quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Novo supercomputador do INPE

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Novo supercomputador do Inpe chega nesta segunda-feira

30-09-2010

O novo supercomputador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) desembarca no aeroporto de São José dos Campos (SP) na manhã da próxima segunda-feira (4/10), às 7 horas, num vôo fretado, proveniente de Miami, Estados Unidos. O supercomputador sairá no dia 2 de outubro de Chipewa Falls, Wisconsin, Estados Unidos, onde está localizada a fábrica e a unidade de Pesquisa e Desenvolvimento da Cray Inc. e embarcará no dia seguinte (3/10), às 22 horas (23 horas, em Brasília) do aeroporto de Miami.

Para o transporte rodoviário e aéreo, nos trechos dos Estados Unidos e Brasil, o supercomputador foi desmontado e acondicionado em 84 volumes. Cinco caminhões climatizados farão o transporte da carga entre Chippewa Falls, região norte dos Estados Unidos, até Miami, sudeste do país. No aeroporto, a carga será dividida e acoplada a 24 paletes para o transporte aéreo, num avião DC-10.

Logo após o desembarque no aeroporto de São José dos Campos, na manhã de segunda-feira (04/10), a carga passará pela inspeção da Receita Federal. Ainda não há previsão de quanto tempo será preciso para realizar todos os procedimentos de nacionalização da carga. Sete caminhões farão o transporte do supercomputador pela Rodovia Presidente Dutra até o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (Cptec), do Inpe de Cachoeira Paulista, trajeto que deverá ser percorrido entre 2 e 3 horas.

Todo o transporte do supercomputador, desde o momento em que a carga for retirada da fábrica da Cray, nos Estados Unidos, até a chegada no Centro de Dados do Cptec/Inpe, será em ambiente climatizado, a uma temperatura média de 10ºC. Somente após um período de 24 horas no interior do prédio do Cptec, para uma nova fase de climatização, será iniciada a abertura dos volumes. A montagem e a instalação do supercomputador deverão ocorrer ao longo de duas semanas, aproximadamente.

Logo após a montagem, o supercomputador será ligado, passando por um processo de customização ao longo de mais quatro semanas, e envolverá a adaptação e instalação de softwares operacionais, monitorados pelo grupo de Operação e Suporte do CPTEC. Já o processo de migração dos modelos operacionais de previsão de tempo, clima e ambiental do Cptec, e daqueles relacionados às projeções de cenários de mudanças climáticas do Centro de Ciências do Sistema Terrestre (CCST), deverão ocorrer nos meses seguintes.

A expectativa é de que o novo supercomputador esteja processando diariamente os modelos operacionais de previsão meteorológica e ambiental no início do próximo ano.

O novo supercomputador

Adquirido com recursos do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), o novo sistema de supercomputação será instalado no INPE de Cachoeira Paulista (SP) para utilização pelos Centros de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec) e de Ciência do Sistema Terrestre (CCST) do próprio Instituto, além dos grupos de pesquisa, instituições e universidades integrantes da Rede Brasileira de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas (Rede Clima) do MCT, do Programa FAPESP de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) para Mudanças Climáticas.

Este supercomputador permitirá gerar previsões de tempo mais confiáveis, com maior prazo de antecedência e de melhor qualidade, ampliando o nível de detalhamento para 5 km na América do Sul e 20 km para todo o globo. Será possível prever ainda eventos extremos com boa confiabilidade, como chuvas intensas, secas, geadas, ondas de calor, entre outros. As previsões ambientais e de qualidade do ar também serão beneficiadas, gerando prognósticos de maior resolução, de 15 quilômetros, com até seis dias de antecedência.

A nova máquina também será fundamental para o desenvolvimento e implementação do Modelo Brasileiro do Sistema Climático Global, que incorporará todos os elementos do Sistema Terrestre (atmosfera, oceanos, criosfera, vegetação, ciclos biogeoquímicos, etc), suas interações e como este sistema está sendo perturbado por ações antropogênicas (por exemplo, emissões de gases de efeito estufa, mudanças na vegetação, urbanização, etc.). Este esforço envolve um grande número de pesquisadores do Brasil e do exterior, provenientes de diversas instituições, o que se constitui num projeto interdisciplinar de desenvolvimento de modelagem climática sem precedentes entre países em desenvolvimento.

