sábado, 9 de julho de 2011

Cemaden: centro de alertas de desastres naturais

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Mercadante visita INPE e anuncia diretor do Cemaden

08-07-2011

O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, visitou nesta sexta-feira (8/7) o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos. Na ocasião, Reinhardt Adolfo Fuck, professor emérito da Universidade de Brasília (UnB), foi anunciado diretor do Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), que será instalado no Inpe de Cachoeira Paulista.

“Extremos climáticos são cada vez mais freqüentes e com mais vítimas. Temos no Inpe um acervo intelectual e de recursos para enfrentar este desafio, porém, na outra ponta, precisamos que os serviços de defesa civil e comunidades estejam preparados para receber os alertas gerados em Cachoeira Paulista”, disse o ministro, destacando que também são necessários levantamentos geotécnicos adequados nos municípios.

A coordenação do Cemaden será feita pela Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência e Tecnologia (Seped/MCT). O Inpe foi escolhido como sede por reunir especialistas em meteorologia, sensoriamento remoto, mudanças globais e modelagem computacional, áreas fundamentais para um monitoramento eficaz. Além disso, o Inpe abriga o Tupã, um dos supercomputadores mais poderosos do mundo para aplicações meteorológicas, climáticas e ambientais.

“O Cemaden conta com todo o nosso apoio. Temos uma equipe atuante em Desastres Naturais e assumimos o centro como parte de nossa missão institucional”, declarou Gilberto Câmara, diretor do Inpe.

O monitoramento de desastres naturais irá se somar aos diversos serviços que o Inpe presta à sociedade como resultado das informações geradas por satélites, nas áreas de meteorologia, mudanças climáticas, monitoramento da Amazônia, de queimadas, da cana-de-açúcar, entre outros.“Embora o Cemaden não seja do Inpe, ele se integra totalmente à nossa instituição”.

Mercadante visitou o Inpe acompanhado do secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCT, Carlos Nobre. “Este é um projeto que nasceu dentro do Inpe, que tem nos dado enorme apoio”, frisou o secretário, que aproveitou para apresentar também o coordenador do Programa de Mudanças Climáticas da Seped/MCT, Marcos Costa.

Fonte: INPE
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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Programa Espacial na Reunião da SBPC

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Programa Espacial Brasileiro estará presente na SBPC

06-07-2011

A Agência Espacial Brasileira (AEB), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), a binacional Alcantara Cyclone Space (ACS) e o setor industrial estarão juntos no estande do Programa Espacial Brasileiro na 63ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O espaço terá 100 metros quadrados e estará situado no Pavilhão 3.

Os encontros anuais da SBPC são realizados com o intuito de ampliar o debate sobre a Ciência, Tecnologia e Inovação. Este ano, o tema da SBPC será “Cerrado: água, alimento e energia”. Além da programação sênior, que inclui atividades de sociedades científicas, a entidade realiza, paralelamente ao evento, a ExpoT&C - mostra de projetos de ciência e tecnologia - e a SBPC Jovem, evento com programação voltada para estudantes da rede de ensino básica. O evento reúne milhares de pessoas, entre cientistas, professores e estudantes de todos os níveis, profissionais liberais e demais interessados. Em todas as edições, o público circulante tem sido superior a 10 mil pessoas

No estande do Programa Espacial Brasileiro serão expostas maquetes do Veículo de Sondagem Brasileiro (VSB-30), do Veículo Lançador de Satélites (VLS), da Plataforma Multimissão (PMM), do Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (Cbers) e do foguete ucraniano Cyclone-4. O público também poderá ver a Plataforma de Coleta de Dados (PCD), a coifa do satélite científico Sara e parte da carga útil levada no voo do VSB-30 na Operação Maracati II, de 2010. Serão exibidos, ainda, spin-offs (expressão inglesa usada para denominar casos nos quais as tecnologias, desenvolvidas no contexto dos programas espaciais, são usadas em atividades fora desse setor) do Programa Espacial Brasileiro e diferentes vídeos.

A indústria aeroespacial estará representada pelas empresas Orbital Engenharia, que exibirá um simulador solar, pela Equatorial Sistemas, que levará para o evento o Imageador Hiperespectral Hiris e pela Opto Eletrônica, que mostrará o mock-up da câmera imageadora WFI-OMB. A Fibraforte levará o Propulsor 5N e o Mecanismo para Abertura de Gerador Solar para Satélite e a Cenic exibirá o Modelo de Qualificação da Estrutura PMM.

