quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Marco Antonio Raupp na Presidência da AEB

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Em entrevista dada ao jornal "O Estado de S. Paulo" (veja aqui), o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, afirmou que a Presidência da Agência Espacial Brasileira (AEB) será ocupada por Marco Antonio Raupp, atualmente presidente da Associação Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Raupp é graduado em Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com livre-docência pela Universidade de São Paulo. Foi pesquisador e diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), e além de atualmente ocupar a presidência da SBPC, também é diretor-geral do Parque Tecnológico de São José dos Campos.

Conveniente observar que em seu discurso ("Aloizio Mercadante no MCT: discurso de posse"), o ministro afirmou que daria redobrado apoio à AEB, o que conflitaria com os comentários e rumores do final de 2010 acerca de uma possível reestruturação de toda estrutura do Programa Espacial Brasileiro. Comentava-se, inclusive, que a AEB perderia a sua função, podendo até mesmo ser extinta ou transformada.

A entrevista de Mercadante para o "Estadão" tem também uma informação relevante ao Programa Espacial. Questionado sobre o acordo com a Ucrânia, o ministro afirmou que irá "fazer uma avaliação bastante detalhada..." Veja abaixo:

"O acordo espacial com a Ucrânia vai ser mantido?

Quero fazer uma avaliação bastante detalhada para ver como evoluiu, qual é o potencial de evolução, quais são as dificuldades. Vamos fazer uma avaliação profunda do acordo, vamos olhar empresa binacional que está envolvida. Falei com a presidenta Dilma que nós íamos fazer todo esse levantamento. É prematuro um posicionamento. Novas definições do programa nuclear estão suspensas desde 2008, desde pouco depois da retomada do programa. Há um lobby forte pela participação da iniciativa privada na construção e operação de novas usinas, o que exige emenda constitucional."
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2 comentários:

Aureo André disse...

O ministro dará um redobrado apoio pelo fim da AEB.

RaulPMicena disse...

Mas a política espacial pode ser reformulada, e mais ainda precisará do apoio do Ministro da Ciência e Tecnologia.
Aliás a falta de foco do programa espacial e a dispersão de verbas sempre tem sido criticadas, creio que as verbas aparecerão, mas é preciso metas sérias e objetivos a serem atingidos antes de mais nada.
E por falar nisso, no que deu a revisão do PNAE? Sairá algo este ano, com o novo ministro?

abraços