O novo supercomputador irá ampliar em mais de 50 vezes a capacidade de processamento no INPE. A atual infraestrutura computacional está operando no limite de sua capacidade, o que tem impedido a incorporação de avanços já desenvolvidos nas áreas de modelagem numérica, modelagem de mudanças climáticas, assimilação de dados, química e aerossóis, atmosfera, oceanos e vegetação, que deverão trazer melhorias às previsões de tempo e clima e às simulações de mudanças climáticas.

Fonte: INPE
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Amazônia-1: INPE esclarece revogações

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Ontem (29), na postagem "Amazônia-1: revogações de licitações", informamos que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) havia revogado as concorrências para a compra do subsistema gravador digital de dados, estrutura mecânica para montagem de módulos de cargas úteis, e a antena de banda X do satélite, alguns dias após ter publicado os avisos de abertura no Diário Oficial.

Contatamos o diretor do INPE, Gilberto Câmara, para saber as razões das revogações. Câmara respondeu ao blog na noite de ontem, esclarecendo a questão: "As licitações foram publicadas erroneamente como "concorrência internacional", quando deveriam ser "concorrência nacional". A política industrial do INPE é bem definida: todos os itens que podem ser fabricados pela indústria brasileira são licitados como "concorrência nacional". Infelizmente, houve um erro de procedimento no momento de publicar o edital, que teve de ser corrigido pelo INPE."
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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Satélites no Estadão de hoje

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O jornal "O Estado de S. Paulo" de hoje (29) publicou algumas reportagens sobre a tecnologia brasileira no monitoramento terrestre por satélites. Uma matéria principal destaca que o Brasil, por meio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), "exportará" seu expertise no monitoramento de desmatamento da floresta amazônica para técnicos da África e América do Sul, graças a parcerias com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jaica), a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) e a Fundação das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

As reportagens podem ser lidas clicando-se sobre os títulos abaixo:

"Brasil vai exportar vigilância de florestas"

"Satélites em hora extra, alerta para a Amazônia"

"África usará imagens de parceria Brasil-China"

"País quer monitorar agricultura do espaço"

Ponto interessante abordado por um dos textos, citando Dalton Valeriano, coordenador do Programa Amazônia do INPE, é que a partir de 2011, o Instituto passará a usar imagens de radar produzidas pelo satélite japonês Alos. Imagens geradas pelo mesmo satélite já são usadas pelo SIPAM e IBAMA.

As imagens radar, capazes de penetrar as nuvens e assim visualizar o solo em qualquer horário e sob quaisquer condições de tempo, são justamente uma das maiores deficiências dos programas brasileiros de monitoramento do desmatamento, aspecto que, talvez, pudesse até mesmo ser melhor explorado nas reportagens do "Estadão".

O Brasil busca de algum modo atender essa necessidade, como a aquisição de imagens do satélite Alos, parceria com a italiana Telespazio para pesquisas com dados de radar para a Amazônia, e o projeto do satélite próprio MAPSAR.
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Amazônia-1: revogações de licitações

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As tão aguardadas concorrências para a compra dos últimos componentes do satélite Amazônia-1 já começaram mal.

Três delas, para a compra do subsistema gravador digital de dados, estrutura mecânica para montagem de módulos de cargas úteis, e antena de banda X foram revogadas, conforme publicado ontem (28), no Diário Oficial da União (veja os extratos abaixo).

O blog está apurando as razões das revogações e dará mais informações em breve.

"AVISOS DE REVOGAÇÃO

CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL Nº 385/2010

Fica revogada a licitação supracitada, referente ao processo Nº 01340000226201001. Objeto: Aquisição de 1 (um) Subsistema Gravador Digital de Dados do Satélite Amazônia 1.

(SIDEC - 27/09/2010) 240106-00001-2010NE900001

CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL Nº 393/2010

Fica revogada a licitação supracitada, referente ao processo Nº 01340000235201093. Objeto: Aquisição de um Subsistema de Estrutura Mecânica para montagem de 2 (dois) módulos de carga útil para o Satélite Amazônia 1.