O Programa Espacial Brasileiro também estará presente no Pavilhão do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), onde serão distribuídos folderes e revistas institucionais.

Conheça a programação de palestras e conferências oferecidos durante a SBPC:

Conferência no Campus II (Samambaia) da UFG

Dia 14 - Quinta-feira
Horário: das 10h30 às 12h00
“O Programa Espacial Brasileiro”
Conferencista: Marco Antonio Raupp (AEB)

Palestras no Pavilhão da EXPOT&C/MCT

Dia 11 - segunda– feira
Hora: 14h30
“O processo de implementação e de coordenação do Programa Nacional de Atividades Espaciais – uma visão sobre o cenário brasileiro, tecnologias prioritárias e as demandas futuras”
Palestrante: Thyrso Villela Neto (AEB)

Dia 13 - quarta– feira
Hora: 13h30
“Atividade espacial e gerenciamento de desastres”
Palestrante: Carlos Frederico Angelis(Inpe)

Dia 15 - sexta – feira
Hora: 11h
“Clima espacial – Qual a interferência no ambiente terrestre?”
Palestrante: Clézio Marcos de Nardin (Inpe)

Programa AEB Escola - Durante a SBPC Jovem o programa AEB Escola, criado em 2003, pela Agência Espacial Brasileira, realizará oficinas e experimentos.

Serão expostos os livros "Fronteira Espacial" (partes 1 e 2) e "Mudanças Climáticas" - volumes 11, 12 e 13 da coleção “Explorando o Ensino”, do Ministério da Educação (MEC); itens sobre Astronomia e Astronáutica; alguns experimentos sobre microgravidade e as conquistas do Brasil na área espacial. Serão exibidos, também, experimentos didáticos que poderão ser reproduzidos, no estande ou em casa, pelo público. Nas oficinas os visitantes aprenderão a construir um carro foguete e um espectroscópio. Foguetes feitos com garrafa pet serão montados e lançados no espaço externo.

Além disso, O AEB Escola proporcionará aos visitantes minicursos sobre a temática espacial. Confira os minicursos oferecidos pelo programa AEB Escola durante a SBPC Jovem.

A missão Itasat-1

O objetivo dessa atividade é explicar a missão Itasat-1- um satélite de coleta de dados espinado que ficará em uma órbita polar ou de grande inclinação (maior ou igual a 25º) a uma altitude aproximada de 600km (baixa órbita). O satélite Tem as dimensões aproximadas de 60cm de diâmetro e massa estimada de 85kg. A carga útil principal do Itasat-1 é um equipamento de coleta de dados digital. O satélite terá ainda, como carga útil, dois experimentos: um estimador de atitude que utiliza dispositivos Mems e um experimento no qual serão realizadas medidas térmicas para fins de validação de modelos térmicos teóricos.
Responsável: David Fernandes
Data: 11 de julho
Horário: 9h às 11h

Microgravidade

Microgravidade é o nome dado ao estado de imponderabilidade, ou simplesmente queda livre. Não se deve deixar-se enganar pela origem da palavra e imaginar que o ambiente de microgravidade é um local onde atua uma pequena gravidade, da ordem de 10-6g. Na verdade, qualquer astronauta está sujeito a uma força gravitacional que não chega a ser muito menor do que a nossa. Sendo assim, o fator que faz com que o astronauta sempre apareça flutuando nas imagens que temos dele no espaço é o fato de ele e a nave estarem em queda livre juntos. Todos os objetos em órbita estão em um processo de queda sem fim, estando tudo e todos em ambiente de microgravidade. O objetivo deste minicurso é expor melhor o que é a microgravidades, suas principais aplicações e o Programa de Microgravidade do Programa Espacial Brasileiro.
Responsáveis: Carlos Eduardo Quintanilha Vaz de Oliveira, Flávio Victor Dias Neto e Sirlane Gomes Ferreira
Data: 11 de julho
Horário: 14h às 16h

