15 anos instalado no Brasil, a Diretoria do IAI enviou um comunicado aos países membros, em 27 de janeiro de 2011, relatando suas dificuldades de operação no país e convidando todos os membros, inclusive o Brasil, a apresentar propostas para sediar sua Diretoria.

As propostas, a ser enviadas até 15 de novembro, devem incluir todos os itens previstos num acordo para sediar uma instituição internacional, conforme acordado na 32ª reunião do CE. Todos os países membros receberão comunicação detalhada sobre este tema, que será definido em reunião extraordinária, nos Estados Unidos, em fevereiro de 2012.

Fonte: INPE
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