(SIDEC - 27/09/2010) 240106-00001-2010NE900001

CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL Nº 394/2010

Fica revogada a licitação supracitada, referente ao processo Nº 01340000236201038. Objeto: Aquisição de uma Antena de Banda X do Subsistema AWDT (Transmissor de Dados da Câmera AWFI) do Satélite Amazônia 1.

GILBERTO CAMARA NETO
Diretor

(SIDEC - 27/09/2010) 240106-00001-2010NE900001"
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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Amazônia-1: licitações são iniciadas

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Sexta-feira passada, 24 de setembro, foi finalmente publicado no Diário Oficial da União avisos de abertura de concorrência para a aquisição dos componentes restantes do satélite de observação terrestre Amazônia-1, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Há pouco mais de um mês, em 22 de agosto, o blog já havia divulgado que o lançamento de novas licitações para o primeiro satélite baseado na Plataforma Multimissão (PMM) era iminente.

As concorrências compreendem os seguintes componentes: (i) 4 (quatro) sensores de estrelas para integrar o Sistema de Controle de Atitude (ACDH - Atitude Control and Data Handling); (ii) 1 (uma) unidade de interfaces OBDH (On-Board Data Handling); (iii) equipamento TWTA - Traveling Wave Tube Amplifier (Amplificador a Tubo de Ondas Progressivas) para integrar o Subsistema AWDT (AWFI Data Transmitter); e (iv) 1 (um) subsistema de gravador digital de dados.

As propostas de empresas interessadas deverão ser entregues em cerca de um mês, para contratação pelo INPE até o final do ano.

O blog manterá os leitores informados sobre as evoluções destas concorrências.
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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

OrbiSat em Espaço

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A edição nº 122 de Tecnologia & Defesa, que se encontra nas bancas, conta com uma reportagem com um perfil da OrbiSat, uma das mais bem sucedidas indústrias brasileiras no setor de defesa, especializada em sensoriamento remoto, radares para vigilância aérea e terrestre, e também no desenvolvimento de produtos eletrônicos de consumo (antenas e receptores). A empresa tem também interesse no setor espacial.

Abaixo, reproduzimos o trecho que trata de seu envolvimento com o Programa Espacial Brasileiro, mais especificamente, com o projeto MAPSAR:

"Satélite

Sendo a empresa brasileira com mais experiência em tecnologias de sensoriamento remoto por radares, o envolvimento da OrbiSat em projetos relacionados a satélites com sensores radares seria mais do que lógico. E é o que acontece. Já há alguns anos, a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) consideram a construção de um satélite-radar, chamado MAPSAR, de modo a preencher a lacuna na capacidade nacional de observação terrestre a partir do espaço. O Brasil conta apenas com satélites próprios dotados de sensores óticos, incapazes de imagear determinadas regiões, como a Amazônia, em razão da cobertura de nuvens. Em princípio, o MAPSAR deve contar com cooperação internacional.

A OrbiSat está envolvida com os estudos do MAPSAR desde 2002, ano em que foi responsável por um curso de projeto de radar SAR satelital para pesquisadores do INPE. Entre 2002 e 2007, a empresa acompanhou o desenvolvimento do programa de satélite-radar do INPE e, em 2008, foi contratada para projetar um radar satelital que cumprisse com os requisitos dos Programas PRODES e DETER, de monitoramento do desmatamento na região amazônica. A solução tecnológica apresentada prevê o atendimento das necessidades nacionais com um só satélite."
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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

ACS: binacional divulga informações

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A binacional ucraniano-brasileira Alcântara Cyclone Space (ACS) divulgou ontem (23) um press release sobre o lançamento da pedra fundamental no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, no início deste mês. O texto traz algumas informações interessantes, como uma avaliação do mercado de lançamentos (com base em dados da Euroconsult).

Apesar dos dados da Euroconsult serem relativamente confiáveis (para algumas pessoas do mercado, até mesmo conservadores), a ACS não detalhou a faixa que pretender explorar, e nem como alcançará o número sugerido (seis) de lançamentos anuais. Dado avanço na materialização do projeto da joint-venture, seria bastante pertinente que a empresa divulgasse mais dados sobre o seu plano de negócios e estratégias para a superação dos principais "defeitos" - se assim pode-se chamar - da iniciativa ucraniano-brasileira. Do ponto de vista técnico, há fortes críticas e dúvidas quanto a baixa capacidade do Cyclone 4 em missões de perfil geoestacionário.