ASTRONOMIA E ASTRONÁUTICA

A astronomia é considerada a ciência mais antiga do mundo. Desde que o homem habita a Terra, ele observa os astros, seja para saber se a luz diurna está acabando ou para decidir sobre a melhor época de plantar e colher. Após este período, a humanidade passou a usar a astronomia como uma forma de estudar o Universo e descrever cientificamente os fenômenos que ocorrem com os astros, tal como órbitas, brilhos e distâncias estelares. Uma das ciências derivadas da astronomia é a astronáutica, que estuda as órbitas e trajetórias dos corpos no espaço. Atualmente, a astronomia depende muito da astronáutica, pois os telescópios modernos estão fora da nossa atmosfera. O objetivo deste curso é mostrar os avanços da astronomia, os conceitos básicos da astronáutica e a dependência da astronomia moderna da astronáutica.
Responsável: Carlos Eduardo Quintanilha Vaz de Oliveira
Data: 12 de julho
Horário: 14h às 16h

SENSORIAMENTO REMOTO

Demonstração de que o sensoriamento remoto é importante ferramenta para promover a integração de diferentes componentes curriculares do Ensino Médio: Geografia, Física, Química, Biologia, Matemática. Essa tecnologia espacial permite uma leitura da realidade física e humana que os mapas usualmente utilizados pelos estudantes não é capaz de proporcionar.
Responsável: Lana Nárcia Leite da Silveira
Data: 13 de julho
Horário: 14h às 16h

CONSTRUINDO E LANÇANDO FOGUETE

Breve histórico do desenvolvimento das atividades espaciais brasileiras, enfatizando o princípio do funcionamento dos foguetes e sua utilidade.
Responsável: Jaime Pereira Antunes Campos
Data: 14 de julho
Horário: 14h às 16h

Fonte: AEB
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terça-feira, 5 de julho de 2011

Restruturação do Programa Espacial Brasileiro

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Notícias sobre a restruturação do Programa Espacial Brasileiro voltam a ganhar força na mídia. Em 1º de julho, o "Brasil Econômico" publicou algumas reportagens sobre o programa, destacando a possibilidade de "fusão" de alguns órgãos. Atrasado, porém com mais destaque, a edição de hoje (05) da "Folha de S. Paulo" também trata do assunto, na reportagem "Governo quer turbinar programa espacial do país com nova agência".

Rumores sobre a proposição já circulavam desde o início do ano, após a indicação de Marco Raupp para a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a declaração do ministro Mercadante de que o programa espacial seria revisado. No final de maio, numa visita à São José dos Campos (SP), o blog recebeu a informação de que Raupp muito provavelmente faria proposições relacionadas ao rearranjo institucional do programa. Resta saber qual será a dimensão deste rearranjo, particularmente em relação ao segmento militar do programa, a cargo do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).

Interessante observar que a "fusão" de órgãos do Programa Espacial Brasileiro foi proposta no documento da Associação Aeroespacial Brasileira (AAB), divulgado no final de 2010.
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"O fim da Era Espacial?" - artigo de José Monserrat Filho

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José Monserrat Filho
05-07-2011

A revista britânica The Economist, edição de 30 de junho, anuncia "o fim da Era Espacial" (The end of the Space Age). Como subtítulo, a matéria de capa adianta algo para se começar a entender sua proposta: "O espaço interior é útil. O espaço exterior é história" (Inner space is useful. Outer space is history). A primeira frase parece correta, a outra, nem tanto.

Ideia básica: a Era Espacial tem vivido mais de fantasias que de realidades. "A visão vendida nos anos 50 e 60 era de aventura e fantasia", diz a revista. E tenta explicar: "Os fatos do projeto espacial norte-americano e de sua contraparte soviética induziram claramente à fantasia do "Star Trek" e do "2001: Uma Odisseia no espaço"", dois best sellers da TV e do cinema. Os outros planetas, habitados ou não, e também as estrelas, estariam ali para serem tomados.

Certo? Sei não. Já no início dos anos 60, EUA e URSS acordaram: a Lua e os outros corpos celestes não poderiam ser objeto de apropriação nacional. À época, isso era realismo puro.

O quadro de fantasias não existe mais, continua o semanário. Hoje, os entusiastas das atividades espaciais, que ele chama de "os cadetes do espaço", "estão mais concentrados em aventuras privadas de pessoas como Elon Musk, nos EUA, e Sir Richard Branson, do Reino Unido, que esperam tornar o voo espacial comercialmente viável".

A revista esquece que a primeira rede ativa de telecomunicações diretas por satélite foi uma iniciativa privada. Chamava-se Telstar e pertencia ao consórcio liderado pela AT&T. Seu primeiro satélite, de órbita elíptica, lançado pela NASA de Cabo Canaveral, em 10 de julho de 1962, foi o primeiro voo espacial pago por uma empresa privada. A Telstar pode bater no peito e proclamar que realizou a primeira transmissão de televisão ao vivo entre Europa e EUA.