Abaixo, reproduzimos a íntegra do press release:

ACS lança Pedra Fundamental em Alcântara

23/09/2010

A Binacional brasileiro-ucraniana Alcântara Cyclone Space lançou, na manhã de 9 de setembro, as obras de construção do seu sítio de lançamento. Instalado onde futuramente será a entrada da ACS, o monumento foi inaugurado pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, e pelos diretores gerais da ACS, Roberto Amaral e Oleksandr Serdyuk.

Dentro da chamada Pedra Fundamental, Amaral e Serdyuk guardaram documentos importantes, que ficarão eternizados sob a placa de inauguração das obras. São os casos das licenças que permitiram à Binacional dar início às obras de seu sítio de lançamento e a publicação no Diário Oficial da União do Estatuto da ACS e do Tratado entre Brasil e Ucrânia.

Casa cheia

A cerimônia de lançamento teve início às 11h e durou cerca de uma hora. O público presente foi de aproximadamente 120 pessoas, entre elas autoridades como o presidente da Agência Espacial Brasileira, Carlos Ganem, o embaixador da Ucrânia no Brasil, Igor Hrushkó, o diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Tenente-Brigadeiro-do-ar Ailton dos Santos Pohlmann, o comandante do Primeiro Comando Aéreo Regional, Major-Brigadeiro Odil Martuchelli Ferreira, o comandante do Quarto Distrito Naval, Vice-almirante Rodrigo Otávio Fernandes de Honkis, o prefeito de Alcântara, Raimundo Soares, e vereadores do município. As comunidades quilombolas de Alcântara também estavam lá.

As obras do sítio de lançamento da Binacional terão início ainda em outubro de 2010. Atualmente, trabalha-se intensamente na supressão vegetal do terreno que abrigará o complexo espacial: uma área de quase 500 hectares do município alcantarense. A expectativa da Binacional é lançar o primeiro foguete Cyclone-4 em fevereiro de 2012.

Veículo lançador

Iniciadas as obras de construção do sítio de lançamento da ACS, chega a hora de voltar as atenções para o veículo lançador Cyclone-4, cujo desenvolvimento e construção estão ocorrendo na Ucrânia. O foguete brasileiro-ucraniano, que conta, paritariamente, com capital dividido entre Brasil e Ucrânia, está em fase final de produção. Assim que ficar pronto, o foguete será propriedade da ACS, igualmente de forma paritária.

O capital social da Binacional Alcântara Cyclone Space, somadas as parcelas que devem ser integralizadas por Brasil e Ucrânia, chega a US$ 487 milhões. Isso significa dizer que cada país investirá na ACS US$ 243,5 milhões até que a Binacional inicie suas operações comerciais, em 2012.

Mercado mundial

O mercado de transporte de satélites é segmentado por tipo de foguete, classificados pela carga que podem transportar, pelo seu alcance ou pela órbita na qual colocarão suas cargas úteis (satélites). A expectativa do mercado de satélites é que boa parte dos que hoje estão em operação na órbita terrestre sejam trocados até 2016. Isso é prova cabal de que o mercado não está estagnado.

De acordo com a estimativa da empresa Euroconsult, um dos líderes mundiais na área de consultoria da indústria espacial, o valor do mercado de lançamentos espaciais nos anos 2009 – 2018 vai atingir quase US$ 60 bilhões de dólares. O mercado é bastante variável, mas anualmente o valor beira a casa dos US$ 6 bilhões. Falando em crescimento do mercado, nos anos 1999 – 2008, o mercado de serviços de lançamentos espaciais faturou US$ 41 bilhões. Tendo isso em vista, espera-se, pois, um crescimento de quase 50%.

A Binacional ACS espera, a partir de 2016, lançar 6 foguetes Cyclone-4 anualmente a partir de seu sítio de lançamento, em Alcântara. De 2012 a 2015, a Binacional espera lançar de 1 a 4 foguetes por ano.

Porto

Atendendo a compromissos internacionais - como é o caso do Tratado entre o Brasil e a Ucrânia, o governo brasileiro deverá construir um porto em Alcântara, o qual, além de atender às necessidades do sítio de de lançamento da ACS, responderá a uma velha reivindicação da população local.

O Brasil e o Estado do Maranhão serão beneficiados com a instalação da referida obra, uma vez que agilizará o transporte de cargas e pessoas de São Luís a Alcântara (em nível regional) e, também, do exterior para o Maranhão (em nível global). Ressalte-se que grandes empresas atuam no Estado do Maranhão atualmente, gerando divisas para o Brasil.

É o caso da Vale, uma das maiores empresas do mundo, e que tem nada menos do que a maior obra de portos em construção do mundo, para receber cargueiros de 500 mil toneladas.

Benefícios para o Brasil

O Projeto Cyclone-4 fará com que o Brasil entre para o rol restritíssimo de países que detêm um programa espacial completo. Isso significa dizer que não mais dependeremos de uma terceira Nação para lançar ao espaço nossos satélites - que servem, entre outras coisas, para monitorar nossas riquezas, nossas fronteiras e nosso litoral.

Com nossos próprios satélites, seremos donos de nossas próprias informações, e não meros receptores de informações sobre nosso País advindas de satélites alugados de outros países.

MA-106

As obras da MA-106 (essa estrada já existia; está sendo reformada e recapeada), indispensáveis enquanto o porto não é construído, custarão R$ 17 milhões. Vale ressaltar que essa estrada é indispensável não apenas para o Projeto Cyclone-4, mas também para a comunidade alcantarense - sobretudo as comunidades quilombolas, uma vez que a mesma faz a ligação interna entre elas. Trata-se de investimento da União no Município de Alcântara que ali permanecerá, para uso das populações.

Possuindo condições geográficas similares às do sítio de lançamento da Binacional ACS, o Centro Espacial Guianês, em Kourou, na Guiana Francesa, custou mais do que custará o sítio da ACS - e ainda há muito o que fazer ali. A respeito disso, ressalte-se que o Centro Espacial Guianês está sendo ampliado: a União Europeia está construindo o sítio do lançamento do foguete russo Soyuz ali.

Os investimentos em Kourou durante os nove anos de desenvolvimento do sítio de lançamento para o veículo Ariane 5 estão na ordem de US$ 3 bilhões de dólares, o que corresponde a uma receita anual de US$ 600 milhões. Tal valor representa nada menos do que 35% do Produto Interno Bruto (PIB) da Guiana Francesa.

Fonte: ACS
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Ganem no Congresso Internacional de Astronáutica

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Ganem participa do do Congresso Internacional de Astronáutica

23-09-2010

O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem, participa, entre os dias 27 de setembro e 1 de dezembro, do Congresso Internacional de Astronáutica (IAC, sigla em inglês) , em Praga, na República Tcheca.

O IAC, o maior congresso anual da área espacial, contará com mais de três mil participantes, entre representantes de agências espaciais e técnicos. O encontro visa o intercâmbio de informações técnicas e o debate de acordos de cooperação entre os países participantes.

As discussões do IAC têm aplicação direta nos trabalhos de desenvolvimento aeroespacial sob tutela da AEB. O objetivo da instituição no congresso é reforçar o papel de regulador e formulador da Política Espacial no Brasil.

O diretor de Transporte e Licenciamento, Nilo Andrade, também participará do evento.

Fonte: AEB
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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Itasat avança

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Projeto do Itasat-1 faz nova revisão no Ita

22-09-2010

No dia 21 de setembro de 2010 ocorre, no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), a Revisão de Requisitos de Sistemas (System Requirements Review – SRR) do projeto do satélite universitário de coleta de dados ITASAT-1, com a participação de especialistas do Instituto de Aeronáutica e Espaço do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA/IAE), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Agência Espacial Brasileira (AEB), ambos subordinados ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

O ITASAT é um projeto de um microssatélite universitário que envolve a AEB, como coordenadora geral e patrocinadora principal (Ação 4934 - Desenvolvimento e Lançamento de Satélites Tecnológicos de Pequeno Porte), o ITA, como responsável pela execução do projeto e o INPE, como provedor de consultoria técnica, de infraestrutura laboratorial e gestor financeiro do Projeto.

Já foram realizadas a Revisão de Definição da Missão (Mission Definition Review – MDR) e a Revisão de Requisitos Preliminares (Preliminary Requirements Review – PRR), em fevereiro e março deste ano, respectivamente. O SRR ocorre dentro da fase B (definição preliminar) do projeto enfatizando os requisitos relativos aos subsistemas e experimentos do satélite Itasat-1.