Atualmente, o que se menciona como símbolo do empreendedorismo privado no setor é o turismo espacial, negócio na moda nos EUA (certamente na falta de novidades mais sensacionais e emocionantes), talvez por isso mesmo muito divulgado pela mídia internacional.

The Economist define o turismo espacial como "serviço de luxo", cujo mercado "parece pequeno e vulnerável". Assino embaixo e indago: será que os breves minutos de glória passados à beira do espaço exterior, em voo semi orbital – luxo acessível exclusivamente a pessoas muito ricas –, também não seriam uma "fantasia" do tempo dos astronautas vistos como heróis, com direito a desfile na Praça Vermelha, de Moscou, ou papel picado na "Quinta Avenida", de Nova York?

A era dos "astronautas milionários" pode marcar "o fim da Era Espacial"? Vamos combinar: em pleno século XXI, quando se intensificam as atividades espaciais com a participação de um número cada vez maior de países e organizações, isso não tem pé nem cabeça.

Na verdade, o que inspira a matéria do The Economist é a despedida do ônibus espacial Atlantis. No próximo dia 8 de julho, este meio de transporte espacial reutilizável – lançado pela primeira vez em 1981 – deverá voar do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, EUA, direto para dentro dos livros de história, como frisa a própria revista.

Após 30 anos, 135 voos e dois desastres (Challenger, em 1986, e Columbia, em 2003), o programa dos ônibus espaciais, pelo qual tantas esperanças de modernidade, eficiência e economia foram depositadas, chega ao fim, sem pompas e circunstâncias. Endeavour, Discovery, Enterprise e o próprio Atlantis passam a ser ilustres e questionadas peças de museu. Valeu a pena?

"O programa nunca satisfez a ninguém", responde a revista que, ainda, prevê o que vem por aí: "Bilhões de dólares serão economizados, milhares de trabalhadores na Costa Espacial da Flórida (e outros milhares em lugares mais distantes) perderão seus empregos, a Estação Espacial Internacional dependerá de foguetes russos, europeus e japoneses para levar os suprimentos necessários, e a nação que venceu a corrida espacial, colocando na Lua na marca dos pés de Neil Armstrong com o Apollo 11, ficará incapacitada para enviar astronautas ao espaço. Sempre que quiser enviar alguém para lá, terá que alugar um assento em um foguete russo." Põe ironia nisso.

Por falar em Estação Espacial Internacional, o semanário o considera "o maior desperdício de dinheiro já feito, cerca de US$ 100 bilhões, em nome da ciência".

Mas a César o que é de Cesar: foram astronautas a bordo do Endeavour, em 1993, que consertaram o telescópio espacial Hubble: sem eles e o ônibus para efetuar o delicado ajuste de suas lentes, o revolucionário observatório teria virado um enorme elefante branco e zarolho no espaço.

Bastaria isso para dar mais credibilidade e prestígio aos ônibus espaciais? Michael Griffin, diretor geral da NASA de 2005 a 2009, já disse que não. No meio de sua gestão, em 2007, ele declarou, segundo The Economist, que o programa "custou tanto dinheiro e tempo que travou a NASA por décadas". E disse mais ainda conforme a revista: "Se a NASA tivesse insistido nos foguetes Saturno, muito maiores, que impulsionaram as missões à Lua, os custos de lançamento teriam diminuído, a agência teria tido mais dinheiro para a ciência e a exploração do espaço profundo, e os astronautas já poderiam ter visitado Marte".

Fantasia ou realidade?

Eu diria, sem pestanejar, que a Era Espacial, apesar de tudo, avança célere no rumo de uma realidade muito mais ampla e abrangente. A própria publicação reconhece isso em belas frases, no início da matéria: "O vácuo que circunda a Terra vibra com satélites artificiais, formando uma espécie de tecnosfera além da atmosfera. A maioria destes satélites circula apenas algumas centenas de quilômetros acima da sólida superfície do planeta. Muitos, porém, formam um anel, como o de Saturno, que fica a uma distância de 36.000 km e onde qualquer objeto leva 24 horas para orbitar a Terra e, portanto, paira constantemente sobre o mesmo ponto do planeta.".

As referências são as órbitas baixas da Terra e a órbita geoestacionária. Todas elas, mais as órbitas médias, "vibram" porque o número de satélites lançados só aumenta. O lixo espacial é uma prova: cresce vertiginosamente.

China, Rússia, Índia, França, Japão, Ucrânia, Suécia, Coreia do Sul, Austrália, Paquistão, Tailândia, Indonésia, Vietnã, Israel, Irã, Turquia, África do Sul, Nigéria, Brasil, Argentina, Colômbia, Chile, Bolívia, Peru, Venezuela, México, entre outros, todos estão dispostos e/ou preparados – uns com mais recursos que outros – a ter seus satélites em órbitas (construídos no próprio país ou comprados fora), prestando serviços às suas populações, instituições e empresas públicas e privadas. Ninguém admite tirar o time de um campo que se tornou absolutamente indispensável para qualquer programa de desenvolvimento nacional e fortalecimento da soberania. Crescem os anseios e as pressões por uma cooperação espacial mais dinâmica e eficiente, que promova benefícios mútuos e se capacitem, de fato, em todos os países.

Não por acaso, os temas do acesso à informação científica e da transferência de tecnologias espaciais são cada vez mais discutidos. Nenhum país que se preze aceita ficar de fora. Todo mundo quer, no mínimo, contar com uma infraestrutura de equipamentos e especialistas, necessária para ter acesso, receber, processar, analisar, utilizar e agregar valor a imagens de satélite, essenciais à vida quotidiana de qualquer país – dados que o Brasil já propôs definir como "bens globais" de utilidade pública. E a comunidade mundial está cada vez mais preocupada com a sustentabilidade, em longo prazo, das atividades espaciais, ameaçadas pelo lixo que se acumula nas órbitas mais usadas e pelos planos de instalação de armas no espaço, com sua consequente conversão em teatro de guerra.

Esse imenso desafio já é debatido pelo Comitê das Nações Unidas para o Uso Pacífico do Espaço (COPUOS) e seu Subcomitê Técnico-Científico. Cedo ou tarde, ele será também examinado pelo Subcomitê Jurídico, encarregado de desenvolver progressivamente o direito espacial, atualizando, modernizando e tornando mais efetiva a regulamentação das atividades espaciais.

Outro sinal dos tempos: este ano, de 3 a 7 de outubro, pela primeira vez, na longa história da Federação Internacional de Astronáutica, o concorrido Congresso Anual, onde se reúnem também a Academia Internacional de Astronáutica e o Instituto Internacional de Direito Espacial, terá lugar no continente africano, na África do Sul, na Cidade do Cabo. Tema geral: African Astronaissance, ou seja, "Astronascimento africano". (Saiba mais no site )

Prezada The Economist, perdoe a provocação, mas não seria mais realista mudar o título de sua capa desta semana para "Uma nova Era Espacial está surgindo"?

* Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da Agência Espacial Brasileira (AEB).

Fonte: AEB
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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Revista "Espaço Brasileiro" nº 11 no ar

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A Agência Espacial Brasileira (AEB) disponibilizou em seu website a décima edição da revista institucional "Espaço Brasileiro", referente ao trimestre de de abril, maio e junho de 2011.

O número tem como matéria de capa uma reportagem sobre os 50 anos do Programa Espacial Brasileiro, além de entrevista com o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antonio Raupp, desenvolvimentos tecnológicos do DCTA e IAE, e outros textos.

Destaque para uma reportagem sobre um sistema de rastreio ótico em desenvolvimento pela Omnisys Engenharia, de São Bernardo do Campo (SP), para acompanhamento de missões no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. O projeto será em breve abordado no blog.

Para acessar a revista, disponível em arquivo PDF (cerca de 35 megabytes), clique aqui.
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domingo, 3 de julho de 2011

O momento da Alcântara Cyclone Space

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O projeto da binacional Alcântara Cyclone Space está muito politizado no momento atual, disse Oleksandr Serdiuk, diretor da binacional, em reportagem da agência Interfax publicada no final de junho ("Project on creation of Cyclone 4 rocket carrier at Alcantara space center by Ukraine and Brazil is too politicized, says expert").

O diretor ucraniano foi além, afirmando que não apenas a Ucrânia não está seguindo o cronograma financeiro, mas também o Brasil. "Infelizmente, hoje nem a Ucrânia e nem o Brasil está seguindo o cronograma financeiro. O ritmo financeiro do programa deve começar a atender os termos planejados para o primeiro lançamento do Cyclone 4 a partir do centro espacial de Alcântara", disse.