De acordo com os estudos e análises realizados, o Itasat-1 será um satélite tecnológico universitário com a missão de coleta de dados, tendo como carga útil principal um sistema experimental digital de coleta de dados que está sendo desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) em conjunto com o Centro Regional do Nordeste (CRN), do Inpe. O ITA é o responsável pelos seguintes subsistemas: estrutura, controle térmico, suprimento de energia, controle de atitude e computador de bordo.

Estão previstas quatro cargas úteis secundárias, correspondentes a experimentos a serem realizados no espaço:

a) um estimador de atitude utilizando Microelectromechanical Systems (Mems), em desenvolvimento pela Universidade Estadual de Londrina (UEL);

b) o teste de um Heat Pipe do Inpe;

c) um experimento de controle térmico do ITA;

d) um experimento de comunicação entre satélites da TU Berlin.

O satélite será espinado – gira em torno de um dos seus eixos –, terá uma massa de cerca de 80 kg, com dimensões aproximadas de 60x60x60cm e terá painéis solares em quatro faces. Sua órbita será circular, polar e sua altitude de aproximadamente 600 km.

A conclusão do Projeto está prevista para o final de 2012, início de 2013 e, conseqüentemente, o lançamento do Itasat-1 como carga secundária (carona ou piggy-back) de um veículo lançador.

Fonte: ITA
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SGB: Oi cumpriu sua parte, diz Anatel

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Oi cumpre obrigação com Agência Espacial, diz Anatel

22/09/10 - 00:00

São Paulo - O Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) atestou ontem que a Oi cumpriu sua obrigação de apresentar uma proposta de colaboração para expansão do serviço de satélite de monitoramento de fronteira para a Agência Espacial Brasileira (AEB). Essa obrigação foi uma das condicionantes impostas à empresa quando a agência concedeu a anuência prévia para a compra da Brasil Telecom (BrT), em dezembro de 2008.

Segundo a conselheira da Anatel Emília Ribeiro, relatora da matéria, para se chegar a essa conclusão foram analisadas as trocas de memorando de entendimentos entre a operadora e AEB, Ministério das Comunicações e Ministério da Defesa. Isso porque, segundo a conselheira, a Agência Espacial já tinha contratado uma consultoria para fazer o mesmo serviço, razão pela qual dispensou a proposta da Oi. Assim, a operadora está dispensada da obrigação de fazer investimentos em satélite geoestacionário brasileiro. Segundo Emília, essa proposta havia sido levada à agência pela própria Oi.

Emília também apresentou ontem o seu voto para o uso eficiente do espectro de radiofrequências, a solicitar a inclusão dos estudos referentes aos impactos funcionais e econômicos, retirados pelo relator anterior, Plínio Aguiar, que só contemplou os cálculos matemáticos. O presidente da Anatel, embaixador Ronaldo Sardenberg, solicitou vistas do processo.

Desde segunda-feira os clientes da TV por assinatura da Oi começaram a perder os canais Globo News, GNT, Multishow, SportTV e SportTV 2, todos da Globosat. O cancelamento já havia sido avisado pela operadora, em agosto, por meio de cartas aos clientes, que tinham a opção de migrar de plano ou receber desconto de R$ 20 no valor da assinatura pela perda dos canais.

Fonte: Diário do Comércio e Indústria - DCI

Comentários: em outubro de 2009, publicamos no blog uma análise sobre a situação na época do projeto do Sistema Geoestacionário Brasileiro, abordando os diferentes caminhos (que devem convergir) adotados com o objetivo de se dotar o País com um satélite geoestacionário governamental. Nessa postagem, analisamos a questão da Oi. (para acessá-la, em "Panorama sobre o SGB"). Em junho deste ano, em matéria de capa, o jornal Folha de S. Paulo divulgou que a Oi havia conversado com Lula sobre o projeto ("SGB: Oi demonstra interesse para Lula"). A dispensa pela Anatel da obrigação da Oi de fazer investimentos no SGB, no entanto, não significa necessariamente que o grupo de telecomunicações brasileiro não tenha interesse na iniciativa.
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