Do lado brasileiro, no último dia 28, em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, usou palavras duras para a atual situação da binacional. "Nós estamos buscando equilíbrio com a Ucrânia para que a gente aporte recursos do mesmo volume. O Brasil não pode sustentar esse projeto porque a nossa responsabilidade é a Base de Alcântara. O foguete é responsabilidade da Ucrânia. E nós queremos isonomia no aporte. Estamos buscando concluir essa negociação porque é um projeto importante e termos um veículo comercial capaz de lançar os nossos satélites e queremos consolidar o VLM e o VLS", enfatizou. "O Brasil colocou duas vezes mais recursos que a Ucrânia nessa empresa binacional", acrescentou.

No início deste mês, em reportagem do jornal Brasil Econômico, Marco Antonio Raupp, presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB) foi também bastante crítico à parceria, citando o descumprimento de obrigações financeiras pelo lado ucraniano, e também o não envolvimento do Brasil na construção do foguete.

Existe muita expectativa com a viagem oficial brasileira à Ucrânia, chefiada por Raupp, iniciada este final de semana.
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Arianespace em Le Bourget

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Para os curiosos e interessados em assuntos mais técnicos: em seu chalet no salão de Le Bourget, realizado em Paris há duas semanas, a Arianespace exibiu vários modelos de coifas de sua família de lançadores (Ariane 5, Vega e Soyuz) dotados de cargas úteis (veja aqui), permitindo a visualização de como as cargas são acomodadas para o lançamento. Os modelos atraíram grande atenção dos visitantes.

Ainda envolvendo lançadores europeus, um aditamento contratual relacionado ao projeto do Lançador de Próxima Geração (NGL, sigla em inglês), popularmente chamado de Ariane 6, no valor de 60 milhões de euros, foi assinado durante o evento. O aditamento foi feito pela Agência Espacial Europeia a um contrato firmado com o consórcio responsável pela propulsão do futuro lançador, formado pela Astrium, a italiana Avio e a SNECMA (grupo Safran), e cobre novos passos relacionados ao design preliminar do propulsor do possível primeiro estágio do NGL, que deve ter um demonstrador pronto em meados de 2013.

Soyuz na Guiana Francesa

E por falar em lançadores e Arianespace, vale destacar uma reportagem publicada no nº 49 da revista CNESMag, editada pela agência espacial francesa. A edição foi lançada em abril, portanto, não é tão recente, e apenas nos últimos dias pude lê-la. O destaque do número é a futura operação do lançador russo Soyuz no centro espacial de Kourou, numa reportagem especial bem ilustrada, com 16 páginas. Informações sobre a história do acordo de cooperação entre a França e Rússia para a operação do foguete, dificuldades na construção da plataforma, suas perspectivas (missões tripuladas?), entre outras, são contadas com detalhes. Para acessar a revista (em francês e inglês), clique aqui.
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sexta-feira, 1 de julho de 2011

SGB: alguns comentários

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De tempos em tempos, o tema Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB) surge na mídia. Ontem (30), foi a vez do Jornal do Senado, que publicou reportagem sobre a expectativa de que o Brasil lance até 2014 um satélite de comunicações para as Forças Armadas, repercutindo declarações do ministro da Defesa, Nelson Jobim. Tecemos comentários sobre quatro pontos, a seguir:

Primeiro ponto: apesar dos esforços da Star One, subsidiária da Embratel e atual prestadora de serviços de comunicações em banda X para as Forças Armadas, há insatisfação dos militares (e do Ministério da Defesa), principalmente pelo fato do controle da empresa ser mexicano, embora este não seja o único. Talvez, tal insatisfação seja até injusta, já que, até onde se sabe, o controle dos satélites é realizado por pessoal brasileiro, e em solo nacional (estação de Guaratiba, no Rio de Janeiro). Há cerca de dois anos, questionado pelo blog sobre o desconforto dos militares, um executivo da Star One afirmou que a empresa havia oferecido ao Ministério da Defesa a possibilidade de que técnicos do governo acompanhassem, em Guaratiba, o controle e operação dos satélites. Mas, apesar da insatisfação, existem esforços da Star One em continuar a prestar serviços para Forças Armadas, como ficou claro em apresentação feita por Lincoln de Oliveira, vice-presidente da empresa, no Seminário de Defesa realizado na LAAD 2011, no último mês de abril. Oliveira discorreu sobre o conceito de "hosted payloads" para o mercado de defesa, justamente o mecanismo usado pelo Ministério da Defesa para a contratação da banda X para o SISCOMIS. De acordo com o apurado pelo blog, existe a expectativa de que o satélite geoestacionário Star One C5, que poderá ser contratado pela operadora em 2012, disponha de um novo transponder banda X para o SISCOMIS, para substituir a capacidade hoje disponível em satélites Brasilsat de segunda geração.

Segundo ponto: a reportagem do Jornal do Senado não cita a designação SGB, de Satélite ou Sistema Geoestacionário Brasileiro. Mas, tornou-se comum referir qualquer iniciativa brasileira relacionada a obtenção de um ou mais satélites geoestacionários para uso governamental como SGB. Convém destacar que o SGB sobre o qual se discute hoje difere bastante daquele idealizado no início da última década, cujo foco primário era a transmissão de dados para controle de tráfego aéreo (CNS/ATM), tendo por finalidades secundárias comunicações governamentais e meteorologia. Desde então, passou-se a falar em missões geoestacionárias de meteorologia - uma real necessidade, satélites de comunicações para as Forças Armadas, e desenvolvimento e construção local de um satélite geoestacionário. Embora todas estejam relacionadas com a órbita geoestacionária, é pouco provável que todas convirjam para um mesmo projeto, por razões técnicas, políticas e comerciais.

Terceiro ponto: tendo feito a ressalva no "segundo ponto" de que existem várias ideias de SGB, deve-se considerar a questão do fomento do desenvolvimento espacial nacional (capacidade tecnológica e industrial, quer dizer, construção do satélite no País) versus a necessidade de se atender a demanda governamental por serviços satelitais de comunicações, especialmente a das Forças Armadas. Quer dizer, quando o ministro Nelson Jobim fala sobre a ideia de se dispor de um satélite de comunicações, isto não necessariamente significa que o sistema será desenvolvido e fabricado no País. Inclusive, a referência ao lançamento em 2014, mesmo sendo uma informação não absoluta, pode ser interpretada como um indicativo de que o satélite será adquirido no exterior. Desenvolvê-lo e fabricá-lo localmente, considerando a inexperiência tecnológica e industrial brasileira em sistemas de comunicações por satélite, exigiria altos investimentos e um prazo considerável, possivelmente não inferior a cinco anos. É, porém, razoável de se imaginar que o Brasil busque alguma capacitação tecnológica e industrial neste campo, algo que, aliás, está sendo considerado na revisão do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), capacitação esta que pode ser alcançada por meio da realização de missões experimentais. Em duas postagens, de outubro de 2009 ("Panorama sobre o SGB") e junho de 2010 ("SGB em pauta: análise"), analisamos mais detalhadamente estas questões.

Quarto ponto: um último ponto que precisa ser considerado é a forma pela qual o governo espera dispor de um ou mais satélites de comunicações. Dentre as possibilidades, estão a compra direta de um satélite e sua infraestrutura terrestre, ou a celebração de uma Parceria Público Privada (PPP) com algum operador, tema já sujeito a análise pelo Governo Federal. Ter um satélite próprio e operá-lo diretamente pode exigir um maior investimento num primeiro momento, além de ser uma alternativa mais arriscada do ponto de vista orçamentário, estando suscetível a cortes orçamentários e atrasos. Em favor da PPP, existe o grande interesse de grupos empresariais, como a Oi (ver a postagem "SGB: Oi demonstra interesse para Lula", de junho de 2010) e sua acionista Andrade Gutierrez, dentre outros, em viabilizar e operar a parceria. A formatação de PPPs para missões espaciais militares, aliás, tem sido uma tendência em alguns países, como no Reino Unido, Alemanha e Itália. Este é um tema que o blog voltará a abordar de forma mais profunda no futuro.
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Viagem de Raupp à Ucrânia

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Comitiva vai à Ucrânia ver avanços do Cyclone-4

01-07-2011

Entre os dias 2 e 9 de julho, uma comissão técnica do Brasil, chefiada pelo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antonio Raupp, visitará empresas, fábricas e órgãos ucranianos. O objetivo é acompanhar in loco os trabalhos de desenvolvimento e produção do veículo lançador de satélites Cyclone-4 e verificar o andamento do projeto que resultou do Tratado de Cooperação assinado em 2003.

O Tratado entre os dois países prevê lançamentos de satélites comerciais, por meio do foguete ucraniano Cyclone-4, a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. Uma das responsabilidades da Ucrânia é o desenvolvimento do foguete. No entanto, o cronograma precisa de avaliação e acompanhamento mais detalhados para suportar decisões importantes a serem tomadas pelas autoridades brasileiras. “Um acordo de cooperação deve ser equilibrado. Com a visita, desejamos saber como a Ucrânia está executando sua parte e verificar meios para equiparar o projeto”, afirmou Raupp.

Além de Raupp, a comissão será composta pelos diretores da Agência Espacial Brasileira, Himilcon Carvalho e Nilo Andrade; pelo chefe do Laboratório de Integração e Testes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Petrônio Noronha de Souza; pelo diretor do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), Francisco Pantoja; e pelos servidores do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial Mario Niwa, Alvani Adão da Silva, Cristiane Pagliuco e Wladimir da Silva.

Fonte: AEB
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Cooperação Brasil - Bélgica

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Delegação de indústria espacial brasileira pode visitar a Bélgica em setembro

30-06-2011

O embaixador da Bélgica, Claude Misson foi recebido na sede da Agência Espacial Brasileira (AEB), hoje (30), pelo presidente, Marco Antonio Raupp, e o chefe da Assessoria de Cooperação Internacional, José Monserrat Filho para estudar formas de incrementar a cooperação espacial entre os dois países. Ao término do encontro foram tomadas duas decisões. A primeira é tentar organizar a visita de uma delegação de empresários da indústria espacial do Brasil às empresas espaciais belgas. A outra é promover a formação de recursos humanos especializados, em universidades da Bélgica, nas áreas de engenharia e aplicações espaciais.

Se a viagem se concretizar, o grupo será chefiado por Raupp e fará contato com diversos atores da indústria espacial belga, hoje composta por mais de 40 grandes empresas no setor, para possíveis acordos comerciais e de cooperação.

Visita Presidencial

A comitiva brasileira precederá a visita da presidenta Dilma, que no dia quatro de outubro participará da Europália, maior festival cultural da Bélgica, realizado a cada dois anos, que terá o Brasil como tema nesta edição. O evento será sediado na cidade de Bruxelas e ocorrerá entre outubro de 2011 a janeiro de 2012.

Para Monserrat, a ida da presidenta àquele país, dias após a visita do grupo de empresários brasileiros é muito importante porque pode gerar negócios e acordos entre empresas dos dois países.

Especialização na Bélgica

A capacitação profissional foi um dos temas abordados no encontro. A possibilidade da abertura de vagas para mestrado e doutorado na área espacial foi discutida. Segundo Monserrat, esse interesse pela troca de conhecimento, já acordado ano passado e reafirmado pelo embaixador Claude Misson, será fundamental para o Programa Espacial Brasileiro. “Atualmente, o setor espacial sente a falta de profissionais qualificados. Iniciativas como essas podem ajudar a desobstruir este gargalo”, diz Monserrat. Segundo ele, a reunião veio em boa hora. “A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) irão oferecer por meio do programa “Brasil sem Fronteira”, 75 mil bolsas para estudos no exterior até 2012. A área espacial pode se beneficiar desses acordos”.

No ano passado, brasileiros e belgas assinaram dois acordos bilaterais de cooperação internacional. Um contempla as áreas de espaço, de microeletrônica, de nanotecnologia; de biotecnologia, de energia nuclear e de ciências humanas e sociais. O outro visa o intercâmbio acadêmico e científico entre os dois países.

Fonte: AEB

Comentários: em outubro de 2009, a AEB e o Centro Espacial de Liège, na Bélgica, assinaram um programa de cooperação no setor espacial, compreendendo as áreas de educação - principalmente no âmbito das ciências e técnicas espaciais-; técnicas de observação da Terra; concepção de instrumentos espaciais; testes de instrumentos, cargas úteis e satélites; nanossatélites com participação de estudantes; técnicas ópticas e tecnologias específicas ligadas ao setor espacial. O Centro Espacial de Liège (Centre Spatial de Liège - CSL) é um instituto de pesquisa e testes belga especializado em aplicações e cargas úteis relacionadas a instrumentos óticos, detectores, metrologia e equipamentos para testes. O CSL está envolvido em grandes projetos, como o do telescópio JWST (futuro substituto do famoso telescópio espacial Hubble, da NASA), além de outras iniciativas e missões da Agência Espacial Europeia.
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